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segunda-feira, 31 de março de 2025

.: Livro sobre saúde mental e armadilhas do nosso "crítico interno" chega ao Brasil


“Sou uma fraude, sou preguiçoso, preciso trabalhar mais. Preciso ser mais durão, mais divertido, mais calmo. Preciso ficar quieto, parecer bonito, parar de me exibir. Preciso dar preferência aos outros, preciso estar em primeiro lugar. Preciso ser perfeito. Preciso esconder quem sou de verdade...”. 
Se essas afirmações lhe parecem familiares, saiba que você não é o único a ouvi-las. 

Isso é o que afirma Neal Allen, ex-jornalista e executivo empresarial, com mestrado em Ciência Política pela Universidade de Columbia e em Clássicos Orientais pela St. John’s College, que largou sua carreira para se dedicar a ajudar as pessoas a encontrar a voz de seu crítico interno e aprender a lidar com ele de forma saudável. Em seu mais novo livro “A Arte de Viver Dias Melhores”, publicado pela editora Cultrix, Neal analisa um aspecto fundamental da psique humana que de modo geral é ignorado: o superego.

Fundamentado na ideia freudiana de que o superego forma necessariamente a consciência moral de uma pessoa, o autor explica como essa voz em sua cabeça se desenvolve na infância como um mecanismo de sobrevivência, mas, quando já não é necessária para proteção, se aloja na mente como uma espécie de “parasita pessoal”, algo impróprio para ela. Por meio de reflexões inteligentes e exercícios simples, Allen promete levar seus leitores ao encontro, ao confronto e, por fim, ao controle do crítico interno. 

Ao se livrar do fardo do superego e ao saber escutá-lo, sem ser tiranizado por ele, o autor afirma que “você poderá superar padrões desgastados de recompensa e punição, reduzir o falatório interno que o prejudica e, enfim, abrir espaço para a vida que merece – uma vida que seja mais tranquila e prazerosa”. O livro oferece ainda ao leitor exercícios e explorações simples e envolventes, capazes de levá-lo a encontrar confrontar e, finalmente, silenciar a voz punitiva que nos diz que não somos bons o suficiente. Leia um trecho do livro:


“Ouça a voz em sua cabeça, aquela voz que o perturba quando você não dá conta dos seus afazeres. Preste atenção nesse momento e ouça o que ela lhe diz. Quais são suas inflexões? Você já ouviu essas modulações antes? Elas lhe lembram alguém? Em minha experiência com clientes, a grande maioria percebe que a voz do superego soa como a voz da mãe quando irritada. Para outros, assemelha-se mais à do pai. Alguns não conseguem diferenciá-la da própria voz e alguns poucos não a ouvem. Mas ela está aí, e, na medida em que você tiver conflitos diários com outras pessoas, seu superego estará ativo nos bastidores. Os psicólogos chamam o processo que introduz um superego em nossa vida de “introjeção” [...] Enquanto isso, ouça a voz dele. Quanto mais você prestar atenção, mais potente ela se tornará e mais fácil será ouvi-la. Apenas ouça. Não reclame nem faça nada a respeito. Quando você captar sua inflexão, pare por um segundo e identifique-a. ‘Esse é o meu superego.’ Isso é tudo o que você precisa fazer. ”
  – Neal Allen


Sobre o autor
Neal Allen é escritor, orientador espiritual e palestrante que assumiu como missão principal remover os obstáculos do ego. Ex-jornalista e executivo empresarial, tem mestrado em Ciência Política pela Universidade de Columbia e em Clássicos Orientais pela St. John’s College. Reside com a esposa, a escritora Anne Lamott, no norte da Califórnia. Compre o livro “A Arte de Viver Dias Melhores” neste link.

Ficha técnica
Livro " A Arte de Viver Dias Melhores"
Autor: Neal Allen
Editora: Cultrix
Número de páginas: ‎222
Compre o livro neste link.

domingo, 30 de março de 2025

.: Cássio Zanatta capta a beleza dos instantes no livro "Então, Viver É Isso"


Com olhar sensível e um toque de ironia, o autor apresenta uma seleção de crônicas que transforma momentos cotidianos em reflexões sobre nostalgia, saudade, simplicidade, morte e a persistência da esperança. A poesia do cotidiano, o humor da observação e a delicadeza da memória dão o tom de "Então, Viver É Isso", novo livro de Cássio Zanatta, lançamento da Maralto Edições. Reunindo textos escritos entre 2018 e 2023, o autor apresenta uma seleção de crônicas que transitam por temas diversos, sempre guiadas pelo olhar atento e bem-humorado que marca sua escrita.

Entre lembranças do pai, as incertezas da covid-19, reflexões sobre a passagem do tempo e cenas inusitadas da vida urbana, Zanatta transforma acontecimentos corriqueiros em narrativas que provocam o leitor, traduzindo com simplicidade e lirismo a essência de estar vivo, que para ele é uma mistura de dor e alegria, risco e oportunidade.

“Procurei adotar dois critérios para a escolha dos textos”, explica o autor, “um, mais afetivo: escolhi aqueles que traduzem melhor minhas percepções e valores e que, mesmo se tratando de crônicas, têm a qualidade ou a pretensão de não serem tão efêmeros, de durarem um pouco mais; outro, mais objetivo: escolhi os que explicassem, ou dessem sentido ao título do livro. Que procurassem apontar – sem muito estardalhaço – por que, afinal de contas, é bom estar por aqui”.

As crônicas, que captam a beleza dos instantes aparentemente desimportantes, também propõe uma reflexão sobre os desafios da vida. O autor, que convive com a esclerose múltipla, poderia ter se rendido ao pessimismo, mas escolheu o espanto das pequenas maravilhas. Em “Continuo eu”, ele demonstra todo seu apreço pela simplicidade, a conexão com os outros e a aceitação de si mesmo:

Sigo alegre enquanto morrendo de saudades. De olho no que as nuvens e o vento podem aprontar. De butuca nas abelhas, buracos na calçada e na incompreensão entre os homens que nunca passa. Sempre atento às mixuruquices. Essa alma de tatu, a timidez que me amarra, as amizades de 50 anos, a aspereza nas mãos, a falta de foco agravada pelos olhos que decidiram ir cada um para um lado. De diferente, um certo andar de bêbado quando nada bebi e o despertar no meio da madrugada, quando custo um pouco a dormir, a máquina do pensamento posta a trabalhar com fúria na hora errada. Continuo nos filhos, tão bonitos e boas pessoas. Machado de Assis se chatearia comigo, mas transmiti a duas criaturas o legado de nossa miséria.

Então, viver é isso conta com ilustrações de José Carlos Lollo, amigo e parceiro de longa data de Zanatta. Em total liberdade criativa, ele traduz visualmente os textos, ampliando o universo das crônicas. “Desenhar para o Cássio é a coisa mais natural, é como se fizéssemos isso a vida inteira”, reflete Lollo. “O texto dele, mesmo que inédito, é familiar para mim, eu só tenho que buscar o que mostrar do que está escondido lá. A maioria dos desenhos foi feita com bico de pena e aquarela, mas também utilizei retalhos, linha de costura e um papel de carta antigo de um estoque dos anos 1950. Foram feitos vários estudos e, conversando com o Zanatta, fizemos uma seleção”.

Inspirado pela poesia e pela prosa de mestres como Rubem Braga, Fernando Sabino e Manuel Bandeira, Zanatta tece uma colcha de retalhos literária que acolhe o leitor e o convida para uma conversa despretensiosa – seja numa mesa de bar ou num banco de praça. “Eu convido o leitor a reparar nas grandes pequeninices da vida. E, se possível, fazê-lo abrir um sorriso de, no máximo, um centímetro de altura – já seria uma vitória. Como diria o psicoterapeuta argentino Fernando Ulloa, falar de ternura nestes tempos de ferocidades não é nenhuma ingenuidade. É um conceito profundamente político. É pôr o acento na necessidade de resistir à barbarização dos laços sociais que atravessa nossos mundos”, finaliza Cássio Zanatta.

"Então, Viver É Isso" já está à venda no e-commerce da Maralto Edições e em livrarias parceiras. A obra também faz parte do Programa de Formação Leitora Maralto, uma iniciativa direcionada para escolas de todo o país.


Sobre o autor
Cássio Zanatta nasceu em São José do Rio Pardo (SP) e já atuou como revisor, publicitário (redator e diretor de Criação) e sobretudo como cronista. Publica regularmente nas revistas Rubem e The São Paulo Times, além dos jornais Rascunho e A Tribuna. É autor dos livros de crônicas A menor importância (2016), O espantoso nisso tudo (2018) e O máximo que eu consegui (2021).


Sobre o ilustrador
José Carlos Lollo
é desenhista, diretor de arte, autor de livros infantis e ilustrador. Trabalhou em importantes agências de propaganda e recebeu vários prêmios nacionais e internacionais. Publicou mais de 60 livros, entre eles: "O Livro das Coincidências" (com Rosana Rios, de 2007), "A Menina que Pescava Estrelas" (com José Carlos Aragão, de 2011), "O Caçador de Palavras" (com Ilan Brenman, de 2023). Com a escritora Blandina Franco, sua parceria é extensa, com livros como "Quem Soltou o Pum?" (2015) e "Avó Perfeita" (2017). Com essa parceira, o ilustrador conquistou vários prêmios: o Jabuti, o Selo Cátedra 10 da Unesco e uma Menção Honrosa do Bologna Ragazzi Digital Award.


Ficha técnica
Livro "Então, Viver É Isso"
Editora: Maralto Edições
Páginas: 176
Autor: Cássio Zanatta
Ilustrações: José Carlos Lollo
Vendas: www.maralto.com.br e livrarias parceiras

.: Como surgiram as cantigas de roda? Não sei, só sei que foi assim...

Contrarides, o homem mais mal-humorado da Ilha de Marajó, sonhou com uma profecia e foi resgatar a amada. Viu uma jovem indígena em apuros nas águas e a salvou, junto de seus animais de estimação: dois sapos-cururu, que passaram a viver à beira do rio. Já na Catalunha, Araquídia  era conhecida pelas estranhas promessas. Um dia, disse que a paróquia da cidade precisava estar pronta em um ano, mas, poucos minutos antes do prazo, percebeu um sino faltando no topo. Ela então propôs uma torre humana e a escalou para cumprir com o horário. Depois disso, foi apelidada de Dona Aranha. Como essas situações se tornaram cantigas de roda? Não sei... Só sei que foi assim.

Com uma homenagem a Ariano Suassuna e às mirabolantes histórias de Chicó, Fernanda de Oliveira torna a famosa frase de “Auto da Compadecida” em título de um projeto literário dividido em dois volumes. Além de Sapo-Cururu e Dona Aranha, "Só Sei que Foi Assim, Vol. 2" – a publicação mais recente da saga – narra as origens de Papagaio Louro, Alecrim Dourado, Terezinha de Jesus, Na Bahia Tem, Borboletinha, A Galinha do Vizinho e Carneirinho, Carneirão. Também há um conto surpresa sobre Ninoca, uma telefonista com talento nato para as anedotas e que criou tantas outras canções. Compre o livro "Só Sei que Foi Assim, Vol. 2" neste link.

Dizem que o casal deu às filhas os mesmos nomes das galinhas, para lhes prestar uma homenagem, pois graças às penosas é que puderam conviver mais em seus quintais abertos, acabando por se apaixonar. Bom, os nomes das gêmeas serem Crizelda e Tibúrcia já acho meio difícil, mas que as duas compuseram juntas a música “A galinha do vizinho”, aí eu tenho garantia. E entre certezas que se avizinham dela, só sei que foi paralelamente assim. ("Só Sei que Foi Assim, Vol. 2", p. 55)

As peripécias narradas em tom de fofoca celebram a diversidade brasileira ao ambientar enredos em todas as regiões, de Norte a Sul. Com 21 xilogravuras de J. Borges, um dos mais importantes artistas populares do país, e de Pablo Borges, a obra destaca a figura dos ciganos, a trajetória dos bandeirantes, a influência espanhola no país, as práticas alimentares e os diferentes dialetos.

Produzido a partir de uma extensa pesquisa sobre os hábitos de várias partes do Brasil, o livro dá continuidade ao primeiro volume e busca unir famílias ao dialogar com uma memória musical compartilhada por todos desde a infância. Para isso, as páginas apresentam QR Codes que conduzem às cantigas. Com arranjos de Giordano Pagotti e voz da própria Fernanda de Oliveira, as canções também homenageiam a cultura ao atravessar gêneros como xote, frevo, forró, maxixe, catira, baião, samba e toada.

Os textos valorizam o repertório estético do leitor, da criança ao adulto, por trazer uma linguagem rica e até rebuscada. “É um projeto que visita a história de cada brasileiro, quando envolvemos a produção da pamonha e do sabão, quando falamos da nossa caatinga, nossas lendas, nossa natureza, das grandes fazendas do interior, das ladeiras de Salvador, dos búfalos de Marajó, entre outros”, explica a autora. Também conhecida comFê Liz, ela faz jus ao apelido por sempre trazer um final feliz, típico do universo extraordinário e inocente da infância.


Sobre a autora
Conhecida como Fê Liz, Fernanda de Oliveira é escritora, compositora, cantora e produtora de peças de teatro com mais de 25 anos dedicados ao público infantojuvenil. Nascida em Brasília, atualmente mora em Copenhague, na Dinamarca, e realiza atividades culturais de aproximações entre o Brasil e diversos lugares do mundo. É autora de 37 obras infantojuvenis e já foi reconhecida por importantes instituições e projetos, como a Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ), o Selo Cátedra Unesco de Leitura da PUC-RIO, o PNLD e o selo AEILIJ, da Associação de Escritores e Ilustradores de Literatura Infantil e Juvenil. Por meio dos livros "Só Sei que Foi Assim, Vol. 1" e "Só Sei que Foi Assim, Vol. 2", promoveu uma exposição homônima no Consulado-Geral do Brasil em Barcelona, que também será feita na Embaixada do Brasil em Copenhague. Foto: Divulgação/Bruna Nacarato. Garanta o seu exemplar de "Só Sei que Foi Assim, Vol. 2" neste link.


Ficha técnica
Livro 
"Só Sei que Foi Assim, Vol. 2"
Autora: Fernanda de Oliveira
Editora: Melhoramentos
ISBN: ‎978-6555397857
Número de páginas: 72
Compre o livro neste link.

sábado, 29 de março de 2025

.: Um resumo detalhado de "Memórias de Martha", livro cobrado pela Fuvest


Publicado em 1899, o romance memorialista "Memórias de Martha" foi escrito por Júlia Lopes de Almeida. Narrada em primeira pessoa, a obra acompanha a trajetória de Martha, desde a infância difícil até a vida adulta. Trata-se de uma autobiografia ficcional que reflete a condição da mulher no fim do século XIX, destacando temas como desigualdade social, educação e emancipação feminina.

Martha começa a narrativa relembrando a infância pobre no Rio de Janeiro. Após a morte do pai da personagem, a mãe dela, viúva, enfrenta dificuldades financeiras e precisa trabalhar para sustentar a filha. Sem alternativas, elas se mudam para um cortiço, um espaço coletivo onde vivem pessoas de diversas origens e condições. O ambiente é insalubre e repleto de desafios, expondo Martha às dificuldades da vida desde cedo.

No cortiço, Martha observa e aprende sobre as dinâmicas sociais da época. A mãe dela se esforça para garantir um futuro melhor para a filha, acreditando que a educação é a única saída para mudar de vida. Essa visão influencia Martha profundamente, tornando-se um dos principais ideais da personagem ao longo da narrativa.

Com o passar dos anos, Martha cresce cercada por dificuldades, mas também por oportunidades de aprendizado. Ela se destaca pela inteligência e desejo de ascensão social, algo raro para as mulheres do período. A jornada da personagem é marcada por encontros com figuras que influenciam o que pensa sobre o mundo, tanto positiva quanto negativamente. A obra ressalta os preconceitos enfrentados por mulheres que buscam independência, especialmente aquelas de origem humilde. Martha luta contra as convenções da sociedade, que esperam que ela siga um caminho tradicional - casar e depender financeiramente de um marido.

Ao longo da narrativa, a educação surge como um elemento transformador. Martha percebe que somente através do conhecimento poderá conquistar um futuro melhor. Ela se esforça para aprender e, eventualmente, consegue oportunidades que lhe permitem sair da condição em que nasceu. A autora, Júlia Lopes de Almeida, utiliza a história de Martha para criticar a falta de acesso das mulheres à educação e as dificuldades impostas pelo machismo da época. O romance também apresenta reflexões sobre o papel feminino na sociedade, destacando como o estudo pode ser uma ferramenta de empoderamento. Compre o livro "Memórias de Martha" neste link.


Romântica e abolicionista
Júlia Valentim da Silveira Lopes de Almeida 
foi uma escritora, cronista, teatróloga e abolicionista brasileira, considerada uma das autoras mais importantes da literatura nacional. O trabalho dela abrangeu diversos gêneros, incluindo romances, crônicas, literatura infantil, peças teatrais e artigos jornalísticos. Além disso, foi uma das idealizadoras da Academia Brasileira de Letras (ABL), embora tenha sido impedida de se tornar uma de suas primeiras membros devido ao veto à participação feminina.

Nascida no Rio de Janeiro em 24 de setembro de 1862, Júlia era filha do médico Valentim José da Silveira Lopes, que mais tarde recebeu o título de Visconde de São Valentim, e de Adelina Pereira Lopes, ambos portugueses emigrados para o Brasil. Durante a infância, mudou-se para Campinas, São Paulo, onde começou sua trajetória literária. Em 1881, publicou seus primeiros textos na Gazeta de Campinas, desafiando as normas sociais que restringiam a atuação feminina na literatura.

Durante uma entrevista concedida a João do Rio entre 1904 e 1905, revelou que, no início de sua carreira, escrevia versos às escondidas, já que a escrita era vista como uma atividade inadequada para mulheres. Em 1884, começou a colaborar com o jornal carioca O País, onde atuou por mais de três décadas. Em 1886, mudou-se para Lisboa e publicou, em parceria com sua irmã Adelina Lopes Vieira, seu primeiro livro infantil, "Contos Infantis" (1887). No ano seguinte, casou-se com o poeta português Filinto de Almeida, diretor da revista "A Semana Ilustrada". Retornando ao Brasil em 1888, lançou seu primeiro romance, "Memórias de Martha", publicado em folhetins no jornal "O País".

Júlia Lopes de Almeida escreveu para diversos periódicos, incluindo a revista "Brasil-Portugal" e "A Mensageira", uma publicação voltada para mulheres e dirigida por Presciliana Duarte de Almeida entre 1897 e 1900. Seus textos frequentemente abordavam temas sociais, como a abolição da escravatura, a República e os direitos civis.

Pioneira da literatura infantil no Brasil, seu primeiro livro, "Contos Infantis" (1886), reuniu 33 textos em verso e 27 em prosa destinados às crianças, escrito em parceria com sua irmã, Adelina Lopes Vieira. Em 1887, em Portugal, publicou "Traços e Iluminuras", outro livro de contos. Também se destacou como dramaturga, tendo publicado dois volumes de peças teatrais e deixado cerca de dez textos inéditos. 

A coletânea de contos "Ânsia Eterna" (1903) foi influenciada por Guy de Maupassant e é considerada sua obra-prima pela crítica literária Lúcia Miguel-Pereira. Além disso, uma de suas crônicas inspirou Artur Azevedo na criação da peça O Dote. Em 1919, Júlia Lopes de Almeida tornou-se presidente honorária da Legião da Mulher Brasileira, uma sociedade dedicada à promoção dos direitos femininos. Sua influência na literatura e no jornalismo foi reconhecida pela criação do Grêmio Júlia Lopes, uma instituição feminina fundada em 1916, em Cuiabá, que promoveu a literatura através da revista "A Violeta". O periódico contou com sua colaboração e foi dirigido por intelectuais como Maria Dimpina Lobo Duarte, Bernardina Rich e Maria de Arruda Müller.

Participou ativamente das discussões que levaram à fundação da Academia Brasileira de Letras. Seu nome estava na lista inicial dos 40 imortais da instituição, elaborada por Lúcio de Mendonça. No entanto, foi excluída da primeira formação da ABL devido à decisão de restringir a Academia aos homens. Seu marido, Filinto de Almeida, ocupou uma das cadeiras, sendo ironicamente chamado de “acadêmico consorte”. A inclusão feminina na ABL só ocorreu em 1977, com a eleição de Rachel de Queiroz.

Júlia Lopes de Almeida faleceu em 30 de maio de 1934, no Rio de Janeiro, devido a complicações renais e linfáticas causadas pela febre amarela. Foi sepultada no Cemitério São Francisco Xavier, no bairro do Caju. Seu último romance, "Pássaro Tonto", foi publicado postumamente no mesmo ano. Em colaboração com o marido, escreveu o último romance em folhetins para o Jornal do Commercio, "A Casa Verde" (1932). O legado da escritora permanece vivo, especialmente pelo papel pioneiro na literatura e na luta pela inclusão das mulheres na vida intelectual brasileira. Garanta o seu exemplar de "Memórias de Martha" neste link.

Fuvest 2026

"Opúsculo Humanitário" (1853) - Nísia Floresta Brasileira Augusta

"Nebulosas" (1872) - Narcisa Amália

"Memórias de Martha" (1899) – Júlia Lopes de Almeida

"Caminho de Pedras" (1937) – Rachel de Queiroz

"O Cristo Cigano" (1961) – Sophia de Mello Breyner Andresen

"As Meninas" (1973) – Lygia Fagundes Telles

"Balada de Amor ao Vento" (1990) – Paulina Chiziane

"Canção para Ninar Menino Grande" (2018) – Conceição Evaristo

"A Visão das Plantas" (2019) – Djaimilia Pereira de Almeida

.: Invenção, memória, resistência: grupo "Mulheres em Letras" lança antologia


Organizado pelo grupo liderado por Constância Lima Duarte, o livro "Escritoras Mineiras Contemporâneas – Invenção, Memória, Resistência" será lançado na Academia Mineira de Letras, após a apresentação da antologia por suas organizadoras. Evento gratuito


O livro "Escritoras Mineiras Contemporâneas – Invenção, Memória, Resistência" chegará às mãos dos leitores no próximo sábado, dia 5 de abril, a partir das 10h00. O livro organizado pelo grupo de pesquisa "Mulheres em Letras" (UFMG/CNPq) será lançado na Academia Mineira de Letras. O grupo foi criado em 2006, na Faculdade de Letras da UFMG, pela Prof.ª Dr.ª Constância Lima Duarte, e reúne mestres, doutoras e estudantes de pós-graduação. Na ocasião, autoras e algumas das homenageadas se reunirão para celebrar o lançamento da obra. 

Resultado dos esforços do Mulheres em Letras em se manterem pesquisando e divulgando a literatura de autoria feminina, a antologia traz ao público 22 textos que apresentam ensaios críticos e biobibliográficos de autoras contemporâneas nascidas ou radicadas em Minas Gerais. Algumas mais conhecidas do público, outras menos. De diferentes partes de Minas, com diferentes propostas de escrita. Apenas uma pequena amostragem da diversidade que constitui a literatura produzida por mulheres em Minas Gerais.


Nas trilhas literárias de Minas
Dividida por temática, a antologia se desdobra em três abordagens, cujas textualidades fazem emergir sentidos da existência/resistência feminina na literatura. Em “Cartografias da Memória”, encontram-se autoras que tratam a memória como o fio condutor para sua obra, como Carolina Maria de Jesus, Conceição Evaristo, Flávia de Queiroz Lima, Carmem Quintão de Castro, Luciana Pimenta, Rachel Jardim e Jussara Santos. Em “Paisagens íntimas” reúnem-se textos sobre autoras que revelam ao leitor outra marca da literatura produzida em Minas, o intimismo, como Angélica Amâncio, Lina Tâmega, Stella Maris, Rita Schultz, Paula Pimenta, Dagmar Braga e Simone Teodoro. Já em “Geografia da Linguagem”, a obra aborda a construção literária de Ana Martins Marques, Ana Elisa Ribeiro, Nívea Sabino, Maria Zélia Vale de Oliveira, Alice Spíndola, Cidinha da Silva, Madu Costa e Patrícia Santana, evidenciando a potencialização da palavra encarnada em letras e imagens, sensações e trajetórias.

Para as organizadoras da obra, integrantes do Mulheres em Letras, diversas razões significativas motivam o grupo a organizar uma antologia de mulheres. Elas destacam que "as mulheres, historicamente, ficaram de fora das antologias na historiografia literária, mesmo tendo uma produção importante. Esse, por si só, seria um motivo que justifica nosso interesse nesse trabalho. Contudo, outras questões se apresentam quando realizamos pesquisas sobre autoria feminina. Muitos nomes de mulheres escritoras ainda são pouco conhecidos, muitas são as dificuldades de publicar, de distribuição e de reconhecimento". O evento de lançamento de "Escritoras Mineiras Contemporâneas – Invenção, Memória, Resistência" será aberto ao público. A Academia Mineira de Letras fica na Rua da Bahia, 1466.


Escritoras contempladas
Alice Spíndola; Ana Elisa Ribeiro; Ana Martins Marques; Angélica Amâncio; Carolina Maria de Jesus; Carmem Quintão de Castro; Cidinha da Silva; Conceição Evaristo; Dagmar Braga; Flávia de Queiroz Lima; Jussara Santos; Lina Tâmega; Luciana Pimenta; Madu Costa; Maria Zélia Vale de Oliveira; Nívea Sabino; Patrícia Santana; Paula Pimenta; Rachel Jardim; Rita Schultz; Simone Teodoro; e Stella Maris Rezende.


Instituto Unimed-BH
O Instituto Unimed-BH completou 21 anos em 2024 e conta com o apoio de mais de 5,7 mil médicos cooperados e colaboradores da Unimed-BH. A associação sem fins lucrativos foi criada em 2003 e, desde então, desenvolve projetos socioculturais e socioambientais visando à formação da cidadania, estimulando o bem-estar e a qualidade de vida das pessoas, fomentando a economia criativa, valorizando espaços públicos e o meio ambiente, através de projetos patrocinados em cinco linhas de atuação: Comunidade, Voluntariado, Meio Ambiente, Adoção de Espaços Públicos e Cultura, que estão alinhados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030.


Serviço
Apresentação e lançamento da antologia "Escritoras Mineiras Contemporâneas – Invenção, Memória, Resistência" (Ed. Toda Voz, 2025)

Organizadoras: Constância Lima Duarte; Ângela Laguardia; Imaculada Nascimento; Kellen Benfenatti Paiva. Grupo de Pesquisa Mulheres em Letras (UFMG/CNPq).
Data: 5 de abril, às 10h00
Local: Academia Mineira de Letras [Rua da Bahia, 1466 - Centro, Belo Horizonte

sábado, 22 de março de 2025

.: Companhia das Letras publicará livro de Gisèle Pelicot em janeiro de 2026

Em 2024, Gisèle Pelicot inspirou e comoveu milhões de pessoas com sua coragem e dignidade ao escolher renunciar ao direito de anonimato durante o processo que envolvia seu marido e cinquenta homens acusados ​​de crimes sexuais contra ela. Seu apelo para que a vergonha mudasse de lado e recaísse sobre os agressores, e não sobre as vítimas, teve ampla repercussão e a transformou em ícone global.

Agora, Pelicot narra a própria história em uma autobiografia que oferecerá consolo e esperança e contribuirá para o mudar o debate público sobre vergonha. O livro será publicado no Brasil em 27 de janeiro de 2026 pela Companhia das Letras, em lançamento simultâneo em mais de vinte idiomas.

“Sou imensamente grata pelo apoio extraordinário que recebi desde o início do julgamento. Agora quero contar minha história com minhas próprias palavras. Por meio deste livro, espero compartilhar uma mensagem de força e coragem a todas as pessoas que são submetidas às mais penosas provações. Que elas nunca sintam vergonha. E, com o tempo, que aprendam a aproveitar a vida novamente e encontrem paz”, disse Pelicot.

Ofuscando líderes mundiais, Pelicot foi eleita a pessoa mais notável de 2024 em uma pesquisa de opinião na França, além de homenageada pela revista Time. No Dia Internacional da Mulher, o The Independent a considerou a mulher mais influente de 2025.

.: Quando o silêncio grita: descubra a obra que está impactando a literatura


Por Helder Moraes Miranda, editor do portal Resenhando.com.

A literatura tem o dom de transformar experiências individuais em algo universal e pode tocar o leitor de maneira íntima e profunda. Em "De Repente Nenhum Som", o escritor Bruno Inácio utiliza esse poder para explorar um tema que, paradoxalmente, costuma passar despercebido: o silêncio. Mas no livro não há apenas ausência de som, mas também o elemento narrativo que revela medos, angústias e até momentos de beleza inesperada. O autor constrói histórias em que o que não é dito pesa tanto quanto as palavras colocadas para fora e, a partir daí, cria uma experiência de leitura única.

"De Repente Nenhum Som" não é apenas uma coletânea de contos; é um mergulho na solidão, nas pausas da vida e nos ecos deixados por tudo aquilo que as pessoas evitam dizer. Com uma escrita precisa e suave, Bruno desenha cenários e personagens que parecem pertencer ao cotidiano – vizinhos, parentes, amigos ou até fragmentos do homem comum. Mas, com uma linguagem econômica, e ao mesmo tempo intensa, ele faz enxergar o vazio, a espera e o desencontro de forma precisa.

Ler "De Repente Nenhum Som" chega a ser perigoso, pois o leitor passa a enxergar o que pode não querer ver. Não é apenas passar os olhos por palavras impressas – é mergulhar em um universo de sensações, ausências e verdades que não foram sequer pronunciadas. É um convite para enxergar a força do silêncio e perceber que, muitas vezes, ele carrega mais significados do que qualquer palavra. Listamos os dez motivos pelos quais você precisa ler o livro urgentemente. Compre "De Repente Nenhum Som" neste link.


1. Um olhar inovador sobre o silêncio
O silêncio é frequentemente visto como ausência – de som, de fala, de movimento. No entanto, Bruno Inácio o apresenta como um protagonista em todas as narrativas de "De Repente Nenhum Som". Cada conto oferece uma interpretação diferente do silêncio: ora como refúgio, ora como prisão, ora como eloquência pura. Esse jogo narrativo desafia o leitor a repensar a própria relação com a quietude e com os vazios que a vida impõe.

2. Narrativas curtas, mas impactantes
A coletânea "De Repente Nenhum Som" é composta por 12 contos que não desperdiçam palavras. São histórias curtas, diretas, mas que, carregadas de significados, deixam uma marca profunda na memória do leitor. Não há espaço para o supérfluo: cada frase tem peso, cada pausa é intencional. Assim, mesmo em poucas páginas, cada conto provoca reflexões e sentimentos duradouros.

3. Escrita elegante e precisa
Bruno Inácio domina a arte de dizer muito em uma escrita econômica. Cada frase é minimalista, pois é rara, e cada palavra é escolhida cuidadosamente para criar uma atmosfera densa e envolvente. A estrutura da pontuação, a cadência das frases e os silêncios narrativos fazem parte da construção do texto, tornando a leitura uma experiência tanto emocional quanto sensorial.

4. Personagens humanos e complexos
Os protagonistas dos contos de "De Repente Nenhum Som" são figuras comuns que apresentam complexidade. Não são heróis, nem vilões – são pessoas tentando lidar com os próprios vazios. Há um homem que se enclausura por medo do mundo exterior, uma mulher que se vê forçada a encarar a fragilidade da velhice, indivíduos que lidam com perdas, mudanças e momentos de ruptura. São personagens que ecoam em outros, e até nos leitores, porque têm dilemas profundamente humanos que podem acontecer com qualquer um.

5. Reflexões profundas sobre a solidão
A solidão é um tema recorrente na literatura, mas raramente é abordada com tamanha profundidade e delicadeza. Em "De Repente Nenhum Som", a solidão é manifestada de diferentes formas: a autoimposta, a que é consequência das circunstâncias, e também outras, como a que fortalece e a que sufoca. Ao longo dos contos, o leitor percebe como o isolamento pode ser tanto uma escolha quanto uma sentença.

6. Influência de experiências reais
As melhores narrativas, muitas vezes, nascem de experiências pessoais. Um dos contos mais marcantes da coletânea, "Céu de Ninguém", tem origem em um evento real vivido pelo autor: a queda da avó no quintal de casa. Esse episódio serviu como ponto de partida para explorar a vulnerabilidade do corpo e a solidão da velhice. Essa fusão entre realidade e ficção confere autenticidade à obra e amplia seu impacto emocional.

7. Alternância entre brutalidade e delicadeza
O equilíbrio entre dureza e sensibilidade é um dos pontos fortes da escrita de Bruno Inácio. Há contos que expõem a violência do mundo com crueza, enquanto outros se desenvolvem em camadas sutis, deixando espaço para que o leitor interprete o que não está explícito. Essa dualidade confere ritmo e profundidade ao livro, fazendo com que cada história tenha um tom próprio.


8. Elogios de grandes nomes da literatura brasileira
Obras literárias ganham ainda mais valor quando são reconhecidas por aqueles que entendem profundamente a arte da escrita. De repente nenhum som recebeu elogios entusiasmados de importantes escritores contemporâneos, como Monique Malcher, Marcela Dantés e Ronaldo Cagiano. Esse reconhecimento reforça a qualidade do livro e a relevância do autor no cenário literário nacional.


9. Uma experiência literária envolvente e reflexiva
Não é apenas um livro para ser lido - é um livro para ser sentido. A maneira como Bruno Inácio constrói suas histórias permite que o leitor se aproxime das dores e inquietações dos personagens. A estrutura dos contos, a escolha das palavras e o ritmo da narrativa criam uma imersão profunda, convidando o leitor a preencher as lacunas deixadas pelo silêncio e a refletir sobre o que não é dito


10. Um autor em ascensão na literatura brasileira
Bruno Inácio já possui dois livros publicados e colabora com veículos literários importantes, como Jornal Rascunho e São Paulo Review. "De Repente Nenhum Som" som consolida sua trajetória e evidencia o talento do autor como um dos autores mais promissores da nova literatura brasileira. Acompanhá-lo desde já é um privilégio para quem valoriza literatura de qualidade e escrita refinada. Garanta o seu exemplar de "De Repente Nenhum Som" neste link.

quinta-feira, 20 de março de 2025

.: Casas estranhas: obra de estreia de autor misterioso da literatura japonesa

Em maio, a Intrínseca promete intrigar os leitores brasileiros com o lançamento de "Casas estranhas". O livro de estreia do enigmático autor Uketsu, que também reúne milhões de inscritos em seu canal no YouTube, já se encontra em pré-venda. Fenômeno do mercado editorial japonês, o misterioso escritor, conhecido por sua máscara de papel machê e sua voz distorcida, já vendeu mais de três milhões de exemplares no país e teve sua obra adaptada para mangá e filme. Na trama, Uketsu nos apresenta os segredos macabros de uma residência no subúrbio de Tóquio.

Prestes a ter seu primeiro filho, um casal encontra aquela que parece ser a casa perfeita para abrigar a família em crescimento. No entanto, um detalhe intrigante faz com que hesitem: no térreo há um espaço secreto. Em busca de explicações, os potenciais compradores entram em contato com um escritor fascinado por ocultismo. Auxiliado por um especialista em arquitetura, ele se debruça sobre a planta baixa do local e logo descobre que, na verdade, a casa esconde outros pontos bizarros — portas duplas, quartos sem janelas, cômodos com disposições estranhas — que os fazem perceber que a situação é mais aterrorizante do que eles imaginavam.

O que será esse espaço misterioso, e por que ele existe? Quem seriam os antigos donos da casa, que desapareceram de forma tão repentina? Que coisas horríveis teriam acontecido ali? E seria realmente possível descobrir o segredo por trás de tudo? Os improváveis investigadores não conseguem resistir ao desafio de ir atrás dessas respostas… Mas mal sabem que podem acabar se deparando com uma realidade arrepiante.

Compre Casas estranhas, de Uketsu aqui: amzn.to/41D7zS7


Uketsu é um autor e youtuber conhecido por suas histórias de mistério e terror e por seus vídeos enigmáticos, em que aparece sempre de máscara branca e roupas pretas e usa um efeito para distorcer a voz. Um dos maiores nomes da literatura de horror do Japão, mantém em segredo sua verdadeira identidade.


Casas estranhas, de Uketsu

Tradução: Jefferson José Teixeira

176 páginas

Editora: Intrínseca

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terça-feira, 18 de março de 2025

.: "Os Cães Que Me Salvaram": o resgate de cachorros de rua como propósito


Protetor dos animais que reúne milhões de seguidores nas redes sociais conta como superou vícios e encontrou no resgate de cães de rua o propósito de vida. Niall Harbison conheceu o melhor e o pior que a vida tem a oferecer. Após uma adolescência turbulenta, ele alcançou notável sucesso profissional e desfrutou de uma vida de luxos, festas e reconhecimento. No entanto, seus vícios o levaram ao fundo do poço e o deixaram à beira da morte. 

Hoje um fenômeno nas redes sociais, ele compartilha com milhões de seguidores a sua movimentada e frenética rotina como protetor de cachorros de rua na Tailândia. E, em "Os Cães Que Me Salvaram", lançado pela editora Intrínseca, que chega ao Brasil pela Intrínseca em março, o irlandês narra como o propósito de vida de salvar cães o resgatou de seus piores momentos. 

Em uma breve introdução, Niall conta como após atravessar uma infância relativamente tranquila começou a enfrentar problemas na adolescência com o dramático divórcio dos pais. Foi nessa época que ele passou a lutar contra a ansiedade e a depressão e teve suas primeiras experiências com álcool e drogas. Mostrando talento para a culinária, Niall esteve nas cozinhas de restaurantes Michelin e em iates de luxo, onde conheceu figuras como Bill Gates e Paul Allen, fundadores da Microsoft. O trabalho, apesar de aparentemente glamuroso, fortalecia seus vícios. Por isso, ele passou a empreender no ramo da tecnologia, obtendo grande êxito com a criação da Simply Zesty, uma renomada agência de comunicação digital. No entanto, mais uma vez, a extenuante rotina profissional o confrontou com seus demônios. 

Buscando novos ares, Niall decidiu se mudar para a ilha de Koh Samui, na Tailândia, ao lado do fiel Snoop, o primeiro cachorro que adotou e que o acompanhou mesmo nos momentos mais desafiadores. Mas os problemas o seguiram. Foi só após lutar pela vida na UTI de um hospital que Niall resolveu mudar e perseguir um propósito. A ideia de se dedicar integralmente aos cães de rua veio a partir do encontro com Lucky, uma cadela adorável que vivia nas proximidades de sua casa e precisava de atenção especial. Depois dela, vieram Happy, Marlon Brando, Bubba e muitos outros. E, ao contar a história de cada salvamento, Niall destaca como cada cão lhe ensinou sobre gratidão, perseverança e otimismo.

Os cães que me salvaram é o relato apaixonado de um homem que reencontrou o amor pela vida em seus amigos de quatro patas. Mesmo com as dificuldades que enfrentou, Niall Harbison coloca como protagonistas de sua história os cães que tornam seus dias únicos. Para os seguidores já familiarizados com a grande família do protetor, a obra é a chance de saber ainda mais sobre os animais que se tornaram ícones nas redes sociais, como Britney, Tina, Rodney, King Whacker e McMuffin. E, para aqueles que não o conhecem, Niall se apresenta da melhor maneira ao usar o próprio exemplo para mostrar como o poder do amor incondicional dos caninos é capaz de mudar vidas e resgatar a esperança. 

“Eu jamais teria imaginado que seria necessário um bando de cachorros de rua desconhecidos na Tailândia — indesejados, abandonados, desgrenhados, negligenciados — para me mostrar como aproveitar a vida ao máximo. Levei quatro décadas para chegar aqui, então não se preocupe se você ainda não chegou lá. Prometo que no fim há um arco-íris — e um ou dois rabos abanando — à espera". Compre o livro "Os Cães Que Me Salvaram" neste link.


Sobre o autor
Niall Harbison
é um herói dos cachorros. De origem irlandesa, ele se mudou para a Tailândia e, após ficar entre a vida e a morte, decidiu se dedicar a salvar e cuidar de cães de rua. Hoje, Harbison mora no interior do país e se dedica integralmente à sua organização, Happy Doggo. Foto: Jaz Lopez. Garanta o seu exemplar de "Os Cães Que Me Salvaram" neste link.


Ficha técnica
Livro "Os Cães Que Me Salvaram"
Autor: Niall Harbison
Tradução: Renato Marques
Número de páginas: 224
Editora: Intrínseca
Compre o livro neste link.

.: Focado na cultura africana, livro é escolhido para exposição em Bolonha


O Grupo Ciranda Cultural marca presença na Feira do Livro Infantil de Bolonha 2025 com a seleção do livro "Antes que o Mar Silencie", lançado pelo selo Principis, para a exposição BRAW Amazing Bookshelf. A obra, de autoria do poeta baiano Lucas de Matos, se une a uma curadoria global de 150 livros infantis na categoria especial de sustentabilidade, que enfatiza os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030 da ONU. O livro estará exposto no Hall 30 da feira, entre os dias 31 de março e 3 de abril. 

Os poemas de Antes que o mar silencie convidam o leitor a refletir sobre identidade, existência e meio ambiente, explorando um letramento socioambiental pautado pela cultura baiana e afrodescendente do autor. Além da BRAW Amazing Bookshelf, a Ciranda Cultural levará esta e outras obras para o estande coletivo do Brasil. 

“É uma alegria imensa ter o reconhecimento internacional para o meu livro, sobretudo numa lista que enfatiza livros relacionados à sustentabilidade, tema basilar para os nossos tempos”, expressa Lucas de Matos. “É mais uma maneira de colocar a arte e, neste caso, a poesia, a serviço da humanidade. Espero que o livro alcance ainda mais pessoas com este marco”, completa. 

O projeto gráfico do livro também se destaca pelo trabalho artesanal da designer Natália Calamari, que criou uma fonte exclusiva para o título inspirada na arte africana dos adinkras. As ilustrações são resultado de um processo de corte a laser em madeira MDF e tinta tipográfica. Compre o livro "Antes que o Mar Silencie" neste link.


Sinopse de "Antes que o Mar Silencie"
Assim como o mar, a escrita de Lucas de Matos tem uma força e um movimento belo, pedagógico e ancestral que nos instiga tanto a boiar na calmaria quanto a mergulhar no agito das suas ondas-palavras. Antes que o mar silencie é um chamado para atentar questões de ser e estar, a partir de versos cheios de ousadia, consciência de si e letramento socioambiental. Vale a pena tirar as boias e se jogar nesse mar poético encantador de um poeta que exala sede de vida. Mergulhemos nessas águas! Garanta o seu exemplar de "Antes que o Mar Silencie" neste link. 


Serviço
BRAW Amazing Bookshelf na Feira do Livro Infantil de Bolonha
Data: 31 de março a 3 de abril
Local: Bolonha, Itália
Contato: +39 051 282 242 / bookfair@bolognafiere.it
Mais informações: https://www.bolognachildrensbookfair.com/ 

segunda-feira, 17 de março de 2025

.: Ricardo Araújo Pereira lança o livro "Coisa que Não Edifica Nem Destrói"


Com referências que vão da literatura clássica de Homero ao anti-herói da Marvel, Deadpool, o escritor e humorista português Ricardo Araújo Pereira desmistifica o humor em seu novo livro de ensaios lançado pela editora Tinta-da-China Brasil. "Coisa que Não Edifica Nem Destrói" é uma “experiência social em que Ricardo Araújo Pereira fala sozinho durante bastante tempo sobre assuntos que o entusiasmam muito mas talvez não interessem a mais ninguém", como define o próprio autor. Leitor assíduo de escritores brasileiros, ele tomou o título emprestado de um trecho de "Memórias Póstumas de Brás Cubas", de Machado de Assis, uma de suas grandes referências.

Em tempos em que o humor circula pelas redes sociais em escala industrial, com influencers e artistas de stand-up comedy, e é usado como pano de fundo narrativo de debates políticos, Araújo Pereira experimenta defini-lo. Desde as origens do termo até as discussões mais recentes. Talvez o humorista seja como uma mosca, que incomoda, mas não causa danos maiores? Como um defunto que não se preocupa com sua reputação? Ou como um malandro que engana, um jogador de futebol que dá dribles? Uma coisa é certa: o humorista não tem coração.

Para Ricardo Araújo Pereira, o humor precisa ser desmistificado. Falar e pensar sobre o humor é como falar e pensar sobre qualquer outra arte e não deveria quebrar sua suposta “magia”, como muitos pensam. E é por isso que, como um bom humorista, ele se permite falar um bocado de sua técnica: o timing, a punchline, a pausa, o silêncio. O autor parte das origens do termo humor, que já quis dizer “fluido”, “secreção”, numa época em que o “humorista” deveria ser alguma coisa próxima de um “endocrinologista”, para depois contar da histórica disputa entre franceses e ingleses pela invenção do gênero. Araújo Pereira usa muitas referências, citando episódios que vão desde a Guerra de Troia até o recente tapa de Will Smith em Chris Rock durante a cerimônia do Oscar.

Ele defende uma espécie de manifesto antissentimentalista. Para ele, é preciso falar com o cérebro e não com o coração. Rir não é o contrário de chorar, afirma, mas sim de estar sério, e rir e chorar talvez sejam manifestações mais próximas do que imaginamos. Ele concorda com Henri Bergson: “O riso não tem maior inimigo do que a emoção”. Ele também aborda a pergunta de 1 milhão de dólares: Há limite para o humor? Spoiler: nesse ponto sua opinião é radical, Araújo Pereira sustenta que ou se deve não rir de nada ou então rir de tudo.

Para ajudá-lo nessa tarefa, o humorista e cronista português convoca clássicos como Homero, Rabelais, Drummond, Shakespeare, Pessoa, mas também menciona o anti-herói da Marvel, Deadpool. O resultado são ensaios férteis e saborosos que misturam a erudição e a simplicidade que lhe são características.

O livro é uma adaptação da primeira temporada do podcast homônimo, veiculado entre 2023 e 2024, sucesso de audiência em Portugal. A edição brasileira do livro traz imagens nas aberturas de cada capítulo. Um livro imperdível para aqueles que fazem humor e para aqueles que gostam de dar uma boa risada. Compre o livro "Coisa que Não Edifica Nem Destrói" neste link.



Sobre o autor
Ricardo Araújo Pereira (Lisboa, 1974) é formado em comunicação social pela Universidade Católica Portuguesa, e começou a carreira como jornalista no Jornal de Letras. É roteirista desde 1998. Em 2003, com Miguel Góis, Zé Diogo Quintela e Tiago Dores, formou o grupo de humor Gato Fedorento. Escreve semanalmente no Expresso (Portugal) e na Folha de S.Paulo e é um dos integrantes do "Programa Cujo Nome Estamos Legalmente Impedidos de Dizer" (SIC). 

É autor, com Cátia Domingues, Cláudio Almeida, Guilherme Fonseca, Joana Marques, Manuel Cardoso, Miguel Góis e Zé Diogo Quintela, e apresentador de "Isto É Gozar com Quem Trabalha" (SIC). Criou e apresenta o podcast "Coisa que Não Edifica nem Destrói" (SIC), cuja primeira temporada deu origem ao livro homônimo. Pela Tinta-da-China Brasil, publicou ainda "Se Não Entenderes Eu Conto de Novo, Pá" (2012), "A Doença, o Sofrimento e a Morte Entram Num Bar" (2017) e "Estar Vivo Machuca" (2022). Coordena a coleção Literatura de Humor da Tinta-da-china Portugal. É o sócio no 12.049 do Sport Lisboa e Benfica. Garanta o seu exemplar do livro "Coisa que Não Edifica Nem Destrói" neste link.


Ficha técnica
Livro "Coisa que Não Edifica Nem Destrói"
Autor: Ricardo Araújo Pereira
Editora: Tinta-da-China Brasil
Número de páginas: 240
ISBN: 978-65-84835-37-5
Formato: brochura, 13 cm x 18,5 cm
Tiragem: 2000 exemplares
Lançamento: 17 de março
Compre o livro neste link.

domingo, 16 de março de 2025

.: Javier A. Contreras passeia pelo thriller e folk horror no livro "Animais Tropicais"

É na beleza geográfica da Terra Luminosa, microcosmo de um Brasil ainda arcaico, que uma dupla investiga o desaparecimento de um jornalista, busca que culminará em um massacre naquela paisagem bucólica. Em "Animais Tropicais" vertiginoso romance de Javier A. Contreras, a intensidade do thriller se alia à reflexão de como se forma o espectro de um país e de seu povo. No livro, uma dupla de jornalistas, Emílio e Sara, viaja a uma comunidade isolada de floricultores atrás de informações sobre um colega misteriosamente desaparecido. 

Enquanto os dois são forçados a permanecer na região após um acidente, conhecemos também a história da Terra Luminosa, que se entrelaça à vida de João Salvador - filho do capataz do homem mais poderoso daquelas terras. É nesse espaço bucólico que a família Salvador ascende e, ao mesmo tempo que chega ao poder após décadas de subserviência, tenta preservar no lugar uma espécie de pureza, afastada da degeneração das grandes cidades. 

Em "Animais Tropicais", Javier A. Contreras passeia por diferentes gêneros, como o thriller e o folk horror, reafirmando sua versatilidade e costumaz reflexão crítica, sempre em constante diálogo com os descaminhos sociais e políticos da América Latina e suas adesões ao autoritarismo. Compre o livro "Animais Tropicais" neste link.


O que disseram sobre o livro
“Animais tropicais reforça que o mal que nos habita é insondável.” — Ana Paula Maia

“Em seu novo romance, Javier A. Contreras se prova um mestre do suspense. Com uma prosa inventiva, porém sem abrir mão de uma ótima história a ser contada, Contreras usa o horror, o pop e a crítica social para criar imagens-trauma que traduzem nossos impasses sociais e históricos.” — Cristhiano Aguiar


Sobre o autor
Javier A. Contreras nasceu em 1976 e foi repórter policial. Escreveu um livro-reportagem e quatro romances, entre eles "Soy Loco por Ti, América". Foi eleito um dos 20 melhores jovens escritores brasileiros pela revista inglesa Granta e finalista dos principais prêmios literários brasileiros, como o São Paulo de Literatura e o Jabuti. Venceu o APCA por "Crocodilo" (2019), publicado pela Companhia das Letras e que teve os direitos vendidos para o cinema. Garanta o seu exemplar de "Animais Tropicais" neste link.

Ficha técnica
Livro 
"Animais Tropicais"
Autor: Javier A. Contreras
Número de páginas: 176
Lançamento: 18/3/2025
Compre o livro neste link.

.: Cesar Augusto de Carvalho lança livro de contos "Folhetim" em São Paulo


O escritor e poeta paulista Cesar Augusto de Carvalho lança "Folhetim", publicado pela editora Laranja Original, nono título da carreira. A noite de autógrafos acontece nesta segunda-feira, dia 17 de março de 2025, segunda, no Bar Balcão, às 20h00, em São Paulo. A literatura do autor segue um caminho peculiar, longe dos modismos de ocasião, marcada por narrativas em que o acaso determina o movimento do mundo e o sonho invade a realidade, ou a realidade se transforma em sonho. Ambos convivem e se reforçam.

É o que se vê nos 11 contos de "Folhetim". A partir de um fato qualquer, abre-se uma fresta para o absurdo, o humor e o nonsense. A lógica do real é sobrepujada por conexões inusitadas e elos inesperados. Ali nada é sólido, tudo está por um triz. Cada história contém bifurcações que levam a outras histórias. Essa técnica narrativa mise en abyme acaba mergulhando o leitor num torvelinho alucinante. Os personagens são tipos com órbitas próprias, perdidos em sua solidão, anti-heróis apartados da máquina da cobiça e do sucesso a qualquer preço, mais voltados para a recompensa dos pequenos prazeres mundanos, ou da simples sobrevivência.

Os contos, com cortes e sobreposições, são bastante visuais, explorando recursos do cinema. Não à toa, Cesar Carvalho incorpora em sua experiência a de roteirista antes de se aventurar nos livros. Assim, o conto “Flipando em Paraty”, que abre o volume, mostra um escritor na bancarrota que consegue uma oportunidade de fazer a cobertura da badalada festa literária. No conto de título cabalístico “13”, um jornalista se lança numa reportagem que investiga um caso de racismo. E no conto-título “Folhetim”, um escritor se envolve em um episódio de crime cuja trama é pura alusão, revestida de sátira, ao clássico godardiano "Acossado", que é o conto mais claramente cinematográfico do conjunto.

O livro inclui ainda uma incursão pela autoficção, no conto que encerra o volume. Nela, o narrador afirma: “Todas as histórias já foram contadas, muda só o jeito de as contar”. Cesar Augusto de Carvalho, como seus contos demonstram, criou seu próprio caminho. Compre o livro "Folhetim" neste link.



Sobre o autor
Nascido em Pompeia, São Paulo, Cesar Augusto de Carvalho é professor de sociologia aposentado pela Universidade Estadual de Londrina - UEL - Paraná. Autor de prosa ficcional e ensaios, publicou "Viagem ao Mundo Alternativo: a Contracultura nos Anos 80" (contos, Unesp, 2008); "Toca Raul" (contos, crônicas e radionovela, Independente, 2014); "Histórias de Quem" (contos, Desconcertos, 2020), "Raul & Eu" (novela, Cintra, 2022); "Lado B" (contos, Laranja Original, 2022) e "Folhetim" (Laranja Original, 2024). Como poeta, publicou "Proesia" (Independente, 2013); "Lavras ao Vento", "Pá" (Benfazeja, 2017) e "Curto-circuito" (Patuá, 2019). Vários de seus contos foram publicados em jornais e revistas; participou de antologias poéticas, além de organizar muitas outras, a exemplo de "Antologia Gente de Palavra Paulistana" (Patuá, 2023), nome homônimo ao Sarau do qual é curador, em São Paulo. Juntamente com o poeta Hamilton Faria criou o Canal do Poetariado, programa mensal de entrevistas com poetas veiculado pelo YouRube e Facebook.

Segundo o autor, que iniciou a carreira como cronista e pesquisou a contracultura, a atividade com os roteiros de cinema tem bastante influência sobre sua escrita. E sobre o atual mercado literário, Cesar Augusto defende: “embora se constate uma queda estatística na venda de livros, felizmente ainda é grande a demanda de leitores ávidos pela boa literatura”Garanta o seu exemplar de "Folhetim" neste link.


Serviço
Lançamento do livro "Folhetim"
Autor: Cesar Augusto de Carvalho
Editora: Laranja Original. Formato: 21x14. Páginas: 238.
Link / venda: https://amzn.to/3XTg0aO
Data: 17 de março - Segunda, às 20h00
Local: Bar Balcão
Rua Dr. Melo Alves, 150 - Cerqueira César / São Paulo

.: “É Nós”: o polifônico grito poético que transcende máscaras e fronteiras


Wagner Ramos Campos lança obra visceral no Salão do Livro de Genebra e promete cativar leitores com sua poesia de vozes múltiplas e pulsante relevância social.

A voz poética do carioca Wagner Ramos Campos transcende fronteiras culturais e geográficas com o lançamento de “é nóS”, publicado pela Helvetia Edições. A obra será apresentada ao público internacional no prestigiado Salão do Livro de Genebra, nos dias 21 e 22 de março, onde o autor também concorrerá ao prêmio Talentos Helvéticos brasileiros. Após essa estreia, o poeta trará o livro para o Brasil com eventos no Rio de Janeiro em abril.

Mais do que um livro de poesias, “é nóS” é uma experiência literária que desafia o leitor a percorrer as nuances de um monólogo polifônico dividido em três atos: "Voz do Banzo", "Voos da Folia" e "Vós do Cativeiro". Com cadências que oscilam entre a oralidade coloquial e a complexidade imagética, a obra descortina reflexões intimistas e sátiras sociais, em um misto de humor sarcástico, engajamento político e lirismo pungente.

Wagner, que reside na Itália, descreve o livro como resultado de uma disciplina criativa desenvolvida durante os lockdowns da pandemia. “Foi um processo de autodescoberta e resistência” , explica ele. Entre as diversas inspirações que moldaram sua escrita estão a ancestralidade brasileira, a música e autores como Mário Quintana, Fernando Pessoa e Conceição Evaristo.

Com “é nóS”, Wagner Campos não só entrega poesia, mas também um convite ao leitor para desatar os nós da linguagem e da vida, explorando o espírito de coletividade que permeia sua obra. A escolha do título reflete essa plurissignificação: um jogo entre máscaras, identidade e o entrelaçar de vozes como fios de uma corda, ou como um bloco de carnaval que pulsa em união.


Serviço:
Agenda de Lançamentos do livro "é nóS"
Autor: Wagner Ramos Campos
Editora: Helvetia Editions

Evento internacional:
Salão do Livro de Genebra
Datas: 21 e 22 de março
Local: Palexpo, Genebra, Suíça

Lançamentos no Brasil:
12 de abril: Bairro Araújo, Campo Grande (RJ)
Lançamento em livraria tradicional do Rio de Janeiro com data a definir

.: "Magia com Plantas": guia prático para utilização de ervas, flores e frutos

As plantas que estão ao redor podem impactar na vida das pessoas de diversas formas, e Eduardo Parmeggiani quer difundir e facilitar os seus usos mágicos com o lançamento de seu primeiro livro pelo selo Academia da Editora Planeta, "Magia com Plantas". A obra se apresenta como um guia essencial para aprender sobre os recursos milenares das ervas, flores e frutos e suas aplicações no dia a dia para ampliar a consciência e tornar o cotidiano mais simples, saudável e leve.

Por meio das práticas e dos ensinamentos deste livro, o leitor poderá desvendar as energias e os significados de mais de 70 plantas, escolhendo a mais adequada para cada um dos momentos da sua trajetória. Das mais comuns, como alecrim, eucalipto e margarida, às mais diferentes, como beladona, mandrágora e salgueiro, são exploradas as variadas maneiras de usá-las com fins mágicos para solucionar problemas, alcançar prosperidade e buscar proteção.

“Este livro representa o fim de uma era de desconhecimento, abrindo as portas para um universo onde a natureza é uma aliada próxima, mas muito poderosa. Nele você encontrará receitas simples, técnicas eficazes e segredos ancestrais que prometem transformar seu cotidiano, facilitando a superação de obstáculos com leveza e rapidez", explica o autor.

Cada planta apresentada conta com suas características gerais, como origem, pedra, flor e chacra; restrições e precauções, ou seja, quando evitar o uso; a energia sutil, também conhecida como seu “poder”; e o olhar de Eduardo Parmeggiani, com uma análise precisa e bem-humorada do autor para facilitar a aplicação prática da magia vegetal. Além disso, há um espaço para que o leitor descreva o resultado de suas experiências. Compre o livro "Magia com Plantas" neste link.


Sobre o autor
Eduardo Parmeggiani é formador de magoterapeutas e um cientista da religião em formação, com dedicação ao estudo da magia, da espiritualidade e de sua aplicação prática por meio de trabalhos energéticos e espirituais desde 2011. Seu propósito é devolver a magia ao seu lugar natural: o de auxílio ao outro, desenvolvendo pessoas para serem guias em uma vida mais conectada à natureza e aos poderes que dela emanam. Em 2020, fundou a escola Contém Magia, que em 2024 já contava com mais de 9 mil alunos. Magia com plantas é o seu primeiro livro publicado pela editora Planeta. Garanta o seu exemplar de "Magia com Plantas" neste link.


Ficha técnica
Livro "Magia com Plantas"
Autor: Eduardo Parmeggiani
ISBN: 978-85-422-3168-7
256 páginas
Selo Academia | Editora Planeta
Compre o livro neste link.

sábado, 15 de março de 2025

.: "Pequenas Coisas como Estas", o livro que inspirou o filme com Cillian Murphy


Ambientado na Irlanda, em 1985, a história de "Pequenas Coisas como Estas", livro da escritora irlandesa Claire Keeganlançado no Brasil pela editora Relicário, inspirou o filme em cartaz na rede Cineflix e em cinemas de todo o Brasil. A história do livro gira em torno de Bill Furlong, no filme interpretado por Cillian Murphy, um respeitável comerciante de carvão e madeira, filho de uma mãe solteira, que leva uma vida simples com a família. Durante o período de Natal, ele faz uma descoberta perturbadora sobre um convento local e as jovens mulheres que ali vivem. A revelação obriga Bill a enfrentar as consequências morais e sociais de suas ações em uma comunidade profundamente marcada pela influência da Igreja Católica e seus silêncios. A tradução é de Adriana Lisboa.

Segundo o jornal The New York Times, que incluiu o romance em sua lista de 100 melhores romances do século, “Nenhuma palavra é desperdiçada na pequena e polida joia de romance de Keegan, uma espécie de miniatura dickensiana centrada no filho de uma mãe solteira que cresceu e se tornou um respeitável comerciante de carvão e madeira com uma família própria na Irlanda de 1985. Moralmente, porém, poderia muito bem ser a Idade Média enquanto ele se depara com os crimes contínuos da Igreja Católica e as tragédias cotidianas causadas pela repressão, medo e hipocrisia grosseira". O romance foi finalista do International Booker Prize 2022; Livro vencedor do Orwell Prize; Está na lista dos 100 melhores livros do século XXI do The New York Times e na lista dos 100 melhores livros do século XXI pelos leitores do The New York Times


Sobre o filme
Baseado no livro da escritora irlandesa Claire Keegan, o filme "Pequenas Coisas como Estas" ("Small Things Like These") abriu o Festival de Berlim 2024 (Berlinale 2024) e apresenta Cillian Murphy, o astro de "Oppenheimer" explorando um dos capítulos mais sombrios e pouco conhecidos da história da Irlanda – as Lavanderias de Madalena —, momento em que a sociedade se curvou a abusos do poder patriarcal da igreja. Distribuído pela O2 Play no Brasil, o filme estreia na rede Cineflix e aos cinemas de todo o país nesta quinta-feira, dia 13 de março.

Esse é o primeiro filme produzido e estrelado por Cillian Murphy, vencedor do Oscar de Melhor Ator de 2024 pela atuação em "Oppenheimer". Em entrevista para a revista GQ publicada no começo de novembro, o ator comentou que havia lido o romance de Claire Keegan em 2020, logo após seu lançamento, e a história ficou em sua mente durante muito tempo. A ideia de transformá-lo em filme veio apenas no ano seguinte, quando ele buscava, junto do diretor Tim Mielants, material para um filme. Foi aí que sua esposa lhe sugeriu a adaptação do livro sobre as "Lavanderias de Madalena".

“O romance é muito delicado e cheio de tensão, apesar de ser tão compacto, e queríamos que o filme fosse assim também. É uma história muito simples por um lado, mas, na verdade, é realmente profunda e aborda temas realmente importantes. O elemento de flashback na história é essencial e precisou ser feito de forma bastante fluida. Não queríamos colocar uma legenda ou algo como ‘30 anos atrás’. Queríamos que, de repente, você estivesse no passado. É como o título do romance, uma acumulação de pequenos eventos e realizações que o leva a esse momento”, comentou Cillian Murphy.

Lavanderias de Madalena foram instituições operadas pela igreja católica entre os séculos XVIII e XX com o objetivo de reabilitar mulheres em situações de fragilidade, tidas como pecadoras pela sociedade da época - mães solteiras, vítimas de abuso ou as que eram consideradas promíscuas. A partir de 1920, as instituições passaram a adotar medidas mais abusivas, como exploração do trabalho das mulheres (obrigadas a lavar roupa) sem remuneração, a falta de garantia de seus direitos básicos, além da reclusão social como punição pelo que era considerado pecado cometido. A história real do que acontecia dentro dessas instituições veio a público apenas em 1996, com o encerramento das atividades do último asilo em Dublin.

O longa-metragem "Pequenas Coisas Como Estas", que abriu o Festival de Berlim 2024, conta a trajetória desses asilos a partir da história de Bill Furlong (Cillian Murphy), um respeitado vendedor de carvão e madeira de New Ross, em Wexford. Durante uma usual entrega para um convento, o comerciante descobre que maus tratos eram infligidos às jovens mulheres marginalizadas pela sociedade local, em sua maioria mães solo, assim como havia sido sua mãe. Isso faz com que ele relembre seu passado e sinta a necessidade de agir diante da situação.

"Pequenas Coisas Como Estas" é dirigido por Tim Mielants, com roteiro adaptado por Enda Walsh. O longa tem como produtores Ben Affleck, Matt Damon e Cillian Murphy. Na produção, Murphy também trabalhou em conjunto com Eileen Walsh, Michelle Fairley, Emily Watson, Clare Dunne e Helen Behan. O longa-metragem é uma produção da Artists Equity e Big Things Films com distribuição no Brasil da O2 Play.

O roteiro do filme é uma adaptação do livro homônimo da escritora irlandesa Claire Keegan. A obra venceu o Orwell Prize tendo sido finalista do Booker Prize 2022 e do Rathbones Folio. A publicação também entrou na lista dos 100 Melhores Livros do século XXI, divulgada pelo jornal The New York Times, e os leitores desse jornal, considerado um dos mais influentes do mundo, também o incluíram na mesma seleção. No Brasil, o livro foi recém-lançado pela Relicário Edições.


Sinopse de "Pequenas Coisas como Estas"
Ambientado na Irlanda, em 1985, a história de "Pequenas Coisas como Estas" gira em torno de Bill Furlong, um respeitável comerciante de carvão e madeira, filho de mãe solteira, que leva uma vida simples com a família. Durante o período de Natal, ele faz uma descoberta perturbadora sobre o convento local e as jovens mulheres que ali vivem. A revelação obriga Bill a enfrentar as consequências morais e sociais de tomar uma posição em meio a uma comunidade profundamente marcada pela influência da Igreja Católica - e seus silêncios.


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"Pequenas Coisas como Estas" (legendado)
Título original: "Small Things Like These". Classificação: 14 anos, Ano de produção: 2024, Idioma: inglês. Diretor: Tim Mielants, Duração: 1h38m. Com: Cillian Murphy, Emily Watson, Eileen Walsh, Michelle Fairley, Clare Dunne, Ciarán Hinds, Mark McKenna, Zara Devlin e outros.

15/3/2025 - Sábado: 18h40
16/3/2025 - Domingo: 18h40
17/3/2025 - Segunda-feira: 18h40
18/3/2025 - Terça-feira: 18h40
19/3/2025 - Quarta-feira: 18h40

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