Mostrando postagens classificadas por data para a consulta "Avatar". Ordenar por relevância Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens classificadas por data para a consulta "Avatar". Ordenar por relevância Mostrar todas as postagens

domingo, 2 de fevereiro de 2025

.: Crítica: "Conclave" é excelente filme, mas fica devendo na originalidade

Por: Mary Ellen Farias dos Santos, editora do Resenhando.com

Em fevereiro de 2025


"Conclave", do diretor Edward Berger, de "Nada de Novo no Front", é um filme imperdível, muito mais pela forma em que apresenta toda a narrativa provocante em torno dos bastidores da votação para um novo Papa do que seu grande momento de revelação, ainda mais considerando quem teve o prazer de assistir ao longa francês "Disfarce Divino", exibido durante o Festival Varilux de Cinema Francês em 2023. Contudo, há força na atuação brilhante de Ralph Fiennes, que honra a indicação ao Oscar 2025 na categoria Melhor Ator.

O longa com 2 horas de duração é um thriller muito bem elaborado que flerta com o mistério, tal qual vimos há tempos na adaptação cinematográfica de "O Nome da Rosa", do livro de Umberto Eco de mesmo nome, acrescentando um leve toque de surpresa que remete ao recente filme "Disfarce Divino". Todavia, "Conclaveé indiscutivelmente único e sublime ao fazer uma nova história religiosa acontecer de modo completamente envolvente, seja por estampar as corrupções ou segredos da igreja.

No elenco da produção que desfila na lista dos dez filmes indicados ao Oscar de Melhor Filme ainda estão talentos como Stanley Tucci, John Lithgow, Sergio Castellitto e Isabella Rossellini. O longa apresenta para um público maior o ator Carlos Diehz, que interpreta o Cardeal Benítez, na trama, um candidato ao papado que era desconhecido por todos os votantes e mostra o quanto todos ali precisam aprender.

A adaptação do livro de Robert Harris é agradável e empolgante de se acompanhar na telona Cineflix Cinemas. Enquanto brinca com o público, despertando dúvidas e trazendo pequenas revelações a conta gotas para surpreender a cada avanço da trama, "Conclave" fisga a atenção do início ao fim. Imperdível!

O Resenhando.com é parceiro da rede Cineflix Cinemas desde 2021. Para acompanhar as novidades da Cineflix mais perto de você, acesse a programação completa da sua cidade no app ou site a partir deste link. No litoral de São Paulo, as estreias dos filmes acontecem no Cineflix Santos, que fica no Miramar Shopping, à rua Euclides da Cunha, 21, no Gonzaga. Consulta de programação e compra de ingressos neste link: https://vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SAN


"Conclave" (Conclave). Ingressos on-line neste linkGênero: thriller, mistérioClassificação: 12 anos. Duração: 2h00. Ano: 2024. Direção: Edward Berger. Roteiro: Peter Straughan. Elenco: Ralph Fiennes, Stanley Tucci, Isabella RosselliniSinopse: Com a morte do Papa, o cardeal Lawrence reúne um grupo de sacerdotes para eleger seu sucessor. Cercado por líderes do mundo todo nos corredores do Vaticano, ele descobre uma trilha de segredos profundos que podem abalar a própria fundação da Igreja.. Confira os horários: neste link

Trailer "Conclave"


Leia + 

sábado, 1 de fevereiro de 2025

.: Crítica: "Emilia Pérez" é longo musical falado protagonizado por Zoë Saldaña

Por: Mary Ellen Farias dos Santos, editora do Resenhando.com

Em fevereiro de 2025


"Emilia Pérez", com roteiro e direção de Jacques Audiard ("O Profeta") entrega protagonismo de Zoë Saldaña na pele da advogada que move céus e terras em troca de recheadas boladas para realizar o desejo mais íntimo do chefe de cartel conhecido como Manitas. Assim o longa que soma 2 horas e 10 minutos de duração apresenta a história de amizade de Rita Mora Castro (Zoë Saldaña) e Manitas (Karla Sofía Gascón) que deseja passar por transição de sexo. 

Inicialmente, Rita trabalha de escada para o escritório de um advogado que lava dinheiro e se afasta da lei, alterando até mesmo acontecimentos graves. Contudo, quando vai ao banheiro durante uma defesa escrita por ela, interpretada por seu chefe,  recebe uma ligação capaz de mudar sua vida. Ficando, então, diante do grande Manitas. Assim, para sobreviver e, de quebra ter condições de uma vida melhor, a ponto de garantir passagem de avião longe da classe econômica, Rita fica responsável pelo surgimento de Emilia Pérez e tenta contornar situações inesperadas.

Não há dúvida de que "Emilia Pérez" é de Zoë Saldaña, mostrando o quanto a eterna Gamora de "Guardiões da Galáxia" é talentosa. Basta analisar o tempo de tela dela com o de Karla Sofía Gascón, quem defende a protagonista que dá nome ao filme. As mais de duas horas de filme pesam, infelizmente. Talvez pelo ritmo muito falado das canções, ainda que aconteçam muitas sequências de ação. 

A produção que tem também Selena Gomez no elenco, interpretando Jessi Del Monte, a esposa de Manitas e mãe de duas crianças, é um musical no estilo falado, portanto, as músicas não são poderosamente emocionantes a ponto de arrepiar -algo que aconteceu no fantasioso "Wicked - Parte Um", por exemplo. Contudo, há de se destacar a mudança visual gritante de Gascón enquanto Manitas e depois de Emilia Pérez. Vale a pena conferir!

O Resenhando.com é parceiro da rede Cineflix Cinemas desde 2021. Para acompanhar as novidades da Cineflix mais perto de você, acesse a programação completa da sua cidade no app ou site a partir deste link. No litoral de São Paulo, as estreias dos filmes acontecem no Cineflix Santos, que fica no Miramar Shopping, à rua Euclides da Cunha, 21, no Gonzaga. Consulta de programação e compra de ingressos neste link: https://vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SAN

"Emilia Pérez" (Emilia Perez). Ingressos on-line neste linkGênero: fantasia, dramaClassificação: 16 anos. Duração: 2h10. Ano: 2024. Direção: Jacques Audiard. Roteiro: Jacques Audiard. Elenco: Zoë Saldaña, Karla Sofía Gascón, Selena Gomez. Sinopse: Rita trabalha em um escritório de advocacia mais interessado em lavar dinheiro do que em servir a lei. Para sobreviver, ela ajuda um chefe do cartel a sair do negócio para que ela possa finalmente se tornar a mulher que sempre sonhou ser.. Confira os horários: neste link

Trailer "Emilia Pérez"


Leia + 

.: Crítica: "Avatar: O Caminho da Água" trata descendência e preservação

domingo, 3 de novembro de 2024

.: Zeca Baleiro e Wado lançam "Coração Sangrento", álbum de parcerias inéditas


Zeca Baleiro
e Wado liberaram hoje o álbum de parcerias inéditas “Coração Sangrento” (ouça neste link). Produzido pelos artistas com Sérgio Fouad, o álbum reúne uma nova safra de canções, todas compostas por Wado e Baleiro a partir do período da pandemia, quando a parada dos shows deu espaço para novas criações. Wado e Zeca Baleiro lançam ‘Coração Sangrento’ e fazem uma pequena turnê, começando por Maceió, São Paulo e Recife (Wado, crédito Brenda Guerra + Zeca, crédito Necka Ayala)

"Coração Sangrento", por Wado
Muito animado em apresentar “Coração Sangrento”, novo álbum em parceria com Zeca Baleiro. É um disco que morro de orgulho. Nele, reunimos dois punhados de canções inéditas, resultado de um encontro verdadeiro, canções feitas muito no bate bola dos áudios e vídeos trocados por WhatsApp. Essa amizade e a admiração mútuas colocam esse disco num lugar único; paira no ar uma vontade de praticar a canção bonita.

O léxico dos acordes do Brasil, talvez o país de diversidade harmônica mais sofisticado do mundo, está presente aqui neste disco. Embora estes acordes da nossa história venham do burilar do samba e resulte na bossa nova, “Coração Sangrento" não soa como tal. Muito pela produção arejada de Sérgio Fouad, o disco ganha um punch de rock, trazendo ainda mais frescor às composições.

As letras também seguem essa escola da canção bonita brasileira, apresentando uma paleta ampla de temas, mais existencial do que romântico. O álbum trata de pertencimentos, tecnologia, realidade virtual, coletividade e questões morais. É um disco contra o individualismo, mais na onda da construção de algo com menos ego, como num jogo de frescobol, onde o lance é manter a bola no ar.

A canção título, "Coração Sangrento", trata do ímpeto de mergulhar nas coisas que importam. Ela convida todos a viver intensamente, mergulhando nelas sem as redes de contenção. As cordas escritas pelo maestro Pedro Cunha acrescentam uma camada de riqueza sonora que eleva as canções a um outro patamar. Essa é uma das quatro músicas do disco que contém cordas gravadas por um quarteto no estúdio Midas de Rick Bonadio.

É um álbum que se ergue do charco do que é mediano e se coloca forte na cena. Estou numa ansiedade boa de que nossos ouvintes mergulhem nas nuances de “Coração Sangrento”, disco grande que celebra a amizade de dois compositores que se admiram.

A parceria, por Zeca Baleiro
Apesar de no início da minha discografia assinar quase todas as canções sozinho – letra e música -, sempre amei compor em parceria. Fiz música com parceiros os mais diversos, de Hyldon a Fagner, de Arrigo Barnabé a Frejat, de Vicente Barreto a Lô Borges. E falo isso com descarada vaidade, porque me orgulho da diversidade musical com que ergui meu trabalho ao longo dos anos.

Agora é chegada a hora de lançar um disco inteiro ao lado de um querido parceiro, um dos maiores compositores da geração que sucedeu a minha, Wado. Essa parceria se iniciou lá atrás, quando gravei "Era", com melodia dele e letra minha, que fazia alusão ao 11 de setembro e que gravei no álbum duplo "O Coração do Homem-Bomba" (2008).

Depois vieram outras tantas. E agora, depois de 15 anos de amizade, chegamos ao "Coração Sangrento", álbum com canções compostas no início da pandemia e refinadas ao longo dos últimos anos. O disco versa sobre o momento confuso que o mundo atravessa, essa aparente "transição de eras", mas sem esquecer temas eternos como o amor, a amizade e o pertencimento.

São dez canções onde se vê rastros de referências várias, que fizeram nossa cabeça desde a infância até a nossa atuação como músicos profissionais: Trio Mocotó, Clube da Esquina, Paulo Diniz, Pessoal do Ceará e pitadas de rock indie, sempre buscando um invólucro lírico para as canções, buscando fazer jus ao histórico repertório da "grande música brasileira".

Tenho que mencionar que o disco não existiria - não como existe, pelo menos – sem a produção e incrível empenho (e criatividade) de Sergio Fouad, outro parceiro querido e indispensável nessa aventura artística. Wado é um craque, e foi um prazer dividir este álbum com ele. Há algo de muito especial na nossa parceria, uma sintonia cósmica, indecifrável. Chegou a hora de dividi-lo com o público. Evoé, Wado!


Como tudo começou
Eles se conheceram no início dos anos 2000, quando Wado surgiu na cena musical com seu emblemático “Manifesto da Arte Periférica”. “Seu universo estético particular, com melodias líricas e às vezes tomadas de certa estranheza, sua poesia crua e visceral, e seu despudor de passear por muitos mundos musicais, do axé ao samba, do rock à bossa, me chamaram a atenção”, relembra Baleiro. “Eu li numa revista IstoÉ de 2002, estupefato, que Zeca gostava do meu trabalho. A partir disso eu o procurei num show em Maceió e vide nossa verve e paixão por copos e bons assuntos, nos tornamos imediatamente amigos”, completa Wado.

A primeira parceria é de 2002, a primeira gravação é “Era”, lançada por Baleiro em “O coração do Homem-Bomba Vol.2” (2007), e de lá pra cá fizeram outras tantas canções, apresentações conjuntas e feats. O primeiro single do álbum juntos, “Dia de Sol", chegou nas plataformas digitais dia 20 de setembro deste ano (2024) e “Alma Turva” foi liberado em 11 de outubro. Agora, lançam “Coração Sangrento” dia  1º de novembro e fazem uma pequena turnê de lançamento, que começa por Maceió (23 de novembro, Teatro Gustavo Leite), São Paulo (7 de dezembro, Bona Casa de Música) e Recife (13 de dezembro, Teatro do Parque).


"Coração Sangrento" | Wado + Zeca Baleiro

1 - "Coração Sangrento"
2 - "Carrossel do Tempo"
3 - "Avatar"
4 - "Dia de Sol"
5 - "Incêndios"
6 - "Congelou"
7 - "Quebra-mar"
8 - "Alma Turva"
9 - "Zaratustra"
10 - "Amores e Celulares"


Produzido por Sergio Fouad
Coproduzido por Wado e Zeca Baleiro
Arranjos de cordas por Pedro Cunha
Arranjos de base por Sérgio Fouad, Jair Donato, Wado, Zeca Baleiro, com colaboração dos músicos
Gravado nos estúdios Donamix (Maceió), Al Gazarra e Midas Estúdio (São Paulo) e SoundPie (São Carlos/SP) por Jair Donato, Sergio Fouad e Zeca Baleiro
Mixado por Sérgio Fouad no Estúdio SoundPie
Masterizado por Sergio Fouad e Gabriel Galindo no Midas Estúdio
Confira o encarte digital: https://tinyurl.com/EncarteCoracaoSangrento
Ilustrações: Moisés Crivelaro
Projeto gráfico: Andrea Pedro
Lançamento Saravá Discos | Distribuição ONErpm

domingo, 28 de julho de 2024

.: Edição comemorativa de "Conectadas", romance escrito por Clara Alves


Para comemorar os cinco anos de lançamento do best-seller "Conectadas" (compre o livro neste link), romance de Clara Alves, a editora Seguinte lançou a edição especial da obra com capa dura, guardas ilustradas e laterais coloridas. Inclui, ainda, um capítulo inédito e uma nova entrevista em que a autora responde perguntas feitas pelos leitores. 

No livro, Raíssa e Ayla se conheceram jogando Feéricos, um dos games mais populares do momento, e não se desgrudaram mais - pelo menos não virtualmente. Ayla sente que, com Raíssa, finalmente pode ser ela mesma. Raíssa, por sua vez, encontra em Ayla uma conexão que nunca teve com ninguém. Só tem um “pequeno” problema: Raíssa joga com um avatar masculino, então Ayla não sabe que está conversando com outra garota.

Quanto mais as duas se envolvem, mais culpa Raíssa sente. Só que ela não está pronta para se assumir -  muito menos para perder a garota que ama. Então só vai levando a mentira adiante… Afinal, qual é a chance de as duas se conhecerem pessoalmente, morando em cidades diferentes? Bem alta, já que foi anunciada a primeira feira de Feéricos em São Paulo, o evento perfeito para esse encontro acontecer. Em um fim de semana repleto de cosplays, confidências e corações partidos, será que esse romance on-line conseguirá sobreviver à vida real?

Sobre a autora
Clara Alves sempre foi apaixonada por livros. Estudou jornalismo e trabalhou no mercado editorial por anos, mas largou tudo para viver seu maior sonho: ser escritora em tempo integral. É autora do best-seller LGBTQIAP+ "Conectadas" e de "Romance Real" (2022), que foi traduzido para o inglês com o título "London On My Mind". Mora no Rio de Janeiro, onde passa a maior parte do tempo consumindo e escrevendo romances clichês de aquecer o coração.

Serviço
"Conectadas" (edição comemorativa), Clara Alves
Número de páginas: 464
Editora Seguinte | Grupo Companhia das Letras

sexta-feira, 19 de julho de 2024

.: Entrevista com Claudio Leal e Rodrigo Sombra, organizadores de "Cine Subaé"


Por 
Helder Moraes Miranda, editor do portal Resenhando.com. Fotos: Erick Schons e Raphael Urjais

Claudio Leal e Rodrigo Sombra são os organizadores de "Cine Subaé - Escritos sobre Cinema (1960 –2023)", o novo livro de Caetano Veloso, publicado pela Companhia das Letras. O lançamento reúne críticas da década de 1960, publicadas no santamarense Archote e em periódicos da capital baiana, onde Caetano atuou na juventude como crítico e sonhava em dedicar sua vida à direção de filmes. Nesta entrevista exclusiva, eles falam sobre o livro, um poderoso testemunho que atesta o impacto que o Cinema Novo, as películas exuberantes norte-americanas, o neorrealismo italiano e o existencialismo das fitas francesas impactaram a formação cultural de Caetano Veloso. 


Resenhando.com - Como você poderia definir a relação do Caetano com cinema na época em que os textos foram escritos?
Claudio Leal - O livro abrange mais de 60 anos de produção crítica de Caetano. Nesse arco temporal, a relação dele com o cinema sofreu transformações, mas foi inalterável o interesse em acompanhar o meio cinematográfico. Numa síntese, posso dizer que ele partiu da posição de crítico, na juventude, para a de colaborador e interlocutor de cineastas, nos anos 1960 e 1970, quando realizou trilhas musicais, dentre as quais se destaca a de "São Bernardo" (1972), que repercute em seu disco experimental "Araçá Azul" (1973). Nessa fase, o imaginário do cinema também esteve presente em suas canções. A partir dos anos 80, essa relação tende a se aproximar de seu antigo desejo de ser cineasta. Ele dirige clipes e seu único longa, "O Cinema Falado", de 1986. Nos últimos anos seu vínculo tem sido semelhante ao dos anos 1960 e 1970, com a composição de trilhas e canções originais, além de dialogar mais frequentemente com cineastas como Cacá Diegues, Mauro Lima, Jorge Furtado e Guel Arraes. E houve o documentário "Narciso em Férias" com os diretores Renato Terra e Ricardo Calil.


Resenhando.com - É possível afirmar, hoje, que o artista suprimiu o crítico de cinema?
Claudio Leal - O artista nunca suprimiu o crítico em nenhuma fase de sua trajetória. O Caetano cancionista praticou o ensaísmo em seus discos e jamais abandonou o gesto de revisão crítica da cultura brasileira em canções, textos e entrevistas. "Cinema Novo", parceria com Gilberto Gil no álbum "Tropicália 2", de 1993, é um desses momentos em que o ensaísta dá as caras - e, neste caso, o crítico de cinema. 


Resenhando.com - Se pudessem fazer um filme sobre Caetano Veloso e fosse preciso escolher um recorte sobre a vida dele, qual seria?
Rodrigo Sombra - Eu faria um filme sobre sua adolescência em Santo Amaro. Em mais de uma ocasião, Caetano declarou que, não importasse a idade, continuava a se sentir um adolescente. Quando fez 70 anos, disse ainda sentir-se como um rapaz de 14.  Enquanto desvaloriza a infância, para ele uma experiência limitante, marcada por inúmeras restrições, mas que tendemos a idealizar, a adolescência revelou-se um território rico em possibilidades e maravilhamentos. A descoberta da sexualidade, o esboço de aspirações artísticas e intelectuais, as tensões entre um senso de pertencimento à origem interiorana, a Santo Amaro, e as seduções de um mundo transbordante que se anunciava nas imagens do cinema, nas canções no rádio, na literatura. Tudo isso permeia esse período de sua vida. Mais que um momento formativo distante no tempo, preso ao passado, a adolescência tem repercussões perenes em sua personalidade.


Resenhando.com - Quem seria o diretor ideal para dirigir esse filme idealizado por você?
Rodrigo Sombra - Escolheria a francesa Claire Denis. É na adolescência que testemunhamos as mais radicais mutações do corpo, e ninguém filma as nuances da carne como ela. Ninguém senão Denis olha as relações entre os corpos, e o lugar destes nos espaços, de modo a dotar cada imagem de igual naturalidade, erotismo e mistério. E ser adolescente é viver o mistério de descobrir-se outro, adulto, que essa fase da vida precipita.


Resenhando.com - Por que as pessoas precisam ler "Cine Subaé"?
Claudio Leal - Com o livro, pretendemos iluminar uma produção crítica que influenciou seu tempo, moveu as artes, produziu um diálogo fecundo entre música, poesia e cinema. Além disso, em vários momentos, Caetano entrelaça história e linguagem. Nas críticas e ensaios, ele observa a tradição e as ondas novas, sem temer a apreciação dos modismos. Tudo isso pode trazer ao leitor um percurso do desenvolvimento das artes nas últimas seis décadas, no Brasil e no mundo, da "nouvelle vague" ao cinema pernambucano de hoje. 


Resenhando.com - Há alguma faceta de Caetano Veloso, no livro, que o público não conhece?
Rodrigo Sombra - Caetano dirigiu um único longa, "O Cinema Falado", de 1986. O filme dividiu o público e a crítica, mas prevaleceram na memória social as reações negativas, sobretudo pela estridência dos ataques de alguns cineastas brasileiros inconformados em ver Caetano arriscar-se no ofício de diretor. O "Cinema Falado" conviveu assim, e desde a noite de estreia, com uma aura de filme “maldito”. Em textos e em entrevistas reunidos no "Cine Subaé", Caetano comenta extensamente as intenções estéticas por trás do seu único filme. Rememora a experiência no set e rebate um a um os ataques ao filme. Creio que a leitura do livro ajuda a dissipar a bruma de incompreensão que há anos envolve "O Cinema Falado". No mais, depoimentos reunidos no livro oferecem um vislumbre do cineasta que Caetano imaginou ser ao revelar detalhes de roteiros que ele rascunhou, mas jamais viria a filmar.


Resenhando.com - Como você definiria Caetano Veloso como crítico de cinema?
Rodrigo Sombra - Difícil dar uma definição estanque. O pensamento cinematográfico de Caetano passa por seguidas rupturas e transformações. Na juventude, temos um crítico algo sectário, interessado em “catequizar” as plateias santamarenses, exigindo-lhes que abandonassem o culto aos melodramas importados de Hollywood em favor do refinamento artístico do cinema de autor europeu. Mais adiante, seus textos revelam notável ecletismo, articulam o olhar sobre o cinema a questões envolvendo política, raça, identidade nacional, urbanismo. Na maturidade, sua mirada é mais abrangente e tolerante. Nas colunas publicadas no jornal O Globo na última década, blockbusters como "Rio" ou "Avatar" são merecedores da atenção crítica de Caetano.  


Resenhando.com - Em que os textos de "Cine Subaé" continuam atuais?
Claudio Leal - Nem todos os textos de "Cine Subaé" podem ser entendidos como atuais. Alguns deles são intervenções de época, sobretudo os escritos de juventude, publicados entre 1960 e 1963. A maioria dos textos do livro é de sua fase madura e pode atender a um desejo de atualidade porque essas críticas discutem filmes recentes ou de décadas mais próximas. O livro tem ainda fragmentos de entrevistas muito vivazes. Mas acredito que a questão da atualidade não importe tanto. Com o tempo, Caetano assumiu uma dimensão cultural que atrai leitores variados, desde os críticos e cinéfilos aos seus admiradores e não-admiradores curiosos, sem falar de estudiosos da história brasileira posterior aos anos 1960. Caetano tem um olhar livre diante de obras de arte e isso traz um interesse atual a textos à primeira vista atrelados a uma circunstância histórica. "Cine Subaé" incorpora ainda elementos novos à fortuna crítica de filmes como "Hiroshima, Mon Amour", "A Grande Feira", "O Bandido da Luz Vermelha", "Central do Brasil" e o próprio "O Cinema Falado", dirigido por Caetano.


Ficha técnica
Cine Subaé – escritos sobre cinema (1960 –2023), de Caetano Veloso
Claudio LealRodrigo Sombra (org.)
Lançamento: 28 de maio de 24
Páginas: 440
Compre o livro neste link.

terça-feira, 11 de junho de 2024

.: "Avatar": nova graphic novel revela um dos grandes mistérios da série original


Um dos grandes mistérios da série animada "Avatar: a Lenda de Aang", exibida pela Nickelodean entre 2005 e 2008, finalmente será revelado. Chega ao Brasil, pela editora Planeta, a graphic novel "Avatar: o Último Mestre do Ar - A Procura", escrita pelo ganhador do prêmio Eisner e indicado ao National Book Award, Gene Luen Yang, com a colaboração dos criadores da série animada, Bryan Konietzko e Michel Dante DiMartino. Na obra, Zuko conta com a ajuda do time Avatar, além de uma aliada improvável, em busca de respostas sobre o que aconteceu com a própria mãe.

Intercalando passado e presente, em flashback, a narrativa acompanha a história de Ursa, filha de um dos magistrados de Hira’a e neta do avatar Roku. Apaixonada pelo amigo de infância Ikem, a garota é prometida em casamento ao príncipe do fogo Ozai, com quem se casa e tem dois filhos: Zuko e Azula. Retornando aos acontecimentos atuais, após assumir o lugar de senhor do fogo, Zuko entende que a família é como uma pequena nação e decide que quer resgatar o passado da própria para aprender a ser um bom governante.

Para encontrar pistas que o levem a respostas sobre o que aconteceu com Ursa ao ser banida da Nação do Fogo, Zuko precisará reconstruir laços com Azula, a irmã que ele enviou ao hospício após o fim da guerra dos cem anos. Com um acordo perigoso, junto com Aang, Katara, Sokka, Momo e Appa, Zuko e Azula embarcam em uma aventura até o distante vilarejo de Hira’a para descobrirem toda a verdade.

As ilustrações e diálogos de "Avatar: o Último Mestre do Ar - A Procura" levam leitores e leitoras de volta para a série animada e introduz novos fãs, revisitando personagens já conhecidos enquanto oferece encerramento para outros. Em uma aventura inédita, Aang e sua equipe se reúnem mais uma vez e precisam contar uns com os outros para saberem o que aconteceu com Ursa e – finalmente – Zuko se tornar o senhor do fogo que foi criado para ser. Compre a HQ "Avatar: o Último Mestre do Ar - A Procura" neste link.

sexta-feira, 26 de abril de 2024

.: "Planeta dos Macacos: O Reinado": tudo sobre produção que estreia dia 9

O novo filme da saga campeã de bilheteria chega aos cinemas brasileiros em 9 de maio


A estreia de Planeta dos Macacos: O Reinado está chegando! A partir do dia 9 de maio, o público poderá conferir nas telonas o quarto filme da épica franquia global. Dirigido por Wes Ball, a nova produção da 20th Century Studios é estrelada por Owen Teague, Freya Allan, Kevin Durand e Peter Macon, e é ambientada anos após o reinado de Cesar, líder que garantiu a liberdade de seus semelhantes.

Confira, abaixo, todas as informações já divulgadas sobre o novo filme.

"Planeta dos Macacos: O Reinado" é o quarto filme de uma das sagas mais famosas do cinema mundial. A franquia sobre um mundo onde seres humanos e macacos inteligentes se confrontam conta com três produções: "Planeta dos Macacos: A Origem" (2011), "Planeta dos Macacos: O Confronto" (2014) e "Planeta dos Macacos: A Guerra (2017)" – todos disponíveis com exclusividade no Disney+ e Star+ 

Os filmes já arrecadaram mais de 2.1 bilhões de dólares na bilheteria global e a produção mais rentável foi “O Confronto”, que finalizou com mais de 710 milhões de dólares mundialmente. Além disso, o terceiro filme da franquia se destaca pelas críticas positivas, tendo recebido 94% de aprovação no Rotten Tomatoes e desbancando Homem-Aranha: De Volta ao Lar (2017), que liderava as bilheterias na época.

Vale lembrar também que os três filmes utilizaram tecnologia de captura de movimento de última geração para dar vida aos macacos e todos eles foram indicados ao Oscar® na categoria de Melhores Efeitos Visuais.

Qual a trama de "Planeta dos Macacos: O Reinado"?

A nova produção da 20th Century Studios se passa em várias gerações no futuro, após o reinado de César - líder que conquistou a liberdade de seus semelhantes. No filme, os macacos são a espécie dominante, vivendo harmoniosamente, e os humanos foram obrigados a viver nas sombras. À medida que um novo líder símio tirânico constrói o seu império, o jovem Noa empreende uma jornada angustiante que o levará a questionar tudo o que sabia sobre seu passado, fazendo escolhas que definirão um futuro tanto para os primatas como para os homens.

Quem são os personagens de destaque no novo filme?  

Noa (Owen Teague): Noa é um jovem macaco que luta para corresponder às expectativas de seu pai. Proibido de aprender sobre o mundo além de sua aldeia, ele não sabe nada sobre a história da raça humana, nem que eles já foram a espécie dominante. Segundo o próprio Owen, que dá vida ao personagem, “Ele [Noa] olha para o mundo com uma visão muito otimista do passado, o que é um elemento interessante do filme: existem duas visões e interpretações totalmente diferentes da história, e ele está lutando para decidir qual caminho seguir.”

Proximus César (Kevin Durand): Apesar de utilizar o nome de um dos líderes e personagem mais icônico da franquia, Proximus César é totalmente oposto de César. Ele utiliza do legado de seu antecessor e o distorce para garantir seu poder, escravizando quem se opor a ele.

Mae (Freya Allan): Representando um mundo que não existe mais, Mae é uma humana espirituosa que, como todos os humanos, vive nas sombras e é forçada a caçar comida. Embora a princípio suspeitasse dela, Noa percebe que há mais nela do que aparenta, e os dois acabam se juntando para lutar conta Proximus.

Raka (Peter Macon): Raka é um orangotango, que é o único a se lembrar dos ensinamentos reais de César sobre decência, moralidade e força. Ele vive nas ruínas de um aeroporto em desintegração e prega a tolerância e a paz com os humanos. Ao conhecer Noa, ele tenta abrir os olhos do jovem para o mundo.

"Planeta dos Macacos: O Reinado" é dirigido por Wes Ball, responsável pela trilogia Maze Runner (2014). O roteiro é de Josh Friedman (“Guerra dos Mundos”), Rick Jaffa, Amanda Silver (“Avatar: O Caminho da Água”) e Patrick Aison (“Prey”). A produção fica por conta, também, de Ball, Jaffa, Silver, Jason Reed e Joe Hartwick Jr, com Peter Chernin (da trilogia “Planeta dos Macacos”) e Jenno Topping (“Ford v. Ferrari”) atuando como produtores executivos.

"Planeta dos Macacos: O Reinado" estreia exclusivamente nos cinemas brasileiros em 9 de maio.

Trailer oficial:


Leia+

.: "Planeta dos Macacos: O Reinado" em novo trailer e pôsteres dos personagens

.: “Planeta dos Macacos: A Guerra” tira a liderança de "Homem Aranha"

.: Onda de "Reboot": lista dos melhores filmes e seriados reboots da Star+

.: Cineflix Cinemas Santos estreia "Rivais" e "Aumenta Que é Rock´n´roll"


segunda-feira, 12 de fevereiro de 2024

.: "Planeta dos Macacos: O Reinado" em novo trailer e pôsteres dos personagens


A 20th Century Studios acaba de lançar o novo trailer e os pôsteres oficiais dos personagens de "Planeta dos Macacos: o Reinado", novo filme de ação e aventura do estúdio que estreia em 9 de maio na Rede Cineflix e em cinemas de todo o Brasil. O diretor Wes Ball dá nova vida à épica franquia global, ambientada várias gerações no futuro após o reinado de César, quando os macacos são a espécie dominante vivendo harmoniosamente, e os humanos vivem nas sombras.

Enquanto um novo líder tirânico dos macacos cria seu império, um jovem macaco embarca em uma angustiante jornada que o levará a questionar tudo o que sabia sobre o passado e a fazer escolhas que definirão o futuro tanto para os macacos como para os humanos. "Planeta dos Macacos: o Reinado" tem direção de Wes Ball (trilogia "Maze Runner") e é estrelado por Owen Teague ("It - A Coisa"), Freya Allan ("The Witcher"), Kevin Durand ("Locke & Key"), Peter Macon ("Shameless") e William H. Macy ("Fargo"). 

O roteiro é de Josh Friedman ("Guerra dos Mundos") e Rick Jaffa & Amanda Silver ("Avatar: o Caminho da Água") e Patrick Aison ("O Predador: a Caçada"), baseado nos personagens criados por Rick Jaffa & Amanda Silver. Já a produção é de Wes Ball, Joe Hartwick, Jr., p.g.a. ("Maze Runner: correr ou Morrer"), Rick Jaffa, p.g.a., Amanda Silver, p.g.a., Jason Reed, p.g.a. ("Mulan"), com Peter Chernin (trilogia "Planeta dos Macacos") e Jenno Topping ("Ford vs. Ferrari") atuando como produtores executivos.

Assista na Cineflix
Filmes de sucesso como “Bob Marley: one Love” são exibidos na rede Cineflix CinemasPara acompanhar as novidades da Cineflix mais perto de você, acesse a programação completa da sua cidade no app ou site a partir deste link. No litoral de São Paulo, as estreias dos filmes acontecem no Cineflix Santos, que fica Miramar Shopping, à rua Euclides da Cunha, 21, no Gonzaga. Consulta de programação e compra de ingressos neste link: https://vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SANO Resenhando.com é parceiro da rede Cineflix Cinemas desde 2021.

"Planeta dos Macacos: o Reinado" - Trailer legendado

"Planeta dos Macacos: o Reinado" - Trailer dublado



segunda-feira, 4 de setembro de 2023

.: “Trinta Anos esta Noite ou O Espelho Negativo” aborda as dores femininas


Solo teatral entrelaça a vida pessoal da atriz com os acontecimentos que marcaram o Brasil, como a ditadura. Foto: Maurício Bertoni

Você já parou para pensar nas dores femininas? Após ser diagnosticada com Síndrome de Fibromialgia, a atriz Dulce Muniz começou a refletir sobre o assunto. E as suas vivências se transformaram no solo teatral “Trinta Anos esta Noite ou O Espelho Negativo”, que em setembro inicia a circulação nos espaços culturais no CEU Parque Anhanguera, dia 6 com sessões às 14h e 16h. As apresentações seguem até o dia 23 de setembro (confira a programação completa abaixo), sempre com ingressos gratuitos. 

A fibromialgia provoca dores intensas nos músculos, tendões e ligamentos. Além disso, pode causar sintomas como fadiga, insônia e depressão. De difícil diagnóstico, a síndrome costuma acometer, em 90% dos casos, mulheres entre 35 e 50 anos. Foi em 2005 que Dulce descobriu essa condição. Na época, ela conheceu a psiquiatra Dra. Neuza Steiner, que coordenava um grupo de pacientes e se tornou consultora do espetáculo. 

No trabalho, os relatos pessoais da atriz, desde a sua infância até os dias de hoje, se intercalam aos acontecimentos marcantes do Brasil, como a escravidão, a ditadura e a pandemia de Covid-19. Ao fazer essa costura, ela escancara alguns dos problemas estruturais do país, aproveitando a oportunidade para defender a escola pública e o SUS. Dulce fala abertamente sobre as suas dores, permitindo uma forte conexão com a plateia.

“Eu já tive dor de ouvido, endometriose e, agora, a fibromialgia. Isso sem contar nas dores da alma, como perder pessoas queridas durante a ditadura militar”
, comenta a artista. Assim, a atriz integra a sua vida ao coletivo, mostrando como estamos todos interconectados. A peça, então, configura-se quase como uma conversa com o público, um momento de troca e reflexão. Este Projeto foi contemplado pela 16ª edição do Prêmio Zé Renato- Secretaria Municipal de Cultura.


Sobre a encenação
Para dar um tom mais intimista, “Trinta Anos esta Noite ou O Espelho Negativo” conta com o violonista Beto Kpta tocando músicas ao vivo. Essas canções dividem espaço com outras executadas por uma vitrola. “Todas elas marcaram a minha vida e eu quero dividir isso com os espectadores”, conta Dulce. 

Ao mesmo tempo, a atriz de 76 anos revive alguns de seus papéis icônicos no teatro. Ela reencena trechos de “Antígona”, de Sófocles, quando interpretou Tirésias e foi indicada ao Prêmio Shell; “Avatar”, de Paulo Afonso Grisolli; e “De Profundis”, de Oscar Wilde. O cenário também foi pensado para reforçar o caráter memorialista e intimista da obra: o Núcleo do 184 desenvolveu uma ambientação composta por uma mesa pequena, uma cadeira e um cabideiro. 


A trajetória de Dulce Muniz
A atriz fez do teatro sua luta. Nascida em São Joaquim da Barra, em São Paulo, teve os seus primeiros contatos com a literatura e as artes cênicas pelas experiências escolares e pela observação atenta àqueles que a cercavam, com seus gestos e manias. Viveu o Golpe de 1964 ainda no interior, mas veio para São Paulo em 1968 para estudar - ainda mais - sobre teatro e participar da oposição aos militares pela arte e militância: “Foi isso que me levou ao teatro: lutar contra a ditadura”, afirma. 

Quando chegou em terras paulistanas, participou do curso de interpretação do Teatro de Arena e foi aluna de Heleny Guariba, desaparecida até hoje após ser presa pela ditadura em 1971. Junto do grupo formado no Arena, apresentou a peça “Teatro-Jornal 1ª Edição”, com direção de Augusto Boal. Após passar por outros palcos e trabalhar na televisão, Dulce inaugurou o Teatro Studio 184, em 1997. Em 2013, o espaço localizado na Praça Roosevelt ganhou o nome de sua ex-professora, tornando-se o atual Teatro Studio Heleny Guariba.  


Sinopse
Acompanhada de um músico/ator, Dulce Muniz interpreta um texto que faz a relação entre momentos significativos de sua vida e a história mais recente do Brasil. Um solo teatral que aborda como tema a dor feminina, suas manifestações e simbolismos. Junto disso, a relação da atriz com a Síndrome de Fibromialgia se mostra presente e conduz o espetáculo por outras dores e experiências, como a tortura, desaparecimento de presos políticos e a vida de mulheres, negros e indígenas.


Ficha técnica
Solo teatral “Trinta Anos esta Noite ou O Espelho Negativo”. Autoria, direção e interpretação: Dulce Muniz. Músico/ Violinista: Beto Kpta. Cenários e figurinos: Núcleo do 184. Iluminação: Renata Adriana. Operadora de luz e som: Flávia Arantes.  Pesquisa/Produção executiva: Fernanda Arantes. Administradora geral do projeto: Flávia Arantes. Consultoria médica: Dra. Neusa Steiner. Assessoria de Imprensa: Canal Aberto Comunicação | Márcia Marques. Gestão administrativa: Zé Renato/Cais Produção. Concepção, coordenação e direção geral: Dulce Muniz.


Serviço
Solo teatral “Trinta Anos esta Noite ou O Espelho Negativo”. Duração:  60 minutos | Classificação: 12 anos.

Dia 6 de setembro, quarta, às 14h e 16h. CEU Parque Anhanguera - Rua Pedro José de Lima, 1020, Anhanguera, São Paulo.

Dia 11 de setembro, segunda, às 15h e 17h. CEU Alvarenga - Estr. do Alvarenga, 3752, Balneário São Francisco, São Paulo.

Dias 13 e 14 de setembro, quarta e quinta, às 19h30. Oficina Cultural Oswald de Andrade - Rua Três Rios, 363, Bom Retiro, São Paulo.

Dia 22 de setembro, sexta, às 14h e 16h30. CEU Vila Alpina - Rua João Pedro Lecór, 144, Vila Alpina, São Paulo.

Dia 23 de setembro, sábado, às 17h30. Sede da União de Mulheres de São Paulo -  Rua Coração da Europa 1395, Bela Vista, São Paulo.

Próximas postagens → Página inicial
Tecnologia do Blogger.