Por Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural. Foto: Isabela Espindola
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sexta-feira, 12 de junho de 2026
.: Crítica musical: Julie Wein, um talento entre pianos e canções
Por Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural. Foto: Isabela Espindola
.: "Bem Brasil" recebe Sandra Sá neste domingo, com grandes sucessos
A cantora Sandra Sá é a convidada do programa "Bem Brasil" neste domingo, dia 14 de junho, às 12h00, em um show especial transmitido ao vivo pela TV Cultura, a partir do meio-dia, diretamente do Sesc Itaquera, em São Paulo. A apresentação reúne sucessos que marcaram mais de 40 anos de carreira de uma das vozes mais importantes da música brasileira, como "Retratos e Canções", "Joga Fora", "Bye Bye Tristeza" e "Olhos Coloridos".
Com uma trajetória marcada pela mistura de MPB, soul, samba, funk e pop, Sandra Sá leva ao palco canções que evidenciam a diversidade musical de sua obra e sua capacidade de dialogar com diferentes gerações de público. Wandi Doratiotto apresenta o Bem Brasil, que conta ainda com a participação da jornalista Roberta Martinelli, que interage com o público presente no Sesc Itaquera. O programa tem transmissão ao vivo pela TV Cultura, canais da TV Cultura, sesc.tv e no canal do youtube.com/sescsp. O público também pode acompanhar as apresentações do "Bem Brasil" no Sesc Itaquera. Os ingressos são gratuitos.
Sobre o "Bem Brasil"
Reconhecido como um dos mais importantes programas musicais da TV pública brasileira, o "Bem Brasil" voltou à TV Cultura após 18 anos, em 7 de junho, por meio de uma parceria entre a emissora e o Sesc São Paulo. A nova fase da atração tem apresentação de Wandi Doratiotto e participação da jornalista Roberta Martinelli. Ao longo da trajetória, o programa tornou-se um registro vivo da diversidade e da riqueza da música brasileira, contribuindo para a democratização do acesso à música na televisão aberta.
A atração estreou em 5 de maio de 1991, na TV Cultura, com a proposta de levar shows musicais ao vivo à televisão aberta, sempre com plateia presente. O nome do programa foi inspirado no choro Bem Brasil, de Altamiro Carrilho, que também participou da edição de estreia ao lado do grupo Isaías e Seus Chorões. Inicialmente exibido ao vivo do anfiteatro da USP, em São Paulo, o programa rapidamente se consolidou como um palco democrático da música brasileira, reunindo artistas de diferentes estilos e gerações.
Ao longo de sua história, o "Bem Brasil" realizou mais de 600 programas e recebeu artistas como Maria Bethânia, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Milton Nascimento, Djavan, Tim Maia, Gal Costa, Cássia Eller, Chico Science & Nação Zumbi, Zeca Baleiro, Lenine, Elba Ramalho, Alceu Valença, Martinho da Vila e Alcione, entre muitos outros. O programa também abriu espaço para bandas de rock e pop, como Titãs, Os Paralamas do Sucesso, Barão Vermelho e Skank, além de valorizar o choro, a música instrumental e novas gerações da música brasileira.
Serviço
"Bem Brasil" - TV Cultura
Domingo, dia 14 de junho, às 12h00
Show com Sandra Sá
Sesc Itaquera – Avenida Fernando do Espírito Santo Alves de Mattos, 1000 – Itaquera – São Paulo
Ingresso gratuito
Transmissão para São Paulo e Brasil por meio da TV Cultura, afiliadas e canais digitais da emissora, sesc.tv e no canal do youtube.com/sescsp.
quinta-feira, 11 de junho de 2026
.: Museu da Língua Portuguesa recebe poetas para sarau neste sábado
Ismar Tirelli Neto, Simone Brantes e Ana Martins Marques no Sarau no Museu de junho, sob comando do tradutor e professor Matheus Guménin Barreto. Fotos: Ismar Tirelli Neto (Luiza Sigulem), Simone Brantes (divulgação); Ana Martins Marques (Mauro Figa); Matheus Guménin Barreto (Fred Gustavos)
O Museu da Língua Portuguesa terá um fim de tarde do próximo sábado, dia 13 de junho, com muita poesia. Nesta data, a partir das 16h00, vai acontecer mais uma edição do Sarau no Museu, com entrada gratuita e microfone aberto para quem quiser participar. Localizado no histórico prédio da Estação da Luz, o Museu, que celebra 20 anos em 2026, é uma instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo.
Sob comando do poeta, tradutor e professor da USP Matheus Guménin Barreto, o Sarau no Museu de junho receberá três convidados especiais: Ana Martins Marques, Simone Brantes e Ismar Tirelli Neto. Eles já têm uma série de livros publicados e reconhecimento em importantes premiações, como a APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) e o Jabuti.
Mineira de Belo Horizonte, Ana Martins Marques é autora de duas obras que ganharam os prêmios de melhor livro de poesia pela Associação Paulista de Críticos de Arte: "O Livros das Semelhanças" e "Risque Esta Palavra". Simone Brantes é autora dos livros de poemas "Pastilhas Brancas" e "Quase Todas as Noites" - este ganhou o Prêmio Jabuti -, entre outros. Ela também atua como professora de língua portuguesa na educação básica. Autor de "Os Postais Catastróficos e Alguns Dias Violentos", Ismar Tirelli Neto tem textos publicados em jornais como O Globo e Folha de S.Paulo. Ele também ministra oficinas de escrita criativa.
Além de lerem poemas de suas autorias, Matheus, Ismar, Simone e Ana vão falar sobre processos de escrita, revelar quais são algumas de suas influências artísticas e comentar o momento da poesia contemporânea brasileira. O microfone ficará aberto para quem quiser mostrar a própria arte, e haverá tradução em Libras. Com entrada gratuita, o Sarau ocorre no Pátio B.
Serviço
Sarau no Museu com Ana Martins Marques, Simone Brantes e Ismar Tirelli Neto. Mediação de Matheus Guménin Barreto
Sábado, dia 13 de junho, às 16h00
Grátis – com tradução em Libras
Pátio B
Museu da Língua Portuguesa
Praça da Luz, s/nº - Luz – Centro histórico de São Paulo
quarta-feira, 10 de junho de 2026
.: “Autobiografia Autorizada”, com Paulo Betti, terá apresentação no Sesc Santos
Dirigido por Juliana Betti e Rafael Ponzi, o ator revisita sua trajetória no espetáculo Autobiografia autorizada. Dia 12 de junho, sexta, às 20h, no Teatro do Sesc Santos. Ingressos à venda on-line e nas bilheterias do Sesc SP. Foto: Mauro Khouri
Com mais de cinco décadas dedicadas às artes cênicas, o ator Paulo Betti sobe ao palco para compartilhar a própria trajetória em um monólogo que mistura memória, emoção e humor. O espetáculo "Autobiografia Autorizada" será apresentado na sexta-feira, 12 de junho, no Sesc Santos, conta com iluminação, figurinos, trilha sonora, cenário e projeções concebidos especialmente para a montagem.
Aos 73 anos, o ator revisita uma história de vida marcada por desafios e superações. Nascido em uma família numerosa, ele foi o décimo quinto filho de uma camponesa analfabeta que deixou o campo para trabalhar como empregada doméstica na cidade. Seu avô, imigrante italiano, trabalhava em regime de parceria para um fazendeiro negro, enquanto seu pai enfrentava a esquizofrenia. Entre dificuldades materiais e afetivas, Betti construiu um percurso improvável: estudou em boas escolas, cursou um Ginásio Industrial em período integral, formou-se pela Escola de Arte Dramática da Universidade de São Paulo (USP) e tornou-se professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
No palco, o artista assume diferentes vozes e personagens que marcaram sua existência. Pai, mãe, avó, irmãos e tantas outras figuras surgem em uma narrativa pessoal que alterna momentos de comicidade, ternura e reflexão. O resultado é um relato profundamente humano, conduzido por quem viveu cada uma das histórias que conta. Segundo Paulo Betti, a ideia do espetáculo nasceu da leitura de anotações acumuladas ao longo de toda a vida. Ao revisitar esses registros, percebeu que sempre esteve se preparando para compartilhar as circunstâncias extraordinárias que lhe permitiram sobreviver e construir sua trajetória.
“Minha fixação pela memória da infância e adolescência, passada num ambiente inóspito e, ao mesmo tempo, poético, talvez mereça ser compartilhada no intuito de provocar emoção, riso, entretenimento e entendimento”, afirma o artista. A montagem dialoga diretamente com um momento especial da carreira dele. Em 2025, Paulo Betti celebrou 50 anos de atuação profissional e lançou sua autobiografia, reunindo histórias presentes no espetáculo e episódios inéditos de sua vida. Paralelamente, prepara o lançamento de “Notas que Tomei”, obra que promete revelar bastidores da teledramaturgia brasileira e reflexões sobre acontecimentos marcantes da vida política nacional. Compre o livro "Autobiografia Autorizada", de Paulo Betti, neste link.
Ficha técnica
Espetáculo "Autobiografia Autorizada"
Texto e interpretação: Paulo Betti
Direção: Juliana Betti e Rafael Ponzi
Elenco: Paulo Betti
Cenário: Mana Bernardes
Figurino: Leticia Ponzi
Iluminação: Dani Sanchez e Luiz Paulo Neném
Direção de movimento: Miriam Weitzman
Programação visual: Mana Bernardes
Trilha sonora: Pedro Bernardes
Fotografia: Mauro Khouri
Coordenador de produção: Fabrício Chianello
Serviço
Espetáculo "Autobiografia Autorizada"
Sexta-feira. dia 12 de junho, às 20h00
Teatro do Sesc Santos
Ingressos: R$ 18,00 (credencial plena) R$ 30,00 (meia-entrada). R$ 60,00 (inteira)
Duração: 80 minutos
Gênero: comédia dramática
Classificação: 10 anos
Venda de ingressos
On-line pelo aplicativo Credencial Sesc SP e no site centralrelacionamento.sescsp.org.br
Presencialmente, nas bilheterias das unidades.
Bilheteria Sesc Santos - Funcionamento
Terça a sexta-feira, das 9h às 21h30 | Sábados e domingos, 10h às 18h30
Rua Conselheiro Ribas, 136, Aparecida - Santos/SP
Telefone: (13) 3278-9800
terça-feira, 9 de junho de 2026
Crítica: "Todo Mundo em Pânico 6" é deboche saudosista imperdível
Por: Mary Ellen Farias dos Santos, editora do Resenhando.com
Em junho de 2026
A volta dos irmãos Wayans no controle do roteiro da franquia de deboche "Todo Mundo em Pânico", que chega ao sexto filme, é recheada de críticas divertidas e pesadas. Desde as bobeiras sem sentido da internet como o "six seven", até altas lições de pura consciência sobre os absurdos naturalizados da atualidade, incluindo o preconceito racial muito bem representados pelos grandes nomes da franquia Cindy (Anna Faris, de "Casa das Coelhinhas") e Brenda (Regina Hall, de "Uma Batalha Após a Outra").
Ver "Todo Mundo em Pânico 6" dirigido por Michael Tiddes ("Inatividade Paranormal" e "Cinquenta Tons de Preto"), na telona do cinema, resgatando o tempero perfeito da comédia mesclada a paródias de importantes produções, como os indicados e vencedores do Oscars 2026, "Pecadores" e "Uma Batalha Após a Outra". Sendo que o segundo filme abocanhou seis estatuetas, entre elas a de "Melhor Filme", e divide a atuação da atriz Teyana Taylor, que, na comédia entrega tudo com uma barriga tanquinho de entortar a faca do Ghostface enquanto empunha o Globo de Ouro com poder.
O longa é uma verdadeira explosão de nostalgia durante 1 hora e 36 minutos de duração. Ao promover encontros e reencontros, com roteiro de Marlon Wayans, Shawn Wayans, Keenen Ivory Wayans, Craig Wayans e Rick Alvarez, volta à raiz. Ao colocar Teyana como a primeira garota do sexto longa, resgata que Carmen Electra foi a primeira das garotas quando atendeu o telefonema do Ghostface em "Todo Mundo em Pânico" (2000), sendo perseguida pelo jardim de casa e tem o silicone retirado.
Sem esconder a fórmula da franquia, "Todo Mundo em Pânico 6" a segue com muita acidez e promove o resgate de personagens clássicos como o quarteto Cindy, Brenda, Ray (Shawn Wayans, de "As Branquelas") e Shorty (Marlon Wayans, de "GOAT"), além de reintegrar o elenco com Greg (Lochlyn Munro, de "As Branquelas"), Gail (Cheri Oteri), Doofy (Dave Sheridan, de "O Pequenino"). Até o ex de Cindy, Bobby (Jon Abrahams, de "A Casa de Cera") e o mordomo Hanson (interpretado pelo comediante Chris Elliott), conhecido como o Mãozinha, retornam. Sabiamente, o sexto filme abre espaço para discutir e criticar as escolhas tomadas dentro da própria franquia de paródias irônicas.
Em meio ao elenco estelar de "Todo Mundo em Pânico 6" há novidades. Assim como alguns filmes do gênero terror encontraram uma saída para dar um novo fôlego, "Todo Mundo em Pânico 6" também apresenta os filhos dos sobreviventes que agora estão na mira do grande vilão da trama. Surge na história Waldinha ou Tuesday, não Wandinha ou Wednesday como em "Família Addams" (Savannah Lee Nassif), uma das duas filhas adotas de Cindy Campbell, assim como Sara (Olivia Rose Keegan).
Criticando o medo moderno de ser cancelado e a patrulha ideológica da internet, o comportamento das pessoas nas redes sociais, retratando o vício em internet como uma "doença crônica", cutuca ainda a política abusiva de Trump e a função efetiva do ICE. "Todo Mundo em Pânico 6" ironiza até a onda de filmes de terror intelectuais ou "cult", abraçando abertamente a chacota e os clichês óbvios.
Resgatando os personagens marcantes da franquia e com grande elenco, "Todo Mundo em Pânico 6" diverte, mas dá um recado maior dado e reforça que os personagens matrizes não podem ser substituídos, nem mesmo por seus filhos. De fato, não é a nova geração que entrega saudosismo, mas os coroas. A autocrítica também marca presença quando debate na telona os desvios nas tramas da franquia assim como a trocas de atores ou a ausência deles.
Cheio de referências críticas a filmes que dão liga para cada narrativa diversa estão "Escape Room", "Terrifier", "M3gan", "Pânico", "Pecadores", "Halloween", "Sorria", "A Substância" e o prazo de validade da idade feminina aceita em Hollywood, citando até Demi Moore. "Todo Mundo em Pânico 6" contempla com deboche um dos maiores marcos do cinema LGBTQIA+ e do drama romântico moderno "O Segredo de Brokeback Mountain", assim como o recente sucesso nos cinemas "Michael".
Vale muito a pena assistir "Todo Mundo em Pânico 6" dublado, uma vez que as vozes na versão nacional são de Priscila Amorim (Anna Faris como Cindy), Marisa Leal (Regina Hall como Brenda), Duda Ribeiro (Shawn Wayans com Ray) e Jorge Lucas (Marlon Wayans como Shorty). Boa diversão e não perca!
"Todo Mundo em Pânico 6" ("Scary Movie"). Gênero: Comédia, Paródia. Direção: Michael Tiddes. Roteiro: Marlon Wayans, Shawn Wayans, Keenen Ivory Wayans, Craig Wayans e Rick Alvarez. Duração: 1h 36 minutos. Classificação Indicativa: 18 anos. Distribuição: Paramount Pictures. Elenco: Anna Faris como Cindy Campbell, Regina Hall como Brenda Meeks, Marlon Wayans como Shorty Meeks, Shawn Wayans como Ray Wilkins, Jon Abrahams como Bobby Prinze, Lochlyn Munro como Greg Phillipe, Dave Sheridan como Doofy Gilmore, Cheri Oteri como Gail Hailstorm, Chris Elliott como Hanson, Anthony Anderson. Sinopse: A trama se passa 26 anos após os eventos originais. O grupo de amigos formado por Cindy, Brenda, Shorty e Ray encontra-se novamente na mira de um assassino mascarado implacável, em uma história recheada de sátiras aos maiores sucessos recentes do cinema de terror (como Halloween, Sorria e Pecadores).
Trailer de "Todo Mundo em Pânico 6"
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.: Coleção Cérebro Vivo exercita foco, percepção e memória fora do digital
Manter o cérebro saudável e ativo é tão importante quanto cuidar do corpo. Com esse propósito, a Coquetel, uma das principais editoras de passatempos do país, lança a coleção Cérebro Vivo, criada especialmente para estimular o condicionamento mental de forma divertida e prazerosa. São quatro livros que convidam leitores de todas as idades a exercitar a mente por meio de desafios lúdicos, como caça-palavras, labirintos, criptogramas e outros passatempos que trabalham habilidades cognitivas e emocionais.
segunda-feira, 8 de junho de 2026
.: Leitura Miau: a liturgia íntima da maternidade em versos
domingo, 7 de junho de 2026
.: "Rei do Bacalhau - Fé na Impunidade" conta história que supera ficção policial
Serviço
Disponível exclusivamente na Ubook. Formato: 3 episódios, com aproximadamente 25 minutos cada. Produção e roteiro: Daiane Menezes e Naiana Ribeiro. Classificação indicativa: 16 anos.
.: Teatro Sérgio Cardoso recebe "Os Sapatos Que Deixei Pelo Caminho"
Espetáculo "Os Sapatos Que Deixei Pelo Caminho", do Teatro do Kaos, realiza temporada no Teatro Sérgio Cardoso, equipamento da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, gerido pela Associação Paulista dos Amigos da Arte (APAA), até dia 28 de junho, com apresentações às sextas, sábados e domingos, às 19h00, na Sala Paschoal Carlos Magno. Com argumento de Lourimar Vieira, texto de Cícero Lopes e direção de Marcos Felipe, o espetáculo parte de experiências atravessadas pela migração, pela exclusão e pela permanência para construir uma narrativa sobre os caminhos impostos pela vida.
A peça acompanha Poim, um migrante nordestino que chega a São Paulo em busca de outras possibilidades de existência. A partir de lembranças, deslocamentos e fragmentos de memória, o personagem revisita episódios de sua trajetória e reorganiza a própria história diante de impasses que atravessam o cotidiano contemporâneo. A montagem articula diferentes linguagens cênicas, como cinema, música, artes visuais, dança e teatro de bonecos, para desenvolver uma dramaturgia que se move entre realidade e fabulação. Em cena, o espetáculo aborda temas como migração nordestina, preconceito, sexualidade, capacitismo, desejo, afeto e resistência.
Ao propor a pergunta “o que você faria diante do abismo?”, a obra organiza sua narrativa em torno de rupturas, perdas e tentativas de reconstrução. A trajetória de Poim é apresentada como ponto de partida para refletir sobre pertencimento, identidade e permanência em contextos marcados por exclusão. O texto de Cícero Lopes marca mais uma colaboração do autor com o Teatro do Kaos.
Já a direção de Marcos Felipe, que assinou a assistência de direção do também premiado "A Falecida"- Projeto Superação/ Teatro do Kaos, dirigida por Nelson Baskerville-, explica que neste a comunicação com a plateia se dá através da poesia, por meio de metáforas, sendo uma obra mais intimista, desenvolvida com o brilho no olhar. “A peça é extremamente contemporânea, tanto na linguagem quanto no conteúdo, e apresenta um espelho da nossa sociedade atual, discutindo conceitos arcaicos, preconceitos enraizados e verdades absolutas. A peça não é conclusiva. À de se discutir, juntos, sobre os caminhos futuros, mas com este trabalho o público vai dançar, rir, chorar, gozar e gritar, simplesmente porque a vida é assim”.
Ficha técnica
Espetáculo "Os Sapatos Que Deixei Pelo Caminho"
Argumento: Lourimar Vieira
Texto: Cícero Gilmar Lopes
Direção: Marcos Felipe
Direção assistente: Sandra Modesto
Elenco / Criadores: Camila Sandes, Diego Saraiva, Fabiano Di Melo, Levi Tavares e Lourimar Vieira
Vídeos: Lucas Beda
Fotos: Sander Newton
Animação: Lucas Schlosinski
Trilha sonora: Marcos Felipe e Sandra Modesto
Intervenção musical: Gustavo Sarzi
Locução: Theo Rangel
Bonecos: Márcia Alves
Cenário: Teatro do Kaos e Fabiano Di Melo
Cenotécnico: Fabiano de Melo e Irio Sandes
Figurino: Fausto Viana
Desenho de luz: Pedro Augusto
Técnico de luz: Rafael Almeida
Técnico de som/projeção: Alana Vieira
Produção: Teatro do Kaos
Serviço
Espetáculo "Os Sapatos Que Deixei Pelo Caminho"
Temporada: até dia 28 de junho de 2026, sextas, sábados e domingos, às 19h
Ingressos: R$ 50,00 (inteira) e R$ 25,00 (meia-entrada / estudantes / classe artística / moradores do bairro) | Sympla
Teatro Sérgio Cardoso – Sala Paschoal Carlos Magno | Rua Rui Barbosa, 153 – Bela Vista – São Paulo
Classificação indicativa: 16 anos
Duração: 60 minutos
.: O Dia Mundial dos Beatles pode ser festejado em 25 de junho
Em 25 de junho de 1967, os Beatles entraram no Studio One do Abbey Road Studios, em Londres, e mandaram uma mensagem ao mundo. Transmitida ao vivo como parte do programa “Our World”, da BBC, a primeira transmissão internacional via satélite da música “All You Need Is Love” alcançou cerca de 400 milhões de pessoas em todo o mundo. Por alguns minutos extraordinários, o mundo estava assistindo junto. Décadas depois, em 2009, Faith Cohen, fã de longa data do grupo, decidiu que esse dia merecia ser comemorado. A partir dessa convicção, nasceu o Global Beatles Day, o Dia Mundial dos Beatles. Uma celebração criada e organizada por fãs, dedicada à banda, à sua música e a uma mensagem que continua a ecoar por diversas gerações e ao redor do mundo: “love is all you need” (“o amor é tudo o que você precisa”).
De shows tributo em Tóquio a exposições com tema dos Beatles em Nova York, cantorias em Buenos Aires e reuniões de fãs em Liverpool, o Global Beatles Day continuou a crescer organicamente. Seu crescimento se baseou em um amor duradouro por John Lennon, Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr e por sua mensagem, e evoluiu para um evento anual abraçado por fãs de várias gerações e continentes. Agora, em um marco importante para a celebração, a Apple Corps Ltd., empresa fundada pelos Beatles para administrar seus empreendimentos criativos e comerciais, reconheceu formalmente o Dia Mundial dos Beatles.
No dia 25 de junho, paralelamente a eventos online e presenciais em todo o mundo que celebram a banda, os Beatles também lançarão gratuitamente no YouTube uma versão colorizada de sua apresentação de “All You Need Is Love” no programa “Our World”, da BBC. Esta é a primeira vez que essa apresentação icônica é disponibilizada online, comemorando o aniversário da apresentação, marcando o Dia Mundial dos Beatles e dando aos fãs de todo o mundo a chance de reviver aquele momento espetacular e global de 1967 e compartilhar suas reações no chat ao vivo.
Em carta enviada recentemente a Faith Cohen, o CEO da Apple Corps, Tom Greene, elogiou a iniciativa liderada pelos fãs, escrevendo: “Mais do que nunca, a mensagem dos Beatles e de ‘All You Need Is Love’ fala de algo vital para a comunidade, a conexão e o poder de unir as pessoas. É isso que torna o Dia Mundial dos Beatles tão especial. Ele não pede nada mais do que as pessoas, onde quer que estejam, parem, ouçam e compartilhem um pouco de alegria”. O reconhecimento parece adequado para uma banda cujo impacto duradouro permanece incomparável.
Os Beatles continuam sendo um dos grupos musicais de maior sucesso e influência da história. Mais de cinco décadas após sua separação, sua música continua a ecoar entre as gerações, desde os fãs que viveram a beatlemania na década de 1960 até novos públicos que descobrem “Hey Jude” e “Let It Be” por meio de plataformas de streaming e redes sociais, ou “The Two of Us”, recentemente utilizada no filme de sucesso “Project Hail Mary”. Além das vendas de discos, eles revolucionaram a moda, a cultura jovem, a composição musical e a produção de álbuns, deram início à chamada Invasão Britânica nos Estados Unidos e redefiniram a música popular com álbuns inovadores como “Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band”.
O legado dos Beatles continua atraindo milhões de visitantes a locais emblemáticos como o Abbey Road Studios, onde os fãs ainda se reúnem para recriar a icônica foto dos Beatles atravessando a Abbey Road. Em um anúncio feito no início deste mês, o número 3 da Savile Row, local do icônico show na cobertura, será transformado na primeira experiência oficial para fãs, com inauguração prevista para 2027. Olhando para o futuro, um evento cinematográfico de quatro filmes sobre os Beatles, muito aguardado, está programado para estrear em abril de 2028 pela Sony Pictures Entertainment e Neal Street Productions.
O projeto marca a primeira vez que a Apple Corps Ltd. e os Beatles concederam direitos totais sobre a história de vida e a música para um filme com roteiro. Dirigido por Sam Mendes, o projeto será estrelado por Harris Dickinson (John Lennon), Barry Keoghan (Ringo Starr), Paul Mescal (Paul McCartney) e Joseph Quinn (George Harrison). O Global Beatles Day (Dia Mundial dos Beatles) começou como uma ideia simples que se transformou em um movimento mundial baseado na alegria, na união e na conexão, valores que parecem cada vez mais relevantes nos dias de hoje. No próximo dia 25 de junho, espera-se que milhões de fãs em todo o mundo façam exatamente o que o Global Beatles Day incentiva: celebrar os Beatles, sua música e uma mensagem que continua a ecoar por diversas gerações em todo o mundo: “love is all you need” (“o amor é tudo o que você precisa”).
.: André Téchiné mergulha na Paris que engole sonhos em "Não Dou Beijos"
Ficha técnica
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.: Revista ZUM #30 homenageia Jaider Esbell e revela inéditos de Karim Aïnouz
A 30ª edição da ZUM, revista de fotografia do Instituto Moreira Salles, chega às livrarias e à loja online do IMS com destaque para o arquivo de fotografias inéditas do cineasta Karim Aïnouz, dois ensaios que enfatizam a relação da fotografia com a mineração e homenagens póstumas aos artistas Jaider Esbell (1979-2021), cuja obra ilustra a capa da edição, e Rochelle Costi (1961-2022). Também homenageado na ZUM #30, o artista e escritor Jaider Esbell, do povo Macuxi, estampa a capa, a quarta capa e as páginas da edição com Carta ao Velho Mundo (2018-19), em que intervém com desenhos e textos sobre reproduções fotográficas de uma famosa enciclopédia de história da arte, confrontando o cânone europeu com o pensamento indígena.
O entrevistado da edição é o cineasta cearense Karim Aïnouz. Em conversa com o diretor e produtor alemão Felix von Boehm, o diretor de filmes como Madame Satã (2002), A vida invisível (2019) e Motel Destino (2024), que acaba de lançar na Europa Rosebush Pruning (2026), reflete sobre a ideia de lar, pertencimento e a capacidade da fotografia de capturar a “alma do real”: “Acho que há algo na realidade que é muito poético e muito palpável. É isso que me interessa", diz ele a von Boehm. A revista publica fotografias inéditas de Aïnouz, produzidas ao longo de uma vida e carreira na estrada.
Lisette Lagnado assina o ensaio que acompanha a série Quartos, com fotos de Rochelle Costi que combinam o interesse pela vida privada com uma crítica à crise da moradia em São Paulo. A curadora destaca a capacidade da artista gaúcha de capturar a memória afetiva dos espaços. A obra de Costi também está presente na abertura da revista, na série "50 Horas - Autorretrato Roubado", em que investiga o próprio corpo no ato de ser olhado por outros. Também é dela o pôster da edição, distribuído exclusivamente aos assinantes.
Duas matérias neste número tratam da relação da fotografia com a mineração. A fotógrafa e arquiteta Valentina Tong percorreu a serra capixaba para documentar a maior indústria de rochas ornamentais do país, destacando a relação entre a arquitetura e o extrativismo mineral. As fotos de Pedras marcadas são acompanhadas de um texto da arquiteta Gabriela Leandro Pereira, que analisa essa relação conflituosa e compara as paisagens registradas por Tong às fotos de família de seu avô marmoreiro na mesma região.
Já a pesquisadora canadense Siobhan Angus revela a cadeia de exploração de trabalho e de recursos naturais por trás do discurso de imaterialidade e de praticidade associado à fotografia ao longo de sua história. No ensaio Mineirando a história da fotografia, Angus destrincha essa relação oculta a partir da análise do cartão-postal de uma greve de mineiros em Cobalt, no Canadá, no início do século 20.
A revista ressalta um assunto que teima em estar em evidência ainda no século 21: o do controle dos corpos das mulheres pelo Estado patriarcal. Em Você não morre, a editora francesa Marie Sumalla e a jornalista iraniana Ghazal Golshiri lembram a morte da jovem curda Mahsa Amini pela polícia moral da República Islâmica do Irã, em 2022, episódio que desencadeou uma onda de protestos no país. Em imagens e textos que combinam histórias pessoais e anônimas, elas fazem a cronologia dessa luta pelos direitos das mulheres.
Ainda nesta edição, um ensaio visual da artista argentina Liliana Porter. que mescla fotografia, pintura, desenho e instalação em obras híbridas, que jogam com os limites entre o mundo e sua representação. A professora Adriana Amante ressalta a intertextualidade no gesto de Porter, comparando a artista ao escritor Jorge Luis Borges.
A convite da ZUM, o fotógrafo Renan Teles, do coletivo Vilanismo, produziu imagens inéditas para a série Esmeraldas não é Cohab porque tem elevador (2017-26), em que retrata amigos e parentes no conjunto habitacional onde cresceu, em Itaquera, Zona Leste de São Paulo. A partir das fotografias, a escritora Lilia Guerra relembra a infância vivida “nos predinhos” na mesma região.
A ZUM #30 apresenta também o novo trabalho do fotógrafo estadunidense Tyler Mitchell. No livro Wish this was real (Aperture, 2025), Mitchell celebra a vida negra no passado e no presente dos Estados Unidos combinando memórias pessoais, moda e performance. Para a pesquisadora Sarah Lewis, Mitchell cria um idioma visual para questionar como é possível criar um terreno estável em meio à precariedade.
Tel.: 11 2842-9120
























