segunda-feira, 13 de abril de 2026

.: Crítica: "O Drama" é a potencialização de possibilidades paranoicas

Por: Mary Ellen Farias dos Santos, editora e criadora do Resenhando.com

Em abril de 2026


"O Drama" protagonizado por Zendaya (franquias atuais de "Homem-Aranha" e "Duna") e Robert Pattinson ("Batman" e saga "Crepúsculo"), na pele de Emma Harwood e Charlie Thompson, respectivamente, leva para telona Cineflix Cinemas de Santos toda a ebulição de sentimentos de um casal prestes a contrair matrimônio enquanto ainda tem que definir o cardápio servido na cerimônia, assim como os passos de dança para abrir o salão da festa. 

Justamente durante a escolha dos pratos que segredos pipocam à mesa e passam a serem potencializados ao longo de 1 hora e 45 minutos de produção. Num momento de descontração, ao lado do casal Rachel (Alana Haim, de "Licorice Pizza" e "Uma Batalha Após a Outra") e Mike (Mamoudou Athie, de "Elementos" e "Tipos de Gentileza"), Charlie e Emma embarcam num jogo de confissões que acabam revelando segredos que estavam mantidos a sete chaves.

Sendo Emma a última a fazer a revelação de um plano do passado juvenil, enquanto ainda era estudante, justificando a perda de audição de um dos ouvidos, a madrinha Rachel com uma interpretação da possibilidade do que poderia ter ocorrido, força tudo a ganhar gigantescas proporções. De modo espantoso, a revelação ganha tantos desdobramentos que acaba respingando em todos os convidados, uma vez que a problemática cresce tal qual uma bola de neve.

Diante do excesso de paranoia geradora de cenários possíveis, a trama do romance "O Drama" é construída. Ora fazendo rir, ora surpreendendo com tanta invencionice, assim como garante adrenalina, mas também emociona (com direito a tirar algumas lágrimas dos mais sensíveis e emotivos). O longa dirigido e roteirizado pelo norueguês Kristoffer Borgli ("O Homem dos Sonhos") consegue ser inovador e irreverente mesclando drama psicológico com momentos cômicos e honestos sobre relacionamentos modernos. Filme imperdível!


A equipe Resenhando.com assiste aos filmes em Santos, no primeiro andar do Miramar ShoppingPara acompanhar as novidades da Cineflix mais perto de você, acesse a programação completa da sua cidade no app ou site a partir deste link. No litoral de São Paulo, as estreias dos filmes acontecem no Cineflix Santos, que fica no Miramar Shopping, à rua Euclides da Cunha, 21, no Gonzaga. Consulta de programação e compra de ingressos neste link: https://vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SAN

"O Drama" (The Drama). Gênero: Comédia, Drama, RomanceDireção e Roteiro: Kristoffer BorgliDuração: 1h 50 minutos. Distribuição: Diamond Films. Elenco: Zendaya, Robert Pattinson, Alana Haim, Mamoudou Athie, Zoë Winters. Sinopse: A trama acompanha um casal (Zendaya e Robert Pattinson) nos preparativos finais para o seu casamento. A relação é abalada quando revelações inesperadas e segredos inimagináveis vêm à tona, forçando-os a questionar o quanto realmente conhecem um ao outro e o futuro da união.

Trailer de "O Drama"




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.: Mateus Solano no Teatro Renaissance com "O Figurante" após Portugal


Com mais de 250 apresentações e público de 150 mil espectadores, monólogo de Mateus Solano retorna a São Paulo após circulação internacional. Foto: Dalton Valério

Após temporada em Lisboa e passagem por dez cidades portuguesas, com 250 apresentações e público de 150 mil espectadores, "O Figurante" retorna a São Paulo para nova temporada no Teatro Renaissance, a partir de 2 de maio, com sessões aos sábados, às 19h00, e domingos, às 17h00. No monólogo, Mateus Solano dá vida a um figurante do audiovisual que passa a questionar sua própria existência e seu lugar em um mundo que insiste em mantê-lo em segundo plano. Com direção de Miguel Thiré, que retoma a parceria com o ator após "Selfie", o espetáculo conta com dramaturgia desenvolvida em colaboração por Isabel Teixeira, Mateus Solano e Miguel Thiré.

A trama mergulha na rotina de Augusto, um figurante que luta para encontrar a si próprio em meio a uma rotina pobre de sentido, que o mantém num lugar muito aquém da sua potência como ser humano.  O Figurante reflete sobre a dificuldade de se conectar com a própria essência e sobre os desafios de assumir o controle da própria narrativa. “Somos um animal que cria histórias para viver e um mundo para acreditar. Na ânsia em fazer parte desse mundo, acabamos por nos afastar de nós mesmos a ponto de não saber se somos protagonistas ou figurantes de nossa própria história”, reflete Mateus Solano.

A dramaturgia foi construída a partir do método "Escrita na Cena", desenvolvido por Isabel Teixeira, que estimulou o ator a explorar sua própria criatividade por meio de improvisos. As cenas criadas por Mateus foram gravadas, transcritas e reelaboradas por Isabel para compor o texto final, preservando a autenticidade das reflexões do personagem.

“Atores e atrizes escrevem no ar da cena, onde vírgula é respiração e texto é palavra dita e depois encarnada no papel. Essa é a tinta de base usada para escrever ‘O Figurante’. Partimos de improvisos de Mateus Solano e posteriormente mergulhamos no árduo e delicioso trabalho de composição e estruturação dramatúrgica. ‘O Figurante’ coloca no centro o que normalmente é deixado de lado, ampliando o olhar para o que muitas vezes passa despercebido”, explica Isabel Teixeira.

A peça dá continuidade à pesquisa de linguagem desenvolvida há anos por Miguel Thiré e Mateus Solano: uma encenação essencial, que se vale basicamente do corpo e da voz como balizas do jogo cênico. No palco nu, Mateus dá vida ao Figurante e demais personagens através do trabalho mímico. 

“Sempre acreditei em um teatro que debate direto com a sociedade, que toca o público. O que queremos dizer? Como vamos dizer? Neste quinto trabalho juntos, ao invés de dividirmos o palco, passo eu para esse lugar de ‘espectador profissional’ que é a direção. Acompanho o trabalho desse brilhante ator (Mateus Solano) que dá vida a um outro ator (o personagem) que, por sua vez, não consegue brilhar. “O Figurante busca colocar o foco onde normalmente não há. O trabalho é fazer este personagem quase desaparecer, estar fora de foco, ser parte do cenário”, explica Miguel Thiré, diretor.


Ficha técnica
Espetáculo "O Figurante"
Dramaturgia: Isabel Teixeira, Mateus Solano e Miguel Thiré. Atuação: Mateus Solano. Direção: Miguel Thiré. Direção de Produção: Carlos Grun. Direção de Movimento: Toni Rodrigues. Desenho de Luz: Daniela Sanches. Direção Musical e Trilha Original: João Thiré. Design Gráfico: Rita Ariani. Desenho de Som: João Thiré. Fotos: Guto Costa. Equipe de Produção: Flavia Espírito Santo, Glauce Guima, Kakau Berredo e Cleidinaldo Alves. Idealização e Realização: Mateus Solano, Miguel Thiré e Carlos Grun. Produção: Bem Legal Produções. Assessoria de Imprensa: Adriana Balsanelli.


Serviço:
Espetáculo "O Figurante"
De 2 de maio a 26 de julho de 2026 - Sábados às 19h e domingos às 17h.
Duração: 70 minutos. Classificação etária: 12 anos.
Ingressos: R$ 75,00 (meia-entrada) a R$ 150,00 (inteira), disponíveis em https://teatrorenaissance.com.br/

Teatro Renaissance
Alameda Santos 2233 - Jardim Paulista, Piso E1
Bilheteria de sexta a domingo das 14h ao início do espetáculo.

.: Com grande elenco, musical "Shrek" estreia nesta quarta no Teatro Renault



Apresentado pelo Ministério da Cultura e Brasilprev, com patrocínio master da Comgás, o espetáculo "Shrek - O Musical", inspirado no filme vencedor do Oscar de Melhor Animação (2002), chega a São Paulo com uma superprodução dos mesmos produtores de "Wicked". A história do icônico ogro mais amado do mundo desembarca no Teatro Renault, em São Paulo, a partir do dia 15 de abril, trazendo diversão para toda a família. Para o elenco, foram escaladas estrelas como Tiago Abravanel, como Shrek, Evelyn Castro, como Burro, e Myra Ruiz e Fabi Bang, dando vida para Fiona em sessões alternadas, além de um grande números de atores já conhecidos dos grandes musicais brasileiros. Os ingressos já estão à venda no site da Tickets For Fun ou na bilheteria do teatro.

Depois de conquistar milhões de fãs ao redor do mundo, "Shrek - O Musical" vai transformar o palco do teatro em um verdadeiro reino encantado. A produção chega com cenários grandiosos, figurinos premiados e efeitos especiais impressionantes. Só para Tiago Abravanel serão 200 próteses, confeccionadas em Londres - uma diferente para cada sessão. A caracterização leva cerca de três horas, envolvendo maquiagem, próteses e figurino. 

Já a transformação de Fiona humana para ogra é uma das trocas mais rápidas e complexas do teatro musical, realizada em tempo recorde. "Trabalhar o figurino de Fiona é um exercício de dualidade. Precisamos unir a delicadeza da princesa à robustez da ogra, preservando a agilidade necessária para as cenas. Beber na fonte dos desenhos de Tim Hatley foi fundamental para garantir que o público brasileiro tenha a mesma experiência visual impactante da Broadway, mas com o toque e a excelência da nossa produção local", conta a figurinista Ligia Rocha.

O espetáculo recria, com humor e imaginação, o universo irreverente de Shrek e os números impressionam. Ao todo são 30 atores em cena, mais de 940 itens de figurino (totalizando 145 looks completos), 57 chapéus, 280 pares de sapatos em cena, 150 perucas, 15 trocas de cenários ao longo do espetáculo, 25 números musicais e um dragão de cerca de 9 metros.

"É um personagem querido por tantas gerações, cheio de humor, coragem e coração. Minha expectativa é levar energia, emoção e muita diversão ao público", comemora Tiago Abravanel. Evelyn Cardoso contou sobre os desafios do Burro: “É um personagem que exige ritmo, escuta e entrega. O Burro é o coração pulsante da história, aquele que provoca, questiona e move a narrativa. Assumir esse papel é um desafio que me instiga como atriz”.

Myra Ruiz, depois da intensidade de Elphaba, contou um pouco sobre estar no papel de Fiona: “É muito especial mergulhar em uma personagem tão divertida, cheia de nuances e humanidade. Estou animada para reencontrar o público em um espetáculo que equilibra humor, emoção e uma mensagem muito bonita". Já para Fabi Bang, Fiona é uma personagem que sempre admirou: “Ela foge dos padrões e abraça quem realmente é. O púbico pode esperar uma produção feita com muito amor e dedicação”.

A história acompanha Shrek e seu inseparável amigo Burro Falante em uma jornada repleta de música, gargalhadas e aventura. Ao longo do caminho, eles desafiam estereótipos e provam que todos merecem um final feliz, mesmo quando estão fora dos padrões dos contos de fadas.

"'Shrek' é uma história sobre quebrar moldes, e ter Fabi e Myra se revezando no papel de Fiona é a personificação desse talento sem fronteiras. A montagem no Teatro Renault não é apenas uma reprodução, é uma celebração da grandiosidade técnica que o teatro musical brasileiro alcançou. Estamos unindo o humor ácido e o coração gigante dessa história para criar um espetáculo que conversa com todas as gerações”, conta o diretor Gustavo Barchilon.

“I’m Beliver” será cantada em inglês, preservando a versão icônica do filme original, que completa em 2026, 25 anos de lançamento. O Brasil é o segundo maior público de Shrek no mundo, em bilheteria e alcance de público. O espetáculo traz referências visuais e cênicas a grandes clássicos do teatro musical como “Mary Poppins”, “O Fantasma da Ópera”, “O Rei Leão”, “Gypsy”, “A Chorus Line”, “Chicago”, Priscilla, a Rainha do Deserto”, “Dreamgirls” — em tom de homenagem e humor.

O musical estreou originalmente na Broadway em 2008, no Broadway Theatre. Desde então, "Shrek - O Musical" ganhou o mundo, com produções em países como Espanha, França, Itália, Holanda, Alemanha, México, Argentina, Israel e Austrália. Baseado no filme de animação da DreamWorks e no roteiro de William Steig, o musical tem texto e letra de David Lindsay-Abaire e músicas de Jeanine Tesori. Ao redor do mundo, é celebrado por seu humor e alto astral em uma história para toda a família.

A nova superprodução brasileira é assinada pelo Instituto Artium, em coprodução com o Atelier de Cultura, os mesmos responsáveis por grandes sucessos do teatro musical no país, como “Wicked - A História Não Contada das Bruxas de Oz”.

"Cada nova produção é uma oportunidade de elevar o padrão técnico e artístico do teatro musical brasileiro. Em Shrek - O Musical, investimos em soluções cenográficas criativas, efeitos especiais de impacto e uma estrutura inédita para contar essa história de forma grandiosa e emocionante. O público pode esperar um espetáculo inovador e surpreendente", declara Carlos Cavalcanti, presidente do Instituto Artium.

"Shrek - O Musical" é apresentado pelo Ministério da Cultura e Brasilprev. "O apoio a 'Shrek - O Musical' reforça o compromisso da Brasilprev de oferecer ao público boas histórias e incentivar grandes espetáculos. Um valor que nos guia é acreditar na construção de um futuro sólido apoiado na cultura que une gerações", afirma Camilo Buzzi, diretor Comercial e de Marketing da Brasilprev.

O espetáculo também conta com patrocínio master da Comgás. "Acreditamos no poder transformador da cultura como ferramenta de inclusão, educação e desenvolvimento social. É um orgulho para a Comgás apoiar um projeto que gera impacto positivo e promove a conexão entre as pessoas", afirma Monalisa Trouquim, Diretora de Pessoas, Cultura e Sustentabilidade da Comgás.


Elenco
Shrek - Tiago Abravanel
Princesa Fiona - Fabi Bang
Princesa Fiona - Myra Ruiz 
Burro - Evelyn Castro 
Lorde Farquaad - Baccic
Lorde Farquaad Alternante - Fabrizio Gorziza
Dragona - Amanda Vicente
Pinóquio - Mateus Ribeiro
Ensemble e Swings: Luisa Bresser, Pamela Rossini, Vania Canto, Fabrizio Gorziza, Bia Vasconcellos, Roberto Justino, Gabriela Gatti, Pedro Balu, Carla Vazquez, Fernanda Godoy, Eddy Norole, Afonso Monteiro, Thiago Perticarrari, Gabriel Querido, Clarty Galvão, Gabi Camisotti, Thaiane Chuvas, Fernanda Muniz, Leo Rommano, Lucas Corsino, Tati Christine, Mariana Montenegro e Sergio Blur


Equipe criativa
Baseado no livro de: William Steig
Texto e letras: David Lindsay-Abaire
Músicas: Jeanine Tesori
Produzido originalmente na Broadway por DreamWorks Theatricals & Neal Street Productions 
Produção original dirigida por Jason Moore & Rob Ashford
Figurinos baseados nos desenhos de Tim Hatley
Direção geral: Gustavo Barchilon
Direção Musical: Thiago Rodrigues
Coreografia: Anelita Gallo
Cenário: Tim Hatley
Figurino: Lígia Rocha
Design de luz: Vinicius Zampieri
Design de som: Gustavo Inca
Design de vídeo: Bruna Junqueira
Design de maquiagem: Cris Takkahashi
Design de perucas: Feliciano San Roman
Design de próteses: Bruno Vinagre
Versão brasileira: Victor Mühlethaler
Direção técnica: David Brenon
Produção executiva: Pia Calixto
Diretor de operações: Pedro Romani
Diretor geral de produção: Baccic 


Ficha técnica
Apresentado por Ministério da Cultura e Brasilprev
Patrocínio Master: Comgás
Patrocínio Ouro: Sem Parar
Patrocínio: Farmacêutica EMS e Alelo
Apoio: Livelo, Unisys, Atlas Schindler, CNA, SegurPro e NR
Hotelaria Oficial: Radisson Blu São Paulo
Catering Oficial: Dona Deôla
Maquiagem Oficial: Linha Bruna Tavares
Coprodução: Atelier de Cultura
Realização: Instituto Artium de Cultura, Ministério da Cultura e Governo Federal


Serviço
"Shrek - O Musical"
Estreia dia 15 de abril, quarta-feira, às 20h00
Até 7 de junho
Local: Teatro Renault | Av. Brigadeiro Luis Antonio, 411 – Bela Vista

Sessões:
Quartas, quintas e sextas | 20h00
Sábados | 15h00 e 19h30
Domingos | 14h00 e 18h30
Ingressos: De R$50,00 a R$450,00

Vendas
Bilheteria on-line: www.ticketforfun.com.br
Bilheteria física | Sem taxa de conveniência
Teatro Renault | Av. Brigadeiro Luis Antonio, 411 – Bela Vista
De terça a domingo, das 12h às 20h, exceto feriados
Classificação: livre. Menores de 12 anos devem estar acompanhados dos responsáveis legais
Duração: 165 minutos (com 15 minutos de intervalo)

Ogro Pass - Visita aos bastidores
Para os fãs que querem uma experiência exclusiva, a produção oferece a promoção Ogro Pass, limitada a 50 ingressos por sessão nos setores Plateia VIP Pântano, Camarote VIP Pântano e Balcão VIP Pântano, válida apenas nas primeiras 48 horas após a abertura de novas datas, incluindo tour pelos bastidores do espetáculo. A visita aos bastidores para os compradores do Ogro Pass acontecerá uma hora antes da sessão. Confira todas as regras da promoção nas redes sociais do espetáculo.

Cliente Brasilprev tem 30% de desconto
Regras da promoção: Desconto não cumulativo com outros descontos, como meia-entrada e limitado a 4 ingressos por CPF do comprador. Promoção válida para todos os setores, exceto Balcão Economy Torre. Importante: caso encontre dificuldades em obter o desconto, entre em contato com a Central de Relacionamento Brasilprev, disponível de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h (exceto feriados). Capitais e regiões metropolitanas: 4004-7170. Demais localidades: 0800 729 7170

Sobre a Brasilprev
Com 32 anos de atuação, a Brasilprev Seguros e Previdência S.A. tem como acionistas a BB Seguros — braço de seguros, capitalização e previdência privada do Banco do Brasil — e a Principal Financial Group. Líder do setor, administra mais de R$454,2 bilhões em ativos e atende 2,5 milhões de clientes, oferecendo soluções acessíveis e serviços diferenciados, com a rede do Banco do Brasil como principal canal de distribuição.

Sobre a Comgás
A Comgás possui mais de 24 mil quilômetros de rede de distribuição de gás encanado em 96 municípios, abastecendo os segmentos industrial, comercial, residencial e automotivo, além de viabilizar projetos de cogeração e disponibilizar gás para usinas de termogeração. A companhia atende mais de 2,8 milhões de clientes em sua área de concessão no estado de São Paulo: a Região Metropolitana de São Paulo, a Região Administrativa de Campinas, a Baixada Santista e o Vale do Paraíba.

Sobre os produtores
O Instituto Artium de Cultura e o coprodutor Atelier de Cultura são referência no mercado de entretenimento ao vivo para os espectadores e para as marcas devido ao destaque da qualidade técnica e artística de suas produções de padrão internacional. Desde 2013, os produtores trouxeram ao Brasil importantes títulos do teatro musical internacional, como "A Madrinha Embriagada", "O Homem de La Mancha", "A Noviça Rebelde", "Annie", "Billy Elliot", "Escola do Rock" e "Charlie e a Fantástica Fábrica de Chocolate". Em 2022, o Atelier de Cultura realizou o "Evita Open Air", com a maior estrutura já construída para teatro musical no Brasil, a céu aberto, no Parque Villa-Lobos. Suas últimas coproduções foram Cantando na Chuva, no Teatro Sérgio Cardoso - SP, Legalmente Loira, no Teatro Claro Mais SP, "Shakespeare Apaixonado", no 033 Rooftop - SP e "Wicked - A História Não Contada das Bruxas de Oz", com temporada de gigantesco sucesso no Teatro Santander - SP, em 2023, e no Teatro Renault - SP, em 2025.

.: Aretha Sadick e Verónica Valenttino leem "As Malditas" na piscina do Sesc


Atividade gratuita do projeto "Ler à Luz da Lua" convida o público a acompanhar a performance de dentro da água ou do mirante da unidade. Na foto: Aretha Sadick (crédito: Samba Magazine) e Verónica Valenttino (crédito: Caio Oviedo) 
 

 
Nesta quarta-feira, dia 15 de abril, às 20h00, o Sesc 24 de Maio apresenta mais uma edição do projeto "Ler à Luz da Lua". Desta vez, as artistas Aretha Sadick e Verónica Valenttino apresentam a leitura de trechos de "As Malditas", romance de estreia da escritora argentina Camila Sosa Villada. A atividade acontece na área da piscina, localizada no 13º andar da unidade, com vista para o centro da cidade.

O livro, anteriormente publicado no Brasil como "O Parque das Irmãs Magníficas", narra a trajetória de uma jovem travesti em busca de pertencimento, da infância no interior à convivência com trabalhadoras sexuais em Córdoba. Entre violência, afeto e imaginação, revela uma comunidade que reivindica seu direito à felicidade.

Uma característica singular da programação é a possibilidade de o público acompanhar a leitura de dentro da piscina, em boias. Para o acesso à água, as vagas são limitadas e as pessoas interessados devem trajar roupa de banho e possuir exame dermatológico válido. O Sesc disponibilizará a realização do exame gratuito no local, a partir das 18h00, com validade exclusiva para a atividade. Para quem optar pela área seca (cadeiras e almofadas ao redor do deck), a retirada de ingressos ocorre a partir das 19h00.

 
Sobre o projeto
O "Ler à Luz da Lua" promove leituras públicas mensais de obras literárias conduzidas por artistas de diversas linguagens. O projeto busca explorar a oralidade e a presença cênica no ambiente da piscina. Desde o início do ano, a programação já recebeu nomes como Letrux, Lilia Guerra, Ana Flavia Cavalcanti, Iara Rennó e Thalma de Freitas. 

 
Sobre as artistas
Aretha Sadick é atriz e intérprete musical, nasceu em Duque de Caxias e participou de alguns projetos ao longo de sua carreira, como "Reencarne" (Rede Globo) e "Cidade de Deus" (MAX), em peças de teatro, como "Ópera Tupi" (2019) e em curtas, como "Se Eu Tô Aqui É Por Mistério" (2023).

Verónica Valenttino é atriz e cantora cearense, atualmente vocalista da banda Verónica Decide Morrer. Graduada em Artes Cênicas, já trabalhou no teatro, com destaque para Brenda Lee e o Palácio das Princesas, espetáculo vencedor do APCA de Melhor Espetáculo Musical (2022).  


Serviço
Aretha Sadick e Verónica Valenttino leem "As Malditas", de Camila Sosa Villada
Data: 15 de abril de/2026, quarta-feira, às 20h00
Local: Sesc 24 de Maio, Rua 24 de Maio, 109, São Paulo – 350 metros da estação República do metrô
Classificação: 14 anos
Grátis 


Informações importantes de acesso
Como a atividade ocupa a área da piscina, existem duas formas de assistir:
Dentro da Piscina: Obrigatório traje de banho e realização de exame dermatológico (feito no local). Retirada de ingressos e avaliação médica a partir das 18h, no dia do evento. Não precisa de credencial plena.
No Entorno (Deck): Cadeiras e almofadas disponíveis por ordem de chegada. Retirada de ingressos a partir das 19h00.
Duração: 60 minutos
Serviço de Van: Transporte gratuito até as estações de metrô República e Anhangabaú. Saídas da portaria a cada 30 minutos, de terça a sábado, das 20h às 23h, e aos domingos e feriados, das 18h às 21h.


Sesc 24 de Maio
Rua 24 de Maio, 109, Centro, São Paulo
350 metros do metrô República
Fone: (11) 3350-6300

domingo, 12 de abril de 2026

.: "A Parteira Pariu a Repórter" conta histórias de repórter que marcou tempo


Vladimir Herzog, Geraldo Vandré e princesa Diana são alguns dos nomes que passaram pela vida marcante de Ana Maria Cavalcanti, que ela compartilha nesse livro de memórias

Quando a gente termina de ler "A Parteira Pariu a Repórter", da jornalista Ana Maria Cavalcanti, fica a certeza de que a autora teve uma experiência profissional, no Brasil e na Inglaterra, das mais ricas e fascinantes. O livro, publicado pela Editora Labrador, tem a ousadia como característica fundamental para profissionais da reportagem. Desde o início, essa brasileira, com cidadania britânica, entendeu muito bem isso. Corajosa, ousou em cada trabalho que fez. E a recompensa veio na forma de reconhecimento: ganhou dois prêmios Vladimir Herzog, outros dois prêmios da Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA) pelos documentários "Cinco Anos de Aids", que também recebeu menção honrosa no festival de Cinema e Vídeo de Cuba, e "Avenida Ipiranga".

O grande mestre no jornalismo dela, Vladimir Herzog, com quem trabalhou na TV Cultura, acabou entrando para a História como um mártir da ditadura militar. Vlado era chefe de redação do Hora da Notícia, o telejornal diário da emissora. Um dia recebeu intimação para depor. Entrou no quartel e de lá saiu sem vida. Foi assassinado durante o interrogatório. No livro, Ana Maria conta detalhes de sua amizade com Vlado. E de como conheceu o jornalista Ingo Ostrovsky, colega de trabalho na Cultura, pai de seu filho, Fernando. Ficaram tão amigos que Herzog foi padrinho de casamento dos dois. Compre o livro "A Parteira Pariu a Repórter", de Ana Maria Cavalcanti, neste link.


Morte da Princesa Diana
Novamente, Ana Maria decidiu largar tudo em São Paulo, e foi viver em Londres em 1994. Já havia morado lá. Assim que chegou, começou a trabalhar para a BBC. Só saiu da emissora dez anos depois, para retornar ao Brasil. No começo, atuou como “freelancer.” Tempos depois, foi contratada como Editora de Cultura. Entre os muitos eventos importantes que cobriu na Inglaterra, está a morte trágica da Princesa Diana, num túnel em Paris, juntamente com o namorado Dodi Al Fayed, em agosto de 1997.

Durante uma semana, a Inglaterra parou. O desaparecimento repentino da linda princesa, aos 36 anos, desencadeou uma onda de profunda tristeza no país. Homens, velhos, mulheres e crianças manifestavam abertamente seus sentimentos pelas ruas. Toneladas de buquês de flores mudaram a paisagem na frente do Palácio de Kensington, onde Diana morava. Os canais de TV passaram a ostentar uma faixa em sinal de luto. Era o único assunto no país, em transe, naqueles dias. A autora cobriu tudo. Por isso, faz no livro um relato tão completo dessa tragédia.


Como Geraldo Vandré escapuliu
Muito antes de se lançar no jornalismo, Ana Maria, naquele tempo, uma das pouquíssimas mulheres a frequentar as aulas do curso de Administração de Empresas da Fundação Getúlio Vargas, se envolveu com um homem famoso, que também faz parte da nossa História e teve enorme impacto na vida dela (são amigos até hoje).

Geraldo Vandré fez uma palestra na FGV e se insinuou para aquela jovem estudante de cabelos compridos - que caiu no laço. Namoraram até Vandré sair do Brasil, por medo de ser preso. Logo depois do AI 5. Ana e seu pai levaram o artista de carro até Alegrete, pertinho da fronteira com Uruguai. Vandré ganhou o mundo e só voltou quatro anos depois.

Embora a década passada em Londres - 1994/2004 - tenha sido muito rica, foi também um período marcado por problemas, que afetaram profundamente sua vida. “Descobri que estava ficando surda - um mal de família. Hoje, sem aparelho, não ouço absolutamente nada. O que consigo ouvir é graças aos avanços da tecnologia (implante coclear)”, escreve Ana Maria, contando ainda outro momento bastante difícil durante o tempo em que morou na fascinante capital britânica: “Precisei fazer uma operação, por causa de um incômodo em meu olho esquerdo. Deu errado, porque atingiram um nervo: meu rosto paralisou, fiquei com a boca torta e um olho que não piscava. Com o tempo e o auxílio de exercícios e cirurgias, meu rosto melhorou”.

sábado, 11 de abril de 2026

.: Viúva e amante desenterram segredos de George Washington em duelo íntimo


Tragicomédia inédita no Brasil coloca Claudia Ohana e Priscila Fantin frente a frente em um encontro marcado por luto, ciúme e revelações que tensionam a história pública e a verdade pessoal. Foto: divulgação

"As Amantes de George Washington", peça inédita escrita pelo escritor croata Miro Gavran, é uma tragicomédia ficcional, inspirada nos boatos espalhados sobre uma possível amante do primeiro presidente dos Estados Unidos. É um embate intimista, emocionante e elegante entre a viúva Martha Washington, interpretada por Claudia Ohana, e a amante Sylvia Carver, vivida por Priscila Fantin. O espetáculo está em cartaz no Teatro BDO Jaraguá, às sextas e sábados, às 20h00, e domingos, às 19h00, até dia 10 de maio.

No centro da trama, um mês após a morte de George Washington, a viúva Martha Washington convida a amante do marido, Sylvia Carver, a visitá-la. No encontro dramático e repleto de emoção, as rivais se obrigam a revelar pela primeira vez a verdade uma à outra e vão, então, descobrindo um passado sob uma nova perspectiva com uma reviravolta surpreendente. É como se George Washington ainda estivesse ali, naquela nobre sala do século XVIII, no casarão mantido até hoje e aberto à visitação, em Mount Vernon, norte da Virgínia, nos Estados Unidos, com suas pastagens e planagens de 20 mil metros quadrados, cercado pelo Rio Potomac.

“A peça conta a história de duas mulheres enlutadas que se veem sem perspectiva pela morte do homem amado. Traz diálogos muito precisos concentrados nas consequências de um ciúme e um rancor quase doentio, expondo temas como amor, solidão e a tensão entre a história pública e a verdade pessoal muito pertinentes aos acontecimentos políticos brasileiros”, conta o diretor Darson Ribeiro.

“A montagem explora o luto na cenografia e nos figurinos, numa estética quase ‘noir’, respeitando a época da trama no século XVIII, mas sem qualquer rigor histórico, mergulhando fundo na vida íntima, muitas vezes dolorosa e contraditória do primeiro presidente dos EUA, através dos olhos das duas mulheres que o amaram”, completa Darson. "As Amantes de George Washington" estreou no Teatro &TD, em Zagrebe, capital da Croácia, em 1988, e até hoje já foi encenada em mais de trinta países, como Inglaterra, Alemanha, Polônia, Grécia, entre outros. No Brasil, a estreia será dia 09 de abril, no Teatro BDO Jaraguá, em São Paulo.


Sobre a encenação
Leitor há tempos do autor croata Miro Gavran, Darson Ribeiro apaixonou-se pela ideia de encenar a ficção dramática "George Washington’s Loves" já traduzindo para "As Amantes de George Washington" pelo dúbio e emblemático significado do adjetivo.

“Gostei de cara do texto pela elaboração das palavras em diálogos precisos e elegantemente ácidos”, diz o diretor, que idealizou uma montagem minimalista toda em preto e branco, respeitando as características do século XVIII, incluindo a sonoplastia que terá somente sons de cavalos e apenas uma música final. “A única cor será a surpresa da montagem trazendo de certa forma, alívio e esperança àquelas duas mulheres que passaram anos lutando pelo mesmo homem”, completa.

A encenação de Darson Ribeiro evoca a realidade nua e crua das rivalidades amorosas, sem cair no vulgar do cotidiano. A ausência de cor ressaltará ainda mais o luto, assim como a música será por meio das vozes conhecidas de duas excelentes atrizes – contextualizando – que o melhor realmente é ser real, verdadeiro. O figurino traz, na íntegra, vestidos suntuosos respeitando a moda ainda influenciada pela Era Vitoriana, com requintados tecidos, chapéus, casquetes e luvas. É o teatro tradicional em todas as áreas.


Ficha técnica
Espetáculo "As Amantes de George Washington"
De Miro Gavran
Adaptação e direção-geral: Darson Ribeiro
Com Claudia Ohana e Priscila Fantin
Assistência de direção e de produção: Reinaldo Bancks
Cenografia, luz, trilha sonora e figurinos: Darson Ribeiro
Assessoria jurídica: Adalberto Kühl
Fotografia: Moisés Pazianotto
Assistência e execução de figurinos, ateliê e alfaiataria: Eduardo Gardenal
Design gráfico e mídia: Higor Lemo
Imagens: Neto Lima
Coordenador técnico: Henrique Polli
Assessoria de engenharia e arquitetura: André Kühl
Auxiliar de palco e camarim: Marco Alvarenga
Prosódia e fonoaudiologia: Ale Zalaf
Assessoria de Imprensa Liège Monteiro e Luiz Fernando Coutinho
Uma produção do Teatro BDO Jaraguá


Serviço
Espetáculo "As Amantes de George Washington"
Gênero: tragicomédia
Temporada: até dia 10 de maio de 2026
Sextas e sábados, às 20h00 e Domingos, às 19h00
Local: Teatro BDO Jaraguá
Endereço: Rua Martins Fontes, nº 71, Centro (Metrô Anhangabaú), São Paulo, SP - Fone: (11) 2802-7075
Ingressos: R$ 150,00 | R$ 75,00 (meia-entrada)
Bilheteria: a partir das 17h de sextas-feiras ou pelo link
Capacidade: 260 lugares | Duração: 60 minutos | Indicação etária: livre https://bileto.sympla.com.br/event/117828
Estacionamento no local, pela Estapar, na entrada principal do Hotel Nacional Inn Jaraguá com valor reduzido de R$ 30,00 (trinta reais) ao teatro - por até 4h, valorizando a experiência “espetáculo + Bar do Clóvis + Restaurante W3 do hotel”

.: Bruna Dantas Lobato discute o livro "Horas Azuis" em encontro on-line


A escritora e tradutora brasileira conversa com leitores do Brasil e de Portugal no Encontro de Leituras de abril. Na imagem, as edições brasileira e portuguesa do livro


O "Encontro de Leituras" recebe a escritora e tradutora Bruna Dantas Lobato no dia 14 de abril, próxima terça-feira, às 18h no Brasil e 22h em Portugal. Na ocasião, Lobato conversa sobre seu romance de estreia, "Horas Azuis", publicado no Brasil pela Companhia das Letras em 2025 e que ganhou edição portuguesa em fevereiro de 2026 pela mesma casa editorial. O encontro é uma parceria entre o jornal português Público e a Quatro Cinco Um em torno de livros publicados nos dois lados do Atlântico. O clube é gratuito e aberto a todos que queiram participar. O evento pode ser acessado com o ID 842 8191 4937 e a senha 835758. Para participar, basta clicar neste link.

"Horas Azuis" narra, em primeira pessoa, a trajetória de uma estudante brasileira que se muda para uma universidade em Vermont, nos Estados Unidos, para estudar literatura. Introspectiva, a protagonista aos poucos se adapta ao clima frio e ao caráter funcional do campus. Todos os dias, senta-se diante da luz azulada da tela do computador para conversar por Skype com a mãe, que ficou no Rio Grande do Norte, e no decorrer da rotina de estudos e das conversas virtuais, um suspense incômodo se instala. A trama não revela o nome da narradora, que, afastada de suas referências, sente como se não pertencesse a nada. Compre o livro "Horas Azuis", de Bruna Dantas Lobato, neste link.


Sobre a autora
Bruna Dantas Lobato nasceu em Natal, Rio Grande do Norte, e se mudou para os EUA após terminar o ensino médio. Em 2023, venceu o National Book Award pela versão em inglês de A palavra que resta, de Stênio Gardel. Traduziu, também para o inglês, livros dos autores Amara Moira, Caio Fernando Abreu, Giovana Madalosso, Jarid Arraes e Jeferson Tenório.


Sobre o Encontro de Leituras
O Encontro de Leituras resulta da colaboração editorial entre o jornal português Público e a revista Quatro Cinco Um, focando em obras literárias disponibilizadas em ambos os países. O Encontro reúne leitores de língua portuguesa e discute romances, ensaios, memórias, literatura de viagem e obras de jornalismo literário na presença de um escritor, editor ou especialista convidado. Os encontros são gratuitos e acontecem sempre nas segundas terças-feiras de cada mês, às 19h do Brasil e 22h de Portugal. As exceções ocorrem apenas quando Portugal entra em seu horário de verão, quando o encontro inicia às 18h no Brasil, o que se aplica para esta edição de abril.

O evento não é transmitido nas redes sociais, nem disponibilizado depois. É uma experiência para ser vivida por aqueles que se juntam à sessão. Os melhores momentos são depois publicados no podcast Encontro de Leituras, disponível no Spotify, Apple Podcasts, SoundCloud ou outros aplicativos habituais. A parceria entre a Quatro Cinco Um e o Público conta com um espaço editorial fixo nos dois veículos e uma newsletter mensal sobre o trânsito literário e editorial entre os países de língua portuguesa. A editoria especial publica materiais jornalísticos sobre autores do Brasil, Portugal, Angola, Moçambique, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Guiné Bissau e Timor que tenham sido lançados dos dois lados do oceano. 

A newsletter mensal traz notas, curiosidades, imagens e informações sobre as novidades das livrarias e os eventos literários em Lisboa, São Paulo, Rio de Janeiro e outras cidades onde se fala português. De vez em quando, na programação de festivais e em outras ocasiões, eventos presenciais serão realizados.


Sobre a revista Quatro Cinco Um
Publicada em edição impressa, site, newsletters, podcasts e clubes de leitura, a revista dos livros seleciona e divulga mensalmente cerca de duzentos lançamentos em mais de vinte áreas da produção editorial brasileira. Em linguagem clara, sem jargões nem hermetismo, os textos são assinados por nomes de destaque da crítica e da cultura. Tendo o pluralismo e a bibliodiversidade como nortes editoriais, a Quatro Cinco Um busca misturar em sua pauta diferentes gerações, sensibilidades e pontos de vista. 

Projetos editoriais especiais focalizam temas relevantes, tais como cidades, democracia e justiça, literatura infantojuvenil, literatura japonesa, literatura francesa, literatura israelense e livros LGBTQIA+. Desde 2019, a revista publica o 451 MHz, primeiro podcast da imprensa profissional dedicado exclusivamente a livros. Acreditamos no livro como objeto de transformação individual e coletiva, com base no princípio de que não há sociedade democrática sem ampla circulação de livros.


Serviço
Livro "Horas Azuis"
Convidada: Bruna Dantas Lobato
Data: terça-feira, 14/04
Horário: 18h do Brasil (horário de Brasília) e 22h de Portugal
Modalidade: online e gratuito, via Zoom
ID: 842 8191 4937
Senha de acesso: 835758

.: "Qualquer Gato Vira-Lata..." segue em cartaz no Teatro das Artes


Dirigida por Alexandre Reinecke, a clássica comédia de Juca de Oliveira tem temporada até 31 de maio, com Paulo Vilhena, Duda Reis e Vittor Fernando. Foto: Jofí Herrera


Dizem que conselho amoroso é furada… Mas e se viesse com “método científico” e um pouquinho de caos? Um dos títulos mais populares da comédia romântica no teatro brasileiro, “Qualquer Gato Vira-Lata Tem Uma Vida Sexual Mais Sadia que a Nossa!” nova montagem com texto de Juca de Oliveira, direção de Alexandre Reinecke e elenco formado por Paulo Vilhena, Duda Reis e Vittor Fernando, segue até dia 31 de maio, no Teatro das Artes, em São Paulo. A peça segue em curta temporada com apresentações às sextas e sábados, às 20h00, e domingos, às 18h00. Lançada originalmente nos palcos em 1998 e posteriormente adaptada para o cinema, a obra conquistou milhares de espectadores ao longo dos anos, tornando a história sinônimo de entretenimento leve, divertido e irresistivelmente popular.

Em cena, Tati (Duda Reis) vê sua vida sentimental virar de cabeça para baixo quando é abandonada pelo namorado Marcelo (Vittor Fernando) e acaba se envolvendo com Conrado (Paulo Vilhena), um professor que tenta explicar o amor por meio de teorias científicas inspiradas no comportamento animal. Entre aulas absurdas, reencontros inesperados e muitas confusões, forma-se um triângulo amoroso cheio de humor e identificação. Uma comédia romântica leve, divertida e irresistível sobre as surpresas e a falta de lógica das relações modernas.

Diretor com longa trajetória na comédia, Alexandre Reinecke assina uma encenação que abraça o teatro em sua forma mais “assumida”: a cena se constrói a partir de marcações precisas, ritmo, jogo corporal e soluções cênicas que fogem do naturalismo, uma escolha que potencializa a engrenagem cômica do texto de Juca de Oliveira, sem abrir mão da camada afetiva que atravessa a história. “Estou imprimindo o meu jeito de fazer comédia: é uma proposta muito teatral, com marcações inspiradas nos grandes palhaços, do circo, do cinema e do teatro. A ideia é revisitar essas referências para dar uma cara nova à montagem, com liberdade para o exagero quando ele é necessário, mas mantendo a inteligência do texto e as emoções que ele carrega”, afirma Reinecke.

Para o diretor, voltar a um título consagrado também é uma maneira de reafirmar a força do gênero, além de testar a disciplina do riso ao vivo. “Sou um entusiasta da comédia: acho que boas comédias precisam ser sempre revisitadas. Elas atravessam o tempo porque continuam dizendo algo sobre a gente. E, em comédia, o entrosamento é tudo. Desde o começo o elenco se mostrou muito disponível para essa proposta, comprou a ideia e se jogou. Quando existe essa sintonia, a peça ganha precisão, o timing aparece e o público sente”, completa.

A temporada marca ainda o retorno de Paulo Vilhena ao palco após seis anos afastado do teatro, reencontrando o gênero da comédia romântica em uma montagem que aposta no timing preciso e no jogo cênico dos atores em cena.


Ficha técnica
Espetáculo "Qualquer Gato Vira-Lata Tem Uma Vida Sexual Mais Sadia que a Nossa!"
Texto: Juca De Oliveira
Direção: Alexandre Reinecke
Elenco: Paulo Vilhena, Duda Reis e Vittor Fernando
Cenário: Alexandre Reinecke
Iluminação: Alex Saldanha
Figurino: Marcos Valadão
Fotografia: Jofí Herrera
Diretora de produção: Miçairi Guimarães
Produção executiva: Amanda Santana
Produção: Magic Arts
Assessoria de imprensa: Prisma Colab


Serviço
Espetáculo "Qualquer Gato Vira-Lata Tem Uma Vida Sexual Mais Sadia que a Nossa!"
Estreia: 6 de março de 2026
Até dia 31 de maio de 2026
Horário: sábado às 18h00; e domingo, às 19h00
Local: Teatro das Artes
Endereço: Av. Rebouças, 3970 - Store 409 - Pinheiros, São Paulo/SP
Abertura dos portões: 45 minutos antes do evento
Faixa etária: 14 anos
Duração: 70 minutos
Ingressos: R$ 120,00 (inteira) e R$ 60,00 (meia) no balcão; R$ 140,00 (inteira) e R$ 70,00 (meia-entrada) na plateia lateral; e R$ 160,00 (inteira) e R$ 80,00 (meia) na plateia central
Antecipados: https://www.eventim.com.br/artist/teatro-das-artes/qualquer-gato-vira-lata-tem-uma-vida-sexual-mais-sadia-que-a-nossa-4081566 

.: Curso gratuito da Rádio Novelo ensina a transformar histórias em podcasts


O Knight Center for Journalism in the Americas, em colaboração com a Rádio Novelo, abriu inscrições para o curso on-line gratuito “Contando Histórias em Áudio com a Rádio Novelo”. A formação acontece entre os dias 4 e 31 de maio de 2026 e propõe um mergulho completo no processo de criação de narrativas sonoras, conduzindo os participantes desde a concepção da pauta até a finalização de uma história em áudio.

Ministrado por integrantes da própria equipe da Rádio Novelo, o curso percorre as etapas essenciais da produção, explorando desde a identificação de boas histórias para o formato narrativo até técnicas específicas de apuração em áudio, pesquisa e condução de entrevistas. Também aborda a organização do material coletado e o desenvolvimento de roteiros pensados para a escuta, valorizando a experiência do ouvinte como elemento central da narrativa.

A proposta é acessível e inclusiva: não é necessário ter formação em jornalismo ou experiência prévia na área. O interesse por podcasts e a curiosidade em contar histórias são os únicos pré-requisitos. Ao final das quatro semanas, os participantes devem estar aptos a desenvolver seus próprios projetos, seja de forma independente, em colaboração com outros veículos ou até mesmo junto à própria Rádio Novelo.

O curso será ministrado por toda a redação da Rádio Novelo, abordando as etapas fundamentais da produção sonora: identificação de histórias: como reconhecer uma boa pauta para o formato narrativo; Apuração em áudio: técnicas específicas de coleta de sons e depoimentos; Pesquisa e entrevista: métodos para aprofundar a investigação e conduzir conversas dinâmicas; Organização de material: como estruturar o conteúdo coletado antes da escrita; Escrita para o ouvinte: o processo de roteirização focado na experiência de quem escuta. As inscrições já estão abertas e podem ser feitas pelo link oficial: https://journalismcourses.org/product/contando-historias-em-audio-com-a-radio-novelo/

sexta-feira, 10 de abril de 2026

.: Crítica: "Susi - O Musical" é tudo o que crianças e adultos precisam ouvir


Por 
Helder Moraes Miranda, jornalista e crítico de cultura, editor do portal Resenhando.com. Foto: Abílio Gil

Ousado e criativo, "Susi - O Musical" é tudo o que crianças e adultos precisam ouvir. Há coragem na espinha dorsal do espetáculo: ao colocar um menino no centro da história e em diálogo direto com uma boneca, a montagem desloca o eixo tradicional do universo feminino para um território mais poroso, em que o gênero deixa de ser fronteira e passa a ser um caminho. É inevitável a comparação com o fenômeno "Barbie - O Filme", mas “Susi - O Musical”, dirigido por Mara Carvalho, não se curva à tentação da cópia. 

A rivalidade entre mulheres, tema espinhoso e frequentemente tratado de forma superficial, surge com densidade cômica na personagem Bárbara, interpretada com precisão por Bruna Guerin, que representa, na peça teatral, um produto de padrões inalcançáveis que o próprio espetáculo se dispõe a desmontar. Ao lado dela, a Susi de Priscilla (ou de sua competente substituta, na sessão assistida Clara Verdier) sustenta um equilíbrio delicado entre carisma e questionamento. Susi é inquieta e, diante do que foi colocado no espetáculo, brinca, confronta, aprende, erra, revisa e cresce, assim como o menino que interage com ela. 

O elenco, aliás, opera em sintonia admirável. Há um senso de conjunto que impede o musical de escorregar para a afetação. As músicas bem resolvidas e eficientes cumprem o papel de avançar a narrativa sem se tornarem meros intervalos sonoros. A inteligência na construção pode ser sentida a cada cena. Mas “Susi - O Musical” não quer apenas entreter.  Ao colocar o dedo na ferida das contradições da própria indústria que criou tanto a Susi quanto trouxe a Barbie para o Brasil, o espetáculo escancara um ciclo quase cruel: as crianças crescem, abandonam seus brinquedos e, no processo, deixam para trás também partes de si mesmos. O final, levemente melancólico, não dá respostas ao que pode acontecer, e isso é um mérito.

Se há um ponto de fragilidade, talvez esteja na cenografia, que poderia expandir ainda mais o universo imaginativo proposto. Em alguns momentos, sente-se falta de uma materialidade mais ousada, que acompanhe a ambição temática do texto. Ainda assim, o saldo é mais do que positivo. “Susi - O Musical” é uma homenagem à boneca, à memória, ao feminismo, mas sobretudo ao feminino em sua complexidade, suas fissuras e reinvenções.


Serviço
"Susi, o Musical"

Local: Teatro Sérgio Cardoso – Sala Paschoal Carlos Magno
Rua Rui Barbosa, 153 – Bela Vista / São Paulo
Estreia: 21 de fevereiro, quinta-feira, 20h00
Temporada: de 21 de fevereiro a 12 de abril
Sessões: quintas e sextas, às 20h00, sábados e domingos 16h00 e 20h00
Ingressos: Plateia: Inteira: R$ 200,00 | Meia Entrada: R$ 100,00
Plateia Alta: Inteira: R$ 160,00 | Meia Entrada: R$ 80,00
Balcão: Inteira: R$ 50,00 | Meia Entrada: R$ 25,00 |
Vendas: Site da Sympla (https://bileto.sympla.com.br/event/114413) ou bilheteria local
Classificação etária: livre
Duração: 90 minutos
Capacidade: 827 lugares

.: "'A Partilha' e Outras Peças Teatrais" é um convite à reflexão profunda


Por 
Helder Moraes Miranda, jornalista e crítico de cultura, editor do portal Resenhando.com.

O teatro de Miguel Falabella sempre teve a habilidade de fazer do cotidiano um campo de batalha emocional em que rir e doer acontecem ao mesmo tempo. No livro "'A Partilha' e Outras Peças Teatrais: 'O Som e a Sílaba'. 'A Sabedoria dos Pais'. 'Os Olhos de Nara Leão'", lançado recentemente pela Matrix Editora, essa vocação se confirma com maturidade e precisão. A coletânea reúne quatro textos escritos entre 1990 e 2025 e funciona como um mapa afetivo de um autor que aprendeu a escutar.

O livro reafirma a força do teatro como espaço para a elaboração de confrontos. Ler as peças de Falabella, qualquer uma delas, é também perceber como certos conflitos permanecem intactos, como se todos estivessem sempre ensaiando dores parecidas em novas situações. Ainda mais em tempos de discursos prontos, peças que insistem na ambiguidade e na humanidade dos personagens são ouro. Qualquer leitor que esteja aberto a pensar pode sair dessa obra com a sensação de ter participado de algo íntimo demais para ser ignorado.

A obra começa com "A Partilha", peça que já passou por gerações e permanece atual. Nela, o reencontro de quatro irmãs após a morte da mãe, mediado pela divisão de bens, transforma-se em algo mais incômodo: a partilha das mágoas, das ausências e das versões nunca ditas das histórias de cada uma delas. Falabella constrói o conflito com humor afiado e usa o riso como instrumento de revelações cruéis.

Se "A Partilha" escancara o núcleo familiar, "O Som e a Sílaba" desloca o olhar para as diferenças ao focar na relação de amizade entre uma jovem cantora autista e a professora de canto dela. O texto evita o didatismo e aposta no território delicado da escuta. O resultado é uma peça moderna e sensível que tem o cuidado evidente de não reduzir a personagem à sua condição, mas de expandi-la como sujeito.

Em "A Sabedoria dos Pais", o autor abandona qualquer ilusão conciliadora quando aborda o fim de um casamento de 35 anos. Os conflitos surgem a partir de um acúmulo de situações mal resolvidas, em que o desgaste aparece nos pequenos detalhes. A peça se sustenta nesse incômodo prolongado de constatar que o amor, quando não cuidado, pode se transformar em rotina ressentida.

"Os Olhos de Nara Leão", misto de monólogo e biografia,  evoca a figura de Nara Leão. A reflexão sobre identidade, escolhas e autonomia ganha contornos íntimos, como se o palco fosse um espaço para a confissão. O que une as quatro peças é a habilidade de transformar situações reconhecíveis em experiências densas sem perder a leveza. Falabella escreve diálogos que soam naturais e têm ritmo, ironia e uma compreensão profunda de que o teatro é feito para causar reflexões profundas sobre a vida. Compre o livro "'A Partilha' e Outras Peças Teatrais: 'O Som e a Sílaba'. 'A Sabedoria dos Pais'. 'Os Olhos de Nara Leão'", de Miguel Falabella, neste link.

.: Novas apresentações do solo "Na Sala dos Espelhos" no Sesc Santana


Com direção e adaptação de Michelle Ferreira e Maíra de Grandi, monólogo traz aos palcos adaptação do quadrinho homônimo de Liv Strömquist e questiona a tirania da imagem em um mundo dominado pelas redes sociais. Foto: Paulo Vainer 

Em um verdadeiro tratado sobre a aparência e as ilusões do eu, o solo "Na Sala dos Espelhos" reflete sobre como a tirania da imagem vem minando a relação que travamos com nossos corpos e desejos. O trabalho, idealizado e atuado por Carolina Manica (indicada ao prêmio APCA pelo trabalho), estreou em 2025 e agora ganha novas apresentações no Sesc Santana, nos dias 10, 11 e 12 de abril, na sexta e no sábado, às 20h00, e no domingo, às 18h00. Com direção e adaptação de Michelle Ferreira e Maíra de Grandi, "Na Sala dos Espelhos", adaptação do livro homônimo de Liv Strömquist , conta a história de uma mãe que, ao ver sua filha pré-adolescente entrar em crise com a própria aparência, enfrenta o desafio de criar uma menina feminista em um mundo cada vez mais caótico. Para isso, ela convida Nina, sua filha, e o público, a brincar de pensar sobre o mito da beleza que tanto aprisiona meninas e mulheres. 

O espetáculo irreverente nos faz olhar de outro modo para o espelho e questiona: por que as fotos que vemos rolar pelo feed das redes sociais podem nos levar a sentimentos de ansiedade, raiva, tristeza e frustração? Quando foi que criamos uma relação voyeurística crônica com nós mesmos? Como, afinal, enxergar a si próprio num mundo dominado pela hiperexposição? O espetáculo conta com trilha sonora original composta pela cantora Ava Rocha (que fez sua estreia no Teatro) em colaboração com a compositora Grisa, cenário e figurino de Fábio Namatame e luz de Caetano Vilela.

“Meu primeiro contato com a obra de Liv foi uma experiência reveladora. Fui fisgada pela sua ironia e inteligência. Entre reflexões filosóficas, referências históricas e críticas à cultura da imagem, Liv nos faz questionar o quanto nossa autoestima depende do olhar alheio. E foi assim que decidi levar isso ao palco. Interpretar esta peça tem sido uma jornada. No palco, falo sobre o olhar, a beleza, a cobrança, os padrões e prisões internas — mas fora dele, sou mãe de uma menina que começa a descobrir seu próprio reflexo. E é impossível não pensar em como esse olhar do mundo pesa sobre nós, mulheres, desde cedo. Percebi o quanto herdamos espelhos trincados, distorcidos por expectativas. Hoje tento abrir espaço para um novo reflexo. Talvez essa seja a beleza que queira ensinar à minha filha”, diz a atriz e idealizadora Carolina Manica.

Michelle Ferreira e Maíra De Grandi indagam sobre o que pode o corpo de uma atriz diante de um ensaio filosófico em quadrinhos, a partir do ensaio “Na Sala Dos Espelhos - a autoimagem em transe ou beleza e autenticidade como mercadoria na era dos likes e outras encenações do eu” da sueca Liv Strömquist.  Para elas, a obra é uma tese visual sobre a beleza onde as irmãs Kardashian dividem as páginas com Susan Sontag, Zygmunt Bauman, Naomi Wolf, a Bíblia, a madrasta da Branca de Neve e tudo parece fazer muito sentido. Através do seu traço expressivo e pop, ela convida o leitor a brincar de pensar sobre desigualdade de gênero, relações de poder e estruturas sociais, e usa conceitos do feminismo, da ciência política, da psicologia e da filosofia para basear suas análises. 

É tudo muito colorido, ao mesmo tempo que é terrivelmente ácido. Ler qualquer uma das obras de Liv é uma experiência fascinante. Ao final, nos sentimos mais inteligentes e também mais indignados. Mas como traduzir uma obra como essa para os palcos sem perder a sua essência? Por incrível que possa parecer, foi traindo Liv sem pudor que pudemos nos encontrar com ela. Para isso, criamos uma personagem que fosse capaz de atravessar essas questões não de uma maneira intelectual, mas com seu corpo. 

“A mãe da Nina”, a protagonista, é uma mulher que está no climatério enquanto sua filha está entrando na adolescência. Ambas precisam se relacionar com o espelho e com a tirania da imagem enquanto seus corpos vivem uma grande transformação. E o que pode um corpo? No teatro, um corpo pode tudo. Complementam as diretoras. 


Ficha técnica
Espetáculo "Na Sala dos Espelhos"
Texto original: Liv Strömquist  
Idealização: Carolina Manica  
Direção e adaptação: Michelle Ferreira e Maíra De Grandi  
Atuação: Carolina Manica  
Trilha sonora: Ava Rocha e Grisa  
Direção de arte (Figurino e Cenário): Fábio Namatame  
Iluminador: Caetano Vilela 
Designer: Julio Dui  
Fotógrafo: Paulo Vainer  
Maquiagem: Thiago Braga  
Operação de som: Grisa  
Operação de luz: Gabriel Sobreiro  
Direção de produção: Carolina Manica  
Assistente de produção: Marcela Horta
Produção: Grilo Azul Filmes  


Serviço
Espetáculo "Na Sala dos Espelhos", com Carolina Manica
Apresentações: 10, 11 e 12 de abril de 2026
Na sexta e no sábado, às 20h00  e no domingo, às 18h00.
Sesc Santana - Av. Luiz Dumont Villares, 579 - Santana, São Paulo
Ingressos: R$ 60,00 (inteira), R$30,00 (meia-entrada) e R$18,00 (credencial plena)
Vendas on-line a partir de 31 de março às 17h00 em centralrelacionamento.sescsp.org.br ou presencialmente às 17h00, nas bilheterias de qualquer unidade do Sesc São Paulo
Classificação: 16 anos
Duração: 60 minutos
Acessibilidade: teatro acessível a cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida

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