Por Cláudia Brino, escritora, ativista cultural e editora da Costelas Felinas
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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026
.: Entre silêncios e conveniências, a tragédia íntima de "As Traíras"
Por Cláudia Brino, escritora, ativista cultural e editora da Costelas Felinas
domingo, 22 de fevereiro de 2026
.: Fernanda Montenegro lê Simone de Beauvoir no Teatro Sesc Santos
Fernanda Montenegro inaugura o palco renovado do Teatro do Sesc Santos, marcando a reabertura do espaço com a leitura “Fernanda Montenegro Lê Simone de Beauvoir”. Foto: Guilherme Pires
Por: Mary Ellen Farias dos Santos, editora e criadora do Resenhando.com
Em fevereiro de 2025
A reabertura do Teatro Sesc Santos em 20 de fevereiro de 2026, às 20 horas, marcada com a apresentação da ilustre atriz brasileira Fernanda Montenegro fazendo a leitura dramática extraída da obra “A Cerimônia do Adeus”, de Simone de Beauvoir pode ser resumida como a grande oportunidade de estar diante de uma figura extremamente simbólica do teatro, televisão e cinema do Brasil.
No palco escuro, com a iluminação direcionada para a dama do teatro vestindo preto, ela acomodada numa cadeira com uma mesa a frente com o texto da escritora francesa, tal imagem fica ainda mais emblemática com a iluminação do Teatro Sesc Santos modernizada. Assim, a voz potente e transbordando impostação de voz, faz acontecer uma inesquecível aula de literatura das mais agradáveis possíveis, não pela escolha de um texto com toque pessoal e extremamente libertário, mas também pela interpretação impecável de Fernanda Montenegro.
Aos 96 anos, a atriz entrega paixão, encantamento e pura sedução na leitura interpretativa de um texto sobre a visão do feminino numa era em que aparentemente está no passado, mas, infelizmente, segue atual. Nessa a temporalidade, ao analisarmos hábitos mantidos por parte masculina que naturaliza a redução do papel da mulher na sociedade, sempre atrás e nunca ao lado, com igualdade.
A obra de texto poderoso, cuja temática é a visão libertária, estruturada por Simone de Beauvoir sobre o feminismo, uma vez que acreditava que a existência precedia a essência e, portanto, não se nasce mulher, torna-se. Em "A Cerimônia do Adeus" há espaço para tratar o companheirismo sem amarras e também o envelhecimento.
Inserindo em cena, de forma comovente, sua ligação de vida a Jean-Paul Sartre. Acontece no palco ainda a união de Fernanda Montenegro e Simone de Beauvoir que é puro deleite literário. O resultado são provocações reflexivas a respeito do minúsculo avanço de ser feminino numa sociedade machista agarrada ao retrógrado.
E como toda escolha tem um significado, a seleção do texto por Fernanda Montenegro é um acerto, tanto é que os ingressos rapidamente tiveram esgotadas as vendas das três apresentações iniciais. Para atender tamanha demanda, foram acrescidos dois novos horários que também esgotaram com agilidade.
* Mary Ellen é editora do site cultural www.resenhando.com, jornalista, professora e roteirista, além de criadora do photonovelas.blogspot.com. Siga: @maryellen.fsm
Serviço
“Fernanda Montenegro Lê Simone de Beauvoir”
Datas: 20 a 22 de fevereiro
Horários: sexta às 17h00, sábado, às 17h00 e 20h00; domingo, às 16h00 e 19h00
Classificação: não recomendado para menores de 14 anos
Ingressos: R$ 21,00 (credencial plena), R$ 35,00 (meia), R$ 70,00 (inteira)
Limite: até 2 ingressos por pessoa
Observação: não é permitida a entrada após o início da leitura
Venda de ingressos
As vendas de ingressos para os shows e espetáculos da semana seguinte (segunda a domingo) começa na semana anterior às atividades, em dois lotes: on-line pelo aplicativo Credencial Sesc SP e portal do Sesc São Paulo: às terças-feiras, a partir das 17h00. Presencialmente, nas bilheterias das unidades: às quartas-feiras, a partir das 17h00.
Bilheteria Sesc Santos - Funcionamento
Terça a sexta, das 9h às 21h30 | Sábados e domingos, 10h às 18h30
Sesc Santos
Rua Conselheiro Ribas, 136 - Aparecida / Santos
Telefone: (13) 3278-9800
Site do Sesc Santos
Instagram e Facebook: @sescsantos
.: Em "História da Violência", Édouard Louis narra consequências de um abuso
Um romance complexo que captura o impacto avassalador de uma agressão sexual, transformando um trauma em uma reflexão visceral sobre a nossa sociedade. A tradução é de Marilia Scalzo e a capa, de Luciana Facchini
Publicado dois anos depois do aclamado "O Fim de Eddy", o romance "História da Violência", publicado pela Editora Todavia, tem como ponto de partida uma noite de Natal do ano de 2012. Enquanto caminhava para casa pelas ruas desertas e frias de Paris após uma agradável ceia, passada na companhia de dois amigos, Édouard Louis cruza com um homem atraente, que o aborda com insistência. Dividido entre o desejo e a vontade de ficar sozinho para ler, o narrador acaba cedendo e convidando o homem para sua casa.
Após uma madrugada de trocas profundas e íntimas, em que Reda compartilha histórias de sua infância e da origem de sua família, como a da chegada de seu pai da Argélia à França, ele saca um revólver e ameaça matar Édouard. Em seguida, o narrador é agredido, estuprado, e Reda foge. Traumatizado, Édouard dá entrada nos procedimentos burocráticos para prestar queixa e se depara, entre outras coisas, com as dificuldades desse tipo de denúncia quando se é um homem gay.
A partir desta experiência traumática, que o leva de volta à pequena cidade do interior da França, o autor realiza um audacioso exercício de catarse literária, não apenas para analisar e compreender os impulsos mais vis de que o ser humano é capaz, mas também para explorar as múltiplas facetas da violência. O resultado é uma narrativa hipnótica que se movimenta entre o passado e o presente, e que se alterna entre várias vozes, como a de Édouard, de sua irmã e de Reda, registrando não apenas o racismo e a homofobia da sociedade francesa contemporânea, mas também seus efeitos sutis nos relacionamentos afetivos e familiares. Um livro intenso e inesquecível, que confirma o lugar sem igual de Édouard Louis na literatura de hoje. Compre o livro "História da Violência", de Édouard Louis, neste link.
O que disseram sobre o livro
"Uma obra de autoficção contundente... History of Violence é um romance conciso, porém densamente urdido, que se inicia com uma urgência crua e visceral." (Johanna Thomas-Coor, The Time)
"Intenso e desconfortavelmente envolvente, o romance parte dos eventos lancinantes daquela véspera de Natal para um exame implacável de classe, raça e discriminação." (Tash Aw)
"Evocando o misticismo e o poder das tragédias antigas, o jovem autor confirma sua habilidade de encenar o real." (Télérama)
"Uma explêndida e dolorosa busca pela verdade." (Le Monde des livres)
Sobre o autor
Édouard Louis nasceu em Hallencourt (França), em 1992. Em seus relatos contundentes, inscritos em uma tradição que remonta a Annie Ernaux e Didier Eribon, a homossexualidade e as injustiças de classe são retratadas através de uma escrita honesta e afiada, marcada por altas doses de crítica social e política. Dele, a Todavia publica também "Quem Matou Meu Pai" (2023), "Lutas e Metamorfoses de Uma Mulher" (2023), "Mudar: Método" (2024), "Monique se Liberta" (2024), "O Desabamento" (2025) e "O Fim de Eddy" (2025). Compre os livros de Édouard Louis neste link.
.: SP Companhia de Dança apresenta três obras internacionais no Sesc Santos
A São Paulo Companhia de Dança apresenta, nos dias 26 e 27 de fevereiro, no Sesc Santos, um programa com três obras de coreógrafos internacionais: “Odisseia”, de Joëlle Bouvier; “O Canto do Rouxinol”, de Marco Goecke; e “Gnawa”, de Nacho Duato. As apresentações integram a programação de reabertura do Teatro do Sesc Santos. Criada em 2008, a companhia mantém repertório que reúne criações inéditas e remontagens de obras do repertório internacional. O programa previsto para Santos reúne trabalhos de diferentes períodos e propostas estéticas.
Serviço
Venda de ingressos
As vendas de ingressos para os shows e espetáculos da semana seguinte (segunda a domingo) começa na semana anterior às atividades, em dois lotes: on-line pelo aplicativo Credencial Sesc SP e portal do Sesc São Paulo: às terças-feiras, a partir das 17h00. Presencialmente, nas bilheterias das unidades: às quartas-feiras, a partir das 17h00.
Bilheteria Sesc Santos - Funcionamento
Terça a sexta, das 9h às 21h30 | Sábados e domingos, 10h às 18h30
Sesc Santos
Rua Conselheiro Ribas, 136 - Aparecida / Santos
Telefone: (13) 3278-9800
Site do Sesc Santos
Instagram e Facebook: @sescsantos
sábado, 21 de fevereiro de 2026
.: A história real de um amor impossível que desafiou Auschwitz jà nas livrarias
Uma das histórias reais mais comoventes surgidas a partir do Holocausto chega agora ao público brasileiro. "Eles Se Amaram em Auschwitz", livro publicado pela Editora Planeta, narra a trajetória de Zippi Spitzer e David Wisnia, dois jovens que se conheceram e se apaixonaram dentro do campo de extermínio de Auschwitz, em meio ao período mais sombrio da humanidade. Escrito por Keren Blankfeld, jornalista especializada em reportagens investigativas, o livro apresenta uma história real que ecoa até hoje, convidando leitores e leitoras a refletir sobre memória, sobrevivência e a capacidade do amor de resistir mesmo nos cenários mais inimagináveis. A tradução é de Wélida Muniz.
O romance teve início quando seus olhares se cruzaram, dando forma a uma conexão improvável em um ambiente onde a vida era constantemente ameaçada. Enquanto enfrentavam fome, violência e incertezas diárias, Zippi e David encontraram um no outro um raro refúgio emocional - uma lembrança de que ainda existiam afeto, liberdade e futuro fora das cercas do campo nazista. O relacionamento, entretanto, precisava permanecer em absoluto segredo: ser descoberto significaria a morte.
Mesmo sob condições extremas e contra todas as probabilidades, os dois sobreviveram aos anos passados em Auschwitz. À medida que a guerra se aproximava do fim, ambos alimentavam a esperança de reconstruir a vida juntos quando fossem libertados. Antes de deixarem o campo, combinaram um reencontro - que só aconteceria sete décadas depois. Compre o livro "Eles Se Amaram em Auschwitz", de Keren Blankfeld, neste link.
Sobre a autora
Keren Blankfeld é jornalista especializada em reportagens investigativas. Ex-editora da revista Forbes, já teve artigos publicados em veículos como The New York Times, Forbes, Reuters e The Toronto Star, entre outros. É professora de reportagem e redação na Escola de Jornalismo da Universidade Columbia e também lecionou na Escola de Pós-Graduação da Universidade de Nova York. Foi convidada em programas da CNN, BBC World News e E! Entertainment. Em 2013, atuou como executiva criativa na New Regency Productions, colaborando com roteiristas e dramaturgos no desenvolvimento de projetos para cinema e televisão. É formada em Relações Internacionais e Inglês pela Universidade Tufts e mestre em Jornalismo pela Universidade Columbia. Atualmente, vive em Nova York com o marido e os dois filhos. Compre os livros de Keren Blankfeld neste link.
Serviço
Lançamento do livro "Eles Se Amaram em Auschwitz"
Sessão de autógrafos com Keren Blankfeld
Dia 27 de fevereiro a partir das 19h00
Bibla: Praça Professora Emília Barbosa Lima, 58 - Vila Madalena, São Paulo - SP
Ficha técnica
"Eles Se Amaram em Auschwitz"
Autora: Keren Blankfeld
Tradução: Wélida Muniz
ISBN: 978-85-422-3965-2
Páginas: 400
Editora Planeta
.: Peça teatral "Contus d Fadas para Kabezas Dialetykas" no Teatro Oficina
O espetáculo "Contus d Fadas para Kabezas Dialetykas" retorna ao Teatro Oficina para curta temporada de cinco semanas. Foto: Antonio Simas Barbosa
Ficha técnica
.: Tuca Andrada estreia "Let’s Play That ou Vamos Brincar Daquilo" em SP
Espetáculo propõe uma imersão poético-musical na vida e obra de Torquato Neto, com apresentações aos sábados, domingos e segundas, a partir de março. Foto: Ashlley Melo
O ator Tuca Andrada estreia segunda curta temporada em São Paulo do espetáculo "Let’s Play That ou Vamos Brincar Daquilo", no Teatro Sérgio Cardoso, equipamento da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo sob gestão da Associação Paulista dos Amigos da Arte (APAA), a partir do dia 7 de março de 2026, com sessões aos sábados e domingos, às 18h30, e às segundas, às 19h00. A partir de 15 de março, as apresentações de domingo passam a contar com intérpretes de Libras.
Em formato híbrido de poesia, show, aula-espetáculo e debate, o solo marca seu retorno aos palcos e apresenta uma leitura pessoal, política e provocadora sobre Torquato Neto (1944–1972), poeta, jornalista e um dos nomes mais inquietos do Tropicalismo. A direção é assinada pelo próprio Andrada em parceria com Maria Paula Costa Rêgo, fundadora do Grupo Grial de Dança, e o projeto tem como ponto de partida a antologia Torquatália, do autor Paulo Roberto Pires, além de cartas, textos jornalísticos e registros íntimos do autor.
Ambientado em uma semi arena, o espetáculo rompe a quarta parede e convida o público a integrar a ação cênica, em um jogo de reflexões e afetos. A trilha sonora, interpretada ao vivo por Tuca e pelos músicos Caio Cezar Sitônio (direção musical) e Pierre Leite, inclui parcerias de Torquato com Gilberto Gil, Caetano Veloso e Jards Macalé. Distante de um retrato biográfico linear, "Let’s Play That ou Vamos Brincar Daquilo" explora a liberdade criativa e a urgência política que marcaram a obra de Torquato Neto - e que ainda ecoam no presente.
Estreado em 2023, no Recife, o espetáculo já passou por palcos importantes como o Sesc Pompeia (SP), CCBBs de BH, Rio e Brasília, e festivais como o POA em Cena e o FestLuso. Por sua atuação, Tuca Andrada foi indicado ao Prêmio APCA de Melhor Ator.
Ficha técnica
Espetáculo "Let’s Play That ou Vamos Brincar Daquilo"
Criação: Tuca Andrada, a partir da obra e vida de Torquato Neto
Direção: Tuca Andrada e Maria Paula Costa Rêgo
Atuação: Tuca Andrada
Músicos: Caio Cezar Sitonio e Pierre Leite
Direção de movimento: Maria Paula Costa Rêgo
Direção musical: Caio Cezar Sitônio
Criação de luz: Caetano Vilela
Programação e Assistente de luz: Nicolas Caratori
Operação de luz: Bianca Contin
Técnico de Som: Junior Viana
Operação de som: Luciano Monson
Cenário e figurino: Tuca Andrada e Maria Paula Costa Rêgo
Parangolé: Izabel Carvalho
Assessoria de Comunicação: Adriana Monteiro
Fotografia: Ashlley Melo, Matheus José Maria e Jaime Barajas
Produção executiva: Adriana Teles e Tuca Andrada
Produção local: Cláudia Odorissio, Valéria Macedo e Adriana Monteiro
Projeto gráfico: Humberto Costa
Realização: Iluminata Produções Artísticas
Serviço
Espetáculo "Let’s Play That ou Vamos Brincar Daquilo"
Datas e horários: de 7 de março a 13 de abril de 2026 | Sábados e domingos, às 18h30, segundas, às 19h00 (exceto dias 16 e 30 de março)
A partir de 15 de março, as apresentações de domingo passam a contar com intérpretes de Libras.
Vendas: R$ 120,00 (inteira), R$ 60,00 (meia-entrada) | Sympla
Local: Teatro Sérgio Cardoso – Sala Paschoal Carlos Magno - Rua Rui Barbosa, 153 – Bela Vista / São Paulo
Duração: 70 minutos
Classificação etária: 16 anos
Capacidade: 195 lugares + 6 espaços para cadeirantes
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026
.: Katia Simões e Roberto Prioste dizem porque Love Story desafiou o moralismo
Durante mais de duas décadas, a Love Story ocupou um endereço físico no centro de São Paulo - mas construiu algo muito maior do que uma pista de dança. Entre a Boca do Lixo e a Boca do Luxo, a casa atravessou transformações urbanas, crises econômicas, mudanças de comportamento e revoluções tecnológicas sem perder aquilo que a tornaria lendária: a capacidade de reunir, no mesmo espaço, fama e anonimato, desejo e discrição, excessos e códigos próprios de convivência.
Ali, travestis dividiam a pista com empresários, jovens anônimos dançavam ao lado de celebridades internacionais e mulheres frequentavam sozinhas um ambiente que, para muitos, ainda carregava o estigma da noite. Havia exageros, contradições, episódios que hoje seriam lidos sob outras lentes morais e, sobretudo, uma sensação rara de liberdade compartilhada. A Love Story era um microcosmo da São Paulo que fervia depois da meia-noite.
Agora, essa memória ganha registro no livro "Love Story - A Casa de Todas as Casas", biografia não autorizada escrita pelos jornalistas Katia Simões e Roberto Prioste. Construída a partir de mais de 25 horas de depoimentos, a obra evita tanto a romantização fácil quanto o julgamento retrospectivo. Em vez disso, propõe um mergulho documental nos bastidores de um espaço que se tornou patrimônio afetivo da cidade e que talvez só pudesse existir antes da era da vigilância permanente.
Nesta entrevista exclusiva ao portal Resenhando.com, Katia Simões e Roberto Prioste falam sobre os riscos de narrar uma história sem controle institucional, os silêncios que encontraram pelo caminho, a fama de “puteiro” que o livro confronta e a pergunta inevitável: a Love Story acabou porque o tempo mudou - ou será que o tempo mudou porque lugares como a Love Story deixaram de existir? Compre o livro "Love Story - A Casa de Todas as Casas" neste link.
Roberto Prioste - Usar a expressão uma “biografia não autorizada” foi uma necessidade. Alguns relatos se referiam a terceiros. Embora a maioria das histórias foi checada, há ótimos relatos que não conseguimos cruzar as informações. Mesmo assim foram mantidos. Um exemplo é o caso do frequentador que se passava por delegado de polícia e certa vez levou na conversa até o Delegado Geral.
Roberto Prioste - Acabou porque os tempos são outros. E não estou olhando para a degradação do centro ou para a violência. Hoje, ninguém precisa sair de casa para paquerar, comer ou se divertir. Está tudo na palma da mão. E sim, as pessoas mudaram. Tanto que sentimos necessidade de alertar o leitor sobre termos usados por entrevistados que denotam cargas de machismo, homofobia, enfim... Conceitos e posições comuns e aceitáveis à época, mas que hoje são impensáveis.
.: Crítica: "Isso Ainda Está de Pé?" nos altos e baixos de um casal no stand-up
Por: Mary Ellen Farias dos Santos, editora e criadora do Resenhando.com
Em fevereiro de 2025
Uma casamento desgastado, perto do fim e 15 dólares levam Alex Novak (Will Arnett) ao stand-up comedy em "Isso Ainda Está de Pé?". Vagamente baseado na vida do comediante inglês John Bishop, que recebeu crédito pela história, o longa dirigido por Bradley Cooper (que também interpreta o personagem Arnie) revela nos bastidores, por meio de conversas de profissionais, os segredos de como fisgar o público contando situações cotidianas engraçados, tendo diante de si um microfone.
Na trama Alex e Tess (Laura Dern, "Um Filho", "Jurassic World: Domínio") concluem que o divórcio é a solução para ambos, uma vez que o casamento não funciona mais. No entanto, entre eles há dois filhos de 10 anos. Na luta para não contar a real situação, entram na jogada os pais de Alex em conversas tumultuadas na cozinha, mas também como apoio.
A grande fuga encontrada no stand-up comedy vai aprimorando ao se envolver em conversas com outros experientes. Assim, descobre a importância de escrever para melhorar. E com a separação, num dia de estadia dos filhos com ele, os garotos encontram as anotações do pai e mergulham num conflito emocional, embora Alex reforce que muita informação ali é inventada.
Embora não seja um grande filme, justamente por não desenvolver e aprofundar temas levantados, o longa consegue retratar os altos e baixos de uma relação a dois e suas mais diversas interferências. "Isso Ainda Está de Pé?" é um drama com pegada de comédia numa história em que o comodismo imperava. De fato, levar a vida a dois com leveza sempre é a melhor opção e nesse ponto o filme acerta em cheio. Vale a ida ao cinema, sim!
A equipe Resenhando.com assiste aos filmes em Santos, no primeiro andar do Miramar Shopping. Para acompanhar as novidades da Cineflix mais perto de você, acesse a programação completa da sua cidade no app ou site a partir deste link. No litoral de São Paulo, as estreias dos filmes acontecem no Cineflix Santos, que fica no Miramar Shopping, à rua Euclides da Cunha, 21, no Gonzaga. Consulta de programação e compra de ingressos neste link: https://vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SAN.
* Mary Ellen é editora do site cultural www.resenhando.com, jornalista, professora e roteirista, além de criadora do photonovelas.blogspot.com. Siga: @maryellen.fsm
"Isso Ainda Está de Pé?" Gênero: comédia dramática. Direção: Bradley Cooper. Elenco: Will Arnett como Alex, Laura Dern como Tess, Bradley Cooper (atua e dirige). Sinopse: A trama acompanha um casal (Alex e Tess) que decide se divorciar de forma amigável após anos de casamento, enquanto Alex tenta se encontrar no cenário da comédia stand-up em Nova York.
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.: Entrevista: cantora Claudya completa 60 anos de carreira com novo show
Por Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural. Foto: divulgação
A cantora Claudya está completando 60 anos de carreira com um novo show em que revisita as canções que marcaram a sua trajetória. Ela construiu um percurso singular na música popular brasileira, transitando com naturalidade entre o samba, a bossa nova, o soul, a canção romântica e a música internacional. Dona de uma voz marcante, de timbre quente e fraseado preciso, ela se destacou desde cedo não apenas como intérprete, mas como uma artista atenta ao tempo histórico, às transformações estéticas e às múltiplas linguagens da canção brasileira. Em entrevista para o portal Resenhando.com, Claudya conta algumas de suas passagens e a sua expectativa para reencontrar o público na nova turnê. “Levarei para o palco o melhor das canções que gravei”.
Resenhando.com - Desde quando você sentiu que entraria no mundo da música?
Claudya - Desde menina. Lembro que a primeira vez que cantei foi em uma festa, com meu tio ao violão. Ao ouvir as palmas no final, senti que aquilo era o que queria fazer. E o interessante é que antes eu queria ser bailarina. O Ballet perdeu uma dançarina, mas acabou ganhando uma cantora
Resenhando.com - Você é reconhecidamente uma autodidata como intérprete. Como você cuida de sua voz?
Claudya - Eu passo por acompanhamento de uma fonoaudióloga, que sempre me recomenda alguns exercícios para manter a voz. E evito bebida alcóolica e o cigarro. Procuro viver para a minha arte de cantar.
Resenhando.com - Como você está preparando esse show para a turnê?
Claudya - Terei uma banda com nove integrantes. Os arranjos serão do Alexandre Vianna e terei a alegria de contar com minha filha, Graziela Medori no backing vocals. Para o show em São Paulo convidei a Alaíde Costa, que além de ser uma pessoa da melhor qualidade, ainda continua cantando muito bem. E convidei também o Ayrton Montarroyos, que representa com louvor a nova geração de intérpretes. Ele é muito talentoso e vai brilhar cada vez mais. Vou repassar alguns momentos importantes, como o repertório dos três discos que gravei pela Odeon entre 71 e 73. Essas são canções que marcaram a minha trajetória na música.
Resenhando.com - Você tem uma relação direta com os festivais de música.
Claudya - Em todos em que estive, consegui sempre classificar a canção ou ganhar como melhor intérprete. Teve um festival na década de 70 na Grécia em que cantei Minha Voz Virá do Sol da America, dos irmãos Paulo Sérgio e Marcos Valle. Gnhamos o primeiro lugar.
Resenhando.com - E foi marcante também a sua participação no musical Evita. Como foi essa experiência?
Claudya - Foi em 1983. Titubeei muito para aceitar, porque não era atriz e sabia que seria comparada a Bibi Ferreira e Marília Pêra. A trilha sonora era dificílima. Mas valeu a pena. O esforço foi recompensado com elogios da crítica, capas em jornais e revistas e indicação ao Prêmio Molière.
Resenhando.com - E a turnê começa em São Paulo. Há planos de estender para outras localidades?
Claudya - Com certeza. A estreia será na Casa Natura, em São Paulo. Mas estamos acertando algumas apresentações em unidades do Sesc. Quem sabe conseguimos uma data no Sesc de Santos, que tem um teatro maravilhoso? Quero levar esse repertório para o maior número de pessoas que for possível. E agradeço a todos que ajudaram a divulgar essa apresentação. Será um momento mais do que especial.
"Com Mais de 30"
"Deixa Eu Dizer"
"Pois É Seu Zé"
.: #VivoLendo indica o livro “Ludibriar das Faltas”, de Marcio Gregório Sá
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026
.: Crítica: "Um Cabra Bom de Bola" ensina a criar raízes profundas e sonhar
Por: Mary Ellen Farias dos Santos, editora e criadora do Resenhando.com
Em fevereiro de 2025
Sonhar grande e criar raízes profundas. Assim, a animação "Um Cabra Bom de Bola" apresenta o jovem Zeca Brito, um cabrito que, com o apoio da mãe, mergulha no sonho do berrobol, um esporte de alta intensidade e contato total, dominado pelos animais mais velozes e ferozes do mundo. Mesmo sem o tamanho suficiente, hoje um rapaz, Zeca com sotaque nordestino, vive sozinho e sem dinheiro para pagar o aluguel.
Até que uma grande oportunidade surge enquanto tenta defender Jaque Fonseca, lenda do esporte que é o fundamento da inspiração do pequeno. Contudo, estando diante de seu ídolo, nem tudo é o que sempre acreditou ser. Assim, após pura sorte, entrar para o time dos sonhos, Jaque também vira um desafio, fazendo com que Zeca prove o seu valor ao lado dela em busca do título.
A versão brasileira de nomes na dublagem dá um toque todo brasileiro, seja pelas brincadeiras, inclusive no nome do protagonista ou até do esporte praticado pelos animais. O sotaque nordestino de Zeca Brito também imprime uma brasilidade na animação estadunidense, desenvolvida pela Sony Pictures Animation, estúdio responsável por “Homem-Aranha: Através do Aranhaverso" e "K-Pop Demon Hunters".
A produção entrega um colorido de encher os olhos e deixar a telona de cinema com um brilho e cores vibrantes, ultimamente tão apagados em outros estúdios há um certo tempo. "Um Cabra Bom de Bola" pode não surpreender com inovações, como aconteceu em Aranhaverso, mas firma a qualidade de seus traços em cima de tramas muito bem elaboradas e fundamentadas.
"Um Cabra Bom de Bola" é um filme para toda a família, não somente como entretenimento, mas também pela mensagem que reforça a respeito de origens e nunca esquecer seu sonho maior apesar das dificuldades diversas. Afinal, a produção de Stephen Curry, focada em superar limitações físicas, ainda entrega um bom humor e visual belíssimo que faz valer cada centavo do ingresso. Imperdível!
A equipe Resenhando.com assiste aos filmes em Santos, no primeiro andar do Miramar Shopping. Para acompanhar as novidades da Cineflix mais perto de você, acesse a programação completa da sua cidade no app ou site a partir deste link. No litoral de São Paulo, as estreias dos filmes acontecem no Cineflix Santos, que fica no Miramar Shopping, à rua Euclides da Cunha, 21, no Gonzaga. Consulta de programação e compra de ingressos neste link: https://vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SAN.
* Mary Ellen é editora do site cultural www.resenhando.com, jornalista, professora e roteirista, além de criadora do photonovelas.blogspot.com. Siga: @maryellen.fsm
"Um Cabra Bom de Bola". Gênero: animação. Direção: Tyree Dillihay. Elenco: Carolina Dieckmann (Kátia), Júlia Rabello (Léo) e Caco Ciocler (Zeca). Sinopse: Uma pequena cabra com grandes sonhos recebe uma oportunidade única na vida de se juntar aos profissionais. A história acompanha Zeca Brito (Will na versão original), uma pequena cabra com grandes sonhos que recebe uma oportunidade única de se juntar aos profissionais e jogar berrobol — um esporte de alta intensidade que lembra o basquete. Zeca precisa provar que, mesmo sendo pequeno, tem talento para brilhar no esporte e mudar a história do jogo.
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