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terça-feira, 11 de março de 2025

.: "O Figurante" com Mateus Solano é prorrogado no Teatro Renaissance

A peça retrata o cotidiano de um figurante no audiovisual, que passa a questionar sua própria existência e enfrentar um intenso embate consigo mesmo. A direção é de Miguel Thiré, que volta a colaborar com Mateus Solano após o sucesso de Selfie — espetáculo que lotou teatros de 2014 a 2018 — em uma parceria inédita na dramaturgia com Isabel Teixeira. Foto: Dalton Valerio


Devido ao sucesso de público, a temporada de "O Figurante" foi prorrogada até 29 de junho, no Teatro Renaissance, em São Paulo. As apresentações seguem às sextas-feiras, às 21h, aos sábados, às 19h, e aos domingos, às 17h.  

A comédia dramática traz o ator Mateus Solano em seu primeiro monólogo, no papel de um figurante que passa a questionar sua própria existência e seu lugar em um mundo que parece mantê-lo em segundo plano.   

Com direção de Miguel Thiré que contou com a colaboração na dramaturgia de Mateus Solano e Isabel Teixeira, a trama mergulha na rotina de Augusto, um figurante que luta para encontrar a si próprio em meio a uma rotina pobre de sentido, que o mantém num lugar muito aquém da sua potência como ser humano.    

"O Figurante" reflete sobre a dificuldade de se conectar com a própria essência e sobre os desafios de assumir o controle da própria narrativa. “Somos um animal que cria histórias para viver e um mundo para acreditar. Na ânsia em fazer parte desse mundo, acabamos por nos afastar de nós mesmos a ponto de não saber se somos protagonistas ou figurantes de nossa própria história”, reflete Mateus Solano.  

A dramaturgia foi construída a partir do método Escrita na Cena, desenvolvido por Isabel Teixeira, que estimulou o ator a explorar sua própria criatividade por meio de improvisos. As cenas criadas por Mateus foram gravadas, transcritas e reelaboradas por Isabel para compor o texto final, preservando a autenticidade das reflexões do personagem.  

“Atores e atrizes escrevem no ar da cena, onde vírgula é respiração e texto é palavra dita e depois encarnada no papel. Essa é a tinta de base usada para escrever ‘O Figurante’. Partimos de improvisos de Mateus Solano e posteriormente mergulhamos no árduo e delicioso trabalho de composição e estruturação dramatúrgica. ‘O Figurante’ coloca no centro o que normalmente é deixado de lado, ampliando o olhar para o que muitas vezes passa despercebido”, explica Isabel Teixeira.  

A peça dá continuidade à pesquisa de linguagem desenvolvida há anos por Miguel Thiré e Mateus Solano: uma encenação essencial, que se vale basicamente do corpo e da voz como balizas do jogo cênico. No palco nu, Mateus dá vida ao Figurante e demais personagens através do trabalho mímico.   

“Sempre acreditei em um teatro que debate direto com a sociedade, que toca o público. O que queremos dizer? Como vamos dizer? Neste quinto trabalho juntos, ao invés de dividirmos o palco, passo eu para esse lugar de ‘espectador profissional’ que é a direção. Acompanho o trabalho desse brilhante ator (Mateus Solano) que dá vida a um outro ator (o personagem) que, por sua vez, não consegue brilhar. “O Figurante busca colocar o foco onde normalmente não há. O trabalho é fazer este personagem quase desaparecer, estar fora de foco, ser parte do cenário”, explica Miguel Thiré, diretor.  

A montagem chegou em São Paulo em janeiro após uma temporada carioca  de muito sucesso entre os meses de julho a outubro, seguida de passagens por cidades de Minas Gerais, Porto Alegre, Brasília e Ribeirão Preto.   


Ficha Técnica:  

Dramaturgia: Isabel Teixeira, Mateus Solano e Miguel Thiré. Atuação: Mateus Solano. Direção: Miguel Thiré. Direção de Produção: Carlos Grun. Direção de Movimento: Toni Rodrigues Desenho de Luz: Daniela Sanches. Direção Musical e Trilha Original: João Thiré. Design Gráfico: Rita Ariani. Desenho de Som: João Thiré. Fotos: Guto Costa. Equipe de Produção: Flavia Espírito Santo, Glauce Guima, Kakau Berredo e Cleidinaldo Alves. Idealização e Realização: Mateus Solano, Miguel Thiré e Carlos Grun. Produção: Bem Legal Produções. Assessoria de Imprensa: Adriana Balsanelli.  


Miguel Thiré – Diretor e Coautor  

Miguel Thiré, nascido em 1982 no Rio de Janeiro, é filho do ator Cecil Thiré e da atriz Tônia Carrero. Desde os 10 anos, iniciou sua formação no teatro n’O Tablado e, desde então, vem se destacando nas artes cênicas, com passagens por teatro, cinema e TV.  

No teatro, trabalhou em peças como Tango, Bolero e Chá-chá-chá e A Babá, ambas sob direção de Bibi Ferreira, e em Otelo, dirigida e estrelada por Diogo Vilela. Também atuou em Série 21, dirigida por Jefferson Miranda, e em Macbeth, sob a direção de Aderbal Freire-Filho. Outros trabalhos notáveis incluem Os Altruístas e O Homem Travesseiro, pelo qual ganhou o prêmio de melhor ator coadjuvante no FITA 2013.  

Na TV, esteve presente em novelas como Porto dos Milagres, Malhação, Em Família, Paixões Proibidas e Poder Paralelo, além da série Copa Hotel. Como diretor, sua carreira inclui peças como Doutor, minha filha não para de dançar ao lado de Mateus Solano, e a criação de Superiores, premiada no festival de Campos dos Goytacazes.  

Isabel Teixeira– Coautora  

Isabel Teixeira é diretora, dramaturga e atriz, formada pela EAD. Fundadora da Cia. Livre de Teatro, se destacou em peças como Toda Nudez Será Castigada e Um Bonde Chamado Desejo, sendo indicada ao prêmio Shell de melhor atriz em 2002. Em 2005, coordenou o projeto Arena Conta Arena 50 Anos, premiado com o Shell e o APCA.  

Ela também atuou em peças como Gaivota, Rainha[(S)] (prêmio Shell de melhor atriz em 2009), e O Livro de Itens do Paciente Estevão. Em 2013, dirigiu o monólogo Desarticulações, com Regina Braga, e o show Tudo Esclarecido, com Zélia Duncan.  

Como diretora, seus projetos incluem Puzzle (a, b, c e d), Fim de Jogo, com Renato Borghi, e Lovlovlov, peça com texto de Teixeira, Diego Marchioro e Fernando de Proença. Entre 2014 e 2020, fez turnê com a peça E Se Elas Fossem para Moscou?, que foi exibida em diversos países. Atualmente, em 2024, Teixeira dirige a Cia Munguzá no projeto Linhas e colabora na dramaturgia de O Figurante.  

Mateus Solano – Ator e Autor  

Mateus Solano é um dos mais premiados atores da televisão e teatro. Ele recebeu dois Troféus Imprensa, um Prêmio APCA e o Prêmio Bibi Ferreira. Formado em Artes Cênicas pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, iniciou sua carreira no teatro com O Homem que Era Sábado, de Pedro Brício, em 2003.  

Solano se tornou um nome conhecido ao interpretar Ronaldo Bôscoli na minissérie Maysa - Quando Fala o Coração (2009). No mesmo ano, iniciou sua trajetória nas novelas com os gêmeos Jorge e Miguel em Viver a Vida. Outros destaques na TV incluem Morde & Assopra, Gabriela, Amor à Vida (onde interpretou o vilão Félix, marcando a história da teledramaturgia) e Elas Por Elas.  

Nos palcos, Mateus esteve em peças como Tudo é Permitido, O Perfeito Cozinheiro das Almas desse Mundo e 2 p/ Viagem (com Miguel Thiré), além de atuar em Hamlet e Selfie. No cinema, participou de Linha de Passe (2008), exibido em Cannes, e recebeu prêmios de Melhor Ator em festivais de cinema. Solano também estrelou filmes como Confia em Mim e Benzinho.   


Serviço:  

O Figurante  

Temporada prorrogada até 29 de junho.  

Sextas às 21h, sábados às 19h e domingos às 17h.  

Duração: 70 minutos.  

Ingressos: Disponíveis no site do Olha o Ingresso  

R$150,00 (inteira) R$75,00 (meia)  


Teatro Renaissance  

Alameda Santos 2233 - Jardim Paulista, Piso E1  

Bilheteria de sexta a domingo das 14h ao início do espetáculo  

Site: teatrorenaissance.com.br    

sábado, 1 de fevereiro de 2025

.: Crítica: "Viva a Vida" é filme brasileiro sobre multinacionalidade da nação

Por: Mary Ellen Farias dos Santos, editora do Resenhando.com

Em fevereiro de 2025


O Brasil é indiscutivelmente multinacional por ser composto por pessoas de diferentes etnias e costumes. Quando se trata de analisar cada brasileiro e suas origens há muita riqueza a ser descoberta. Eis que o longa nacional "Viva a Vida", protagonizado por Thati Lopes que interpreta a jovem carioca Jessica, funcionária de um antiquário, nos faz refletir a respeito de tais laços usando a comédia e o drama para mostrar que nação realmente somos (e a maioria gostaria que continuasse sendo, sem aversão a estrangeiros, por exemplo). 

Em cartaz na "Cineflix Cinemas", a produção de 1 hora e 40 minutos faz refletir sobre a nossa brasilidade miscigenada, a ponto de esbarrar -mesmo que de leve- na famigerada xenofobia (tão assombrosamente em alta nos primeiros dias de governo Trump). Com brasilidade, "Viva a Vida" é um filme agradável e divertido que vale além do preço do ingresso de cinema. 

Eis que o destino faz Jessica, num dia de trabalho, derrubar uma valiosa doação que contém um colar com um medalhão igual ao que recebeu como herança de família, ainda na infância por um "ato de coragem". Sozinha na vida, a moça acumula um desconto no salário pela quebra de uma peça rara, assim como um aviso de despejo colado na porta de casa. Em busca de saber mais sobre a outra dona do medalhão encontrado, chega até ao jovem Gabriel (Rodrigo Simas), que também está diante de sérios problemas, quando a parceira o põe para fora de casa.

Decididos e com um acordo devidamente acertado, os dois partem em busca de uma herança que os leva até Israel, aprimorando ainda mais a fotografia do longa dirigido por Cris D'Amato ("S.O.S. Mulheres Ao Mar", "É Fada", "Pai em Dobro"). Em meio a revelações da história da família de Jessica, "Viva a Vida" remete aos clássicos do quadro da TV Globo, Sessão da Tarde, como "Um Morto Muito Louco" e "Priscilla - A Rainha do Deserto", além de ter no elenco Diego Martins -que felizmente solta a voz durante os créditos do filme, com direito a performance drag queen, tal qual no musical que esteve nos palcos de teatro, recentemente. 

"Viva a Vida", com roteiro Natália Klein, é uma comédia romântica cheia de meandros que entrega muito mais do que promete na sinopse ou no trailer, além de contar com um elenco que faz a história funcionar de modo agradável e divertido, fisgando rapidamente a curiosidade do público em relação ao desfecho de toda aquela aventura. Sendo que de bônus, faz uma visita ao Muro das Lamentações e até ao Mar Morto, por exemplo.

Além de Thati Lopes e Rodrigo Simas, o longa tem ainda no elenco Diego Martins como o hilário guia turístico Ramirez Ramirez, Jonas Bloch como o antigo aventureiro Ben, Regina Braga na pele da misteriosa Hava, assim como as participações especiais de Daniel Filho como Ulisses, o dono do antiquário e chefe de Jessica, Aline Dias interpretando a ex de Gabriel e Clarice Niskier como Stella, quem faz a dupla dar o pontapé inicial para a trama acontecer. Filme imperdível que garante entretenimento e reflexão!


O Resenhando.com é parceiro da rede Cineflix Cinemas desde 2021. Para acompanhar as novidades da Cineflix mais perto de você, acesse a programação completa da sua cidade no app ou site a partir deste link. No litoral de São Paulo, as estreias dos filmes acontecem no Cineflix Santos, que fica no Miramar Shopping, à rua Euclides da Cunha, 21, no Gonzaga. Consulta de programação e compra de ingressos neste link: https://vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SAN

"Viva a Vida" (nacional). Ingressos on-line neste linkGênero: comédia, dramaClassificação: 12 anos. Duração: 1h40. Ano: 2024. Direção: Cris D'Amato. Roteiro: Natália Klein. Elenco: Thati Lopes, Rodrigo Simas, Jonas Bloch, Regina Braga, Diego Martins. Sinopse: Jessica é uma jovem que trabalha em uma loja de antiguidades. Um dia, no trabalho, ela se depara com medalhão idêntico ao que foi deixado para ela pela mãe falecida. Surpresa, ela parte com Gabriel para Israel para desvendar as origens do medalhão. Confira os horários: neste link

Trailer "Viva a Vida"



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sexta-feira, 3 de janeiro de 2025

.: Com Louro Mané e Carreta Furacão, "Sonic" adapta campanha aos brasileiros


A animação "Sonic 3 - O Filme"está em cartaz na rede Cineflix Cinemas, invadiu não só as telas dos cinemas neste final de ano, como também esteve nas redes sociais, em produtos licenciados e na televisão. Com estreia no feriado de Natal, o filme do ouriço azul esteve apoiado por uma extensa campanha de marketing 360 para seu lançamento. 

Sonic marcou presença em dois dos mais emblemáticos programas de televisão aberta no Brasil: o "Mais Você" e o "Caldeirão com o Mion". Na manhã de 10 de dezembro, os personagens invadiram o programa para divulgar o filme. Além da interação com a apresentadora Ana Maria Braga, Louro Mané estava vestido como o vilão do filme, Shadow. O momento viralizou nas redes sociais. Já no Caldeirão com o Mion, a Paramount Pictures Brasil levou o apresentador para as entrevistas globais do filme, que aconteceram em Londres. Lá ele teve a oportunidade de conversar com Jim Carrey, Keanu Reeves, Ben Schwartz e todo o elenco de "Sonic 3: O Filme". O programa foi ao ar no dia 21 de dezembro.  

Entre as grandes parcerias, está o McDonald's que estabeleceu um deal global com o filme e traz brinquedos dos personagens da franquia no McLanche Feliz até o mês de janeiro. Misturando a energia de Sucrilhos e a velocidade de Sonic, as embalagens do cereal trazem uma promoção para concorrer a uma viagem para Tóquio e um par de ingressos do filme.  Mais de 2 milhões de embalagens estão espalhadas por todo o Brasil em mais de 70.000 pontos de venda. Ainda no setor de alimentos, as embalagens das bisnaguinhas Seven Boys estarão com imagens do filme durante dezembro e janeiro e a Prawer, além de ter chocolates temáticos, também vai tematizar lojas próprias.

Os picolés da Pardal Sorvetes trazem os quatro personagens principais (Sonic, Shadow, Knuckles e Tails) nas embalagens e  leva a promoção para as campanhas de mídia Out Of Home e digital da empresa. A Elgin, marca de materiais elétricos, propôs uma campanha tematizada do filme com produtos já licenciados de Sonic. A parceria envolve também ações em Out of Home, nos cinemas e nas redes sociais. Junto com a ByFrog, também participaram da campanha marcas que já têm produtos licenciados de Sonic como Baly Kids, Doce Brinquedo, Leonora e Regina Festas. 

Já nas atividades de mídia, os destaques são para a parceria com o influenciador Brino, streamer e creator de entretenimento e games. As ações com o influenciador começaram ainda na CCXP, no início de dezembro,  quando ele foi conhecer o estande e participar das ativações que a Paramount preparou para o evento, arrastando uma multidão de fãs para acompanhá-lo. Brino ainda fez reacts do trailer nas suas lives e um conteúdo específico para a campanha, no qual ele promove um concurso de sósias do Sonic.

Aproveitando as comemorações de Natal, a Paramount Pictures promoveu um especial de Natal com Sonic, Shadow e a Carreta Furacão com todos os personagens dançando juntos. No Youtube, a distribuidora patrocinou um episódio do Rango Brabo, com direito a Diogo Defante apresentando o programa trajado como o ouriço. Já no segmento fitness e de humor, a parceria foi com Pedro Paulo, que criou um desafio especial onde ele correu pelas ruas do Rio de Janeiro vestido de Sonic. Focando num público infantil e família,  Enaldinho e Luccas Neto foram trazidos para a campanha por meio de branded contents especiais. 

Buscando dialogar com um público mais jovem e com o cenário gamer, foram ativados os influenciadores Feuripe, Duda Berud, Caduxinn e Clash Games. Ainda visando o público gamer, mas também propondo um viés de humor, o influenciador Zé Renacho criou esquetes customizadas relacionadas ao filme. Já para a audiência geek, a Paramount Pictures estabeleceu uma parceria na transmissão do Coelho Awards, promovida pelo influenciador Rodrigo Coelho, com direito à exibição de conteúdos exclusivos do filme. Júlio Cocielo, que participa da dublagem do longa, participou de diversos momentos da campanha, com ativações especiais para divulgar sua presença no filme. O canal "Você Sabia" foi ativado com um episódio exclusivo investigando as grandes curiosidades da franquia Sonic.

Com relação às ações de PR, o elenco e equipe de "Sonic 3: o Filme" participaram da CCXP24, maior evento de cultura geek do país, que aconteceu entre 4 e 8 de dezembro. Ben Schwartz, James Marsden, Tika Sumpter, Manolo Rey, Júlio Cocielo e o diretor Jeff Fowler e os produtores Neal Moritz e Toby Ascher participaram do painel do filme no sábado, 7 de dezembro, no qual foram apresentados conteúdos exclusivos do filme além de um bate-papo com o elenco. Durante a estadia do elenco no Brasil, eles conversaram com a imprensa nacional e participaram da produção de conteúdo para as redes sociais da distribuidora. 


Sinopse de "Sonic 3 - O Filme"
No terceiro capítulo da franquia, Sonic, Knuckles e Tails se reúnem contra um poderoso adversário, Shadow, um vilão misterioso com poderes diferentes de tudo o que já enfrentaram antes. Com suas habilidades excepcionais, a Equipe Sonic vai buscar uma aliança improvável na esperança de deter Shadow e proteger o planeta. Jim Carrey e James Marsden retornam aos seus papéis como Dr. Robotnik e Tom Wachowski. Ben Schwartz, Idris Elba e Colleen O'Shaughnessey também reprisam a dublagem de Sonic, Knuckles e Tails respectivamente. A grande novidade é a voz de Shadow que fica sob responsabilidade de Keanu Reeves.

Assista na Cineflix
Animações de sucesso como "Moana 2" estão em cartaz na rede Cineflix CinemasPara acompanhar as novidades da Cineflix mais perto de você, acesse a programação completa da sua cidade no app ou site a partir deste link. No litoral de São Paulo, as estreias dos filmes acontecem no Cineflix Santos, que fica Miramar Shopping, à rua Euclides da Cunha, 21, no Gonzaga. Consulta de programação e compra de ingressos neste link: https://vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SANO Resenhando.com é parceiro da rede Cineflix Cinemas desde 2021.


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.: Cenas pós-créditos, Júlio Cocielo e mais: 10 razões para ver "Sonic 3"

.: Crítica: "Sonic 3" embarca no estilo Marvel, mas é superior

terça-feira, 17 de setembro de 2024

.: "O Grande Mentecapto", clássico de Sabino, vira HQ por Caco Galhardo


Grande clássico da literatura brasileira e vencedor do Prêmio Jabuti de 1980, que já conta com mais de 87 reedições, "O Grande Mentecapto", de Fernando Sabino, ganha uma inédita adaptação para quadrinhos, feita pelo cartunista Caco Galhardo. Em 1989, o livro foi adaptado para o cinema por Oswaldo Caldeira, com Diogo Vilela, Luiz Fernando Guimarães, Imara Reis, Débora Bloch, Osmar Prado e Regina Casé no elenco.

Por meio dos desenhos, da sensibilidade e da percepção do renomado Caco Galhardo, "O Grande Mentecapto", clássico romance de Fernando Sabino, transporta o leitor para o estado de Minas Gerais e para dentro da vida do atrapalhado, porém encantador, José Geraldo Peres da Nóbrega e Silva, mais conhecido como Geraldo Viramundo. Quando criança, Viramundo abalou todas as estruturas de sua cidade natal, Rio Acima. Com sua força de vontade, sua fé em si mesmo e seus desvarios, ele fez parar o trem de ferro, que nunca parava. Depois, ainda moço, levou suas crenças para o seminário de Mariana, almejando ser padre. Lá, arrumou uma baita confusão com dona Pietrolina e seu falecido marido, o que o levou a partir para Ouro Preto, onde encontrou sua amada de toda vida.

De Ouro Preto, seguiu para Barbacena, onde acabou internado em um hospício. De Barbacena, foi para Juiz de Fora “para integrar o glorioso exército de Caxias e assim cumprir seu dever para com a pátria”. E, de Juiz de Fora, passou por várias outras cidades, seguindo seu caminho, sempre fiel ao propósito de virar Minas Gerais pelo avesso, com confusões e aventuras por onde esteve. Enquanto Viramundo vaga pelo estado, o Brasil é exposto: covardia, fome, abuso de poder, hipocrisia, descaso com os mais pobres, brigas e conflitos são alguns dos temas e acontecimentos que se fazem presentes na história desse grande-pequeno mineiro, e que são muito comuns também no dia a dia de milhares de brasileiros. Compre o livro "O Grande Mentecapto" neste link.

Sobre o autor
Fernando Tavares Sabino
(1923-2004) nasceu em Belo Horizonte (Minas Gerais). Publicou seu primeiro livro, "Os Grilos Não Cantam Mais" (1941), ainda na adolescência. Recebeu, então, uma carta elogiosa do poeta modernista Mário de Andrade, dando início à preciosa correspondência entre ambos, mais tarde publicada sob o título "Cartas a Um Jovem Escritor" (1981). Mudou-se para o Rio de Janeiro em 1944, onde foi sócio do cronista capixaba Rubem Braga, na Editora do Autor e na Editora Sabiá. Escreveu alguns romances que se tornaram clássicos da literatura nacional, entre eles "O Encontro Marcado" (1956), "O Grande Mentecapto" (1976) e "O Menino no Espelho" (1982). Sabino também foi um grande cronista, famoso por coletâneas como "O Homem Nu" (1960) e "A Cidade Vazia" (1963). Em 1999, recebeu da Academia Brasileira de Letras o prêmio Machado de Assis pelo conjunto de sua obra. 


Sobre o ilustrador
Caco Galhardo é cartunista e desenha tiras diárias para o jornal Folha de S.Paulo desde os anos 1990. Tem 14 livros publicados, incluindo o best-seller "D. Quixote" em quadrinhos. Lançado em 2005, foi uma das obras precursoras da grande leva de adaptações de clássicos em quadrinhos que viria a seguir. Sua adaptação do segundo volume de "D. Quixote", lançado quase dez anos depois, foi finalista do Prêmio Jabuti. Seus desenhos já integraram várias exposições de quadrinhos no Brasil e na Europa, e sua personagem Lili, a Ex foi adaptada para uma premiada série no canal GNT, em 2014. Além das tiras diárias, também escreve roteiros para TV e cinema e é autor de três peças de teatro. Garanta o seu exemplar de "O Grande Mentecapto" neste link.


Ficha técnica
"O Grande Mentecapto"
Fernando Sabino e Caco Galhardo
88 páginas
Ed. Record | Grupo Editorial Record
Compre o livro neste link.

domingo, 1 de setembro de 2024

.: Crítica musical: há 50 anos, Elis e Tom se encontravam em disco


Por
 Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural

Gravado há 50 anos, o álbum "Elis e Tom" se tornou um dos marcos máximos de nossa MPB. A união da maior cantora do Brasil com nosso maestro soberano acabou sendo perfeita, apesar dos contratempos e tensões ocorridos durante a gravação. A ideia do disco foi viabilizada pela Gravadora de Elis Regina na época (Phillps/Phonogram). Ela completava dez anos na casa e escolheu como presente a gravação de um disco com canções de Tom Jobim, com a participação do mesmo.

Para o disco foram recrutados músicos Hélio Delmiro (guitarra), Paulinho Braga (bateria) e Luizão Maia (baixo), além de Cesar Camargo Mariano (teclados), que ficou encarregado pela direção e produção do álbum. O grupo viajou para os Estados Unidos para gravar o álbum juntamente com Tom Jobim, que já morava naquele País. Entretanto o encontro inicial teve momentos de tensão, com Tom questionando o fato de a produção ficar sob responsabilidade de Cesar Camargo Mariano, que na época ainda era um jovem talento.

As desconfianças do Maestro Soberano logo cessaram quando foi finalizada a gravação de Corcovado, com um belo arranjo de cordas e um instrumental que parecia renovar a canção de Jobim, além da voz sempre impecável de Elis. Também foi importante a presença do produtor Aloisio de Oliveira, um amigo de longa data de Jobim, que ajudou a dar um ponto de equilíbrio na produção.

O repertório tem 14 faixas, sendo 12 delas cantadas por Elis e duas em dueto com Tom Jobim ("Águas de Março" e "Soneto da Separação"). Além de "Corcovado", Elis está ótima nas releituras de "Chovendo na Roseira", "Brigas Nunca Mais", "Triste", "Só Tinha que Ser com Você", "Pois É", "Inútil Paisagem", "O que Tinha de Ser", "Modinha" e "Fotografia".

Não há um momento ruim no disco. Essa gravação de "Águas de Março" em dueto é considerada definitiva. Cesar Mariano revelou em uma entrevista que Tom Jobim passou a usar esse arranjo em suas apresentações ao vivo dessa canção. Recentemente o documentário sobre a gravação do álbum trouxe imagens raras desse momento mágico de duas figuras míticas de nossa cultura que se uniram apenas para fazer aquilo que mais gostavam: música.

"Águas de Março"

"Corcovado"

"Chovendo na Roseira"

sábado, 4 de maio de 2024

.: Regina Braga e Isabel Teixeira voltam com “São Paulo”, no Teatro Bravos


Grande sucesso de público e crítica, espetáculo teatral cheio de música, poesia, bom humor e histórias curiosas é uma celebração à cidade, sua gente e seus artistas. Esta é a última chance para ver Regina Braga em espetáculo que celebra São Paulo. Foto: Roberto Setton


Quem ainda não assistiu tem agora uma última chance de ver o espetáculo "São Paulo", estrelado por Regina Braga e dirigido por Isabel Teixeira.  O espetáculo poderá ser visto em todos os sábados e domingos de maio (de 4 a 26), na Sala Multiuso do Teatro Bravos (Complexo Aché Cultural, Rua Coropés, 88, Pinheiros). Ingressos já à venda online (https://bileto.sympla.com.br/event/93269) ou nas bilheterias do teatro.

Ao ver "São Paulo", o público descobre histórias encantadoras, garimpadas ao longo de anos, sobre uma cidade que assusta, desafia, acolhe, estimula e sempre surpreende. Dividindo o palco com Regina, um grupo músicos e atores formado por Xeina Barros (voz e percussão), Alfredo Castro (voz e percussão), Vitor Casagrande (voz, cavaquinho e bandolim) e Gustavo de Medeiros (voz e violão) traz à tona versos, contos e melodias que mostram uma cidade única, contraditória, misteriosa e muito divertida.

Desde a sua fundação, em 25 de janeiro de 1554, na área conhecida como Campos de Piratininga, entre os rios Anhangabaú e Tamanduateí, onde já existia o Pateo do Colégio, a cidade de São Paulo tem vivido contínuas transformações, sempre acolhendo quem chega, multiplicando sua diversidade e acelerando sua evolução. Esta cidade ocupa o papel de personagem principal do espetáculo, que reúne histórias deliciosas como o relato do Padre José de Anchieta sobre subir a serra do mar (a pé!), a visão poética de Itamar Assumpção sobre o Rio Tietê, a reflexão de Drauzio Varella sobre os passarinhos (bem-te-vis, tico-ticos, sanhaços, sabiás...) que, teimosos, ainda insistem em morar na cidade, e outras preciosidades escritas por ninguém menos que José Miguel Wisnik, Mario de Andrade, Oswald de Andrade, Paulo Prado, Castro Alves, Paulo Caruso, Guilherme de Almeida, Plínio Marcos, José Ramos Tinhorão, Alcântara Machado, German Lorca, Frei Gaspar da Madre de Deus, Carlos Augusto Calil, Paulo Bonfim e Pedro Corrêa do Lago.

A ideia do espetáculo começou a tomar forma há dez anos, estimulada pela leitura do livro A Capital da Solidão, de Roberto Pompeu de Toledo. “Com este livro, a minha relação com a cidade mudou, passou a ser mais amorosa, de afeto mesmo, buscando entender os lugares descritos no livro, como a forca que existia na Liberdade”, revela Regina, que chegou em São Paulo aos 18 anos de idade e, como ela mesma diz, “foi ficando”. São Paulo, uma cidade que nasceu isolada, escondida e assim permaneceu por quase quatro séculos.

Ao longo da peça, (re)descobrimos a transformação da pacata vila com o ciclo do café, que fomentou estradas de ferro e estimulou a imigração; a fundação da Faculdade de Direito no largo de São Francisco, que impactou definitivamente em sua vida cultural e de lazer; o crescimento da cidade para além dos rios Tietê e Pinheiros; o surgimento das periferias a partir dos anos 30 e sua imensa força braçal e cultural; o carnaval do jeito bem paulistano e suas primeiras escolas de samba...

“A evidente paixão de Regina pela cidade de São Paulo é contagiante, conduz o fio narrativo e envolve completamente quem assiste ao espetáculo”, afirma a diretora Isabel Teixeira. Este afeto e este encantamento motivaram uma extensa pesquisa sobre a cidade e o que se escreveu e se cantou sobre ela, com inúmeras ideias anotadas - uma a uma, ano após ano - em um caderninho. Um processo de construção narrativa realizado com as pessoas e para as pessoas, que foi incorporando referências que vieram à tona em uma série de leituras realizadas na Casa de Mario de Andrade, na Biblioteca Mario de Andrade, na Casa das Rosas e em oito exibições no YouTube.

A própria Regina, responsável pelo roteiro, organizou tudo sobre uma ampla mesa, peça central no processo de criação e que acabou sendo o principal elemento cenográfico na montagem teatral, em volta da qual casos e lembranças são compartilhados e ganham calor, cor e som, como acontece mesmo em uma acolhedora mesa de roda de samba, daquelas que adoramos em um boteco ou no quintal de casa. Entre as pérolas resgatadas, São Paulo, Chapadão da Glória (Silas de Oliveira e Joaci Santana), Samba Abstrato (Paulo Vanzolini), Viaduto de Santa Efigênia (Adoniran Barbosa), O Mundo (André Abujamra), No Sumaré (Chico César), Vira (Renato Teixeira), Persigo São Paulo (Itamar Assumpção), entre outras. “A Regina é uma artista muito completa: escreve, canta, produz, sempre muito viva e inquieta. Eu me reconheço nessa inquietação”, complementa Isabel.

E é por inquietação e afeto que Regina compartilha também algumas de suas lembranças da cidade, como as chegadas de trem na Estação da Sorocabana (como era conhecida a estação Júlio Prestes), os jardins floridos dos casarões da Av. Angélica, a elegância nas ruas, a garoa, as águas que sumiram embaixo do cimento, com os rios subterrâneos e retificados, a efervescência do centro da cidade e de teatros como o Maria Della Costa, o Arena e o Oficina, a Escola de Arte Dramática que funcionava onde hoje é a Pinacoteca, as - também teimosas! - árvores da cidade: ipês brancos, roxos, amarelos; flamboyants vermelhos, alaranjados; tipuanas; jacarandás mimosos; sibipirunas com flores amarelas que imitam canários... Uma cidade sempre viva, estimulante e aberta, como o próprio espetáculo, como seus próprios habitantes. Parafraseando Itamar Assumpção, não é (só) amor, é uma identificação absoluta. São Paulo é Regina, São Paulo somos nós.


Sinopse do espetáculo "São Paulo"
Espetáculo teatral que passeia pelos encantos, mistérios e fatos curiosos da cidade de São Paulo, sua formação, suas transformações, sua gente, suas contradições, sua força. A cidade de São Paulo como personagem principal que ganha vida em textos e músicas garimpados ao longo de uma extensa pesquisa, apresentados de forma divertida, leve e surpreendente.


Sobre a atriz Regina Braga
Atriz formada pela EAD – Escola de Arte Dramática da Universidade de São Paulo (USP), Regina Braga recentemente deu vida à psicanalista Ana Virgínia, na novela "Um Lugar ao Sol", na Rede Globo, onde participou também de "Por Amor", "Mulheres Apaixonadas", "Ti-ti-ti", "A Lei do Amor" e da série "JK". Atuou em mais de trinta espetáculos teatrais, entre eles "Chiquinha Gonzaga, Ô Abre Alas", de Maria Adelaide Amaral; "Uma Relação Tão Delicada", de Loleh Bellon; "À Margem da Vida", de Tennessee Williams; "Um Porto para Elizabeth Bishop", de Marta Goes. Por esses espetáculos, recebeu os prêmios de melhor atriz do ano. Nos últimos anos, em parceria com Isabel Teixeira, apresentou "Desarticulações", de Silvia Molloy e "Agora Eu Vou Ficar Bonita", escrito por ela e Drauzio Varella. Regina também integrou o elenco da série "Alice", na HBO.


Isabel Teixeira
Atriz formada pela EAD, foi assistente de Regina Braga no espetáculo "Totatiando", com Zélia Duncan (2011), dirigiu "Desarticulações", com Regina Braga e texto de Sylvia Molloy (2013); "Tudo Esclarecido", show de Zélia Duncan (2013); "Animais na Pista", de Michelle Ferreira (2014); "Agora Eu Vou Ficar Bonita", com Regina Braga e Celso Sim, roteiro de Regina Braga e Drauzio Varella (2014); "Fim de Jogo", de Samuel Beckett, com Renato Borghi (2016); "Lovlovlov, Peça Única em Cinco Choques", (2016); e "A Mulher que Digita", de Carla Kinzo (2017). Como atriz, atuou em "Puzzle (A, B, C e D)", sob a direção de Felipe Hirsch (2014); e "E Se Elas Fossem Para Moscou?", cumprindo temporada ao redor do mundo até 2020. Foi contratada, como integrante da Cia. Vértice de Teatro, pelo Teatro Odeon de Paris e pelo Le Centquatre-Paris para atuar no espetáculo "Ítaca", de Christiane Jatahy, que estreou em Paris em abril de 2018. Ganhou o prêmio Shell de Melhor Atriz por "Rainha(s)" (2009). Em 2019, escreveu e dirigiu a peça "People vs People",  que estreou em novembro de 2019, em Curitiba. Fez parte do elenco da série "Desalma", de Ana Paula Maia, direção de Carlos Manga Junior, e da novela "Amor de Mãe", de Manuela Dias, direção de José Villamarin. Recentemente, chamou a atenção de todo o Brasil pelo seu desempenho como a personagem Maria Bruaca, na novela "Pantanal" (Rede Globo), com direção de Rogério Gomes, e como Helena no remake da novela "Elas por Elas" (Rede Globo).


Ficha técnica
Monólogo "São Paulo". Elenco: Regina Braga, Vitor Casagrande, Gustavo de Medeiros, Alfredo Castro e Xeina Barros | Direção: Isabel Teixeira | Assistente de direção: Aline Meyer | Roteiro: Regina Braga | Colaboração no roteiro: Isabel Teixeira, Aline Meyer, Vitor Casagrande, Alfredo Castro, Guilherme Girardi e Mônica Sucupira | Colaboração artística: Monique Gardenberg | Iluminação: Beto Bruel | Cenografia e Figurino: Simone Mina | Assistente de Cenografia: Vinicius Cardoso | Gravuras: ateliê Fora de Esquadro – Isabel Teixeira (a partir de arquivos antigos, acervo pessoal e fotos de German Lorca) | Projeto Gráfico: Alexandre Caetano e Júlia Gonçalves (Oré Design Studio) | Fotos: Roberto Setton | Vídeo: Gislaine Miyono e Michel Souza | Operação de som: Alexandre Martins/ Pedro Semeghini | Operador de luz: Taiguara Chagas | Assessoria de Imprensa: Fernando Sant’ Ana | Produção Executiva: Rick Nagash | Produtora-Chefe: Anayan Moretto | Realização: Ágora Produções Teatrais e Artísticas

Serviço
Monólogo "São Paulo".
Teatro Bravos - Sala Multiuso
Complexo Aché Cultural (Rua Coropés, 88 – Pinheiros, São Paulo - SP)
Última temporada: de 4 a 26 de maio de 2024
Sábados, às 20h. Domingos, às 18h.
Inteira R$ 100 (inteira) e R$ 50 (meia-entrada)
Horários da bilheteria: de terça a domingo, das 13h às 19h, ou até o início do último espetáculo.
Formas de pagamento aceitas na bilheteria: todos os cartões de crédito, débito e dinheiro. Não aceita cheques.
Vendas on-line: https://bileto.sympla.com.br/event/93269
Informações ao público: (11) 99008-4859
Duração: 90 minutos
Classificação: 12 anos
Capacidade: 176 lugares
Acesso para pessoas com mobilidade reduzida
Recomenda-se o uso de máscara durante todo o espetáculo.
Estacionamento no Complexo Aché Cultural: R$ 39,00 (por até três horas)

sexta-feira, 28 de julho de 2023

.: Últimas apresentações de "São Paulo”, com Regina Braga, no Teatro Bravos


Devido ao grande sucesso, espetáculo teatral cheio de música, poesia, bom humor e histórias sobre a cidade terá apresentações neste final de semana, no Teatro Bravos, Complexo Aché Cultural. É uma nova chance de ver Regina Braga em aclamado espetáculo dedicado a São Paulo. Foto: Fernando Sant'Ana

Com grande sucesso de público e de crítica, o espetáculo "São Paulo", estrelado por Regina Braga, volta a ser exibido na cidade, terá as últimas apresentações neste final de semana, dias 29 e 30 de julho, no Teatro Bravos. Com direção de Isabel Teixeira, o espetáculo revela histórias encantadoras, garimpadas ao longo de anos, sobre uma cidade que assusta, desafia, acolhe, estimula e sempre surpreende. 

Dividindo o palco com Regina, um grupo músicos e atores formado por Xeina Barros (voz e percussão), Alfredo Castro (voz e percussão), Maik Oliveira (voz, cavaquinho e bandolim) e Gustavo de Medeiros / Guilherme Girardi (voz e violão) traz à tona versos, contos e melodias que mostram uma cidade única, contraditória, misteriosa e muito divertida.

Desde a sua fundação, em 25 de janeiro de 1554, na área conhecida como Campos de Piratininga, entre os rios Anhangabaú e Tamanduateí, onde já existia o Pateo do Colégio, a cidade de São Paulo tem vivido contínuas transformações, sempre acolhendo quem chega, multiplicando sua diversidade e acelerando sua evolução. 

Esta cidade ocupa o papel de personagem principal do espetáculo, que reúne histórias deliciosas como o relato do Padre José de Anchieta sobre subir a serra do mar (a pé!), a visão poética de Itamar Assumpção sobre o Rio Tietê, a reflexão de Drauzio Varella sobre os passarinhos (bem-te-vis, tico-ticos, sanhaços, sabiás...) que, teimosos, ainda insistem em morar na cidade, e outras preciosidades escritas por ninguém menos que José Miguel Wisnik, Mario de Andrade, Oswald de Andrade, Paulo Prado, Castro Alves, Paulo Caruso, Guilherme de Almeida, Plínio Marcos, José Ramos Tinhorão, Alcântara Machado, German Lorca, Frei Gaspar da Madre de Deus, Carlos Augusto Calil, Paulo Bonfim e Pedro Corrêa do Lago.

A ideia do espetáculo começou a tomar forma há dez anos, estimulada pela leitura do livro "A Capital da Solidão", de Roberto Pompeu de Toledo. “Com este livro, a minha relação com a cidade mudou, passou a ser mais amorosa, de afeto mesmo, buscando entender os lugares descritos no livro, como a forca que existia na Liberdade”, revela Regina Braga, que chegou em São Paulo aos 18 anos de idade e, como ela mesma diz, “foi ficando”

São Paulo, uma cidade que nasceu isolada, escondida e assim permaneceu por quase quatro séculos. Ao longo da peça, (re)descobrimos a transformação da pacata vila com o ciclo do café, que fomentou estradas de ferro e estimulou a imigração; a fundação da Faculdade de Direito no largo de São Francisco, que impactou definitivamente em sua vida cultural e de lazer; o crescimento da cidade para além dos rios Tietê e Pinheiros; o surgimento das periferias a partir dos anos 30 e sua imensa força braçal e cultural; o carnaval do jeito bem paulistano e suas primeiras escolas de samba...

“A evidente paixão de Regina pela cidade de São Paulo é contagiante, conduz o fio narrativo e envolve completamente quem assiste ao espetáculo”, afirma a diretora Isabel Teixeira. Este afeto e este encantamento motivaram uma extensa pesquisa sobre a cidade e o que se escreveu e se cantou sobre ela, com inúmeras ideias anotadas - uma a uma, ano após ano - em um caderninho. Um processo de construção narrativa realizado com as pessoas e para as pessoas, que foi incorporando referências que vieram à tona em uma série de leituras realizadas na Casa de Mario de Andrade, na Biblioteca Mario de Andrade, na Casa das Rosas e em oito exibições no YouTube.

A própria Regina, responsável pelo roteiro, organizou tudo sobre uma ampla mesa, peça central no processo de criação e que acabou sendo o principal elemento cenográfico na montagem teatral, em volta da qual casos e lembranças são compartilhados e ganham calor, cor e som, como acontece mesmo em uma acolhedora mesa de roda de samba, daquelas que adoramos em um boteco ou no quintal de casa. Entre as pérolas resgatadas, "São Paulo, Chapadão da Glória" (Silas de Oliveira e Joaci Santana), "Samba Abstrato" (Paulo Vanzolini), "Viaduto de Santa Efigênia" (Adoniran Barbosa), "O Mundo" (André Abujamra), "No Sumaré" (Chico César), "Vira" (Renato Teixeira), "Persigo São Paulo" (Itamar Assumpção), entre outras. “A Regina é uma artista muito completa: escreve, canta, produz, sempre muito viva e inquieta. Eu me reconheço nessa inquietação”, complementa Isabel.

E é por inquietação e afeto que Regina compartilha também algumas de suas lembranças da cidade, como as chegadas de trem na Estação da Sorocabana (como era conhecida a estação Júlio Prestes), os jardins floridos dos casarões da Av.enida Angélica, a elegância nas ruas, a garoa, as águas que sumiram embaixo do cimento, com os rios subterrâneos e retificados, a efervescência do centro da cidade e de teatros como o Maria Della Costa, o Arena e o Oficina, a Escola de Arte Dramática que funcionava onde hoje é a Pinacoteca, as - também teimosas! - árvores da cidade: ipês brancos, roxos, amarelos; flamboyants vermelhos, alaranjados; tipuanas; jacarandás mimosos; sibipirunas com flores amarelas que imitam canários... Uma cidade sempre viva, estimulante e aberta, como o próprio espetáculo, como seus próprios habitantes. Parafraseando Itamar Assumpção, não é (só) amor, é uma identificação absoluta. São Paulo é Regina, São Paulo somos nós.

Ficha técnica
Espetáculo "São Paulo". Elenco: Regina Braga, Vitor Casagrande/Maik Oliveira, Gustavo de Medeiros/Guilherme Girardi, Alfredo Castro e Xeina Barros | Direção: Isabel Teixeira | Assistente de direção: Aline Meyer | Roteiro: Regina Braga | Colaboração no roteiro: Isabel Teixeira, Aline Meyer, Vitor Casagrande, Alfredo Castro, Guilherme Girardi e Mônica Sucupira | Colaboração artística: Monique Gardenberg | Iluminação: Beto Bruel | Cenografia e Figurino: Simone Mina | Assistente de Cenografia: Vinicius Cardoso | Gravuras: ateliê Fora de Esquadro – Isabel Teixeira (a partir de arquivos antigos, acervo pessoal e fotos de German Lorca) | Projeto Gráfico: Alexandre Caetano e Júlia Gonçalves (Oré Design Studio) | Fotos: Roberto Setton | Vídeo: Gislaine Miyono e Michel Souza | Operação de som: Alexandre Martins/ Pedro Semeghini | Operador de luz: Taiguara Chagas | Assessoria de Imprensa: Fernando Sant’ Ana | Produção Executiva: Rick Nagash | Produtora-Chefe: Anayan Moretto | Realização: Ágora Produções Teatrais e Artísticas.

Serviço
Espetáculo "São Paulo". Teatro Bravos - Complexo Aché Cultural (Rua Coropés, 88 – Pinheiros, São Paulo). Quatro apresentações: dias 29 e 30 de julho de 2023. Sábados, às 20h. Domingos, às 18h. Inteira R$ 50 (inteira) e R$ 25 (meia-entrada); Horários da bilheteria: de terça a domingo, das 13h às 19h, ou até o início do último espetáculo. Formas de pagamento aceitas na bilheteria: todos os cartões de crédito, débito e dinheiro. Não aceita cheques. Vendas on-line: https://bileto.sympla.com.br/event/83004. Duração: 90 minutos. Classificação: 12 anos. Capacidade: 611 lugares. Acesso para pessoas com mobilidade reduzida. Recomenda-se o uso de máscara durante todo o espetáculo. Estacionamento no Complexo Aché Cultural: R$ 39,00 (por até três horas).

segunda-feira, 15 de maio de 2023

.: Regina Braga esclarece relação com a bissexualidade no "Provoca"

 

“Eu acho que nós somos bissexuais e que por várias razões a gente vira uma coisa ou outra, num grau ou noutro”, afirma a atriz. Foto: Lara Asano

Nesta terça-feira, dia 16 de maio, o "Provoca" recebe a atriz Regina Braga, reconhecida intérprete, versátil nos registros cômicos e dramáticos. Em conversa com Marcelo Tas, entre diversos assuntos, ela fala sobre sua visão da bissexualidade, o ato de rir, trajetória artística e a relação que tem com São Paulo. A edição inédita vai ao ar às 22h, na TV Cultura.

“Eu acho que nós somos bissexuais e que por várias razões a gente vira uma coisa ou outra, num grau ou noutro”, afirma. E lembra da repercussão sensacionalista na imprensa, há anos atrás, quando declarou: “Eu sou bissexual, eu sinto em mim”. A atriz, que é casada com o médico e escritor Drauzio Varella há mais de 30 anos, esclarece que, na verdade, é heterossexual, mas ainda defende: "Se eu quisesse agora desenvolver isso (a bissexualidade) eu poderia desenvolver, eu tenho ingredientes em mim (...) mas é porque eu sinto, isso que eu disse é superverdade. Eu sou gay, eu sei o que é isso, porque é uma questão só de circunstância, de carinho, de emocional”, afirma. 

Acumula, em sua formação, o curso da Escola de Arte Dramática (EAD), estágios realizados na França e junto à formação em psicodrama. Ao longo de sua carreira, participa de expressivos trabalhos na TV e no cinema. ​Sobre a relação dela com o ato de rir, Regina conta que se baseia muito no conceito de Oswald de Andrade, no Manifesto Antropófago, de que “A alegria é a prova dos nove”, e por isso gostaria até de fazer um curso de rir, para rir cada vez mais. A atriz continua ao dizer que seu caminho é encontrar a alegria de tal forma que se sinta à vontade onde estiver. “Eu faço qualquer coisa agora pra não ficar tensa nos lugares, pra não ter que mostrar como eu sou bacana”, diz.

Tas provoca Regina ao perguntar se ela já perdeu dinheiro produzindo teatro. E a atriz responde, sem titubear: “Muito (...) E continua igual”. Também conta que se empenhou muito para tornar-se produtora porque pensava que, desta forma, não teria uma vida à deriva da escolha de outros. Mas que isso não aconteceu e, hoje, se acostumou com essa rotina e acha divertido.

Nascida em Minas Gerais, Regina ainda divide com Tas a boa relação que tem com São Paulo e afirma: “Eu fiquei paulista”. E sobre a viver na metrópole, comenta: “Você se habitua com esse desafio, morar em São Paulo às vezes é doloroso”.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2023

.: "Uma Relação Tão Delicada" prorroga temporada no Teatro UOL

Devido ao sucesso de público, Rita Guedes prorroga em São Paulo a temporada de "Uma Relação Tão Delicada", depois de prestigiada temporada no Rio de Janeiro. 

 

Peça que aborda o tema família, aprofundando na relação de 50 anos de convivência entre mãe e filha, fica em cartaz no Teatro UOL até final de março. Foto: Ju Paié


Escrito pela francesa Loleh Bellon, o espetáculo é adaptado, idealizado, produzido por Rita Guedes, que divide o palco com a atriz Amanda Acosta. A direção de Ary Coslov. As atrizes atravessam várias idades, ao longo da encenação, conduzindo o espectador a uma viagem pelo tempo das personagens e pelas próprias memórias, que vão sendo estimuladas pela história.

É o maior desafio da carreira de Rita Guedes, que vive uma mãe em diversas fases da vida, dos 30 aos 90 anos. Imperdível" - Ancelmo Gois - Jornal O Glob

                                                            

Escrita em 1984, “De Si Tendre Liens” (nome original em francês) foi montada no Brasil pela primeira vez em 1989, em uma encenação vencedora dos prêmios Molière e Shell, estrelada por Irene Ravache e Regina Braga.

A trama mergulha na relação de uma mãe, interpretada por Rita Guedes, e sua filha, interpretada por Amanda Acosta, que estão unidas pelo amor, terno e profundo. Em um diálogo envolvente e emocionante, ambas expõem as memórias de uma vida conjunta. E, nesse encontro, as épocas se confundem e se sucedem em desordem, levando o público à emoção e ao riso.

Frente a frente estão Jeanne, uma mulher já adulta e emancipada que tem a própria família, e Charlotte, a mãe que envelheceu e perdeu a autonomia. A criança desejosa da presença e do amor de sua mãe é sucedida pela mãe, enfraquecida pela idade, e que acaba por reproduzir a mesma demanda que sua filha quando criança. 

"Uma Relação Tão Delicada" propõe reflexões sobre o interior da relação entre mãe e filha, sobre o envelhecimento e sobre como o sentimento de amor vai se transformando ao longo dos anos. E, como o próprio nome antecipa, a peça ainda mergulha naquilo que há de mais frágil e singular na relação entre as duas: os choques, as tensões, as incompreensões e as cobranças, além de mostrar a alegria, a sensibilidade, a ternura e o afeto que essas mulheres trocam ao longo de suas trajetórias.

Não é preciso ser mulher, mãe ou filha, para experimentar as várias ressonâncias que a encenação permite sentir. Todos podem se identificar nas emoções que marcam as memórias de infância da filha, e que ainda se faz presente em sua vida adulta; como também, com a mãe, que parece sentir os mesmos temores que sua filha com o passar dos anos. Trata-se de um espetáculo sobre laços familiares.

Sinopse: "Uma Relação Tão Delicada" mergulha naquilo que há de mais frágil e singular da relação entre mãe e filha. Tem como personagens centrais uma mulher divorciada, Charlotte – Rita  Guedes, e sua filha, Jeanne – Amanda Acosta. No presente de seus diálogos, que trazem as memórias de uma vida conjunta, as épocas se confundem, se sucedem em desordem. É assim que a criança desejosa da presença e do amor de sua mãe é sucedida pela mãe, enfraquecida pela idade, e que acaba por reproduzir a mesma demanda que sua filha quando criança. Frente a frente estão agora Jeanne, mulher adulta, emancipada, que tem a sua própria família, enquanto Charlotte envelheceu e perdeu em autonomia. É dessa forma que se encena a relação entre uma mãe (da fase adulta à velhice) e uma filha (da infância à fase adulta) unidas por um vínculo amoroso, terno e forte.

Sobre Rita Guedes: Aos 16 anos fundou a Companhia de Teatro Roda Viva, em Catanduva/SP. Ao longo de sua carreira atuou em 17 peças de teatro, destacando o drama de Dias Gomes Meu Reino por um Cavalo, e produziu e atuou na comédia Qualquer Gato Vira Lata tem uma Vida Sexual mais Sadia que a Nossa. Na teledramaturgia brasileira atuou em 10 novelas na Rede Globo, bem como em 32 séries em streamings. Conta também com 9 longas-metragens em sua trajetória artística. Ganhou o prêmio de TV Antena de Ouro como melhor atriz pela novela Despedida de Solteiro, foi indicada para o prêmio de cinema Kikito (Festival de Gramado), como melhor atriz por Sintomas, indicada para o Kikito como melhor atriz por Procuradas e indicada para o prêmio de teatro APETESP como melhor atriz pela comédia Qualquer Gato Vira Lata.

Sobre Amanda Acosta: Iniciou carreira com quatro anos, como cantora mirim e aos 8 anos entrou para o grupo musical Trem da Alegria. No teatro interpretou Bibi Ferreira no musical Bibi, Uma Vida em Musical, foi Carmen Miranda no musical Carmen, a Grande Pequena Notável e Serena em As Cangaceiras, Guerreiras do Sertão. Na teledramaturgia se destacou em O Mapa da Mina, novela na TV Globo, Chiquititas e Poliana Moça no SBT.  Ganhou título de melhor atriz nas seguintes premiações: APCA (SP); Prêmio Bibi Ferreira (SP); Reverência (SP); CESGRANRIO (RJ); APTR (RJ); Botequim Cultural (RJ); Destaque Imprensa Digital; Contigo de Teatro e Qualidade Brasil. Também foi indicada ao prêmio Shell (RJ) e Aplauso Brasil (SP).


Ficha Técnica

Dramaturgia: Loleh Bellon

Direção: Ary Coslov

Adaptação: Rita Guedes

Elenco: Rita Guedes e Amanda Acosta

Iluminação: Aurélio De Simoni

Música: João Paulo Mendonça

Cenografia: Marcos Flaksman

Figurino: Tiago Ribeiro

Visagismo: Branca Di Lorenzo

Direção Corporal: Marcelo Aquino

Design Gráfico: Letícia Andrade

Direção de Produção: Marcia Martins

Coordenação de produção e produção: Rita Guedes

Prestação de contas: Heloisa Lima

Pintura de Arte: Bidi Bujinowski

Fotografia: Jacson Vogel

Assessoria de imprensa: Pombo Correio

Contabilidade: Saga Consulting

Advogado: Helder Galvão

Idealização: Guedes Filmes


Serviço

Uma Relação Tão Delicada, de Loleh Bellon 

Temporada: 6 de janeiro a 26 de fevereiro, às sextas, às 21h; e aos sábados e domingos, às 20h

Teatro Uol – Shopping Pátio Higienópolis – Avenida Higienópolis, 618, Higienópolis

Ingressos: Sextas - Setor A: R$100 e Setor B: R$70 | aos sábados - Setor A: R$120 e Setor B: R$90 | aos domingos - Setor A: R$90 e Setor B: R$70

Classificação: 14 anos 

Duração: 90 minutos 

Capacidade: 300 lugares

Acessibilidade: local acessível para cadeirantes (2 lugares) 

sábado, 14 de janeiro de 2023

.: Ana Beatriz Nogueira conversa com o público após "Um Dia a Menos"


Baseado em conto de Clarice Lispector, espetáculo "Um Dia a Menos" fala, com humor e fina ironia, da solidão e dos muros que eventualmente levantamos, sem perceber, ao nosso redor. Foto: Dalton Valério


A partir deste sábado, dia 14 de janeiro, e até o final da temporada, logo após cada sessão a atriz bate um papo com o público sobre o trabalho e o encontro com a obra da escritora Clarice Lispector (1920-1977). A permanência não é obrigatória, ficando a critério do espectador. Um dos últimos contos escritos pela autora já no ano de sua morte, "Um Dia a Menos" fala, com humor e fina ironia, da solidão e dos muros que eventualmente levantamos, sem perceber, ao nosso redor. 

Como que por um buraco de fechadura, acompanhamos a história desta mulher que é às vezes engraçada, às vezes patética, mas sempre de uma humanidade reconhecível por qualquer um. Uma mulher aparentemente normal, como muitas que vemos diariamente, conversando numa portaria, pagando uma conta num guichê de banco, comprando uma carne no supermercado. “O que mais me atrai neste texto é a humanidade da personagem criada pela autora. Esta personagem que tem como árdua a tarefa de atravessar um dia inteiro. De uma humanidade, repito, reconhecível por todos”, explica a atriz.

No espetáculo, Margarida Flores (Ana Beatriz Nogueira) vive só desde que sua mãe morreu, na mesma casa onde nasceu e cresceu. A funcionária doméstica da vida inteira está de férias, não há mais ninguém por perto, e ela tem diante de si a árdua tarefa de atravessar mais um dia inteiro sozinha, dentro de casa. Ela cumpre seus rituais diários, esquenta sua comida, almoça, torce para que o telefone toque, e vai buscando o que fazer até a hora do jantar, quando finalmente anoitece e pronto, um dia a menos. Até que, esgotada pela repetição infinita, Margarida tem um rompante inesperado.

Utilizando uma poltrona, uma mesa de apoio e um telefone, Ana Beatriz Nogueira nos faz, com seu trabalho, enxergar uma casa inteira. Para o diretor, Leonardo Netto, a economia de recursos foi uma escolha, um caminho para se chegar ao essencial do teatro: o ator e a idéia contida no texto, que este ator vem dividir com o público.

“'Um Dia a Menos', além de um espetáculo, ouso dizer, complexo na sua simplicidade, é também uma reafirmação da crença no poder de comunicação do teatro que, se resiste há cinco mil anos e sobrevive a todas as crises, é porque pode abrir mão de tudo, menos do humano. Do elemento humano, do questionamento humano, do pensamento humano. Ainda temos muito o que entender sobre nós mesmos. Esperamos estar contribuindo de alguma forma”, diz o diretor, Leonardo Netto. Você pode comprar o livro "Todos os Contos" de Clarice Lispector neste link.


Sobre Ana Beatriz Nogueira
A atriz carioca estreou profissionalmente no longa "Vera" (filmado em 1985 e lançado em 1987), dirigido por Sérgio de Toledo. Por este trabalho, aos 20 anos, foi premiada, entre outras láureas, com o Urso de Prata no Festival de Berlim, prêmio dado somente a três brasileiras - além dela, Marcélia Cartaxo e Fernanda Montenegro.

Desde então contabiliza, em sua trajetória, além de diversos outros prêmios, mais de uma dezena de filmes, 17 trabalhos na televisão, 14 peças de teatro. entre elas “Uma Relação Pornográfica”, do iraniano Philippe Blasband e direção de Victor Garcia Peralta; os solos “Tudo que Eu Queria Te Dizer”, com textos de Martha Medeiros, com direção de Victor Garcia Peralta e “Um Pai (Puzzle)”, sobre livro de Sybille Lacan e direção de Vera Holtz e Guilherme Leme Garcia; “As Três Irmãs”, de Tchekhov e direção de Bia Lessa; “Fala Baixo, Senão Eu Grito”, de Leilah Assunção e direção de Paulo de Moraes; “O Leitor por Horas”, do espanhol José Sanchis Sinisterra e direção de Christiane Jatahy; “A Memória da Água”, da inglesa Shelagh Stephenson e direção de Felipe Hirsch, entre outras tantas produções.

A atriz esteve recentemente no ar na novela das 21h da TV  Globo “Um Lugar Ao Sol”, de Licia Manzo, como a personagem Elenice, e também foi destaque como a personagem Guiomar na novela "Todas as Flores". No teatro, seus mais recentes trabalhos “Relâmpago Cifrado”, ao lado de Alinne Morais; e “Mordidas”, ao lado de Zelia Duncan, Regina Braga e Luciana Braga.

Ana Beatriz Nogueira também foi idealizadora do projeto pioneiro Teatro Já, no Teatro PetraGold / RJ, que marcou a volta das primeiras peças depois do início da pandemia, em transmissão ao vivo do palco do teatro, e que lhe rendeu o título de Carioca do Ano de 2020 pela Revista Veja Rio, e uma indicação ao Prêmio Faz Diferença, do jornal O Globo. Ainda em 2020 criou o Teatro Sem Bolso, agora rebatizado de Teatro Com Bolso, que apresenta peças e shows em transmissões ao vivo ou pré-filmadas diretamente de sua casa.

Sobre Leonardo Netto
É ator, diretor e dramaturgo. Estreou profissionalmente em 1989 na montagem de “Se Correr o Bicho Pega, Se Ficar O Bicho Come”, de Oduvaldo Vianna Filho, dirigida por Amir Haddad. Integrou por três anos o Centro de Demolição e Construção do Espetáculo, companhia estável dirigida por Aderbal Freire-Filho. Trabalhou com diretores atuantes do teatro carioca, como Gilberto Gawronski, Ana Kfouri, João Falcão, Luiz Arthur Nunes, Enrique Diaz, Celso Nunes e Christiane Jatahy. Seus trabalhos mais recentes incluem “Conselho de Classe” (direção de Bel Garcia e Susana Ribeiro), “A Santa Joana dos Matadouros” (direção de Marina Vianna e Diogo Liberano) e “Entonces Bailemos” (texto e direção do dramaturgo argentino Martín Flores Cárdenas).

Em TV, atuou em episódios das séries “Força-Tarefa”, “As Canalhas”, “Questão de Família” e “O Caçador”. Integrou o elenco dos seriados “A Garota da Moto”, “Magnífica 70” e “Me Chama de Bruna”. Seu trabalho mais recente é a minissérie “Assédio”, de Maria Camargo, na Rede Globo. Em cinema, trabalhou no longa de Sérgio Rezende “Em Nome da Lei”, e nos ainda inéditos” O Buscador”, de Bernardo Barreto, e “Três Verões”, de Sandra Kogut.

Dirigiu os espetáculos “A Guerra Conjugal”, de Dalton Trevisan; “Cozinha e Dependências”, de Agnes Jaoui e Jean-Pierre Bacri; “Um Dia Como os Outros” (também de Jaoui e Bacri); “O Bom Canário”, de Zacharias Helm; “Para Os Que Estão em Casa” e “A Ordem Natural das Coisas”, estes dois últimos de sua autoria.

Ganhou o Prêmio Cesgranrio de Melhor Texto por “A Ordem Natural das Coisas” (além das indicações nas categorias de Melhor Espetáculo e Melhor Direção). Foi também indicado aos Prêmios Shell e APTR pelo mesmo texto.


Ficha técnica
"Um Dia a Menos"
Do conto homônimo de Clarice Lispector
Com: Ana Beatriz Nogueira
Adaptação e direção: Leonardo Netto
Assistente de direção: Clarisse Derzié Luz
Desenho de luz: Aurélio de Simoni
Figurinos: Ana Beatriz Nogueira
Ambientação cênica: Leonardo Netto e Ana Beatriz Nogueira
Trilha sonora: Leonardo Netto
Programação visual: Chico Tomaz
Fotos: Cristina Granato
Produção: Ana Beatriz Nogueira e Maria Ines Vale
Realização: Trocadilhos 1.000 Prod. Art.
Assessoria de imprensa: JSPontes Comunicação – João Pontes e Stella Stephany

Serviço
"Um Dia a Menos"
Teatro Renaissance - Alameda Santos, 2233, Jardim Paulista / São Paulo    
Telefone: (11) 3069-2286
Ingressos: R$ 80 e R$ 40 (meia) / Vendas on-line: https://olhaoingresso.showare.com.br/Default.aspx?eventid=494&filter=day&websaleschannelkey=internettr&trk_eventId=494 
Duração: 
45 minutos
Gênero: drama 
Capacidade: 448 espectadores
Classificação indicativa: 14 anos 
Temporada: até 12 de fevereiro

segunda-feira, 26 de dezembro de 2022

.: "Uma Relação Tão Delicada", com Amanda Acosta e Rita Guedes, estreia

Idealizado e produzido por Rita Guedes, o espetáculo - que em sua primeira montagem contava com Irene Ravache e Regina Braga no elenco e recebeu os prêmios Shell e Molière - propõe mergulhar naquilo que há de mais frágil e singular em uma relação entre mãe e filha. No drama, passado, presente e futuro se misturam, costurados pelo amor. Espetáculo estreou no Rio de Janeiro, onde foi visto por mais de 9.500 pessoas. Foto: Jacson Vogel


Depois de uma temporada bem-sucedida na capital carioca, "Uma Relação Tão Delicada", nova versão para o premiado texto da francesa Loleh Bellon, estreia no Teatro Uol, em São Paulo, no dia 6 de janeiro de 2023. O espetáculo tem direção de Ary Coslov e é estrelado pelas atrizes Amanda Acosta e Rita Guedes, que idealizou a nova montagem.

Escrita em 1984, “De Si Tendre Liens” (nome original em francês) foi montada no Brasil pela primeira vez em 1989, em uma encenação vencedora dos prêmios Molière e Shell, estrelada por Irene Ravache e Regina Braga. Já na França, a obra ganhou o Grand Prix du Théâtre da Academia Francesa em 1988, e, recentemente, ganhou uma nova montagem em 2017.

A trama mergulha na relação de duas mulheres que estão unidas pelo amor, terno e profundo. Em um diálogo envolvente e emocionante, mãe e filha expõem suas memórias de uma vida conjunta. E, nesse encontro, as épocas se confundem e se sucedem em desordem.

Frente a frente estão Jeanne, uma mulher já adulta e emancipada que tem a própria família, e Charlotte, a mãe que envelheceu e perdeu a autonomia. A criança desejosa da presença e do amor de sua mãe é sucedida pela mãe, enfraquecida pela idade, e que acaba por reproduzir a mesma demanda que sua filha quando criança. 

"Uma Relação Tão Delicada" propõe reflexões sobre o interior da relação entre mãe e filha, sobre o envelhecimento e sobre como o sentimento de amor vai se transformando ao longo dos anos. E, como o próprio nome antecipa, a peça ainda mergulha naquilo que há de mais frágil e singular na relação entre as duas: os choques, as tensões, as incompreensões e as cobranças.

Não é preciso ser mulher, mãe ou filha, para experimentar as várias ressonâncias que a encenação permite sentir. Todos podem se identificar nas emoções que marcam as memórias de infância da filha, e que ainda se faz presente em sua vida adulta; como também, com a mãe, que parece sentir os mesmos temores que sua filha com o passar dos anos.


Sinopse
"Uma Relação Tão Delicada" mergulha naquilo que há de mais frágil e singular da relação entre mãe e filha. Tem como personagens centrais uma mulher divorciada, Charlotte, e sua filha, Jeanne. No presente de seus diálogos, que trazem as memórias de uma vida conjunta, as épocas se confundem, se sucedem em desordem.

É assim que a criança desejosa da presença e do amor de sua mãe é sucedida pela mãe, enfraquecida pela idade, e que acaba por reproduzir a mesma demanda que sua filha quando criança. Frente a frente estão agora Jeanne, mulher adulta, emancipada, que tem a sua própria família, enquanto Charlotte envelheceu e perdeu em autonomia. É dessa forma que se encena a relação entre uma mãe (da fase adulta à velhice) e uma filha (da infância à fase adulta) unidas por um vínculo amoroso, terno e forte.

Sobre Rita Guedes
Aos 16 anos fundou a Companhia de Teatro Roda Viva, em Catanduva (São Paulo). Ao longo da carreira, atuou em 17 peças de teatro, destacando o drama de Dias Gomes "Meu Reino por Um Cavalo", e produziu e atuou na comédia "Qualquer Gato Vira Lata Tem Uma Vida Sexual Mais Sadia que a Nossa"

Na teledramaturgia brasileira, atuou em dez novelas na Rede Globo, bem como em 32 séries em streamings. Conta também com nove longas-metragens. Ganhou o prêmio de TV Antena de Ouro como melhor atriz pela novela "Despedida de Solteiro", foi indicada para o prêmio de cinema Kikito (Festival de Gramado), como melhor atriz por "Sintomas", indicada para o Kikito como melhor atriz por "Procuradas" e indicada para o prêmio de teatro APETESP como melhor atriz pela comédia "Qualquer Gato Vira Lata".


Sobre Amanda Acosta
Iniciou a carreira com quatro anos, como cantora mirim e aos oito anos entrou para o grupo musical Trem da Alegria. No teatro interpretou Bibi Ferreira no musical "Bibi, Uma Vida em Musical", foi Carmen Miranda no musical "Carmen, a Grande Pequena Notável" e Serena em "As Cangaceiras, Guerreiras do Sertão".

Na teledramaturgia se destacou em "O Mapa da Mina", novela na TV Globo, "Chiquititas" e "Poliana Moça" no SBT.  Ganhou título de melhor atriz nas seguintes premiações: APCA (São Paulo); Prêmio Bibi Ferreira (São Paulo); Reverência (São Paulo); Cesgranrio (Rio de Janeiro); APTR (Rio de Janeiro); Botequim Cultural (Rio de Janeiro); Destaque Imprensa Digital; Contigo de Teatro e Qualidade Brasil. Também foi indicada ao prêmio Shell (Rio de Janeiro) e Aplauso Brasil (São Paulo).


Ficha técnica
"Uma Relação Tão Delicada". 
Dramaturgia: Loleh Bellon. Direção: Ary Coslov. Adaptação: Rita Guedes. Elenco: Rita Guedes e Amanda Acosta. Iluminação: Aurélio De Simoni. Música: João Paulo Mendonça. Cenografia: Marcos Flaksman. Figurino: Tiago Ribeiro. Visagismo: Branca Di Lorenzo. Direção corporal: Marcelo Aquino. Design gráfico: Letícia Andrade. Direção de produção: Marcia Martins. Coordenação de produção e produção: Rita Guedes. Prestação de contas: Heloisa Lima. Pintura de arte: Bidi Bujinowski. Fotografia: Jacson Vogel. Assessoria de imprensa: Pombo Correio. Contabilidade: Saga Consulting. Advogado: Helder Galvão. Idealização: Guedes Filmes.


Serviço
"Uma Relação Tão Delicada". Temporada: 6 de janeiro a 26 de fevereiro, às sextas, às 21h; e aos sábados e domingos, às 20h. Teatro Uol - Shopping Pátio Higienópolis: Avenida Higienópolis, 618, Higienópolis. Ingressos: sextas - Setor A: R$ 100 e Setor B: R$ 70. Sábados - Setor A: R$ 120 e Setor B: R$ 90. Aos domingos - Setor A: R$ 90 e Setor B: R$ 70. Classificação: 14 anos. Duração: 90 minutos. Capacidade: 300 lugares. Acessibilidade: local acessível para cadeirantes (2 lugares). 

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