domingo, 30 de março de 2025

.: "A Vida Começa aos 60": teatro de Aguinaldo Silva traz à tona a reinvenção


Com personagens que representam uma geração ativa, dona de seus próprios desejos e direitos, a história celebra a reinvenção pessoal e a coragem de se permitir viver intensamente, independentemente do número de anos vividos. Foto: Luiz Nicolau


Na sociedade contemporânea, em que as gerações mais velhas estão cada vez mais ativas, engajadas e com novos desejos, histórias como a de "A Vida Começa aos 60" se tornam essenciais para quebrar estigmas e preconceitos, celebrando o direito de sentir e viver o amor com intensidade, sem vergonha ou medo do julgamento. O espetáculo tem texto de Aguinaldo Silva, adaptação de Virgílio Silva, é estrelado por Luiza Tomé e Julio Rocha, e direção de Maciel Silva. A estreia será no dia 12 de abril, na Casa das Artes, e promete marcar a temporada teatral de 2025.

Com personagens que representam uma geração ativa, dona de seus próprios desejos e direitos, a história celebra a reinvenção pessoal e a coragem de se permitir viver intensamente, independentemente do número de anos vividos. No tempo em que a sociedade valoriza a juventude como o ápice da beleza e da felicidade, histórias como a de Lourdes e Amaro mostram que a maturidade pode ser uma fase de descobertas ainda mais ricas e gratificantes.

Lourdes, a protagonista feminina, questiona os valores e estigmas que a sociedade impõe aos mais velhos, especialmente quando se trata de relacionamentos. Amaro, o protagonista masculino, reacende em Lourdes o sentimento de ser desejada. O que se segue é uma linda jornada de autodescoberta, onde os dois personagens, através de suas fragilidades e forças, demonstram que o amor não tem prazo de validade e que nunca é tarde para se apaixonar, namorar ou casar.

"A Vida Começa aos 60" é um convite à diversão ao retratar o romance entre dois personagens que ultrapassam as barreiras da idade e se entregam ao desejo e à paixão, a peça nos ensina que o amor e o prazer podem ser vividos em qualquer fase da vida. Basta querer!


Sinopse
A paixão entre Lourdes e Amaro, já na casa dos 60 anos, abre espaço para o questionamento dos valores e estigmas que a sociedade, e a família, impõe aos mais velhos. O que se segue é uma linda jornada de autodescoberta, onde os dois personagens, através de suas fragilidades e forças, demonstram que o amor não tem prazo de validade.


Ficha técnica
Espetáculo "A Vida Começa aos 60"
Texto: Aguinaldo Silva
Adaptação: Virgílio Silva
Direção: Maciel Silva
Elenco: Luiza Tomé, Júlio Rocha, Glaura Lacerda, Natália Amaral, Tomás Vasconcelos, Xico Garcia
Elenco de apoio: Welligtton Firmino
Assistente de direção: Fellipe Calixto
Diretor de produção: Francisco Patrício
Produção executiva: Ronny Vieira
Assistente de produção: Roberta Viana
Assessoria de imprensa: Flavia Fusco Comunicação
Administração: Izabela Santté
Produção: Casa de Artes


Serviço
Espetáculo "A Vida Começa aos 60"
Classificação: 14 anos
Duração: 75 minutos
Gênero: comédia
Temporada: de 12 de abril a 11 de maio. Sábados, às 20h, e domingos, às 18h.
Ingressos: Sympla
Valores: R$ 50,00 | R$ 25,00
Casa de Artes - Rua Major Sartório 476 - Vila Buarque / São Paulo

.: Como surgiram as cantigas de roda? Não sei, só sei que foi assim...

Contrarides, o homem mais mal-humorado da Ilha de Marajó, sonhou com uma profecia e foi resgatar a amada. Viu uma jovem indígena em apuros nas águas e a salvou, junto de seus animais de estimação: dois sapos-cururu, que passaram a viver à beira do rio. Já na Catalunha, Araquídia  era conhecida pelas estranhas promessas. Um dia, disse que a paróquia da cidade precisava estar pronta em um ano, mas, poucos minutos antes do prazo, percebeu um sino faltando no topo. Ela então propôs uma torre humana e a escalou para cumprir com o horário. Depois disso, foi apelidada de Dona Aranha. Como essas situações se tornaram cantigas de roda? Não sei... Só sei que foi assim.

Com uma homenagem a Ariano Suassuna e às mirabolantes histórias de Chicó, Fernanda de Oliveira torna a famosa frase de “Auto da Compadecida” em título de um projeto literário dividido em dois volumes. Além de Sapo-Cururu e Dona Aranha, "Só Sei que Foi Assim, Vol. 2" – a publicação mais recente da saga – narra as origens de Papagaio Louro, Alecrim Dourado, Terezinha de Jesus, Na Bahia Tem, Borboletinha, A Galinha do Vizinho e Carneirinho, Carneirão. Também há um conto surpresa sobre Ninoca, uma telefonista com talento nato para as anedotas e que criou tantas outras canções. Compre o livro "Só Sei que Foi Assim, Vol. 2" neste link.

Dizem que o casal deu às filhas os mesmos nomes das galinhas, para lhes prestar uma homenagem, pois graças às penosas é que puderam conviver mais em seus quintais abertos, acabando por se apaixonar. Bom, os nomes das gêmeas serem Crizelda e Tibúrcia já acho meio difícil, mas que as duas compuseram juntas a música “A galinha do vizinho”, aí eu tenho garantia. E entre certezas que se avizinham dela, só sei que foi paralelamente assim. ("Só Sei que Foi Assim, Vol. 2", p. 55)

As peripécias narradas em tom de fofoca celebram a diversidade brasileira ao ambientar enredos em todas as regiões, de Norte a Sul. Com 21 xilogravuras de J. Borges, um dos mais importantes artistas populares do país, e de Pablo Borges, a obra destaca a figura dos ciganos, a trajetória dos bandeirantes, a influência espanhola no país, as práticas alimentares e os diferentes dialetos.

Produzido a partir de uma extensa pesquisa sobre os hábitos de várias partes do Brasil, o livro dá continuidade ao primeiro volume e busca unir famílias ao dialogar com uma memória musical compartilhada por todos desde a infância. Para isso, as páginas apresentam QR Codes que conduzem às cantigas. Com arranjos de Giordano Pagotti e voz da própria Fernanda de Oliveira, as canções também homenageiam a cultura ao atravessar gêneros como xote, frevo, forró, maxixe, catira, baião, samba e toada.

Os textos valorizam o repertório estético do leitor, da criança ao adulto, por trazer uma linguagem rica e até rebuscada. “É um projeto que visita a história de cada brasileiro, quando envolvemos a produção da pamonha e do sabão, quando falamos da nossa caatinga, nossas lendas, nossa natureza, das grandes fazendas do interior, das ladeiras de Salvador, dos búfalos de Marajó, entre outros”, explica a autora. Também conhecida comFê Liz, ela faz jus ao apelido por sempre trazer um final feliz, típico do universo extraordinário e inocente da infância.


Sobre a autora
Conhecida como Fê Liz, Fernanda de Oliveira é escritora, compositora, cantora e produtora de peças de teatro com mais de 25 anos dedicados ao público infantojuvenil. Nascida em Brasília, atualmente mora em Copenhague, na Dinamarca, e realiza atividades culturais de aproximações entre o Brasil e diversos lugares do mundo. É autora de 37 obras infantojuvenis e já foi reconhecida por importantes instituições e projetos, como a Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ), o Selo Cátedra Unesco de Leitura da PUC-RIO, o PNLD e o selo AEILIJ, da Associação de Escritores e Ilustradores de Literatura Infantil e Juvenil. Por meio dos livros "Só Sei que Foi Assim, Vol. 1" e "Só Sei que Foi Assim, Vol. 2", promoveu uma exposição homônima no Consulado-Geral do Brasil em Barcelona, que também será feita na Embaixada do Brasil em Copenhague. Foto: Divulgação/Bruna Nacarato. Garanta o seu exemplar de "Só Sei que Foi Assim, Vol. 2" neste link.


Ficha técnica
Livro 
"Só Sei que Foi Assim, Vol. 2"
Autora: Fernanda de Oliveira
Editora: Melhoramentos
ISBN: ‎978-6555397857
Número de páginas: 72
Compre o livro neste link.

sábado, 29 de março de 2025

.: “Cartas Libanesas: Ayuni”, de Duca Rachid, estreia no Sesc Ipiranga


Em comemoração aos dez anos de estreia do espetáculo “Cartas Libanesas: Ayuni”, uma nova montagem chega aos palcos, transformando o então monólogo num diálogo amoroso entre um homem e sua mulher, agora juntos em cena. O espetáculo estreia na próxima sexta-feira, dia 4 de abril, às 20h00, no Sesc Ipiranga, em São Paulo. 

A dramaturgia inédita da premiada autora Duca Rachid, em diálogo com o texto inicial de José Eduardo Vendramini e direção de Georgette Fadel e Luaa Gabanini, traz o ponto de vista feminino da saga do mascate libanês que imigrou para o Brasil nos anos 1910 em busca de uma vida melhor, deixando a esposa grávida no oriente.

Em cena, os atores Ana Cecília Costa e Eduardo Mossri, que também estiveram juntos vivendo personagens árabes na novela “Órfãos da Terra”, de Duca Rachid, contemplada com o Emmy Internacional, o Rose D’Or e o Seoul Internacional Awards, abordando o tema da migração e o drama de pessoas em situação de refúgio.


Ficha técnica
Espetáculo “Cartas Libanesas: Ayuni”
Idealização: Eduardo Mossri 
Texto: Duca Rachid e José Eduardo Vendramini 
Direção: Georgette Fadel e Luaa Gabanini 
Elenco: Ana Cecília Costa e Eduardo Mossri
Iluminação: Marisa Bentivegna 
Trilha sonora: Gregory Slivar
Direção de arte: A Equipe
Figurino feminino: Marichele Artisevskis
Figurino masculino: Fause Haten
Assistente de direção: Sergio Siviero 
Pesquisadora: Muna Omran
Preparadora vocal: Sonia Goussinsky  ​


Serviço
Espetáculo “Cartas Libanesas: Ayuni”
Estreia dia 4 de abril, sexta-feira, às 20h00
Sesc Ipiranga - Rua Bom Pastor, 822 – Ipiranga / São Paulo 
Ingressos: https://www.sescsp.org.br/programacao


.: Caetano W. Galindo lança "Na Ponta da Língua" no Museu da Língua Portuguesa


"Fala Falar Falares" tem curadoria da cineasta e cenógrafa DanielaThomas e do escritor e linguista Caetano W. Galindo. A mostra abre para o público está em cartaz no Museu da Língua Portuguesa. Foto: Wellington Almeida

Como parte da programação de abertura da exposição "Fala Falar Falares", o escritor e linguista Caetano W. Galindo lança o livro "Na Ponta da Língua", publicado pela Companhia das Letras, neste sábado, dia 29 de março, às 17h00, no Museu da Língua Portuguesa, localizado na Estação da Luz, em São Paulo. O livro propõe compartilhar instrumentos para que os leitores sejam investigadores da história da língua portuguesa tendo o corpo humano como base. Numa jornada que vai da cabeça aos pés, o autor ensina os processos históricos que explicam por que nosso pescoço deixou de ser "poscoço" e a ligação inusitada entre o joelho e uma almofada. Com curadoria da cenógrafa e cineasta Daniela Thomas e do próprio Galindo, a exposição fica em cartaz até setembro.

Enquanto o leitor se diverte com o humor constante da prosa de Galindo, que corre quase como uma performance cômica, mal se nota que se aprende os complexos mecanismos que regem as mudanças da língua ao longo dos séculos e os processos ocultos por trás da formação das palavras. Ao final da leitura, nunca mais se olhará um diminutivo "inho" da mesma forma. Uma aula magistral de etimologia sem a menor dor de cabeça - que, aliás, vem do latim capitia e tem a mesma origem de "chefe". O evento acontece no auditório do Museu da Língua Portuguesa, incluindo bate-papo com o autor e sessão de autógrafos. Neste dia, a visita ao museu é gratuita, então a dica é chegar mais cedo para conferir a exposição e esticar até o lançamento. Compre o livro "Na Ponta da Língua" neste link.

Já parou para pensar que o simples ato de falar é um superpoder da espécie humana? Para pronunciar uma única palavra, acionamos todo o corpo – o cérebro, os pulmões, as cordas vocais, a boca. Quando o som que corta o ar encontra outra pessoa, esta operação se completa na forma de uma conversa, de música ou de protesto. "Fala Falar Falares" é a nova exposição temporária do Museu da Língua Portuguesa. A mostra aborda a fantástica capacidade de se manipular o som a partir do corpo, sob uma perspectiva mais do que especial: a do português falado no Brasil e de sua variedade. 

“'Fala Falar Falares' é um mosaico de vozes e sotaques que celebram a diversidade do Brasil. No Museu da Língua Portuguesa, acreditamos que a língua é um espaço de encontro e de inclusão, onde todas as formas de falar têm seu lugar e sua importância”, afirma a diretora técnica da instituição, Roberta Saraiva. A exposição tem o objetivo de fazer o público pensar no quanto é especial a capacidade de falar – e, com a fala, criar música, cultura e se expressar de maneiras tão diferentes dentro da mesma língua.

Daniela Thomas explica que a ideia do percurso é provocar uma autoconsciência inédita para o público. “Se tudo der certo, o visitante deverá despertar-se para os inúmeros mecanismos e histórias envolvidas na própria ideia que faz de si mesmo, sempre mediada pela língua que usa para pensar, se comunicar e se identificar no mundo". A primeira parte é dedicada a mostrar como o fenômeno da fala acontece dentro do corpo a partir de coisas essenciais para a vida: o ar e a respiração. “O sistema da língua ‘rouba’ órgãos que não foram feitos para a fala, mas a gente está tão familiarizado com isso que não paramos para pensar o quanto é fascinante e maravilhoso”, diz Caetano W. Galindo.

Em uma das instalações, os visitantes serão convidados a usar um microfone que foi calibrado para captar apenas sons de pessoas respirando – e que está ligado a uma projeção de luz que pulsa conforme este som. Outra experiência mostra imagens captadas por uma máquina de ressonância magnética, onde é possível observar como se movimenta o interior de um corpo humano quando fala algumas frases conhecidas de canções brasileiras. Uma curiosidade é que essas imagens foram gravadas na Alemanha: a equipe da exposição descobriu a existência de um aparelho disponível e de um engenheiro brasileiro que topou se gravar enquanto entoava as frases escolhidas.

Assim, "Fala Falar Falares" começa a mostrara relação dos brasileiros com a língua portuguesa, expressa na exposição como uma grande celebração das diferentes formas de se falar em todos os cantos do país. O público vai encontrar os mais diversos sotaques em diálogo com experiências participativas que são uma das marcas do trabalho de Daniela Thomas em exposições. Depois disso, os visitantes poderão acionar com seus próprios movimentos a imagem de um corpo todo composto de informações a respeito da origem e da formação das palavras que dão nome aos nossos órgãos e membros.

Num outro momento, os visitantes vão se ver diante de um mapa-múndi que, com o Brasil cravado no centro da imagem, permite demonstrar os caminhos que certas palavras, escolhidas em uma mesa, tiveram que traçar até chegar ao nosso vocabulário cotidiano. “O Brasil é um caleidoscópio de diferenças”, afirma Galindo. E isso ficará bem demonstrado em um quiz em que os visitantes vão testar se conhecem mesmo os diferentes sotaques falados pelo Brasil afora. 

O quiz funciona a partir de vídeos gravados com dezenas de pessoas de todo o país. O desafio é ouvi-las e tentar adivinhar de onde são. Os curadores garantem: é muito mais difícil do que parece, demonstrando que os estereótipos sobre os sotaques brasileiros muitas vezes mascaram uma diversidade ainda maior. Em outro ponto da exposição, o público poderá ficar no centro de uma conversa entre doze pessoas de diferentes origens que falam de sua relação com língua, linguagem e sotaque. Em uma instalação circular, com telas de TV que retratam, cada uma, um interlocutor, os visitantes vão se surpreender com histórias de orgulho, pertencimento, estranhamento, humor e também de preconceito com determinados jeitos de falar.

Outra curiosidade: os diálogos foram gravados em grupos de quatro pessoas, mas a mágica da exposição fará a conversa parecer sincronizada entre os 12 participantes. A diversidade da língua portuguesa do Brasil se expressa também nos nomes dos 5.571 municípios brasileiros. Alguns deles poderão ser ouvidos nos elevadores de acesso à sala de exposições temporárias e estarão nas paredes da exposição, formando um poema com cerca de 500 nomes selecionados por Caetano W. Galindo entre os mais curiosos e encantadores.

Para os curadores a exposição deve provocar no público uma sensação de maravilhamento com a diversidade brasileira expressa através do simples ato de falar. "Fala Falar Falares" tem sua origem em uma experiência da exposição principal do Museu da Língua Portuguesa: "Falares", no terceiro andar, é uma coleção de depoimentos de pessoas de todo o Brasil, de diferentes idades, origens, religiões, etnias e profissões, que falam de sua relação com a língua portuguesa. Criada para a nova exposição principal, inaugurada em 2021, Falares é um rico retrato da diversidade brasileira que atravessa e é atravessada pela expressão oral.

O Museu da Língua Portuguesa é uma instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Governo de São Paulo. A mostra conta com patrocínio máster da Petrobras e do Grupo CCR, por meio do Instituto CCR; patrocínio do Instituto Cultural Vale; apoio do Grupo Ultra e do Itaú Unibanco – todos por meio da Lei Rouanet. A temporada 2025 é uma realização do Ministério da Cultura.


Serviço
Exposição temporária "Fala Falar Falares"
De 28 de março a setembro
De terça a domingo, das 9h00 às 16h30 (com permanência até as 18h) R$ 24 (inteira); R$ 12 (meia)
Grátis para crianças até sete anos. Grátis aos sábados e aos domingos.
Venda de ingressos na bilheteria e pela internet neste link

Museu da Língua Portuguesa
Estação da Luz – Luz - São Paulo
Acesso pelo Portão A

.: Um resumo detalhado de "Memórias de Martha", livro cobrado pela Fuvest


Publicado em 1899, o romance memorialista "Memórias de Martha" foi escrito por Júlia Lopes de Almeida. Narrada em primeira pessoa, a obra acompanha a trajetória de Martha, desde a infância difícil até a vida adulta. Trata-se de uma autobiografia ficcional que reflete a condição da mulher no fim do século XIX, destacando temas como desigualdade social, educação e emancipação feminina.

Martha começa a narrativa relembrando a infância pobre no Rio de Janeiro. Após a morte do pai da personagem, a mãe dela, viúva, enfrenta dificuldades financeiras e precisa trabalhar para sustentar a filha. Sem alternativas, elas se mudam para um cortiço, um espaço coletivo onde vivem pessoas de diversas origens e condições. O ambiente é insalubre e repleto de desafios, expondo Martha às dificuldades da vida desde cedo.

No cortiço, Martha observa e aprende sobre as dinâmicas sociais da época. A mãe dela se esforça para garantir um futuro melhor para a filha, acreditando que a educação é a única saída para mudar de vida. Essa visão influencia Martha profundamente, tornando-se um dos principais ideais da personagem ao longo da narrativa.

Com o passar dos anos, Martha cresce cercada por dificuldades, mas também por oportunidades de aprendizado. Ela se destaca pela inteligência e desejo de ascensão social, algo raro para as mulheres do período. A jornada da personagem é marcada por encontros com figuras que influenciam o que pensa sobre o mundo, tanto positiva quanto negativamente. A obra ressalta os preconceitos enfrentados por mulheres que buscam independência, especialmente aquelas de origem humilde. Martha luta contra as convenções da sociedade, que esperam que ela siga um caminho tradicional - casar e depender financeiramente de um marido.

Ao longo da narrativa, a educação surge como um elemento transformador. Martha percebe que somente através do conhecimento poderá conquistar um futuro melhor. Ela se esforça para aprender e, eventualmente, consegue oportunidades que lhe permitem sair da condição em que nasceu. A autora, Júlia Lopes de Almeida, utiliza a história de Martha para criticar a falta de acesso das mulheres à educação e as dificuldades impostas pelo machismo da época. O romance também apresenta reflexões sobre o papel feminino na sociedade, destacando como o estudo pode ser uma ferramenta de empoderamento. Compre o livro "Memórias de Martha" neste link.


Romântica e abolicionista
Júlia Valentim da Silveira Lopes de Almeida 
foi uma escritora, cronista, teatróloga e abolicionista brasileira, considerada uma das autoras mais importantes da literatura nacional. O trabalho dela abrangeu diversos gêneros, incluindo romances, crônicas, literatura infantil, peças teatrais e artigos jornalísticos. Além disso, foi uma das idealizadoras da Academia Brasileira de Letras (ABL), embora tenha sido impedida de se tornar uma de suas primeiras membros devido ao veto à participação feminina.

Nascida no Rio de Janeiro em 24 de setembro de 1862, Júlia era filha do médico Valentim José da Silveira Lopes, que mais tarde recebeu o título de Visconde de São Valentim, e de Adelina Pereira Lopes, ambos portugueses emigrados para o Brasil. Durante a infância, mudou-se para Campinas, São Paulo, onde começou sua trajetória literária. Em 1881, publicou seus primeiros textos na Gazeta de Campinas, desafiando as normas sociais que restringiam a atuação feminina na literatura.

Durante uma entrevista concedida a João do Rio entre 1904 e 1905, revelou que, no início de sua carreira, escrevia versos às escondidas, já que a escrita era vista como uma atividade inadequada para mulheres. Em 1884, começou a colaborar com o jornal carioca O País, onde atuou por mais de três décadas. Em 1886, mudou-se para Lisboa e publicou, em parceria com sua irmã Adelina Lopes Vieira, seu primeiro livro infantil, "Contos Infantis" (1887). No ano seguinte, casou-se com o poeta português Filinto de Almeida, diretor da revista "A Semana Ilustrada". Retornando ao Brasil em 1888, lançou seu primeiro romance, "Memórias de Martha", publicado em folhetins no jornal "O País".

Júlia Lopes de Almeida escreveu para diversos periódicos, incluindo a revista "Brasil-Portugal" e "A Mensageira", uma publicação voltada para mulheres e dirigida por Presciliana Duarte de Almeida entre 1897 e 1900. Seus textos frequentemente abordavam temas sociais, como a abolição da escravatura, a República e os direitos civis.

Pioneira da literatura infantil no Brasil, seu primeiro livro, "Contos Infantis" (1886), reuniu 33 textos em verso e 27 em prosa destinados às crianças, escrito em parceria com sua irmã, Adelina Lopes Vieira. Em 1887, em Portugal, publicou "Traços e Iluminuras", outro livro de contos. Também se destacou como dramaturga, tendo publicado dois volumes de peças teatrais e deixado cerca de dez textos inéditos. 

A coletânea de contos "Ânsia Eterna" (1903) foi influenciada por Guy de Maupassant e é considerada sua obra-prima pela crítica literária Lúcia Miguel-Pereira. Além disso, uma de suas crônicas inspirou Artur Azevedo na criação da peça O Dote. Em 1919, Júlia Lopes de Almeida tornou-se presidente honorária da Legião da Mulher Brasileira, uma sociedade dedicada à promoção dos direitos femininos. Sua influência na literatura e no jornalismo foi reconhecida pela criação do Grêmio Júlia Lopes, uma instituição feminina fundada em 1916, em Cuiabá, que promoveu a literatura através da revista "A Violeta". O periódico contou com sua colaboração e foi dirigido por intelectuais como Maria Dimpina Lobo Duarte, Bernardina Rich e Maria de Arruda Müller.

Participou ativamente das discussões que levaram à fundação da Academia Brasileira de Letras. Seu nome estava na lista inicial dos 40 imortais da instituição, elaborada por Lúcio de Mendonça. No entanto, foi excluída da primeira formação da ABL devido à decisão de restringir a Academia aos homens. Seu marido, Filinto de Almeida, ocupou uma das cadeiras, sendo ironicamente chamado de “acadêmico consorte”. A inclusão feminina na ABL só ocorreu em 1977, com a eleição de Rachel de Queiroz.

Júlia Lopes de Almeida faleceu em 30 de maio de 1934, no Rio de Janeiro, devido a complicações renais e linfáticas causadas pela febre amarela. Foi sepultada no Cemitério São Francisco Xavier, no bairro do Caju. Seu último romance, "Pássaro Tonto", foi publicado postumamente no mesmo ano. Em colaboração com o marido, escreveu o último romance em folhetins para o Jornal do Commercio, "A Casa Verde" (1932). O legado da escritora permanece vivo, especialmente pelo papel pioneiro na literatura e na luta pela inclusão das mulheres na vida intelectual brasileira. Garanta o seu exemplar de "Memórias de Martha" neste link.

Fuvest 2026

"Opúsculo Humanitário" (1853) - Nísia Floresta Brasileira Augusta

"Nebulosas" (1872) - Narcisa Amália

"Memórias de Martha" (1899) – Júlia Lopes de Almeida

"Caminho de Pedras" (1937) – Rachel de Queiroz

"O Cristo Cigano" (1961) – Sophia de Mello Breyner Andresen

"As Meninas" (1973) – Lygia Fagundes Telles

"Balada de Amor ao Vento" (1990) – Paulina Chiziane

"Canção para Ninar Menino Grande" (2018) – Conceição Evaristo

"A Visão das Plantas" (2019) – Djaimilia Pereira de Almeida

.: Invenção, memória, resistência: grupo "Mulheres em Letras" lança antologia


Organizado pelo grupo liderado por Constância Lima Duarte, o livro "Escritoras Mineiras Contemporâneas – Invenção, Memória, Resistência" será lançado na Academia Mineira de Letras, após a apresentação da antologia por suas organizadoras. Evento gratuito


O livro "Escritoras Mineiras Contemporâneas – Invenção, Memória, Resistência" chegará às mãos dos leitores no próximo sábado, dia 5 de abril, a partir das 10h00. O livro organizado pelo grupo de pesquisa "Mulheres em Letras" (UFMG/CNPq) será lançado na Academia Mineira de Letras. O grupo foi criado em 2006, na Faculdade de Letras da UFMG, pela Prof.ª Dr.ª Constância Lima Duarte, e reúne mestres, doutoras e estudantes de pós-graduação. Na ocasião, autoras e algumas das homenageadas se reunirão para celebrar o lançamento da obra. 

Resultado dos esforços do Mulheres em Letras em se manterem pesquisando e divulgando a literatura de autoria feminina, a antologia traz ao público 22 textos que apresentam ensaios críticos e biobibliográficos de autoras contemporâneas nascidas ou radicadas em Minas Gerais. Algumas mais conhecidas do público, outras menos. De diferentes partes de Minas, com diferentes propostas de escrita. Apenas uma pequena amostragem da diversidade que constitui a literatura produzida por mulheres em Minas Gerais.


Nas trilhas literárias de Minas
Dividida por temática, a antologia se desdobra em três abordagens, cujas textualidades fazem emergir sentidos da existência/resistência feminina na literatura. Em “Cartografias da Memória”, encontram-se autoras que tratam a memória como o fio condutor para sua obra, como Carolina Maria de Jesus, Conceição Evaristo, Flávia de Queiroz Lima, Carmem Quintão de Castro, Luciana Pimenta, Rachel Jardim e Jussara Santos. Em “Paisagens íntimas” reúnem-se textos sobre autoras que revelam ao leitor outra marca da literatura produzida em Minas, o intimismo, como Angélica Amâncio, Lina Tâmega, Stella Maris, Rita Schultz, Paula Pimenta, Dagmar Braga e Simone Teodoro. Já em “Geografia da Linguagem”, a obra aborda a construção literária de Ana Martins Marques, Ana Elisa Ribeiro, Nívea Sabino, Maria Zélia Vale de Oliveira, Alice Spíndola, Cidinha da Silva, Madu Costa e Patrícia Santana, evidenciando a potencialização da palavra encarnada em letras e imagens, sensações e trajetórias.

Para as organizadoras da obra, integrantes do Mulheres em Letras, diversas razões significativas motivam o grupo a organizar uma antologia de mulheres. Elas destacam que "as mulheres, historicamente, ficaram de fora das antologias na historiografia literária, mesmo tendo uma produção importante. Esse, por si só, seria um motivo que justifica nosso interesse nesse trabalho. Contudo, outras questões se apresentam quando realizamos pesquisas sobre autoria feminina. Muitos nomes de mulheres escritoras ainda são pouco conhecidos, muitas são as dificuldades de publicar, de distribuição e de reconhecimento". O evento de lançamento de "Escritoras Mineiras Contemporâneas – Invenção, Memória, Resistência" será aberto ao público. A Academia Mineira de Letras fica na Rua da Bahia, 1466.


Escritoras contempladas
Alice Spíndola; Ana Elisa Ribeiro; Ana Martins Marques; Angélica Amâncio; Carolina Maria de Jesus; Carmem Quintão de Castro; Cidinha da Silva; Conceição Evaristo; Dagmar Braga; Flávia de Queiroz Lima; Jussara Santos; Lina Tâmega; Luciana Pimenta; Madu Costa; Maria Zélia Vale de Oliveira; Nívea Sabino; Patrícia Santana; Paula Pimenta; Rachel Jardim; Rita Schultz; Simone Teodoro; e Stella Maris Rezende.


Instituto Unimed-BH
O Instituto Unimed-BH completou 21 anos em 2024 e conta com o apoio de mais de 5,7 mil médicos cooperados e colaboradores da Unimed-BH. A associação sem fins lucrativos foi criada em 2003 e, desde então, desenvolve projetos socioculturais e socioambientais visando à formação da cidadania, estimulando o bem-estar e a qualidade de vida das pessoas, fomentando a economia criativa, valorizando espaços públicos e o meio ambiente, através de projetos patrocinados em cinco linhas de atuação: Comunidade, Voluntariado, Meio Ambiente, Adoção de Espaços Públicos e Cultura, que estão alinhados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030.


Serviço
Apresentação e lançamento da antologia "Escritoras Mineiras Contemporâneas – Invenção, Memória, Resistência" (Ed. Toda Voz, 2025)

Organizadoras: Constância Lima Duarte; Ângela Laguardia; Imaculada Nascimento; Kellen Benfenatti Paiva. Grupo de Pesquisa Mulheres em Letras (UFMG/CNPq).
Data: 5 de abril, às 10h00
Local: Academia Mineira de Letras [Rua da Bahia, 1466 - Centro, Belo Horizonte

.: Sesc Digital estreia “Comeback”, primeiro filme de Erico Rassi


O Sesc Digital recebe em sua programação cinco novos títulos, incluindo o primeiro longa-metragem do cineasta brasileiro Erico Rassi, em cartaz atualmente nos cinemas com “Oeste Outra Vez”. O serviço de streaming gratuito do Sesc São Paulo pode ser acessado em todo o país, pelo site sesc.digital ou por meio do aplicativo Sesc Digital, disponível para download nas lojas Google Play e App Store.

Estrelado pelo ator Nelson Xavier, "Comeback" traz a história de Amador, um ex-pistoleiro aposentado. Solitário e amargurado, coleciona em um álbum os recortes de jornal que noticiam seus antigos crimes. Após várias humilhações, ele passa a reagir com violência à hostilidade do mundo que o cerca, enquanto tenta voltar à ativa. O filme rendeu a Nelson Xavier o prêmio de Melhor Ator no Festival do Rio por sua performance.

Na produção premiada "Paradise Now", acompanhamos 24 horas na vida de dois homens-bomba, seus medos e suas decisões. O filme acompanha as últimas horas de vida dos palestinos Khaled e Said, amigos de infância que são recrutados para realizar um atentado suicida em Tel Aviv. Levados à fronteira com bombas presas ao corpo eles acabam se perdendo um do outro. Separados, eles têm de enfrentar seu destino e suas próprias convicções. Vencedor de quatro prêmios no Festival de Berlim, incluindo o Urso de Ouro, o longa foi indicado ao Oscar® de Melhor Filme Estrangeiro.

Continuação do clássico “O Bandido da Luz Vermelha” (1968), de Rogério Sganzerla, o filme "Luz nas Trevas: a Volta do Bandido da Luz Vermelha", longa de Ícaro C. Martins e Helena Ignez, narra a história de dois dos mais famosos marginais de São Paulo. Seu filho, o bandido Tudo-ou-Nada, é o fio condutor que atravessa essa história política e existencial. Adorado pelas mulheres, Tudo-ou-Nada segue a “carreira” de seu pai a fim de desfrutar de uma ampla variedade de prazeres mundanos.

Primeira produção realizada pelo consagrado cineasta brasileiro Rogério Sganzerla, em 1966, o curta "Documentário" também estreia na plataforma Sesc Digital. Em uma tarde de ócio e falta de rumo pelas ruas de São Paulo, dois jovens dialogam sobre o que fazer, tendo somente como motivação aquilo de que trata esta estreia de Sganzerla no cinema: o próprio cinema.

Em 1957, algo insuperável aconteceu. Um sueco magro de nome Ingmar Bergman, por volta dos 40 anos, entra em um período de produção cinematográfica sem precedentes, envolvido em seis projetos ao mesmo tempo. O documentário "Bergman: 100 Anos" aborda a trajetória e obra do cineasta, com filmes entre os maiores clássicos da história do cinema, além de uma série de espetáculos para teatro e rádio, e filmes para TV.

Sesc Digital | Programação da Semana 

"Bergman: 100 Anos"
Dir.: Jane Magnusson | Suécia | 2018 | 117 min | Documentário | 12 anos
Em 1957, algo insuperável aconteceu. Um sueco magro, por volta dos 40 anos, entra em um período de produção cinematográfica sem precedentes, envolvido em seis projetos ao mesmo tempo. Ele realizou alguns dos maiores clássicos da história do cinema, produziu uma série de espetáculos para teatro e rádio, e dirigiu diversos filmes de TV. Disponível até 27 de maio de 2025. 


"Comeback"
Dir.: Erico Rassi | Brasil | 2017 | 88 min | Ficção | 14 anos
Amador é um ex-pistoleiro aposentado. Solitário e amargurado, coleciona em um álbum os recortes de jornal de seus antigos crimes. Após várias humilhações, ele vai reagir com violência à hostilidade do mundo que o cerca enquanto tenta voltar à ativa. Disponível até 27 de maio de 2025. 

"Documentário"
Dir.: Rogério Sganzerla | Brasil | 1966 | 11 min | Documentário | Livre
Em uma tarde de ócio e falta de rumo pelas ruas de São Paulo, dois jovens dialogam sobre o que fazer, tendo somente como motivação aquilo de que trata esta estreia de Sganzerla no cinema: o próprio cinema. Disponível até 27 de maio de 2025. 


"Luz nas Trevas: a Volta do Bandido da Luz Vermelha"
Dir.: Ícaro C. Martins e Helena Ignez | Brasil | 2010 | 83 min | Ficção | 14 anos
"Luz nas Trevas", continuação do clássico "O Bandido da Luz Vermelha", de Rogério Sganzerla, narra a história de dois dos mais famosos marginais de São Paulo. Seu filho, o bandido Tudo-ou-Nada, é o fio condutor que atravessa essa história política e existencial. Adorado pelas mulheres, Tudo-ou-Nada segue a “carreira” de seu pai a fim de desfrutar de uma ampla variedade de prazeres mundanos. Disponível até 27 de maio de 2025. 


"Paradise Now"
Dir.: Hany Abu-Assad | Alemanha, Palestina, França, Holanda | 2005 | 91 min | Ficção | 14 anos
24 horas na vida de dois homens-bomba, seus medos e suas decisões. Paradise Now acompanha as últimas horas de vida dos palestinos Khaled e Said, amigos de infância que são recrutados para realizar um atentado suicida em Tel Aviv. Levados à fronteira com bombas presas ao corpo eles acabam se perdendo um do outro. Separados, eles têm de enfrentar seu destino e suas próprias convicções. Disponível até 27 de maio de 2025. 

sexta-feira, 28 de março de 2025

.: Rush: coletânea abrange 50 anos de carreira, por Luiz Gomes Otero

Rush: Foto: divulgação

Por Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural. 


Uma ótima novidade para quem gosta da banda canadense Rush. Foi lançada uma coletânea intitulada Rush 50, que marca os 50 anos da formação do grupo que fez história e integra o hall da fama do rock. Trata-se de uma ótima antologia musical que passa por todas as fases da carreira, chegando até o ano de 2015, na última apresentação ao vivo do trio.

De uma certa forma, este lançamento serve para estreitar a relação com os seus fãs e admiradores, uma vez que o grupo interrompeu as atividades após o falecimento do baterista Neil Peart em 2020. E ainda tem o seu futuro indefinido pelos dois músicos remanescentes: o baixista e tecladista Geddy Lee e o guitarrista Alex Lifeson.

Para um fã de carteirinha do Rush, essa coletânea foi um acerto e tanto. Pelo fato de incluir faixas até então inéditas: a ótima cover de Not Fade Away, de Buddy Holly, e o primeiro single autoral, You Can´t Fight It, que representa bem a primeira fase da banda, marcada por uma sonoridade mais pesada, influenciada principalmente pelos grupos britânicos de rock da época dos anos 70 e 60, como Led Zeppelin, The Who e Cream entre outros.

Cinco músicas ao vivo inéditas foram selecionadas de algumas das performances mais lendárias do Rush. Quatro delas — incluindo dois cortes que não fazem parte dos álbuns de estúdio.  “Bad Boy” e “Garden Road” são originárias de um par dos primeiros shows ao vivo da banda na Laura Secord Secondary School em St. Catharines, Ontário, no Canadá, em 15 de maio de 1974, e o Agora Ballroom em Cleveland, Ohio, em 26 de agosto de 1974. As duas faixas ao vivo do show em Ontário incluem o baterista original da banda, John Rutsey (“Need Some Love” e “Before and After”), enquanto as outras duas do show em Cleveland já apresentam Neil Peart por trás do kit (“Bad Boy” e “Garden Road”)

As demais fases estão representadas por versões ao vivo e de estúdio das composições autorais. Tudo com o devido tratamento técnico para melhorar a qualidade do som, sem perder a sua essência da época de seu lançamento.

Constam na coletânea a épica 2112 , Bastile Day (single do álbum Caress Of Steel), Fly By Night, Anthem, Closer To The Heart, chegando até a chamada fase progressiva, representada por faixas como Tom Sawyer, Red Barchetta, Red Sector A, Test For Echo e One Less Victory, entre outras.

A Super Deluxe Edition desse Rush 50 inclui quatro CDs, sete LPs e novas artes de Hugh Syme, o diretor criativo de longa data da banda que projetou os novos gráficos do 50º aniversário da coleção, juntamente com 29 novas ilustrações que celebram a essência das músicas do Rush. Os sete LPs de vinil preto de alta qualidade apresentam novas artes adicionais. Cada LP da Super Deluxe Edition foi cortado via Direct Metal Mastering e prensado na GZ Media na República Tcheca. O livro de capa dura de 104 páginas incluso traz ensaios detalhados dos renomados jornalistas de rock David Fricke e Philip Wilding, que contam suas experiências individuais com a banda e tudo isso é centrado em incríveis fotos da banda em ação ao longo da carreira.

É compreensível a postura de Geddy Lee e Alex Lifeson, de permanecerem ausentes da banda. Neil Peart não era somente a força motriz das baquetas. Era o principal letrista da banda, responsável pelo conceito de vários álbuns lançados. Substituí-lo não seria uma tarefa tão simples assim. Porém, os dois remanescentes ainda estão por aqui e por isso há sempre a esperança de que voltem a tocar juntos. Só o tempo dirá o que pode acontecer.


Closer to the Heart


Time Stand Still


Tom Sawyer


Not Fade Away




.: "Rita Lee - Uma Autobiografia Musical" fica em cartaz no Teatro Porto até dia 15

Essa é a última chance para o público paulistano ver o espetáculo que já atraiu mais de 75 mil espectadores em mais de 150 apresentações com ingressos esgotados. Mel Lisboa acaba de levar o Prêmio Shell de Melhor Atriz por este trabalho, além de ter sido indicada aos prêmios APCA e DID na mesma categoria. A montagem recebeu o Prêmio Arcanjo Especial e, no Prêmio PRIO do Humor, teve duas indicações. Fotos de cena: João Caldas


Em maio de 2025, o Teatro Porto comemora uma década de atividades e, para marcar a celebração, anuncia a última prorrogação da temporada do espetáculo Rita Lee: Uma Autobiografia Musical que vai até o dia 15 de junho deste ano. Em cartaz desde abril de 2024, a produção, que já conquistou milhares de espectadores, ganha novas sessões para celebrar um ano de sucesso nos palcos e a trajetória do teatro.

Com direção de Marcio Macena e Débora Dubois, Rita Lee – Uma Autobiografia Musical tem roteiro e pesquisa de Guilherme Samora e direção musical de Marco França e Marcio Guimarães. O musical traz Mel Lisboa (que acaba de vencer o prêmio Shell de Melhor Atriz) no papel de Rita Lee e revisita momentos marcantes da vida e da obra da artista, em um espetáculo que mescla música, teatro e memória.

Essa é a última chance para o público paulistano ver o espetáculo que já atraiu mais de 75 mil espectadores. Desde a estreia, a montagem tem conquistado o público, com sessões esgotadas e quatro prorrogações de temporada, totalizando mais de 155 apresentações.

Mel Lisboa, que interpreta a roqueira a pedido da própria Rita, acaba de levar o Prêmio Shell de Melhor Atriz, além de ter sido indicada aos prêmios APCA e DID na mesma categoria. A montagem recebeu o Prêmio Arcanjo Especial e, no Prêmio PRIO do Humor, foi indicada nas categorias direção e atriz (Débora Reis) por sua atuação como Hebe Camargo.

O elenco também conta com interpretações marcantes de grandes nomes da MPB: Bruno Fraga (Roberto de Carvalho), Fabiano Augusto (Ney Matogrosso), Carol Portes (Censora Solange), Flavia Strongolli (Elis Regina), Yael Pecarovich (Gal Costa), Antonio Vanfill (Arnaldo Baptista e Charles Jones), Gustavo Rezende (Raul Seixas) e Roquildes Junior (Gilberto Gil).


Trajetória do espetáculo

Tudo começou quando Mel Lisboa pisou pela primeira vez em cena como Rita Lee, em 2014, no musical Rita Lee Mora ao Lado. Ela não poderia prever algumas coisas: primeiro, que seriam meses de casa cheia em um dos maiores teatros de São Paulo. Segundo, que a própria Rita Lee apareceria sem avisar, abençoaria sua performance e ainda voltaria para assistir ao espetáculo. Trabalho, aliás, que rendeu a Mel prêmios como melhor atriz e a colocou de vez entre os maiores nomes do teatro nacional, com uma frutífera e diversificada carreira. 



Desta vez, Mel conta a história de Rita com base no livro da cantora, lançado em 2016 e um dos maiores sucessos editoriais do Brasil. O livro narra os altos e baixos da carreira de Rita com uma honestidade escancarada, a ponto de ter sido apontado como “ensinamento à classe artística” pelo jornal O Estado de São Paulo. 


A ideia do novo musical surgiu quando Mel gravou a versão em audiolivro, como Rita, em 2022.  O texto de Rita, numa narrativa envolvente e perfeita para um musical biográfico, conta do primeiro disco voador avistado por ela ao último porre. Sem se poupar, ela fala da infância e dos primeiros passos na vida artística; de Mutantes e de Tutti-Frutti; de sua prisão em 1976, na ditadura; do encontro de almas com Roberto de Carvalho; das músicas e dos discos clássicos; do ativismo pelos direitos dos animais; dos tropeços e das glórias.


“A vida de Rita precisa ser contada e recontada. Sua existência transformou toda uma geração. E continua a conquistar fãs cada vez mais jovens. Rita não é ‘somente’ a roqueira maior. Ela compôs, cantou e popularizou o sexo do ponto de vista feminino em uma época em que isso era inimaginável. Ousou dizer o que queria e se tornou a artista mais censurada pela ditadura militar. Na época, foi presa grávida. Deu a volta por cima e conquistou uma legião de ‘ovelhas negras’. Se tornou a mulher que mais vendeu discos no país e a grande poetisa da MPB”, declara a Mel Lisboa.


Como diz Rita no livro, seu grande gol é ter feito um monte de gente feliz. E Mel, no palco como Rita, leva a sério essa missão: todas as vezes em que interpreta Rita, as pessoas se comportam como se estivessem num show. Cantando junto, batendo palma e, não raras as vezes, correndo para dançar na frente do palco no “bis” do espetáculo. 



Rita Lee – Uma Autobiografia Musical mostra todas as facetas dessa grande cantora, compositora, multi-instrumentista, apresentadora, atriz, escritora e ativista dos direitos humanos e uma das maiores artistas brasileira.



Ficha Técnica: 


Roteiro e Pesquisa: Guilherme Samora. Texto: Márcio Macena. Direção Geral: Débora Dubois e Márcio Macena. Direção Musical: Marco França e Marcio Guimarães. Coreografia: Tainara Cerqueira. Assistente de Coreografia: Priscila Borges. Figurinista: Carol Lobato e Giu Foti. Iluminação: Wagner Pinto. Elenco: Mel Lisboa, Bruno Fraga, Fabiano Augusto, Carol Portes, Debora Reis, Flavia Strongolli, Yael Pecarovich, Antonio Vanfill, Gustavo Rezende e Roquildes Junior. Coordenação de Produção: Edinho Rodrigues. Realização: Brancalyone Produções.



SERVIÇO


Rita Lee – Uma Autobiografia Musical 


Estreou em 26 de abril de 2024.


Sextas e sábados, às 20h; Domingos, às 17h.



Ingressos esgotados.



Classificação: 12 anos.


Duração: 120 minutos.



TEATRO PORTO 


Al. Barão de Piracicaba, 740 – Campos Elíseos – São Paulo.


Telefone (11) 3366.8700


 


Capacidade: 508 lugares.


Acessibilidade: 10 lugares para cadeirantes e 5 cadeiras para obesos.


Estacionamento no local: Gratuito para clientes do Teatro Porto.


 


O Teatro Porto oferece a seus clientes uma van gratuita partindo da Estação da Luz em direção ao prédio do teatro. O local de partida é na saída da estação, na Rua José Paulino/Praça da Luz. No trajeto de volta, a circulação é de até 30 minutos após o término da apresentação. E possui estacionamento gratuito para clientes do teatro.


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quinta-feira, 27 de março de 2025

.: Resenha: "Código Preto" é versão ultra amorosa de "Sr. e Sra. Smith"

Por: Mary Ellen Farias dos Santos, editora do Resenhando.com

Em março de 2025


O suspense "Código Preto", estrelado por Michael Fassbender ("O Assassino", "X-Men: Dias de Um Futuro Esquecido") e Cate Blanchett ("O Senhor dos Anéis", "O Beco do Pesadelo") é ágil e transpira suspense em meio a uma história de amor com total fidelidade. A produção dirigida por Steven Soderbergh ("Onze Homens e Um Segredo") elabora uma trama cheia de meandros, reviravoltas e revelações assustadoras sendo despejadas facilmente num jantar sinistro.

A caçada explosiva de "Código Preto" revela ser uma versão ultra amorosa atualizada do longa "Sr. e Sra. Smith". Convincente e envolvente, o longa desperta a curiosidade no público, do início ao fim. Afinal, durante 1 hora e 33 minutos, descobre-se que a esposa do agente George Woodhouse é a principal suspeita de trair a nação, o que o leva a enfrentar um teste definitivo: lealdade ao seu casamento ou ao seu país. Vale a pena conferir!

O Resenhando.com é parceiro da rede Cineflix Cinemas desde 2021. Para acompanhar as novidades da Cineflix mais perto de você, acesse a programação completa da sua cidade no app ou site a partir deste link. No litoral de São Paulo, as estreias dos filmes acontecem no Cineflix Santos, que fica no Miramar Shopping, à rua Euclides da Cunha, 21, no Gonzaga. Consulta de programação e compra de ingressos neste link: https://vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SAN




"Código Preto" (Black Bag). Ingressos on-line neste linkGênero: suspenseClassificação: 14 anos. Duração: 1h33. Direção: Steven Soderbergh. Roteiro: David Koepp. Elenco: Michael Fassbender, Cate Blanchett, Tom Burke, Pierce Brosnan. Sinopse: A esposa do agente George Woodhouse é suspeita de trair a nação. Ele precisa enfrentar um teste definitivo: lealdade ao seu casamento ou ao seu país. Confira os horários: neste link

Trailer "Código Preto"




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.: "Câncer com Ascendente em Virgem" estreia na Cineflix Cinemas de Santos

Inspirado em uma história real, o potente e emocionante "Câncer com Ascendente em Virgem" estreia nesta quinta, dia 27. Protagonizado por Suzana Pires, o filme conta a história de Clara, uma professora que vê sua vida virar de cabeça pra baixo após ser surpreendida com um diagnóstico de câncer de mama. Baseado na história de Clélia Bessa, produtora do filme e autora do livro “Estou com câncer, e daí?”, o longa tem direção de Rosane Svartman (“Desenrola” e “Pluft”) e grandes nomes no elenco como Marieta Severo, Nathália Costa e Fabiana Karla. Já separa o lencinho e vá para o cinema mais próximo! 

Sinopse: Clara é professora de matemática e faz o maior sucesso como influencer educacional em seu canal na internet. Bem-humorada, sarcástica e às vezes debochada, ela gosta de manter tudo sob controle, mas vai precisar aprender a lidar com a vulnerabilidade quando descobre que tem câncer de mama. Com coragem e resiliência, ela enfrenta dias ruins e outros melhores ao lado da família e de amigas leais. Enquanto luta pela cura, Clara tem a chance de celebrar a vida e de ressignificar seus relacionamentos.

Trailer


Assista no Cineflix mais perto de você
As principais estreias da semana e os melhores filmes em cartaz podem ser assistidos na rede Cineflix CinemasPara acompanhar as novidades da Cineflix mais perto de você, acesse a programação completa da sua cidade no app ou site a partir deste link. No litoral de São Paulo, as estreias dos filmes acontecem no Cineflix Santos, que fica no Miramar Shopping, à rua Euclides da Cunha, 21, no Gonzaga. Consulta de programação e compra de ingressos neste link: https://vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SANO Resenhando.com é parceiro da rede Cineflix Cinemas desde 2021.


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