
Em janeiro de 2015
Confesso que desde a infância guardei as minhas bonecas preferidas. Antes de me casar, escutei diversas vezes da minha mãe:
- Você precisa encontrar alguém para dar estas bonecas.
No entanto, a minha resposta era a mesma, além de firme e forte:
- Não! Todas as que eu tinha que dar, já dei.
Na época de namoro, maridão, após me presentear com tantos CDs e DVDs passou a me dar uma Barbie aqui e outra acolá. Assim, as velhinhas ganhavam novas amigas e enfeitavam o meu móvel do computador.
Nunca havia me classificado como colecionadora. Contudo, o falecido Orkut foi a rede social que me inseriu neste meio. Assim, passei a assumir que era colecionadora.
Surpreendentemente, fui muito bem recebida por aqueles que curtiam as pequenas. Contudo, nada é perfeito. Ali, alguns já me viram como a chance de completar a própria coleção, sem nem mesmo questionar o verdadeiro motivo de que eu tivesse mantido tais bonecas, até então.
Não desisti, embora tenha acumulado chateações e até cheguei a me indispor com outros colecionadores, justamente por não cumprir suas vontades. A verdade é que para agradar estes poucos era preciso de que eu me desfizesse das bonecas ou acessórios delas... Obviamente, não o fiz.

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* Mary Ellen é editora do site cultural www.resenhando.com. É jornalista, professora e roteirista. Twitter: @maryellenfsm
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