sábado, 21 de fevereiro de 2026

.: A história real de um amor impossível que desafiou Auschwitz jà nas livrarias


Uma das histórias reais mais comoventes surgidas a partir do Holocausto chega agora ao público brasileiro. "Eles Se Amaram em Auschwitz", livro publicado pela Editora Planeta, narra a trajetória de Zippi Spitzer e David Wisnia, dois jovens que se conheceram e se apaixonaram dentro do campo de extermínio de Auschwitz, em meio ao período mais sombrio da humanidade. Escrito por Keren Blankfeld, jornalista especializada em reportagens investigativas, o livro apresenta uma história real que ecoa até hoje, convidando leitores e leitoras a refletir sobre memória, sobrevivência e a capacidade do amor de resistir mesmo nos cenários mais inimagináveis. A tradução é de Wélida Muniz.

O romance teve início quando seus olhares se cruzaram, dando forma a uma conexão improvável em um ambiente onde a vida era constantemente ameaçada. Enquanto enfrentavam fome, violência e incertezas diárias, Zippi e David encontraram um no outro um raro refúgio emocional - uma lembrança de que ainda existiam afeto, liberdade e futuro fora das cercas do campo nazista. O relacionamento, entretanto, precisava permanecer em absoluto segredo: ser descoberto significaria a morte.

Mesmo sob condições extremas e contra todas as probabilidades, os dois sobreviveram aos anos passados em Auschwitz. À medida que a guerra se aproximava do fim, ambos alimentavam a esperança de reconstruir a vida juntos quando fossem libertados. Antes de deixarem o campo, combinaram um reencontro - que só aconteceria sete décadas depois. Compre o livro "Eles Se Amaram em Auschwitz", de Keren Blankfeld, neste link.


Sobre a autora
Keren Blankfeld
é jornalista especializada em reportagens investigativas. Ex-editora da revista Forbes, já teve artigos publicados em veículos como The New York Times, Forbes, Reuters e The Toronto Star, entre outros. É professora de reportagem e redação na Escola de Jornalismo da Universidade Columbia e também lecionou na Escola de Pós-Graduação da Universidade de Nova York. Foi convidada em programas da CNN, BBC World News e E! Entertainment. Em 2013, atuou como executiva criativa na New Regency Productions, colaborando com roteiristas e dramaturgos no desenvolvimento de projetos para cinema e televisão. É formada em Relações Internacionais e Inglês pela Universidade Tufts e mestre em Jornalismo pela Universidade Columbia. Atualmente, vive em Nova York com o marido e os dois filhos. Compre os livros de Keren Blankfeld neste link.

Serviço
Lançamento do livro "Eles Se Amaram em Auschwitz"

Sessão de autógrafos com Keren Blankfeld
Dia 27 de fevereiro a partir das 19h00
Bibla: Praça Professora Emília Barbosa Lima, 58 - Vila Madalena, São Paulo - SP


Ficha técnica

"Eles Se Amaram em Auschwitz" 
Autora: Keren Blankfeld
Tradução: Wélida Muniz
ISBN: 978-85-422-3965-2
Páginas: 400
Editora Planeta

.: Peça teatral "Contus d Fadas para Kabezas Dialetykas" no Teatro Oficina


O  espetáculo "Contus d Fadas para Kabezas Dialetykas" retorna ao Teatro Oficina para curta temporada de cinco semanas. Foto: Antonio Simas Barbosa

Depois de oito apresentações pontuais e esgotadas no início do ano passado, em março de 2025, o espetáculo "Contus d Fadas para Kabezas Dialetykas" retorna ao Teatro Oficina para curta temporada de cinco semanas, às segundas e terças-feiras, às 20h00, até 5 de abril. O espetáculo tem em suas veias a paixão de Kafka pelo teatro popular e é uma encenação inédita a partir de contos curtos do autor. A montagem atravessa sete de suas narrativas, criando uma engrenagem disparadora de imagens, gestos e palavras que vão do embate com a “lei” ao desejo de fusão com a terra. “Um contra-feitiço, em compasso báquico, à civilização ocidental", diz a diretora Fabiana Serroni.

A abertura é com o célebre "Diante da Lei", no qual um camponês tenta acessar um direito que lhe é negado. Em "Relatório para uma Academia", uma macaca domesticada é capturada e tornada celebridade. As cenas "Comunidade" e "Sociedade dos Cafajestes" refletem o restrito grupo de amigos donos do mundo. Em “Desista!” e “Josefina, a Cantora” abre se uma fenda no tempo por onde se escuta o ruído hipnótico e arrebatador do canto de Josefina. Seu gesto final de recusa ao endeusamento e entrega à glória profunda do anonimato celebra o comum extraordinário. Culminando no desejo de fusão com a terra em “O Desejo de Virar Indígena”, vivido por um ator de raízes indígena do povo fulni-ô.


Concepção cênica
A dramaturgia costura sete contos do autor, alguns com apenas um único parágrafo. A narrativa evoca as raízes indígenas andinas de imigrantes latino-americanos em São Paulo, expõe as engrenagens da captura da vida pelo negócio, o condicionamento e o caráter excludente da cultura citadina ocidental, culminando no desejo de fusão com a terra, com o corpo do animal e com o vasto horizonte. Mas no fio da história acontecimentos em descompasso – como um relógio que gira ao contrário ou que se adianta - nos lançam ao patamar do sonho tal como o concebem as culturas indígenas, como disciplina que norteia, orienta. Um sonho coletivo.
 

Por que Kafka hoje?
Um dos mais influentes escritores do século XX, Franz Kafka, era um apaixonado por teatro e sua literatura é um grande ballet. Kafka era um amante de Gaia, do sonho da terra, das pulsões, do circuito da vida. Sua literatura é uma denúncia, atualíssima, com humor ácido e horror, à captura da vida pela máquina do mundo - a “lei”, o capital. Foi o filósofo Walter Benjamin quem se referiu aos contos curtos de Kafka como “contos de fadas para cabeças dialéticas”, entendendo-os como um código de gestos que, segundo o próprio Kafka, só ganham sentido por meio de experiências múltiplas — sendo o teatro o lugar dessas experiências.
 

Ficha técnica

Espetáculo "Contus d Fadas para Kabezas Dialetykas"
Direção: Fabiana Serroni
Concepção e dramaturgia: Santiago Willis da Silva e Guerra e Fabiana Serroni
Assistente de direção: Stella Prata
Direção de arte: Graciela Rodriguez
Direção musical: Adriano Salhab
Direção de vídeo: Ciça Lucchesi
Elenco / Atuantes: Bruli, Carol Pinzan, Clara Lacava, Dan Salas, Fabiana Serroni, Filipe Alcarvan, Gustavo Dainezi, Joel Carlos, Lucas Massimo, Lufe Bollini, Márcio Ventura, Mila Sequera, Martin Levi, Paula de Franco, Rafael Castilho, Sandra Vilchez, Stella Prata, Yan Machado Ruffo
Figurino, Corpo e Preparações
Figurino: Arianne Vitale
Assistente de figurino: Mandy
Preparação corporal: Carol Pinzan, Joel Carlos e Stella Prata
Preparação de circo: Filipe Alcarvan e Wilson Feitosa
Músicos: Adriano Salhab, André Lagartixa, Fefe Camilo, Lufe Bollini, Márcio Ventura, Otávio Malta e Pedro Abujamra
Teclados e theremin: Jefferson Placido
Participação especial sonora: José Maria Cardoso
Operador de som: Nine
Microfonista: Julia Ávila
Vídeo, luz e pperações técnicas | Desenhos: Graciela Rodriguez
Operação de vídeo: Victor Rosa
Iluminação e operação de luz: Angel Taize e Vitória Pedrosa
Operação de canhão: Gustavo Nascimento
Operação de câmera: Zizi Yndio do Brasil e Luz Barbosa
Arte gráfica: Lufe Bollini
Mídias: Clara Lacava e Gustavo Dainezi
Textos e mídias sociais: Ciça Lucchesi, Fernanda Taddei e Fabiana Serroni
Assessoria de imprensa: Adriana Monteiro
Produção e equipe de teatro | Produção: Sonia Esper
Direção de cena: Márcio Ventura
Assistentes de direção de cena e Contrarregragem: Rafael Castilho e Artur Medeiros
Brigadista / Bombeiro civil: Amanda Aguiar Di Stadio
Bilheteria: Sonia Esper
Administrador do Teatro: Anderson Puchetti
Coordenação técnica do teatro: Filipe Fonseca
Coordenação do teatro: Roseli Aparecida
Coordenação Casa de Acervo: Elisete Jeremias
Guardiã dos figurinos: Cida Melo
Apoio: JR Malabares
UP Ultra Foto – Loja especializada em equipamentos fotográficos
Unesp - Instituto de Artes
Ocupação 9 de Julho

Serviço
Espetáculo "Contus d Fadas para Kabezas Dialetykas"
Duração: 70 minutos
Classificação indicativa: 16 anos
Ingressas: R$ 80,00 (inteira); R$ 40,00 (meia-entrada); R$ 25,00 (moradores do Bexiga)
Temporada: dias 2, 9, 30 - segundas, às 20h00; Março: dias 3, 10, 17, 24, 31 - terças, às 20h00; Abril: dias 4 e 5, sábado, às 20h00, e domingo, às 18h00.
Capacidade: 250 lugares

.: Tuca Andrada estreia "Let’s Play That ou Vamos Brincar Daquilo" em SP


Espetáculo propõe uma imersão poético-musical na vida e obra de Torquato Neto, com apresentações aos sábados, domingos e segundas, a partir de março. Foto: Ashlley Melo

O ator Tuca Andrada estreia segunda curta temporada em São Paulo do espetáculo "Let’s Play That ou Vamos Brincar Daquilo", no Teatro Sérgio Cardoso, equipamento da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo sob gestão da Associação Paulista dos Amigos da Arte (APAA), a partir do dia 7 de março de 2026, com sessões aos sábados e domingos, às 18h30, e às segundas, às 19h00. A partir de 15 de março, as apresentações de domingo passam a contar com intérpretes de Libras.

Em formato híbrido de poesia, show, aula-espetáculo e debate, o solo marca seu retorno aos palcos e apresenta uma leitura pessoal, política e provocadora sobre Torquato Neto (1944–1972), poeta, jornalista e um dos nomes mais inquietos do Tropicalismo. A direção é assinada pelo próprio Andrada em parceria com Maria Paula Costa Rêgo, fundadora do Grupo Grial de Dança, e o projeto tem como ponto de partida a antologia Torquatália, do autor Paulo Roberto Pires, além de cartas, textos jornalísticos e registros íntimos do autor. 

Ambientado em uma semi arena, o espetáculo rompe a quarta parede e convida o público a integrar a ação cênica, em um jogo de reflexões e afetos. A trilha sonora, interpretada ao vivo por Tuca e pelos músicos Caio Cezar Sitônio (direção musical) e Pierre Leite, inclui parcerias de Torquato com Gilberto Gil, Caetano Veloso e Jards Macalé. Distante de um retrato biográfico linear, "Let’s Play That ou Vamos Brincar Daquilo" explora a liberdade criativa e a urgência política que marcaram a obra de Torquato Neto - e que ainda ecoam no presente.

Estreado em 2023, no Recife, o espetáculo já passou por palcos importantes como o Sesc Pompeia (SP), CCBBs de BH, Rio e Brasília, e festivais como o POA em Cena e o FestLuso. Por sua atuação, Tuca Andrada foi indicado ao Prêmio APCA de Melhor Ator.

Ficha técnica
Espetáculo "Let’s Play That ou Vamos Brincar Daquilo"
Criação: Tuca Andrada, a partir da obra e vida de Torquato Neto
Direção: Tuca Andrada e Maria Paula Costa Rêgo
Atuação: Tuca Andrada
Músicos: Caio Cezar Sitonio e Pierre Leite
Direção de movimento: Maria Paula Costa Rêgo
Direção musical: Caio Cezar Sitônio
Criação de luz: Caetano Vilela
Programação e Assistente de luz: Nicolas Caratori
Operação de luz: Bianca Contin
Técnico de Som: Junior Viana
Operação de som: Luciano Monson
Cenário e figurino: Tuca Andrada e Maria Paula Costa Rêgo
Parangolé: Izabel Carvalho
Assessoria de Comunicação: Adriana Monteiro
Fotografia: Ashlley Melo, Matheus José Maria e Jaime Barajas
Produção executiva: Adriana Teles e Tuca Andrada
Produção local: Cláudia Odorissio, Valéria Macedo e Adriana Monteiro
Projeto gráfico: Humberto Costa
Realização: Iluminata Produções Artísticas


Serviço
Espetáculo "Let’s Play That ou Vamos Brincar Daquilo"
Datas e horários: de 7 de março a 13 de abril de 2026 | Sábados e domingos, às 18h30, segundas, às 19h00 (exceto dias 16 e 30 de março)
A partir de 15 de março, as apresentações de domingo passam a contar com intérpretes de Libras.
Vendas: R$ 120,00 (inteira), R$ 60,00 (meia-entrada) | Sympla
Local: Teatro Sérgio Cardoso – Sala Paschoal Carlos Magno - Rua Rui Barbosa, 153 – Bela Vista / São Paulo
Duração: 70 minutos
Classificação etária: 16 anos
Capacidade: 195 lugares + 6 espaços para cadeirantes

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

.: Katia Simões e Roberto Prioste dizem porque Love Story desafiou o moralismo


Em entrevista, Katia Simões e Roberto Prioste revelam como a Love Story se tornou patrimônio afetivo da noite paulistana e por que um lugar assim talvez hoje não sobrevivesse à era da vigilância digital. Foto: divulgação

Por Helder Moraes Miranda, jornalista e crítico de cultura, editor do portal Resenhando.com

Durante mais de duas décadas, a Love Story ocupou um endereço físico no centro de São Paulo - mas construiu algo muito maior do que uma pista de dança. Entre a Boca do Lixo e a Boca do Luxo, a casa atravessou transformações urbanas, crises econômicas, mudanças de comportamento e revoluções tecnológicas sem perder aquilo que a tornaria lendária: a capacidade de reunir, no mesmo espaço, fama e anonimato, desejo e discrição, excessos e códigos próprios de convivência.

Ali, travestis dividiam a pista com empresários, jovens anônimos dançavam ao lado de celebridades internacionais e mulheres frequentavam sozinhas um ambiente que, para muitos, ainda carregava o estigma da noite. Havia exageros, contradições, episódios que hoje seriam lidos sob outras lentes morais e, sobretudo, uma sensação rara de liberdade compartilhada. A Love Story era um microcosmo da São Paulo que fervia depois da meia-noite.

Agora, essa memória ganha registro no livro "Love Story - A Casa de Todas as Casas", biografia não autorizada escrita pelos jornalistas Katia Simões e Roberto Prioste. Construída a partir de mais de 25 horas de depoimentos, a obra evita tanto a romantização fácil quanto o julgamento retrospectivo. Em vez disso, propõe um mergulho documental nos bastidores de um espaço que se tornou patrimônio afetivo da cidade e que talvez só pudesse existir antes da era da vigilância permanente.

Nesta entrevista exclusiva ao portal Resenhando.com, Katia Simões e Roberto Prioste falam sobre os riscos de narrar uma história sem controle institucional, os silêncios que encontraram pelo caminho, a fama de “puteiro” que o livro confronta e a pergunta inevitável: a Love Story acabou porque o tempo mudou - ou será que o tempo mudou porque lugares como a Love Story deixaram de existir? Compre o livro "Love Story - A Casa de Todas as Casas" neste link.

Resenhando.com - Ao optar por uma “biografia não autorizada”, vocês se libertaram de controles, mas também assumiram riscos. Em algum momento pensaram: isso aqui talvez não devesse ir para o papel e decidiram ir mesmo assim?
Katia Simões - A intenção sempre foi retratar um ícone importante da noite paulistana, e não invadir a vida pessoal dos frequentadores e das pessoas envolvidas no negócio, muito embora seja natural que, em alguns momentos, seja difícil realizar essa separação.
Roberto Prioste - Usar a expressão uma “biografia não autorizada” foi uma necessidade. Alguns relatos se referiam a terceiros. Embora a maioria das histórias foi checada, há ótimos relatos que não conseguimos cruzar as informações. Mesmo assim foram mantidos. Um exemplo é o caso do frequentador que se passava por delegado de polícia e certa vez levou na conversa até o Delegado Geral.


Resenhando.com - A Love Story aparece no livro como um território onde fama e anonimato coexistiam sem hierarquia. Hoje, numa era de stories, câmeras e vigilância constante, um lugar assim ainda seria possível?
Katia Simões - Não existe mais anonimato, vivemos num eterno Big Brother desde que as redes sociais ganharam voz e os celulares registram cada passo. Enquanto os flagrantes eram feitos apenas com máquinas fotográficas, os seguranças davam conta de inibir os “bisbilhoteiros” já na revista. Depois, com a chegada dos celulares, a tarefa ficou mais árdua, até se tornar impraticável. Não há mais espaço para uma casa noturna com o perfil do Love Story, tanto pela mudança dos costumes, quanto pelo uso massivo da tecnologia.
Roberto Prioste - Entendo que não. Hoje vivemos num mundo cercado por olhos e ouvidos eletrônicos.


Resenhando.com - O livro evita romantizar a noite, mas também não a demoniza. Como foi o equilíbrio entre documentar excessos e preservar a potência libertária que a Love Story representava?
Katia Simões - A noite abordada no livro, que é a da música, da diversão, do lazer, da paquera, não tem de ser demonizada. O que procuramos traduzir foi a atmosfera noturna paulistana que não existe mais. Vale observar que o que hoje é excesso, naquela época não era visto como tal, o que não significa que não havia. O livro retrata passagens envolvendo drogas, bebedeiras, brigas e até armas dentro do contexto da época.
Roberto Prioste - Foi justamente documentando excessos (bebidas/substâncias/atitudes) que conseguimos preservar a potência libertária. Porque a abordagem ousada, por exemplo, ao mesmo tempo em que era tolerada pela sociedade, no Love era combatida. Não era não! Várias mulheres contam passagens que confirmam essa postura e por isso se sentiam livres naquele ambiente.
 

Resenhando.com - Entre mais de 25 horas de depoimentos, o que chamou mais atenção: o motivo das pessoas que não quiseram falar ou o das histórias que nunca haviam sido ditas antes?
Katia Simões - Acredito que as duas coisas. Recebemos com surpresa a negativa de vários grupos, que eram assíduos frequentadores da casa, como os jogadores de futebol. Embora suas passagens foram registradas na mídia, preferiram ficar calados. Histórias surpreendentes também vieram à tona e nos ajudaram a rechear a narrativa.
Roberto Prioste - Na minha percepção, sem dúvida, foram as histórias nunca contadas. Ainda que reveladas sob pseudônimo ou aquelas em que preservamos a identidade do famoso ou do empresário.


Resenhando.com - A Love Story atravessou Boca do Lixo e Boca do Luxo. Em que momento vocês perceberam que estavam contando, na verdade, uma biografia da própria São Paulo e não apenas de uma boate?
Katia Simões - Porque a Love Story era um recorte de um retrato maior do que acontecia na noite, na sociedade e na São Paulo das décadas de 1990 e 2000. Ali estavam representados os perfis e trajetórias mais diversos. Homens, mulheres, nativos e estrangeiros, migrantes e imigrantes, homossexuais, prostitutas, doutores, banqueiros, trabalhadores da noite, artistas, ricos e pobres, como acontece na capital que abraça a todos.
Roberto Prioste - Foi quando as pessoas começaram a verbalizar, para além das histórias de azaração, o carinho com a Love Story. Quando revelavam memórias incrivelmente emocionais. Foi aí que percebemos que estávamos diante de um patrimônio imaterial da cidade de São Paulo.


Resenhando.com - Muitos relatos apontam a Love como um espaço de igualdade radical, onde roupa, profissão ou status social não importavam. Isso era um projeto consciente da casa ou um efeito colateral da noite bem vivida?
Katia Simões - Não acredito que seja um projeto consciente, mas resultado dos sentimentos de liberdade e alegria que as pessoas dividiam na pista. Na LS todos eram recebidos da mesma maneira, com as honras da casa.
Roberto Prioste - Não foi consciente, por óbvio. Entendo que ninguém constrói sozinho - e aqui eu me refiro à alma do Love, o tio João - um espaço tão democrático. Mas foi, efetivamente, o efeito colateral de uma atitude coletiva: receber e tratar bem a todos. Existe uma frase lendária que resume tudo. No Love ia do porteiro ao Garnero (Álvaro).


Resenhando.com - O pacto de discrição parece ter sido um dos grandes segredos da Love Story. O que esse cuidado com a privacidade revela sobre a relação entre desejo, liberdade e espetáculo naquela época?
Katia Simões - Até a chegada da internet o pacto da discrição funcionou. Não era permitida a entrada com máquina fotográfica, filmadoras, os seguranças barravam. Com a chegada dos celulares, contudo, ficou impossível controlar, restringir ao Love o que acontecia no Love.
Roberto Prioste - Estamos falando de um pacto não escrito. A certeza do anonimato (não se entrava com máquinas fotográficas) fazia com que jovens e casais abastados, do interior e da capital, se divertissem tranquilamente juntos e misturados com garotas de programa, malandros. Sem falar nas damas da sociedade e de casadas que iam ao Love viver fantasias, dançar nos famosos queijinhos (os pequenos palcos) sem qualquer pudor. Isso é bastante revelador.


Resenhando.com - Ao ouvir depoimentos tão diversos - de artistas a frequentadores anônimos -, houve alguma versão da Love Story que contrariou frontalmente a memória afetiva que vocês mesmos tinham da casa?
Katia Simões - A memória afetiva e a ligação com a Love Story entre quem viveu a casa nos anos 1990 e na primeira década dos anos 2000 é muito diferente das recordações de quem frequentou a pista nos seus últimos anos. Talvez esteja aí alguns pontos contraditórios.
Roberto Prioste - Pelo menos duas gerações passaram pela Love Story. A do Love raiz, da década de 1990, e a do gourmet, após 2010. É claro que quem viveu uma, estranha a outra. Pessoalmente, ao ouvir alguns relatos, revisitei memórias de quando era um jovem estudante e circulava de vez em quando pela Boca do Luxo. Calçadas cheias, neon, paqueras, carros em baixa velocidade. Estava tudo lá. Agora, existiu a fama, quase senso comum, de que o Love era um puteiro. Nesse ponto o livro vai contrariar a percepção de muitos, principalmente daqueles só conheceram o Love por fora.


Resenhando.com - O livro documenta uma época em que a noite era lugar de invenção social. Vocês enxergam a Love Story como um espaço político, mesmo sem jamais se assumir como tal?
Katia Simões - Era um espaço de contestação de costumes, não de política. Bem diferente dos tempos atuais de polarização em todos os lugares.
Roberto Prioste - O livro cobre um longo período. Portanto, diverso social e politicamente. Não ouvimos relatos que corroborem com a tese, a não ser na questão de costumes. Mas podemos entender como um ato político o fato de mulheres frequentarem o Love sozinhas, sem medo. Ou trans e travestis expressando preferências e condutas sem qualquer repressão.


Resenhando.com - Depois de escrever "A Casa de Todas as Casas", o que ficou mais evidente: que a Love Story acabou porque o tempo mudou ou que o tempo mudou porque lugares como a Love Story deixaram de existir? As pessoas mudaram de lá para cá? 
Katia Simões - O LS acabou porque o tempo mudou, os costumes são outros, a tela do celular encurtou distâncias, mudou a maneira como as pessoas se conhecem e se relacionam. A noite, assim como a cidade, se tornou mais violenta. Hoje, as pessoas estão menos tolerantes, mais preconceituosas e pouco dispostas a saírem da própria bolha. Embora se fale tanto de diversidade - mais na teoria, do que na prática -, o Love por décadas fez da diversidade uma marca registrada.
Roberto Prioste - Acabou porque os tempos são outros. E não estou olhando para a degradação do centro ou para a violência. Hoje, ninguém precisa sair de casa para paquerar, comer ou se divertir. Está tudo na palma da mão. E sim, as pessoas mudaram. Tanto que sentimos necessidade de alertar o leitor sobre termos usados por entrevistados que denotam cargas de machismo, homofobia, enfim... Conceitos e posições comuns e aceitáveis à época, mas que hoje são impensáveis.


.: Crítica: "Isso Ainda Está de Pé?" nos altos e baixos de um casal no stand-up

Por: Mary Ellen Farias dos Santos, editora e criadora do Resenhando.com

Em fevereiro de 2025


Uma casamento desgastado, perto do fim e 15 dólares levam Alex Novak (Will Arnett) ao stand-up comedy em "Isso Ainda Está de Pé?". Vagamente baseado na vida do comediante inglês John Bishop, que recebeu crédito pela história, o longa dirigido por Bradley Cooper (que também interpreta o personagem Arnie) revela nos bastidores, por meio de conversas de profissionais, os segredos de como fisgar o público contando situações cotidianas engraçados, tendo diante de si um microfone. 

Na trama Alex e Tess (Laura Dern, "Um Filho", "Jurassic World: Domínio") concluem que o divórcio é a solução para ambos, uma vez que o casamento não funciona mais. No entanto, entre eles há dois filhos de 10 anos. Na luta para não contar a real situação, entram na jogada os pais de Alex em conversas tumultuadas na cozinha, mas também como apoio.

A grande fuga encontrada no stand-up comedy vai aprimorando ao se envolver em conversas com outros experientes. Assim, descobre a importância de escrever para melhorar. E com a separação, num dia de estadia dos filhos com ele, os garotos encontram as anotações do pai e mergulham num conflito emocional, embora Alex reforce que muita informação ali é inventada.

Embora não seja um grande filme, justamente por não desenvolver e aprofundar temas levantados, o longa consegue retratar os altos e baixos de uma relação a dois e suas mais diversas interferências. "Isso Ainda Está de Pé?" é um drama com pegada de comédia numa história em que o comodismo imperava. De fato, levar a vida a dois com leveza sempre é a melhor opção e nesse ponto o filme acerta em cheio. Vale a ida ao cinema, sim!


A equipe Resenhando.com assiste aos filmes em Santos, no primeiro andar do Miramar ShoppingPara acompanhar as novidades da Cineflix mais perto de você, acesse a programação completa da sua cidade no app ou site a partir deste link. No litoral de São Paulo, as estreias dos filmes acontecem no Cineflix Santos, que fica no Miramar Shopping, à rua Euclides da Cunha, 21, no Gonzaga. Consulta de programação e compra de ingressos neste link: https://vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SAN



* Mary Ellen é editora do site cultural www.resenhando.com, jornalista, professora e roteirista, além de criadora do photonovelas.blogspot.com. Siga: @maryellen.fsm


"Isso Ainda Está de Pé?" Gênero: comédia dramática. Direção: Bradley Cooper. Elenco: Will Arnett como Alex, Laura Dern como Tess, Bradley Cooper (atua e dirige). Sinopse: A trama acompanha um casal (Alex e Tess) que decide se divorciar de forma amigável após anos de casamento, enquanto Alex tenta se encontrar no cenário da comédia stand-up em Nova York.

.: Entrevista: cantora Claudya completa 60 anos de carreira com novo show


Por
 Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural. Foto: divulgação

A cantora Claudya está completando 60 anos de carreira com um novo show em que revisita as canções que marcaram a sua trajetória. Ela construiu um percurso singular na música popular brasileira, transitando com naturalidade entre o samba, a bossa nova, o soul, a canção romântica e a música internacional. Dona de uma voz marcante, de timbre quente e fraseado preciso, ela se destacou desde cedo não apenas como intérprete, mas como uma artista atenta ao tempo histórico, às transformações estéticas e às múltiplas linguagens da canção brasileira. Em entrevista para o portal Resenhando.com, Claudya conta algumas de suas passagens e a sua expectativa para reencontrar o público na nova turnê. “Levarei para o palco o melhor das canções que gravei”.

Resenhando.com - Desde quando você sentiu que entraria no mundo da música?
Claudya -
Desde menina. Lembro que a primeira vez que cantei foi em uma festa, com meu tio ao violão. Ao ouvir as palmas no final, senti que aquilo era o que queria fazer. E o interessante é que antes eu queria ser bailarina. O Ballet perdeu uma dançarina, mas acabou ganhando uma cantora


Resenhando.com - Você é reconhecidamente uma autodidata como intérprete. Como você cuida de sua voz?
Claudya - 
Eu passo por acompanhamento de uma fonoaudióloga, que sempre me recomenda alguns exercícios para manter a voz. E evito bebida alcóolica e o cigarro. Procuro viver para a minha arte de cantar.


Resenhando.com - Como você  está preparando esse show para a turnê?
Claudya - Terei uma banda com nove integrantes. Os arranjos serão do Alexandre Vianna e terei a alegria de contar com minha filha, Graziela Medori no backing vocals. Para o show em São Paulo convidei a Alaíde Costa, que além de ser uma pessoa da melhor qualidade, ainda continua cantando muito bem. E convidei também o Ayrton Montarroyos, que representa com louvor a nova geração de intérpretes. Ele é muito talentoso e vai brilhar cada vez mais. Vou repassar alguns momentos importantes, como o repertório dos três discos que gravei pela Odeon entre 71 e 73. Essas são canções que marcaram a minha trajetória na música.


Resenhando.com - Você tem uma relação direta com os festivais de música.
Claudya - Em todos em que estive, consegui sempre classificar a canção ou ganhar como melhor intérprete. Teve um festival  na década de 70 na Grécia em que cantei Minha Voz Virá do Sol da America, dos irmãos Paulo Sérgio e Marcos Valle. Gnhamos o primeiro lugar.


Resenhando.com - E foi marcante também a sua participação no musical Evita. Como foi essa experiência?
Claudya - Foi em 1983. Titubeei muito para aceitar, porque não era atriz e sabia que seria comparada a Bibi Ferreira e Marília Pêra. A trilha sonora era dificílima. Mas valeu a pena.  O esforço foi recompensado com elogios da crítica, capas em jornais e revistas e indicação ao Prêmio Molière.


Resenhando.com - E a turnê começa em São Paulo. Há planos de estender para outras localidades?
Claudya - Com certeza. A estreia será na Casa Natura, em São Paulo. Mas estamos acertando algumas apresentações em unidades do Sesc. Quem sabe conseguimos uma data no Sesc de Santos, que tem um teatro maravilhoso? Quero levar esse repertório para o maior número de pessoas que for possível.  E agradeço a todos que ajudaram a divulgar essa apresentação. Será um momento mais do que especial.

"Com Mais de 30"

"Deixa Eu Dizer"

"Pois É Seu Zé"

.: #VivoLendo indica o livro “Ludibriar das Faltas”, de Marcio Gregório Sá


Por 
Vieira Vivo, escritor e ativista cultural.
Escrever é a sensação de tapear uma realidade

A partir da utilização de aforismos e de textos curtos, revela-se, ante nossos olhos, uma concisa, reflexiva e consciente subversão de conceitos, dogmas, sínteses e tratados sociais em que se movimenta a sociedade contemporânea. O imenso labirinto sem perspectivas reais de ruptura em que sobrevivem parcamente as classes menos favorecidas, a população pobre oriunda das senzalas, os aprisionados pela manipulação da fé e os acomodados diante do maniqueísmo materialista é cruamente dissecado em cento e onze “afros” (corruptela de aforismo) neste pulsante livro “Ludibriar das Faltas”, publicado pela Editora Primata, de Marcio Gregório Sá.

O jogo de corpo para escapar das faltas, desde os campinhos de futebol da infância, evolui para as brechas em contornar obstáculos, opressões, truculências policiais e preconceitos e se expande para a carência de bens básicos de sobrevivência e de lazer e, ainda, da falta concreta de itens de auto-identificação culturais. A cada página, o autor subverte com sagacidade os imperativos ditames comportamentais e aponta para uma utópica co-relação de forças em que a alteridade sobressaia ante essa insípida e opressora atmosfera. Os textos são enriquecidos com amplas e heterogêneas referências literárias, filosóficas e culturais e temperados com uma fina camada de ironia e perspicácia.

A cada texto notamos os estilhaços fragmentados da realidade e a síntese de reestruturação de uma contínua e incessante diretriz de conduta mental e física para ludibriarmos as faltas e as carências opressoras da realidade e é finalizado com o aforismo cento e onze, trágico número tatuado, para sempre, em nossa cicatriz social. O livro traz, ainda, orelha e contra-capa de Milton Ricardo, prefácio de Marcelo Ariel e posfácio de Ademir Demarchi e, faz-se necessário, destacar, ainda, o contundente aforismo: “O que define o inconsciente nacional é o violento excesso das ausências”.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

.: Crítica: "Um Cabra Bom de Bola" ensina a criar raízes profundas e sonhar

Por: Mary Ellen Farias dos Santos, editora e criadora do Resenhando.com

Em fevereiro de 2025


Sonhar grande e criar raízes profundas. Assim, a animação "Um Cabra Bom de Bola" apresenta o jovem Zeca Brito, um cabrito que, com o apoio da mãe, mergulha no sonho do berrobol, um esporte de alta intensidade e contato total, dominado pelos animais mais velozes e ferozes do mundo. Mesmo sem o tamanho suficiente, hoje um rapaz, Zeca com sotaque nordestino, vive sozinho e sem dinheiro para pagar o aluguel.

Até que uma grande oportunidade surge enquanto tenta defender Jaque Fonseca, lenda do esporte que é o fundamento da inspiração do pequeno. Contudo, estando diante de seu ídolo, nem tudo é o que sempre acreditou ser. Assim, após pura sorte, entrar para o time dos sonhos, Jaque também vira um desafio, fazendo com que Zeca prove o seu valor ao lado dela em busca do título.

A versão brasileira de nomes na dublagem dá um toque todo brasileiro, seja pelas brincadeiras, inclusive no nome do protagonista ou até do esporte praticado pelos animais. O sotaque nordestino de Zeca Brito também imprime uma brasilidade na animação estadunidense, desenvolvida pela Sony Pictures Animation, estúdio responsável por “Homem-Aranha: Através do Aranhaverso" e "K-Pop Demon Hunters".

A produção entrega um colorido de encher os olhos e deixar a telona de cinema com um brilho e cores vibrantes, ultimamente tão apagados em outros estúdios há um certo tempo. "Um Cabra Bom de Bola" pode não surpreender com inovações, como aconteceu em Aranhaverso, mas firma a qualidade de seus traços em cima de tramas muito bem elaboradas e fundamentadas.

"Um Cabra Bom de Bola" é um filme para toda a família, não somente como entretenimento, mas também pela mensagem que reforça a respeito de origens e nunca esquecer seu sonho maior apesar das dificuldades diversas. Afinal, a produção de Stephen Curry, focada em superar limitações físicas, ainda entrega um bom humor e visual belíssimo que faz valer cada centavo do ingresso. Imperdível!


A equipe Resenhando.com assiste aos filmes em Santos, no primeiro andar do Miramar ShoppingPara acompanhar as novidades da Cineflix mais perto de você, acesse a programação completa da sua cidade no app ou site a partir deste link. No litoral de São Paulo, as estreias dos filmes acontecem no Cineflix Santos, que fica no Miramar Shopping, à rua Euclides da Cunha, 21, no Gonzaga. Consulta de programação e compra de ingressos neste link: https://vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SAN



* Mary Ellen é editora do site cultural www.resenhando.com, jornalista, professora e roteirista, além de criadora do photonovelas.blogspot.com. Siga: @maryellen.fsm


"Um Cabra Bom de Bola". Gênero: animação. Direção: Tyree Dillihay. Elenco: Carolina Dieckmann (Kátia), Júlia Rabello (Léo) e Caco Ciocler (Zeca). Sinopse: Uma pequena cabra com grandes sonhos recebe uma oportunidade única na vida de se juntar aos profissionais. A história acompanha Zeca Brito (Will na versão original), uma pequena cabra com grandes sonhos que recebe uma oportunidade única de se juntar aos profissionais e jogar berrobol — um esporte de alta intensidade que lembra o basquete. Zeca precisa provar que, mesmo sendo pequeno, tem talento para brilhar no esporte e mudar a história do jogo.

.: Cineflix Santos estreia "Anêmona", "Isso Ainda Está de Pé?" e Ghibli Fest

Hoje, 19 de fevereiro, a unidade Cineflix Cinemas de Santos, localizada no Shopping Miramar, apresenta duas estreias nas telonas, a comédia dramática "Isso Ainda Está de Pé?" e o drama "Anêmona" e ainda começa a exibição do Ghibli Fest, parte 2, como animações japonesas de sucesso como por exemplo, "A Viagem de Chihiro""Meu Amigo Totoro""O Castelo Animado" e "O Serviço de Entregas da Kiki".

Seguem em cartaz o romance arrebatador "O Morro dos Ventos Uivantes", a animação "Um Cabra Bom de Bola", o drama "Hamnet: A vida antes de Hamlet" e o suspense psicológico "A Empregada". Compre antecipadamente os ingressos aquihttps://vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SAN.

Estão disponíveis para venda os baldes colecionáveis, de "Bob Esponja: Em Busca da Calça Quadrada"A unidade de Cinemas Cineflix Santos, fica no Miramar Shopping, à rua Euclides da Cunha, 21, no Gonzaga.


"Isso Ainda Está de Pé?." Gênero: comédia dramática. Direção: Bradley Cooper. Elenco: Will Arnett como Alex, Laura Dern como Tess, Bradley Cooper (atua e dirige). Sinopse: A trama acompanha um casal (Alex e Tess) que decide se divorciar de forma amigável após anos de casamento, enquanto Alex tenta se encontrar no cenário da comédia stand-up em Nova York.

"Anêmona" (Anemone)Gênero: drama. Direção: Ronan Day-Lewis. Elenco: Daniel Day-Lewis como Ray Stoker, Sean Bean como Jem Stoker, Samantha Morton como Nessa Stoker, Samuel Bottomley como Brian Stoker, Safia Oakley-Green como Hattie. Sinopse: Segredos ocultos e ressentimentos há muito guardados vêm à tona quando dois irmãos afastados se reencontram em uma cabana primitiva nas profundezas das florestas do norte da Inglaterra.

"O Morro dos Ventos Uivantes". Gênero: drama, romance. Direção: Emerald Fennell. Elenco: Margot Robbie (Catherine Earnshaw), Jacob Elordi (Heathcliff), Hong Chau, Alison Oliver, Shazad Latif e Ewan Mitchell. Sinopse: A tragédia acontece quando Heathcliff se apaixona por Catherine Earnshaw, uma mulher de uma família rica na Inglaterra do século 18.

"Um Cabra Bom de Bola". Gênero: animação. Direção: Tyree Dillihay. Elenco: Carolina Dieckmann (Kátia), Júlia Rabello (Léo) e Caco Ciocler (Zeca). Sinopse: Uma pequena cabra com grandes sonhos recebe uma oportunidade única na vida de se juntar aos profissionais. A história acompanha Zeca Brito (Will na versão original), uma pequena cabra com grandes sonhos que recebe uma oportunidade única de se juntar aos profissionais e jogar berrobol — um esporte de alta intensidade que lembra o basquete. Zeca precisa provar que, mesmo sendo pequeno, tem talento para brilhar no esporte e mudar a história do jogo.


"Hamnet: A vida antes de Hamlet". (“Hamnet”). Gênero: drama histórico. Classificação indicativa: 14 anos. Ano de produção: 2025. Idioma: inglês. Direção: Chloé Zhao. Roteiro: Maggie O’Farrell e Chloé Zhao. Elenco: Jessie Buckley, Paul Mescal. Distribuição no Brasil: Universal Pictures. Duração: 2h05. Cenas pós-créditos: não. Sinopse: William Shakespeare e a sua esposa, Agnes, celebram o nascimento do seu filho, Hamnet. No entanto, quando a tragédia os atinge, inspira Shakespeare a escrever a sua obra-prima, Hamlet.


"A Empregada". (The Housemaid). Gênero: Suspense Psicológico, Thriller. Direção: Paul Feig. Roteiro: Rebecca Sonnenshine, Freida McFadden. Ano de Lançamento: 2025. Data de Estreia (Brasil): 18 de Dezembro de 2025. País: EUA. Idioma: Inglês. Duração: 2h11m. Elenco Principal: Sydney Sweeney (Millie), Amanda Seyfried (Nina), Brandon Sklenar (Andrew), Michele Morrone. Baseado em: Livro de Freida McFadden. Sinopse: A história segue Millie Calloway, que, após sair da prisão, consegue um emprego como empregada na casa dos ricos Nina e Andrew Winchester, mas logo percebe a natureza perturbadora de Nina e as dinâmicas disfuncionais da família, levando a situações de manipulação e suspense, enquanto Millie tem seus próprios segredos. 

Confira a programação diária do Ghibli Fest, parte 2, em cartaz na Cineflix Cinemas em Santos, aqui: https://vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SAN


O Resenhando.com é parceiro da rede Cineflix Cinemas desde 2021. Para acompanhar as novidades da Cineflix mais perto de você, acesse a programação completa da sua cidade no app ou site a partir deste link. No litoral de São Paulo, as estreias dos filmes acontecem no Cineflix Santos, que fica no Miramar Shopping, à rua Euclides da Cunha, 21, no GonzagaConsulta de programação e compra de ingressos neste link: https://vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SAN.


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