sexta-feira, 24 de abril de 2015

.: Toninho Vaz: palestra e autógrafos na biografia de Torquato Neto

A décima edição do Festival Literário de Poços de Caldas, mais conhecido como Flipoços, que acontece de 25 de abril a 3 de maio, terá a presença de um dos biógrafos mais importantes do país, o jornalista curitibano Toninho Vaz. Autor de "A Biografia de Torquato Neto", publicado pela editora Nossa Cultura, ele é um dos convidados oficiais do festival.

No domingo, dia 26 de abril, às 15h30, Toninho vai ministrar a Palestra Master “Vida e Obra: A Biografia Como Registro Histórico”. Após a apresentação, será realizada uma sessão de autógrafos do livro biográfico do poeta, jornalista e compositor piauiense Torquato Neto, que atuava na década de 60 como agente cultural e defensor de manifestações artísticas de vanguarda. A obra será vendida no estande da Colmed.

Serviço:
Palestra “Vida e Obra: A Biografia Como Registro Histórico” e sessão de autógrafos da obra "A Biografia de Torquato Neto"
Data: domingo, 26 de abril
Horário: 15h30
Local: Teatro da Urca – Espaço Cultural da Urca
Endereço: Praça Getúlio Vargas, s/n – Centro (Em frente ao Relógio Floral) – Poços de Caldas/MG


O livro
Torquato Pereira de Araújo Neto era um poeta sensível e inconformado, um polemista inteligente e corajoso e, uma das figuras mais carismáticas da sua geração. Do Piauí para o mundo. Do Piauí para a morte. O menino que saiu de Teresina para Salvador e passou por São Paulo, Londres, Paris e Rio de Janeiro. O herói romântico típico, fadado a morrer ainda jovem como James Dean, Jimi Hendrix, Janis Joplin ou Jim Morrison, faleceu aos 28 anos e por pouco não entrou para esta lista.

Contar a história de Torquato ficou por conta do jornalista curitibano Toninho Vaz, que sondou com acuidade e perspicácia a personalidade fascinante do poeta. “A decisão de fazer esta biografia – por paradoxal que seja – veio ao mundo no dia em que, surpreso, constatei que Torquato não tinha exatamente uma 'obra' literária ou poética”, explicou.

Publicação da editora Nossa Cultura, "A Biografia de Torquato Neto" oferece não só um retrato de corpo inteiro desse excepcional artista quando jovem, mas também uma visão justa do espírito libertário que animou toda uma geração. Alma de contestador, Torquato escapou por pouco do incêndio da sede da UNE (costumava dormir lá), durante o golpe de 1964; participou ao lado de Gil na passeata dos 100 mil, em 1968, no centro do Rio e foi um dos ideólogos da Tropicália. 

O designer do famoso movimento, Rogério Duarte, lembra. “Ele teve a coragem de brigar com as esquerdas, com o pessoal do Cinema Novo. Não era um homem de rebanho, ele só era fiel à revolução”, afirma.

A experiência de Torquato é típica, exemplar e, portanto, esclarecedora. Em consequência, esta é uma obra fundamental para o estudo dessa geração de artistas brasileiros, da segunda metade do século 20. "A Biografia de Torquato Neto" vem se juntar a "Os Últimos Dias de Paupéria", do próprio Torquato, "Verdade Tropical", de Caetano, e "Tropicaos", de Rogério Duarte como um dos documentos essenciais para a compreensão do que aconteceu com a geração em transe na sua juventude.

Ao longo das 408 páginas do livro, Toninho Vaz traça a cartografia do desejo, com foco na intensidade emocional do poeta. Esta biografia mostra a importância do poeta naquilo que Torquato Neto fez e disse – e não exatamente no que escreveu e/ou publicou.


Sobre o autor
Toninho Vaz, curitibano, 66 anos – 39 de Rio de Janeiro – jornalista há 44, desenvolveu uma sensibilidade especial para pesquisar temas da contracultura. Além de "A Biografia de Torquato Neto", publicou a biografia de Paulo Leminski ("O bandido que Sabia Latim", Record, 2001), e contou a história do "Solar da Fossa" (Casa da Palavra, 2011), uma “república” de artistas no Rio onde viveram, entre outros, Caetano, Gal Costa, Paulo Coelho, Tim Maia e Paulinho da Viola.
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