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quarta-feira, 2 de abril de 2025

.: "Não Fossem as Sílabas do Sábado" no Teatro do Sesc Santos em abril


Carol Vidotti e Fábia Mirassos estão no espetáculo "Não Fossem as Sílabas de Sábado", que será apresentado no Sesc Santos nos dias 11 e 12 de abril. Foto: Tomas Franco

No Sesc Santos, o projeto "Da Palavra ao Palco" busca estreitar a conexão entre o teatro e a literatura. O espetáculo "Não Fossem as Sílabas do Sábado", uma adaptação teatral do romance homônimo de Mariana Salomão Carrara, com Carol Vidotti e Fábia Mirassos, narra a história de Ana e Madalena, vizinhas, moram no mesmo prédio, mas mal se conheciam até um fato trágico marcar suas vidas e mudar os rumos de suas histórias. Dias 11 e 12 de abril, sexta-feira e sábado, às 20h00. A partir de 14 anos. Ingressos: R$ 12,00 (credencial plena) a R$ 40,00 (inteira). Tradução em Libras no dia 12 de abril.

Carol Vidotti e Fábia Mirassos participam do bate-papo "A Personagem Encenada: construindo Ana e Madalena". As artistas falam de suas experiências para dar vida às personagens do espetáculo “Não Fossem as Sílabas do Sábado”. Dia 12 de abril, sábado, às 16h00. Auditório. A partir de 14 anos. Grátis. Tradução em Libras.

O espetáculo "Magnólia", livremente inspirado na música homônima de Jorge Ben Jor, tem concepção, direção e atuação de Marina Esteves. A peça narra a fábula sobre uma deusa astronauta que vive na dimensão azul e rosa, por entre estrelas e cometas. Dia 21 de abril, segunda-feira, às 19h00. A partir de 12 anos. Auditório. Ingressos: R$ 12,00 (credencial plena) a R$ 40,00 (inteira). 


Serviço
Venda de ingressos    
As vendas de ingressos para os shows e espetáculos da semana seguinte (segunda a domingo) começa na semana anterior às atividades, em dois lotes:         
On-line pelo aplicativo Credencial Sesc SP e portal do Sesc São Paulo:  às terças-feiras, a partir das 17h00      
Presencialmente, nas bilheterias das unidades: às quartas-feiras, a partir das 17h00

Bilheteria Sesc Santos - Funcionamento
Terça a sexta-feira, das 9h00 às 21h30 | Sábados e domingos, das 10h00 às 18h30   

Sesc Santos
Rua Conselheiro Ribas, 136, Aparecida     
Telefone: (13) 3278-9800       
Site do Sesc SP   
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YouTube /sescemsantos

.: "Não Tem Meu Nome", baseada em "O Avesso da Pele", estreia no teatro


Adelino Costa parte dos livros "O Avesso da Pele", de Jeferson Tenório, e "Pertencimento: uma Cultura do Lugar", de bell hooks, para criar o monólogo "Não Tem Meu Nome". Foto: Cristiano Pepi


Ator e personagem que se fundem na narrativa, que parte de relatos de sua vivência como pessoa periférica na infância e adolescência, evocando temas como o silenciamento de comunidades subalternizadas e o desprezo por meio de uma ideia falsa de visão universal. A peça propõe uma reflexão urgente a respeito das relações sociais e, sobretudo, humanas. 

Uma reflexão sobre intolerância, identidade periférica e a noção de pertencimento criada a partir da leitura do romance "O Avesso da Pele", de Jeferson Tenório e "Pertencimento: uma Cultura do Lugar", de bell hooks: esse é "Não Tem Meu Nome", monólogo escrito, dirigido e interpretado por Adelino Costa que faz curta temporada no Cemitério de Automóveis, em São Paulo, a partir do dia 2 de abril, quarta-feira, 20h30.

O espetáculo foi desenvolvido a partir da pesquisa de conclusão do curso de Pós-Graduação em Direção Teatral na FPA, sob orientação do Prof. Dr.Marcelo Soler. Adelino Costa, seu criador, é ator, produtor e diretor com mais de duas décadas de experiência nos palcos. A obra tem suas raízes na experiência pessoal de Adelino, que cresceu na COHAB de Guaíba, região metropolitana de Porto Alegre. 

Ao longo do processo criativo, o artista resgatou memórias de sua infância e observou os desafios enfrentados pela população local, como barreiras sociais, econômicas e geográficas. Essa imersão resultou em personagens inspirados em amigos de infância e no próprio autor, que exploram como as comunidades subalternizadas se adaptam para se encaixar em uma sociedade predominantemente burguesa e branca. A dramaturgia questiona a suposta universalidade dessa visão de mundo e revela suas camadas de opressão.

"Se o espetáculo conseguir provocar no público 10% da reflexão que o processo me proporcionou, aposto que sairá tocado pela proposta", afirma Adelino. Para viabilizar a montagem, o artista contou com o apoio da Galeria Olido e da Braapa Escola de Atores. A encenação se estrutura em uma linguagem minimalista, onde o ator interage com objetos, luz e trilha sonora para construir a narrativa.

Algumas das outras referências teóricas e literárias citadas por Adelino na criação do espetáculo são Conceição Evaristo ("Ponciá Vicêncio"), "Djamila Ribeiro" ("Pequeno Manual Antirracista"), Chimamanda Ngozi Adichie ("No Seu Pescoço"), Itamar Vieira Júnior ("Torto Arado"), Cida Bento ("O Pacto da Branquitude"), Zygmunt Bauman ("Identidade"), Grada Kilomba ("Memórias da Plantação") e Frantz Fanon ("Pele Negra, Máscaras Brancas"). Já na cinematografia, Adelino destaca os longas "Marte Um", de Gabriel Martins, e o documentário "A Negação do Brasil", de Joel Zito Araújo.


Sinopse de "Não Tem Meu Nome"
Em "Não Tem Meu Nome", o público é recebido pelo ator e personagem que se fundem na narrativa. A partir de relatos de sua vivência como pessoa periférica na infância e adolescência, o performer apresenta uma dramaturgia que mistura ficção com elementos e fatos reais, trazendo questões como o silenciamento de comunidades subalternizadas por uma visão particular de mundo que mascara a violência, desprezo e crueldade por meio de uma ideia falsa de visão universal. 

O ator solitário no palco, utiliza-se de elementos narrativos para contar relatos que propõem uma reflexão urgente a respeito das relações sociais e, sobretudo, humanas. Colocadas todas as reflexões, ao fim, em um depoimento pessoal, revela-se a sua principal necessidade de criação desta obra.

Sobre Adelino Costa
Pós-Graduado em Direção Teatral. Ator e produtor há 22 anos. Gaúcho radicado em São Paulo desde 2010. Integrou a Cia Teatro di Stravaganza, de Porto Alegre, entre 2007 e 2012. Ao10 longo da carreira, dirigiu três espetáculos e atuou em mais de 15 produções. Em 2008, com a montagem de "A Comédia dos Erros", venceu a categoria de Melhor Espetáculo no Prêmio Braskem e também no Prêmio Açorianos de Teatro, nesse foi indicado como melhor ator coadjuvante e produtor.

Como produtor, contribuiu em três edições do Festival Internacional Porto Alegre Em Cena, onde teve oportunidade de trabalhar com grandes nomes do teatro mundial e nacional, como Ariane Mnouchkine, Bob Wilson, Peter Brook, Pina Bausch, Antunes Filho, Zé Celso e Grace Passô. Trabalhou ainda, em cinco edições da Feira do Livro de Porto Alegre, além das Produtoras Opus Promoções, Chaim Produções e Fixação Cultural. Em 2012, produziu a Ópera "Pelléas e Mélisande", direção de Ivacov Hillel, no Teatro Municipal de São Paulo.


Ficha técnica
Espetáculo "Não Tem Meu Nome"
Atuação/direção/dramaturgia: Adelino Costa
Iluminação/operação de luz: Thatiana Moraes
Orientação coreográfica: Fefê Marques
Confecção figurinos: Paula Gascon
Fotos: Cristiano Pepi
Assessoria de imprensa: Pevi 56
Produção executiva: Natália Sanches e Adelino Costa


Serviço
Espetáculo "Não Tem Meu Nome"
Temporada: 2 a 30 de abril, quartas-feiras, 20h30
Local: Cemitério de Automóveis – Rua Francisca Miquelina, 155
Duração: 80 minutos
Classificação: 16 anos
Ingressos: R$ 40,00 (inteira) e R$ 20,00 (meia-entrada). À venda pelo Sympla.

segunda-feira, 31 de março de 2025

.: "Finlândia" faz nova temporada no Teatro Uol a partir de 16 de abril


Premiado texto do francês Pascal Rambert tem versão brasileira protagonizada pelo casal Paula Cohen (APCA de Melhor Atriz de Televisão) e Jiddu Pinheiro. Com direção de Pedro Granato, a peça discute as relações familiares contemporâneas. Foto: José de Holanda


O drama de um casal em crise é retratado no espetáculo "Finlândia", que faz nova temporada no Teatro Uol de 16 de abril a 29 de maio, após temporada de sucesso no Teatro Vivo. A bem-sucedida montagem brasileira tem direção de Pedro Granato e é interpretada pelo casal Paula Cohen e Jiddu Pinheiro, que também assinam a tradução. A peça do francês Pascal Rambert estreou em 2022 em Madri, na Espanha, e, desde então, ganhou montagens de sucesso em Paris (França), Montevidéu (Uruguai), Cidade do México (México) e Santo Domingo (República Dominicana).

"Finlândia" coloca o espectador em um quarto de hotel em Helsinque, junto com o casal de atores Paula e Jiddu, que está em processo de separação e tenta estabelecer um diálogo sobre o futuro de seu relacionamento. A peça emerge das complexidades e desafios emocionais enfrentados por esse casal em crise, que ainda precisa encontrar um consenso sobre a criação e guarda da sua filha pequena.

E, nesse duelo de linguagem entre dois mundos aparentemente inconciliáveis, um espelho reflete o momento que vivemos, uma estrutura de padrões opressivos que está por ruir, um mundo em desconstrução que aponta novos caminhos. E, por consequência, junto com a mudança vem os conflitos, as quebras e as resistências.

“Eu acho que o texto traz muito essa nova onda feminista para dentro das relações em que os pais estão mais presentes, compartilham as tarefas do lar e cuidados com os filhos e não terceirizam os cuidados. E aqui há também uma certa inversão de papéis em alguns momentos, uma desconstrução, uma visão mais crítica dessas estruturas de poder dos homens, do que é violência e do que é respeito. O texto traz muito a filha para o centro da questão”, comenta o diretor Pedro Granato.

Já para a atriz Paula Cohen, a obra explora bastante a dicotomia entre o modo como as pessoas foram criadas para reproduzir os velhos padrões de se relacionar e a tentativa de romper com essas formas antigas a partir da mudança de tempos, olhares e valores. “Acho que a peça explora essas contradições colocando em perspectiva esses questionamentos, de maneira muito humana na boca dessas personagens. Esse casal passa por muitos assuntos que estão em pauta na sociedade e, por isso, encontra ressonância em muitas casas, em muitos lares, em outros países”, comenta.

E, sobre essa impressionante atualização na forma de olhar para os relacionamentos, Jiddu Pinheiro diz: “O debate sobre opressores e oprimidos no ambiente público e privado, o embate político-ideológico nos mais diversos fóruns, as lutas por igualdade de direitos de gêneros e representatividade feminina, a forma como a estrutura patriarcal moldou e molda subjetividades de homens e mulheres são pautas de primeira ordem neste momento. O texto de Rambert traz de forma brilhante esse imaginário e esse debate nas subjacências dos dizeres desses personagens fazendo com que tudo pareça orgânico e cotidiano".

A encenação explora o aspecto claustrofóbico do quarto de hotel em que a história se passa. “Deixamos a encenação diagonal, o que diminui o espaço do quarto e permite essa relação mais cinematográfica como se o espectador visse quase que um plano contraplano. E, assim, rompe-se um pouco com aquela ação mais frontal ou da quarta parede. Temos um caminho de usar elementos de forma mais minimalista para que se sobressaiam os atores e o texto”, revela Granato.

O diretor ainda conta que, para criar essa encenação, buscou diversas inspirações no cinema, como a série “Cenas de Um Casamento” (2021, HBO), e o original de Ingmar Bergman, “Closer” peça adaptada ao cinema de Patrick Marber e o filme “História de um Casamento” (2019), de Noah Baumbach. “Esses filmes têm um olhar bem intimista sobre casais em momentos cruciais. Eles nos inspiraram a pensar em como podemos trazer as questões das relações contemporâneas e, ao mesmo tempo, dialogar com um histórico de retratos de relacionamentos. Acho que Finlândia traz um olhar muito mais aguçado e renovado do que obras clássicas sobre o tema. E era isso o que buscamos até encontrarmos o texto. Então, isso vai ser ótimo de ver no palco, porque os casais vão se envolver muito com a história”, acrescenta.


Sobre Pascal Rambert
Nasceu em Nice, França, em 1962. É autor de teatro, diretor e coreógrafo. Atualmente, é considerado um dos mais aclamados dramaturgos do continente europeu e sua obra foi traduzida para vários idiomas (inglês, russo, italiano, alemão, japonês, chinês, holandês e outros). Foi contemplado com inúmeros prêmios importantes, entre eles o Prêmio Émile Augier de Literatura y Filosofía, por sua obra "Ensayo", em 2015, e o Prêmio de Teatro da Academia Francesa, pelo conjunto de sua obra, em 2016.

Recentemente estreou "Une Vie" na Comédie-Française. Além disso, dirigiu uma série de curtas-metragens, alguns deles premiados nos festivais de Pantin, Locarno e Paris. Em 2007, transformou o Théâtre de Gennevilliers «T2G» em um centro nacional de criação contemporânea. Desde janeiro de 2017 é artista residente do Théâtre des Bouffes du Nord em Paris, fundado por Peter Brook. Sua peça "Clôture de l'Amour", que estreou no Festival d'Avignon, em 2011, se tornou um sucesso mundial.

Sinopse de "Finlândia"
"Finlândia" coloca o espectador em um quarto de hotel junto com as personagens Paula e Jiddu, um casal em crise tentando estabelecer um diálogo. Numa narrativa pertinente para os tempos atuais, a peça emerge das complexidades e desafios emocionais enfrentados por um casal em crise. A mudança estrutural de papéis entre homens e mulheres dentro de uma relação nas últimas décadas, as responsabilidades de cada um na criação de uma filha e a relação com seus trabalhos colocam essa discussão de casal em compasso com temas contemporâneos urgentes.

Ficha técnica
Espetáculo "Finlândia"
Com Jiddu Pinheiro  e Paula Cohen
Direção: Pedro Granato
Texto: Pascal Rambert
Participação especial: Turí
Coordenação de produção: Erika Horn e Paula Cohen
Cenografia e desenho de luz: Marisa Bentivegna
Figurinos: Iara Wisnik
Cenotécnico: Urso Quina
Montagem e desmontagem: Diego Dac
Operação de som e vídeo: Nanda Cipola
Operação de luz: Rodrigo Damas
Fotografia: José de Holanda
Produção executiva: Erika Horn
Assistente de produção: Alana Carvalho
Assistentes de direção: Gabriela Lang e Joana langeani
Assessoria de imprensa: Pombo Correio
Tráfego on-line: Fábrica de Resultados
Designer gráfico: Pedro Inoue
Redes sociais: Diego Leo
Direçao audiovisual: Karina Ades
Assessoria jurídica: CSMV Advogados
Direção de fotografia: André Prata
Edição de vídeo: Pablo Pinheiro
Gestão de projeto e difusão: Dulcinéia Produções Artísticas e Horn Produções Artísticas
Realização: Dulcinéia Produções Artísticas
Apoio: Pequeno Ato
Patrocínio: Mobifacil e Vivo

Serviço
Espetáculo "Finlândia"
Dramaturgia: Pascal Rambert
Temporada: 16 de abril a 29 de maio de 2025
Quartas e quintas-feiras, às 20h00
Teatro Uol - Av. Higienópolis, 618 - Consolação/São Paulo
Ingressos: R$ 80,00
Duração:  90 minutos
Classificação: 16 anos
Capacidade: 300 lugares
Acessibilidade: Teatro acessível a cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida

.: De Gabriel Chalita, musical "Território do Amor" estreia dia 5 de abril


"Musical Território do Amor" faz ode ao mais complexo dos sentimentos humanos a partir das canções de grandes vozes femininas da música mundial. Com texto de Gabriel Chalita, direção geral de José Possi Neto e direção musical de Daniel Rocha, espetáculo tem uma curta temporada de estreia no Teatro Sérgio Cardoso, de 5 a 27 de abril. Foto: Caio Gallucci


O que une as saudosas cantoras brasileiras Elizeth Cardoso, Maysa, Dalva de Oliveira e Dolores Duran com a norte-americana Maria Callas, as francesas Barbara e Edith Piaf, a argentina Mercedes Sosa e a alemã Marlene Dietrich? É justamente o fato de que todas elas, em seus diferentes tempos e sociedades, cantaram cada uma à sua maneira as delícias e dissabores do amor. 

O musical "Território do Amor", com texto de Gabriel Chalita, lança justamente um olhar para o que essas vozes poderosas e icônicas cantam a respeito desse que é o mais complexo dos sentimentos humanos. O espetáculo, que ainda tem direção geral de José Possi Neto e direção musical de Daniel Rocha, tem uma curta temporada de estreia no Teatro Sérgio Cardoso, na Sala Nydia Lícia , de 5 a 27 de abril, com apresentações às sextas e aos sábados, às 20h00, e aos domingos, às 16h00.

Com uma atmosfera onírica e poética, a peça reúne todas essas lendas da música mundial em uma mesma barca, com destino incerto. Conduzidas por um barqueiro à luz do luar, elas navegam aquelas águas misteriosas enquanto contam e cantam seus amores a partir dos grandes temas que foram eternizados em suas carreiras.

O grande personagem da peça, segundo Chalita, é o próprio amor. “Essas  mulheres fascinantes - tanto as brasileiras como as de outras línguas - surgem para serem ao mesmo tempo servas e senhoras do amor. E, graças ao jogo dramático, nós questionamos: para onde elas estariam indo? Para onde vamos quando o amor nos encontra?”, indaga.

Ainda de acordo com o autor, o musical é sobre a vida. “Ou sobre o amor que se vive na vida, o que permanece mesmo quando a vida que se conhece não permanece. Essas mulheres amaram seus amantes, a música e o cantar. Elas também sofreram de amor, mas é possível viver sem sofrer de amor? Enquanto pesquisava suas vidas e suas canções ficava mais fascinado com os percursos de dor e de superação de cada uma delas. Suas canções permaneceram”, acrescenta.

Para dar voz a essas homenageadas, estão no elenco Badu Morais (Elizeth Cardoso), Bianca Tadini (Maria Callas), Daniela Cury (Barbara), Fernanda Biancamanno (Edith Piaf), Ju Romano (Dalva de Oliveira), Larissa Goes (Dolores Duran), Maria Clara Manesco (Marlene Dietrich), Neusa Romano (Maysa), Tatiana Toyota (Mercedes Sosa) e Leticia Mamede (swing). Já o barqueiro é interpretado pelo ator, cantor e instrumentista Marco França.


A encenação
Para falar sobre um sentimento tão complexo e misterioso, a encenação explora essa atmosfera onírica e  surrealista. “A escrita do Gabriel Chalita é poética e não obedece aos cânones e à dramaturgia da Broadway. Isso nos dá uma grande liberdade para tradução visual e estética do espetáculo. Estamos trabalhando elementos do sonho, um tempo que não é da realidade imediata - já que muitas dessas vozes jamais se encontraram na realidade e estão unidas pela cena onírica e por suas músicas”, explica o diretor José Possi Neto.

Ele ainda conta que os sucessos das cantoras homenageadas também serviram para nortear o trabalho com as atrizes. “As músicas são a nossa grande referência para a minha direção e para a construção do espetáculo. Elas serviram como um guia para as atrizes construírem suas personagens, além de informações, registros, vídeos sobre a vida das cantoras. Mas encontramos uma disparidade muito grande na quantidade de material de pesquisa sobre elas. Há, por exemplo, poucos materiais sobre Dolores Duran. Então, também estudamos como se comportavam as mulheres na sociedade de cada uma delas”, conta Possi sobre a criação.  

Um dos principais desafios para a concepção musical do espetáculo, de acordo com Daniel Rocha, é a enorme diversidade de estilos musicais e sonoridades que marcaram a carreira de cada uma das homenageadas. “Temos desde o universo sinfônico de Câmera ao samba canção, ao chorinho e à marcha-rancho do carnaval do início do século 20. Então, tivemos que trabalhar com uma maestrina que toca teclado com timbres variados e uma banda formada por cinco multi-instrumentistas que tocam violoncelo, violão 7 cordas, cavaquinho, bandolim, guitarra, sax, clarinete, flauta, bateria, percussão, glockenspiel e outros”, antecipa o diretor musical.

“A maioria das canções tem comentários de todas as vozes. Eu acho que isso é o que une musicalmente todas as essas canções tão diversas assim, de tantos lugares diferentes e de estilos musicais diferentes, né?”, acrescenta. O espetáculo ainda tem coreografia de Kátia Barros, figurinos de Kleber Montanheiro, cenografia de Renato Theobaldo, desenho de som de Eduardo Pinheiro, desenho de luz de Wagner Freire, visagismo de Emi Sato e direção de produção de Marilia Toledo e Emilio Boechat.

"Território do Amor" é realizado pela Ice Cream And Drama Produções, apresentado pela Brasilcap e conta com patrocínio master de Yduqs, com apoio cultural de Vibra e com apoio de Hyundai  pela Lei Rouanet e Matriarca Café.


Sinopse de "Território do Amor"
Uma embarcação conduz mulheres que marcaram a história com suas histórias de amor e de dor. Com suas glórias e suas mágoas. Vidas que se cruzam em tempos e espaços diferentes. Vidas semelhantes no sentir. São elas Elizeth Cardoso, Maysa, Dalva de Oliveira e Dolores Duran. Que se encontram com Maria Callas, Barbara, Edith Piaf, Mercedes Sosa e Marlene Dietrich. 

As canções permeiam o espetáculo e o texto navega nos mais profundos sentimentos humanos. Na alegria da vida, o abandono. No prazer, o medo. Na chegada, a partida. A peça traz o mistério da morte e o mistério da vida. Tudo com a leveza musical, que compõe para alguns a recordação de lindas canções e para outros o aprendizado. O amor nunca sai de cena. 


Ficha técnica
Musical "Território do Amor"
Texto: Gabriel Chalita
Encenação e direção de arte: José Possi Neto
Direção musical /Arranjos / Composições Adicionais: Daniel Rocha
Coreografia e direção de movimento: Kátia Barros
Figurinista: Kleber Montanheiro
Cenógrafo: Renato Theobaldo
Desenho de som: Eduardo Pinheiro
Desenho de luz: Wagner Freire
Visagismo: Emi Sato
Direção de produção: Marilia Toledo e Emilio Boechat
Elenco: Badu Morais (Elizeth Cardoso), Bianca Tadini (Maria Callas), Daniela Cury (Barbara), Fernanda Biancamanno (Edith Piaf), Ju Romano (Dalva de Oliveira), Larissa Goes (Dolores Duran), Leticia Mamede (swing), Maria Clara Manesco (Marlene Dietrich), Neusa Romano (Maysa), Tatiana Toyota (Mercedes Sosa) e Marco França (barqueiro).
Coro (selecionadas por audição do Instituto Baccarelli):. Gabriela Lira, Luciana Lira, Bárbara Viana,  Duda Garcez, Gabriela Evaristo e Gabrielly Neves.
Apresentado por: Brasilcap
Patrocínio master: Yduqs
Apoio cultural: Vibra
Apoio: Hyundai e Matriarca Café
Produção: Domínio Público
Realização: Ice Cream And Drama Produções


Serviço
Musical "Território do Amor"
Temporada: 5 a 27 de abril de 2025
Às sextas e aos sábados, às 20h00, e aos domingos, às 16h00*
*Não será permitida a entrada após o início do espetáculo.
Teatro Sérgio Cardoso (Sala Nydia Lícia)
Endereço: Rua Rui Barbosa, 153, Bela Vista / São Paulo


Ingressos
Plateia Lateral: R$ 150,00
Plateia Central: 200,00
Balcão: 100,00
Ingressos populares: de R$ 39,60
Vendas on-line em www.sympla.com.br
Classificação:livre
Duração: 2h15 (com 15 minutos de intervalo)
Capacidade: 827 lugares
Acessibilidade: teatro acessível para cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida.
Acessibilidade para deficientes visuais: Audiodescrição
Acessibilidade para deficientes auditivos: Libras
Acessibilidade para deficientes intelectuais: Atendimento especial e oferecimento de abafadores de som pessoas neuro divergentes e com transtorno do espectro autista (TEA).

Bilheteria física - Sem taxa de conveniência
Rua Rui Barbosa, 153 - Bela Vista/São Paulo
Horário de funcionamento: de terça a sábado, das 14h às 19h. Em dias de espetáculo, das 14h até o horário de início da sessão.
Contato: (11) 3288-0136
Reservas de grupo: bilheteria@amigosdaarte.org.br e grupoentretenimentoecultura@gmail.com

.: "It's Me, Elton", em homenagem a Elton John, estreia no Teatro Unicid


Em agosto de 1990, o astro do pop Elton John se vê diante de uma triste realidade: a luta diária contra a cocaína. Já em reabilitação, se vê obrigado a escrever uma carta de despedida à “Dama de Branco” e, em um comovente relato confessional, retorna ao passado e resgata memórias de sua infância e juventude. "It's me: Elton", em curta temporada no Teatro Unicid, explora momentos e canções marcantes na trajetória do cantor, sem seguir necessariamente uma ordem cronológica. 

As apresentações acontecem sempre às quintas-feiras, às 20h30, dias 3, 10, 17, 24 de abril e 1° de maio. Com dramaturgia de Pedro Ruffo, direção de Daniela Stirbulov, direção musical de Gui Leal, o elenco formado por Ariel Moshe, Lívia Cubayachi, Mikael Marmorato e Pedro Ruffo sobe ao palco.

Embalados por sucessos como “Your Song”, “I’m Still Standing”, “Tiny Dancer", "Rocket Man" e outros, os dias de Elton no Hospital Luterano se fundem aos momentos de convivência com o pai, Stanley, o tio Reg, o melhor amigo Bernie Taupin, e o ex-namorado e produtor John Reid. Outros episódios vão se encadeando na cena. Além da própria trajetória do homenageado, o espetáculo aborda temas relevantes, como a liberdade, a opressão, a persistência e a vulnerabilidade da condição humana. 


Ficha técnica
Musical "It's Me, Elton"
Dramaturgia: Pedro Ruffo
Direção: Daniela Stirbulov
Direção musical: Gui Leal
Elenco: Ariel Moshe, Lívia Cubayachi, Mikael Marmorato e Pedro Ruffo
Figurinos: Uriel Orttiz
Designer de luz: Rafael Bernardino
Operação de Luz e Som: Elton Ramos
Assistência de direção: Allan Claudino
Produção executiva: Pedro Ruffo
Produção: Daniela Gonçalves e Pedro Ruffo
Duração: 60 minutos
Gênero: Drama musicado
Classificação: 14 anos


Serviço
Musical "It's Me, Elton"
Ingressos a partir de R$ 35,00 em www.diskingressos.com.br
Teatro Unicid - Av Imperatriz Leopoldina, 550, entrada lateral do teatro
Telefone de contato/whatsapp: (11) 3832 9100
Estacionamento no local: R$ 15,00

domingo, 30 de março de 2025

.: "Tudo Acontece numa Segunda-feira de Manhã" estreia no Itaú Cultural


Peça, que tem texto e atuação do próprio Vinícius (que contracena com Evas Carretero) e direção de Silvana Garcia, explora, de maneira ácida, os absurdos do mercado de trabalho contemporâneo. Cena de “Tudo Acontece numa Segunda-Feira de Manhã”. Foto: Danilo Ferrara - @_daniloferrara

Para refletir sobre a crueldade dos processos seletivos no campo profissional, o ator e escritor Vinícius Piedade criou o espetáculo “Tudo Acontece numa Segunda-Feira de Manhã”, o primeiro da "Trilogia Pessoas Trabalhando”. A peça faz as primeiras apresentações no Itaú Cultural nos dias 3, 4, 5 e 6 de abril, de quinta-feira a sábado, às 20h00, e, no domingo, às 19h00. Os ingressos são gratuitos. Depois segue para a Biblioteca Mário de Andrade nos dias 5, 12, 19 e 26 de maio, segundas-feiras, às 19h00.

Com direção de Silvana Garcia, a montagem mistura humor e ironia para expor os limites extremos que os candidatos enfrentam quando procuram uma vaga de emprego. Em um jogo metalinguístico, o espetáculo convida o público a refletir sobre as condições de trabalho, enquanto desenha um retrato provocador e irreverente do mercado.

“Essa questão sempre me intrigou. Afinal, passamos a maior parte da nossa vida no ofício, seja ele qual for. E, hoje, com as discussões sobre inteligência artificial, quais são os empregos que continuarão existindo? E qual será o impacto do fim de alguns trabalhos para as pessoas? Elas conseguirão se realocar? Precisarão se humilhar para ganhar uma oportunidade?”, defende Piedade.

Sobre a encenação
Em cena, os parceiros de longa data Vinícius Piedade e Evas Carretero interpretam atores em busca de um papel/trabalho. Eles participam de um teste para atuar em um espetáculo em que os personagens estão em busca de uma vaga e precisam enfrentar situações limite que beiram o absurdo.

Na primeira história, um homem que estava desempregado há muito tempo resolve ir na entrevista com uma bomba presa ao corpo para exigir sua contratação. Na segunda, um candidato precisa passar por diversas dinâmicas, correndo até o risco de perder a vida no processo.

“'Tudo Acontece numa Segunda-Feira de Manhã' tem um quê de recomeço. É como um grande teste para um espetáculo, o que nos permitiu utilizar muitos elementos do teatro, como exercícios de atuação”, comenta o dramaturgo. Nesta peça, o foco de Piedade está nas consequências da ausência de emprego nos indivíduos. Além das dificuldades econômicas, essa condição pode acarretar problemas como ansiedade, depressão, baixa estima e falta de autoconfiança.

“A direção está centrada no jogo entre os atores, como se tudo fosse uma coreografia. A forma como Vinícius e Evas interagem é quase como uma partitura de tensões e distensões, com suas falas, pausas e movimentos. Meu papel foi dar ritmo ao texto. Por isso, optei por não ter trilha sonora”, conta Silvana. Já o cenário remete tanto a um teatro quanto a uma empresa. Sem elementos excessivos, o ambiente será composto por objetos como cadeiras, uma mesa e uma arara com roupas sociais. A luz é assinada por César Pivetti. “Queremos aproveitar tudo o que o palco pode nos oferecer, mas sempre deixando os atores em primeiro plano”, afirma Vinícius.


Sinopse
Peça mergulha no lado obscuro e hilariante do mercado de trabalho contemporâneo. Dois atores, no papel de candidatos desesperados, enfrentam testes insanos e absurdos em busca de um papel/emprego. Parte da Trilogia “Pessoas Trabalhando”, o trabalho mistura humor e ironia para expor os limites extremos que os candidatos enfrentam e as crueldades do processo seletivo.

Ficha técnica
Texto: Vinícius Piedade Direção: Silvana Garcia Elenco: Evas Carretero e Vinícius Piedade Desenho de luz: César Pivetti Figurino: Piedad Operação de som e luz: Márcio Baptista Registro Fotográfico: Danilo Ferrara Produção: Elenor Cecon Junior Assessoria de imprensa: Canal Aberto - Márcia Marques, Daniele Valério e Carol Zeferino

Serviço
“Tudo Acontece numa Segunda-Feira de Manhã”
Duração: 80 minutos Classificação indicativa: 14 anos

No Itaú Cultural
Dias 3, 4, 5 e 6 de abril, de quinta a sábado às 20h00, e, domingo às 19h00
Local: Itaú Cultural - Av. Paulista, 149 - Bela Vista
Ingresso: gratuito | Reservar no site a partir de 1° de abril (terça-feira), pela plataforma INTI (acesso pelo site do Itaú Cultural www.itaucultural.org.br)
Capacidade: 224 lugares
Telefone: 11 2168-1777

Na Biblioteca Mário de Andrade
Dias 5, 12, 19 e 26 de maio, segunda-feira, às 19h00
Endereço: R. da Consolação, 94 - República
Ingresso: gratuito | Retirado com uma hora de antecedência na bilheteria
Capacidade: 170 lugares

.: "A Vida Começa aos 60": teatro de Aguinaldo Silva traz à tona a reinvenção


Com personagens que representam uma geração ativa, dona de seus próprios desejos e direitos, a história celebra a reinvenção pessoal e a coragem de se permitir viver intensamente, independentemente do número de anos vividos. Foto: Luiz Nicolau


Na sociedade contemporânea, em que as gerações mais velhas estão cada vez mais ativas, engajadas e com novos desejos, histórias como a de "A Vida Começa aos 60" se tornam essenciais para quebrar estigmas e preconceitos, celebrando o direito de sentir e viver o amor com intensidade, sem vergonha ou medo do julgamento. O espetáculo tem texto de Aguinaldo Silva, adaptação de Virgílio Silva, é estrelado por Luiza Tomé e Julio Rocha, e direção de Maciel Silva. A estreia será no dia 12 de abril, na Casa das Artes, e promete marcar a temporada teatral de 2025.

Com personagens que representam uma geração ativa, dona de seus próprios desejos e direitos, a história celebra a reinvenção pessoal e a coragem de se permitir viver intensamente, independentemente do número de anos vividos. No tempo em que a sociedade valoriza a juventude como o ápice da beleza e da felicidade, histórias como a de Lourdes e Amaro mostram que a maturidade pode ser uma fase de descobertas ainda mais ricas e gratificantes.

Lourdes, a protagonista feminina, questiona os valores e estigmas que a sociedade impõe aos mais velhos, especialmente quando se trata de relacionamentos. Amaro, o protagonista masculino, reacende em Lourdes o sentimento de ser desejada. O que se segue é uma linda jornada de autodescoberta, onde os dois personagens, através de suas fragilidades e forças, demonstram que o amor não tem prazo de validade e que nunca é tarde para se apaixonar, namorar ou casar.

"A Vida Começa aos 60" é um convite à diversão ao retratar o romance entre dois personagens que ultrapassam as barreiras da idade e se entregam ao desejo e à paixão, a peça nos ensina que o amor e o prazer podem ser vividos em qualquer fase da vida. Basta querer!


Sinopse
A paixão entre Lourdes e Amaro, já na casa dos 60 anos, abre espaço para o questionamento dos valores e estigmas que a sociedade, e a família, impõe aos mais velhos. O que se segue é uma linda jornada de autodescoberta, onde os dois personagens, através de suas fragilidades e forças, demonstram que o amor não tem prazo de validade.


Ficha técnica
Espetáculo "A Vida Começa aos 60"
Texto: Aguinaldo Silva
Adaptação: Virgílio Silva
Direção: Maciel Silva
Elenco: Luiza Tomé, Júlio Rocha, Glaura Lacerda, Natália Amaral, Tomás Vasconcelos, Xico Garcia
Elenco de apoio: Welligtton Firmino
Assistente de direção: Fellipe Calixto
Diretor de produção: Francisco Patrício
Produção executiva: Ronny Vieira
Assistente de produção: Roberta Viana
Assessoria de imprensa: Flavia Fusco Comunicação
Administração: Izabela Santté
Produção: Casa de Artes


Serviço
Espetáculo "A Vida Começa aos 60"
Classificação: 14 anos
Duração: 75 minutos
Gênero: comédia
Temporada: de 12 de abril a 11 de maio. Sábados, às 20h, e domingos, às 18h.
Ingressos: Sympla
Valores: R$ 50,00 | R$ 25,00
Casa de Artes - Rua Major Sartório 476 - Vila Buarque / São Paulo

sábado, 29 de março de 2025

.: “Cartas Libanesas: Ayuni”, de Duca Rachid, estreia no Sesc Ipiranga


Em comemoração aos dez anos de estreia do espetáculo “Cartas Libanesas: Ayuni”, uma nova montagem chega aos palcos, transformando o então monólogo num diálogo amoroso entre um homem e sua mulher, agora juntos em cena. O espetáculo estreia na próxima sexta-feira, dia 4 de abril, às 20h00, no Sesc Ipiranga, em São Paulo. 

A dramaturgia inédita da premiada autora Duca Rachid, em diálogo com o texto inicial de José Eduardo Vendramini e direção de Georgette Fadel e Luaa Gabanini, traz o ponto de vista feminino da saga do mascate libanês que imigrou para o Brasil nos anos 1910 em busca de uma vida melhor, deixando a esposa grávida no oriente.

Em cena, os atores Ana Cecília Costa e Eduardo Mossri, que também estiveram juntos vivendo personagens árabes na novela “Órfãos da Terra”, de Duca Rachid, contemplada com o Emmy Internacional, o Rose D’Or e o Seoul Internacional Awards, abordando o tema da migração e o drama de pessoas em situação de refúgio.


Ficha técnica
Espetáculo “Cartas Libanesas: Ayuni”
Idealização: Eduardo Mossri 
Texto: Duca Rachid e José Eduardo Vendramini 
Direção: Georgette Fadel e Luaa Gabanini 
Elenco: Ana Cecília Costa e Eduardo Mossri
Iluminação: Marisa Bentivegna 
Trilha sonora: Gregory Slivar
Direção de arte: A Equipe
Figurino feminino: Marichele Artisevskis
Figurino masculino: Fause Haten
Assistente de direção: Sergio Siviero 
Pesquisadora: Muna Omran
Preparadora vocal: Sonia Goussinsky  ​


Serviço
Espetáculo “Cartas Libanesas: Ayuni”
Estreia dia 4 de abril, sexta-feira, às 20h00
Sesc Ipiranga - Rua Bom Pastor, 822 – Ipiranga / São Paulo 
Ingressos: https://www.sescsp.org.br/programacao


sexta-feira, 28 de março de 2025

.: "Rita Lee - Uma Autobiografia Musical" fica em cartaz no Teatro Porto até dia 15

Essa é a última chance para o público paulistano ver o espetáculo que já atraiu mais de 75 mil espectadores em mais de 150 apresentações com ingressos esgotados. Mel Lisboa acaba de levar o Prêmio Shell de Melhor Atriz por este trabalho, além de ter sido indicada aos prêmios APCA e DID na mesma categoria. A montagem recebeu o Prêmio Arcanjo Especial e, no Prêmio PRIO do Humor, teve duas indicações. Fotos de cena: João Caldas


Em maio de 2025, o Teatro Porto comemora uma década de atividades e, para marcar a celebração, anuncia a última prorrogação da temporada do espetáculo Rita Lee: Uma Autobiografia Musical que vai até o dia 15 de junho deste ano. Em cartaz desde abril de 2024, a produção, que já conquistou milhares de espectadores, ganha novas sessões para celebrar um ano de sucesso nos palcos e a trajetória do teatro.

Com direção de Marcio Macena e Débora Dubois, Rita Lee – Uma Autobiografia Musical tem roteiro e pesquisa de Guilherme Samora e direção musical de Marco França e Marcio Guimarães. O musical traz Mel Lisboa (que acaba de vencer o prêmio Shell de Melhor Atriz) no papel de Rita Lee e revisita momentos marcantes da vida e da obra da artista, em um espetáculo que mescla música, teatro e memória.

Essa é a última chance para o público paulistano ver o espetáculo que já atraiu mais de 75 mil espectadores. Desde a estreia, a montagem tem conquistado o público, com sessões esgotadas e quatro prorrogações de temporada, totalizando mais de 155 apresentações.

Mel Lisboa, que interpreta a roqueira a pedido da própria Rita, acaba de levar o Prêmio Shell de Melhor Atriz, além de ter sido indicada aos prêmios APCA e DID na mesma categoria. A montagem recebeu o Prêmio Arcanjo Especial e, no Prêmio PRIO do Humor, foi indicada nas categorias direção e atriz (Débora Reis) por sua atuação como Hebe Camargo.

O elenco também conta com interpretações marcantes de grandes nomes da MPB: Bruno Fraga (Roberto de Carvalho), Fabiano Augusto (Ney Matogrosso), Carol Portes (Censora Solange), Flavia Strongolli (Elis Regina), Yael Pecarovich (Gal Costa), Antonio Vanfill (Arnaldo Baptista e Charles Jones), Gustavo Rezende (Raul Seixas) e Roquildes Junior (Gilberto Gil).


Trajetória do espetáculo

Tudo começou quando Mel Lisboa pisou pela primeira vez em cena como Rita Lee, em 2014, no musical Rita Lee Mora ao Lado. Ela não poderia prever algumas coisas: primeiro, que seriam meses de casa cheia em um dos maiores teatros de São Paulo. Segundo, que a própria Rita Lee apareceria sem avisar, abençoaria sua performance e ainda voltaria para assistir ao espetáculo. Trabalho, aliás, que rendeu a Mel prêmios como melhor atriz e a colocou de vez entre os maiores nomes do teatro nacional, com uma frutífera e diversificada carreira. 



Desta vez, Mel conta a história de Rita com base no livro da cantora, lançado em 2016 e um dos maiores sucessos editoriais do Brasil. O livro narra os altos e baixos da carreira de Rita com uma honestidade escancarada, a ponto de ter sido apontado como “ensinamento à classe artística” pelo jornal O Estado de São Paulo. 


A ideia do novo musical surgiu quando Mel gravou a versão em audiolivro, como Rita, em 2022.  O texto de Rita, numa narrativa envolvente e perfeita para um musical biográfico, conta do primeiro disco voador avistado por ela ao último porre. Sem se poupar, ela fala da infância e dos primeiros passos na vida artística; de Mutantes e de Tutti-Frutti; de sua prisão em 1976, na ditadura; do encontro de almas com Roberto de Carvalho; das músicas e dos discos clássicos; do ativismo pelos direitos dos animais; dos tropeços e das glórias.


“A vida de Rita precisa ser contada e recontada. Sua existência transformou toda uma geração. E continua a conquistar fãs cada vez mais jovens. Rita não é ‘somente’ a roqueira maior. Ela compôs, cantou e popularizou o sexo do ponto de vista feminino em uma época em que isso era inimaginável. Ousou dizer o que queria e se tornou a artista mais censurada pela ditadura militar. Na época, foi presa grávida. Deu a volta por cima e conquistou uma legião de ‘ovelhas negras’. Se tornou a mulher que mais vendeu discos no país e a grande poetisa da MPB”, declara a Mel Lisboa.


Como diz Rita no livro, seu grande gol é ter feito um monte de gente feliz. E Mel, no palco como Rita, leva a sério essa missão: todas as vezes em que interpreta Rita, as pessoas se comportam como se estivessem num show. Cantando junto, batendo palma e, não raras as vezes, correndo para dançar na frente do palco no “bis” do espetáculo. 



Rita Lee – Uma Autobiografia Musical mostra todas as facetas dessa grande cantora, compositora, multi-instrumentista, apresentadora, atriz, escritora e ativista dos direitos humanos e uma das maiores artistas brasileira.



Ficha Técnica: 


Roteiro e Pesquisa: Guilherme Samora. Texto: Márcio Macena. Direção Geral: Débora Dubois e Márcio Macena. Direção Musical: Marco França e Marcio Guimarães. Coreografia: Tainara Cerqueira. Assistente de Coreografia: Priscila Borges. Figurinista: Carol Lobato e Giu Foti. Iluminação: Wagner Pinto. Elenco: Mel Lisboa, Bruno Fraga, Fabiano Augusto, Carol Portes, Debora Reis, Flavia Strongolli, Yael Pecarovich, Antonio Vanfill, Gustavo Rezende e Roquildes Junior. Coordenação de Produção: Edinho Rodrigues. Realização: Brancalyone Produções.



SERVIÇO


Rita Lee – Uma Autobiografia Musical 


Estreou em 26 de abril de 2024.


Sextas e sábados, às 20h; Domingos, às 17h.



Ingressos esgotados.



Classificação: 12 anos.


Duração: 120 minutos.



TEATRO PORTO 


Al. Barão de Piracicaba, 740 – Campos Elíseos – São Paulo.


Telefone (11) 3366.8700


 


Capacidade: 508 lugares.


Acessibilidade: 10 lugares para cadeirantes e 5 cadeiras para obesos.


Estacionamento no local: Gratuito para clientes do Teatro Porto.


 


O Teatro Porto oferece a seus clientes uma van gratuita partindo da Estação da Luz em direção ao prédio do teatro. O local de partida é na saída da estação, na Rua José Paulino/Praça da Luz. No trajeto de volta, a circulação é de até 30 minutos após o término da apresentação. E possui estacionamento gratuito para clientes do teatro.


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segunda-feira, 24 de março de 2025

.: Espetáculo "Copo Vazio" com direção de Bruno Perillo faz nova temporada


Adaptação teatral do livro da escritora Natália Timerman tem direção de Bruno Perillo e dramaturgia de Angela Ribeiro; peça reflete sobre responsabilidade afetiva nos relacionamentos contemporâneos. Foto: Lígia Jardim

Em 2021, a psiquiatra e escritora brasileira Natalia Timerman lançou o livro "Copo Vazio" pela editora Todavia. É um romance dedicado a falar sobre uma experiência de abandono a partir de uma perspectiva contemporânea. Criada a partir da própria experiência da autora com um ghosting (termo atualmente usado para designar o término repentino de um relacionamento com uma pessoa sem quaisquer explicações ou aviso), a obra é uma ficção e ganha sua primeira adaptação teatral homônima. A nova temporada acontece no Teatro Itália entre os dias 1º e 30 de abril, com sessões às terças e quartas-feiras, às 20h00 Nos dias 29 e 30 de abril haverá bate-papo após a sessão com a escritora Natalia Timerman e elenco.

Com idealização de Carolina Haddad e direção de Bruno Perillo, o espetáculo reflete sobre a necessidade de se desenvolver a responsabilidade afetiva. Para trazer o livro para o universo do teatro, a dramaturgia de Angela Ribeiro coloca em cena uma atriz e um ator, que tentam reconstruir a trajetória de Mirela e Pedro, personagens do romance que viveram um intenso relacionamento por três meses até um deles sumir de maneira repentina.   

A narrativa explora o ponto de vista de Mirela, uma mulher inteligente e bem-sucedida que acaba submergida em afetos perturbadores quando se apaixona por Pedro, que a abandona. “Pedro desaparece de sua vida sem nenhum motivo aparente e Mirela precisa lidar com esse sentimento que é pior do que uma simples rejeição. Vemos uma mulher angustiada, buscando nas suas memórias algum sinal de que ela cometeu algum erro durante a relação. A vida dela vai acontecendo e ela está sempre às voltas com esse fantasma”, conta Carolina.  

Enquanto o livro está focado na vulnerabilidade da protagonista, na peça, os atores vão tentando recriar essa história, levantando questionamentos sobre os personagens do livro. Dessa forma, a peça convoca a uma discussão coletiva sobre a superficialidade dos relacionamentos contemporâneos. O trabalho suscita uma série de questionamentos, entre eles: será que o medo de sofrer está impedindo as pessoas de apostarem no amor? Ou o fato de o ser humano estar, de uma certa forma, refém do mundo virtual, está deixando-o ainda mais solitário? Fato é que a peça não se propõe a trazer respostas exatas, já que amar é se colocar em risco e  não simplesmente uma teoria. 

“Nosso foco é mostrar para as pessoas que ter responsabilidade afetiva é o básico para qualquer relacionamento. Somos seres dotados de sentimentos e não podemos perder a empatia. Afinal, as pessoas podem estar lidando com situações que nem imaginamos e simplesmente sumir da vida de alguém, como acontece na história, pode disparar gatilhos bem ruins”, defende Carolina.   


Sobre a encenação
Do ponto de vista narrativo, a peça é estruturada sem uma ordem cronológica, assim como no romance. Presente, passado e futuro se misturam a todo o momento, conduzindo a plateia a um labirinto de sensações vertiginosas, como se Mirela de fato tivesse sido lançada num abismo.

Para dar conta de toda essa complexidade, os intérpretes Carolina Haddad e Jorge Guerreiro alternam-se em momentos em que são atriz e ator discutindo sobre os personagens, e em que são os personagens vivendo a história. E, algumas vezes, seus corpos estão em um tempo e suas vozes em outro.  

O espetáculo é metalinguístico e faz uso de recursos como vídeo-projeções mapeadas, trilha sonora, canto, dança, elementos cenográficos e iluminação para multiplicar os planos de percepção do público. “Quisemos transportar o tom da prosa poética  da narrativa original para os palcos”, diz Perillo. 


Sinopse
A partir da obra homônima de Natalia Timerman, a peça "Copo Vazio" coloca em cena uma atriz e um ator ensaiando e refletindo sobre seus personagens, Mirela e Pedro. O tema que perpassa a obra é a responsabilidade afetiva nos relacionamentos contemporâneos, pois Pedro desaparece da vida da Mirela após três meses de intenso relacionamento, num fenômeno caracterizado nos dias atuais como "ghosting".


Ficha técnica
Espetáculo "Copo Vazio"
Dramaturgia: Angela Ribeiro (livremente inspirada no livro Copo Vazio da autora Natalia Timerman, Ed. Todavia)
Elenco: Carolina Haddad e Jorge Guerreiro
Direção: Bruno Perillo
Direção de movimento: Marina Caron
Cenografia: Chris Aizner
Cenotecnia: Casa Malagueta
Desenho de luz: Gabriele Souza
Operação de luz: Letícia Rocha
Trilha sonora: Pedro Semeghini
Operação de som: Pedro Semeghini
Direção de imagem e videomapping: André Grynwask e Pri Argoud (Um Cafofo)
Operação de vídeo: Rodrigo Chueri
Figurinista: Anne Cerutti
Assistente de figurino: Luiza Spolti
Fotos: Bruna Massarelli, Caio Oviedo, Kim Leekyung e Ligia Jardim
Redes sociais: Madu Arakaki, Livia Gioia, Gabriela de Sá
Produção: CM Haddad Produções e Corpo Rastreado – Letícia Alves
Assistência de produção: Madu Arakaki
Assessoria de imprensa: Canal Aberto - Márcia Marques, Flávia Fontes e Daniele Valério
Idealização: Carolina Haddad


Serviço
Espetáculo "Copo Vazio"
Teatro Itália - Av. Ipiranga, 344 - República, São Paulo - SP, CEP 01046-010
De 1º a 30 de abril de 2025
Terças e quartas, às 20h00
Sessões com libras dias 8 e 23 de abril
Sessão com bate papo com a escritora Natalia Timerman e elenco dias 29 e 30 de Abril
Ingressos: Inteira: R$ 100,00 | Meia: R$ 50,00
Vendas pela Sympla: bileto.sympla.com.br/event/102109
Classificação etária: 16 anos
Duração: 80 minutos

terça-feira, 18 de março de 2025

.: "Não me Entrego, Não!" com Othon Bastos estreia no Sesc 14 Bis


Othon Bastos chega ao Sesc 14 Bis com seu primeiro monólogo, visto por mais de 40 mil espectadores, onde relembra vivências e fatos marcantes de sua trajetória. O espetáculo é vencedor em três premiações e indicado como Melhor Ator no Prêmio Shell (RJ) e em cinco categorias no Prêmio APTR. Foto: Beti  Niemeyer


Quando Flávio Marinho recebeu um calhamaço de escritos que Othon Bastos deixou sob sua diligência, confiada pela amizade de décadas dos dois, nenhum deles imaginava que o solo elaborado sob minuciosa pesquisa, posteriormente escrito e dirigido por Flávio levando em conta os principais acontecimentos da existência de Othon, seria o sucesso de público e crítica que se transformou “Não Me Entrego, Não!”.  O espetáculo estreia no Sesc 14 Bis, em São Paulo, de 20 de março a 21 de abril de 2025, de quinta a sábado, às 20h00, e domingo, às 18h00 e segunda (21, de abril), às 15h00.

Com a experiência de quem criou muitos tipos e começou histórias diversas tantas vezes ao longo da vida, o ator Othon Bastos repete o gesto com frescor e números expressivos. Às vésperas de completar 92 anos de vida e 74 anos de carreira, nos intervalos da temporada oficial Othon tem circulado com o trabalho em diversos estados do país, e já contabiliza mais de 40 mil espectadores e 100 apresentações. Dentre tantos méritos, o espetáculo recebeu láureas como o Prêmio FITA (Festa Internacional de Teatro de Angra), que premiou Flávio Marinho na categoria Melhor Autor e Othon Bastos com o Prêmio Oficial do Júri. 

A dupla foi ainda homenageada na 1ª edição do Prêmio Arte e Longevidade Rio 2024 e Othon, que está indicado na categoria Melhor Ator pelo júri carioca do Prêmio Shell, levou ainda o prêmio Cariocas do Ano da revista Veja Rio na categoria Teatro. Com a peça, Othon Bastos foi indicado ao Prêmio Shell de Melhor Ator. O espetáculo também concorre ao prêmio APTR em cinco categorias: dramaturgia e direção (Flávio Marinho), ator protagonista (Othon Bastos), espetáculo e produção não-musical.

Othon possui uma carreira de títulos marcantes no cinema (“Deus e o Diabo na Terra do Sol”, de Glauber Rocha) e no teatro (“Um Grito Parado no Ar”, de Gianfrancesco Guarnieri) que são relembrados em cena, propondo uma reflexão sobre cada momento da sua trajetória. É o mural de uma vida dividido em blocos temáticos - trabalho, amor, teatro, cinema, política etc. - cujas reflexões envolvem citações e referências de alguns dos autores mais importantes do mundo. A peça é uma lição de vida e de resiliência, de como enfrentar os duros obstáculos que se apresentam em nossa existência - e como superá-los.

O desejo de voltar à ribalta partiu do próprio Othon que, após assistir a montagem “Judy: o arco-íris é aqui”, ficou com a ideia de estar em cena relembrando suas histórias. “Eu pensei como é maravilhoso contar a vida de alguém no palco. E aí falei com o Flávio que eu queria fazer um espetáculo com ele sobre a minha vida - e entreguei umas 600 páginas de pensamentos escritos sobre coisas que eu gosto, autores, anotações... Ali tinha um resumo bom sobre mim. E fomos fazendo: ele leu, entendeu e foi montando o espetáculo. E é mais difícil me lembrar do texto, embora seja uma peça sobre a minha própria memória, porque ela chega editada, diferente das lembranças espontâneas”, confidencia Othon Bastos.

Com a missão de converter tantas lembranças e histórias, Flávio Marinho precisou condensar os anos de vivência do veterano ator em alguns minutos de espetáculo teatral. “À primeira vista, o que temos é o próprio Othon Bastos quem estará em cena contando histórias divertidas e dramáticas da sua vida pessoal e profissional. Isto seria, digamos, o esqueleto dramático da peça. Só que este esqueleto é recheado de diversas reflexões, frutos imediatos do tema abordado por Othon. Por exemplo, depois que ele encontra o amor da vida, com quem está casado há 57 anos, o texto passa a refletir o sentimento do amor através de diversas referências e citações”, adianta o autor e diretor, que trabalha com a mesma equipe teatral há mais de 35 anos, reunindo profissionais como Liliane Seco (Trilha Original), Paulo Cesar Medeiros (Iluminação), Fabio Oliveira (Administração), Ronald Teixeira (Direção de Arte), Beti Niemeyer (Fotografia), Bianca De Felippes (Produtora) e Gamba (Programação Visual). “Já somos considerados uma família”, conclui.

O mesmo se dá após Othon mencionar um fato político: a peça envereda por historietas e pequenas pensatas políticas - e assim por diante. “O Flávio escreveu maravilhosamente bem. Começa nos meus 11, 12 anos e vem até hoje. Nada foi fácil para mim, muitos dos meus principais papéis eu entrei substituindo outro ator. Se alguém me perguntar como comecei minha carreira, eu digo que comecei substituindo o Walter Clark, que era meu colega de turma de teatro, e depois muitas outras coisas aconteceram. O Chico Xavier já dizia que se uma coisa é sua, ela te encontra, não é preciso se preocupar”, pondera o homenageado, que terá a companhia de sua “memória” em cena, a atriz Juliana Medela trazendo observações às suas falas. “A ideia de ter a minha memória em cena foi minha, achei que seria interessante ter uma espécie de Alexa em cena. Ela entra para fazer descrições”, diverte-se Othon, numa alusão à assistente virtual desenvolvida pela Amazon.

“É um momento único, mesmo: meu primeiro monólogo e sobre a minha própria vida. É uma experiência muito forte eu ter que ser o meu próprio centro em cena. Mas não trazemos nenhuma lembrança amarga, apenas as alegres e divertidas, para levar curiosidades que vivi ao longo desses anos todos ao público, que saberá o que se passa com um ator – que é uma pessoa comum. Mas, quando se recebe um dom como esse, você tem a capacidade de doar o que recebeu. Então é isso que eu quero, me doar - e que as pessoas me leiam. Quero que elas vejam quem eu sou e como sou”, finaliza Othon Bastos.


Ficha técnica
Espetáculo "Não Me Entrego, Não!"
Elenco: Othon Bastos
Texto e direção: Flavio Marinho
Diretora assistente e participação especial: Juliana Medella
Direção de arte: Ronald Teixeira
Trilha original: Liliane Secco
Iluminação: Paulo Cesar Medeiros
Programação visual: Gamba Júnior
Fotos: Beti Niemeyer
Visagismo: Fernando Ocazione
Consultoria artística: José Dias
Assessoria de imprensa (Nacional): Marrom Glacê Comunicação – Gisele Machado e Bruno Morais
Assessoria de imprensa (SP): Canal Aberto - Márcia Marques, Daniele Valério e Flávia Fontes
Assessoria Jurídica: Roberto Silva
Coordenador de redes sociais: Marcus Vinicius de Moraes
Assistente de diretor de arte: Pedro Stanford
Assistente de produção: Gabriela Newlands
Administração: Fábio Oliveira
Produção local: Roberta Viana
Desenho de som e operação: Vitor Granete
Operador de luz: Luiza Ventura
Direção de produção: Bianca De Felippes
Produção:  Gávea Filmes
Idealização:  Marinho d’Oliveira Produções Artísticas
Realização:  Sesc São Paulo


Serviço
Espetáculo "Não Me Entrego, Não!"
Elenco: Othon Bastos
De 20 de março a 21 de abril de 2025
Quintas a sábados, às 20h e domingos, às 18h e dia 21/4, segunda-feira, às 15h.
Ingressos: R$ 70,00 (inteira) / R$ 35,00 (meia-entrada) / R$ 21,00 (credencial Sesc)
Classificação Indicativa: 12 anos | Duração: 100 minutos
Sesc 14 Bis – Teatro Raul Cortez
Rua Dr. Plínio Barreto, 285 – Bela Vista – São Paulo – SP
Informações: www.sescsp.org.br/14bis
Instagram: @othonbastosnoteatro / @sesc14bis

terça-feira, 11 de março de 2025

.: "O Figurante" com Mateus Solano é prorrogado no Teatro Renaissance

A peça retrata o cotidiano de um figurante no audiovisual, que passa a questionar sua própria existência e enfrentar um intenso embate consigo mesmo. A direção é de Miguel Thiré, que volta a colaborar com Mateus Solano após o sucesso de Selfie — espetáculo que lotou teatros de 2014 a 2018 — em uma parceria inédita na dramaturgia com Isabel Teixeira. Foto: Dalton Valerio


Devido ao sucesso de público, a temporada de "O Figurante" foi prorrogada até 29 de junho, no Teatro Renaissance, em São Paulo. As apresentações seguem às sextas-feiras, às 21h, aos sábados, às 19h, e aos domingos, às 17h.  

A comédia dramática traz o ator Mateus Solano em seu primeiro monólogo, no papel de um figurante que passa a questionar sua própria existência e seu lugar em um mundo que parece mantê-lo em segundo plano.   

Com direção de Miguel Thiré que contou com a colaboração na dramaturgia de Mateus Solano e Isabel Teixeira, a trama mergulha na rotina de Augusto, um figurante que luta para encontrar a si próprio em meio a uma rotina pobre de sentido, que o mantém num lugar muito aquém da sua potência como ser humano.    

"O Figurante" reflete sobre a dificuldade de se conectar com a própria essência e sobre os desafios de assumir o controle da própria narrativa. “Somos um animal que cria histórias para viver e um mundo para acreditar. Na ânsia em fazer parte desse mundo, acabamos por nos afastar de nós mesmos a ponto de não saber se somos protagonistas ou figurantes de nossa própria história”, reflete Mateus Solano.  

A dramaturgia foi construída a partir do método Escrita na Cena, desenvolvido por Isabel Teixeira, que estimulou o ator a explorar sua própria criatividade por meio de improvisos. As cenas criadas por Mateus foram gravadas, transcritas e reelaboradas por Isabel para compor o texto final, preservando a autenticidade das reflexões do personagem.  

“Atores e atrizes escrevem no ar da cena, onde vírgula é respiração e texto é palavra dita e depois encarnada no papel. Essa é a tinta de base usada para escrever ‘O Figurante’. Partimos de improvisos de Mateus Solano e posteriormente mergulhamos no árduo e delicioso trabalho de composição e estruturação dramatúrgica. ‘O Figurante’ coloca no centro o que normalmente é deixado de lado, ampliando o olhar para o que muitas vezes passa despercebido”, explica Isabel Teixeira.  

A peça dá continuidade à pesquisa de linguagem desenvolvida há anos por Miguel Thiré e Mateus Solano: uma encenação essencial, que se vale basicamente do corpo e da voz como balizas do jogo cênico. No palco nu, Mateus dá vida ao Figurante e demais personagens através do trabalho mímico.   

“Sempre acreditei em um teatro que debate direto com a sociedade, que toca o público. O que queremos dizer? Como vamos dizer? Neste quinto trabalho juntos, ao invés de dividirmos o palco, passo eu para esse lugar de ‘espectador profissional’ que é a direção. Acompanho o trabalho desse brilhante ator (Mateus Solano) que dá vida a um outro ator (o personagem) que, por sua vez, não consegue brilhar. “O Figurante busca colocar o foco onde normalmente não há. O trabalho é fazer este personagem quase desaparecer, estar fora de foco, ser parte do cenário”, explica Miguel Thiré, diretor.  

A montagem chegou em São Paulo em janeiro após uma temporada carioca  de muito sucesso entre os meses de julho a outubro, seguida de passagens por cidades de Minas Gerais, Porto Alegre, Brasília e Ribeirão Preto.   


Ficha Técnica:  

Dramaturgia: Isabel Teixeira, Mateus Solano e Miguel Thiré. Atuação: Mateus Solano. Direção: Miguel Thiré. Direção de Produção: Carlos Grun. Direção de Movimento: Toni Rodrigues Desenho de Luz: Daniela Sanches. Direção Musical e Trilha Original: João Thiré. Design Gráfico: Rita Ariani. Desenho de Som: João Thiré. Fotos: Guto Costa. Equipe de Produção: Flavia Espírito Santo, Glauce Guima, Kakau Berredo e Cleidinaldo Alves. Idealização e Realização: Mateus Solano, Miguel Thiré e Carlos Grun. Produção: Bem Legal Produções. Assessoria de Imprensa: Adriana Balsanelli.  


Miguel Thiré – Diretor e Coautor  

Miguel Thiré, nascido em 1982 no Rio de Janeiro, é filho do ator Cecil Thiré e da atriz Tônia Carrero. Desde os 10 anos, iniciou sua formação no teatro n’O Tablado e, desde então, vem se destacando nas artes cênicas, com passagens por teatro, cinema e TV.  

No teatro, trabalhou em peças como Tango, Bolero e Chá-chá-chá e A Babá, ambas sob direção de Bibi Ferreira, e em Otelo, dirigida e estrelada por Diogo Vilela. Também atuou em Série 21, dirigida por Jefferson Miranda, e em Macbeth, sob a direção de Aderbal Freire-Filho. Outros trabalhos notáveis incluem Os Altruístas e O Homem Travesseiro, pelo qual ganhou o prêmio de melhor ator coadjuvante no FITA 2013.  

Na TV, esteve presente em novelas como Porto dos Milagres, Malhação, Em Família, Paixões Proibidas e Poder Paralelo, além da série Copa Hotel. Como diretor, sua carreira inclui peças como Doutor, minha filha não para de dançar ao lado de Mateus Solano, e a criação de Superiores, premiada no festival de Campos dos Goytacazes.  

Isabel Teixeira– Coautora  

Isabel Teixeira é diretora, dramaturga e atriz, formada pela EAD. Fundadora da Cia. Livre de Teatro, se destacou em peças como Toda Nudez Será Castigada e Um Bonde Chamado Desejo, sendo indicada ao prêmio Shell de melhor atriz em 2002. Em 2005, coordenou o projeto Arena Conta Arena 50 Anos, premiado com o Shell e o APCA.  

Ela também atuou em peças como Gaivota, Rainha[(S)] (prêmio Shell de melhor atriz em 2009), e O Livro de Itens do Paciente Estevão. Em 2013, dirigiu o monólogo Desarticulações, com Regina Braga, e o show Tudo Esclarecido, com Zélia Duncan.  

Como diretora, seus projetos incluem Puzzle (a, b, c e d), Fim de Jogo, com Renato Borghi, e Lovlovlov, peça com texto de Teixeira, Diego Marchioro e Fernando de Proença. Entre 2014 e 2020, fez turnê com a peça E Se Elas Fossem para Moscou?, que foi exibida em diversos países. Atualmente, em 2024, Teixeira dirige a Cia Munguzá no projeto Linhas e colabora na dramaturgia de O Figurante.  

Mateus Solano – Ator e Autor  

Mateus Solano é um dos mais premiados atores da televisão e teatro. Ele recebeu dois Troféus Imprensa, um Prêmio APCA e o Prêmio Bibi Ferreira. Formado em Artes Cênicas pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, iniciou sua carreira no teatro com O Homem que Era Sábado, de Pedro Brício, em 2003.  

Solano se tornou um nome conhecido ao interpretar Ronaldo Bôscoli na minissérie Maysa - Quando Fala o Coração (2009). No mesmo ano, iniciou sua trajetória nas novelas com os gêmeos Jorge e Miguel em Viver a Vida. Outros destaques na TV incluem Morde & Assopra, Gabriela, Amor à Vida (onde interpretou o vilão Félix, marcando a história da teledramaturgia) e Elas Por Elas.  

Nos palcos, Mateus esteve em peças como Tudo é Permitido, O Perfeito Cozinheiro das Almas desse Mundo e 2 p/ Viagem (com Miguel Thiré), além de atuar em Hamlet e Selfie. No cinema, participou de Linha de Passe (2008), exibido em Cannes, e recebeu prêmios de Melhor Ator em festivais de cinema. Solano também estrelou filmes como Confia em Mim e Benzinho.   


Serviço:  

O Figurante  

Temporada prorrogada até 29 de junho.  

Sextas às 21h, sábados às 19h e domingos às 17h.  

Duração: 70 minutos.  

Ingressos: Disponíveis no site do Olha o Ingresso  

R$150,00 (inteira) R$75,00 (meia)  


Teatro Renaissance  

Alameda Santos 2233 - Jardim Paulista, Piso E1  

Bilheteria de sexta a domingo das 14h ao início do espetáculo  

Site: teatrorenaissance.com.br    

.: Teatro: Beth Goulart retorna com “Simplesmente eu, Clarice Lispector”

Em comemoração aos 50 anos de carreira Beth Goulart retorna com o premiadíssimo espetáculo, visto por mais de 1 milhão de pessoas em mais de 280 cidades,  que fica em curta temporada no Rio de Janeiro. "Simplesmente eu, Clarice Lispector". Fotoo: Fabian


Com atuação, direção e adaptação de Beth Goulart, e supervisão de direção de Amir Haddad, o espetáculo “Simplesmente eu, Clarice Lispector”, retorna aos palcos após 10 anos. Agora, o espetáculo chega ao Teatro I Love PRIO, no Rio de Janeiro, como celebração aos 50 anos de carreira de Beth Goulart, entre os dias 14 e 30 de março, de sexta a domingo (sexta e sábado às 20h e, domingo, às 19h) como parte da programação do Mês da Mulher. Ingressos aqui. 

'Simplesmente eu, Clarice Lispector' é uma ode ao amor, quando vou de encontro ao viés mais presente e importante da obra da Clarice na busca por esse sentimento, o mais sublime do ser humano”, reflete Beth Goulart, premiada como “Melhor Atriz” com o “Shell 2009”, “APTR”, “Revista Contigo” e “Qualidade Brasil”, este último, que também premiou a montagem como “Melhor Espetáculo”, que passou dois anos debruçada na obra da autora, mergulhada em extensa pesquisa.

E foi a partir de uma identificação profunda com a obra de Clarice Lispector que Beth Goulart trouxe aos palcos o monólogo que conduz o público pelo universo da escritora, revelando facetas de sua personalidade e de seus personagens. "A arte é o vazio que a gente entendeu", disse Clarice, e Beth busca, no teatro, refletir essa profundidade, trazendo a escritora para o palco com voz, corpo e emoção.

Extraído de depoimentos, entrevistas, correspondências e depoimentos de Lispector, assim como fragmentos de suas obras mais emblemáticas, como "Perto do Coração Selvagem", "Uma Aprendizagem ou O Livro dos Prazeres", e os contos "Amor" e "Perdoando Deus", que se constrói a narrativa de “Simplesmente eu, Clarice Lispector”. Beth entrelaça a autora e as vozes de quatro personagens femininas, Joana, Lori, Ana e mulher sem nome, que representam diferentes momentos da vida e do pensamento de Clarice. A cenografia minimalista e a iluminação, meticulosamente desenhada, criam um espaço onírico, onde a autora e suas personagens dialogam sobre amor, silêncio, solidão e o mistério da existência.

A montagem conta com um time de renomados parceiros artísticos. Amir Haddad assina a supervisão de direção, desafiando Beth a explorar ainda mais a comunicação com o público. A trilha sonora original de Alfredo Sertã, inspirada em compositores como Erik Satie, Arvo Pärt e Astor Piazzolla, guia a atmosfera sensorial da obra. A iluminação de Maneco Quinderé e a direção de movimento de Márcia Rubin, assim como a preparação vocal conduzida por Rose Gonçalves, adicionam camadas de expressividade à encenação. O cenário, assinado por Ronald Teixeira e Leobruno Gama, evoca um vazio branco, que acolhe e transforma o espaço cênico com a luz e os movimentos da atriz. O figurino de Beth Filipecki reforça a elegância e simplicidade de Clarice e seus personagens. Com visagismo de Westerley Dornellas e uma programação visual elaborada por Carol Vasconcellos.

Na montagem de "Simplesmente eu, Clarice Lispector", a essência da literatura de uma das mais importantes escritoras do século XX, dona de uma obra que cruza fronteiras geográficas e de gênero, em direção ao entendimento do amor, de seu universo, suas dúvidas e contradições.

"Simplesmente eu, Clarice Lispector" chega ao Teatro I Love PRIO para emocionar o público carioca, e também, fomentar a leitura. Para isso, após cada apresentação, Beth Goulart realiza o sorteio de dois livros, um da obra de Clarice Lispector e outro de sua própria autoria.


Serviço:

“Simplesmente eu, Clarice Lispector” @ Teatro I Love PRIO

Data: 14 a 30 de março de 2025 | sexta a domingo

Horários: Sextas e sábados às 20h, domingos às 19h

Classificação: 12 anos

Duração: 60 minutos  

Capacidade: 352

Ingressos: https://bileto.sympla.com.br/event/102761/d/300858/s/2053466 

 


Sinopse:

Clarice Lispector conversa com o público sendo ela mesma e suas personagens, quatro mulheres que, para Beth Goulart, representam as várias facetas de Clarice: Joana, que representa impulso criativo selvagem de “Perto do Coração Selvagem”; Ana, do conto “Amor”, que representa a fase da autora dedicada ao marido e aos filhos; Lori, da obra “Uma aprendizagem ou o livro dos prazeres, uma professora primária que se prepara para descobrir e se entregar ao amor; e uma personagem sem nome do conto "Perdoando Deus, com sua ironia, inteligência e humor.


Beth Goulart sobre sua relação com Clarice Lispector e o viés da dramaturgia de “Simplesmente eu, Clarice Lispector”:

Para o monólogo que atua e dirige, Beth Goulart passou dois anos mergulhada numa extensa pesquisa. Com narrativa que se constrói a partir de trechos de entrevistas, depoimentos e correspondências. Segundo Beth, toda essa ligação se dá por uma única linha: o amor: “Clarice falava sobre o amor maternal, o relacionamento, o amor a Deus, à natureza, ao próximo. Escolhi esse viés para apresentá-la ao público."

Joana, uma mulher inquieta, que representa o impulso criativo selvagem e foi a primeira personagem de Clarice Lispector que Beth Goulart conheceu, no auge da adolescência, ao ler “Perto do Coração Selvagem”, romance de estreia da autora. Sua identificação foi inevitável: "Eu achava que não era compreendida. O que fazer com isso tudo dentro de mim, com esse processo criativo? Só Clarice me entendia", confessa a atriz.

Já Ana, do conto "Amor", leva uma vida simples, dedicada ao marido e aos filhos e tem a rotina quebrada ao se impressionar com a magia do Jardim Botânico: “Ela representa a fase em que Clarice se dedicou totalmente ao marido e aos filhos”, destaca a diretora.

Lóri, da obra “Uma aprendizagem ou O livro dos prazeres” é uma professora primária que mora sozinha e se prepara para descobrir e se entregar ao amor.: “Toda a obra de Clarice é uma ode ao amor, o sentimento mais transformador do ser humano”, declara Beth.

Há ainda outra mulher sem nome, que, no conto "Perdoando Deus", se deixa mergulhar na liberdade enquanto passeia por Copacabana: “Essa personagem sem nome representa a ironia, a inteligência e o humor na obra de Clarice. Essas quatro mulheres representam algumas facetas da própria Clarice e foram escolhidas para apresentar ao público a obra de um dos maiores nomes da literatura brasileira”, sentencia Beth Goulart.

A atriz interpreta, além da escritora e suas personagens, fragmentos que reconhece em si mesma: "Usando as palavras dela, eu também estou falando de mim, eu me revelo através de minhas escolhas.

Na peça, Beth faz reflexões sobre temas como criação, vida e morte, Deus, cotidiano, solidão, arte, aceitação e entendimento e trabalha pontos característicos da obra de Lispector, como o vazio, o silêncio e o instante-já,: "Aquele momento único, que é como um flash, um insight, em que tudo se esclarece", explica a atriz.

Para a Beth, representar Clarice Lispector é realizar um antigo desejo: "Eu sempre acalentei essa vontade de um dia poder dar meu corpo, minha voz, minhas emoções para colocá-la viva em cena."

A caracterização foi feita de forma cuidadosa. Detalhes como a maquiagem ganharam tratamento especial de Beth Goulart, que optou por um caminho neutro para passear livremente pela pele das personagens e da autora: "O espetáculo todo é como se fosse uma grande folha em branco a ser escrita por essas personagens, pelos movimentos, pelas ações, pelos sentimentos, pela luz."


 


FICHA TÉCNICA 

Texto: Clarice Lispector

Adaptação, Interpretação e Direção: Beth Goulart

Supervisão de direção: Amir Haddad

Gênero: Espetáculo Poema

Iluminação: Maneco Quinderé

Operadora de Luz: Diana Cruz  

Trilha Sonora Original: Alfredo Sertã

Operador de Som: Paulo Mendes

Figurino: Beth Filipecki

Camareira: Flávia Cotta

Cenografia: Ronald Teixeira e Leobruno Gama

Diretor de Cena: Guaraci Ribeiro

Assessoria de imprensa: Silvana Cardoso E. Santo (Passarim Comunicação)

Programação visual: Studio C Comunicação

Produção Executiva: André Filippe Oliveira

Direção de Produção: Pierina Morais

Realização: Self Produções Artísticas LTDA.

Classificação: 12 anos

Duração: 60 minutos

quarta-feira, 5 de março de 2025

.: Musical "TV Colosso" estreia no teatro após 30 anos de sucesso na televisão


Celebrando os 30 anos de um dos programas mais icônicos da TV brasileira, espetáculo inédito, com Priscila e os personagens originais da série, chega ao Teatro Bravos, no dia 8 de março, com uma história emocionante e cheia de aventura. Foto: Luiz Ferré


"TV Colosso", programa infantil da TV Globo, conhecido por sua criatividade e originalidade, tornou-se um fenômeno de audiência e um marco cultural atemporal para diversas gerações. Reviva a magia dos anos 90 com "TV Colosso - O Musical", sob a direção artística de Luiz Ferré, o criador dos personagens originais da série. Com roteiros de Adão Iturrusgarai e André Catarinacho, com colaboração final de Thereza Falcão.

Uma emocionante homenagem a um dos programas mais amados da televisão brasileira, que encantou milhões de pessoas no Brasil com seus personagens cativantes. Adultos revivem a infância ao reencontrar esses queridos amigos, enquanto as crianças exploram o universo da "TV Colosso" pela primeira vez, com muitas risadas, lições e números musicais vibrantes que recriam a nostalgia do programa. Participe dessa celebração dos 30 anos de afeto e diversão, compartilhando memórias com as futuras gerações. O espetáculo é uma realização da Globo em parceria com Criadores e Criaturas, Inova Brand, Ziss Produções, e Everybody Entretenimento, apresentado e patrocinado pelo Ministério da Cultura e pela Brasilprev, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura.

"'TV Colosso' é um exemplo de sucesso brasileiro que conquistou milhões de fãs e permanece vivo na memória afetiva de gerações. Aqui na Brasilprev, temos o orgulho de apoiar produções como essa, que celebram a riqueza da cultura nacional e valorizam marcos importantes da nossa história", destaca Ivan Kosmack Ribeiro, gerente de Comunicação e Sustentabilidade da empresa. "Somos reconhecidos como uma das empresas que mais investem em iniciativas culturais no país, e projetos como este refletem nossa dedicação em promover e preservar o que é genuinamente nosso".


"TV Colosso - O Musical"
Ao som das trilhas icônicas do universo Colossal, os personagens favoritos da "TV Colosso" se reúnem para enfrentar uma ameaça: uma invasão de cães cibernéticos comandados pelo terrível Vira-Lata de Aço, vindo do futuro para levar o Gilmar das Candongas para o ano de 2090 e resolver a "TV Colosso das Galáxias", uma versão altamente tecnológica e sem humor. Em cena, momentos marcantes como o “Bom dia, Galera!“ e o clássico “Tá na hora de matar a fomeee!” ganham vida. Priscila, ao lado dos Gilmares, convoca a turma para enfrentar os caninos espaciais, que acabam descobrindo que a verdadeira magia da "TV Colosso" está na bagunça e amizade da equipe. Será que a "TV Colosso" volta ao passado, ou o futuro está a caminho? Todos correm para salvar a "TV Colosso" – afinal, ainda bem que já é hora do almoço!

terça-feira, 4 de março de 2025

.: Inspirado em HQ sueca, peça investiga amor e desafios dos relacionamentos


A trama mergulha nas transformações dos relacionamentos na era digital e no impacto do capitalismo sobre o amor. A montagem estreia no Sesc Santana com adaptação de Bianca Lopresti e Ale Paschoalini. Foto: Helena Wolfenson


O espetáculo "A Rosa Mais Vermelha Desabrocha" traz aos palcos uma adaptação da aclamada HQ sueca de Liv Strömquist. No centro da montagem, quatro atrizes exploram, com intensidade e humor, as complexidades dos relacionamentos contemporâneos. Bianca Lopresti, Carolina Splendore, Fernanda Viacava e Lenise Oliveira criam uma dinâmica única, costurando a narrativa com suas distintas perspectivas sobre o amor e a paixão. A estreia será de 6 a 16 de março, no Sesc Santana, em  apresentações às quintas, sextas e sábados às 20h00 e aos domingos às 18h00.

No espetáculo, quatro mulheres com diferentes maneiras de amar retratam como os relacionamentos evoluíram ao longo da história. Em esquetes ficcionais, baseadas em romances reais, a peça investiga o por quê as pessoas se apaixonam tão raramente hoje em dia. Com concepção e dramaturgia de Bianca Lopresti e Ale Paschoalini - que também assina a direção -, a peça se divide em três atos, abordando como o capitalismo e a internet expandiram as opções e expectativas nos relacionamentos. 

A montagem também discute o impacto do crescimento feminino no mercado de trabalho e as consequências dessa mudança no comportamento masculino, além de questionar por que as pessoas se desapaixonam e como manter o amor vivo a longo prazo. A adaptação respeita a essência da obra original, explorando novas possibilidades cênicas para envolver o público. “Comecei transcrevendo todo o texto da HQ e organizando-o em possíveis cenas. O próprio quadrinho sugere sequências e diálogos, então fui estruturando a adaptação a partir disso. Depois, passei o material para Ale Paschoalini, que revisava e trazia novas sugestões. Esse processo aconteceu ao longo de várias versões”, conta Bianca Lopresti. Compre a HQ "A Rosa Mais Vermelha Desabrocha" neste link.

Uma dramaturgia feminina e plural
Em esquetes ficcionais, as atrizes interpretam várias personagens com uma abordagem singular sobre as relações afetivas. Entre as histórias, Bianca Lopresti interpreta uma monogâmica confluente que questiona o amor romântico. Carolina Splendore vive uma apaixonada, mas que nunca se envolveu com alguém por mais de dois anos.  Fernanda Viacava faz uma mulher que foi casada por duas décadas e agora enfrenta a solteirice. E Lenise Oliveira, vive um relacionamento aberto e defende sua liberdade amorosa. Juntas, as histórias instigam reflexões sobre os desafios do amor na atualidade.

Com forte apelo visual, a montagem mescla projeções, trilha sonora contemporânea e um perfume criado especialmente para a peça, ampliando a experiência sensorial. O dinamismo cênico mescla comédia e drama, mantendo um ritmo intenso ao longo dos atos. “O perfume da peça foi concebido como uma extensão sensorial da experiência de se apaixonar”, explica Ale Paschoalini. Criado por Cristian Alori, da International Flavors & Fragrances, o aroma reforça a imprevisibilidade do sentimento amoroso.

Um boneco de madeira representa um “homem objeto” trazendo uma crítica visual ao comportamento emocional contemporâneo. Para Ale Paschoalini, o boneco sintetiza a apatia afetiva e a superficialidade das relações, além de funcionar como um potente elemento cômico. “Criado para representar um ator famoso de Hollywood que só namora mulheres até 25 anos de idade, o boneco também existe para sintetizar o comportamento das pessoas contemporâneas, que comunicam pouco ou nada seus sentimentos, e que ainda, segundo a teoria da autora, pararam de sentir. No espetáculo, sua presença se desdobra em diferentes personagens masculinos, ampliando a reflexão sobre masculinidade e afetividade na sociedade atual”, conta Ale.

A peça também carrega elementos autobiográficos, segundo Bianca Lopresti: "A inspiração dessas quatro personagens vem muito das nossas experiências de vida também. Parece que estamos vendo todos os relacionamentos que já tivemos, tanto os bons quanto os ruins. 'A Rosa Mais Vermelha Desabrocha' não é apenas um espetáculo sobre amor. É um convite para o público se reconhecer, rir e se emocionar com histórias que refletem os desafios de amar no século 21”, conclui Bianca Lopresti.

O projeto também inclui debates sobre relacionamentos sob o olhar da psicanálise e filosofia com o Letramento Amoroso. No dia 8 de março, Renato Noguera (filósofo) e Geni Núñez (psicóloga) conversam - Para descolonizar o coração. No dia 15 de março, Christian Dunker (psicanalista) e Carol Tilkian (psicanalista) abordam - Para além do amor romântico. Os encontros ocorrem aos sábados, das 16h às 17h30. Ingressos disponíveis mediante agendamento.

Mariana Cassa, produtora do espetáculo, ressalta que “a combinação da equipe técnica entre profissionais do teatro e do audiovisual traz pluralidade ao projeto, e também o desejo do grupo de proporcionar uma experiência completa para o público,  com a ação complementar do Letramento Amoroso”. Além disso, a peça contará com uma marca própria e produtos licenciados com as artes e desenhos da autora, Liv Strömquist, e fragmentos do espetáculo e em colab com a loja Vulva Cósmica. Compre a HQ "A Rosa Mais Vermelha Desabrocha" neste link.

Sobre o livro
Publicado no Brasil pela Companhia das Letras - Quadrinhos na Cia, a HQ de Liv Strömquist foi um dos livros mais vendidos de 2021 e recebeu críticas positivas em veículos como O Globo, Folha de S.Paulo, Omelete e Revista Bravo!. "A Rosa Mais Vermelha Desabrocha" foi traduzida para diversos idiomas, consolidando a autora como uma das principais vozes dos quadrinhos contemporâneos. Siga a peça no Instagram @arosamaisvermelhadesabrocha

Ficha técnica
Espetáculo "A Rosa Mais Vermelha Desabrocha". HQ ORIGINAL: Liv Strömquist. CONCEPÇÃO & DRAMATURGIA: Bianca Lopresti e Ale Paschoalini. PRODUÇÃO: Mariana Cassa. COLABORAÇÃO DRAMATÚRGICA: Ligia Souza. DRAMATURGISTA: Fernanda Rocha. DIRETOR ARTÍSTICO: Ale Paschoalini. ASSISTENTE DE DIREÇÃO: Isabel Wolfenson. ATRIZES: Bianca Lopresti,  Carolina Splendore, Fernanda Viacava e Lenise  Oliveira. DIRETORA DE MOVIMENTO: Paula Picarelli. DIRETORA DE ARTE: Fabiana Egrejas. FIGURINO: Julia Cassa. Maquiagem & Cabelo: Daniela Gonc & João Marcos Oliveira. Assistente:  Karina Martins. ILUMINAÇÃO: Lui Seixas. PROJEÇÃO: Ivan Soares. SOM: Leandro Simões. PERFUMISTA: Cristian Alori – IFF ( International Flavors & Fragrances). FOTO STILL CARTAZ: Helena Wolfenson. ASSESSORIA DE IMPRENSA: Adriana Balsanelli. APOIO: Escola de Teatro Célia Helena, Otzi Arts e Centro Cultural Marieta. AGRADECIMENTO: Mayra Gama e Luana Tanaka. REALIZAÇÃO: Cuco Filmes.


Serviço
Espetáculo 
"A Rosa Mais Vermelha Desabrocha"
Estreia dia 6 de março, quinta, às 20h, no Sesc Santana.
Teatro Sesc Santana - Av. Luiz Dumont Villares, 579 - Santana / São Paulo
De 6 a 16 de março de 2025 - Quinta a sábado, às 20h e domingo, às 18h.
Duração: 80 minutos. Classificação: 12 anos. Gênero: Drama, comédia.
Capacidade: 330 lugares
Ingressos: R$60 (inteira), R$30 (meia-entrada) e R$18,00 (credencial plena).
https://www.sescsp.org.br/programacao/a-rosa-mais-vermelha-desabrocha/
Transporte público: Estação mais  próxima: Jardim São Paulo-Ayrton Senna


"Letramento Amoroso - Para Descolonizar o Coração"
Com Renato Noguera (filósofo) e Geni Núñez (psicóloga)
Dia 8 de março.  Sábado, às 16h00.
Geni Núñez e Renato Noguera unem cosmovisões indígenas e filosofia afro-brasileira para repensar os afetos e questionar as marcas coloniais no amor. A reflexão se conecta à poética de "A Rosa Mais Vermelha Desabrocha", peça baseada na HQ de Liv Strömquist, que revela as contradições do amor romântico e inspira novos caminhos afetivos.

"Letramento Amoroso - Para Além do Amor Romântico"
Com Christian Dunker (psicanalista) e Carol Tilkian (psicanalista).
Dia 15 de março. Sábado, às 16h.
Carol Tilkian e Christian Dunker exploram as complexidades das relações humanas, repensando o amor como um modo de vida para além dos moldes tradicionais. A reflexão encontra eco na peça "A Rosa Mais Vermelha Desabrocha", inspirada na HQ de Liv Strömquist, que questiona as ilusões do amor romântico e propõe novas formas de se conectar e amar.

Teatro Sesc Santana (330 lugares). Livre. Grátis. Av. Luiz Dumont Villares, 579 - Santana / São Paulo.

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