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quinta-feira, 3 de abril de 2025

.: Filme "A Vida de Chuck", com Tom Hiddleston, ganha pôster

Adaptação do conto de Stephen King chega às telonas nas mãos do diretor Mike Flanagan e com Tom Hiddleston no papel do protagonista


A Diamond Films acaba de revelar o pôster de um dos seus lançamentos mais aguardados para 2025: o drama "A Vida de Chuck" (The Life of Chuck), adaptação do conto homônimo de Stephen King (“À Espera de um Milagre”), com direção de Mike Flanagan (“A Maldição da Residência Hill”) e estrelada por Tom Hiddleston (“Loki”). O filme, que chega aos cinemas brasileiros em 28 de agosto, apresenta a extraordinária história de um homem comum, conforme explora os altos e baixos da existência humana. 

O filme conta a jornada de Charles "Chuck" Krantz em três capítulos, combinando diferentes gêneros em uma narrativa única e emocionante. Ao longo de sua vida, Chuck vive o encanto do amor, a dor da perda e descobre as muitas facetas que existem dentro de cada um de nós.

Vencedor do prêmio de público da última edição do Festival de Toronto, "A Vida de Chuck" chega às telonas pelas mãos do diretor Mike Flanagan, que também assina o roteiro do longa. Além deste novo título, o cineasta tem na sua filmografia “Jogo Perigoso”, “Doutor Sono” e a série de TV de “A Torre Negra”, todas baseadas em obras de Stephen King. 

Com distribuição da Diamond Films, "A Vida de Chuck" estreia nacionalmente em 28 de agosto.

domingo, 19 de janeiro de 2025

.: #ResenhaRápida com Hipólyto: "Ser ator é poder ser"


Por 
Helder Moraes Miranda, editor do portal Resenhando.com. Foto: divulgação.

Prestes a subir ao palco como Fiyero, o cobiçado protagonista masculino de "Wicked", Hipólyto está se preparando para um dos maiores desafios da carreira. O musical, uma das produções mais aguardadas de 2025, estreia em 20 de março no Teatro Renault, em São Paulo. Adaptado do best-seller de Gregory Maguire e com músicas memoráveis de Stephen Schwartz, a terceira montagem de "Wicked" no Brasil promete encantar o público brasileiro com a história fascinante sobre amizade, ambição e as origens da famosa Bruxa Má do Oeste.

Hipólyto, nascido no Rio de Janeiro, iniciou a carreira artística aos seis anos em um grupo de dança comandado pelo pai. Mais tarde, expandiu o repertório ao se dedicar ao canto e, aos 11 anos, encontrou a verdadeira paixão no teatro. Desde então, a carreira dele foi marcada por papéis de destaque, incluindo a dublagem de Taka (Scar) no filme "Mufasa: o Rei Leão", da Disney, e a atuação brilhante no musical "Legalmente Loira". Com novos projetos no horizonte, incluindo o protagonismo no musical inédito "Quem É Juão", Hipólyto está pronto para continuar encantando o público com versatilidade e carisma. Antes disso, ele enfrenta as perguntas do #ResenhaRápida, em uma entrevista que promete revelar tudo o que ninguém teve coragem de perguntar. 


#ResenhaRápida com Hipólyto

Nome completo:
Gabriel Felipe Hipolito Domingues Silva.
Apelidos: Biel, Hip, GB, Bolt, hiper, Highpolyto.
Data de nascimento: 13 de março de 1998.
Altura: 1,83,cm.
Qualidade: compreensivo.
Defeito:
orgulhoso.
Signo: Peixes.
Ascendente: Câncer.
Uma mania: brincar em frente o espelho.
Religião: candomblé.
Time: Flamengo.
Amor: mãe.
Sexo: masculino.
Mulher bonita: Zazie Beetz, minha mãe, Tyla.
Homem bonito: Aron Pierre, Michael B. Jordan, Idris Elba.
Família é: lealdade.
Ídolo: Djavan.
Inspiração: tenho tantas.
Arte é: sonhar acordado.
Brasil: Rio de Janeiro.
Fé: sagrado.
Deus é: Tudo e todos.
Política é: necessária.
Hobby: jogar videogame.
Lugar: aonde eu estiver.
O que não pode faltar na geladeira: queijo.
Prato predileto: tudo com batata.
Sobremesa: pudim.
Fruta: manga.
Bebida favorita: suco de laranja com acerola.
Cor favorita: amarela.
Medo de: lacraia.
Uma peça de teatro: "Se Essa Lua Fosse Minha".
Um show: o meu.
Atriz: Viola Davis.
Ator: Denzel Washington e Lázaro Ramos.
Uma cantora: Ivete Sangalo, Liniker.
Um cantor: Gilberto Gil.
Um filme: "Divertidamente".
Uma saudade: meu amigo
Algo que me deixa feliz é: comer, dormir, jogar, transar.
Uma lembrança querida: meus abraços na minha mãe.
Um arrependimento: nenhum.
Quem levaria para uma ilha deserta? Não caberiam na ilha.
Se pudesse ressuscitar qualquer pessoa do mundo, seria... Michael Jackson.
Não abro mão de: minha liberdade.
Um talento oculto: cozinhar.
Você tem fome de quê? Tudo.
Você tem nojo de quê? Injustiça.
Se tivesse que ser um bicho, seria: águia.
Democracia é: direito.
Ser homem, hoje, é: ser feliz.
O que seria se não fosse ator: não faço ideia.
Ser ator é: poder ser.
Cinema em uma palavra: mágico.
Teatro em uma palavra: encanto.
Frase favorita: “Caçador que grita, volta pra casa com fome”
Palavra favorita: sonho.
Hipólyto por Hipólyto: sonhador.

sexta-feira, 10 de janeiro de 2025

.: "Mãe Baiana", o 2° ato da "Trilogia Matriarcas", estreia no CCBB SP

O espetáculo gratuito explora a complexidade do luto e da memória afetiva através da relação entre avó e neta. Foto: Valmyr Ferreira


Nesta sexta-feira, dia 10 de janeiro, às 19h00, estreia no Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo (CCBB SP) o segundo ato da "Trilogia Matriarcas": "Mãe Baiana". O espetáculo gratuito, que integra a ocupação em homenagem à Helena Theodoro, primeira doutora preta em filosofia do Brasil, explora a complexidade do luto e da memória afetiva através da relação entre avó e neta. A ocupação é apresentada pelo Ministério da Cultura e Banco do Brasil, com patrocínio do Banco do Brasil, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet). 

Leda, interpretada por Teca Pereira, é uma avó que carrega o peso da dolorosa perda de um filho, enquanto sua neta Cecília, vivida por Luiza Loroza, enfrenta o luto de maneira distinta. Entre elas, surge um diálogo emocional profundo, que transcende gerações e explora memórias compartilhadas e divergentes. “Esse espetáculo é sobre relações – sobre relação de avó e neta, relação com a morte, com a cozinha, com a religião. A gente vai se transformando nos nossos, a gente vai se vendo. Escrever com a Renata Andrade foi um doce exercício de memórias, em que fomos lembrando histórias das nossas famílias”, comenta Thaís Pontes, que escreveu a dramaturgia ao lado de Renata Andrade.

Para o diretor Luiz Antonio Pilar, a concepção de “Mãe Baiana” emerge da riqueza do texto, que revela os conflitos de gerações e conceitos entre Cecília, uma jovem de 20 e poucos anos, e Leda, sua avó octogenária. “Um conflito que não significa necessariamente violência ou brigas, mas as diferenças de ideias de tempos que já passaram. São dois mundos diferentes que hoje estão no mesmo espaço”, analisa Pilar. A montagem também aborda questões raciais sob uma perspectiva inovadora e necessária.

“Eu me ressinto com a dramaturgia nacional que quando vai falar do negro, principalmente o urbano, é sempre no conflito da violência. A questão nunca é contraditória ou está na diferença de perspectiva. É sempre no jovem negro matando ou morrendo, da família desconstruída, da falta de afeto. Em ‘Mãe Baiana’ o conflito está inserido numa sociedade cotidiana e na família geracional, constituída por mulheres, convivendo no mesmo espaço”, finaliza Pilar. O espetáculo se torna, assim, uma poderosa reflexão sobre pertencimento, memória e identidade, entrelaçando vivências e desafios cotidianos com afeto e respeito às diferenças.

"Mãe Baiana” estará em exibição até o dia 26 de janeiro, todas as sextas-feiras às 19h00, e aos sábados e domingos, às 18h00. No dia 11 de janeiro, haverá uma sessão especial com interpretação em libras. O primeiro ato da trilogia, "Mãe de Santo", encerrado no último domingo, dia 5, ganhará uma sessão extra no dia 26 de janeiro, às 15h00. 

Além da estreia, a programação cultural está recheada de atividades especiais. Na quinta-feira, dia 9, acontece o debate “Mulheres Sagradas”, das 17h00 às 19h00, com a mediação de Maitê Freitas e participação de Mãe Márcia Marçal e Luana Xavier. Já no domingo, dia 12 de janeiro, das 10h00 às 12h00, a oficina “O Encanto das Ervas”, conduzida por Mãe Márcia Marçal, promete enriquecer ainda mais a experiência com saberes tradicionais.



Leda, interpretada por Teca Pereira, é uma avó que carrega o peso da dolorosa perda de um filho, enquanto sua neta Cecília, vivida por Luiza Loroza, enfrenta o luto de maneira distinta. Foto: Roberto Carneiro

Ocupação acontece desde dezembro
A programação, que teve início em dezembro de 2024, oferece uma experiência imersiva e diversa, destacando a força e a riqueza da cultura preta. Composta pelas peças "Mãe de Santo", "Mãe Baiana" e "Mãe Preta", a trilogia é complementada pela exposição "Baobá de Memórias – uma homenagem à Léa Garcia". Esta instalação sensorial reúne fotos de cena, bastidores, figurinos, áudios e uma estante de obras de autores negros, especialmente mulheres. No centro da exposição, um imponente baobá adornado por mais de 300 flores pendulares convida à reflexão. Além disso, o público pode conferir o último trabalho audiovisual de Léa Garcia, "Mãe Baiana", que permanece em cartaz até 25 de janeiro de 2025, com sessões de 1 hora de duração. Durante os eventos de oficina, palestra, debates e discotecagem a exibição do filme "Mãe Baiana" será suspensa.

Com entrada gratuita, a ocupação celebra os 80 anos da filósofa Helena Theodoro, destacando sua filosofia e a valorização das múltiplas dimensões da mulher negra. Para Helena, a ocupação é um marco para ampliar o acesso à filosofia africana. “Essa ocupação é uma oportunidade incrível para celebrar e ampliar o conhecimento público sobre a filosofia africana, especialmente por meio destes espetáculos que exaltam as múltiplas dimensões da mulher: política, sagrada e secreta. Essas filosofias coexistem em uma única mulher, e isso reflete a visão africana de que a mulher não se limita a um papel que equivale ao senso comum patriarcal. Ela pode ser política, espiritual, e desempenhar muitas outras funções”, declara a homenageada.

Com a "Trilogia Matriarcas", o Centro Cultural Banco do Brasil reafirma seu compromisso com a valorização da cultura preta, proporcionando uma experiência que conecta arte, conhecimento e transformação social, consolidando-se como um espaço de celebração das diversas vozes que enriquecem a identidade cultural brasileira.

Ao destacar o legado de Helena Theodoro, o Centro Cultural Banco do Brasil celebra a história de resistência e sabedoria da cultura afro-brasileira, oferecendo ao público uma experiência enriquecedora que conecta arte, conhecimento e transformação social. Essa iniciativa fortalece o papel do CCBB como um espaço de valorização e celebração das múltiplas vozes que compõem a identidade cultural brasileira.


Ficha técnica
Espetáculo "Mãe Baiana" | 
Argumento: Helena Theodoro | Texto: Thaís Pontes e Renata Andrade | Direção: Luiz Antonio Pilar | Elenco: Teca Pereira e Luiza Loroza | Direção Musical: Wladimir Pinheiro | Direção de Produção: Bruno Mariozz |Diretora Assistente: Lorena Lima | Iluminação: Anderson Ratto | Figurino e elementos cenográficos: Clívia Cohen | Cenário: Renata Mota e Igor Liberato | Programação Visual: Patricia Clarkson |Design Gráfico: Rafael Prevot | Idealização: Bruno Mariozz e Vilma Melo | Produção: Palavra Z Produções Culturais


Serviço
Espetáculo "Mãe Baiana"
De 10 a 26 de janeiro 2025
Sextas-feiras, às 19h00. Sábados e domingos, às 18h00.
50 minutos | 12 anos | Teatro | 120 lugares


Trilogia "Matriarcas"
Local: Teatro CCBB SP e Anexo| Centro Cultural Banco do Brasil
Endereço: Teatro | Rua Álvares Penteado, 112 – Centro Histórico – SP
Anexo | Rua da Quitanda, 80 – Centro Histórico / São Paulo
Entrada gratuita
Ingressos: Retirada de ingressos em bb.com.br/cultura e na bilheteria do CCBB
Duração conforme o evento
Classificação de acordo com o evento
Capacidade de acordo com o evento
Acessibilidade: Teatro acessível a cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida.
Entrada acessível CCBB SP: Pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida e outras pessoas que necessitem da rampa de acesso podem utilizar a porta lateral localizada à esquerda da entrada principal.   
Funcionamento: Aberto todos os dias, das 9h às 20h, exceto às terças
Telefone: (11) 4297-0600
Estacionamento: O CCBB possui estacionamento conveniado na Rua da Consolação, 228 (R$ 14 pelo período de 6 horas - necessário validar o ticket na bilheteria do CCBB). O traslado é gratuito para o trajeto de ida e volta ao estacionamento e funciona das 12h00 às 21h00.
Van: ida e volta gratuita, saindo da Rua da Consolação, 228. No trajeto de volta, há também uma parada no metrô República. Das 12h00 às 21h00.
Transporte público: o CCBB fica a 5 minutos da estação São Bento do Metrô. Pesquise linhas de ônibus com embarque e desembarque nas Ruas Líbero Badaró e Boa Vista.
Táxi ou aplicativo: desembarque na Praça do Patriarca e siga a pé pela Rua da Quitanda até o CCBB (200 m).
Nas redes sociais: instagram.com/trilogiamatriarcas

sábado, 4 de janeiro de 2025

.: De quintais a terreiros: porque ler "Cazuá" é mergulhar no Brasil ancestral


Por Helder Moraes Miranda, editor do portal Resenhando.com. 

"Cazuá: onde o Encanto Faz Morada"
, do escritor e professor Luiz Rufino, vai além das crônicas enquanto gênero literário. É uma obra que celebra a riqueza e diversidade da alma brasileira. Lançado pela editora Paz & Terra, o livro conduz o leitor a um Brasil real, profundo, e que não se limita aos registros históricos ou aos grandes eventos narrados nas salas de aula, mas se revela na dimensão encantada, ancestral e espiritual. Em "Cazuá", a  oralidade, os saberes populares e a devoção ganham protagonismo, costurando pontes que conectam passado, presente e futuro de maneira poética e visceral.

Luiz Rufino, com a escrita cheia de lirismo e sensibilidade, transforma o cotidiano em arte. Ele ensina o leitor a encontrar beleza e a sabedoria nas coisas aparentemente simples, como uma conversa de mercado, uma roda de samba, ou o silêncio de um quintal ao cair da tarde. As narrativas dele capturam a pluralidade do povo brasileiro e oferecem uma nova forma de enxergar o país, uma que valoriza as histórias contadas de boca em boca, as memórias compartilhadas nos terreiros, e os encantos escondidos nas esquinas.

No centro do livro está o conceito de "cazuá", um lugar de acolhimento, memória e mistério, onde a vida se manifesta em suas formas mais genuínas e surpreendentes. Este espaço simbólico, presente nas tradições afro-brasileiras, funciona como uma metáfora para as conexões humanas e espirituais que transcendem a materialidade e aproximam do encanto, do susto, do inusitado da vida.

"Cazuá: onde o Encanto Faz Morada" é mais do que uma leitura; é uma experiência que alimenta o espírito e amplia a visão sobre o Brasil. É um livro para ser saboreado com calma, carregado consigo e revisitado sempre que se quiser reconectar com o que há de mais bonito na cultura brasileira. Com uma escrita que mistura oralidade e poesia, Rufino transforma cada página de "Cazuá" em um convite à reflexão, um refúgio para quem busca beleza nas pequenas coisas e uma janela para um Brasil tão vasto quanto mágico. Listamos os dez motivos pelos quais esta obra é uma experiência literária indispensável. Compre o livro “Cazuá: onde o Encanto Faz Morada” neste link.


1. Redescoberta de um Brasil profundo e encantado
Em "Cazuá: onde o Encanto Faz Morada" autor Luiz Rufino desafia quem o lê a enxergar o Brasil sob uma nova perspectiva, destacando suas raízes mais profundas e misteriosas. As crônicas vão além dos fatos históricos para revelar um país vivo, pulsante, onde a memória ancestral e o encanto caminham lado a lado. É uma jornada que amplia os horizontes e permite redescobrir a riqueza da cultura nacional.


2. Poética do cotidiano e da oralidade
O autor mostra como o dia a dia pode ser uma fonte inesgotável de beleza e significado. Em sua escrita, o cotidiano brasileiro – mercados, terreiros, esquinas e quintais – é transformado em poesia. Luiz Rufino valoriza a oralidade como uma herança cultural que transcende gerações, revelando o poder das histórias compartilhadas e vividas em comunidade.


3. Conexão com a ancestralidade afro-brasileira
"Cazuá: onde o Encanto Faz Morada" mergulha nas tradições e espiritualidades afro-brasileiras, trazendo à tona um universo de saberes e práticas que moldaram a identidade do país. As histórias revelam como a ancestralidade está presente em cada detalhe, conectando pessoas, territórios e tempos de forma profunda e transformadora.


4. Encanto e espiritualidade em cada página
O conceito de "Cazuá: onde o Encanto Faz Morada" é apresentado como um espaço simbólico de acolhimento e mistério. Nas histórias, plantas falam, santos interagem com crianças, e flores enfrentam facas, criando um ambiente onde o material e o imaterial se encontram. Essa dimensão encantada torna a leitura uma experiência única, quase ritualística.


5. Estilo narrativo que mistura oralidade e escrita
A escrita de Luiz Rufino é profundamente inspirada na tradição oral. Ele "oraliza a escrita", criando um estilo intimista que aproxima o leitor das histórias, como se estivesse ouvindo um relato ao pé de uma fogueira ou durante uma roda de conversa.


6. Personagens que representam o Brasil real
As crônicas de "Cazuá: onde o Encanto Faz Morada" estão repletas de personagens que simbolizam a diversidade do povo brasileiro – crianças, trabalhadores, malandros e até plantas que conversam. Essa pluralidade reflete a riqueza cultural do Brasil e reforça a importância de valorizar as histórias e saberes de diferentes origens.


7. Exploração de múltiplos territórios brasileiros
A obra é uma viagem literária por diferentes geografias do Brasil, desde os subúrbios do Rio de Janeiro até o sertão nordestino. Cada cenário de "Cazuá: onde o Encanto Faz Morada" carrega as próprias histórias, memórias e significados, permitindo ao leitor mergulhar em uma narrativa que celebra a pluralidade cultural e territorial do país.


8. Valorização da “miudeza” do cotidiano
Luiz Rufino destaca a grandeza que existe nas pequenas coisas. Ele transforma gestos simples, encontros casuais e espaços cotidianos em cenários ricos de significado, mostrando como a vida é feita de pequenos encantos que muitas vezes passam despercebidos.


9. Estímulo à imaginação e à introspecção
Mais do que contar histórias, "Cazuá: onde o Encanto Faz Morada" instiga o leitor a imaginar outros mundos e refletir sobre diferentes formas de existir. As narrativas desafiam as fronteiras entre o material e o espiritual, provocando questionamentos profundos e enriquecedores.


10. Exaltação da brasilidade e celebração da cultura popular
"Cazuá: onde o Encanto Faz Morada" é uma ode à cultura brasileira em sua essência mais verdadeira. Com uma linguagem poética e sensível, Luiz Rufino exalta elementos como a música, a dança, a fé e a resistência, mostrando como a cultura popular é fonte de força, celebração e encantamento.

domingo, 29 de dezembro de 2024

.: Rei da TV, Tony Ramos celebra a magia das novelas no "The Masked Singer"


Tony Ramos é um dos jurados na quinta temporada de "The Masked Singer", que estreia dia 12 de janeiro.. Foto: Globo/ Maurício Fidalgo.


No próximo dia 12 de janeiro, após o filme da "Temperatura Máxima", a TV Globo estreia a quinta temporada do programa "The Masked Singer Brasil" em grande estilo: com a apresentação de Eliana e um novo time de jurados composto por Tony Ramos, Belo, Tatá Werneck e Sabrina Sato, além de Kenya Sade nos bastidores. A edição temática dá início às celebrações de 60 anos da emissora ao homenagear a teledramaturgia com fantasias inspiradas em personagens icônicos das novelas, além das apresentações musicais trazerem trilhas sonoras marcantes.

Tony Ramos, uma das maiores referências da dramaturgia brasileira, compartilha como se preparou para o programa: “Procurei me informar mais e pedi para a direção uma mídia que tivesse um pouco de hip hop e músicas mais variadas para eu ouvir, me atualizar e ter uma ideia de timbres vocais. O sertanejo eu conheço bastante coisa, mas tinha muita coisa nova [...], eu me familiarizei com muitas coisas que eu não tinha contato. Foi muito bom”.

Para ele, o grande encanto do programa está na surpresa. “É você ter certeza de que é alguém que está ali, por baixo da fantasia, e de repente ser surpreendido por outra pessoa, apesar de você acreditar que o timbre de voz está te levando a alguém que conhece”. A temática das novelas também trouxe momentos de nostalgia para o ator. “Reviver é sempre bom, parece que está passando um filme da minha vida profissional”.

As fantasias dessa temporada são Bruno Mezenga de "O Rei do Gado"; Candinho e Policarpo de "Êta Mundo Bom!"; Carminha de "Avenida Brasil"; Catarina e Petrucchio de "O Cravo e a Rosa"; Dona Lurdes de "Amor de Mãe"; Foguinho de "Cobras & Lagartos"; Jade de "O Clone"; Jesuíno de "Cordel Encantado"; Juma de "Pantanal"; Nazaré Tedesco de "Senhora do Destino"; Odete Roitman de "Vale Tudo"; Penha de "Cheias de Charme"; Ruth e Raquel de "Mulheres de Areia"; Sol de "América"; Tieta, da novela homônima; e Vlad de "Vamp".


Você está se preparou, de alguma forma, para as gravações do programa?
Tony Ramos - Eu me preparei da melhor forma possível. Procurei me informar mais e pedi para a direção uma mídia que tivesse um pouco de hip hop e músicas mais variadas para eu ouvir, me atualizar e ter uma ideia de timbres vocais. O sertanejo eu conheço bastante coisa, mas tinha muita coisa nova. Cantores românticos, sambistas, grupos e foi bom porque lá no começo, na semana que antecedeu o início das gravações, eu me familiarizei com muitas coisas que eu não tinha contato. Foi muito bom.


O que, para você, é mais encantador no ‘The Masked Singer’?
Tony Ramos - O que é encantador no programa é mesmo a surpresa. É você ter certeza de que é alguém que está ali, por baixo da fantasia, e de repente você é surpreendido por outra pessoa, apesar de você ter certeza de que o timbre de voz está te levando a alguém que você conhece.

Esta temporada é temática das novelas, e você é um ícone absoluta da dramaturgia. Como tem sido reviver o assunto no palco do programa?
Tony Ramos - Reviver é sempre bom, parece que está passando um filme da minha vida profissional. Quantas novelas já foram citadas, mostradas e discutidas, e que eu participei. É uma chance, inclusive, de esclarecer ao público algum detalhe, então foi sempre muito bom.

quinta-feira, 26 de dezembro de 2024

.: Porque "Mufasa - O Rei Leão" é o filme ideal para a temporada de fim de ano


Dezembro é um mês que sempre traz magia e encanto, e este ano não foi diferente. Em cartaz na rede Cineflix Cinemas, "Mufasa: o Rei Leão", o tão aguardado prelúdio do clássico "O Rei Leão", que marcou gerações vem fazendo sucesso entre a garotada e adultos saudosistas. Dirigido pelo aclamado Barry Jenkins, conhecido por sua sensibilidade em obras como o filme vencedor do Oscar "Moonlight", essa animação, que passa longe de ser um simples caça-níqueis da Disney, mergulha nas origens do lendário rei Mufasa, explorando uma história repleta de emoção, superação e heroísmo.

Combinando técnicas inovadoras de live-action e CGI fotorrealista, "Mufasa" é uma verdadeira obra de arte visual e sonora que promete cativar o público de todas as idades. Mas o filme vai além do entretenimento: ele celebra valores universais e convida o espectador a refletir sobre questões importantes, como liderança, resiliência e conservação ambiental. Se você ainda está em dúvida sobre assistir, aqui estão dez motivos que farão você não querer perder essa experiência épica.

1. Uma história inédita e emocionante
Pela primeira vez, o público poderá conhecer a origem de Mufasa, desde o início como um filhote órfão e vulnerável até a ascensão como o grande líder das Terras do Orgulho. O enredo é contado por Rafiki à jovem Kiara, filha de Simba e Nala, em uma narrativa cheia de flashbacks que revela como Mufasa enfrentou adversidades aparentemente intransponíveis para se tornar o lendário rei. O filme apresenta Mufasa como um personagem mais complexo e humano, explorando suas vulnerabilidades, sonhos e desafios. A jornada dele é um poderoso lembrete de que grandes líderes não nascem prontos - eles são moldados por experiências e escolhas.

2. Direção de Barry Jenkins
Sob o comando de Barry Jenkins, vencedor do Oscar por "Moonlight", Mufasa ganha uma abordagem sensível e visualmente poética. Jenkins traz uma nova profundidade ao universo de "O Rei Leão", equilibrando momentos de aventura e introspecção emocional. Sua direção oferece uma perspectiva única, mostrando que mesmo os maiores reis têm histórias humildes e emocionantes.

3. Músicas de Lin-Manuel Miranda
A trilha sonora é uma das joias de "Mufasa: o Rei Leão". Com músicas originais compostas por Lin-Manuel Miranda, o premiado criador de "Hamilton" e "Encanto", o filme promete emocionar e envolver o público. Miranda capturou a essência do universo de "O Rei Leão", adicionando sua assinatura musical em canções que evocam sentimentos de esperança, luta e celebração. Entre as faixas destacadas estão “Ngomso”, interpretada por Lebo M, e “We Go Together”, que celebra a união e a amizade entre os personagens principais. A trilha sonora é um espetáculo à parte e promete agradar tanto aos fãs de longa data quanto aos novos admiradores.

4. Campanha global “Proteja a Alcateia”
Além de trazer uma história emocionante, Mufasa integra uma iniciativa global de conservação: a campanha “Proteja a Alcateia”. Em parceria com a Wildlife Conservation Network (WCN) e a Lion Recovery Fund (LRF), a Disney busca dobrar a população de leões na África até 2050. Essa campanha vai além do entretenimento, conscientizando o público sobre a importância de proteger os habitats naturais dos leões e combater ameaças como a perda de território e o tráfico ilegal. Cada ingresso vendido ajuda a financiar projetos que beneficiam tanto a vida selvagem quanto as comunidades locais.

5. Um visual deslumbrante
A combinação de live-action e CGI fotorrealista leva o público a uma imersão total nas paisagens das savanas africanas. Cada cena é cuidadosamente construída, desde os raios dourados do amanhecer até os detalhes mais sutis do movimento dos personagens. A equipe de efeitos visuais trabalhou para criar um ambiente que não apenas parece real, mas também evoca emoção e beleza. É uma experiência visual que promete encantar tanto crianças quanto adultos.

6. Elenco de vozes de alto nível
O filme conta com um elenco estelar que inclui Aaron Pierre (Mufasa), Kelvin Harrison Jr. (Taka, que se torna Scar), Seth Rogen e Billy Eichner reprisando seus papéis como Timão e Pumba, além de Beyoncé Knowles-Carter e Anika Noni Rose. Cada ator traz profundidade e autenticidade a seus personagens, adicionando camadas emocionais que enriquecem a narrativa. Destaque especial para Kelvin Harrison Jr., que interpreta Scar em um papel que explora sua transformação de um jovem idealista para um vilão trágico. No Brasil, o papel de Taka é interpretado pelo ator Hipólyto, grande nome dos musicais brasileiros.

7. Personagens cativantes e complexos
Além de Mufasa, o filme apresenta novos personagens, como Taka, o futuro Scar. A relação entre os dois irmãos é explorada com profundidade, revelando os laços de afeto e as rivalidades que definem o destino dos personagens. O enredo também destaca a importância da amizade e da colaboração, com um grupo diversificado de personagens que enfrentam desafios e aprendem uns com os outros. Timão e Pumba, como sempre, garantem momentos de humor e leveza.


8. Conexão com o legado de "O Rei Leão"
Como uma prequela do clássico de 1994, Mufasa expande o universo de "O Rei Leão", explorando os eventos que moldaram a história original. Rafiki, Kiara e outros personagens familiares conectam o novo filme à saga já conhecida, oferecendo aos fãs uma sensação de continuidade e nostalgia.

9. Produção musical impecável
Além das músicas de Miranda, a trilha sonora instrumental de Dave Metzger e as performances vocais adicionais de Lebo M criam uma experiência sonora imersiva. A música não é apenas um elemento de fundo, mas uma força narrativa que guia as emoções do público ao longo do filme.

10. Mensagens universais e inspiradoras
No coração de "Mufasa: o Rei Leão" estão temas universais como amizade, coragem, identidade e a importância de encontrar seu lugar no mundo. A história de Mufasa é uma inspiração para todos que enfrentam adversidades, mostrando que é possível superar os desafios e se tornar a melhor versão de si mesmo. Além disso, o filme reforça a importância do legado e da conexão entre gerações, destacando que cada escolha e sacrifício contribuem para um “ciclo sem fim” que mantém a vida em equilíbrio.

terça-feira, 29 de outubro de 2024

.: Luiz Rufino estreia na Paz & Terra com livro que convida a reimaginar o Brasil


Nas deliciosas crônicas de "Cazuá: onde o Encanto Faz Morada", o escritor e professor Luiz Rufino apresenta um país para muito além do que se conhece nos livros de história. Os textos convidam a reimaginar o Brasil, numa dimensão que vai além da casa e da rua: o encanto. Rufino lembra que, na memória ancestral lavrada nos chãos de um Brasil profundo, o cazuá é onde a vida se aconchega como espanto, festa, peleja, mistério e devoção. 

Este livro abriga crianças que vadeiam com santos, malandros que se misturam com trabalhadores, flores que se encruzam com facas, plantas que conversam com gente, roças que se irmanam com matas, quintais, esquinas e terreiros - porque nesses espaços de convívio e intimidade, que são também ambientes preciosos para invenção de mundos, coabitam as histórias de cada um e de nossa gente, deste e de outros planos. Afinal, a força das coisas não está só naquilo que aparenta ser e que se reduz ao que chamam de materialidade. 

A beleza acontece quando uma coisa toma a outra como morada; planta, pedra, rio, bicho, comida, tambor e gente, tudo isso pode ser morada de encanto. Por isso, este livro é um singelo altar brasileiro. E, para quem entoar suas palavras ou carregá-lo na bolsa ou debaixo do braço, pode ser também um patuá. Rufino persegue atentamente as trilhas cotidianas, disponibiliza a escuta de forma atenta e bota o corpo para jogo andarilhando por espaços onde a vida acontece de forma miúda. Nessas tramas ordinárias saltam as invenções e sabedorias que fazem de ruas, mercados, encruzilhadas, barracões, botequins, rodas e os seus praticantes o próprio movimento de escrita do livro. 

Escutador das histórias dos vários cantos do Brasil, o autor as adentra para lê-las em suas várias camadas. A escrita aqui se confunde com outros fazeres, como os de quem faz fé no jogo, na ginga, brinca e brinda o gole para espantar a miséria. Uma escrita de corpo inteiro que caminha pelos subúrbios cariocas, invoca memórias do sertão nordestino, bate cabeça nos terreiros, vadeia em quintais, pede licença a rua, dribla os aperreios da trívia e firma as poesias passadas de boca em boca. 

O balaio de histórias trazido por Rufino faz valer aquilo que Antonio Bispo dos Santos chamou de “oralizar a escrita”. Um fazer que revela que os saberes correm diferentes mundos e tempos para baixar nos mais diferentes corpos e fazer da vida um inacabado rito cotidiano. “Se a casa invoca a obra, o cazuá diz sobre o espírito das coisas, daí ele se firma na miudeza, na experiência ordinária, no repertório pé de chinelo próprio das sabedorias batedoras de perna. Nessa morada de encanto, da fresta, da porteira entreaberta, se avista a imensidão do mundo”, diz Luiz Rufino, sempre com a poesia como norte. Compre o livro "Cazuá" neste link.


Sobre o autor
Luiz Rufino
é carioca, criado no subúrbio, filho de pai e mãe cearenses, neto de vaqueiros e lavradores. Tem as ruas, as rodas, os quintais e os terreiros como lugar de formação. É professor da Faculdade de Educação da Baixada Fluminense (FEBF) e da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Rufino escreveu diversos livros, entre eles "Pedagogia das Encruzilhadas" (Mórula, 2019) e "Vence-demanda: educação e Descolonização" (Mórula, 2021). "Cazuá" é a estreia dele na editora Paz & Terra. Garanta o seu exemplar de "Cazuá" neste link.


Ficha técnica
"Cazuá: onde o Encanto Faz Morada"
Editora: Paz & Terra
Autor: Luiz Rufino
172 páginas
Compre o livro neste link.

domingo, 20 de outubro de 2024

.: Grátis: série de "Contos Maravilhosos" será lançada em São Paulo

As três obras inéditas trazem aos leitores contos tradicionais do Egito, Coreia e Havaí, apresentando lendas que revelam a fantasia, aventuras e encanto presentes no cotidiano


Para os pais que quiserem desfrutar de uma programação literária com conteúdo lúdico e educativo, essa é a hora! A série infantil "Contos Maravilhosos", composta pelos livros "Contos Maravilhosos - Oriente Médio" (Egito), "Contos Maravilhosos - Ásia" (Coreia) e "Contos Maravilhosos - Pacífico" (Havaí), será lançada no dia 26 de outubro, das 14h00 às 16h00, no Museu A Casa do Objeto Brasileiro (loja) e terá distribuição gratuita. 

O objetivo das três obras inéditas é difundir histórias infantis e juvenis de forma gratuita, introduzindo os pequenos ao mundo literário e apresentando a eles narrativas tradicionais de outros países, sendo assim uma opção fundamental para fazer com que as crianças possam saber mais sobre a cultura de outros continentes e exercitar a imaginação. A realização é do ISPAC (Instituto São Paulo de Arte e Cultura), Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo e Governo Federal.



Contos Maravilhosos - Oriente Médio (Egito)
Tradução/Adaptação: Maria Carolina Gonçalves
Ilustração: Melissa Lagôa
O livro reúne seis contos clássicos do Egito Antigo: “O Marinheiro Náufrago”, “O Camponês e o Operário”, “As Aventuras de Sinué”, “Setna e o Livro Mágico”, “A Tomada de Jopa” e “O Destino do Príncipe”. As histórias exploram um universo de animais falantes, objetos mágicos e decisões que transformam vidas, ambientadas em cidades como Mênfis e Copto, no delta do rio Nilo. Essas narrativas foram originalmente escritas em papiros, o principal material utilizado para registrar textos na época. O papiro, produzido a partir de uma planta nativa do Egito, foi fundamental para a preservação de decretos e histórias por séculos, embora muitos documentos tenham se perdido com o tempo. Os escribas desempenhavam um papel essencial ao registrar essas histórias. Quando alguns papiros foram encontrados incompletos, a imaginação ajudou a preencher as lacunas, mantendo vivas as narrativas que sobreviveram ao passar dos séculos.



Contos Maravilhosos - Ásia (Coreia)
Tradução/adaptação: Serena Park
Ilustração: Melissa Lagôa e Sung Ju Na
As histórias deste livro, que há séculos emocionam e encantam as crianças da Coreia, têm uma conexão profunda com a vida, os costumes e a religião deste povo. Agora, leitores brasileiros também têm a oportunidade de se fascinarem com esses contos tradicionais coreanos, que trazem ao presente ensinamentos do passado e transmitem sabedoria ancestral. O livro reúne narrativas que surgiram desde os primórdios da nação coreana, trazendo lições de vida por meio de deuses, feitiços, animais encantados e também pessoas comuns, cujas histórias oferecem fascínio e aprendizados igualmente valiosos. As lendas relatadas aqui se mantiveram vivas ao longo do tempo por terem sido compartilhadas de geração em geração.


Contos Maravilhosos - Pacífico (Havaí)
Tradução/Adaptação: Yara Camillo
Ilustração: Ivan Coutinho
O livro é composto por seis contos que foram traduzidos e adaptados da obra “Legends of Gods and Ghosts - Hawaiian Mythology”, de William Drake Westervelt. A autora reuniu e traduziu, diretamente do idioma havaiano, relatos sobre os costumes, mitos e folclore, revelando o modo como o povo havaiano sentia e percebia o mundo. Além de trazer temáticas fascinantes e novas ao leitor, a obra também é um estudo etnológico enriquecedor. Entre as informações e referências importantes sobre a cultura havaiana, estão histórias originalmente publicadas há mais de um século. A adaptação procurou preservar a essência do original, ao mesmo tempo em que apresenta as lendas em formato de conto. Nesta obra, o leitor é convidado a mergulhar nas lendas e paisagens havaianas, conhecendo mais sobre a atmosfera mágica de um povo ancestral cujos descendentes ainda habitam as ilhas do Havaí.


Serviço
Lançamento da coleção "Contos Maravilhosos"
Local: Museu A Casa do Objeto Brasileiro - loja
Av. Pedroso de Morais, 1216 - Vila Madalena/São Paulo
Data: 26 de outubro de 2024
Horário: das 14h00 às 16h00
O evento é gratuito e aberto ao público, bastando chegar ao local no dia e horário mencionados.

quarta-feira, 14 de agosto de 2024

.: “O Picapau Amarelo” chegará a todos os lares com o lançamento do +SBT


Série original já está entre as produções mais vistas da versão beta do streaming gratuito da emissora e contará com produtos licenciados. Foto: João Raposo/SBT


O SBT celebra os 105 anos da obra infantil mais famosa de Monteiro Lobato com um presente para toda a família. Desde o dia 1° de julho, a série original “O Picapau Amarelo” está disponível na versão beta do streaming gratuito +SBT e, em breve, todos poderão acompanhá-la no lançamento oficial da plataforma em 18 de agosto. A atração, inclusive, ficou em primeiro lugar entre as produções mais vistas no mês de estreia, mantendo-se até hoje no "top 3" da plataforma.

Uma criação de Jefferson Cândido adaptada de "O Sítio do Picapau Amarelo", a série chega com uma nova roupagem, onde a turminha sai dos livros para as telinhas ao longo de 15 episódios que apresentam histórias baseadas na obra original em uma formatação de quadros educativos e com duração mais curta, além de cores que agradam o público infantil, entre elas as chamadas candy colors.

Com um elenco formado por grandes artistas, a produção traz Bibba Chuqui como Tia Nastácia, Patrícia Mayo interpretando Dona Benta, Hugo Carvalho dando vida ao Visconde de Sabugosa e Débora Gomez no papel da boneca Emília. Já Pedrinho será vivido por Felipe Lago, enquanto Marianna Santos encarna Narizinho, tendo ainda Adilson de Carvalho como o Marquês de Rabicó. Ao longo da trama, muitos outros atores convidados darão vida à Cuca, Saci, Peter Pan, Anjinho, entre outros.

Uma forma de entretenimento para todas as idades, a primeira temporada será ambientada na aconchegante casa interiorana com o propósito de trazer aprendizados e diversão através da dramaturgia. Experimentos, músicas, receitas, contos e fábulas valorizam a cultura e o folclore em episódios recheados de aventura e encanto.

Os espectadores vão acompanhar Dona Benta, Tia Nastácia, Emilia, Pedrinho, Narizinho, Marquês de Rabicó e Visconde de Sabugosa em muitas aventuras e quadros, dentre os quais “As Receitas da Tia Nastácia” e “Experiências do Visconde”, que irão fazer com que as crianças do outro lado da tela aprendam brincando. Em “Serões de Dona Benta” e “Histórias da Tia Nastácia”, contos populares e histórias do mundo entram em cena com muita magia do faz de conta e do Pirlimpimpim para aguçar a imaginação e o lado lúdico de todos.

Tem também o “Emilia Visita”, onde a personagem leva o público mirim para conhecer um lugar curioso ou animais para mostra-los em seu habitat natural. Outro atrativo será “A Rádio do Picapau Amarelo”, com o lançamento de músicas e sete clipes musicais interpretados pelos atores para envolver as crianças e compor a trilha sonora da série, com os dois primeiros álbuns já disponíveis em todas as plataformas digitais de áudio.

A diversão transcende as telas e chega aos lares de todas as famílias com produtos licenciados da série em várias categorias. Os bonecos da "Turma da Emilia" chegam em dezembro, enquanto os sorvetes Amaretto e sorvetes Lolla com "Sabores do Sítio" e as almofadas da turminha pela empresa Belchior em breve poderão ser adquiridos. Outras novidades também virão nos principais segmentos de licenciamento, tais como brinquedos, alimentos, confecções e volta às aulas.

No primeiro episódio, o público acompanha a história do Marquês de Rabicó e como ele se tornou amigo de Narizinho. Depois, em “Serões de Dona Benta”, conhecer a história dos sete leitõezinhos que nasceram ali no sítio. Nas “Receitas da Tia Nastácia”, ela irá ensinar como fazer pipocas coloridas, a comida favorita do Rabicó. E, nas "Experiências do Visconde", ele e Emília ensinam a garotada uma experiência com ovos. A diversão acontece do começo ao fim.


Sobre os personagens
Emilia (Débora Gomez) - Na trama criada por Monteiro Lobato, Emilia foi feita por Tia Nastácia para a menina Narizinho. Nasceu muda e foi curada pelo Dr. Caramujo, que lhe receitou uma ‘pílula falante’ e a boneca desembesta a falar: “estou com um horrível gosto de sapo na boca”. Ela é conhecida por “abrir sua torneirinha de asneiras”, principalmente quando quer explicar algo difícil ou justificar uma ação ou vontade. Além de falar muito, também costuma trocar os nomes das coisas ou pessoas por versões de sonoridade semelhante.

Visconde de Sabugosa (Hugo Carvalho) - É um boneco feito de sabugo de milho, cuja sabedoria obteve através dos livros da estante de Dona Benta. Apesar de ser um Visconde, seu único pertence é a cartola. Nas aventuras, é sempre escolhido por Pedrinho para fazer coisas perigosas, pelo fato dele ser ‘consertável’ – se estragasse, machucasse, ou até morresse, tia Nastácia fazia outro. Uma das características mais marcantes na personalidade do visconde é que ele é muito obediente à boneca Emilia, pois tem muito medo dela, já que ela ameaça ‘depená-lo’ se ele não fizer o que ela manda.

Narizinho (Marianna Santos) - Chama-se Lúcia, mas é conhecida mesmo como Narizinho e ganhou esse apelido por conta de seu nariz arrebitado. Adora comer jabuticaba do pé, inventar reinações e conversar com sua melhor amiga e grande companheira Emília. Ela tem oito anos. É dona de Emília, a boneca falante, e também tem um primo que mora na cidade, Pedrinho, que vem passar as férias no sítio da avó de ambos os primos.

Pedrinho (Felipe Lago) - Chama-se Pedro Enerrabodes de Oliveira. É um menino bastante corajoso (seu único medo é o de marimbondo), aventureiro, neto de Dona Benta e primo de Lúcia (Narizinho). Pedrinho tem dez anos, mora na cidade e sempre vem passar as férias no sítio de sua avó. É lá que ele, junto de sua prima, a boneca Emília, o Visconde de Sabugosa e outros, tramam e aprontam várias travessuras e reinações no sítio até onde a imaginação os levar.

Tia Nastácia (Bibba Chuqui) - A extrema bondade de Tia Nastácia dava-lhe o verdadeiro ar de brasilidade, junto à sua amiga Dona Benta.  Foi pela boca de Tia Nastácia que dezenas de histórias do folclore brasileiro foram narradas, com deleite, aos meninos do sítio. Por seus lábios, personagens menosprezados do rico fabulário popular encontraram meios de chegar aos leitores mirins do Brasil. Tia Nastácia se torna, portanto, o centro das atenções em “Histórias da Tia Nastácia”. Tia Nastácia é a personagem que representa a sabedoria popular, a sabedoria do povo. Nessa nova versão, tia Nastácia será a grande mestre das crianças. Ela ensinará a contar e o abc para as crianças além de arrasar cantando em alguns clipes da série.

Dona Benta (Patrícia Mayo) -  Calma, doce, serena e contadora de boas histórias. As características definem a clássica personagem de Monteiro Lobato, Dona Benta". A personagem é uma mulher idosa que possui dois netos, Narizinho e Pedrinho, também é proprietária do sítio do Picapau Amarelo junto com Tia Nastácia. Muito sábia, sempre ensina coisas novas aos netos, informando-os sobre a cultura do Brasil e do mundo.

Marquês de Rabicó (Adilson de Carvalho) -  Ele é um porco gordinho e guloso, que adora comer jabuticabas e que ganhou este nome por ter somente um toquinho de rabo. Ele morre de medo de Tia Nastácia, que sempre tenta colocá-lo na panela. Rabicó é marido de Emília, que só se casou com ele por interesse em se tornar marquesa. Isso se deve ao fato de que Narizinho enganou a boneca dizendo que Rabicó na verdade era um marquês descendente da nobreza, e que uma bruxa havia o transformado em porco e que só voltaria a ser gente quando ele encontrasse um certo anel na barriga de certa minhoca.

quarta-feira, 7 de agosto de 2024

.: "Shakespeare Embriagado" segue em cartaz no Espaço Manivela em agosto


Munidos de álcool, atores encenam adaptação de Hamlet no Espaço Manivela, na Vila Leopoldina. Foto: Marcos Moraes


Já imaginou como seriam as clássicas peças de Shakespeare se os atores estivessem bêbados? Esse é o mote do espetáculo "Shakespeare Embriagado", que troca o teatro pelo bar para festejar a obra do dramaturgo inglês como você nunca viu. Muito improviso, plateia comandando cenas, risadas e bebidas! É isso que você encontrará no Espaço Manivela, na Vila Leopoldina, que durante o mês de agosto recebe o espetáculo Shakespeare Embriagado em sessões sempre às  quintas. O local abre às 18h e o espetáculo tem início às 20h30, com cerca de 1 hora de duração. Coquetéis e aperitivos estarão disponíveis para consumo da plateia durante a apresentação.

O diretor Dagoberto Feliz faz uma adaptação de Hamlet, príncipe dinamarquês que busca vingar a morte do pai. O espetáculo mistura o texto original com a liberdade do improviso dos atores, que constroem novas possibilidades junto com a plateia. “A função do elenco é contar a história completa. O tempo e o álcool podem alterar a forma de contá-la, mas não seu conteúdo”, explica Feliz.

No elenco, estão Lívia Camargo, Robert Gomez, Bruna Assis, Michel Waisman e Guilherme Tomé. A equipe é composta ainda pela dramaturgista Karol Garrett, o diretor assistente Guilherme Tomé e o diretor musical Fernando Zuben, com produção da Benjamin Produções. Para o diretor, o encanto da montagem é “fazer Shakespeare o mais ‘esteticamente popular’ possível”. “E nada melhor do que um ambiente de um bar, no qual as pessoas estejam à vontade para participar e mostrar seu entusiasmo, ou desaprovação, para o que acontece na cena”, diz.

Em cada apresentação os atores bebem um pouco, mas um dos atores bebe um pouco a mais, seja Whisky ou Tequila acompanhado, na primeira dose, por um espectador, para provar a veracidade da bebida. “Uma festa! Hilaridade e muita confusão acontecem quando os atores - alguns sóbrios e outros não - tentam manter o roteiro no trilho”, diz o produtor Henrique Benjamin, responsável pela montagem.

Com o álcool, as tragédias de Shakespeare se tornam comédias, brinca Benjamin. A plateia tem poder de decisão em várias cenas, obrigando os atores a improvisarem e manterem o foco. Cada show é diferente do outro, e cada apresentação precisa de um “patrono”, que terá uma experiência premium, um trono real com coquetel da casa e tomada de decisões importantíssimas para o desenvolvimento da trama. A plateia também pode ser escolhida como parte da “trupe de atores” ou como o “fantasma do rei”.

“Quem conhece, em pormenores, a tragédia toda poderá se divertir na comparação com o original e, para quem não conhece totalmente, a diversão estará na feitura e na descoberta dos quiprocós rocambolescos da família do Príncipe Hamlet”, aposta o diretor.


Ficha técnica
Espetáculo "Shakespeare Embriagado"
Autor: William Shakespeare. Dramaturgista: Karol Garrett. Direção Geral: Dagoberto Feliz.
Diretor Assistente: Guilherme Tomé. Direção de Produção: Henrique Benjamin. Produção Executiva: Lucas Andrade. Assistencia de produção:  Eduardo Lazoti. Direção Musical e Piano: Fernando Zuben. Elenco: Lívia Camargo, Robert Gomez, Bruna Assis, Michel Waisman e Guilherme Tomé. Fotos: Marcos Moraes. Gestão de mídias sociais: Felipe Pirillo. Programação Visual: Ton Prado. Realização: Benjamin Produções.


Serviço
Espetáculo "Shakespeare Embriagado"
Sessões sempre às quintas, 20h30
Duração: 60 minutos
Classificação: 18 anos.
Capacidade: 90 lugares.
Valor da entrada: R$ 60,00
Vendas on-line: https://bileto.sympla.com.br/event/90158
Espaço Manivela – Rua Schilling, 185 - Vila Leopoldina.

quarta-feira, 19 de junho de 2024

.: Reunião inédita de textos de García Márquez revela a gênese da Macondo


Reunião inédita de textos de Gabriel García Márquez, "A Caminho de Macondo: ficções 1950-1966" convida os leitores a mergulhar no processo de criação do universo mítico de "Cem Anos de Solidão", um dos maiores romances da literatura latino-americana. A antologia reúne todos os textos publicados pelo vencedor do Prêmio Nobel de Literatura nos quais Macondo foi tomando forma e que marcam o prelúdio da escrita de sua obra-prima. A tradução é de Ivone Benedetti, Édson Braga, Danúbio Rodrigues e Joel Silveira.

Considerado o mestre do realismo mágico latino-americano, García Márquez escreveu alguns dos maiores livros do século XX. Suas obras já foram adaptadas para filmes e minisséries, incluindo uma série baseada em "Cem Anos de Solidão", que será lançada em breve pela Netflix. Em março de 2024, a Record lançou Em agosto nos vemos, romance póstumo e inédito de García Márquez. A edição de A caminho de Macondo conta com prefácio da premiada jornalista Alma Guillermoprieto, texto que é um guia para a obra de Gabo, e nota editorial de Conrado Zuluaga, especialista na obra do autor.

Gabriel García Márquez argumentou em várias ocasiões que primeiro era preciso aprender a escrever um livro e só depois encarar a página em branco. Foram quase 20 anos “vivendo” em Macondo para que aprendesse a escrever sua obra-prima "Cem Anos de Solidão". Nesta antologia, os leitores encontrarão as publicações que precedem a escrita de sua obra mais célebre e que ilustram a gênese da mítica cidade.

"A Caminho de Macondo" reúne desde os textos seminais de 1950 a 1954, publicados inicialmente em colunas de jornais e revistas — alguns com a indicação “Apontamentos para Um Romance” —, até o conteúdo integral das obras "A Revoada (O Enterro do Diabo)", de 1955, "Ninguém Escreve ao Coronel", de 1961, "Os Funerais da Mamãe Grande", de 1962, e "O Veneno da Madrugada (A Má Hora)", de 1966, que marcam o prelúdio efervescente de "Cem Anos de Solidão".

Com prefácio da jornalista premiada Alma Guillermoprieto e nota editorial de um especialista na obra do autor, Conrado Zuluaga, esta coletânea nos introduz ao ciclo macondiano e nos guia por personagens, cenários e cheiros que viriam a compor uma das grandes maravilhas da literatura latino-americana, escrita pelo autor colombiano vencedor do Prêmio Nobel e grande mestre do realismo mágico. Compre o livro "A Caminho de Macondo", de Gabriel García Márquez, neste link.


Sobre o autor
Gabriel García Márquez nasceu em 6 de março de 1927, em Aracataca, um pequeno povoado na costa atlântica colombiana. Honrado com o Prêmio Nobel de Literatura em 1982, publicou seu primeiro conto, “A Terceira Renúncia”, aos 20 anos e, no ano seguinte, deu os primeiros passos no jornalismo. Durante mais de meio século exerceu esses dois ofícios, enfeitiçado pelo “encanto amargo da máquina de escrever”. Seu talento na arte da narrativa fez com que ele fosse considerado um escritor fascinante por milhares de leitores. Conhecido como o maior expoente do realismo mágico, sempre afirmou que: “Não há nos meus romances uma única linha que não seja baseada na realidade”. Ele foi, definitivamente, o criador de um dos universos mais ricos de significados em língua espanhola no século XX. Morreu na Cidade do México em 17 de abril de 2014. Garanta o seu exemplar de "A Caminho de Macondo", escrito por Gabriel García Márquez, neste link.

domingo, 16 de junho de 2024

.: Espetáculo "Circus Experience" celebra dez anos do Teatro J Safra


Por meio de performances exclusivas, o trabalho conta com jovens artistas com vasta experiência internacional. A idealização e criação do projeto é de Rodrigo Cauchioli. Foto: Ronnie Stein


Com performances do mais alto nível de dificuldade e complexidade, o espetáculo "Circus Experience", inédito em São Paulo, comemora os dez anos do Teatro J Safra em grande estilo. As apresentações acontecem nos dias 19 de julho, às 21h00, e 20 de julho, às 20h00. “O circo é o encontro de todas as artes, pois apresenta diversas disciplinas do mundo artístico em um único espetáculo, e tem a capacidade de entreter, encantar e inspirar aqueles que o assistem. Arte milenar, que se mistura com a história da humanidade e tem o poder de se reinventar e evoluir na mesma velocidade e intensidade que a raça humana”, comenta o diretor Rodrigo Cauchioli.

Repleto de encanto e sofisticação, o trabalho apresenta o circo em uma concepção moderna. Assim, jovens artistas brasileiros com larga experiência no cenário internacional dedicam-se a números grandiosos, sempre acompanhados de um show de luzes e de uma trilha sonora inédita e exclusiva. Quem comanda a festança é o personagem Pialito, interpretado pelo clown Marcio Pial. Com muito bom humor, ele retrata situações cotidianas e típicas da cultura brasileira.

As performances do protagonista são intercaladas pelas de Thaina Feroldi na contorção, Cecília Dimitriev no bambolê, Lucas Lopes no malabarismo e Beatriz Mendes e Gabriel Manzini nas acrobacias. “O circo tem lugar cativo no coração e na memória afetiva do povo e é o único lugar no mundo onde se pode sonhar com os olhos abertos. Tem o poder de reunir familiares e amigos, proporcionando encanto e alegria a todas as idades”, completa Cauchioli.

Ficha técnica
Artistas: Marcio Pial (Clown), Thaina Feroldi (Contorção), Cecília Dimitriev (Hula Hoop), Lucas Lopes (Malabarista), Beatriz Mendes (Hand To Hand) e Gabriel Manzini (Hand To Hand)
Operador de Luz: Rodolfo Domânico e Alexandre Lage
Operador de PA e monitor: Silvio Romualdo
Produção Executiva: Cauchioli Produção
Diretora de Produção: Thais Blanco
Coordenador de Produção: Anderson Wilian Lana
Assistente de Produção: Ronnie Stein e Andrew Lana
Produção: Complementar Produções
Assessoria de Imprensa: Pombo Correio
Coordenação Administrativa: Gustavo Sanna
Realização: Cauchioli Produções
Direção Geral: Rodrigo Cauchioli
Direção Artística: Rodrigo Cauchioli

Serviço
Em comemoração aos dez anos do Teatro J. Safra
Espetáculo: "Circus Experience"
Teatro J. Safra - Rua Josef Kryss, 318 - Parque Industrial Tomas Edson
Dias: 19 de julho, sexta-feira, às 21h, e ⁠20 de julho, sábado, às 20h
Classificação: livre
Duração: 60 min.
Valores: Plateia Premium: R$ 80,00; Plateia VIP: R$ 80,00; Mezanino: R$ 50,00; e Mezanino Visão Parcial: R$ 40,00
Link da venda: https://www.eventim.com.br/artist/circus-experience/?affiliate=JSA

sexta-feira, 31 de maio de 2024

.: "Letters Live", um evento que incentiva a volta às cartas escritas à mão


O "Letters Live", evento que incentiva a troca de correspondências escritas à mão, acaba de acontecer em Nova Iorque, com a participação ao vivo de Patti Smith, Peter Dinklage, Common e Christian Slater. Patti Smith, Peter Dinklage, Common e Christian Slater estavam entre os artistas que participaram da celebração da arte atemporal de escrever cartas em eventos ao vivo.

"Letters Live" fez um retorno muito esperado aos palcos de com um evento ao vivo no The Town Hall em parceria com a Montblanc, uma Maison de luxo que defende a arte da escrita desde 1906. O público nova-iorquino desfrutou de uma experiência única. -uma performance repleta de leituras de correspondência literária de alguns dos atores, músicos e autores mais emocionantes e admirados da atualidade.

Fiel à tradição do "Letter Live" de manter em segredo a identidade dos artistas até o momento em que sobem ao palco, o público foi brindado com leituras de Patti Smith, Peter Dinklage, Common, Lili Taylor, Ira Glass, Christian Slater, Louise Brealey, Sarah Cooper , Dagmara Dominczyk e Maria Popova. A noite foi acompanhada por apresentações musicais de Joan As Police Woman, Patti Smith e KeiyaA.

"Como marca enraizada na cultura da escrita, existem poucos eventos que se adaptam tão perfeitamente à nossa crença de que a palavra escrita pode ter uma influência positiva e inspiradora nas comunidades em todo o mundo. Sempre foi a nossa missão ajudar as pessoas a deixarem a sua marca, e como orgulhoso parceiro da Letters Live, temos a oportunidade de levar as palavras de autores do passado e do presente a públicos mais amplos. Palavras que, de outra forma, permaneceriam não ditas”, explica Vincent Montalescot, diretor de marketing e merchandising da Montblanc.

“É muito emocionante fazer parceria com a Montblanc, pois todos nós da Letters Live estamos confiantes de que, ao fazê-lo, seremos capazes de promover as nossas ambições globais para este empreendimento que está tão próximo dos nossos corações. Acreditamos apaixonadamente no Letters Live e na sua capacidade de se conectar com diversos públicos ao redor do mundo e de oferecer performances poderosas que deixam uma marca indelével em quem as vivencia. Trabalhar em estreita colaboração com a Montblanc apenas aumentará o impacto que podemos causar e aumentará o apoio que podemos dar às instituições assistenciais”, afirma Jamie Byng, CEO da Canongate e um dos produtores do Letters Live.

Desde que foi lançado como conceito há mais de uma década, Letters Live, um espetáculo cativante dedicado a celebrar o poder duradouro da correspondência literária, entreteve públicos em todo o mundo com mais de 70 espetáculos apresentando mais de 300 artistas de classe mundial e apoiou muitas instituições de caridade. A performance da cidade de Nova Iorque apoia orgulhosamente o trabalho da Choose Love, uma organização que fornece aos refugiados e pessoas deslocadas tudo, desde barcos de busca e salvamento até alimentos e aconselhamento jurídico.

Para marcar o retorno do show ao vivo à cidade de Nova Iorque e reviver a escrita de cartas, a Montblanc forneceu aos participantes cartões postais especialmente concebidos, prontos para que os convidados capturassem o encanto da noite elaborando cartas manuscritas para seus entes queridos. Esses cartões postais foram então depositados em caixas de correio Montblanc dentro do local, garantindo uma lembrança única e memorável tanto para os escritores quanto para os destinatários.

Este ano, a Montblanc celebra o 100º aniversário do seu ícone, o instrumento de escrita Meisterstück. Com seu design preto em forma de charuto, três anéis de ouro e pena de ouro feita à mão, a Meisterstück deixou uma marca indelével desde que apareceu pela primeira vez em 1924, tornando-se sinônimo de Montblanc como o produto mais reconhecido da Maison e um símbolo da cultura da escrita.


Sobre o "Letters Live"
"Letters Live" aconteceu pela primeira vez em dezembro de 2013 no Tabernáculo, em Londres, e rapidamente se estabeleceu como um formato de evento poderoso e dinâmico que atraiu talentos excepcionais para a apresentação de cartas notáveis, e muitas vezes oportunas, diante de um público ao vivo. Inspirado na série Letters of Note, best-seller internacional de Shaun Usher, e To the Letter, de Simon Garfield, Letters Live é uma celebração ao vivo do poder duradouro da correspondência literária. Letters Live trouxe ao palco cartas escritas por pessoas tão variadas como David Bowie, Mohandas Gandhi, Elvis Presley, Charlotte Bronte, James Baldwin e Che Guevara, e viu nomes como Benedict Cumberbatch, Olivia Colman, Ian McKellen, Kylie Minogue, Chiwetel Ejiofor, Nick Cave, Caitlin Moran, Gillian Anderson, Chimamanda Ngozi Adichie, Tom Hiddleston, Sanjeev Bhaskar, Stephen Fry e Jude Law apresentam performances únicas e extraordinárias. Os shows são produzidos por Adam Ackland, Jamie Byng, Benedict Cumberbatch, Aimie Sullivan e Shaun Usher.

quinta-feira, 16 de maio de 2024

.: Tércia Montenegro: "Cada personagem se aproxima e se distancia de seu autor"


"Cada personagem se aproxima e se distancia de seu autor", afirma Tércia Montenegro em entrevista para o Resenhando.com. Foto: Igor de Melo. Por Helder Moraes Miranda, editor do portal Resenhando.com. 


Fotógrafa e professora da Universidade Federal do Ceará, Tércia Montenegro é um sopro de frescor na literatura brasileira. Autora de "Turismo para Cegos" "Em Plena Luz", ela acaba de lançar pela Companhia das Letras o romance "Um Prego no Espelho", , que conta a história de uma mulher que leva uma vida normal até que tem sua trajetória abalada quando pensa ver, em uma ação rotineira, o rosto do irmão falecido. Nascida em 1976, em Fortaleza, ela publicou vários livros de contos e crônicas, além de obras voltadas para o público infantil e juvenil. Nesta entrevista exclusiva, ela fala sobre literatura, processo de criação e identidade. Compre o livro "Um Prego no Espelho", de Tércia Montenegro, neste link.


Resenhando.com - O que você quis dizer com o título de seu livro?
Tércia Montenegro -
Um prego no espelho traz, desde o título, uma discussão sobre identidade. Dentro de uma narrativa familiar, como é o caso, cada pessoa se constitui com semelhanças que são reflexos de seus ancestrais.


O que é "um prego no espelho"?
Tércia Montenegro - 
O prego é esse elemento que surge como algo fixo, mas que despedaça, promove fragmentações e desvios também. Em outras palavras, a imagem do sujeito não é algo uniforme, mas sempre múltipla, no jogo de ramificações familiares.

Resenhando.com - Você acredita que os nossos antepassados têm influência na maneira que levamos a vida?
Tércia Montenegro - 
Neste livro, existe a premissa de que a vida de uma pessoa pode ser uma espécie de repetição do destino de seus antepassados, tudo de uma maneira inconsciente, é claro. "Um Prego no Espelho" trata exatamente dessa ideia de uma fissura na identidade, algo que corrompe a individualidade, cria um rasgo no sujeito. A protagonista, Thalia, decide se tornar atriz para viver várias vidas, sem saber que sua escolha acontece justamente por causa da morte de um irmão, ocorrida muito tempo atrás.

Resenhando.com - O que mais a aproxima e o que mais a diferencia de Thalia, a protagonista de seu livro?
Tércia Montenegro - 
Cada personagem se aproxima e se distancia de seu autor.  Embora Thalia seja a protagonista, ela não é a única figura importante. Claro que há pontos de semelhança entre nós, como o magistério e a incursão pelas artes, mas eu fui me surpreendendo muito enquanto escrevia Um prego no espelho. Surgiram algumas conexões, relações entre os personagens, que eu não tinha previsto inicialmente. No fundo, creio que eles se tornaram realmente uma família, e nesse aspecto chegaram a desenvolver um entendimento, uma espécie de pacto interno que eu não chegava a acessar. Em certos momentos, tive a sensação de ser uma espectadora, alguém que não podia interferir nos destinos que se desenrolavam ali, no papel. É uma experiência mágica, quando um livro ganha o próprio rumo. Talvez nesse sentido fique reforçada a ideia de que uma obra literária é quase um filho: nasce de uma pessoa, mas tem uma identidade diversa e imprevisível.

Resenhando.com - As protagonistas de seus livros sempre estão atreladas à alguma arte. Teatro, escultura, artes plásticas. Por quê?
Tércia Montenegro - 
Tenho muitas personagens ligadas às artes, porque este é um assunto que me interessa o tempo inteiro; estou sempre atenta às construções estéticas em várias linguagens. A arte me comove, fascina, inquieta; não saberia dizer sobre a importância dela para as pessoas em geral, porque só posso falar sobre mim, mas do meu ponto de vista a arte é um fator de encanto indispensável na vida.


Resenhando.com - Se pudesse relacionar seus livros a sentidos humanos, quais seriam os de "Um Prego no Espelho", "Turismo para Cegos" e "Em Plena luz"?
Tércia Montenegro - 
"Um Prego no Espelho" traz a visualidade pela cena teatral, já que a personagem Thalia é atriz. "Turismo para Cegos", a partir de uma história sobre uma artista plástica que sofre de retinose pigmentar, também é um livro que experiência o visual, assim como o táctil. "Em Plena Luz", livro sobre uma fotógrafa, mais uma vez reflete sobre as imagens. Essa é uma constante na minha literatura: penso e escrevo através das imagens; para mim, a literatura é uma arte visual.

Resenhando.com - Você se sente mais confortável como cronista, contista ou romancista? 
Tércia Montenegro - 
Cada gênero textual tem o seu apelo, dependendo do momento. Narrativas longas são propícias para momentos de retiro, quando o autor pode conviver demoradamente com seus personagens, vê-los nascer e se desenvolver. Contos já são como situações instantâneas, deflagradas  por uma ideia repentina, uma "inspiração". E crônicas são reflexões, assim como os ensaios; são maneiras de se debruçar sobre um comportamento ou um fato instigante, usando um estilo mais prosaico.

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2024

.: Sesc Santos celebra festas populares com programação especial de Festejo


Espetáculo "O Diário de Duas Bicicletas". Foto: Geovana Fraga

No mês que é comemorado o carnaval, o Sesc Santos apresenta Festejo, uma programação que reúne espetáculos musicais, dança, vivências, oficinas e contação de histórias que trazem elementos das diversas festas populares da cultura brasileira. É uma verdadeira celebração ao encanto de festejar. Confira a programação abaixo.


"Acessórios de Folias"
A cada domingo de fevereiro, o público pode aprender a produzir um tipo diferente de acessório inspirado nas festas carnavalescas brasileiras na vivência "Acessórios de Folias", com Matheus Lípari, TeuKiwi e Mayara Andrade. Domingo, 18 de fevereiro: "Cavalo Marinho de Fitas". Domingo, 25 de fevereiro: "Máscaras de Fofão na Folia do Maranhão". Domingos, 12h às 16h. Espaço de Tecnologias e Artes. Todas as idades. Grátis. Senhas 30 minutos antes.



Solte a imaginação!
Na oficina "Colando Ideias" serão produzidos stickers em formato de ímãs que poderão ser aplicados em qualquer superfície. Com  educadores do espaço de tecnologias e artes. De 15 a 29 de fevereiro. Quintas, das 14h00 às 16h00. Espaço de Tecnologias e Artes. A partir de 10 anos. Grátis. Senhas 30 minutos antes. Foto: Jason Swaby.


"Estandartes de Mim Mesmo"
O estandarte carnavalesco é inspiração para a oficina "Estandartes de Mim Mesmo", com educadores do Espaço de Tecnologias e Artes. Nesta atividade, os participantes poderão narrar sua história e forjar seu próprio estandarte, e ao final, um desfile pelo Sesc. Sábado, dia 17 de fevereiro, das 14h00 às 16h00. Espaço de Tecnologias e Artes. Grátis. Senhas 30 minutois antes. A partir de 10 anos.

Construa seu próprio xequerê!
De 20 a 23 de fevereiro, de terça a sexta, das 19h00 às 21h00, acontece a oficina "Construção de Agbê", com Kaike Sena e Anne Alonso. O instrumento xequerê, também conhecido como agbê, é um instrumento musical de percussão criado na África e consiste em uma cabaça seca cortada em uma das extremidades e envolta por uma rede de contas. Espaço de Tecnologias e Artes. R$12,00 (credencial plena). R$20,00 (meia). R$40,00 (inteira). Inscrições on-line até dia 20 de fevereiro. A partir de 14 anos.


"Alegorias em Macramê"
A artista visual, têxtil e educadora Maria Gabrielle traz a técnica do macramê, com design criado pela própria artista, em duas oficinas: "Alegorias em Macramê - Acessório de Ombro". Dias 23 e 24 de fevereiro. Sexta (turma 1) e Sábado (turma 2), das 11h00 às 14h00. Espaço de Tecnologias e Artes. R$ 6,00 (credencial plena). R$ 10,00 (meia). R$ 20,00 (inteira). Inscrições on-line até dia 24 de fevereiro. A partir de 16 anos. E a oficina "Alegorias em Macramê - Maxi Colar". Dias 23 e 24 de fevereiro, sexta (turma 1) e sábado (turma 2), das 15h00 às 18h00. Espaço de Tecnologias e Artes. R$ 6,00 (credencial plena). R$ 10,00 (meia). R$ 20,00 (inteira). Inscrições on-line de 13 a 24 de fevereiro. A partir de 16 anos.


"Miniaturas de Bumba Meu Boi"
Na oficina "Miniaturas de Bumba Meu Boi", com mestre Valdeck de Garanhuns e Regina Drozina, as crianças aprenderão a confeccionar miniaturas de bumba meu boi, despertando o gosto e o interesse pelo conhecimento desse extraordinário folguedo nacional, o bumba meu boi do Maranhão e de Pernambuco, marcado por sua autenticidade e beleza plástica. Sábado, dia 24 de fevereiro, das 11h00 às 13h00, e das 15h00 às 17h00. Sala 3. Grátis. Inscrições 30 minutos antes. A partir de cinco anos. Foto: Regina Drozina.



Contações de histórias
A cada sábado de fevereiro, a Cia Terezinha apresenta uma história diferente.

"Cordel de Feira"
Uma proposta que integra as linguagens de contação de histórias, música e literatura de cordel, vai contar e cantar, a Festa do Boi! Sábado, dia 17 de fevereiro, às 17h00. Auditório. Grátis. Livre – Autoclassificação. Ingressos uma hora antes.

"O Arraial do Pavão e Outras Histórias"
Num ambiente recheado de forrós e chitas, a Cia. Terezinha traz releituras da conhecida história "O Pavão do Abre e Fecha", escrito por Ana Maria Machado, bem como "Couro de Piolho", um conto recolhido por Luís da Câmara Cascudo. Sábado, dia 24 de fevereiro, às 17h. Comedoria. Grátis. Livre - Autoclassificação.

Espetáculos para crianças


Circo

Espetáculo "Fuzuás!", do grupo Teatro da Mafalda, com direção de Cibele Mateus. "Fuzuás" é uma festa com dança, poesia, bonecos, malabarismo e brincadeiras realizada por mulheres, que celebra a diversidade de negritudes e vertentes de humor, regada de musicalidade brasileira. Domingo, dia 18 de fevereiro, às 17h30. Teatro. Livre - Autoclassificação. Ingressos: R$ 10,00 (credencial plena). R$ 15,00 (meia). R$ 30,00 (inteira). Grátis para crianças até 12 anos. Foto: Luca Meola.


Teatro
Espetáculo "Encantos, Cores e Alegria no Carnaval de Pernambuco".
Teatro de Mamulengo do Mestre Valdeck de Garanhuns. Na comunidade rural de Simão e Marieta está sendo preparada uma festa. A comunidade fica em Bezerros, terra dos papangus. Simão e Marieta chamam toda a comunidade para ajudar a realizar uma bela festa com os cantos e danças e brincadeiras que caracterizam as inúmeras manifestações populares da Região Metropolitana e Zona da Mata pelo agreste e pelo sertão. Domingo, dia 25 de fevereiro, às 15h30 e às 17h30. Auditório. Livre - Autoclassificação. Ingressos: R$ 10,00 (credencial plena), R$ 15,00 (meia) e R$ 30,00 (inteira). Grátis para crianças até 12 anos. Foto: João Augusto Figueiredo.


Serviço
Sesc Santos
Rua Conselheiro Ribas, 136, Aparecida - Santos.
Telefone: (13) 3278-9800
Site do Sesc SP: https://www.sescsp.org.br/unidades/santos/
Instagram e Facebook: @sescsantos. YouTube:/sescemsantos


Venda de ingressos
As vendas de ingressos para os shows e espetáculos da semana seguinte (segunda a domingo) começa na semana anterior às atividades, em dois lotes: on-line pelo aplicativo Credencial Sesc SP e portal do Sesc São Paulo: às terças-feiras, a partir das 17h00. Presencialmente, nas bilheterias das unidades: às quartas-feiras, a partir das 17h


Bilheteria Sesc Santos - Funcionamento
Terça a sexta, das 9h às 21h30 | Sábado, domingo e feriado, das 10h às 18h30.

sábado, 13 de janeiro de 2024

.: Peça "Shakespeare Embriagado" leva "Hamlet" para ser encenado em um bar


Munidos de álcool, atores encenam adaptação de Hamlet no Espaço Manivela a partir de 17 de janeiro. Foto: Marcos Moraes

Já imaginou como seriam as clássicas peças de Shakespeare se os atores estivessem bêbados? Esse é o mote do espetáculo "Shakespeare Embriagado", que troca o teatro pelo bar para festejar a obra do dramaturgo inglês como você nunca viu. O Espaço Manivela, na Vila Leopoldina, recebe o espetáculo a partir de 17 de janeiro de 2024, para temporada com sessões às quartas e quintas. O local abre às 18h00 e o espetáculo tem início às 20h30, com cerca de uma hora de duração. Coquetéis e aperitivos estarão disponíveis para consumo da plateia durante a apresentação.

O diretor Dagoberto Feliz faz uma adaptação de "Hamlet", príncipe dinamarquês que busca vingar a morte do pai. O espetáculo mistura o texto original com a liberdade do improviso dos atores, que constroem novas possibilidades junto com a plateia. “A função do elenco é contar a história completa. O tempo e o álcool podem alterar a forma de contá-la, mas não seu conteúdo”, explica Feliz.

No elenco, estão Ton Prado, Lívia Camargo, Robert Gomez, Bruna Assis, Michel Waisman e Guilherme Tomé. A equipe é composta ainda pela dramaturgista Karol Garrett, o diretor assistente Guilherme Tomé e o diretor musical Fernando Zuben, com produção da Benjamim Produções. Para o diretor, o encanto da montagem é “fazer Shakespeare o mais ‘esteticamente popular’ possível”. “E nada melhor do que um ambiente de um bar, no qual as pessoas estejam à vontade para participar e mostrar seu entusiasmo, ou desaprovação, para o que acontece na cena”, diz.

Em cada apresentação os atores bebem um pouco, mas um dos atores bebe um pouco a mais, seja Whisky ou Tequila acompanhado, na primeira dose, por um espectador, para provar a veracidade da bebida. “Uma festa! Hilaridade e muita confusão acontecem quando os atores - alguns sóbrios e outros não - tentam manter o roteiro no trilho”, diz o produtor Henrique Benjamin, responsável pela montagem. Com o álcool, as tragédias de Shakespeare se tornam comédias, brinca Benjamin. A plateia tem poder de decisão em várias cenas, obrigando os atores a improvisarem e manterem o foco.

Cada show é diferente do outro, e cada apresentação precisa de um “patrono”, que terá uma experiência premium, um trono real com mordomo, coquetel da casa e tomada de decisões importantíssimas para o desenvolvimento da trama. A plateia também pode ser escolhida como parte da “trupe de atores” ou como o “fantasma do rei”.

“Quem conhece, em pormenores, a tragédia toda poderá se divertir na comparação com o original e, para quem não conhece totalmente, a diversão estará na feitura e na descoberta dos quiprocós rocambolescos da família do Príncipe Hamlet”, aposta o diretor.


Ficha técnica
Espetáculo "Shakespeare Embriagado". Autor: William Shakespeare. Dramaturgista: Karol Garrett. Direção Geral: Dagoberto Feliz. Diretor Assistente: Guilherme Tomé. Direção de Produção: Henrique Benjamin. Direção Musical e Piano: Fernando Zuben. Elenco: Ton Prado, Lívia Camargo, Robert Gomez, Bruna Assis, Michel Waisman e Guilherme Tomé. Realização: Benjamin Produções.


Serviço
Espetáculo "Shakespeare Embriagado". Estreia 17 de janeiro de 2024 no Espaço Manivela. Sessões às quartas e quintas-feiras, às 20h30. Duração: 60 minutos. Classificação: 18 anos. Capacidade: 150 lugares. Valor da entrada: R$ 120,00 e R$ 60, 00. Vendas on-line: https://bileto.sympla.com.br/event/90158/d/234399/s/1595394. Espaço Manivela – Rua Schilling, 185 - Vila Leopoldina / São Paulo. Instagram @manivela_sp. Telefone: (11) 99245-4138. 

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