sábado, 22 de junho de 2024

.: Crítica: "Ainda Dá Tempo" surpreende porque pode transformar o público


Por 
Helder Moraes Miranda, editor do portal Resenhando.com. 

Divertida e reflexiva ao mesmo tempo, a peça teatral "Ainda Dá Tempo", em cartaz até dia 28 de julho no Teatro Uol, em São Paulo, faz o público pensar na vida. Seriam as escolhas corretas as que tomamos ao longo do caminho? No espetáculo, que vem lotando todas as sessões, três casais de diferentes gerações se encontram em uma casa que está à venda. Os talentosos Bia Arantes e Igor Cosso fazem os jovens que querem comprar a casa. Bruna Thedy e Ricardo Tozzi, um casal de meia-idade, pais de um adolescente, que querem vender o local. Eliete Cigaarini e Norival Rizzo, um casal experiente que já morou naquele ambiente e quer matar a saudade.

Com atuações doces e complementares, por ora engraçadas e por outras emocionantes, os atores fazem a festa no texto escrito por Jeff Gould e dirigido com muita sensibilidade por Isser Korik, que já demonstrou que espetáculos sobre as relações humanas são o forte dele, que já dividiu o palco com Eliete Cigaarini em "Divórcio!", outra história que trata do mesmo tema, com uma abordagem diferente. 

Klayton Pavesi, o adolescente que tem papel fundamental para a história girar, merece menção especial, pois não é fácil brilhar entre um elenco de feras - algo que ele faz com muita naturalidade. "Ainda Dá Tempo" é uma delícia e não vai pelo caminho mais fácil da "risada pela risada". É riso e reflexão. Discute escolas. Faz pensar. 

Todos os atores brilham em um exercício de generosidade raro de se ver em um palco e - sobretudo - no ambiente artístico, repleto de competitividade. Cada um tem o seu momento e absolutamente todos ali estão com o objetivo de contar uma boa história e, de uma maneira surpreendente, fazer pensar. Conseguem mais. O público sai com a esperança de que existe um mundo melhor e com a intenção de consertar as coisas ou simplesmente fazer diferente. Um mérito e tanto para uma peça teatral tão despretensiosa e afetiva.


Parceria de sucesso
A comédia “Ainda Dá Tempo” é o mais recente texto assinado pelo americano Jeff Gould. Durante vinte e cinco anos, o dramaturgo tem feito o público rir ao explorar os territórios do amor, do sexo e do casamento com seu olhar atento sobre aos relacionamentos. “Definitivamente meus textos têm pitadas autobiográficas. Muitos diálogos são baseados no meu relacionamento com minha ex-mulher. Mas não é só isso. Se você quer ser escritor, tenho duas sugestões: seja um pouco louco e seja amigo de alguns deles”, fala o autor sobre o seu trabalho.

“Jogo Aberto”, um dos sucessos anteriores do autor já foi montado em vários países, incluindo o Brasil (2016), traduzido e dirigido por Isser Korik e protagonizado por Ricardo Tozzi. “Eu gosto de repetir parcerias que dão certo. Alguns autores são recorrentes no meu trabalho: João Bethencourt já fiz dois textos, Jeff Gould já é o terceiro que traduzo e enceno. Retomar a parceria com o Tozzi, com a Bruna e com a Eliete, nesse elenco que é um 'dream team' é muito gratificante para mim”. O espetáculo é apresentado pela empresa Metlife e patrocínio do Banco Luso e Consigaz pela Lei Nacional de Incentivo à Cultura.

Ficha técnica
Espetáculo "Ainda Dá Tempo".
Comédia de Jeff Gould.
Tradução e direção de Isser Korik.
Elenco: Ricardo Tozzi, Bruna Thedy, Norival Rizzo, Eliete Cigaarini, Igor Cosso, Bia Arantes e Klayton Pavesi.
Cenografia: Ricardo Tozzi.
Figurinos: Renata Ricci.
Produção executiva e cenotecnia: Will Siqueira.
Trilha sonora: Wagner Bernardes
Fotografia: Guilherme Assano
Assistência de direção: Roana Paglianno
Assessoria de imprensa: Flavia Fusco Comunicação
Criação gráfica: Letícia Andrade  e R+Marketing
Administração: Paloma Espíndola
Prestação de contas: Sonia Kavantan
Coordenação de marketing: Emanoela Abrantes
Iluminador e Operação: Rafael Pereir
Mídias sociais: Renata Castanho
Realização: Referendum Participações e Serviços Ltda e Ministério da Cultura

Serviço:
Espetáculo "Ainda Dá Tempo"
De: Jeff Gould
Tradução e direção: Isser Korik
Gênero: comédia
Duração: 80 minutos
Classificação: 12 anos
Temporada: até 27 de julho. Sextas, sábados e domingos, às 20h00.

Ingressos:
Sextas e Domingos – Setor A R$ 100,00 e Setor B R$ 70,00
Sábados – Setor A R$ 120,00 e Setor B R$ 90,00
Ingressos promocionais com descontos de 70% e 80%, no site e na bilheteria, para os primeiros compradores de cada sessão.

Teatro Uol
Shopping Pátio Higienópolis - Av. Higienópolis, 618 / Terraço / tel.: (11) 3823-2323
Televendas: (11) / 3823-2423 / 3823-2737 / 3823-2323
Vendas on-line: www.teatrouol.com.br
Capacidade: 300 lugares
Acesso para cadeirantes / Ar-condicionado / Estacionamento do Shopping: consultar valor pelo tel: 4040-2004 / Venda de espetáculos para grupos e escolas: (11) 3661-5896, (11) 99605-3094

Horário de funcionamento da bilheteria
Quartas e quintas das 17h às 20h, sextas das 16h às 20h, sábados, das 13h às 22h e domingos, das 13h às 20h; não aceita cheques / Aceita os cartões de crédito: todos da Mastercard, Redecard, Visa, Visa Electron e Amex / Estudantes e pessoas com 60 anos ou mais têm os descontos legais / Clube UOL e Clube Folha 50% desconto.Patrocínio do Teatro Uol: Uol, Folha de S.Paulo, Genesys, Banco Luso Brasileiro e MetLife.

.: "A Extraordinária Livraria de York" para renovar a esperança no mundo


Emocionante e encantador, o livro "A Extraordinária Livraria de York", de Stephanie Butland, explora o poder da literatura, sua capacidade de inspirar, curar e renovar a esperança. Uma história sensível e reconfortante que mostra que, apesar das adversidades, a vida pode continuar. Stephanie Butland é autora best-seller e já publicou nove livros, entre eles sete romances. A tradução é de Cecilia Camargo Bartalotti. Uma ode ao poder da literatura, o romance presenteia o público com uma história sensível e reconfortante que mostra que, apesar das adversidades, a vida pode continuar.

No livro, Loveday Cardew é dona da adorável e aconchegante livraria Lost For Words, em York, na Inglaterra. Apaixonada por livros, ela sabe que uma livraria não é somente um espaço físico - o lado de dentro comporta um universo inteiro. E, mais do que ninguém, sente que há sempre um livro capaz de proporcionar o que cada pessoa necessita.

Até que a chegada inesperada da Covid-19 deixa a vida de Loveday, e a livraria, de cabeça para baixo. Justo quando as pessoas mais precisam de livros, as portas da Lost For Words estão fechadas. Sem seu público habitual, as finanças começam a despencar, e a situação da livraria precisa de uma solução urgente. Após um pedido inusitado de uma antiga cliente, fica evidente para Loveday qual será o seu papel em meio à crise. Ela pode recomendar livros para ajudar as pessoas a enfrentarem as situações em que se encontram: medo, tédio, solidão, desejo de rir e de fugir. Loveday anuncia, então, sua ideia: uma farmácia de livros, que prescreve as obras ideais para cada pessoa. Afinal, um bom livro é capaz de curar feridas. Compre o livro "A Extraordinária Livraria de York", de Stephanie Butland, neste link. 


Sobre a autora
Stephanie Butland mora perto do mar, na Inglaterra, com seu marido Alan e seu cão Harris. Para se divertir, ela lê, tricota, cozinha, caminha e vai ao cinema e ao teatro. Também adora conversar sobre livros e conhecer leitores, e ocasionalmente é poetisa performática. Garanta o seu exemplar de "A Extraordinária Livraria de York", escrito por Stephanie Butland, neste link.

.: "Divertidamente 2": nova personagem ensina sobre como a ansiedade age


O filme “Divertida Mente 2”, em cartaz na rede Cineflix Cinemas, traz a continuação do filme de 2015 que usa personagens coloridos e engraçados para demonstrar de forma bastante lúdica o que acontece no cérebro de uma pessoa enquanto ele cresce e descobre as emoções. No novo longa, um personagem surge prometendo agitar as coisas dentro da cabeça da protagonista, a ansiedade.

Apesar de ser representada como um pequeno ser laranja, o desenho animado nos ajuda a entender melhor como a ansiedade age no nosso corpo, é o que explica o médico psiquiatra Dr. Flávio H. Nascimento.“É preciso entender que a ansiedade é um processo natural do corpo humano, desenvolvido ao longo da evolução humana para a nossa sobrevivência, o grande problema surge quando ela se torna excessiva”, alerta.


A  diferença entre a ansiedade natural e a patológica
A melhor forma de identificar quando a ansiedade está “passando do ponto” é observar os impactos dela no seu dia a dia e nas suas tarefas rotineiras. “Os sintomas de ansiedade, seja ela normal ou patológica, variam apenas na frequência e intensidade. Enquanto a ansiedade normal surge em momentos de perigo real ou ameaças imediatas, a patológica se manifesta em situações cotidianas, com uma intensidade maior que pode causar outros problemas e afetar a saúde mental e física do indivíduo. Quando a ansiedade se torna patológica, ela gera sintomas muito característicos como dor no peito, taquicardia, sudorese e dores de cabeça”, explica Dr. Flávio H. Nascimento.


Sintomas de ansiedade
1. Preocupação excessiva sem motivo plausível;
2. Inquietação ou sensação de estar "no limite";
3. Fadiga excessiva;
4. Dificuldade de concentração;
5. Irritabilidade;
6. Tensão muscular;
7. Distúrbios do sono;


É possível prevenir que a ansiedade se desregule?
Alguns cuidados podem ajudar a manter a ansiedade controlada em níveis normais no organismo, explica Dr. Flávio. “Manter a ansiedade controlada é uma tarefa que exige um controle de muitas variáveis, como a dieta, o sono, equilíbrio entre trabalho e lazer, exercício físico, entre outros. Mas quando há histórico negativo em relação à ansiedade é importante buscar ajuda profissional através das terapias comportamentais e uso de medicamentos, que sempre devem ser indicados por um especialista”, explica.

Sobre Dr. Flávio H. Nascimento
Dr. Flávio Henrique Nascimento é formado em medicina pela UFCG, com residência médica em psiquiatria pela UFPI e mais de 10 anos de experiência na área de psiquiatria. Diagnosticado com superdotação, tem 131 pontos de QI o que equivale a 98 de percentil e é membro do CPAH - Centro de Pesquisa e Análises Heráclito como pesquisador auxiliar.

Assista na Cineflix
Filmes de sucesso como "Clube dos Vândalos" ("The Bikeriders") são exibidos na rede Cineflix CinemasPara acompanhar as novidades da Cineflix mais perto de você, acesse a programação completa da sua cidade no app ou site a partir deste link. No litoral de São Paulo, as estreias dos filmes acontecem no Cineflix Santos, que fica Miramar Shopping, à rua Euclides da Cunha, 21, no Gonzaga. Consulta de programação e compra de ingressos neste link: https://vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SANO Resenhando.com é parceiro da rede Cineflix Cinemas desde 2021.

.: Tudo sobre "Clube dos Vândalos", filme estrelado por Austin Butler e Tom Hardy


Astro de "Clube dos Vândalos", novo longa-metragem da Universal Pictures em cartaz rede Cineflix Cinemas, o ator Austin Butler, conhecido mundialmente ao interpretar Elvis Presley na cinebiografia dirigida por Baz Luhrmann e por ser o vilão de "Duna: Parte 2", agora dá vida a Benny, um motoqueiro apaixonado por velocidade e aventura. Em entrevista, ele detalhou o enredo do filme, que traz ainda Tom Hardy, Jodie Comer, Mike Faist e Michael Shannon no elenco. 

O filme, que narra a história de um clube de motociclistas de Chicago, "Vândalos", faz referência ao livro homônimo de Danny Lyon“Benny se desentendeu com a família e se tornou um lobo solitário. Mas há algo em cada ser humano que faz com que todos precisem de comunidade. Quando ele encontrou os 'Vândalos', encontrou uma figura paterna em Johnny e camaradagem com todos os caras”, conta Austin. 

Segundo o diretor Jeff Nichols, o filme aborda diretamente a busca do ser humano por uma identidade única e como, muitas vezes, as pessoas recorrem a grupos para essa ajuda na definição de quem se é. “É da natureza humana querer pertencer, mas esse sentimento se intensifica quanto mais único é o grupo ao qual escolhemos pertencer - quanto mais específico, mais palpável a identidade. Em certos casos, isso pode ser maravilhoso e estimulante em nossas vidas. Em outros, pode ser terrivelmente destrutivo. 'Clube dos Vândalos' representa ambos”, completa Nichols, reforçando o que Austin comenta.

"Clube dos Vândalos" acompanha a jornada de um clube de motoqueiros do centro-oeste americano, os "Vândalos". Através da vida de seus membros, o filme narra, ao longo de uma década, a transformação do clube, de ponto de encontro de motoqueiros à margem da comunidade local, no início, à gangue sinistra que ameaça e coloca em risco até o modo de vida autêntico e único do grupo original.

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Filmes de sucesso como "Assassino por Acaso" ("Hit Man") são exibidos na rede Cineflix CinemasPara acompanhar as novidades da Cineflix mais perto de você, acesse a programação completa da sua cidade no app ou site a partir deste link. No litoral de São Paulo, as estreias dos filmes acontecem no Cineflix Santos, que fica Miramar Shopping, à rua Euclides da Cunha, 21, no Gonzaga. Consulta de programação e compra de ingressos neste link: https://vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SANO Resenhando.com é parceiro da rede Cineflix Cinemas desde 2021.

.: Música Popular Brasileira em festa: Chico Buarque - 80 anos na "Roda Viva"


Por
 Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural.

Alguns nomes da MPB seguem como unanimidade junto ao público. Um deles com certeza é Chico Buarque, que completou 80 anos no dia 19 e continua sendo um dos mais cultuados compositores de nosso cancioneiro. Suas canções clássicas permanecem sempre atuais, ainda que tenham sido elaboradas em outras épocas.

Carioca de nascimento e torcedor fanático do Fluminense, Chico Buarque praticamente surgiu para a nossa mídia em 1966, quando disputou o festival da canção da TV Record com a canção "A Banda", acompanhado pela cantora Nara Leão. Dividiu o título desse festival com a canção "Disparada", de Geraldo Vandré e Theo de Barros, que foi interpretada por Jair Rodrigues.

Os anos seguintes ainda teriam Chico em festivais, com as canções "Roda Viva" (em 1967) e "Sabiá" em 1968, esta segunda em uma polêmica decisão dos jurados e com a insatisfação do público presente no evento, que preferia a canção de Geraldo Vandré, "Prá Não Dizer que Não Falei das Flores".

Chico Buarque foi sempre uma voz crítica contra a censura imposta durante o período do governo comandado pelos militares. E de uma forma magistral, sempre driblava a censura, criando até um pseudônimo de Julinho da Adelaide, que assinou apenas três canções: "Acorda Amor", "Milagre Brasileiro" e "Jorge Maravilha", sendo esta última um recado subliminar ao então presidente da República, Ernesto Geisel, cuja filha era admiradora das canções de Chico Buarque.

Outra característica marcante é a sua capacidade de escrever canções sobre a ótica do mundo feminino. "Com Açúcar e Com Afeto", "Atrás da Porta", "Olhos nos Olhos" são apenas alguns exemplos que evidenciam sua genialidade. Chico também investiu em trilhas de cinema e peças de teatro. Escreveu a célebre "Ópera do Malandro", cuja trilha sonora também é assinada por ele, além de outras peças marcantes como "Gota D´Água", "Calabar" e "O Grande Circo Místico". Na literatura também se destacou ganhando prêmios com seu trabalho nessa área.

Sua extensa discografia tem vários momentos brilhantes. Um dos pontos altos de sua produção é o álbum "Construção", de 1971, aclamado pela crítica como um dos seus melhores trabalhos. Mas podem ser incluídos ainda o disco de 1978 (com "Apesar de Você" e "Cálice") e de 1984 (com "Vai Passar" e "Pelas Tabelas").

Com a abertura democrática a partir de 1979, a obra de Chico Buarque deixou de ter aquele tom mais contestador para assumir um lado mais lírico, mas sempre com conteúdo relevante. Suas produções, ainda que tenham espaçado cada vez mais nas últimas décadas, sempre brindam o público ouvinte com pérolas musicais, sempre muito bem produzidas. Mas o que impressiona é que o tempo parece não passar para Chico Buarque. Até o tempo conspira a favor dele, pois sua obra continua relevante. Vida longa ao grande compositor.

"Quem Te Viu Quem Te Vê"

"Que Tal Um Samba?"

"Tanto Mar"

.: História viva: musical infantil "Operilda Cai no Choro" estreia no CCBB SP


Com muito humor e criatividade, Operilda (Andréa Bassit), sua amiga Vassorilda e o grupo musical Chorildos passeiam pelo Brasil colonial até chegar aos dias atuais, traçando um paralelo entre o desenvolvimento da cidade do Rio de Janeiro e a invenção do chorinho. Foto: João Caldas Filho


O espetáculo musical infantil "Operilda Cai no Choro", concebido por Andréa Bassitt, tem pré-estreia no Centro Cultural Banco do Brasil em São Paulo no dia 27 de junho, quinta, às 11h00. A temporada acontece até 28 de julho - sextas, sábados e domingos, às 11 horas, incluindo sessões extras nos sábados do mês de julho, às 16h30. Os ingressos são gratuitos e podem ser adquiridos pelo site bb.com.br/cultura ou na bilheteria do CCBB SP, a partir do dia 21 de junho.

Depois do sucesso de público e crítica da montagem "Operilda na Orquestra Amazônica" - Prêmio APCA de Melhor Musical Infantil e Prêmio FEMSA na Categoria Especial - a feiticeira Operilda entra em cena novamente, agora para contar a história da origem do chorinho. "Operilda Cai no Choro" tem direção geral de Regina Galdino e direção musical assinada por Chico Macedo.

Operilda (Andréa Bassitt) é uma jovem feiticeira de 225 anos. Apaixonada por música brasileira, ela precisa deixar o celular de lado e usar somente sua memória e imaginação para falar sobre o surgimento do choro, estilo musical que nasceu no Rio de Janeiro, no final do século XIX. Com muito humor e criatividade, Operilda, sua amiga Vassorilda e o grupo musical Chorildos passeiam pelo Brasil colonial até chegar aos dias atuais, traçando um paralelo entre o desenvolvimento da cidade do Rio de Janeiro e a invenção do chorinho.

Nascido da mistura de ritmos europeus e africanos, o choro foi criado e popularizado por músicos geniais, personagens que entram nessa história junto com Operilda. São eles: Joaquim Callado, Chiquinha Gonzaga, Ernesto Nazareth, Anacleto de Medeiros, Abel Ferreira, Pixinguinha, Zequinha de Abreu, Jacob do Bandolim e tantos chorões que tornaram esse estilo um Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil.

De maneira lúdica e divertida a história do chorinho é contada, cantada e tocada ao vivo. Os Chorildos, músicos que acompanham e interagem com Operilda nessa aventura pelo ritmo brasileiro, são: Chico Macedo (sax, flauta e clarineta), Deni Domenico (cavaquinho e bandolim), Helô Ferreira (violão de 7 cordas) e Nelson Essi (percussão). O cenário e o figurino, assinados por Fabio Namatame, trazem referências do enredo com resoluções lúdicas e encantatórias.

Ao longo do espetáculo, Operilda mostra peculiaridades, particularidades e curiosidades que passam pelo bandolim trazido pelos portugueses, pelos salões de baile com as polcas, pelos quintais com o lundu e as percussões africanas, e pelo ritmo acelerado do maxixe até chegar ao chorinho e seus chorões. No repertório estão músicas como “Tico-Tico no Fubá” (Zequinha de Abreu), “Flor Amorosa” (Joaquim Callado), “Corta Jaca” (Chiquinha Gonzaga), “Brejeiro” (Ernesto Nazareth) e “Carinhoso” (Pixinguinha e Braguinha), entre outros.

Passagens como a chegada da Família Real no Brasil e a história de “Brasileirinho”, composto quando o sobrinho de Waldir Azevedo lhe pediu para tocar uma música, mas no cavaquinho tinha uma corda só, prometem divertir e encantar a plateia. E assim, a bruxinha engraçada Operilda vai conquistando a simpatia das crianças e dos adultos, levando todo mundo a cair no choro.

Ao receber esse espetáculo, o Centro Cultural Banco do Brasil reafirma seu compromisso de ampliar a conexão dos brasileiros com a cultura, formando plateias, aproximando as crianças das artes e valorizando a produção teatral nacional.


Ficha técnica
Texto: Andréa Bassitt.
Elenco: Andréa Bassitt (Operilda), Chico Macedo (sax, flauta e clarineta), Deni Domenico (cavaquinho e bandolim), Helô Ferreira (violão de 7 cordas) e Nelton Essi (percussão).
Direção geral e iluminação: Regina Galdino.
Direção musical e arranjos: Chico Macedo.
Cenário e figurino: Fabio Namatame.
Fotos: João Caldas Filho.
Design gráfico: Alexandre Furtado.
Assistência de direção: Marcos Damigo.
Administração: Maurício Inafre.
Cinegrafia e edição de vídeo: Paulo Arizati.
Coordenação de produção: Andréa Bassitt.
Produção executiva: Regilson Feliciano.
Produção: Oasis Empreendimentos Artísticos.
Assessoria de imprensa: Eliane Verbena.
Patrocínio: Banco do Brasil.
Realização: Ministério da Cultura e Centro Cultural Banco do Brasil.
 

Sinopse "Operilda Cai no Choro"
Operilda é uma jovem feiticeira de 225 anos, apaixonada por música brasileira, que precisa deixar o celular de lado e usar somente sua memória e imaginação para contar uma história sobre o surgimento do choro, estilo musical que nasceu no Rio de Janeiro no final do século XIX. Com humor e criatividade, Operilda, sua amiga Vassorilda e o grupo musical Chorildos passeiam pelo Brasil colonial até chegar aos dias atuais, traçando um paralelo entre o desenvolvimento da cidade do Rio de Janeiro e do chorinho. Nascido da mistura de ritmos europeus e africanos, o choro foi criado e popularizado por músicos geniais que entram nessa história junto com Operilda.
 

Serviço
Espetáculo "Operilda Cai no Choro"
Pré-estreia: 27 de junho, quinta, às 11h
Temporada: 28 de junho a 28 de julho
Dias/Horário: Sextas, sábados e domingos, às 11h
Sessões extras aos sábados do mês de julho, às 16h30
Ingressos: gratuitos em bb.com.br/cultura e na bilheteria do CCBB SP – Disponíveis a partir do dia 21 de junho.
Classificação: Livre (recomendado para crianças a partir de 5 anos).
Local: Teatro (120 lugares). Duração: 50 minutos. Gênero: Musical infantil.

Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo
Rua Álvares Penteado, 112 – Centro Histórico. São Paulo/SP.
Acesso ao calçadão pela estação São Bento do Metrô.
Informações: (11) 4297-0600 | Funcionamento: todos os dias, das 9h às 20h, exceto às terças.

Acessibilidade para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida | Ar-condicionado | Cafeteria
Estacionamento conveniado: Rua da Consolação, 228. Valor: R$ 14,00 (por até 6h). É necessário validar o ticket na bilheteria do CCBB. Traslado gratuito até o CCBB - ida e volta.

Transporte público: o CCBB fica a 5 minutos da estação São Bento do Metrô. Linhas de ônibus com embarque e desembarque nas Ruas Líbero Badaró e Boa Vista.
Táxi/Aplicativo: desembarque na Praça do Patriarca e siga a pé pela Rua da Quitanda até o CCBB (200 m).
Van: ida e volta gratuita, saindo da Rua da Consolação, 228. No trajeto de volta, há também uma parada no metrô República. Das 12h às 21h. (Excepcionalmente, em dias de sessão do Operilda, a van começará a funcionar às 10h)

.: Peça "O Homem que Queria Ser Livro" será apresentado no Theatro Municipal


A montagem fala sobre o poder da superação e o sentido da vida, tendo nos livros seu alicerce. Sessões 24 a 26 de junho, às 20h00. Foto: Eliana Assumpção


"O Homem que Queria Ser Livro", idealizado e protagonizado por Darson Ribeiro, ganha sessões na cúpula do Theatro Municipal, nos dias 24, 25 e 26 de junho, às 20h00. Com texto de Flavio de Souza, "O Homem que Queria Ser Livro" é um trocadilho entre “li-vro” e “li-vre” numa busca de elaboração do cotidiano da vida e da morte, mas, principalmente da superação do viver. A montagem tem a canção Coração de Luto interpretada a capella por Ney Matogrosso. Para as apresentações, a cúpula do Theatro Municipal será transformada numa grande biblioteca, como cenário para a peça.

Diante do enigma da morte e do vazio deixado pela perda de um ente querido, um homem parte em busca do sentido da vida. Nos livros, encontra seu refúgio, enquanto narra os motivos que o afastam do convívio social e o conduzem à solitude das letras. Quando suas forças se esgotam, ele recorre à imaginação para escapar da realidade, mas ainda assim é puxado para um profundo e escuro abismo. Para se proteger, começa a encarnar física e psicologicamente diversos personagens. É nesse processo de "virar letra" que ele encontra o "Cavaleiro da Triste Figura: Dom Quixote", que o faz renascer e se redescobrir.

“O espetáculo conta a trajetória de um homem que demorou para descobrir qual era sua missão na vida: fazer parte do grupo que mantém acesa a chama da sabedoria no mundo, neste momento histórico em que a falta de valores da maior parte da humanidade leva cada vez mais à desvalorização de virtudes e humanismo”, explica Flavio de Souza. O texto é um misto de história pessoal, desde a infância marcada pelo teatro, que se universaliza ao abordar temas filosóficos e essenciais à vida de todos.

A trajetória de criação
Darson Ribeiro criou o espetáculo como uma forma de superar várias perdas, incluindo o luto pela mãe. Ele foi precoce no aprendizado. Aos cinco anos, num sítio, passava horas debaixo da mesa da professora, sua mãe e, por isso, a homenagem que ao mesmo tempo serviu de elaboração do luto daquela mulher.

O solo estreou na Livraria da Vila, nos Jardins, e teve temporada esgotada nos três meses iniciais. Isso levou a um convite da Secretaria Municipal de Cultura, permitindo que a peça se apresentasse em bibliotecas desde a periferia até o centro da cidade.

Durante a pandemia, foi um dos espetáculos mais assistidos pelo #emcasacomosesc e também pelos canais das Secretarias do Estado e do Município. Anos depois, deu origem ao Teatro-D, inaugurado por Ney Matogrosso em 26 de novembro de 2019. Apesar das dificuldades, Darson comemorou o sonho realizado, embora suas atividades tenham se encerrado após apenas dois anos e sete meses, com o espetáculo de Heloísa Périssé.

“A estreia foi sob a direção de Rubens Rusche que saiu do projeto meses depois. Assumi a complexidade da montagem principalmente para poder adequá-lo em bibliotecas, casas de cultura, livrarias e espaços não convencionais, mas, sem macular a essência. Criamos a personagem pensando primeiro na lógica da escrita para demarcar laços de vogais as sentenças, dando volume e peso; dramaticidade humor ao que se lê e aí, transpor o foco para o corpo do ator”, explica Darson.

Ao contrário de um "anjo caído", ele desafiou a vontade dos homens, não a vontade divina, e flutuou entre as palavras usando as capas dos livros como base, e ao se envolver tanto nas histórias, ele se torna como Dom Quixote e os livros então, o ajudam a sair da fantasia e entender a realidade. Então, se segurou nos livros e ficou suspenso no ar - também no sentido figurado de escapar da realidade, tendo as palavras como poder de transportá-lo para um mundo imaginário - as pessoas já não sonham mais, nem mesmo conseguem imaginar.


Participação de Ney Matogrosso
A ideia de convidar Ney Matogrosso foi além da longa amizade. Baseou-se na capacidade dele de expressar uma tragicidade profunda com sua voz, mantendo uma neutralidade ao cantar. Coração de Luto nunca havia sido interpretada a capella antes. Essa música, adaptada por sua mãe, marcou a primeira aparição de Darson no palco, quando ele tinha cinco anos.


Sinopse
Diante do enigma da morte e do nada provocado pela morte de um ente querido, um homem sai em busca do sentido da vida, tendo nos livros seu alicerce, enquanto vai narrando os motivos à solitude das letras ao convívio social. Não reunindo mais forças, recorre à imaginação para fugir da realidade, e mesmo assim vê-se tragado por um escuro e profundo abismo. Para se defender, passa então, a encarnar física e psiquicamente vários personagens, e é nesse “virar letra” que se depara com o "Cavaleiro da Triste Figura: Dom Quixote", que o faz ressurgir renascido.


Ficha técnica
Texto: Flavio de Souza. Participação Especial: Ney Matogrosso. Assistente de Direção, Operação de Luz e Som: João Marcos Barbosa. Fotografia: Eliana Souza e Moisés Pazianotto. Criação da logo: Iago Sartini. Diagramação e Manipulação: Torino Comunicação. Assessoria de Imprensa: Adriana Basanelli. Campanhas e Mídias: King Artes Online. Edição de Som: Lalá Moreira DJ. Gravação: Estúdio Alma Sintética - RJ. Trilha: Rubens Rusche. Cenário, Luz e Figurino: Darson Ribeiro. Armazenamento Oficial: GOODSTORAGE. Realização: DR Produções Teatro-D.


Serviço:
"O Homem Que Queria Ser Livro"
Espetáculos: Dias 24, 25 e 26 de junho, segunda a quarta, às 20h.
Duração: 50 minutos.
Capacidade: 150 lugares.
Classificação Indicativa: livre.
Cúpula Do Theatro Municipal de São Paulo
Praça Ramos de Azevedo, S/N | Informações 11-3367-7200
Ingresso: R$ 33,00 (inteira) / R$ 16,66 (meia)
Site de Compras: https://www.sympla.com.br/

sexta-feira, 21 de junho de 2024

.: Resenha crítica: "Divertida Mente 2" revela Segredo Sombrio de Riley

Por: Mary Ellen Farias dos Santos

Em junho de 2024


A animação "Divertida Mente 2" chega nas telonas depois de "Wish: O Poder dos Desejos" e consegue, de fato, marcar a celebração do centenário Disney. A prova está no fato de levar o público, em massa, para as salas de cinema -um pouco parecido com o que "Barbie" fez em 2023. Resposta importante, uma vez que se trata de uma continuação da coloridíssima história sobre as emoções da menina Riley apresentada em 2015, e, "Divertidamente", que, agora, diante dos nossos olhos, entra na puberdade -passagem delicada e confusa na vida de todo ser humano. 

Quando Alegria, Tristeza, Medo, Nojinho e Raiva conseguem viver em harmonia, Riley, agora com 13 anos, esbarra numa avalanche de emoções que entram em total conflito com o ingresso da Ansiedade, Vergonha, Tédio e Inveja -com participações especiais da Nostalgia que esbanja fofura. Sem tentarem a política da boa convivência, Ansiedade, desesperada e despreparada, assume o controle. E, numa atitude drástica, reprime as emoções base da jovem num cofre.

Sem saber lidar com a nova fase, mesmo tendo o apoio dos pais, Riley precisa computar também o fato de que enfrentará o afastamento das amigas Bree e Grace, enquanto se vê diante de seu modelo de vida, a também jogadora veterana de hockey Val. Em meio a atitudes intempestivas da garota, a animação segue a fórmula de seu antecessor, com alguns acréscimos ao retratar a aventura que é viver e lidar com tudo, tal o título original, "de dentro para fora". 

Mais uma vez, Alegria e Tristeza são incumbidas de uma missão tendo como objetivo final, voltar para a sala de controle das emoções de Riley. No entanto, nessa aventura estão acompanhadas de Nojinho, Medo e Raiva. Enquanto Ansiedade acaba anulando todas outras emoções de Riley, assumindo o posto de antagonista -tal qual Alegria o fez por vezes, na primeira produção-, Tristeza é a responsável mais uma vez na virada de chave da história, tendo ainda o apoio do montanhoso e calado Vergonha -que lembra o saudoso amigo imaginário de Riley, Bing Bong-, estando os dois em constante flerte -o que dá um toque engraçado e romântico para a história.

Outro ponto alto da animação é quando as emoções base são colocadas no cofre ao lado de um personagem de game e de um programa infantil, o qual tem como parceira, a Pochete. Não se iluda de que este fará a vez de Bing Bong, mas garante boas risadas e uma passagem importante para que a trama avance. Todavia, "Divertida Mente 2" também é tocante e mexe mais uma vez com a emoção do público, por vezes. Como passar impune diante da crise de ansiedade de Riley? 

A animação dirigida por Kelsey Mann, com roteiro de Dave Holstein e Meg LeFauve é poderosa ao expandir a mente da jovem Riley, destacar a importância da união, ensinar e envolver o público de todas as idades (embora fale muito com adolescentes e adultos), enquanto mostra que os Estúdios Disney ainda podem acertar trazendo boas histórias -com direito a um suspense quanto ao desfecho. 

Vale destacar que é preciso ficar na sala de cinema até o final dos créditos, pois há uma cena extra em que o Segredo Sombrio de Riley é revelado. Não há como discordar, há qualidade no criativo "Divertida Mente 2", longa animado imperdível!


O Resenhando.com é parceiro da rede Cineflix Cinemas desde 2021. Para acompanhar as novidades da Cineflix mais perto de você, acesse a programação completa da sua cidade no app ou site a partir deste link. No litoral de São Paulo, as estreias dos filmes acontecem no Cineflix Santos, que fica no Miramar Shopping, à rua Euclides da Cunha, 21, no Gonzaga. Consulta de programação e compra de ingressos neste link: https://vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SAN.





"Divertida Mente 2" ("Inside Out 2"). Ingressos on-line neste linkGênero: animação infantilClassificação: livre. Duração: 1h36. Ano: 2024. Distribuidora: Walt Disney Studios Motion Pictures. Direção: Kelsey Mann Roteiro: Dave Holstein, Meg LeFauve. Vozes: Otaviano Costa (Medo), Dani Calabresa (Nojinho), Miá Mello (Alegria), Katiuscia Canoro (Tristeza), Gaby Milani (Inveja) e Fernando Mendonça (Vergonha)Sinopse: Com um salto temporal, Riley se encontra mais velha, passando pela tão temida adolescência. Junto com o amadurecimento, a sala de controle também está passando por uma adaptação para dar lugar a algo totalmente inesperado: novas emoções. Confira os horários: neste link


Leia+ 

quinta-feira, 20 de junho de 2024

.: "Divertida Mente 2" e "Clube dos Vândalos" são as estreias Cineflix Santos

Cena de "Divertida Mente 2" que estreia na Cineflix Cinemas


A unidade Cineflix Cinemas Santos, localizada no Miramar Shopping, bairro Gonzaga, traz duas estreias para serem curtidas com balde de pipoca deliciosamente quentinha: a animação infantil da Disney "Divertida Mente 2" e o drama de crime "Clube dos Vândalos". Seguem em cartaz a comédia romântica de ação "Assassino Por Acaso" e a comédia de ação policial "Bad Boys: Até o Fim". Programe-se e confira detalhes abaixo! 

O Resenhando.com é parceiro da rede Cineflix Cinemas desde 2021. Para acompanhar as novidades da Cineflix mais perto de você, acesse a programação completa da sua cidade no app ou site a partir deste link. No litoral de São Paulo, as estreias dos filmes acontecem no Cineflix Santos, que fica no Miramar Shopping, à rua Euclides da Cunha, 21, no Gonzaga. Consulta de programação e compra de ingressos neste link: https://vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SAN.

Estreias da semana na Cineflix Santos


"Divertida Mente 2" ("Inside Out 2"). Ingressos on-line neste linkGênero: animação infantilClassificação: livre. Duração: 1h36. Ano: 2024. Distribuidora: Walt Disney Studios Motion Pictures. Direção: Kelsey Mann Roteiro: Dave Holstein, Meg LeFauve. Vozes: Otaviano Costa (Medo), Dani Calabresa (Nojinho), Miá Mello (Alegria), Katiuscia Canoro (Tristeza), Gaby Milani (Inveja) e Fernando Mendonça (Vergonha)Sinopse: Com um salto temporal, Riley se encontra mais velha, passando pela tão temida adolescência. Junto com o amadurecimento, a sala de controle também está passando por uma adaptação para dar lugar a algo totalmente inesperado: novas emoções. Confira os horários: neste link




"Clube dos Vândalos" ("The Bikeriders"). Ingressos on-line neste linkGênero: drama, crime, thrillerClassificação: 16 anos. Duração: 1h56. Ano: 2023. Distribuidora: Focus Features e Universal Studios. Direção: Jeff Nichols. Roteiro: Jeff Nichols. Elenco: Austin Butler, Jodie Comer, Tom HardySinopse: No espaço de apenas uma década, um motoclube do Meio-Oeste dos Estados Unidos deixa de ser um ponto de encontro para desajustados locais e se transforma em um lugar sinistro, ameaçando o modo de vida do grupo original. Confira os horários: neste link


Seguem em cartaz na Cineflix Santos

"Assassino Por Acaso" ("Hit Man"). Ingressos on-line neste linkGênero: ação, comédiaClassificação: 16 anos. Duração: 1h55. Ano: 2023. Distribuidora: Diamond Films Brasil. Direção: Richard Linklater. Roteiro: Glen Powell, Richard Linklater. Elenco: Adria Arjona, Glen Powell, Austin AmelioSinopse: Um assassino quebra o protocolo para ajudar uma mulher desesperada que tenta fugir de seu marido. Confira os horários: neste link



"Bad Boys: Até o Fim" ("Bad Boys IV For Life"). Ingressos on-line neste linkGênero: ação, comédiaClassificação: 16 anos. Duração: 1h55. Ano: 2023. Distribuidora: Sony Pictures Brasil. Direção: Adil El Arbi, Bilall Fallah. Roteiro: Chris Bremner, Will Beall. Elenco: Will Smith, Martin Lawrence, Vanessa HudgensSinopse: Os brincalhões polícias de Miami, Mike Lowrey e Marcus Burnett, embarcam em uma perigosa missão para limpar o nome do falecido capitão da polícia. Confira os horários: neste link



quarta-feira, 19 de junho de 2024

.: "Retorno ao Ventre", de Jr. Bellé: os poemas e a luta do povo kaingang


Na coletânea de poemas "Retorno ao Ventre", lançado pela editora Elefante, o autor Jr. Bellé entrelaça a história de sua família com as raízes kaingang e o movimento de resistência indígena no sul do Brasil. A obra é uma narrativa poética que usa memórias, documentos históricos e ficção para retratar a violenta ocupação das terras indígenas e a luta contínua por demarcação e reconhecimento.

Traduzido para o kaingang, com ilustrações da ativista Moara Tupinambá e contribuições da poeta Eliane Potiguara, o livro celebra lideranças indígenas contemporâneas e convida a um novo olhar sobre a história dos povos originários no Rio Grande do Sul e Paraná, onde há séculos a população enfrenta a invisibilização.


Em defesa da memória e do território kaingang
No livro de poemas "Retorno ao Ventre", Jr. Bellé conecta a história da família ao movimento de resistência vivido pelos povos indígenas no Sul do país. Quando as lembranças de Pedrolina deterioravam-se pelo Alzheimer, ela ligou para o sobrinho e escritor Jr. Bellé para contar uma história até então desconhecida. A família deles, majoritariamente branca, estabelecida no sudoeste do Paraná, vinha de raízes indígenas, possivelmente kaingang. É um relato parecido com a de diversos brasileiros e atravessa a própria formação do país: vítima de um bugreiro alemão, sua tataravó era uma criança indígena que nasceu, viveu e morreu sem registros oficiais ou alguém para relembrar sua trajetória às gerações seguintes. 

Foi o autor que tomou para si esse compromisso e preencheu as lacunas da memória com ficção em Retorno ao ventre - Mỹnh fi nugror to vẽsikã kãtĩ, publicado pela editora Elefante. Na obra, tia Pedrolina também aparece, mas, diferente da vida real, ela está no leito do hospital quando compartilha as escassas lembranças sobre sua ancestral. A partir desse momento, os poemas começam a refletir sobre as consequências do violento processo de ocupação de terras indígenas por colonos brancos: a "marcha para o oeste". Um de seus episódios inaugurais foi a primeira expedição militar da República em direção ao "grande sertão", ou "vazio demográfico", como era chamado o sudeste do Paraná. Contudo, o lugar era o lar e o território de inúmeros povos originários.   

o termo sertão é aqui empregado
sempre no sentido
de vazio demográfico
por vazio demográfico entenda-se apagamento
pois é evidente que aquelas terras estavam cheias
de pinheiro de macaco de tatu de xetá de unha-de-gato
de taquara-mansa de fumeiro-brabo de ipê de kaiowá
de gralha-azul de chuchu de xokleng de cipó de aracá
de alecrim-do-mato de ariticum-preto de ingá de mỹnh
o vazio estava especialmente cheio de mỹnh
estava cheio de nós
("Retorno ao Ventre", pg. 54) 

Para construir esta poesia narrativa, Jr. Bellé recorreu a documentos históricos presentes nos arquivos de espaços como o Museu dos Povos Indígenas do Rio de Janeiro e o Portal da Legislação Histórica do Governo Federal. Parte desta documentação está inserida no livro, como uma composição artística de uma aldeia de casas subterrâneas, uma carta sobre a primeira incursão militar ao sudoeste do Paraná redigida pelo capitão do exército José Ozório e um registro de doação de terras com a comprovação da presença dos povos originários no local. 

Em meio a encontros e desencontros, memórias e esquecimentos, a obra percorre o passado para explicar o presente. Além de abordar as violências e resistências vividas pelas populações indígenas um século atrás, o autor ainda comenta sobre os problemas atuais, como a reivindicação do direito à demarcação de terras, ao passo que celebra conquistas de lideranças como Sônia Guajajara, Ailton Krenak, Davi Kopenawa, Iracema Gah Té (kujá kaingang que luta pela demarcação do Morro Santana, em Porto Alegre, a quem o livro é dedicado), e muitas outras. 

Bilíngue, o livro foi escrito em português e traduzido ao kaingang pelo professor André Caetano, liderança da T.I. de Serrinha, no Rio Grande do Sul, com revisão final do professor Lorecir Koremág. Já a orelha é assinada por Eliane Potiguara, uma das mais importantes poetas brasileiras e fundadora da Rede Grumin de Mulheres Indígenas, enquanto as ilustrações são da artista e ativista Moara Tupinambá. 

Vencedor do Prêmio Cidade de Belo Horizonte na categoria Poesia, Retorno ao ventre reconstrói as lacunas da memória com a ficção e homenageia os primeiros habitantes do país, que viviam aqui muito antes de ele ser denominado “Brasil”. A obra também reivindica um novo olhar para o Sul, onde há séculos a população indígena luta contra a invisibilização. Jr. Bellé explica: “falo sobre um local onde muitos já habitaram e ainda habitam: kaingang, kaiowá, mbyá, xokleng, xetá... Os povos do Paraná têm memória, e ela precisa ser preservada e exaltada”. 


Sobre o autor
Doutorando em Estudos Literários (UFPR), mestre em Estudos Culturais (USP) e especialista em Jornalismo Literário (ABJL), Jr. Bellé é jornalista, pesquisador e programador de literatura do Sesc Av. Paulista. Tem quatro livros publicados: “Trato de Levante”, cuja obra foi adaptada para o cinema; “amorte chama semhora”; “Mesmo se saber pra onde”, que recebeu o Prêmio Variações de Literatura e teve menção honrosa no Prêmio Casa de Las Américas; e Retorno ao ventre, obra mais recente lançada pelo autor e publicada pela editora Elefante, que venceu o Prêmio Cidade de Belo Horizonte na categoria Poesia, em 2023.  Filho de Dona Bete e seu Valcir, nasceu em Francisco Beltrão, no sudoeste do Paraná, uma terra indígena ancestral.

.: Adaptação de romance, "Não Fossem as Sílabas do Sábado" estreia em julho


O espetáculo trata de temas como vida e impermanência, memória e apagamento, maternidade e luto, resistência e recomeços. A dramaturgia é de Liana Ferraz e elenco é formado pelas atrizes Carol Vidotti e Fábia Mirassos. Foto: Tomás Franco


Um trágico e absurdo acidente que muda a vida de duas mulheres é tema de "Não Fossem as Sílabas do Sábado", uma adaptação para o romance que rendeu à escritora e defensora pública Mariana Salomão Carrara o Prêmio São Paulo de Literatura em 2023. O espetáculo tem sua temporada de estreia no Sesc Belenzinho de 5 de julho a 4 de agosto, com apresentações às sextas e aos sábados, às 20h, e aos domingos, às 18h30.

A peça tem direção de Joana Dória, dramaturgia de Liana Ferraz e elenco formado por Carol Vidotti e Fábia Mirassos. A ideia de transportar o romance para o palco surgiu de um encontro casual entre Vidotti e a autora Mariana Salomão Carrara na plateia de outro espetáculo, em junho de 2023. “Eu perguntei para a Mariana se ela já tivera um livro seu adaptado para o palco e ela disse que adoraria que isso acontecesse. Nesse instante, a semente do projeto brotou na minha cabeça. Voltei para casa completamente eufórica, entendendo que ‘Não fossem as sílabas do sábado’ era a história que eu vinha buscando para contar numa peça. Tinha lido o livro numa quinta-feira de janeiro e me envolvido profundamente com essas personagens”, revela Vidotti, que assina a idealização da montagem. 

A trama se passa em uma manhã de sábado, quando Ana, que está em uma loja de molduras, liga para seu marido André, pedindo ajuda para carregar o quadro com o pôster do filme favorito do casal. Como a casa dos dois fica ali perto e André está demorando muito, a esposa começa a suspeitar do atraso. Um trágico acidente muda a vida de Ana e de sua vizinha Madalena, que moram no mesmo prédio, mas mal se conhecem: o marido de Madalena, ao pular da janela, desaba justamente sobre André. A partir de então, o que une as duas viúvas passa a ser justamente o que as separa. Em uma rotina de ausências, elas vão se aproximando e, juntas, atravessam a dor, a chegada de uma criança e as agruras do recomeço. Assim, nasce uma amizade que, talvez, expanda o que se entende por família.

“O luto vertiginoso que a narradora atravessa, as dores de ter seu plano de futuro perfeito destruído, as dificuldades com a maternidade, e a maneira como, acima de tudo, essas duas mulheres constroem uma relação de amizade e reformulam juntas o entendimento de família eram temas que vinham de encontro às minhas inquietações artísticas”, acrescenta Vidotti

Sobre a sensação de ver seu romance adaptado para a cena, Mariana Salomão Carrara relata: “Descobri que dentro da minha cabeça de escritora, possivelmente dentro de qualquer cabeça de escritora, existe uma espécie de palco. Só me dei conta disso quando vi, num ensaio, as atrizes materializando as palavras que em algum momento escutei dentro da minha cabeça.  Fiquei muito emocionada e perdida ouvindo a conversa num léxico que não é o meu – figurino, sombras, refletores – tentando compreender esse fenômeno que é tragarem para fora do livro e da cabeça de escritora essas vidas e essas dores que parecia que eu estava conhecendo de verdade apenas ali”.

A adaptação da obra para os palcos vem como disparador de temas caros de trazer para o debate público, como vida e impermanência, memória e apagamento, maternidade e luto, resistência e recomeços, amizade e amor. Tudo sob uma perspectiva feminina.

Já a diretora Joana Dória revela que se encantou pelo encontro das duas mulheres. “Mergulhamos no processo criativo querendo fazer peça do romance: manter seus traços estilísticos, suas imagens e adjetivos; explorar seu ritmo, seus fluxos, seus jorros, o transbordamento de palavras; e ter nossa prática teatral movimentada pela matéria da literatura. Como o texto literário pode ser transformado em expressão performativa, sonora, espacial e plástica? Como essas diferentes abordagens textuais podem dialogar entre si na criação cênica, sem que percamos de vista o objetivo simples de ser veículo de uma boa história?”, indaga. 

Além dos temas discutidos pela peça, as artistas destacam a importância de se trazer ao público uma adaptação de uma obra literária, instigando e incentivando as pessoas a tornar o ato de ler, acima de um hábito, uma prática social significativa para um avanço de nossa capacidade de estar no mundo.


Sinopse
Ana e Madalena são vizinhas, moram no mesmo prédio, mas mal se conheciam até um fato trágico marcar a vida das duas e mudar os rumos de suas histórias. O marido de Madalena, ao pular da janela, desaba justamente sobre o marido de Ana. E, a partir disto, o que as une é o que as separa. Na rotina das ausências, as duas viúvas vão se aproximando: atravessam a dor, a chegada de uma criança, as agruras do recomeço. Nasce uma amizade, que talvez expanda o que se entende por família. Não fossem as sílabas do sábado é uma adaptação teatral do romance homônimo de Mariana Salomão Carrara.


Bate -papo com Mariana Salomão Carrara, Carol Vidotti e Liana Ferraz
A recriação do romance "Não Fossem as Sílabas do Sábado" no teatro
Dia 3 de agosto de 2024
Horário: das 16h00 às 18h00
Local de realização: Área de Convivência


Ficha técnica
Idealização: Carol Vidotti
Elenco: Carol Vidotti e Fábia Mirassos
Direção: Joana Dória
Autora: Mariana Salomão Carrara
Dramaturgia: Liana Ferraz
Direção de movimento: Nina Giovelli
Assistência de direção: Abel Xavier
Trilha sonora e operação de som: Pedro Semeghini
Cenografia: Andreas Guimarães
Figurino: Érika Grizendi
Visagismo: Fábia Mirassos
Projeções, mapping e operação de vídeo: Vic Von Poser
Desenho e operação de luz: Henrique Andrade
Direção técnica: Giovanna Gonçalves
Fotos: Tomás Franco
Designer gráfico: Renan Marcondes
Intérprete de LIBRAS: Mirian Caxilé e Felipe Medeiros
Assessoria de imprensa: Pombo Correio
Apoio Cultural: Instituto Brasileiro de Teatro - IBT
Direção de produção: Marisa Riccitelli Sant’ana e Rachel Brumana
Produção executiva: Dani Correia e Paula Malfatti
Assistente de produção: Beatriz Falleiros
Gestão: Associação SÙ de Cultura e Educação


Serviço
"Não Fossem as Sílabas do Sábado"
Temporada: 5 de julho a 4 de agosto de 2024*
Às sextas e aos sábados, às 20h, e aos domingos, às 18h30
Sesc Belenzinho – Sala Espetáculos II – Rua Padre Adelino, 1000, Belenzinho
Ingressos: R$40,00 (inteira), R$20,00 (meia-entrada) e R$12,00 (credencial plena)
Vendas online em sescsp.org.br. Venda presencial em qualquer unidade do Sesc São Paulo
Telefone: (11) 2076-9700
Classificação: 12 anos
Duração: 1h20
Capacidade: 120 lugares
Acessibilidade: apresentações com tradução em LIBRAS acontecem nos dias 20 e 21 de julho. Teatro acessível a cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida.

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