Mostrando postagens com marcador Agenda. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Agenda. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 2 de abril de 2025

.: "Não Fossem as Sílabas do Sábado" no Teatro do Sesc Santos em abril


Carol Vidotti e Fábia Mirassos estão no espetáculo "Não Fossem as Sílabas de Sábado", que será apresentado no Sesc Santos nos dias 11 e 12 de abril. Foto: Tomas Franco

No Sesc Santos, o projeto "Da Palavra ao Palco" busca estreitar a conexão entre o teatro e a literatura. O espetáculo "Não Fossem as Sílabas do Sábado", uma adaptação teatral do romance homônimo de Mariana Salomão Carrara, com Carol Vidotti e Fábia Mirassos, narra a história de Ana e Madalena, vizinhas, moram no mesmo prédio, mas mal se conheciam até um fato trágico marcar suas vidas e mudar os rumos de suas histórias. Dias 11 e 12 de abril, sexta-feira e sábado, às 20h00. A partir de 14 anos. Ingressos: R$ 12,00 (credencial plena) a R$ 40,00 (inteira). Tradução em Libras no dia 12 de abril.

Carol Vidotti e Fábia Mirassos participam do bate-papo "A Personagem Encenada: construindo Ana e Madalena". As artistas falam de suas experiências para dar vida às personagens do espetáculo “Não Fossem as Sílabas do Sábado”. Dia 12 de abril, sábado, às 16h00. Auditório. A partir de 14 anos. Grátis. Tradução em Libras.

O espetáculo "Magnólia", livremente inspirado na música homônima de Jorge Ben Jor, tem concepção, direção e atuação de Marina Esteves. A peça narra a fábula sobre uma deusa astronauta que vive na dimensão azul e rosa, por entre estrelas e cometas. Dia 21 de abril, segunda-feira, às 19h00. A partir de 12 anos. Auditório. Ingressos: R$ 12,00 (credencial plena) a R$ 40,00 (inteira). 


Serviço
Venda de ingressos    
As vendas de ingressos para os shows e espetáculos da semana seguinte (segunda a domingo) começa na semana anterior às atividades, em dois lotes:         
On-line pelo aplicativo Credencial Sesc SP e portal do Sesc São Paulo:  às terças-feiras, a partir das 17h00      
Presencialmente, nas bilheterias das unidades: às quartas-feiras, a partir das 17h00

Bilheteria Sesc Santos - Funcionamento
Terça a sexta-feira, das 9h00 às 21h30 | Sábados e domingos, das 10h00 às 18h30   

Sesc Santos
Rua Conselheiro Ribas, 136, Aparecida     
Telefone: (13) 3278-9800       
Site do Sesc SP   
Instagram. Facebook. @sescsantos     
YouTube /sescemsantos

.: "Não Tem Meu Nome", baseada em "O Avesso da Pele", estreia no teatro


Adelino Costa parte dos livros "O Avesso da Pele", de Jeferson Tenório, e "Pertencimento: uma Cultura do Lugar", de bell hooks, para criar o monólogo "Não Tem Meu Nome". Foto: Cristiano Pepi


Ator e personagem que se fundem na narrativa, que parte de relatos de sua vivência como pessoa periférica na infância e adolescência, evocando temas como o silenciamento de comunidades subalternizadas e o desprezo por meio de uma ideia falsa de visão universal. A peça propõe uma reflexão urgente a respeito das relações sociais e, sobretudo, humanas. 

Uma reflexão sobre intolerância, identidade periférica e a noção de pertencimento criada a partir da leitura do romance "O Avesso da Pele", de Jeferson Tenório e "Pertencimento: uma Cultura do Lugar", de bell hooks: esse é "Não Tem Meu Nome", monólogo escrito, dirigido e interpretado por Adelino Costa que faz curta temporada no Cemitério de Automóveis, em São Paulo, a partir do dia 2 de abril, quarta-feira, 20h30.

O espetáculo foi desenvolvido a partir da pesquisa de conclusão do curso de Pós-Graduação em Direção Teatral na FPA, sob orientação do Prof. Dr.Marcelo Soler. Adelino Costa, seu criador, é ator, produtor e diretor com mais de duas décadas de experiência nos palcos. A obra tem suas raízes na experiência pessoal de Adelino, que cresceu na COHAB de Guaíba, região metropolitana de Porto Alegre. 

Ao longo do processo criativo, o artista resgatou memórias de sua infância e observou os desafios enfrentados pela população local, como barreiras sociais, econômicas e geográficas. Essa imersão resultou em personagens inspirados em amigos de infância e no próprio autor, que exploram como as comunidades subalternizadas se adaptam para se encaixar em uma sociedade predominantemente burguesa e branca. A dramaturgia questiona a suposta universalidade dessa visão de mundo e revela suas camadas de opressão.

"Se o espetáculo conseguir provocar no público 10% da reflexão que o processo me proporcionou, aposto que sairá tocado pela proposta", afirma Adelino. Para viabilizar a montagem, o artista contou com o apoio da Galeria Olido e da Braapa Escola de Atores. A encenação se estrutura em uma linguagem minimalista, onde o ator interage com objetos, luz e trilha sonora para construir a narrativa.

Algumas das outras referências teóricas e literárias citadas por Adelino na criação do espetáculo são Conceição Evaristo ("Ponciá Vicêncio"), "Djamila Ribeiro" ("Pequeno Manual Antirracista"), Chimamanda Ngozi Adichie ("No Seu Pescoço"), Itamar Vieira Júnior ("Torto Arado"), Cida Bento ("O Pacto da Branquitude"), Zygmunt Bauman ("Identidade"), Grada Kilomba ("Memórias da Plantação") e Frantz Fanon ("Pele Negra, Máscaras Brancas"). Já na cinematografia, Adelino destaca os longas "Marte Um", de Gabriel Martins, e o documentário "A Negação do Brasil", de Joel Zito Araújo.


Sinopse de "Não Tem Meu Nome"
Em "Não Tem Meu Nome", o público é recebido pelo ator e personagem que se fundem na narrativa. A partir de relatos de sua vivência como pessoa periférica na infância e adolescência, o performer apresenta uma dramaturgia que mistura ficção com elementos e fatos reais, trazendo questões como o silenciamento de comunidades subalternizadas por uma visão particular de mundo que mascara a violência, desprezo e crueldade por meio de uma ideia falsa de visão universal. 

O ator solitário no palco, utiliza-se de elementos narrativos para contar relatos que propõem uma reflexão urgente a respeito das relações sociais e, sobretudo, humanas. Colocadas todas as reflexões, ao fim, em um depoimento pessoal, revela-se a sua principal necessidade de criação desta obra.

Sobre Adelino Costa
Pós-Graduado em Direção Teatral. Ator e produtor há 22 anos. Gaúcho radicado em São Paulo desde 2010. Integrou a Cia Teatro di Stravaganza, de Porto Alegre, entre 2007 e 2012. Ao10 longo da carreira, dirigiu três espetáculos e atuou em mais de 15 produções. Em 2008, com a montagem de "A Comédia dos Erros", venceu a categoria de Melhor Espetáculo no Prêmio Braskem e também no Prêmio Açorianos de Teatro, nesse foi indicado como melhor ator coadjuvante e produtor.

Como produtor, contribuiu em três edições do Festival Internacional Porto Alegre Em Cena, onde teve oportunidade de trabalhar com grandes nomes do teatro mundial e nacional, como Ariane Mnouchkine, Bob Wilson, Peter Brook, Pina Bausch, Antunes Filho, Zé Celso e Grace Passô. Trabalhou ainda, em cinco edições da Feira do Livro de Porto Alegre, além das Produtoras Opus Promoções, Chaim Produções e Fixação Cultural. Em 2012, produziu a Ópera "Pelléas e Mélisande", direção de Ivacov Hillel, no Teatro Municipal de São Paulo.


Ficha técnica
Espetáculo "Não Tem Meu Nome"
Atuação/direção/dramaturgia: Adelino Costa
Iluminação/operação de luz: Thatiana Moraes
Orientação coreográfica: Fefê Marques
Confecção figurinos: Paula Gascon
Fotos: Cristiano Pepi
Assessoria de imprensa: Pevi 56
Produção executiva: Natália Sanches e Adelino Costa


Serviço
Espetáculo "Não Tem Meu Nome"
Temporada: 2 a 30 de abril, quartas-feiras, 20h30
Local: Cemitério de Automóveis – Rua Francisca Miquelina, 155
Duração: 80 minutos
Classificação: 16 anos
Ingressos: R$ 40,00 (inteira) e R$ 20,00 (meia-entrada). À venda pelo Sympla.

terça-feira, 1 de abril de 2025

.: "Screamboat: Terror a Bordo": filme de rato famoso ganha pôster e trailer

Não é pegadinha de primeiro de abril! É oficial: "Screamboat: Terror a Bordo", novo longa dirigido por Steven LaMorte, acaba de ter seu trailer e pôster oficiais divulgados. O filme, que chega aos cinemas em 1º de maio com distribuição da Imagem Filmes, promete uma mistura eletrizante de terror, slasher e humor, trazendo uma experiência que deve agradar tanto aos amantes do gore quanto da comédia irreverente.

O filme é uma releitura sombria e irreverente do curta-metragem de animação de 1928, "Steamboat Willie", trazendo uma versão bizarra do rato mais famoso da cultura pop. Com uma abordagem voltada ao terror e ao gore cômico, "Screamboat: Terror a Bordo" transforma o icônico barco a vapor em palco de uma carnificina. Na trama, um passeio noturno de barco em Nova York se transforma em uma desesperada luta pela sobrevivência quando um rato impiedoso assume o controle da travessia. Agora, um grupo inusitado de passageiros precisa enfrentar a criatura sanguinária que tem um apetite especial por turistas desavisados.

O longa nasce da mente criativa de Steven LaMorte, conhecido por "O Malvado - Horror no Natal", e é produzido pela Sleight of Hand Productions, liderada pelo próprio LaMorte e sua esposa, Amy Schumacher. Esta é a mesma equipe de produção por trás de "Terrifier 2" e "Terrifier 3". Além disso, Willie é interpretado por David Howard Thornton, o ator que deu vida ao palhaço Art na franquia "Terrifier", e o filme conta com a participação de Tyler Posey, astro da série "Teen Wolf".

"Screamboat: Terror a Bordo" busca trazer um novo fôlego ao gênero de horror comédia. O filme promete mesclar momentos de puro pavor com sequências hilárias, criando um entretenimento diferenciado e explosivo para o público. Com um time apaixonado pelo gênero e uma premissa inusitada, o longa se posiciona como uma das estreias mais aguardadas do ano para os fãs do gênero.

"Screamboat: Terror a Bordo" estreia nos cinemas em 1 de maio, com distribuição da Imagem Filmes.

Sinopse: Na última balsa da noite em Nova York, passageiros e tripulantes são caçados por um rato impiedoso, e o que deveria ser uma travessia tranquila se transforma em um massacre sangrento. Parece o rato que você conhece, mas não se engane! Ele é muito mais perigoso. Cercados pela água e pelo medo, eles precisam encontrar um jeito de sobreviver antes que seja tarde demais.


Elenco: David Howard Thornton; Allison Pittel; Jesse Posey; Amy Schumacher; Kailey Hyman; Mike Leavy; Jesse Kove; Brian Quinn; Joe DeRosa;  Tyler Posey; Jarlath Conroy.

Ficha Técnica:

Direção: Steven LaMorte

Roteiro: Matthew Garcia-Dunn, Steven LaMorte

Produção: Steven LaMorte, Steven Della Salla, Martine Melloul, Amy Schumacher

Direção de Fotografia: Steven Della Salla

Trilha Sonora: Charles-Henri Avelange, Yael Benamour

Edição: Patrick Lawrence

País: Estados Unidos

Ano: 2025

Distribuição: Imagem Filmes

Assista ao Trailer



segunda-feira, 31 de março de 2025

.: "Finlândia" faz nova temporada no Teatro Uol a partir de 16 de abril


Premiado texto do francês Pascal Rambert tem versão brasileira protagonizada pelo casal Paula Cohen (APCA de Melhor Atriz de Televisão) e Jiddu Pinheiro. Com direção de Pedro Granato, a peça discute as relações familiares contemporâneas. Foto: José de Holanda


O drama de um casal em crise é retratado no espetáculo "Finlândia", que faz nova temporada no Teatro Uol de 16 de abril a 29 de maio, após temporada de sucesso no Teatro Vivo. A bem-sucedida montagem brasileira tem direção de Pedro Granato e é interpretada pelo casal Paula Cohen e Jiddu Pinheiro, que também assinam a tradução. A peça do francês Pascal Rambert estreou em 2022 em Madri, na Espanha, e, desde então, ganhou montagens de sucesso em Paris (França), Montevidéu (Uruguai), Cidade do México (México) e Santo Domingo (República Dominicana).

"Finlândia" coloca o espectador em um quarto de hotel em Helsinque, junto com o casal de atores Paula e Jiddu, que está em processo de separação e tenta estabelecer um diálogo sobre o futuro de seu relacionamento. A peça emerge das complexidades e desafios emocionais enfrentados por esse casal em crise, que ainda precisa encontrar um consenso sobre a criação e guarda da sua filha pequena.

E, nesse duelo de linguagem entre dois mundos aparentemente inconciliáveis, um espelho reflete o momento que vivemos, uma estrutura de padrões opressivos que está por ruir, um mundo em desconstrução que aponta novos caminhos. E, por consequência, junto com a mudança vem os conflitos, as quebras e as resistências.

“Eu acho que o texto traz muito essa nova onda feminista para dentro das relações em que os pais estão mais presentes, compartilham as tarefas do lar e cuidados com os filhos e não terceirizam os cuidados. E aqui há também uma certa inversão de papéis em alguns momentos, uma desconstrução, uma visão mais crítica dessas estruturas de poder dos homens, do que é violência e do que é respeito. O texto traz muito a filha para o centro da questão”, comenta o diretor Pedro Granato.

Já para a atriz Paula Cohen, a obra explora bastante a dicotomia entre o modo como as pessoas foram criadas para reproduzir os velhos padrões de se relacionar e a tentativa de romper com essas formas antigas a partir da mudança de tempos, olhares e valores. “Acho que a peça explora essas contradições colocando em perspectiva esses questionamentos, de maneira muito humana na boca dessas personagens. Esse casal passa por muitos assuntos que estão em pauta na sociedade e, por isso, encontra ressonância em muitas casas, em muitos lares, em outros países”, comenta.

E, sobre essa impressionante atualização na forma de olhar para os relacionamentos, Jiddu Pinheiro diz: “O debate sobre opressores e oprimidos no ambiente público e privado, o embate político-ideológico nos mais diversos fóruns, as lutas por igualdade de direitos de gêneros e representatividade feminina, a forma como a estrutura patriarcal moldou e molda subjetividades de homens e mulheres são pautas de primeira ordem neste momento. O texto de Rambert traz de forma brilhante esse imaginário e esse debate nas subjacências dos dizeres desses personagens fazendo com que tudo pareça orgânico e cotidiano".

A encenação explora o aspecto claustrofóbico do quarto de hotel em que a história se passa. “Deixamos a encenação diagonal, o que diminui o espaço do quarto e permite essa relação mais cinematográfica como se o espectador visse quase que um plano contraplano. E, assim, rompe-se um pouco com aquela ação mais frontal ou da quarta parede. Temos um caminho de usar elementos de forma mais minimalista para que se sobressaiam os atores e o texto”, revela Granato.

O diretor ainda conta que, para criar essa encenação, buscou diversas inspirações no cinema, como a série “Cenas de Um Casamento” (2021, HBO), e o original de Ingmar Bergman, “Closer” peça adaptada ao cinema de Patrick Marber e o filme “História de um Casamento” (2019), de Noah Baumbach. “Esses filmes têm um olhar bem intimista sobre casais em momentos cruciais. Eles nos inspiraram a pensar em como podemos trazer as questões das relações contemporâneas e, ao mesmo tempo, dialogar com um histórico de retratos de relacionamentos. Acho que Finlândia traz um olhar muito mais aguçado e renovado do que obras clássicas sobre o tema. E era isso o que buscamos até encontrarmos o texto. Então, isso vai ser ótimo de ver no palco, porque os casais vão se envolver muito com a história”, acrescenta.


Sobre Pascal Rambert
Nasceu em Nice, França, em 1962. É autor de teatro, diretor e coreógrafo. Atualmente, é considerado um dos mais aclamados dramaturgos do continente europeu e sua obra foi traduzida para vários idiomas (inglês, russo, italiano, alemão, japonês, chinês, holandês e outros). Foi contemplado com inúmeros prêmios importantes, entre eles o Prêmio Émile Augier de Literatura y Filosofía, por sua obra "Ensayo", em 2015, e o Prêmio de Teatro da Academia Francesa, pelo conjunto de sua obra, em 2016.

Recentemente estreou "Une Vie" na Comédie-Française. Além disso, dirigiu uma série de curtas-metragens, alguns deles premiados nos festivais de Pantin, Locarno e Paris. Em 2007, transformou o Théâtre de Gennevilliers «T2G» em um centro nacional de criação contemporânea. Desde janeiro de 2017 é artista residente do Théâtre des Bouffes du Nord em Paris, fundado por Peter Brook. Sua peça "Clôture de l'Amour", que estreou no Festival d'Avignon, em 2011, se tornou um sucesso mundial.

Sinopse de "Finlândia"
"Finlândia" coloca o espectador em um quarto de hotel junto com as personagens Paula e Jiddu, um casal em crise tentando estabelecer um diálogo. Numa narrativa pertinente para os tempos atuais, a peça emerge das complexidades e desafios emocionais enfrentados por um casal em crise. A mudança estrutural de papéis entre homens e mulheres dentro de uma relação nas últimas décadas, as responsabilidades de cada um na criação de uma filha e a relação com seus trabalhos colocam essa discussão de casal em compasso com temas contemporâneos urgentes.

Ficha técnica
Espetáculo "Finlândia"
Com Jiddu Pinheiro  e Paula Cohen
Direção: Pedro Granato
Texto: Pascal Rambert
Participação especial: Turí
Coordenação de produção: Erika Horn e Paula Cohen
Cenografia e desenho de luz: Marisa Bentivegna
Figurinos: Iara Wisnik
Cenotécnico: Urso Quina
Montagem e desmontagem: Diego Dac
Operação de som e vídeo: Nanda Cipola
Operação de luz: Rodrigo Damas
Fotografia: José de Holanda
Produção executiva: Erika Horn
Assistente de produção: Alana Carvalho
Assistentes de direção: Gabriela Lang e Joana langeani
Assessoria de imprensa: Pombo Correio
Tráfego on-line: Fábrica de Resultados
Designer gráfico: Pedro Inoue
Redes sociais: Diego Leo
Direçao audiovisual: Karina Ades
Assessoria jurídica: CSMV Advogados
Direção de fotografia: André Prata
Edição de vídeo: Pablo Pinheiro
Gestão de projeto e difusão: Dulcinéia Produções Artísticas e Horn Produções Artísticas
Realização: Dulcinéia Produções Artísticas
Apoio: Pequeno Ato
Patrocínio: Mobifacil e Vivo

Serviço
Espetáculo "Finlândia"
Dramaturgia: Pascal Rambert
Temporada: 16 de abril a 29 de maio de 2025
Quartas e quintas-feiras, às 20h00
Teatro Uol - Av. Higienópolis, 618 - Consolação/São Paulo
Ingressos: R$ 80,00
Duração:  90 minutos
Classificação: 16 anos
Capacidade: 300 lugares
Acessibilidade: Teatro acessível a cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida

.: De Gabriel Chalita, musical "Território do Amor" estreia dia 5 de abril


"Musical Território do Amor" faz ode ao mais complexo dos sentimentos humanos a partir das canções de grandes vozes femininas da música mundial. Com texto de Gabriel Chalita, direção geral de José Possi Neto e direção musical de Daniel Rocha, espetáculo tem uma curta temporada de estreia no Teatro Sérgio Cardoso, de 5 a 27 de abril. Foto: Caio Gallucci


O que une as saudosas cantoras brasileiras Elizeth Cardoso, Maysa, Dalva de Oliveira e Dolores Duran com a norte-americana Maria Callas, as francesas Barbara e Edith Piaf, a argentina Mercedes Sosa e a alemã Marlene Dietrich? É justamente o fato de que todas elas, em seus diferentes tempos e sociedades, cantaram cada uma à sua maneira as delícias e dissabores do amor. 

O musical "Território do Amor", com texto de Gabriel Chalita, lança justamente um olhar para o que essas vozes poderosas e icônicas cantam a respeito desse que é o mais complexo dos sentimentos humanos. O espetáculo, que ainda tem direção geral de José Possi Neto e direção musical de Daniel Rocha, tem uma curta temporada de estreia no Teatro Sérgio Cardoso, na Sala Nydia Lícia , de 5 a 27 de abril, com apresentações às sextas e aos sábados, às 20h00, e aos domingos, às 16h00.

Com uma atmosfera onírica e poética, a peça reúne todas essas lendas da música mundial em uma mesma barca, com destino incerto. Conduzidas por um barqueiro à luz do luar, elas navegam aquelas águas misteriosas enquanto contam e cantam seus amores a partir dos grandes temas que foram eternizados em suas carreiras.

O grande personagem da peça, segundo Chalita, é o próprio amor. “Essas  mulheres fascinantes - tanto as brasileiras como as de outras línguas - surgem para serem ao mesmo tempo servas e senhoras do amor. E, graças ao jogo dramático, nós questionamos: para onde elas estariam indo? Para onde vamos quando o amor nos encontra?”, indaga.

Ainda de acordo com o autor, o musical é sobre a vida. “Ou sobre o amor que se vive na vida, o que permanece mesmo quando a vida que se conhece não permanece. Essas mulheres amaram seus amantes, a música e o cantar. Elas também sofreram de amor, mas é possível viver sem sofrer de amor? Enquanto pesquisava suas vidas e suas canções ficava mais fascinado com os percursos de dor e de superação de cada uma delas. Suas canções permaneceram”, acrescenta.

Para dar voz a essas homenageadas, estão no elenco Badu Morais (Elizeth Cardoso), Bianca Tadini (Maria Callas), Daniela Cury (Barbara), Fernanda Biancamanno (Edith Piaf), Ju Romano (Dalva de Oliveira), Larissa Goes (Dolores Duran), Maria Clara Manesco (Marlene Dietrich), Neusa Romano (Maysa), Tatiana Toyota (Mercedes Sosa) e Leticia Mamede (swing). Já o barqueiro é interpretado pelo ator, cantor e instrumentista Marco França.


A encenação
Para falar sobre um sentimento tão complexo e misterioso, a encenação explora essa atmosfera onírica e  surrealista. “A escrita do Gabriel Chalita é poética e não obedece aos cânones e à dramaturgia da Broadway. Isso nos dá uma grande liberdade para tradução visual e estética do espetáculo. Estamos trabalhando elementos do sonho, um tempo que não é da realidade imediata - já que muitas dessas vozes jamais se encontraram na realidade e estão unidas pela cena onírica e por suas músicas”, explica o diretor José Possi Neto.

Ele ainda conta que os sucessos das cantoras homenageadas também serviram para nortear o trabalho com as atrizes. “As músicas são a nossa grande referência para a minha direção e para a construção do espetáculo. Elas serviram como um guia para as atrizes construírem suas personagens, além de informações, registros, vídeos sobre a vida das cantoras. Mas encontramos uma disparidade muito grande na quantidade de material de pesquisa sobre elas. Há, por exemplo, poucos materiais sobre Dolores Duran. Então, também estudamos como se comportavam as mulheres na sociedade de cada uma delas”, conta Possi sobre a criação.  

Um dos principais desafios para a concepção musical do espetáculo, de acordo com Daniel Rocha, é a enorme diversidade de estilos musicais e sonoridades que marcaram a carreira de cada uma das homenageadas. “Temos desde o universo sinfônico de Câmera ao samba canção, ao chorinho e à marcha-rancho do carnaval do início do século 20. Então, tivemos que trabalhar com uma maestrina que toca teclado com timbres variados e uma banda formada por cinco multi-instrumentistas que tocam violoncelo, violão 7 cordas, cavaquinho, bandolim, guitarra, sax, clarinete, flauta, bateria, percussão, glockenspiel e outros”, antecipa o diretor musical.

“A maioria das canções tem comentários de todas as vozes. Eu acho que isso é o que une musicalmente todas as essas canções tão diversas assim, de tantos lugares diferentes e de estilos musicais diferentes, né?”, acrescenta. O espetáculo ainda tem coreografia de Kátia Barros, figurinos de Kleber Montanheiro, cenografia de Renato Theobaldo, desenho de som de Eduardo Pinheiro, desenho de luz de Wagner Freire, visagismo de Emi Sato e direção de produção de Marilia Toledo e Emilio Boechat.

"Território do Amor" é realizado pela Ice Cream And Drama Produções, apresentado pela Brasilcap e conta com patrocínio master de Yduqs, com apoio cultural de Vibra e com apoio de Hyundai  pela Lei Rouanet e Matriarca Café.


Sinopse de "Território do Amor"
Uma embarcação conduz mulheres que marcaram a história com suas histórias de amor e de dor. Com suas glórias e suas mágoas. Vidas que se cruzam em tempos e espaços diferentes. Vidas semelhantes no sentir. São elas Elizeth Cardoso, Maysa, Dalva de Oliveira e Dolores Duran. Que se encontram com Maria Callas, Barbara, Edith Piaf, Mercedes Sosa e Marlene Dietrich. 

As canções permeiam o espetáculo e o texto navega nos mais profundos sentimentos humanos. Na alegria da vida, o abandono. No prazer, o medo. Na chegada, a partida. A peça traz o mistério da morte e o mistério da vida. Tudo com a leveza musical, que compõe para alguns a recordação de lindas canções e para outros o aprendizado. O amor nunca sai de cena. 


Ficha técnica
Musical "Território do Amor"
Texto: Gabriel Chalita
Encenação e direção de arte: José Possi Neto
Direção musical /Arranjos / Composições Adicionais: Daniel Rocha
Coreografia e direção de movimento: Kátia Barros
Figurinista: Kleber Montanheiro
Cenógrafo: Renato Theobaldo
Desenho de som: Eduardo Pinheiro
Desenho de luz: Wagner Freire
Visagismo: Emi Sato
Direção de produção: Marilia Toledo e Emilio Boechat
Elenco: Badu Morais (Elizeth Cardoso), Bianca Tadini (Maria Callas), Daniela Cury (Barbara), Fernanda Biancamanno (Edith Piaf), Ju Romano (Dalva de Oliveira), Larissa Goes (Dolores Duran), Leticia Mamede (swing), Maria Clara Manesco (Marlene Dietrich), Neusa Romano (Maysa), Tatiana Toyota (Mercedes Sosa) e Marco França (barqueiro).
Coro (selecionadas por audição do Instituto Baccarelli):. Gabriela Lira, Luciana Lira, Bárbara Viana,  Duda Garcez, Gabriela Evaristo e Gabrielly Neves.
Apresentado por: Brasilcap
Patrocínio master: Yduqs
Apoio cultural: Vibra
Apoio: Hyundai e Matriarca Café
Produção: Domínio Público
Realização: Ice Cream And Drama Produções


Serviço
Musical "Território do Amor"
Temporada: 5 a 27 de abril de 2025
Às sextas e aos sábados, às 20h00, e aos domingos, às 16h00*
*Não será permitida a entrada após o início do espetáculo.
Teatro Sérgio Cardoso (Sala Nydia Lícia)
Endereço: Rua Rui Barbosa, 153, Bela Vista / São Paulo


Ingressos
Plateia Lateral: R$ 150,00
Plateia Central: 200,00
Balcão: 100,00
Ingressos populares: de R$ 39,60
Vendas on-line em www.sympla.com.br
Classificação:livre
Duração: 2h15 (com 15 minutos de intervalo)
Capacidade: 827 lugares
Acessibilidade: teatro acessível para cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida.
Acessibilidade para deficientes visuais: Audiodescrição
Acessibilidade para deficientes auditivos: Libras
Acessibilidade para deficientes intelectuais: Atendimento especial e oferecimento de abafadores de som pessoas neuro divergentes e com transtorno do espectro autista (TEA).

Bilheteria física - Sem taxa de conveniência
Rua Rui Barbosa, 153 - Bela Vista/São Paulo
Horário de funcionamento: de terça a sábado, das 14h às 19h. Em dias de espetáculo, das 14h até o horário de início da sessão.
Contato: (11) 3288-0136
Reservas de grupo: bilheteria@amigosdaarte.org.br e grupoentretenimentoecultura@gmail.com

.: "It's Me, Elton", em homenagem a Elton John, estreia no Teatro Unicid


Em agosto de 1990, o astro do pop Elton John se vê diante de uma triste realidade: a luta diária contra a cocaína. Já em reabilitação, se vê obrigado a escrever uma carta de despedida à “Dama de Branco” e, em um comovente relato confessional, retorna ao passado e resgata memórias de sua infância e juventude. "It's me: Elton", em curta temporada no Teatro Unicid, explora momentos e canções marcantes na trajetória do cantor, sem seguir necessariamente uma ordem cronológica. 

As apresentações acontecem sempre às quintas-feiras, às 20h30, dias 3, 10, 17, 24 de abril e 1° de maio. Com dramaturgia de Pedro Ruffo, direção de Daniela Stirbulov, direção musical de Gui Leal, o elenco formado por Ariel Moshe, Lívia Cubayachi, Mikael Marmorato e Pedro Ruffo sobe ao palco.

Embalados por sucessos como “Your Song”, “I’m Still Standing”, “Tiny Dancer", "Rocket Man" e outros, os dias de Elton no Hospital Luterano se fundem aos momentos de convivência com o pai, Stanley, o tio Reg, o melhor amigo Bernie Taupin, e o ex-namorado e produtor John Reid. Outros episódios vão se encadeando na cena. Além da própria trajetória do homenageado, o espetáculo aborda temas relevantes, como a liberdade, a opressão, a persistência e a vulnerabilidade da condição humana. 


Ficha técnica
Musical "It's Me, Elton"
Dramaturgia: Pedro Ruffo
Direção: Daniela Stirbulov
Direção musical: Gui Leal
Elenco: Ariel Moshe, Lívia Cubayachi, Mikael Marmorato e Pedro Ruffo
Figurinos: Uriel Orttiz
Designer de luz: Rafael Bernardino
Operação de Luz e Som: Elton Ramos
Assistência de direção: Allan Claudino
Produção executiva: Pedro Ruffo
Produção: Daniela Gonçalves e Pedro Ruffo
Duração: 60 minutos
Gênero: Drama musicado
Classificação: 14 anos


Serviço
Musical "It's Me, Elton"
Ingressos a partir de R$ 35,00 em www.diskingressos.com.br
Teatro Unicid - Av Imperatriz Leopoldina, 550, entrada lateral do teatro
Telefone de contato/whatsapp: (11) 3832 9100
Estacionamento no local: R$ 15,00

domingo, 30 de março de 2025

.: "Tudo Acontece numa Segunda-feira de Manhã" estreia no Itaú Cultural


Peça, que tem texto e atuação do próprio Vinícius (que contracena com Evas Carretero) e direção de Silvana Garcia, explora, de maneira ácida, os absurdos do mercado de trabalho contemporâneo. Cena de “Tudo Acontece numa Segunda-Feira de Manhã”. Foto: Danilo Ferrara - @_daniloferrara

Para refletir sobre a crueldade dos processos seletivos no campo profissional, o ator e escritor Vinícius Piedade criou o espetáculo “Tudo Acontece numa Segunda-Feira de Manhã”, o primeiro da "Trilogia Pessoas Trabalhando”. A peça faz as primeiras apresentações no Itaú Cultural nos dias 3, 4, 5 e 6 de abril, de quinta-feira a sábado, às 20h00, e, no domingo, às 19h00. Os ingressos são gratuitos. Depois segue para a Biblioteca Mário de Andrade nos dias 5, 12, 19 e 26 de maio, segundas-feiras, às 19h00.

Com direção de Silvana Garcia, a montagem mistura humor e ironia para expor os limites extremos que os candidatos enfrentam quando procuram uma vaga de emprego. Em um jogo metalinguístico, o espetáculo convida o público a refletir sobre as condições de trabalho, enquanto desenha um retrato provocador e irreverente do mercado.

“Essa questão sempre me intrigou. Afinal, passamos a maior parte da nossa vida no ofício, seja ele qual for. E, hoje, com as discussões sobre inteligência artificial, quais são os empregos que continuarão existindo? E qual será o impacto do fim de alguns trabalhos para as pessoas? Elas conseguirão se realocar? Precisarão se humilhar para ganhar uma oportunidade?”, defende Piedade.

Sobre a encenação
Em cena, os parceiros de longa data Vinícius Piedade e Evas Carretero interpretam atores em busca de um papel/trabalho. Eles participam de um teste para atuar em um espetáculo em que os personagens estão em busca de uma vaga e precisam enfrentar situações limite que beiram o absurdo.

Na primeira história, um homem que estava desempregado há muito tempo resolve ir na entrevista com uma bomba presa ao corpo para exigir sua contratação. Na segunda, um candidato precisa passar por diversas dinâmicas, correndo até o risco de perder a vida no processo.

“'Tudo Acontece numa Segunda-Feira de Manhã' tem um quê de recomeço. É como um grande teste para um espetáculo, o que nos permitiu utilizar muitos elementos do teatro, como exercícios de atuação”, comenta o dramaturgo. Nesta peça, o foco de Piedade está nas consequências da ausência de emprego nos indivíduos. Além das dificuldades econômicas, essa condição pode acarretar problemas como ansiedade, depressão, baixa estima e falta de autoconfiança.

“A direção está centrada no jogo entre os atores, como se tudo fosse uma coreografia. A forma como Vinícius e Evas interagem é quase como uma partitura de tensões e distensões, com suas falas, pausas e movimentos. Meu papel foi dar ritmo ao texto. Por isso, optei por não ter trilha sonora”, conta Silvana. Já o cenário remete tanto a um teatro quanto a uma empresa. Sem elementos excessivos, o ambiente será composto por objetos como cadeiras, uma mesa e uma arara com roupas sociais. A luz é assinada por César Pivetti. “Queremos aproveitar tudo o que o palco pode nos oferecer, mas sempre deixando os atores em primeiro plano”, afirma Vinícius.


Sinopse
Peça mergulha no lado obscuro e hilariante do mercado de trabalho contemporâneo. Dois atores, no papel de candidatos desesperados, enfrentam testes insanos e absurdos em busca de um papel/emprego. Parte da Trilogia “Pessoas Trabalhando”, o trabalho mistura humor e ironia para expor os limites extremos que os candidatos enfrentam e as crueldades do processo seletivo.

Ficha técnica
Texto: Vinícius Piedade Direção: Silvana Garcia Elenco: Evas Carretero e Vinícius Piedade Desenho de luz: César Pivetti Figurino: Piedad Operação de som e luz: Márcio Baptista Registro Fotográfico: Danilo Ferrara Produção: Elenor Cecon Junior Assessoria de imprensa: Canal Aberto - Márcia Marques, Daniele Valério e Carol Zeferino

Serviço
“Tudo Acontece numa Segunda-Feira de Manhã”
Duração: 80 minutos Classificação indicativa: 14 anos

No Itaú Cultural
Dias 3, 4, 5 e 6 de abril, de quinta a sábado às 20h00, e, domingo às 19h00
Local: Itaú Cultural - Av. Paulista, 149 - Bela Vista
Ingresso: gratuito | Reservar no site a partir de 1° de abril (terça-feira), pela plataforma INTI (acesso pelo site do Itaú Cultural www.itaucultural.org.br)
Capacidade: 224 lugares
Telefone: 11 2168-1777

Na Biblioteca Mário de Andrade
Dias 5, 12, 19 e 26 de maio, segunda-feira, às 19h00
Endereço: R. da Consolação, 94 - República
Ingresso: gratuito | Retirado com uma hora de antecedência na bilheteria
Capacidade: 170 lugares

.: "A Vida Começa aos 60": teatro de Aguinaldo Silva traz à tona a reinvenção


Com personagens que representam uma geração ativa, dona de seus próprios desejos e direitos, a história celebra a reinvenção pessoal e a coragem de se permitir viver intensamente, independentemente do número de anos vividos. Foto: Luiz Nicolau


Na sociedade contemporânea, em que as gerações mais velhas estão cada vez mais ativas, engajadas e com novos desejos, histórias como a de "A Vida Começa aos 60" se tornam essenciais para quebrar estigmas e preconceitos, celebrando o direito de sentir e viver o amor com intensidade, sem vergonha ou medo do julgamento. O espetáculo tem texto de Aguinaldo Silva, adaptação de Virgílio Silva, é estrelado por Luiza Tomé e Julio Rocha, e direção de Maciel Silva. A estreia será no dia 12 de abril, na Casa das Artes, e promete marcar a temporada teatral de 2025.

Com personagens que representam uma geração ativa, dona de seus próprios desejos e direitos, a história celebra a reinvenção pessoal e a coragem de se permitir viver intensamente, independentemente do número de anos vividos. No tempo em que a sociedade valoriza a juventude como o ápice da beleza e da felicidade, histórias como a de Lourdes e Amaro mostram que a maturidade pode ser uma fase de descobertas ainda mais ricas e gratificantes.

Lourdes, a protagonista feminina, questiona os valores e estigmas que a sociedade impõe aos mais velhos, especialmente quando se trata de relacionamentos. Amaro, o protagonista masculino, reacende em Lourdes o sentimento de ser desejada. O que se segue é uma linda jornada de autodescoberta, onde os dois personagens, através de suas fragilidades e forças, demonstram que o amor não tem prazo de validade e que nunca é tarde para se apaixonar, namorar ou casar.

"A Vida Começa aos 60" é um convite à diversão ao retratar o romance entre dois personagens que ultrapassam as barreiras da idade e se entregam ao desejo e à paixão, a peça nos ensina que o amor e o prazer podem ser vividos em qualquer fase da vida. Basta querer!


Sinopse
A paixão entre Lourdes e Amaro, já na casa dos 60 anos, abre espaço para o questionamento dos valores e estigmas que a sociedade, e a família, impõe aos mais velhos. O que se segue é uma linda jornada de autodescoberta, onde os dois personagens, através de suas fragilidades e forças, demonstram que o amor não tem prazo de validade.


Ficha técnica
Espetáculo "A Vida Começa aos 60"
Texto: Aguinaldo Silva
Adaptação: Virgílio Silva
Direção: Maciel Silva
Elenco: Luiza Tomé, Júlio Rocha, Glaura Lacerda, Natália Amaral, Tomás Vasconcelos, Xico Garcia
Elenco de apoio: Welligtton Firmino
Assistente de direção: Fellipe Calixto
Diretor de produção: Francisco Patrício
Produção executiva: Ronny Vieira
Assistente de produção: Roberta Viana
Assessoria de imprensa: Flavia Fusco Comunicação
Administração: Izabela Santté
Produção: Casa de Artes


Serviço
Espetáculo "A Vida Começa aos 60"
Classificação: 14 anos
Duração: 75 minutos
Gênero: comédia
Temporada: de 12 de abril a 11 de maio. Sábados, às 20h, e domingos, às 18h.
Ingressos: Sympla
Valores: R$ 50,00 | R$ 25,00
Casa de Artes - Rua Major Sartório 476 - Vila Buarque / São Paulo

sábado, 29 de março de 2025

.: “Cartas Libanesas: Ayuni”, de Duca Rachid, estreia no Sesc Ipiranga


Em comemoração aos dez anos de estreia do espetáculo “Cartas Libanesas: Ayuni”, uma nova montagem chega aos palcos, transformando o então monólogo num diálogo amoroso entre um homem e sua mulher, agora juntos em cena. O espetáculo estreia na próxima sexta-feira, dia 4 de abril, às 20h00, no Sesc Ipiranga, em São Paulo. 

A dramaturgia inédita da premiada autora Duca Rachid, em diálogo com o texto inicial de José Eduardo Vendramini e direção de Georgette Fadel e Luaa Gabanini, traz o ponto de vista feminino da saga do mascate libanês que imigrou para o Brasil nos anos 1910 em busca de uma vida melhor, deixando a esposa grávida no oriente.

Em cena, os atores Ana Cecília Costa e Eduardo Mossri, que também estiveram juntos vivendo personagens árabes na novela “Órfãos da Terra”, de Duca Rachid, contemplada com o Emmy Internacional, o Rose D’Or e o Seoul Internacional Awards, abordando o tema da migração e o drama de pessoas em situação de refúgio.


Ficha técnica
Espetáculo “Cartas Libanesas: Ayuni”
Idealização: Eduardo Mossri 
Texto: Duca Rachid e José Eduardo Vendramini 
Direção: Georgette Fadel e Luaa Gabanini 
Elenco: Ana Cecília Costa e Eduardo Mossri
Iluminação: Marisa Bentivegna 
Trilha sonora: Gregory Slivar
Direção de arte: A Equipe
Figurino feminino: Marichele Artisevskis
Figurino masculino: Fause Haten
Assistente de direção: Sergio Siviero 
Pesquisadora: Muna Omran
Preparadora vocal: Sonia Goussinsky  ​


Serviço
Espetáculo “Cartas Libanesas: Ayuni”
Estreia dia 4 de abril, sexta-feira, às 20h00
Sesc Ipiranga - Rua Bom Pastor, 822 – Ipiranga / São Paulo 
Ingressos: https://www.sescsp.org.br/programacao


sexta-feira, 28 de março de 2025

.: "Rita Lee - Uma Autobiografia Musical" fica em cartaz no Teatro Porto até dia 15

Essa é a última chance para o público paulistano ver o espetáculo que já atraiu mais de 75 mil espectadores em mais de 150 apresentações com ingressos esgotados. Mel Lisboa acaba de levar o Prêmio Shell de Melhor Atriz por este trabalho, além de ter sido indicada aos prêmios APCA e DID na mesma categoria. A montagem recebeu o Prêmio Arcanjo Especial e, no Prêmio PRIO do Humor, teve duas indicações. Fotos de cena: João Caldas


Em maio de 2025, o Teatro Porto comemora uma década de atividades e, para marcar a celebração, anuncia a última prorrogação da temporada do espetáculo Rita Lee: Uma Autobiografia Musical que vai até o dia 15 de junho deste ano. Em cartaz desde abril de 2024, a produção, que já conquistou milhares de espectadores, ganha novas sessões para celebrar um ano de sucesso nos palcos e a trajetória do teatro.

Com direção de Marcio Macena e Débora Dubois, Rita Lee – Uma Autobiografia Musical tem roteiro e pesquisa de Guilherme Samora e direção musical de Marco França e Marcio Guimarães. O musical traz Mel Lisboa (que acaba de vencer o prêmio Shell de Melhor Atriz) no papel de Rita Lee e revisita momentos marcantes da vida e da obra da artista, em um espetáculo que mescla música, teatro e memória.

Essa é a última chance para o público paulistano ver o espetáculo que já atraiu mais de 75 mil espectadores. Desde a estreia, a montagem tem conquistado o público, com sessões esgotadas e quatro prorrogações de temporada, totalizando mais de 155 apresentações.

Mel Lisboa, que interpreta a roqueira a pedido da própria Rita, acaba de levar o Prêmio Shell de Melhor Atriz, além de ter sido indicada aos prêmios APCA e DID na mesma categoria. A montagem recebeu o Prêmio Arcanjo Especial e, no Prêmio PRIO do Humor, foi indicada nas categorias direção e atriz (Débora Reis) por sua atuação como Hebe Camargo.

O elenco também conta com interpretações marcantes de grandes nomes da MPB: Bruno Fraga (Roberto de Carvalho), Fabiano Augusto (Ney Matogrosso), Carol Portes (Censora Solange), Flavia Strongolli (Elis Regina), Yael Pecarovich (Gal Costa), Antonio Vanfill (Arnaldo Baptista e Charles Jones), Gustavo Rezende (Raul Seixas) e Roquildes Junior (Gilberto Gil).


Trajetória do espetáculo

Tudo começou quando Mel Lisboa pisou pela primeira vez em cena como Rita Lee, em 2014, no musical Rita Lee Mora ao Lado. Ela não poderia prever algumas coisas: primeiro, que seriam meses de casa cheia em um dos maiores teatros de São Paulo. Segundo, que a própria Rita Lee apareceria sem avisar, abençoaria sua performance e ainda voltaria para assistir ao espetáculo. Trabalho, aliás, que rendeu a Mel prêmios como melhor atriz e a colocou de vez entre os maiores nomes do teatro nacional, com uma frutífera e diversificada carreira. 



Desta vez, Mel conta a história de Rita com base no livro da cantora, lançado em 2016 e um dos maiores sucessos editoriais do Brasil. O livro narra os altos e baixos da carreira de Rita com uma honestidade escancarada, a ponto de ter sido apontado como “ensinamento à classe artística” pelo jornal O Estado de São Paulo. 


A ideia do novo musical surgiu quando Mel gravou a versão em audiolivro, como Rita, em 2022.  O texto de Rita, numa narrativa envolvente e perfeita para um musical biográfico, conta do primeiro disco voador avistado por ela ao último porre. Sem se poupar, ela fala da infância e dos primeiros passos na vida artística; de Mutantes e de Tutti-Frutti; de sua prisão em 1976, na ditadura; do encontro de almas com Roberto de Carvalho; das músicas e dos discos clássicos; do ativismo pelos direitos dos animais; dos tropeços e das glórias.


“A vida de Rita precisa ser contada e recontada. Sua existência transformou toda uma geração. E continua a conquistar fãs cada vez mais jovens. Rita não é ‘somente’ a roqueira maior. Ela compôs, cantou e popularizou o sexo do ponto de vista feminino em uma época em que isso era inimaginável. Ousou dizer o que queria e se tornou a artista mais censurada pela ditadura militar. Na época, foi presa grávida. Deu a volta por cima e conquistou uma legião de ‘ovelhas negras’. Se tornou a mulher que mais vendeu discos no país e a grande poetisa da MPB”, declara a Mel Lisboa.


Como diz Rita no livro, seu grande gol é ter feito um monte de gente feliz. E Mel, no palco como Rita, leva a sério essa missão: todas as vezes em que interpreta Rita, as pessoas se comportam como se estivessem num show. Cantando junto, batendo palma e, não raras as vezes, correndo para dançar na frente do palco no “bis” do espetáculo. 



Rita Lee – Uma Autobiografia Musical mostra todas as facetas dessa grande cantora, compositora, multi-instrumentista, apresentadora, atriz, escritora e ativista dos direitos humanos e uma das maiores artistas brasileira.



Ficha Técnica: 


Roteiro e Pesquisa: Guilherme Samora. Texto: Márcio Macena. Direção Geral: Débora Dubois e Márcio Macena. Direção Musical: Marco França e Marcio Guimarães. Coreografia: Tainara Cerqueira. Assistente de Coreografia: Priscila Borges. Figurinista: Carol Lobato e Giu Foti. Iluminação: Wagner Pinto. Elenco: Mel Lisboa, Bruno Fraga, Fabiano Augusto, Carol Portes, Debora Reis, Flavia Strongolli, Yael Pecarovich, Antonio Vanfill, Gustavo Rezende e Roquildes Junior. Coordenação de Produção: Edinho Rodrigues. Realização: Brancalyone Produções.



SERVIÇO


Rita Lee – Uma Autobiografia Musical 


Estreou em 26 de abril de 2024.


Sextas e sábados, às 20h; Domingos, às 17h.



Ingressos esgotados.



Classificação: 12 anos.


Duração: 120 minutos.



TEATRO PORTO 


Al. Barão de Piracicaba, 740 – Campos Elíseos – São Paulo.


Telefone (11) 3366.8700


 


Capacidade: 508 lugares.


Acessibilidade: 10 lugares para cadeirantes e 5 cadeiras para obesos.


Estacionamento no local: Gratuito para clientes do Teatro Porto.


 


O Teatro Porto oferece a seus clientes uma van gratuita partindo da Estação da Luz em direção ao prédio do teatro. O local de partida é na saída da estação, na Rua José Paulino/Praça da Luz. No trajeto de volta, a circulação é de até 30 minutos após o término da apresentação. E possui estacionamento gratuito para clientes do teatro.


Siga o Teatro Porto nas redes sociais:

Facebook: facebook.com/teatroporto

Instagram: @teatroporto

quinta-feira, 27 de março de 2025

.: "Câncer com Ascendente em Virgem" estreia na Cineflix Cinemas de Santos

Inspirado em uma história real, o potente e emocionante "Câncer com Ascendente em Virgem" estreia nesta quinta, dia 27. Protagonizado por Suzana Pires, o filme conta a história de Clara, uma professora que vê sua vida virar de cabeça pra baixo após ser surpreendida com um diagnóstico de câncer de mama. Baseado na história de Clélia Bessa, produtora do filme e autora do livro “Estou com câncer, e daí?”, o longa tem direção de Rosane Svartman (“Desenrola” e “Pluft”) e grandes nomes no elenco como Marieta Severo, Nathália Costa e Fabiana Karla. Já separa o lencinho e vá para o cinema mais próximo! 

Sinopse: Clara é professora de matemática e faz o maior sucesso como influencer educacional em seu canal na internet. Bem-humorada, sarcástica e às vezes debochada, ela gosta de manter tudo sob controle, mas vai precisar aprender a lidar com a vulnerabilidade quando descobre que tem câncer de mama. Com coragem e resiliência, ela enfrenta dias ruins e outros melhores ao lado da família e de amigas leais. Enquanto luta pela cura, Clara tem a chance de celebrar a vida e de ressignificar seus relacionamentos.

Trailer


Assista no Cineflix mais perto de você
As principais estreias da semana e os melhores filmes em cartaz podem ser assistidos na rede Cineflix CinemasPara acompanhar as novidades da Cineflix mais perto de você, acesse a programação completa da sua cidade no app ou site a partir deste link. No litoral de São Paulo, as estreias dos filmes acontecem no Cineflix Santos, que fica no Miramar Shopping, à rua Euclides da Cunha, 21, no Gonzaga. Consulta de programação e compra de ingressos neste link: https://vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SANO Resenhando.com é parceiro da rede Cineflix Cinemas desde 2021.


Leia+ 

.: Crítica: "Ainda Estou Aqui" emociona com lado sombrio da história do Brasil

.: Resenha: 'Vitória" é filme-denúncia que transborda humanidade na protagonista

.: Crítica: “Christabel” em uma lista de 11 motivos para assistir

.: Crítica de "Depois A Louca Sou Eu": uma lista com dez motivos para assistir

.: Saudade, crítica e fé: tudo o que torna "O Auto da Compadecida 2" imperdível

.: Resenha crítica: "Derrapada" coloca skatista Samuca na pele de pai aos 17

.: Crítica: "MMA - Meu Melhor Amigo" mistura autismo e redenção

.: Crítica: "Chico Bento e a Goiabeira Maraviosa" é lindo nacional infantil

.: Resenha de “Bem Casados”, com Camila Morgado e Alexandre Borges

.: Crítica: "As Aventuras de Poliana - O Filme" é nacional juvenil agradável

.: Crítica: "Uma Carta Para Papai Noel", de belo visual, é indicado para família

.: Cineflix Cinemas estreia "Mário de Andrade, o turista aprendiz" e mais três

A unidade Cineflix Cinemas Santos, localizada no Miramar Shopping, bairro Gonzaga, estreia hoje quatro produções nas telonas: o drama, documentário "Mário de Andrade, o turista aprendiz", a comédia dramática "Câncer com Ascendente em Virgem", o drama francês "Quando chega o outono" e o romance, fantasia "Parthenope: Os Amores de Nápoles".

Seguem em cartaz a aventura "Branca de Neve", o suspense "Máfia e Poder", o drama nacional "Vitória", com Fernanda Montenegro e a ficção científica "Mickey 17"

Programe-se, confira detalhes  e compre os ingressos aqui: https://vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SAN. Você pode assistir as estreias com pipoca quentinha, doce ou salgada, tendo em mãos o balde colecionável de "Branca de Neve".


O Resenhando.com é parceiro da rede Cineflix Cinemas desde 2021. Para acompanhar as novidades da Cineflix mais perto de você, acesse a programação completa da sua cidade no app ou site a partir deste link. No litoral de São Paulo, as estreias dos filmes acontecem no Cineflix Santos, que fica no Miramar Shopping, à rua Euclides da Cunha, 21, no Gonzaga. Consulta de programação e compra de ingressos neste link: https://vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SAN.


Leia+

.: Resenha: "Branca de Neve" traz o colorido Disney para versão de clássico

.: Resenha: "O Bom Professor" expõe o privado em julgamento público

.: Resenha: 'Vitória" é filme-denúncia que transborda humanidade na protagonista

.: Resenha: "Mickey 17" trata as versões de si com tom de comédia e criticidade

.: Crítica: "Ainda Estou Aqui" emociona com lado sombrio da história do Brasil

.: Crítica: animação "Flow" é exercício de observação e aula de resiliência

.: Crítica: "Conclave" é excelente filme, mas fica devendo na originalidade

.: Crítica: "Anora" começa erótico, segue cômico e encerra dramático

quarta-feira, 26 de março de 2025

.: MASP apresenta exposição que reflete sobre acervo de artes da África


Obras de 17 culturas da África ocidental, entre estatuetas e máscaras, compõem a mostra, que convida os artistas biarritzzz e Cipriano a dialogarem com os legados e as transformações das culturas africanas no Brasil. Na imagem, "Iorubá", Nigéria, Máscara Geledé, sem data, doação Cecil Chow Robilotta e Manoel Roberto Robilotta. Foto: Eduardo Ortega

O MASP – Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand apresenta, de 28 de março a 3 de agosto, a exposição "Cinco Ensaios sobre o MASP –  Artes da África", no terceiro andar do Edifício Pietro Maria Bardi. A mostra reúne mais de 40 obras do acervo do museu, principalmente do século 20, oriundas da África ocidental. 

A curadoria de Amanda Carneiro, curadora, MASP, e Leandro Muniz, curador assistente, MASP, selecionou peças confeccionadas em madeira, principalmente aquelas ligadas ao corpo ou à sua representação. O conjunto abrange estatuetas de Exu e Xangô, objetos cotidianos, bonecas, tambores, mobiliário e máscaras usadas em festividades, rituais de iniciação, celebração ou funerais. Embora outras apresentações desse conjunto já tenham sido realizadas, esta é a primeira exposição que busca estabelecer uma leitura crítica e propositiva da coleção de arte africana do museu.

“A presença da arte africana no MASP foi moldada por momentos-chave ao longo da sua história, marcados pela realização de exposições e doações. O primeiro envolvimento notável do museu com a arte africana ocorreu em 1953, com a exposição Arte Negra, realizada seis anos após a abertura do MASP. Essa iniciativa foi uma das primeiras exposições de arte africana registradas em um museu brasileiro”, afirma Amanda Carneiro.

As obras provêm de 17 culturas distintas, oriundas principalmente da África ocidental, de grupos como Guro, Senufo e Baulê, da atual Costa do Marfim; Dogon e Bamana, do Mali; Mossi e Bobo, da Burkina Faso; Baga, da Guiné; Axante, de Gana; Guere-Wobe, da Libéria; Hemba, do Congo; Mumuye, Ibibio, Igbo e Iorubá, da Nigéria; além de uma peça Chokwe, da Angola.

“São produções muito diversas que trazem essa noção de ‘artes’ no plural para o título da exposição. Existem cerca de 500 culturas diferentes em toda a África, portanto, o que apresentamos é um recorte específico sobre a maneira como o MASP colecionou essas peças ao longo dos anos. Não se trata de uma mostra sobre uma identidade única continental”, afirma Leandro Muniz. 

Em diálogo com as peças históricas, os artistas brasileiros biarritzzz (Fortaleza, CE, 1994) e Cipriano (Petrópolis, RJ, 1981) abordam, em obras comissionadas para o museu, os legados e as transformações das tradições africanas na cultura brasileira. biarritzzz expõe três vídeos: colagens digitais de fragmentos das máscaras presentes na mostra, acompanhadas de frases que questionam sua presença em acervos de museus. A artista usa uma linguagem típica de redes sociais para transmitir ideias ou fazer críticas com humor, chamando esse recurso de “pedagogia do meme”. Já Cipriano apresenta duas pinturas abstratas que sobrepõem cantos de religiões afro-brasileiras ligadas às tradições banto, tronco linguístico da África central. Uma das obras faz referência ao tambor Chokwe, de Angola, incorporado em 2023 à coleção do MASP.

Concebida pelo escritório de arquitetura Gabriela de Matos, a expografia remete a dois materiais que foram fundamentais para o desenvolvimento tecnológico do continente africano: a terra, usada especialmente em arquiteturas milenares, e o ferro, cuja fundição data ao menos desde 500 a.C., ganhando importância central em diferentes culturas africanas. As estatuetas e as máscaras são apresentadas em totens cobertos por uma tinta semelhante à terra; já a estrutura tem uma base composta por metal e acrílico espelhado preto.

As obras estão organizadas em conjuntos que destacam a diversidade e a inventividade formal das produções e as relações temáticas entre diferentes culturas. Sem associações cronológicas e geográficas, a montagem incorpora as produções dos artistas contemporâneos.


Acervo
A maior parte da coleção de artes da África do MASP é composta por estatuetas e máscaras do século 20, integradas ao museu ainda nas primeiras décadas de sua formação. Desde 1953, seis anos após sua fundação, o museu realizou diversas exposições sobre este tema, como Arte Negra (1953), Arte Tradicional da Costa do Marfim (1973), Da senzala ao sobrado (1978), Arte contemporânea do Senegal (1981), Cultura Nigeriana (1987), África Negra (1988) e Do coração da África – Arte Iorubá (2014). 

Duas grandes doações foram fundamentais para a formação desse acervo: do Bank Boston, em 1998, e da coleção Robilotta, em 2012; ao longo do tempo também ocorreram incorporações pontuais. Para refletir sobre a história dessa coleção e das exposições sobre arte africana no MASP, um conjunto de documentos será apresentado em uma vitrine que registra essa trajetória.

"Artes da África", Renoir, Geometrias, Histórias do MASP e Isaac Julien: Lina Bo Bardi – um maravilhoso emaranhado integram os Cinco ensaios sobre o MASP, série de exposições pensadas a partir do acervo e da história do museu para inaugurar o novo Edifício Pietro Maria Bardi. 

Acessibilidade
Todas as exposições temporárias do MASP possuem recursos de acessibilidade, com entrada gratuita para pessoas com deficiência e seu acompanhante. São oferecidas visitas em Libras ou descritivas, além de textos e legendas em fonte ampliada e produções audiovisuais em linguagem fácil – com narração, legendagem e interpretação em Libras que descrevem e comentam os espaços e as obras. Os conteúdos, disponíveis no site e no canal do YouTube do museu, podem ser utilizados por pessoas com deficiência, públicos escolares, professores, pessoas não alfabetizadas e interessados em geral. 


Realização
Cinco ensaios sobre o MASP – Artes da África é realizada por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura e tem patrocínio master do Nubank.


Serviço
"Cinco Ensaios Sobre o MASP  – Artes da África"
Curadoria: Amanda Carneiro, curadora, MASP, e Leandro Muniz, curador assistente, MASP
3° andar
Edifício Pietro Maria Bardi
Visitação: 28.3 — 3.8.2025


MASP – Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand
Avenida Paulista, 1510 - Bela Vista / São Paulo
Telefone: (11) 3149-5959
Horários: terças grátis, das 10h às 20h (entrada até as 19h); quarta e quinta das 10h às 18h (entrada até as 17h); sexta das 10h às 21h (entrada gratuita das 18h às 20h30); sábado e domingo, das 10h às 18h (entrada até às 17h); fechado às segundas.
Agendamento on-line obrigatório pelo link masp.org.br/ingressos
Ingressos: R$ 75 (entrada); R$ 37 (meia-entrada)

Postagens mais antigas → Página inicial
Tecnologia do Blogger.