quarta-feira, 13 de maio de 2026

.: Crítica: "Charuto de Mel" é fuga de aprisionamento feminino nos anos 90

"Charuto de Mel" pode ser assistido no site e aplicativo Reserva IMOVISION

Por: Mary Ellen Farias dos Santos, editora do Resenhando.com

Em maio de 2026


O longa dramático focado em comportamento"Charuto de Mel"dirigido por Kamir Aïnouz, mergulha na naturalização imposta pelo patriarcado, o que, fatalmente, esbarra na falta de liberdade sexual. Assim, os dilemas da jovem Selma (Zoé Adjani), crescem tal qual uma bola de neve, uma vez que ela está numa família argelina tradicional que vive na França dos anos 90. Rebelde para transgredir algumas normas impostas, Selma, metade argelina e outra metade francesa, luta pela liberdade, o que acaba refletindo no modo de a obediente mãe (Amira Casar) tomar decisões, inclusive.

Disponível no site e aplicativo Reserva IMOVISION, a produção de 2020 exibida no Festival de Veneza e na Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, permeia tabus de sexualidade e regras patriarcais quando a paixão juvenil entra em pauta. É ao se apaixonar pelo também estudante Julien que brota em Selma a necessidade de transgressão, o que ganha contornos notáveis aos pais.

Na tentativa de encaminhar a filha para um possível casamento com um conhecido e de família endinheirada, os pais a jogam para experimentar o pior de uma vida feminina. Contudo, Selma mantém em silêncio as dores de ser mulher, enquanto amadurece e busca independência. Focando no amadurecimento e comportamento, sem floreios e encantamentos, no excelente  "Charuto de Mel", a história de vida Selma revela aproximação, em certos pontos, com a de qualquer outra mulher. Imperdível!


Assine a Reserva Imovision, streaming com qualidade e inteligência
A equipe do Resenhando.com acompanha os filmes por meio da plataforma de streaming Reserva Imovision, dedicada ao cinema independente e autoral. Para acessar o catálogo completo, conferir novidades e realizar sua assinatura, o aplicativo da plataforma ou o visite o site oficial neste link. A Reserva Imovision reúne filmes e séries cuidadosamente selecionados, ampliando o acesso a obras que valorizam a diversidade cultural, a reflexão e experiências cinematográficas diferenciadas.

"Charuto de Mel" (Cigare au miel). Gênero: DramaDireção: Kamir Aïnouz. Roteiro: Kamir AïnouzDuração: 1h 40 minutos. Classificação Indicativa: 16 anos (Violência, Conteúdo Sexual, Drogas Lícitas). Distribuição: Imovision. Elenco: Zoé Adjani (Selma)Amira CasarLyès SalemLouis PeresIdir Chender. Sinopse:  história narra a trajetória de Selma, uma jovem argelina de 17 anos que, ao se apaixonar e explorar sua sexualidade, enfrenta as rígidas regras patriarcais de sua família e o crescente fundamentalismo em seu país, buscando sua liberdade.

Trailer de "Charuto de Mel"



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terça-feira, 12 de maio de 2026

.: Estopô Balaio estreia “Reset América Latina” no Sesc Belenzinho


Inédito, o trabalho transforma um cruzeiro de luxo em alegoria da formação latino-americana. A montagem investiga colonialidade, identidade e pertencimento a partir da metáfora da travessia. Foto: Cassandra Mello

O Coletivo Estopô Balaio estreia no dia 14 de maio, no Sesc Belenzinho, o espetáculo "Reset América Latina, terceiro e último trabalho da Trilogia da Amnésia, iniciada com Reset Nordeste (2020) e seguida por Reset Brasil (2023). A temporada segue até 28 de junho, com sessões de sexta à domingo. Premiado ao Shell na categoria Inovação por “A Cidade dos Rios Invisíveis” em 2020, conhecido por suas criações em ruas, praças e trens da CPTM, o grupo da zona leste de São Paulo realiza, agora, um movimento inédito: ocupar um espaço fechado. Entre os nove espetáculos de sua trajetória, apenas um havia sido concebido para palco. A decisão marca uma inflexão estética e estratégica na história do coletivo.

“Estamos trocando de pele em todos os sentidos”, afirma a diretora e atriz Ana Carolina Marinho. “A trilogia é um mergulho para dentro. Investigamos o que esquecemos de lembrar quando inventamos identidades que nos homogeneizam. O nordestino, o brasileiro e agora o latino-americano são construções que encobrem camadas étnicas, raciais e territoriais muito mais complexas”.

A mudança de linguagem dialoga também com o contexto das políticas culturais atuais. Diante de dificuldades crescentes de circulação e financiamento para trabalhos itinerantes, o grupo opta por experimentar um formato que dialogue com os mecanismos institucionais vigentes, sem abrir mão de sua perspectiva crítica. Ao mesmo tempo, o coletivo prepara a inauguração de sua nova sede no Jardim Romano, também na zona leste, instalada em um antigo salão religioso que está sendo transformado em teatro. A abertura está prevista para julho, logo após o encerramento da temporada no Sesc.


Um cruzeiro chamado “Sangue Latino”
Em cena, Reset América Latina se inicia dentro de um cruzeiro de luxo - metáfora do próprio teatro. Um “não-lugar” em águas internacionais, onde passageiros embarcam para viver uma experiência de consumo cultural e identitário.

O primeiro ato assume a forma de um musical: canções populares do imaginário brasileiro conduzem um espetáculo que revisita simbolicamente as grandes navegações e o projeto colonial. Aos poucos, surgem fissuras. Conflitos de classe, raça e pertencimento atravessam dois núcleos de personagens: um casal em ascensão social e um grupo de amigos que ganha uma viagem premiada.

“O cruzeiro atravessa o Atlântico como uma espiral do tempo”, explica o dramaturgo e ator Juão Nyn. “Caravelas, navios negreiros - tudo ecoa nesse percurso. A ideia é questionar essas identidades criadas pelos invasores da terra e perguntar: o que somos antes de sermos latino-americanos?”

No segundo ato, o espetáculo desloca o olhar para os bastidores da embarcação - cozinha, limpeza e maquinário. Trabalhadores exaustos, ainda que financeiramente recompensados, confrontam a sensação de esvaziamento e saque simbólico. Uma disputa em torno de um prato - a “língua” servida aos passageiros - torna-se alegoria da violência histórica sobre território, cultura e linguagem.

Já o terceiro momento rompe com a narrativa realista e avança para uma dimensão imagética e pós-dramática. A figura da cobra - demonizada na tradição cristã e reverenciada em diversas cosmologias indígenas - torna-se eixo simbólico da transformação. Trocar de pele, aqui, é abandonar camadas coloniais para acessar outras temporalidades e cosmovisões.


Ancestralidade crítica
A Trilogia da Amnésia parte da provocação: o que apagamos quando adotamos identidades nacionais ou regionais como essência? Se o conceito de Nordeste tem menos de um século e o de América Latina nasce de projetos coloniais, que histórias anteriores ficam soterradas?

O grupo propõe o que chama de “ancestralidade crítica”: reconhecer que toda identidade é atravessada por disputas e que honrar o passado pode implicar também trair legados violentos. A discussão inclui a branquitude latino-americana e suas estratégias de pertencimento simbólico, tensionando a ideia de uma experiência homogênea no continente.


Elenco e criação coletiva
Pela primeira vez, o Estopô inicia um processo tendo todo o elenco fixo do grupo em cena — Ana Carolina Marinho, Juão Nyn, Dandara Azevedo, Kelly Andrade e Dunstin Farias — acompanhados por quatro intérpretes convidados. Integrantes que não atuam assumem funções de produção, figurino e secretariado.

A dramaturgia é assinada por Lara Duarte, com colaboração do coletivo, assistência de direção de Bárbara Freitas e Direção de Eliana Monteiro. A preparação vocal, corporal e direção de movimentos é de Dudu Galvão e produção de Wemerson Nunes. A identidade visual do espetáculo incorpora desenhos produzidos por crianças do Jardim Romano em oficina artística, reforçando o diálogo territorial que marca a trajetória do coletivo. Montado com recursos do ProAC, Reset América Latina tem previsão de 30 apresentações públicas.

Sinopse
O cruzeiro Sangue Latino, um empreendimento de luxo que promete conduzir seus passageiros por uma travessia festiva e musical pelo imaginário Latino Americano, enfrenta uma pane silenciosa por causa de uma maraca na tubulação. A partir desse curto-circuito, diferentes núcleos entram em choque, reunindo cozinha, maquinário, limpeza, saguão e passageiros, e revelando as fissuras que sustentam esse projeto colonial. A narrativa passa a assumir contornos cada vez mais absurdos e melodramáticos, tensionando privilégios, expectativas e os limites da empatia. À medida que identidades se confundem e papéis sociais se deslocam, o espetáculo expõe como os projetos coloniais seguem operando no presente, ao mesmo tempo em que sugere a existência de um plano em curso, uma estratégia em movimento, uma possibilidade de levante indígena.

Marcando a segunda experiência do coletivo na caixa cênica, Reset América Latina desloca para o espaço fechado do teatro uma pesquisa antes realizada em diálogo direto com a cidade, e se pergunta como trazer o território para dentro do cruzeiro, convidando o público a embarcar em uma viagem satírica sobre o que constitui a identidade Latino Americana.


Ficha técnica
Espetáculo "Reset América Latina"
Direção geral: Eliana Monteiro
Diretora assistente: Bárbara Freitas
Idealização e criação: Coletivo Estopô Balaio
Dramaturgia: Lara Duarte com colaboração do Coletivo Estopô Balaio
Textos: Ana Carolina Marinho, Bárbara Freitas, Eliana Monteiro, Dandara Azevedo, Dunstin Farias, Juão Nyn, Keli Andrade, Lara Duarte, Wescritor
Direção de movimentos e preparador corporal: Dudu Galvão
Direção e produção musical: Dani Nega
Criação musical: Coletivo Estopô Balaio e Dani Nega
Produção musical - Show de abertura: Dani Nega e Pipo Pegoraro
Canções originais: elenco
Arranjos de voz: Dudu Galvão
Elenco Estopô Balaio: Ana Carolina Marinho, Dandara Azevedo, Dunstin Farias, Keli Andrade, Juão Nyn
Elenco convidado: Adyel Kariú Kariri, Hayla Cavalcanti, Potira Marinho, Wescritor
Desenho de luz: Guilherme Bonfanti
Operação de luz: Yasmin Ebere
Operação e design de som: André Papi
Videografia: Bianca Turner
Operação de vídeo mapping: Julia Ro, Laura Do Lago E Bianca Turner
Concepção de cenografia: Eliana Monteiro
Assistente de cenografia E Desenho Técnico: José Fernando Bicudo
Cenotécnico: Zé Valdir
Criação e concepção de figurinos: Mara Carvalho
Confecção, Modelagem e costura: Silvana Carvalho
Adereços: Rafa Giz e Zé Valdir
Identidade visual: Daniel Torres
Contrarregras: Lisa Ferreira, Muri Palma, Mauro José e Rafael Alcantara
Montadores: Mauro José, Rafael Alcantara
Assessoria de imprensa: Márcia Marques - Canal Aberto
Secretaria: Lisa Ferreira
Mídias sociais: Jorge Ferreira
Fotografia e câmera: Cassandra Mello
Direção de produção: Wemerson Nunes
Assistente de produção: Muri Palma
Produção : Wn Produções e Bela Filmes Produções
Realização: Coletivo Estopô Balaio e Sesc São Paulo
Acessibilidade: Libras e Audiodescrição (Consulte Datas)
Agradecimentos: Teatro de Contêiner Mungunzá (Cia Mungunzá), Cia Antropofágica (Teatro Pyndorama), Cia Livre (Casa Livre), Cooperativa Paulista de Teatro, Casa Faroffa, Galpão do Folias, Complexo Funarte, Teatro Flávio Império, SP Escola de Teatro, Teatro da Vertigem e aos moradores do Jardim Romano.

Serviço
Espetáculo "Reset América Latina"
Data: 14 de maio a 28 de junho, às sextas e aos sábados, às 20h30, e, aos domingos, às 17h30
Estreia 14 de maio, quinta-feira às 20h30.
Sessões especiais nos dias 16 e 17 de maio, durante a Semana S: retirada de ingressos dia 15/5 a partir das 14h online. Gratuito
Sessões especiais nos dias 23 e 24 de maio, durante a Virada Cultural retirada de ingressos um dia antes a partir das 15h online. Gratuito
Acessibilidade
Interpretação em Libras nos dias: 24/05, 29/05, 06/06, 14/06, 20/06 e 28/06.
Audiodescrição nos dias: 07/06, 12/06 e 21/06.
Local: Sesc Belenzinho - R. Padre Adelino, 1000 - Belenzinho, São Paulo, SP
Ingressos: R$60,00 (inteira); R$30,00 (meia-entrada); R$18,00 (Credencial Plena).
Vendas no portal sescsp.org.br e nas bilheterias das unidades Sesc.
Local: Sala de Espetáculos I (130 lugares). Duração: 120 min. Classificação: A partir de 12 anos.


Sesc Belenzinho
Rua Padre Adelino, 1000. Belenzinho – São Paulo (SP)
Telefone: (11) 2076-9700 | sescsp.org.br/Belenzinho
Estacionamento: De terça a sábado, das 9h às 21h. Domingos e feriados, das 9h às 18h. 
Valores: Credenciados plenos do Sesc: R$8,00 a primeira hora e R$3,00 por hora adicional. Não credenciados no Sesc: R$17,00 a primeira hora e R$4,00 por hora adicional.
Transporte Público: Metrô Belém (550m) | Estação Tatuapé (1400m)

.: Mãe e filha, Lúcia Helena e Isabella Galvão ensinam 5 atitudes essenciais


Lúcia Helena e Isabella Galvão propõem caminho para sustentar uma existência com sentido. Foto: divulgação/Hanoi Editora


Existe uma diferença importante entre passar pela vida e, de fato, vivê-la. E justamente agora, em que quase tudo se torna descartável, inclusive ideias, relações e valores, reaprender a pensar se torna essencial. Não no sentido acadêmico ou distante, mas naquilo que toca diretamente a experiência: como lidamos com o outro, com as frustrações, com o tempo e, principalmente, com nós mesmos.  

No livro "Filosofia com Aroma de Café - Reflexões de Mãe e Filha", publicado pela Hanoi Editora, Lúcia Helena Galvão e Isabella Galvão partem dessa provocação para mostrar que a filosofia não é um exercício abstrato, mas uma prática cotidiana. Ao observar a vida com mais atenção, elas propõem um caminho de consciência que não afasta o indivíduo do mundo, mas o reinsere nele com mais lucidez, profundidade e responsabilidade.

As autoras propõem algo simples, mas exigente: viver com presença e responsabilidade sobre si mesmo. Como em uma boa conversa, mãe e filha instigam o leitor a sustentar perguntas que, com o tempo, transformam não apenas os pensamentos, mas a própria existência.  Compre o livro "Filosofia com Aroma de Café - Reflexões de Mãe e Filha", de Lúcia Helena e Isabela Galvão, neste link. Confira cinco ideias do livro que funcionam como pontos de inflexão, sugerindo mudanças sutis de perspectiva que, ao longo do tempo, transformam a forma de viver:


1. Não basta acreditar, é preciso reconhecer a verdade em si
Repetir ideias não é o mesmo que compreendê-las. O livro propõe uma virada importante: sair do campo das crenças e caminhar em direção à experiência direta. Quando algo é verdadeiro, ele não se sustenta apenas como discurso, mas se impõe como evidência interna.


2. Viver é sustentar o equilíbrio entre o concreto e o ideal
A vida não se resolve somente na prática ou só no discurso elevado. Existe um exercício constante de equilíbrio entre o que fazemos todos os dias e os valores que escolhemos sustentar. Ser coerente entre esses dois planos é o que dá direção à existência. 


3. A crise pode ser sinal de crescimento, não de fracasso
Nem toda ruptura indica erro. Muitas vezes, ela marca o fim de uma etapa que já não comporta mais quem você se tornou. Encarar a crise como um movimento de ampliação, e não de perda, transforma a relação com o desconforto e com a mudança. 


4. O ser humano se constrói nas relações
A ideia de autonomia absoluta é, em grande parte, uma ilusão. Somos definidos pelos vínculos que criamos, pela capacidade de sair do próprio eixo e considerar o outro. É nesse movimento que a vida ganha densidade, sentido e permanência. 


5. Autoconhecimento exige prática, não apenas intenção
Olhar para dentro não é um evento pontual, mas um exercício contínuo. Questionar motivações, rever atitudes e distinguir o que é essência do que é máscara são processos que exigem disciplina. É nesse trabalho silencioso que se constrói uma vida mais consciente.

.: Teatro: "Frágil" leva ao palco relatos reais sobre ausência paterna


Montagem luso-brasileira dirigida por Diana Herzog integra a Miacena e faz três apresentações gratuitas no Teatro Arthur Azevedo. Foto: Flávia Montenegro


Tema delicado, mas de natureza universal, e que recentemente virou lei no Brasil - punindo o abandono afetivo -, a ausência paterna ganha a cena em "Frágil", espetáculo protagonizado por Inês Oneto, com direção de Diana Herzog. A montagem parte de relatos reais para investigar as marcas que essa falta deixa na vida das pessoas, construindo uma narrativa sensível que mistura depoimentos, memória e criação cênica. A produção luso-brasileira faz únicas apresentações dias 15, 16 e 17 de maio, no Teatro Arthur Azevedo – Sala Multiuso. 

Em parceria com a Miacena - Mostra Internacional de Artes Cênicas para Espaços Não Convencionais, os produtores Dani Angelotti e André Acioli, junto à Mescla Associações e Inês Oneto, trazem a estreia do espetáculo no Brasil, viabilizada pelo programa de apoio à internacionalização da Dgartes através do Ministério, Cultura Juventude e Desporto e com o apoio da Secretaria de Cultura da cidade de São Paulo.

O texto foi escrito por Herzog e Rafaela AmoDeo (também diretora de movimento), e contém relatos de entrevistas e depoimentos coletados durante a pesquisa. A peça utiliza a técnica do teatro verbatim - em que a atriz reproduz, em tempo real, áudios de testemunhos ouvidos por fones - criando um jogo entre escuta e presença. O resultado é um solo que se desdobra em múltiplas vozes, atravessado por emoções como afeto, abandono, raiva e esperança. 

"A escolha pelo verbatim veio da necessidade da Inês de contar outras histórias além da dela. Ao tentar falar de si, a fragilidade do tema a leva a atravessar relatos de outras mulheres, que ecoam afetivamente - são, no fundo, histórias de filhas marcadas pela ausência paterna. O recurso busca preservar ao máximo a fala original, com o cuidado de repetir intenção e palavras com fidelidade. Assim, essas vozes costuram a dramaturgia e fazem emergir múltiplas presenças em cena, mesmo em um solo. É autoficção, mas também teatro documental”, afirma a diretora Diana Herzog.

"Frágil" nasce de uma investigação artística que envolveu diferentes públicos e especialistas, ampliando o olhar sobre o impacto da ausência paterna. Em cena, o vazio se transforma em matéria dramatúrgica: uma falta que ocupa espaços, atravessa silêncios e molda trajetórias. Assumir o solo marcou uma virada para a atriz. “Foi um salto grande, pessoal e artístico. O projeto nasceu para três atores, mas em algum momento entendi que precisava ser um solo, mesmo sendo o meu primeiro. Parte de um lugar íntimo, mas rapidamente percebi que a ausência paterna atravessa muitas vidas. Tornou-se urgente falar sobre isso: não normalizar, não romantizar, não desculpar”, conta Inês Oneto. 

A atriz também destaca a escuta como eixo da criação: “Colocar-me como mediadora dessas vozes foi, acima de tudo, um exercício de escuta. Cada história é única, mas partilha muitos pontos de contato. Em cena, trago essas experiências sem as representar literalmente, abrindo espaço para fragilidade, humor, raiva e ternura. No solo, estamos expostos, mas também livres. O que procuro é criar uma ponte com o público — um espaço de encontro onde cada um possa reconhecer algo de si e olhar para o que muitas vezes fica por dizer”. A equipe criativa reúne ainda Clívia Cohen (direção de arte), Renato Machado (desenho de luz) e Rui Pinho Aires (direção musical), compondo uma encenação que valoriza a presença da atriz e a força dos relatos. Mais do que um espetáculo sobre ausência, "Frágil" propõe um espaço de identificação e reflexão, onde histórias individuais revelam uma experiência compartilhada.

No final da sessão, o público é convidado a integrar o objeto artístico criado em cena, assumindo um papel de cocriação. A cada participação, a obra se transforma e passa a carregar a marca de quem esteve ali, tornando-se um testemunho coletivo. Nenhuma sessão se repete: cada intervenção gera uma composição única, atravessada pela memória e pela presença do público.


Ficha técnica
Espetáculo "Frágil"
Direção: Diana Herzog. Dramaturgia: Diana Herzog e Rafaela AmoDeo. Elenco: Inês Oneto. Direção de Movimento: Diana Herzog e Rafaela AmoDeo. Concepção Cênica e Figurinos: Clívia Cohen. Desenho Musical: Rui Pinho Aires. Desenho de Luz: Renato Machado. Imagem Gráfica: Inês Oneto e Sofia Calvário.Assistente de Produção: Helena Veloso. Produção BR: Cubo Produções. Direção de Produção BR: Dani Angelotti e André Acioli. Realização: Inês Oneto, Mescla Associados e Miacena Conexões. Espetáculo apoiado pela República Portuguesa/DGArtes. Instagram @fragil_peca / @diana.herzog / @rafaelaamodeo / @inesoneto


Serviço
Espetáculo "Frágil" 
Dias 15, 16 e 17 de maio de 2026 - Sexta e sábado, às 21h; domingo, às 18h00.
Teatro Arthur Azevedo – Sala Multiuso
 Av. Paes de Barros, 955, Alto da Mooca, São Paulo
Duração: 60 minutos + 30 minutos de interação
Classificação: 12 anos
Ingressos: gratuitos

.: "A Linha Solar" encerra temporada no CCBB SP e faz três sessões gratuitas


Obra aborda a dificuldade de comunicação na sociedade contemporânea e tem atuação de Carol Gonzalez e Chico Carvalho. Foto: João Maria


A peça teatral "A Linha Solar", do autor russo Ivan Viripaev, realiza suas últimas apresentações no CCBB São Paulo, e encerra sua primeira temporada no dia 17 de maio de 2026. Em seguida, se apresenta gratuitamente no Instituto Pombas Urbanas, nos dias 19, 20 e 21 de maio, às 19h30, totalizando 21 apresentações (veja programação completa abaixo). Com direção de Marcelo Lazzaratto e idealizada pela atriz Carol Gonzalez - que divide a cena com Chico Carvalho -, a montagem marca a primeira encenação do texto no Brasil e é ambientada em uma madrugada de conflito entre o casal Barbara e Werner. 

Permanecer juntos ou se separar parece impossível para eles. Com esse argumento, a peça revela, com humor e crueldade, as falhas de comunicação que atravessam relações íntimas e coletivas. O texto, apesar de denso, utiliza muito humor e provocação. Em cena, o trabalho retrata o individualismo e, ao mesmo tempo, a luta pelo amor, em que duas pessoas tentam desesperadamente se comunicar. De acordo com Gonzalez, é quase uma “sessão de terapia sobre o tema ser feliz com sua mulher, seu marido, seu parceiro e com o mundo”.   

“No primeiro momento, o espetáculo parece apostar em uma estética e em uma linguagem realista. No entanto, quanto mais a peça progride, percebemos que Viripaev flerta com o teatro do absurdo e o surrealismo”, afirma Carol. Para o diretor, o autor faz um verdadeiro mergulho na complexidade humana e traduz em palavras situações comuns para os casais. Publicada em 2018, a peça destaca-se por dar voz a questões existenciais, mas também mostra problemas de comunicação usando o exemplo de uma família. 


Sinopse
Às cinco da manhã, numa cozinha, o casal Barbara e Werner está à beira da separação, da exaustão, da incompreensão de tudo. Impossível separar-se, impossível permanecer juntos. Apesar das feridas, do cansaço e do desgosto, eles tentam e agarram-se ao desejo de se explicarem até ao fim. Viripaev nos apresenta uma magnífica parábola sobre o amor.


Ficha técnica
Espetáculo "A Linha Solar"
Texto: Ivan Viripaev
Direção Geral: Marcelo Lazzaratto
Elenco: Carol Gonzalez e Chico Carvalho
Tradução: Elena Vássina e Aimar Labaki
Iluminação: Marcelo Lazzaratto
Direção de Arte, cenografia e figurino: Simone Mina
Trilha Sonora Original e Sonoplastia: Eddu Ferreira
Assistência de Direção: Marina Vieira
Assistência de Figurino e Arte: Grazi Cavalcanti
Assistência de Cenografia: Vinicius Cardoso
Operação de Luz: Rodrigo Palmieri e Leor Carmona
Operação de Som: Eddu Ferreira e André Lucio
Contrarregragem: Daniel Sousa
Cenotécnico: Wanderlei Wagner e Fernando Zimolo
Captação e edição de vídeos: Ícaro Bueno / Icarus Filmes
Fotografia: Bob Sousa
Maquiagem (sessão de fotos): Amanda Mantovani
Identidade Visual: Comunica.Ações - Kleber Góes
Mídias Digitais: CANNAL Mídias Digitais
Assessoria de Imprensa: Canal Aberto - Márcia Marques, Daniele Valério e Flávia Fontes
Interpretação em Libras: Sabrina Caíres e Karina Nonato
Transcrição de impressão em Braile: Escreve Brasil
Equipe de produção: Laís Machado e Pedro de Freitas
Produção Executiva: Périplo Produções
Idealização e Direção de Produção: Carol Gonzalez
Realização: Sangiorgi e Gonzalez Produções
Projeto contemplado no edital Fomento CULTsp - PNAB nº 22/2024 - Produção e temporada de espetáculo de teatro inédito da Secretaria da Cultura, Economia e Indústrias Criativas do Governo do Estado de São Paulo.


Serviço
Espetáculo "A Linha Solar"
Duração: 70 minutos | Classificação: 16 anos
Local: Centro Cultural Banco do Brasil – São Paulo
Endereço: Rua Álvares Penteado, 112 – Centro Histórico – SP
Data: Até 17/05/2026 - de quinta a segunda
Quintas, sextas e segundas, às 19h e sábados, domingos e feriado, às 18h.
Sessões com intérpretes de LIBRAS e ações de inclusão: dia 10 de maio, às 18h
Ingressos: R$30,00 (inteira) | R$15,00 (meia entrada), disponíveis bb.com.br/cultura e na bilheteria do CCBB São Paulo. Os ingressos são liberados na sexta-feira da semana anterior de cada semana às 12h.
Capacidade: 120 lugares
Atividades formativas - Oficina de Produção Teatral | dias 13 de maio, das 15h00 às 18h00, e 14 de maio, das 15h00 às 17h00 - CCBB SP - Auditório
Local: Instituto Cultural Pombas Urbanas
Endereço: Av. dos Metalúrgicos, 2100 - bairro Cidade Tiradentes, São Paulo 
Data: Dias 19, 20 e 21 de maio de 2026,  às 19h30
Ingressos: Gratuitos | Capacidade: 140 lugares 

.: Cinco curiosidades mostram que “O Diabo Veste Prada 2” está mais afiado


Por
Helder Moraes Miranda, jornalista e crítico de cultura, editor do portal Resenhando.com.

Se tem um salto alto que atravessa décadas sem perder o equilíbrio, ele atende pelo nome de "O Diabo Veste Prada". E agora, quase 20 anos depois, ele volta a ecoar pelos corredores - ainda mais largos - da Runway. Com Meryl Streep, Anne Hathaway, Emily Blunt e Stanley Tucci de volta ao jogo, "O Diabo Veste Prada 2", em cartaz nos cinemas, entrega mais do que figurinos impecáveis: aquele prazer quase culposo de revisitar um clássico que nunca saiu de moda - só estava aguardando a estação certa para reaparecer. A seguir, listamos cinco curiosidades que fazem essa sequência parecer menos um retorno e mais um reencontro com velhos conhecidos - daqueles que a gente jura que superou, mas continua stalkeando com carinho.

1. A sequência que ninguém quis... até querer muito
Diferente de tantas continuações que nascem por insistência de bilheteria, aqui o impulso foi outro: recusa. Logo após o sucesso de 2006, a equipe preferiu deixar a história em paz, intacta, como um bom vestido que não precisa de ajustes. Foi o tempo que mudou tudo. Duas décadas depois, com o jornalismo impresso em crise e o mundo digital ditando novas regras, a pergunta deixou de ser “por que voltar?” e passou a ser “como elas sobreviveram a isso?”. E, convenhamos, imaginar Miranda Priestly lidando com algoritmos já vale o ingresso.


2. A melhor cena (segundo Anne Hathaway) não tem Anne Hathaway
Nem sempre o auge de uma experiência é protagonizado por quem conta a história. A própria Anne Hathaway confessa que sua cena favorita envolve apenas - “apenas” - Meryl Streep desfilando como Miranda Priestly na Galleria Vittorio Emanuele II. A atriz pediu para assistir à gravação como quem invade discretamente um desfile privado e saiu de lá com a certeza de ter presenciado um daqueles momentos raros em que cinema, cenário e presença se alinham sem esforço. Não é pouca coisa.


3. Figurino: mais é mais (e muito mais)
Se no primeiro filme a moda já era personagem, aqui ela assume o protagonismo sem pedir licença. A figurinista Molly Rogers apostou em uma estética que mistura tempo e trajetória: Andy Sachs agora veste a experiência, combinando peças novas com achados vintage, enquanto Miranda permanece… Miranda. No placar final: mais de 45 looks para Hathaway e quase 30 para Streep - alguns criados exclusivamente para o filme. Porque, afinal, ninguém entra na Runway repetindo roupa. Nem depois de 20 anos.


4. Quando o figurino vem da farmácia
Há um certo prazer em descobrir que, por trás de toda sofisticação, existe acaso e até improviso. Em meio à busca por acessórios à altura de Miranda, quem resolveu o impasse foi a própria Meryl Streep, surgindo com um par de brincos de argola comprado… numa farmácia. Perfeitos. Discretos, mas não demais. Elegantes, mas sem competir com a peruca icônica. O detalhe? Era o único par. E a equipe passou as filmagens tratando aquelas argolas como se fossem joias da coroa.


5. Um escritório à altura do ego (e da história)
Se o mundo cresceu, a Runway não ficaria para trás. O novo escritório de Miranda Priestly foi reconstruído do zero e multiplicado por oito. Inspirado em redações reais como a da "Vogue", o espaço aposta em mesas longas e uma atmosfera que mistura imponência e tensão. É o tipo de lugar onde uma frase sussurrada pode soar mais ameaçadora que um grito. No fim das contas, "O Diabo Veste Prada 2" parece entender algo essencial: certos universos não envelhecem - só acumulam camadas. E, entre crises editoriais, figurinos impecáveis e silêncios cortantes, talvez a pergunta mais interessante não seja o que mudou, mas o que continua exatamente igual.

"O Diabo Veste Prada 2" - Trailer legendado


.: Warner Bros. Pictures realiza diversas ações na divulgação de "Mortal Kombat"


A Warner Bros. Pictures apostou na presença no cotidiano dos brasileiros para promover o lançamento do filme "Mortal Kombat 2", em cartaz nos cinemas brasileiros. Com ativações em espaços urbanos de grande circulação, eventos imersivos e parcerias estratégicas, a campanha buscou traduzir os temas centrais do longa, como ação, nostalgia e a intensidade dos combates, para diferentes contextos culturais e de consumo. 

Potencializando a narrativa de ação e cultura pop, o estúdio apostou em experiências imersivas. Em parceria com a Reebok, o estúdio convidou influenciadores como Ismeiow, Priscila Moroni, Eagle, Aline Diniz, Fábio Gomes, Beleleca Thaina Natani, Luan Ribeiro, Hades Plays e Kaká Vieira a mergulharem no universo do filme com uma aula de lutas marciais especial na Reebok Sports Club do Shopping Cidade Jardim.

Seguindo o tom de combate, o estúdio levou uma ativação à praça da Liberdade, em São Paulo, no dia 2 de maio. Em parceria com o Instituto Chaolin e com o Metrô de São Paulo, a ação pública ofereceu aulas de Kung Fu e Tai Chi, apresentação de dragões e uma estação de jogos com games icônicos da franquia disponíveis para o público competir. A iniciativa conectou o espírito do filme à rotina de quem passava pelo local, gerando grande visibilidade. 

Para os fãs, a Warner Bros. Pictures promoveu um grande Fan Event no Cine Marquise, reunindo mais de 300 pessoas entre admiradores da franquia, cosplayers e criadores de conteúdo. O espaço contou com experiências interativas como estações de jogos e cenários para fotos exclusivas. Ainda no pilar de experiência, o estúdio ofereceu uma exibição especial antecipada para Whindersson Nunes, um dos maiores nomes da internet brasileira e fã da franquia "Mortal Kombat", e convidados,   

Para conectar ainda mais o filme ao ecossistema dos games, a campanha marcou forte presença na gamescom latam 2026. No sábado, 2 de maio, o Palco Journey foi espaço para um painel comandado pelos hosts Ana Xisdê e Rodrigo Coelho. O encontro reuniu o caster de eSports Victor “Buiu”, o dublador Marcelo Salsicha, voz do icônico Johnny Cage, e o diretor de dublagem Diego Lima, que compartilharam com o público as expectativas e novidades do aguardado retorno dos campeões do Plano Terreno aos cinemas. Além do painel, o estúdio também marcou presença no espaço da TCL, um dos maiores estandes do evento. Através de uma ativação exclusiva, as pessoas puderam tirar fotos em um cenário imersivo do filme, e jogar os games da franquia. 

A campanha também marcou presença no ramo alimentício, com duas parcerias estratégicas. A rede de hamburguerias Santowich adicionou ao cardápio o combo Fatality, disponível nas unidades de São Paulo e Rio de Janeiro. Já a franquia de comida asiática Tokai passou a oferecer um temaki temático de Mortal Kombat 2, com dinâmica de compre e ganhe ingressos para assistir ao filme nos cinemas. Esses lançamentos foram impulsionados por uma forte presença digital, materiais impressos, mídia exterior e influenciadores. 

Na linha de itens colecionáveis, o estúdio realizou uma parceria com a Loja Kings, produzindo uma coleção de camisetas exclusivas inspiradas no filme, mantendo a dinâmica promocional de ganhar ingressos para o cinema ao realizar a compra de um item. A sinergia com o universo de colecionadores contou também com a IRON Studios, que ofereceu bonecos colecionáveis da franquia a influenciadores que estiveram no Fan Event em São Paulo. 

Além disso, o filme também ganhou destaque nas lojas free shop da Dufry, presente nos maiores aeroportos do Brasil, com ingressos disponíveis em uma ação de compre e ganhe, e nas comunicações da  ExitLag, empresa nacional de tecnologia voltada para jogos online, que integrou influenciadores, CRM, redes sociais e mídia digital na divulgação conjunta do lançamento. 

A estratégia de mídia digital foi desenhada para garantir presença e alcance no cotidiano de diferentes públicos. Na TV aberta, o estúdio realizou inserções de 15 segundos na programação da Rede Globo nas praças São Paulo e Rio de Janeiro, alcançando mais de 16 milhões pessoas. A comunicação também se estendeu para uma robusta rede de Out-of-Home (OOH) estático e digital, onde foi espalhada por quatro grandes centros urbanos (São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Belo Horizonte), inserindo a intensidade da produção nos trajetos diários da população brasileira, atingindo mais de 17 milhões pessoas. 

Para complementar, a campanha on-line, que tem como foco o público masculino com interesse em jogos e no gênero cinematográfico. Utilizando plataformas como Meta, TikTok, X, 365 Scores, Uber, Warrior, XT Media e YouTube com foco em acessibilidade, a estratégia construiu reconhecimento de marca e impulsionou a conversão, alcançando mais de 102 milhões de impactos estimados. 

"Mortal Kombat 2" traz de volta os lendários guerreiros do universo do jogo, agora acompanhados por Johnny Cage (Karl Urban), em uma batalha épica pela sobrevivência contra as ameaças do poderoso Shao Kahn (Martyn Ford), soberano da Exoterra. Com uma direção que eleva a adrenalina e o combate a outro nível, o filme explora a jornada dos heróis enquanto enfrentam desafios mortais para proteger seu mundo.

segunda-feira, 11 de maio de 2026

.: “Hamlet, Sonhos que Virão” reestreia com Ícaro Silva no papel título


Após três meses de ingressos esgotados, a encenação ‘site-specific’ de Rafael Gomes para a tragédia de Shakespeare ganha um novo protagonista e prorroga seu enorme sucesso, transformando ruína arquitetônica em dramaturgia. Foto: Rael Barja


Escrita entre 1599 e 1601 por William Shakespeare, a peças teatral "Hamlet" é considerada a obra mais célebre da dramaturgia ocidental. A tragédia acompanha o príncipe da Dinamarca confrontado com o assassinato do pai, a ascensão ao trono de um tio usurpador e um mundo moralmente corrompido, no qual agir parece tão impossível quanto não agir. Ao longo da peça, Shakespeare constrói um retrato radical da dúvida, da crise de sentido e do conflito entre desejo, poder e responsabilidade - temas que atravessam mais de quatro séculos de história e seguem interpelando o presente.

Após uma primeira temporada de enorme repercussão, estrelada por Gabriel Leone e vista por mais de 25 mil pessoas, o clássico estende sua temporada na cena paulistana, reestreando com novo protagonista. "Hamlet, Sonhos que Virão", a adaptação inédita e contemporânea, com direção de Rafael Gomes e produção de Rafael Rosi, inicia uma nova fase, reafirmando seu lugar como um dos acontecimentos teatrais mais impactantes da cidade. E agora com Ícaro Silva no papel título:

“Talvez eu tivesse pensado duas vezes sobre o desafio tremendo que é ocupar o lugar de um ator brilhante como Gabriel Leone, em um elenco que há meses arrebata o público, se não tivesse assistido à essa montagem tão especial dirigida por Rafael Gomes. Mas como recusar esse convite, quando vi pessoalmente o poder da peça sobre o público? É teatro da melhor qualidade, o paraíso de qualquer ator. “ Parceiro de longa data do diretor em diversos outros trabalhos, incluindo quatro longas-metragens, Ícaro afirma: “O privilégio maior é que esse me parece um momento ideal no tempo e no mundo para se aprofundar nas humanidades que Shakespeare desvela através da tragédia, especialmente em uma encenação como essa. Estou muito animado e não vejo a hora de ocupar o trono da Dinamarca.”

O espetáculo desloca o teatro para fora do teatro, ocupa o canteiro de obras do Nu Cine Copan - desativado há décadas e atualmente em reforma para ser devolvido à cidade como um cinema de última geração, previsto para 2027 - e oferece ao público uma experiência site specific única, transformando o próprio edifício, suspenso entre abandono e reconstrução, no centro da dramaturgia.

Mais do que um cenário, a ruína arquitetônica torna-se linguagem. Em vez da tradicional caixa preta, a montagem inverte a lógica do espaço: a plateia, com cerca de 360 pessoas, ocupa a área onde antes ficavam a tela e o palco do cinema, enquanto a ação se desenrola no antigo espaço da plateia, criando um palco monumental. O público assiste à tragédia de Hamlet dentro de um corpo arquitetônico marcado por camadas de memória urbana, uso e desgaste do tempo.

“Hamlet fala de um mundo que ruiu, de estruturas que já não se sustentam”, afirma Rafael Gomes. “Encenar a peça em um edifício em ruínas não é um efeito estético, é uma tomada de posição. A ruína é o próprio estado do drama.”

Um clássico em estado de crise
Na tragédia de Shakespeare, "Hamlet" é um jovem deslocado em um mundo que já não reconhece. Incapaz de aderir plenamente às regras da corte e igualmente incapaz de se retirar da ação, ele vive paralisado entre o desejo de justiça e a impossibilidade de agir sem se corromper. Em Hamlet, sonhos que virão, essa crise existencial encontra eco direto no espaço que abriga a encenação: um edifício em suspensão, à espera de um novo destino.

A adaptação é assinada por Rafael Gomes e Bernardo Marinho e propõe deslocamentos internos no texto, incluindo a reorganização de alguns solilóquios e centrando o foco do drama no enigma do desejo e nas personagens consumidas por impasses internos e pelo transbordamento de suas paixões. A montagem parte da tradução de Aderbal Freire-Filho, Wagner Moura e Barbara Harrington, conhecida por sua linguagem direta e contemporânea, aproximando o texto do espectador de hoje.


Ícaro Silva como "Hamlet"
Reconhecido como um dos nomes mais consistentes de sua geração no audiovisual e no teatro brasileiro, Ícaro Silva assume agora um dos personagens mais emblemáticos da história do teatro. Com trajetória consolidada na televisão, no streaming, no cinema e nos palcos, Ícaro reúne forte presença cênica, reconhecimento de público e credibilidade artística.

Sua presença em "Hamlet" não representa apenas a chegada de um nome de grande repercussão: trata-se de uma escolha artística que amplia o alcance simbólico da obra, atualiza sua leitura e fortalece seu diálogo com o Brasil de hoje. Ao longo da carreira, Ícaro também se destacou por participar ativamente de discussões sobre representatividade e diversidade no entretenimento brasileiro, especialmente no que diz respeito ao protagonismo negro e à ampliação de espaços na indústria cultural.


Um gesto urbano e cultural
Após a temporada de "Hamlet, Sonhos que Virão", o Nu Cine Copan entrará em obras e será devolvido à cidade em 2027 como um importante equipamento cultural, abrigando um cinema de grandes dimensões com tecnologia de última geração. O espetáculo marca, assim, um momento histórico e limiar: a última grande ocupação artística do espaço antes de sua transformação definitiva. “Existe algo de muito potente em habitar esse lugar exatamente agora, neste intervalo entre o que foi e o que ainda vai ser”, afirma Rafael Gomes. “O espetáculo acontece nesse estado de passagem. São, também, os sonhos que virão.”

Ficha técnica
"Hamlet, Sonhos que Virão", de William Shakespeare
Direção: Rafael Gomes
Adaptação: Bernardo Marinho e Rafael Gomes
Tradução: Aderbal Freire-Filho, Wagner Moura e Barbara Harrington
Elenco: Ícaro Silva, Susana Ribeiro, Eucir de Souza, Samya Pascotto, Fafá Renó, Bruno Lourenço, Daniel Haidar, Felipe Frazão, Rael Barja, Davi Novaes, Conrado Costa, Giovanna Barros e Lua Dahora
Cenografia: André Cortez
Iluminação: Wagner Antônio
Figurino: Alexandre Herchcovitch
Visagismo: Pamela Franco
Trilha sonora: Antonio Pinto e Barulhista
Design de som: Gabriel D’Angelo e Fernando Wada
Design gráfico: Izabel Menezes
Diretor residente: Victor Mendes
Direção de movimento e coreografia: Fabrício Licursi
Diretor de produção: Rafael Rosi
Coordenação de produção: Luciana Fávero
Produtor executivo: Diogo Pasquim
Realização: Art’n Company, Substância Filmes e Viva do Brasil


Serviço
"Hamlet, Sonhos que Virão", de William Shakespear
 Entrada pela Galeria do Copan
De 16 de maio até 14 de junho
Quintas e sextas-feiras, às 20h30. Sábados, às 16h00 e 20h00. Domingos, às 17h00.
Ingressos: à venda no site https://nucinecopan.byinti.com/ e na bilheteria do Teatro Renault
Duração: 130 min, sem intervalo.
Capacidade: 360 lugares.
Classificação indicativa: 14 anos.
Nu Cine Copan. Av. Ipiranga, 200 - Centro / São Paulo.

.: Musical “Diana - A Princesa do Povo” estreia em SP, no Teatro Liberdade


Com direção de Tadeu Aguiar, o espetáculo estrelado por Sara Sarres reúne Claudio Lins, Giselle de Prattes, Simone Centurione e grande elenco em uma superprodução da Estamos Aqui Produções que revisita a trajetória de uma das figuras mais emblemáticas do século XX. Foto: Carlos Costa


Após passagem pelo Rio de Janeiro, o espetáculo musical “Diana - A Princesa do Povo” chega pela primeira vez a São Paulo em 2026, ampliando o alcance de uma história que segue despertando fascínio, debate e comoção em todo o mundo. Com versão e direção de Tadeu Aguiar, a produção apresentada pelo Ministério da Cultura e pela Bradesco Seguros é assinada pela Estamos Aqui Produções, responsável por sucessos premiados como "Quase Normal", "A Cor Púrpura" e "Querido Evan Hansen", e estreia no dia 15 de maio, no palco do Teatro Liberdade, em uma montagem brasileira não-réplica que propõe um olhar diferenciado sobre a trajetória da mulher que conquistou o mundo sem abrir mão da sofisticação, da essência e do impacto emocional dessa história real. Os ingressos já estão à venda pela Sympla.

Nesta nova produção, o espetáculo investe em nuances mais próximas da realidade emocional da princesa, abordando sua humanidade, complexidade e força. A mulher que revolucionou a monarquia britânica, transformou dor em voz e empatia em legado ganha agora corpo e alma em uma encenação que aposta na emoção e na grandiosidade cênica, sob a condução de uma equipe criativa afiada. O elenco reúne 23 atores e tem como núcleo central Sara Sarres, uma das vozes mais respeitadas do teatro musical brasileiro. 

Com trajetória marcada por papéis de destaque em grandes produções no Brasil e no exterior - como "Les Misérables", "O Fantasma da Ópera", "West Side Story", "A Madrinha Embriagada", "O Homem de La Mancha", entre outros -, a atriz retorna aos palcos do país após um hiato de quase cinco anos. Ao lado dela estão Claudio Lins, como Príncipe Charles, Simone Centurione, interpretando a Rainha Elizabeth, e Giselle Prattes, no papel de Camilla Parker Bowles. Juntos, esses personagens conduzem os principais conflitos afetivos, institucionais e públicos que atravessam a trajetória da princesa e da Família Real britânica.

Completam o elenco Rosana Penna (Barbara Cartland), Dino Fernandes (James Hewitt), Giovanna Rangel (Sarah Spencer), Fábio Brazile (Paul),  Betto Marque (Andrew Parker), Lucas Britto (Rostropovich), Matheus Boa (Andrew Morton), Rhuan Santos (Colin), Fabi Figueiredo (Host), além de Bia Bahia, Carol Pita, Duda Carvalho, Maria Vitória Rodrigues, Celso Till, Mavi Carpin, Cris Mont, Marianna Alexandre, André Ulo e Lua Soares (swing), formando um conjunto diverso que amplia a dimensão humana, política e simbólica da narrativa.

A direção musical é de Thalyson Rodrigues, com cenografia de Natália Lana, figurinos de Ney Madeira e Dani Vidal, coreografias de Sueli Guerra e visagismo de Anderson Bueno e Cristiane Regis. O desenho de luz é assinado por Serginho, e o desenho de som por Paulo Altafim e Gabriel D’Ângelo. A coordenação de produção é de Norma Thiré, e a produção geral, de Eduardo Bakr. 


Serviço
Espetáculo "Diana - A Princesa do Povo"
Local: Teatro Liberdade
Rua São Joaquim, 129 - Liberdade | São Paulo
Estreia: 15 de maio a 05 de julho de 2026
Sessões: Sextas às 20h00, Sábado às 16h00 e 20h30, Domingos às 15h00 e às 19h30

Ingressos
Plateia Premium 
Sexta-feira, sábado e 1ª sessão de domingo - R$340,00 (Inteira) | R$170,00 (Meia)
Quinta-feira e 2ª sessão de domingo - R$ 280,00 | R$140,00 (Meia)

Plateia 
Sexta-feira, sábado e primeira sessão de domingo - R$250,00 (Inteira) | R$125,00 (Meia)
Quinta-feira e segunda sessão de domingo - R$ 190,00 | R$85,00 (Meia)
Balcão Visão Parcial - R$120,00 (Inteira) | R$60,00 (Meia)
Balcão A - R$170,00 (Inteira) | R$85,00 (Meia)
Balcão B: R$50,00 (Inteira) | R$25,00 (Meia)
Vendas: Site Sympla (https://bileto.sympla.com.br/event/114505) ou Bilheteria local
Gênero: musical
Duração: 150 minutos (com intervalo)
Classificação: 12 anos

Descontos
*Desconto 35%: Obtenha 35% de desconto no ingresso inteiro ao preencher o formulário durante o processo de compra.
Para comprar mais de um ingresso nessa modalidade, basta preencher um formulário por ingresso conforme será solicitado. Desconto disponível para todos os públicos.
*Clientes Glesp: têm 25% de desconto nos ingressos inteiros mediante a aplicação do cupom, limitado a 4 ingressos por cupom. Válido para todos os setores.
*Crianças até 24 meses não pagam entrada e ficam no colo dos responsáveis durante a apresentação. A partir de 02 anos e 1 dia, a criança paga meia-entrada mediante apresentação da carteira de identidade ou certidão de nascimento.

Ingressos
Internet (com taxa de conveniência):
Bilheteria física (sem taxa de conveniência):
Horário de funcionamento de bilheteria:
Atendimento presencial: de terça à sábado das 13h00 às 19h00. Domingos e feriados apenas em dias de espetáculos até o início da apresentação.

Acessibilidade
Deficientes físicos: teatros adequados às normas de acessibilidade, contendo elevador, corrimão, espaço para cadeirantes e acompanhantes, banheiros adaptados.
Deficientes auditivos – Agenda de apresentações com tradução em libras (em construção)
Deficientes visuais - Previsão de que, quando solicitada, a produção disponibilize texto da peça em Braile e resumo descritivo do espetáculo em Braille e em áudio (para cidadãos devidamente identificados)
Deficientes intelectuais – Quatro (quatro) assentos posicionados em local de fácil mobilidade para este público, proporcionando conforto caso haja necessidade de se retirar durante a sessão e, ainda, previsão de que, quando solicitada, a produção disponibilize abafadores de ruído (para cidadãos devidamente identificados)
Este espetáculo contém Luz Estroboscópica (flashes de luz intensa). Este efeito visual é contraindicado para pessoas com epilepsia, sensibilidade à luz ou autismo. Aconselhamos cautela.

.: "As Centenárias" em nova versão com Juliana Linhares e Laila Garin no teatro


Espetáculo com texto de Newton Moreno fica em cartaz no Sesc Bom Retiro, de 14 de maio a 14 de junho, com direção de Luiz Carlos Vasconcelos e trilha inédita de Chico César. Foto: Andrea Nestrea 

Quase duas décadas depois de marcar o teatro brasileiro com as interpretações de Marieta Severo e Andréa Beltrão, a peça "As Centenárias", de Newton Moreno, acaba de ganhar uma nova montagem, com estreia em abril, no Rio de Janeiro. O espetáculo dirigido por Luiz Carlos Vasconcelos tem, agora, sua temporada de estreia paulistana no Sesc Bom Retiro, de 14 de maio a 14 de junho. Desta vez, a peça, em versão musical inédita, é protagonizada por Juliana Linhares e Laila Garin, que revisitam a obra a partir de uma perspectiva contemporânea, sem perder a força da tradição que consagrou o texto. O elenco conta ainda com o ator Leandro Castilho, que interpreta mais de seis personagens na montagem.

A nova encenação aprofunda a relação da dramaturgia com a cultura popular ao incorporar 16 canções originais que passam a conduzir a narrativa, compostas por Chico César, que também assina a direção musical, ao lado de Elísio Freitas.  A trama acompanha duas mulheres centenárias que percorrem o sertão realizando rituais de despedida - uma história que equilibra humor e emoção ao retratar a força das tradições, da oralidade e da ancestralidade nordestina. 

Para Laila Garin, assumir uma personagem marcada na história do teatro brasileiro é também um processo de reinvenção. “É muito doido tirar do papel essas personagens muito inspiradas, pela montagem de Aderbal Freire Filho, com Marieta Severo e Andréa Beltrão. Inclusive, fui pedir a bênção de Marieta Severo para encarnar Dona Socorro e ela me deu essa bênção, graças a Deus. E agora nos ensaios estamos descobrindo o nosso caminho, qual é a cara dessa montagem”, afirma a atriz, que destaca o processo de construção da personagem como uma jornada de descobertas.

Juliana Linhares ressalta que a nova leitura nasce do encontro entre teatro, música e identidade regional. “Eu já tinha vontade de fazer algum projeto com a Laila há muito tempo, e um dia surgiu a ideia: e se a gente fizesse ‘As Centenárias’? Com duas atrizes nordestinas e cantando. Como o carpir está ligado ao canto, pensei que as canções poderiam surgir desse choro. A música para mim é um motor dessa montagem”, comenta.

Leandro Castilho, que interpreta mais de seis personagens na trama, relata as dificuldades desse tipo de atuação. “É sempre um desafio porque cada peça tem uma linguagem diferente. A transição entre eles é uma coisa que não dá nem para pensar muito. Nesse espetáculo, eu estou no processo de desenhar cada personagem, porque trabalho muito a partir do corpo. O corpo sugere uma voz, que sugere um trejeito, e assim vou criando esse desenho desse personagem, esse contorno. Mas agora, estou no momento de dar uma suavizada nesses contornos todos, trazer um pouco mais para mim”.

Responsável pela trilha inédita, Chico César explica que o processo de composição partiu diretamente da dramaturgia de Newton Moreno. “Eu recebi o texto do Newton Moreno já com indicações de lugar onde ele queria as canções, já com letra. No geral, respeitei aquilo, alterei uma coisa ou outra. O texto é muito bonito, muito forte. Acho que trazer essa voz da mulher brasileira com essência nordestina é uma alegria para mim”, diz o compositor.

À frente da direção, Luiz Carlos Vasconcelos reforça a importância do acesso à cultura. “Para que mais brasileiros consumam teatro, é fundamental investir em políticas públicas.  Ninguém gosta do que não conhece. É fundamental que, desde a escola, as crianças tenham acesso à arte, ao teatro e ao cinema, e sejam estimuladas a assistir. Assim, podem desenvolver esse interesse e ter a possibilidade de escolha. É necessário incentivar esse contato desde cedo e facilitar a circulação das obras: que o poder público, federal, estadual e municipal, promova espetáculos, festivais e mostras. Só assim as pessoas terão mais acesso e poderão consumir arte, teatro e cinema”.  

O autor, Newton Moreno, destaca que se interessou pela adaptação musical da obra assim que a ideia lhe foi sugerida. “É importante considerar que as carpideiras realizam uma base relevante de seu trabalho por meio de cantos, rezas, ladainhas. Há uma demanda musical muito forte na orquestração do luto”.  


Apresentado por: 
Lei Rouanet | Bradesco Seguros
Correalização:
Ágapa – Criação e Produção Cultural | Sarau – Cultura Brasileira 
Realização:
Sesc | Ministério da Cultura | Governo do Brasil
Ficha Técnica
Texto e letras: Newton Moreno
Letras e músicas: Chico César
Uma encenação de Luiz Carlos Vasconcelos
Direção Musical e Arranjos: Elísio Freitas
Direção de Movimento e Assistente de Direção: Vanessa Garcia
Direção Geral e Produção artística: Andréa Alves
Diretora de Projetos: Leila Maria Moreno
Com: Laila Garin e Juliana Linhares
Ator convidado: Leandro Castilho
Desenho de som: Gabriel D’Angelo
Iluminadora: Elisa Tandeta
Cenógrafa: Aurora Campos
Figurinistas: Kika Lopes e Heloisa Stockler
Visagista: Mona Magalhães
Coordenadora de produção: Hannah Jacques
Produção Executiva: Matheus Castro
Projeto gráfico: Beto Martins
Assessoria de Imprensa: Pombo Correio Assessoria de Comunicação
Sinopse
A peça acompanha duas carpideiras profissionais do sertão nordestino – que, ao longo da narrativa, encontram muitos personagens e expõem suas histórias, amores perdidos, fragilidades e tensões.

Serviço
Temporada: 14 de maio a 14 de junho (exceto nos dias 23 e 24 de maio)
De quinta a sábado, às 20h00, e aos domingos, às 18h00 – exceto dias 23, 24 de maio e 13 de junho.
*Sessões extras dias 5, 12 e 13 de junho, às 15h00.
Sesc Bom Retiro - Alameda Nothmann, 185 - Campos Elíseos, São Paulo
Ingressos:  R$60 (inteira), R$30 (meia-entrada) e R$18 (credencial plena).

Vendas on-line em sescsp.org.br ou presencialmente na bilheteria de qualquer unidade do Sesc São Paulo. 

Classificação: 12 anos
Duração: 110 minutos
Capacidade: 291 lugares.
Acessibilidade: Teatro acessível a cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida. 

Sessão com Acessibilidade: 
6 de junho - Audiodescrição.
7 de junho - Libras.  
Estacionamento do Sesc Bom Retiro (vagas limitadas)
O estacionamento do Sesc oferece espaço para pessoas com deficiência, além de bicicletário. A capacidade do estacionamento é limitada. Os valores são cobrados igualmente para carros e motos. Entrada: Alameda Cleveland, 529.
Valores: R$ 8,00 a primeira hora e R$ 3,00 por hora adicional (Credencial Plena). R$ 17,00 a primeira hora e R$ 4,00 por hora adicional (Outros). Valores para o público de espetáculos: R$ 11,00 (Credencial Plena). R$ 21,00 (outros). 
Horários: terça a sexta-feira: 9h00 às 20h00. Sábado: 10h00 às 20h00. Domingo: 10h00 às 18h00. 
Importante: em dias de evento à noite no teatro, o estacionamento funciona até o término da apresentação.
Transporte gratuito
O Sesc Bom Retiro oferece transporte gratuito circular partindo da Estação da Luz. O embarque e desembarque ocorrem na saída CPTM/José Paulino/Praça da Luz.
Consulte os horários disponíveis de acordo com a programação no link http://tinyurl.com/3drft9v8

.: Fiesp promove programação gratuita com palestras e oficinas sobre humor


Agenda especial reúne encontros com cartunistas e atividades abertas ao público, com vagas limitadas. Foto: Paulo Vitale 


O Centro Cultural Fiesp realiza uma programação especial gratuita dedicada ao universo do humor gráfico, com palestras, oficinas e encontros com importantes nomes do cartum brasileiro. As atividades acontecem ao longo dos próximos meses. Entre os destaques da agenda está a palestra “Fernandes e o Humor Gráfico na Mídia”, ministrada por Luiz Carlos Fernandes, no dia 17 de maio, às 14h00, na Sala de Arte Educação do Centro Cultural Fiesp. O encontro abordará a linguagem do humor gráfico, incluindo cartum, charge, caricatura e quadrinhos, além de sua presença no mercado editorial brasileiro.

Premiado no Brasil e no exterior, o chargista do Diário do Grande ABC compartilhará sua experiência profissional, analisando o cenário atual e o papel das caricaturas na comunicação contemporânea. A atividade é voltada a pesquisadores, desenhistas e educadores, e será encerrada com sessão de autógrafos. A participação é gratuita, com classificação livre, mas há apenas 23 vagas, sendo necessário realizar reserva antecipada no site Meu Sesi.

A programação integra as ações educativas e culturais em torno da exposição fotográfica “Cartunistas”, que apresenta retratos de mais de 140 artistas brasileiros feitos pelo fotógrafo Paulo Vitale, com curadoria de Eder Chiodetto. Além das imagens, o público pode acessar vídeos com depoimentos e bastidores dos ensaios, ampliando a experiência sobre o processo criativo dos artistas. A mostra também conta com nomes consagrados como Mauricio de Sousa, Ziraldo, Angeli e Laerte, além de representantes da nova geração, como Helô D’Angelo e Carlos Ruas.


Serviço
Programação especial – palestras e oficinas (gratuitas)
Atividades com vagas limitadas e inscrição prévia (quando indicado)
Programação completa será divulgada gradualmente

Palestra: “Fernandes e o Humor Gráfico na Mídia”
Data: 17 de maio de 2026
Horário: 14h00
Local: Sala de Arte Educação da Fiesp - Av. Paulista, 1.313
Classificação: livre para todas as idades (crianças com acompanhantes)
Quantidade de vagas: 23
Entrada: gratuita
Inscrição: Meu Sesi

Exposição “Cartunistas”
Período: até dia 20 de setembro de 2026
Horários: terça a domingo, das 10h00 às 20h00
Local: Galeria de Fotos do Centro Cultural Fiesp – Av. Paulista, 1.313
Classificação: livre
Entrada: gratuita (não é necessário reservar ingresso)
Agendamento de grupos e escolas: ccfagendamentos@sesisp.org.br

.: Versão nacional de "Toy Story 5" reúne vozes que marcaram gerações


A Disney e a Pixar confirmaram oficialmente o elenco brasileiro de dublagem de "Toy Story 5", marcando o retorno de nomes históricos da franquia ao universo da animação. Entre eles estão Marco Ribeiro, novamente como a voz do Xerife Woody, e Sérgio Cantú, responsável pela direção de dublagem do longa-metragem. Com estreia marcada para 18 de junho nos cinemas, o novo filme revisita personagens que atravessaram gerações e reforça a importância da dublagem brasileira na construção da conexão emocional do público com a franquia ao longo de quase três décadas.

Marco Ribeiro dubla Woody desde "Toy Story 2", quando assumiu o personagem após o falecimento de Alexandre Lippiani, voz original do cowboy no primeiro filme. Desde então, tornou-se uma das interpretações mais reconhecidas da animação no Brasil. “Voltar a dar voz ao Woody é realmente muito especial. Toy Story marcou gerações e também marcou profundamente a minha carreira. Está sendo emocionante reviver essa magia e reencontrar um personagem tão querido pelo público”, afirma Marco Ribeiro.

Outro retorno aguardado pelos fãs é o de Guilherme Briggs como Buzz Lightyear, reunindo novamente uma das duplas mais icônicas da dublagem brasileira contemporânea.  A nova produção também reforça a continuidade criativa da franquia no Brasil ao trazer novamente Sérgio Cantú na direção de dublagem. Cantú já havia dirigido a dublagem de "Toy Story 4" e possui uma longa trajetória em grandes produções da Disney, além de décadas de atuação como ator e  dublador. “Já tinha vivido a experiência de dirigir a dublagem de Toy Story 4 e voltar agora para a sequência está sendo muito especial. Essa animação fez parte da minha vida e hoje também faz parte da vida dos meus sobrinhos. Existe um carinho muito grande do público por esses personagens e é muito especial poder dirigir amigos neste trabalho, como Marco Ribeiro e Guilherme Briggs”, afirma Sérgio Cantú.

Além dos nomes clássicos da franquia, a Disney anunciou novidades no elenco brasileiro. A atriz e apresentadora Maisa interpreta Lilypad, o tablet inteligente que se torna peça central da nova trama, enquanto o ator e humorista Rafael Infante também integra o time de vozes nacionais do longa. Na nova trama, Woody, Buzz e os demais brinquedos enfrentam um desafio contemporâneo: a presença cada vez maior da tecnologia na infância. O filme apresenta Lilypad, um tablet inteligente interpretado por Maisa Silva na versão brasileira, que captura a atenção de Bonnie e coloca os brinquedos diante de um conflito sobre afeto, conexão e espaço em um mundo dominado pelas telas.

Sob direção e roteiro de Andrew Stanton, responsável por sucessos como "Procurando Nemo" e "WALL-E", o longa promete equilibrar humor, emoção e discussões atuais sobre relações humanas e tecnologia. Na versão original em inglês, retornam Tom Hanks como Woody e Tim Allen como Buzz Lightyear. Entre as novidades internacionais estão Conan O’Brien e Craig Robinson.

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