quinta-feira, 5 de março de 2026

.: Crítica: "Cara de Um, Focinho De Outro" une avó e neta pela natureza

Por: Mary Ellen Farias dos Santos, editora e criadora do Resenhando.com

Em março de 2026


Uma animação cativante que revela a forte essência Disney de seus tempos áureos focando nos laços da relação familiar e a necessidade de preservação da natureza. "Cara de Um, Focinho De Outro" apresenta a garotinha Mabel, muito raivosa até que passa a conviver com a avó em um espaço natural de encher os olhos e acalmar qualquer estressado.

A produção da Pixar Animation Studios, dirigida e escrita por Daniel Chong, remete a clássica animação "Pocahontas", quando avó e neta interagem, criando forte conexão entre ambas tendo a força da natureza. O carinho com os avós em idade avançada também estabelece uma conexão com o belo "Viva! A Vida é uma Festa" (neste, neto e avó). "Cara de Um, Focinho De Outro" ainda lembra de outra animação um pouco mais recente, "Operação Big Hero" quando caminha pela tecnologia e, inclusive, tem como cenário um laboratório de experimentos, mas é definitivamente uma nova e única história. 

Com personalidade forte e determinada, como as protagonistas de "Mulan" e "Valente", Mabel ainda garotinha é apresentada em fuga após resgatar animais mantidos em gaiolas na escola. Ao aprender com a avó a importância da biodiversidade em um espaço natural perto de casa, ela cresce amando os animais e a natureza. Na tentativa de proteger os animais que habitam o espaço que sempre lhe deu paz, vive em pé de guerra com o prefeito Jerry.

Assim, o anti-animal age de modo selvagem devastando a região, mesmo que afete as áreas naturais da cidade. Na tentativa de conter o homem, Mabel descobre uma grande inovação tecnológica de "salto", ainda em teste, pela professora e cientista, a Dra. Sam. O grande feito é o de transferir a consciência de um humano para um castor robótico, explorando o equilíbrio entre natureza e tecnologia com humor e consciência ambiental. 

Impulsiva, Mabel faz uso da tecnologia a seu modo e gera um caos, levando até mesmo o seu adversário de ideias, o prefeito Jerry, a fazer o mesmo. Contudo, a maior surpresa vem da própria natureza, mais precisamente de uma pupa. Refletindo sobre empatia e coexistência, a animação é puro deleite, mesmo misturando política urbana com preservação ambiental, pois até os embates acontecem com uma pitada de graça. 

Sem apresentação de um curta-metragem antes do início, "Cara de Um, Focinho De Outro" faz valer esperar os créditos, com a exibição de cenas, uma no meio e outra após rolarem todos os nomes envolvidos na produção. Imperdível e para assistir com toda a família!


A equipe Resenhando.com assiste aos filmes em Santos, no primeiro andar do Miramar ShoppingPara acompanhar as novidades da Cineflix mais perto de você, acesse a programação completa da sua cidade no app ou site a partir deste link. No litoral de São Paulo, as estreias dos filmes acontecem no Cineflix Santos, que fica no Miramar Shopping, à rua Euclides da Cunha, 21, no Gonzaga. Consulta de programação e compra de ingressos neste link: https://vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SAN

"Cara de Um, Focinho De Outro"(Hoppers). Gênero: Animação. Direção e roteiro: Daniel Chong. Duração: Aprox. 106 minutos. Distribuição: Pixar Animation Studios / Walt Disney Pictures. Vozes: Piper Curda (Mabel), Jon Hamm (Prefeito Jerry). Sinopse: A história acompanha Mabel, uma amante dos animais que utiliza uma tecnologia revolucionária para transferir sua mente para um castor robô hiper-realista. Ao se infiltrar no mundo animal, ela descobre mistérios inimagináveis e precisa agir contra os planos de Jerry, um prefeito hostil aos seres não humanos.


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Por: Mary Ellen Farias dos Santos, editora e criadora do Resenhando.com

Em março de 2026


A história de amor de Lionel (Paul Mescal, de "Hamnet: A Vida Antes de Hamlet" e "Todos Nós Desconhecidos") e David (Josh O'Connor, de "Rivais") costura o sensível e intenso longa "A História do Som". O drama romântico sutil, melancólico e com fotografia deslumbrante ambientado durante a primeira guerra mundial, apresenta o primeiro encontro de Lionel e David já proporcionado pela música. Numa paixão fulminante, ambos se entregam e tentam aproximação usando a preservação da música folk americana.

Após um afastamento, os dois voltam a ficar juntos quando partem em viagem pelos Estados Unidos , mesmo em guerra, gravar as vidas e as vozes de seus compatriotas. Assim, a música não é somente o pano de fundo da narrativa, mas um gesto de preservação das emoções humanas, colocando o cancioneiro no posto de verdadeiro protagonista do longa dirigido por Oliver Hermanus ("Beleza", "O Rio Sem Fim")

Tal qual a postura da época, o reflexo é impresso na telona em ações e reações educadas demais entre David e Lionel, sem explorar a paixão dos personagens de forma mais vibrante. De fato, além de se apoiar na atuação impecável de Mescal e O'Connor, há sustentação e fortalecimento da trama de "A História do Som" para a conclusão surpreendente da história de amor dos dois. Assim como "O Segredo de Brokeback Mountain", escrito por Annie Proulx, o texto original vem de um conto, de Ben Shattuck. Filmaço imperdível!


Em parceria com a Cineflix Cinemas, o Resenhando.com assiste aos filmes em Santos, no primeiro andar do Miramar ShoppingPara acompanhar as novidades da Cineflix mais perto de você, acesse a programação completa da sua cidade no app ou site a partir deste link. No litoral de São Paulo, as estreias dos filmes acontecem no Cineflix Santos, que fica no Miramar Shopping, à rua Euclides da Cunha, 21, no Gonzaga. Consulta de programação e compra de ingressos neste link: https://vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SAN


* Mary Ellen é editora do site cultural www.resenhando.com, jornalista, professora e roteirista, além de criadora do photonovelas.blogspot.com. Siga: @maryellen.fsm

"A História do Som"(The History of Sound, 2025). Gênero: Drama, Romance, Histórico, Musical. Direção: Oliver Hermanus. Duração: Aprox. 2h08. Distribuição: Universal Pictures Brasil. Elenco Principal: Paul Mescal (Lionel), Josh O'Connor (David). Sinopse: Ambientado em 1917, dois homens se conhecem no Conservatório de Boston e iniciam uma jornada para registrar vozes e músicas tradicionais de americanos durante a Primeira Guerra, apaixonando-se no processo. O filme é baseado no conto de Ben Shattuck.

.: Manual Crônico, de Thiago Sobral: Era pra ser um filme... mas não é


Thiago Sobral é escritor. Também publica semanalmente no site Minha Arca Literária e no Instagram @thiago.sobral_. É autor do livro "O Pai, a Faca e o Beijo", a ser publicado pela Editora Patuá.


Era pra ser uma emoção de cinema a cada míssil lançado sobre o inimigo. Uma iluminação fraca; paleta de cores em tons terrosos - marrom, cinza e verde-musgo - pra parecer sujo, desgastado e caótico. Era pra deixar os músculos tensos, os olhos arregalados, a mandíbula cerrada e a respiração suspensa. Contemplar aviões em voos rasantes sobre cidades semidestruídas, com antigos belos prédios virando escombros, o que excita a mente do telespectador.

Era pra ter soldados com cara de herói enfrentando inimigos maldosos que queriam destruir a humanidade, mas foram barrados pela “Nação boazinha”. Isso nos causaria orgulho, mesmo que a tal “Nação boazinha” não fosse a nossa, afinal, no fundo, sempre desejamos imitá-la.

Era pra ser emocionante ver metralhadoras cuspindo fogo e acertando balas em homens com feições diferentes, a cara da maldade. Seus rostos seriam focados, ocupariam, em primeiro plano, toda a tela e arrancariam sorrisos de satisfação do público logo que visse um corpo inimigo tombando.

Era pra ser um exército inimigo causando repugnância nos olhos atentos de quem foi à pré-estreia. Todos teriam comprado seus ingressos antecipadamente, ansiosos por ver o monstro fundamentalista ser combatido pela “Nação dos sonhos”.

Era pra ver os inimigos opressores serem derrotados pela nação imperialista. Assim, os ânimos do mundo se acalmariam e, no final da sessão, todos aplaudiriam, porque, apesar do saldo de mortes, teríamos mais uma guerra pra preencher as páginas dos livros de história e inspirar cineastas.

Era pra ser um grupo extremista sendo exterminado, porque no mundo não há espaço pra fundamentalistas opressores. Diante deles, o povo que cruzou o deserto no passado teria o direito de matar e destruir e assim livrar os vizinhos de uma opressão. Os streamings liberariam a película de graça, na faixa – porque é justamente na Faixa que o sangue molha o chão – e, sim, há quem goste disso.

Era pra tudo isso repercutir nas redes sociais o sucesso que foi tal produção. Um campo aberto aos experimentos de novas tecnologias que agilizam a guerra, fazem mais vítimas, se enquadram bem nas tomadas de cena e criam mercados pra inúmeros releases e notícias bombásticas.

Era pra ser retratado um mundo em lutas e embates generalizados, passado distante, sonho dissonante, sobre o qual apenas se lê, ao qual apenas se assiste, e depois gera debates boquiabertos que não conseguem conceber como foram capazes de realmente fazer isso no passado… Chamaríamos de arte, pois seriam belos filmes, com belos atores que ganhariam prêmios disputadíssimos e permitiriam a nós percebermos o quão bons somos em retratar nossas mazelas já superadas.

Era pra ser…

Mas não é.

Não é porque não é filme. Não é porque não é série da Netflix. Não é porque não é novela da Rede Globo. Não é porque não é filme cult iraniano. Não é porque não é aquela aula de história sobre guerras do passado que mais parecem ficção e que nunca mais vão acontecer.

É a realidade que nos rodeia, devora e aflora em nós o sentimento de medo de que tudo aconteça novamente. Os personagens não mudaram muito. Os motivos também não. Talvez o público de agora seja um pouco diferente de antigamente, pois parece que acompanha os fatos como se fossem uma obra de arte. Há ainda os que torcem por algum lado, como se os que promovem a guerra fossem equipes esportivas ou agremiações de carnaval. E isso não é só triste…

Era pra ser um filme… mas não é.

quarta-feira, 4 de março de 2026

.: Bárbara Bruno e Vanessa Goulartt estrelam novela vertical


Projeto aposta em formato inovador para o digital e celebra o encontro de duas gerações de atrizes no mesmo elenco. Foto: Fernando Diaz

O palco, a câmera e as novas plataformas digitais se tornam território afetivo e criativo para Bárbara Bruno e Vanessa Goulartt. Mãe e filha vivem um momento raro e simbólico na carreira: estão juntas em três produções simultâneas, atravessando diferentes linguagens e reafirmando a força de uma parceria que mistura herança, admiração e identidade própria. No cinema, integram o elenco do longa-metragem “É Tempo de Amoras”, de Anahi Borges, em cartaz na Rede Cineflix e em cinemas de todo o Brasil, obra que aborda afetos, memórias e recomeços, em uma narrativa sensível sobre o tempo e suas delicadas transformações. Diante das câmeras, a cumplicidade transborda da vida real para a ficção, criando uma camada extra de verdade às personagens.

Nas novelas verticais, formato contemporâneo pensado para o consumo digital, mãe e filha experimentam uma linguagem ágil e direta, conectada aos novos modos de contar histórias. A experiência evidencia a versatilidade de ambas, que transitam com naturalidade entre o clássico e o inovador. As produções são da VRA Production e esrarão disponíveis no aplicativo Sua Novela.

Já nos palcos, recentemente, estiveram juntas na aclamada montagem de “Gertrude, Alice e Picasso”, texto de Alcides Nogueira, espetáculo que mergulha no universo de Gertrude Stein, Alice B. Toklas e Pablo Picasso. A peça, dirigida por Vanessa e com Barbara no elenco, propõe um encontro entre arte, memória e vanguarda - temas que dialogam diretamente com a própria trajetória da família, marcada por gerações dedicadas às artes cênicas.

Filha de Bárbara Bruno e neta de Paulo Goulart e Nicette Bruno, Vanessa Goulartt carrega um legado artístico que honra com personalidade e humor próprios. Ao dividir cena com a mãe em três frentes distintas, reafirma não apenas a continuidade de uma tradição teatral, mas a construção de uma nova camada dessa história - agora escrita a quatro mãos. Mais do que coincidência de agenda, o encontro nas três produções simboliza um momento de maturidade artística e afetiva. Entre câmeras, roteiros e bastidores, Bárbara e Vanessa demonstram que o palco pode ser também extensão da casa - e que o amor, quando compartilhado em cena, ganha novas formas de permanência.

.: Cineflix estreia "A Noiva!", "Cara de Um, Focinho De Outro" e "Mother´s baby"

A unidade Cineflix Cinemas de Santos, localizada no Shopping Miramar, apresenta três estreias a partir de 5 de março, são elas: a animação Disney "Cara de Um, Focinho De Outro", a ficção científica de terror "A Noiva!" e o suspense psicológico "Mother´s baby".

A Cineflix Santos segue com a exibição do terror "Pânico 7", do drama indicado ao Oscar "Sirât", da animação "Um Cabra Bom de Bola", do romance arrebatador "O Morro dos Ventos Uivantes" e o suspense psicológico "A Empregada". Compre antecipadamente os ingressos aquihttps://vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SAN.

Na sexta-feira, às 14 horas, haverá sessão TEA da animação "Um Cabra Bom de Bola". Programe-se e não perca!

Estão disponíveis para venda os baldes colecionáveis da animação "Cara de Um, Focinho de Outro"A unidade de Cinemas Cineflix Santos, fica no Miramar Shopping, à rua Euclides da Cunha, 21, no Gonzaga.

"A Noiva!"(The Bride!). Gênero: terror, ficção científica. Direção e roteiro: Maggie Gyllenhaal. Duração: 127 minutos. Distribuição: Warner Bros. Elenco: Jessie Buckley como A Noiva, Christian Bale como Frankenstein, Penélope Cruz, Annette Bening, Peter Sarsgaard. Sinopse: Na Chicago da década de 1930, um Frankenstein solitário busca a ajuda da Dra. Euphronia para criar uma companheira para si. Eles revivem uma jovem assassinada, dando origem à Noiva. No entanto, ela transcende as intenções de seus criadores, desenvolvendo uma identidade própria e desencadeando um romance fervoroso e mudanças sociais radicais.

"Cara de Um, Focinho De Outro"(Hoppers). Gênero: Animação. Direção e roteiro: Daniel Chong. Duração: Aprox. 106 minutos. Distribuição: Pixar Animation Studios / Walt Disney Pictures. Vozes: Piper Curda (Mabel), Jon Hamm (Prefeito Jerry). Sinopse: A história acompanha Mabel, uma amante dos animais que utiliza uma tecnologia revolucionária para transferir sua mente para um castor robô hiper-realista. Ao se infiltrar no mundo animal, ela descobre mistérios inimagináveis e precisa agir contra os planos de Jerry, um prefeito hostil aos seres não humanos.

"Mother´s baby"(Mother´s baby). Gênero: thriller psicológico. Direção e roteiro: Johanna Moder. Roteiro (Adicional): Arne Kohlweyer. Duração: 108 minutos. Distribuição: Autoral Filmes. Elenco: Marie Leuenberger (Julia), Hans Löw (Georg), Claes Bang (Dr. Vilfort), Julia Franz Richter (Gerlinde). Sinopse: Julia, uma maestrina de sucesso, enfrenta um pós-parto traumático e, ao reencontrar seu bebê, passa a desconfiar que a criança não é sua, mergulhando em uma espiral de paranoia e mistério.


"Pânico 7". (Scream 7). Direção: Kevin Williamson. Elenco: Neve Campbell retorna como Sidney Prescott. Courteney Cox reprisa seu papel como Gale Weathers. Isabel May interpreta a filha de Sidney. Patrick Dempsey (rumorado) e Joel McHale aparecem no elenco, com McHale interpretando o marido de Sidney.  Duração: 1 hora e 55 minutos. Sinopse: Com Sidney Prescott (Neve Campbell) de volta ao centro da história. Agora vivendo uma vida pacata com sua família, ela se torna novamente o alvo de um novo Ghostface, mas desta vez o perigo é mais pessoal, pois sua filha, Tatum Evans (Isabel May), é o alvo principal. 

"Sirât". (Sirât, 2025). Gênero: drama/thriller imersivo, road movie. Direção: Oliver Laxe. Roteiro: Oliver Laxe e Santiago Fillol. Duração: 1h55. Países de Origem: Espanha / Marrocos. Sinopse: O filme acompanha um pai e um filho que, após a filha/irmã desaparecer em um rave no Marrocos, iniciam uma busca desesperada que os leva a um perigoso e místico deserto. O filme é conhecido por sua atmosfera de suspense e uso de cenas de raves autênticas.


"O Morro dos Ventos Uivantes". Gênero: drama, romance. Direção: Emerald Fennell. Elenco: Margot Robbie (Catherine Earnshaw), Jacob Elordi (Heathcliff), Hong Chau, Alison Oliver, Shazad Latif e Ewan Mitchell. Sinopse: A tragédia acontece quando Heathcliff se apaixona por Catherine Earnshaw, uma mulher de uma família rica na Inglaterra do século 18.

"Um Cabra Bom de Bola". Gênero: animação. Direção: Tyree Dillihay. Elenco: Carolina Dieckmann (Kátia), Júlia Rabello (Léo) e Caco Ciocler (Zeca). Sinopse: Uma pequena cabra com grandes sonhos recebe uma oportunidade única na vida de se juntar aos profissionais. A história acompanha Zeca Brito (Will na versão original), uma pequena cabra com grandes sonhos que recebe uma oportunidade única de se juntar aos profissionais e jogar berrobol — um esporte de alta intensidade que lembra o basquete. Zeca precisa provar que, mesmo sendo pequeno, tem talento para brilhar no esporte e mudar a história do jogo.


O Resenhando.com é parceiro da rede Cineflix Cinemas desde 2021. Para acompanhar as novidades da Cineflix mais perto de você, acesse a programação completa da sua cidade no app ou site a partir deste link. No litoral de São Paulo, as estreias dos filmes acontecem no Cineflix Santos, que fica no Miramar Shopping, à rua Euclides da Cunha, 21, no GonzagaConsulta de programação e compra de ingressos neste link: https://vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SAN.


Leia+

.: Crítica: "Pânico 7" é retorno triunfal de Sidney Prescott e do temível Ghostface

.: Crítica: "Sirât" é caminhada infernal de quem não sabe lidar com a ausência

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.: Crítica: "O Agente Secreto" é filmaço imperdível com a cara do Brasil

.: Dead Fish lança "20 Anos de Zero e Um (Ao Vivo)"

Dead Fish. Foto: @youknowmyface


Uma das maiores, se não a maior banda de hardcore do Brasil, o Dead Fish continua em atividade, lotando as casas de show pelo país com a turnê de seu álbum mais recente, “Labirinto da Memória” (Deck/2024) e, na paralela, fazendo algumas apresentações comemorativas. Uma delas, muito especial, foi registrada e deu origem ao audiovisual “Dead Fish - 20 Anos de Zero e Um (Ao Vivo)”

O aniversário de 20 anos deste, que é um marco na carreira da banda, foi festejado em várias ocasiões, mas gravado na Áudio, em São Paulo. O audiovisual reúne performances de músicas icônicas como “A Urgência” (Philippe / Rodrigo Lima / Alyand / No / Gabriel Zander / Hóspede), “Queda Livre” (Philippe / Rodrigo Lima / Alyand / No / Hóspede) e “Você” (Philippe / Rodrigo Lima / Alyand / No / Hóspede). O show contou ainda com a participação especial de Phill Fargnoli, que deixou a banda em 2013 para se juntar ao CPM 22, na guitarra e voz.

O lançamento chega acompanhado de registros ao vivo, que serão disponibilizados no canal oficial da banda, com dois vídeos por dia, de segunda a sexta. O primeiro deles, “Queda Livre (Ao Vivo)”, já pode ser assistido no Youtube.

Com letras firmes, inteligentes e ainda atuais, “Zero e Um” se consagrou como um dos álbuns mais emblemáticos não só da história do Dead Fish, mas também do hardcore brasileiro. A nova gravação celebra os 20 anos do disco e reforça a relevância dessas músicas, e já está disponível para ser escutada em todas as plataformas digitais pela gravadora Deck.

terça-feira, 3 de março de 2026

.: Lúcia Helena Galvão volta a São Paulo para explicar o "Caibalion"


Filósofa aborda como os princípios herméticos se manifestam no cotidiano e podem ser aplicados para promover equilíbrio e crescimento pessoal. Foto: divulgação

 
A filósofa e professora Lúcia Helena Galvão estará de volta a São Paulo no próximo dia 5 de março. Desta vez, na Casa de Portugal, ela leva a palestra “As Leis Universais do Caibalion”, quando explora os sete princípios herméticos e a aplicação prática na vida contemporânea. Os ingressos estão disponíveis por este link.

A palestra, agendada para 20h00, com abertura de portões às 19h00, parte do livro “Para Entender o Caibalion”, da própria autora, e oferece ao público uma abordagem clara e acessível sobre os ensinamentos ancestrais do Hermetismo (saberes ocultos ancestrais ligados ao deus Hermes Trismegisto). A partir da obra, ela desenvolve uma análise filosófica dos sete princípios fundamentais: Mentalismo, Correspondência, Vibração, Polaridade, Ritmo, Causa e Efeito, e Gênero, mostrando como essas leis universais se manifestam no cotidiano e podem ser aplicadas para promover equilíbrio e crescimento pessoal.

Ao longo do encontro, temas como autoconhecimento, as conexões entre mente e universo, e a essência da realidade são tratados com profundidade e praticidade, oferecendo alternativas para que o público possa integrar esses ensinamentos milenares aos desafios da vida moderna, promovendo transformação e harmonia interior.


Sobre a palestrante
Lúcia Helena Galvão (@profluciahelenagalvao) é uma das principais referências em Filosofia Clássica no Brasil, com mais de 30 anos de experiência na difusão da sabedoria ancestral. Palestrante reconhecida nacional e internacionalmente, já realizou milhares de palestras, alcançando milhões de pessoas. É autora de renomados livros que traduzem os ensinamentos clássicos para a linguagem contemporânea, tornando acessível a filosofia e suas aplicações práticas. Sua habilidade singular de conectar a sabedoria milenar com os desafios do mundo atual tem impactado profundamente o público, inspirando reflexão e transformação pessoal.

 
Alma Talks
Esta palestra é promovida pelo Alma Talks, um projeto dedicado a levar conhecimento, cultura e reflexão por meio de palestras com alguns dos maiores nomes da atualidade. Com edições no Brasil e no exterior, promove encontros que inspiram transformação e novos olhares sobre a vida.

 
Lúcia Helena Galvão apresenta “Para Entender o Caibalion”
Data: 5 de março (quinta-feira)
Horário da palestra: 20h – Abertura dos portões: 19h.
Local: Casa de Portugal
Endereço: Avenida da Liberdade, nº 602, Liberdade - São Paulo- SP
Ingressos: clique aqui.

.: Aos 20 anos, Carol Roberto interpreta Tina Turner nos palcos do teatro musical

Carol Roberto. Crédito das fotos: Isabelle Carvalho


Após brilhar em grandes produções, como “Hairspray”, “Marrom – O Musical de Alcione”, “Dreamgirls” e “Meninas Malvadas”, a artista multifacetada Carol Roberto está vivendo mais um momento histórico e um grande desafio em sua carreira. Ela estreou como Tina Turner em “Tina Turner, O Musical” no Teatro Santander e se tornou a atriz mais jovem do mundo a dar vida à icônica cantora nos palcos.

Com apenas 20 anos, Carol Roberto está assumindo um papel potente que marcou gerações e a música mundial, alternando a personagem com a grande atriz Analu Pimenta. “É uma honra e um privilégio imenso viver essa personagem tão grandiosa com apenas 20 anos. É um aprendizado profundo mergulhar nessa história de superação e persistência. Tina Turner dizia que transformou veneno em remédio e é exatamente essa força que me inspira todos os dias em cena.”, comenta a artista. Ela ainda destaca a importância da mensagem que o espetáculo carrega: “Espero honrar o legado deixado por Tina Turner. Que muitas mulheres se reconheçam nessa força, encontrem coragem para romper ciclos de abusos e violências e sejam protagonistas de suas próprias histórias.”, finaliza.

Vale ressaltar que, mesmo tão jovem, Carol Roberto já reúne um currículo expressivo. No cinema, interpretou Milena no filme “Turma da Mônica Jovem: Reflexos do Medo”, de Mauricio de Sousa. Na televisão, ganhou projeção nacional ao ser semifinalista do Time Brown no The Voice Kids Brasil (2019). Em 2024, foi uma das estrelas do especial de Natal da TV Globo, “Sinfonia de Natal”, interpretando a filha do cantor Péricles.Ela também foi destaque no primeiro especial de Natal da Disney em Curitiba (2025) e participou de importantes produções de dublagem, emprestando sua voz a pequena Nala no live-action de O Rei Leão, X-23 em Deadpool, Princesa Ellian em Enfeitiçados, Clarisse La Rue em Percy Jackson e como voz original de Julieta em Menino Maluquinhos da Netflix, dentre outros projetos de grande repercussão e aprendizado.


Serviço: “Tina - Tina Turner - O Musical”

Local: Teatro Santander - Av. Pres. Juscelino Kubitschek, 2041, Itaim Bibi, São Paulo 

Ingressos: https://bileto.sympla.com.br/event/113220


Sobre o espetáculo: “TINA – TINA TURNER O MUSICAL” é a história da lendária artista Tina Turner, a Rainha do Rock ‘n’ Roll, 12 vezes vencedora do Grammy Awards. Com trilha sonora de tirar o fôlego, com seus sucessos icônicos, incluindo ‘The Best, What’s Love Got To Do With It?’, ‘Private Dancer’ e ‘River Deep, Mountain High’, o musical é uma história real e inspiradora de uma mulher que ousou sonhar intensamente, quebrar barreiras e desafiar os limites de idade, gênero e raça para conquistar o mundo contra todas as probabilidades. 

Criado em Londres, o musical aclamado pela crítica teve sua estreia mundial em abril de 2018 e posteriormente quebrou todos os recordes de bilheteria no Aldwych Theatre, no West End de Londres. Desde seu lançamento, dez produções foram feitas em todo o mundo, passando além da Broadway, com turnês pela América do Norte, Alemanha, Austrália, Espanha e Holanda, e uma nova turnê pelo Reino Unido e Irlanda em 2025/2026. 

Dirigido por Phyllida Lloyd e escrito pela vencedora do Olivier Award e do prêmio Pulitzer Katori Hall, com Frank Ketelaar e Kees Prins. A coreografia é de Anthony van Laast, com cenários e figurinos de Mark Thompson, supervisão musical de Nicholas Skilbeck, iluminação de Bruno Poet, som de Nevin Steinberg, design de projeção de Jeff Sugg, orquestrações de Ethan Popp, perucas, design de cabelo e maquiagem de Campbell Young Associates e direção de luta de Kate Waters. A direção internacional associada é de Katherine Hare, a supervisão musical internacional associada é de Sebastian De Domenico, a coreografia associada é de Renée St Luce, a direção residente é de Alessandra Dimitriou e a direção musical residente é de Jorge de Godoy.

segunda-feira, 2 de março de 2026

.: Leitura Miau: “Haicais dos Dias Finais”, de Yassashi Hito


Por Cláudia Brino, escritora, ativista cultural e editora da Costelas Felinas

“Haicais dos Dias Finais”, de Yassashi Hito, publicado pela Costelas Felinas Editora, conduz a uma experiência poética que ultrapassa a simplicidade formal do haicai para alcançar densidade existencial. Composto por 49 poemas escritos nos últimos dias de janeiro de 2024, o livro não se limita à concisão estrutural do gênero japonês: ele a utiliza como instrumento de tensão, síntese e revelação.

A tradição do haicai, marcada pela brevidade e pela contemplação do instante, encontra aqui uma inflexão contemporânea. Em vez de se ancorar exclusivamente na observação da natureza ou na captura do efêmero, Hito desloca o foco para a paisagem interior, revelando assim não apenas cenas, mas estados de espírito.

A coletânea compõe uma verdadeira cartografia afetiva: decepção, tristeza profunda, nostalgia, monotonia, delírio e arrogância não aparecem como temas isolados, mas como camadas que se sobrepõem. Há uma atmosfera de fim; não necessariamente apocalíptica, mas íntima, subjetiva, como se cada haicai fosse escrito à beira de um encerramento simbólico. A obra pode ser interpretada como o término de um ciclo, de uma relação, de uma ilusão ou mesmo de uma versão de si.

A linguagem de Hito é precisa e econômica, fiel à estética do haicai, mas carrega um peso emocional que expande o alcance de cada palavra. O silêncio entre os versos torna-se tão significativo quanto o que é dito. Nesse espaço vazio, o leitor é convocado a completar sentidos, a projetar suas próprias inquietações e a reconhecer-se nas fissuras do eu-lírico.

Mais do que uma coletânea de poemas breves, “Haicais dos Dias Finais” constitui uma experiência de introspecção concentrada. A força do livro reside justamente na tensão entre forma e conteúdo: na delicadeza estrutural que abriga emoções densas e por vezes perturbadoras. Yassashi Hito demonstra domínio da síntese poética e oferece um livro que, embora breve em extensão, é vasto em reverberações emocionais.

domingo, 1 de março de 2026

.: “BrasilEssenza”: Fafá de Belém e André Mehmari transformam show em rito



Por Helder Moraes Miranda, jornalista e crítico de cultura, editor do portal Resenhando.com. Foto: divulgação

Se Milton Nascimento tem “a voz de Deus”, como sentenciou Elis Regina, é possível dizer, sem medo de exagero que Fafá de Belém tem a voz de Maria, a mãe de Jesus, que sofre, protege e canta para embalar e para acordar o mundo. Em “BrasilEssenza”, show apresentado ao lado do pianista André Mehmari no renovado Teatro do Sesc Santos, assim como faz a santa católica em outras vertentes, Fafá consagra as músicas de uma maneira absolutamente inesquecível. O formato é simples: voz e piano. A viagem proposta pelo repertório passa pelas raízes da MPB revisita clássicos cristalizados no imaginário da música brasileira e inclui sucessos da própria Fafá, além de arranjos originais de Mehmari.

A cantora é uma estrela de primeira grandeza que atravessa cinco décadas sem perder o eixo. A voz dela continua ampla, vibrante, carregada de personalidade. Na apresentação dela, há domínio sobre o tempo. Quando entoou “Vermelho”, o teatro literalmente veio abaixo, em uma mistura de memória afetiva, identidade e país condensado em refrão. Mas seria injusto falar de “BrasilEssenza” sem destacar a arquitetura invisível construída por André Mehmari. 

Pianista de rara inteligência musical, ele transforma o instrumento em extensão do próprio pensamento. Em determinado momento, pede sugestões ao público e cria, no improviso, um pout-pourri que costura melodias com naturalidade desconcertante. A interação é um espetáculo à parte, pois o público consegue perceber o carinho, o respeito e a escuta mútua entre os dois artistas. Fafá conversa com a plateia, conta histórias, contextualiza composições, compartilha bastidores. 

O impacto do show também dialoga com o momento vivido pelo Teatro do Sesc Santos. Após profunda reestruturação técnica ao longo de 2025, com implantação de sistema motorizado de varas cênicas, modernização da iluminação em LED e novo piso de madeira Tauari, o espaço atinge padrão equivalente aos grandes teatros do país. “BrasilEssenza” mostra que a música brasileira não precisa ser reinventada a cada temporada para continuar viva; precisa ser revisitada com inteligência e paixão. Fafá e Mehmari fazem isso com rigor artístico e entrega emocional. No palco desse show, há voz, há piano e há principalmente o Brasil que quer continuar na democracia.

sábado, 28 de fevereiro de 2026

.: Crítica: "Sirât" é caminhada infernal de quem não sabe lidar com a ausência

Por: Mary Ellen Farias dos Santos, editora e criadora do Resenhando.com

Em fevereiro de 2026


O longa que concorre ao Oscar de Melhor Filme Internacional "Sirât", ao lado do brasileiro "O Agente Secreto", imprime na telona o significado doloroso do termo, "o caminho" ou "a estrada". Em 1 hora e 55 minutos de duração, o suspense do diretor Óliver Laxe, com produção de Pedro Almodóvar, coloca o protagonista Luis e o filho, Esteban, numa perigosa caminhada pelo deserto marroquino em busca de uma filha desaparecida em uma rave nômade, Mar, a irmã do garoto.

Distribuindo panfletos de "procura-se", pai, filho e a cachorrinha Pipa, esbarram num grupo amigável de festeiros e pedem para segui-los pelo deserto no carro da família até a próxima rave. Dali, em diante o público é levado a desbravar o deserto cheio de percalços, tanques militares, refugiados e campos minados. Em tempo, depois da primeira desgraça no trajeto, o inferno mostra que está logo ali e sempre no aguardo da chegada de cada um deles. 

Num cenário árido, a produção distribui socos no estômago enquanto insere cada um na sala de cinema num ambiente imprevisível. "Sirât" que remete a clássica franquia "Mad Max", visualmente, faz cair o queixo por vezes, lançando provocações reflexivas de que quando alguém está fora de nossas vidas, nem sempre pode ser uma boa escolha dar o mais alto esforço para recolocá-la. Às vezes, os danos colaterais podem ser piores do que a dificuldade de lidar com a ausência. Vale muito a pena conferir o longa na telona Cineflix Cinemas!


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"Sirât". (Sirât, 2025). Gênero: drama/thriller imersivo, road movie. Direção: Oliver Laxe. Roteiro: Oliver Laxe e Santiago Fillol. Duração: 1h55. Países de Origem: Espanha / Marrocos. Sinopse: O filme acompanha um pai e um filho que, após a filha/irmã desaparecer em um rave no Marrocos, iniciam uma busca desesperada que os leva a um perigoso e místico deserto. O filme é conhecido por sua atmosfera de suspense e uso de cenas de raves autênticas.


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