terça-feira, 31 de março de 2026

.: MASP promove conversa aberta com o artista Santiago Yahuarcani nesta quinta


Santiago Yahuarcani, Dueño de kion, 2022. Cortesia do artista e [Courtesy of the artist and] Crisis Galería, Lima e [and] Madri

O MASP - Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand promove, na próxima quinta-feira, dia 2 de abril, mais uma edição do projeto "MASP Conversas", iniciativa que integra a programação pública do museu e propõe o diálogo direto entre artistas, curadores e o público. A atividade se consolida como espaço de reflexão sobre processos criativos, abordagens curatoriais e os temas que atravessam as exposições em cartaz.

Desta vez, o encontro será dedicado à mostra "Santiago Yahuarcani: o Princípio do Conhecimento", reunindo o próprio artista Santiago Yahuarcani e a curadora Amanda Carneiro, com mediação da pesquisadora Andressa Samanta. A conversa propõe uma imersão na prática artística de Yahuarcani, reconhecido por seu trabalho que articula tradição, memória e cosmologia indígena.

Ao longo do encontro, serão discutidos aspectos centrais da obra do artista, como o uso da llanchama - suporte tradicional produzido a partir da casca de árvore - e de pigmentos naturais, além das dimensões formais e simbólicas de sua pintura. A produção de Yahuarcani evoca os seres físicos e espirituais do povo Uitoto, trazendo à tona narrativas ancestrais marcadas pela violência do ciclo da borracha e pelo genocídio na região do Putumayo, sem perder de vista as estratégias de resistência e sobrevivência dessas comunidades.

A discussão também se orienta pelo eixo conceitual sugerido no título da exposição, ao questionar que tipo de conhecimento está em jogo, como ele é transmitido e a quem se destina. Nesse sentido, o encontro amplia o debate sobre epistemologias indígenas e seus modos próprios de existência e permanência.

Integrada ao ciclo curatorial Histórias latino-americanas, a atividade reafirma o compromisso do MASP em tensionar narrativas hegemônicas e promover a visibilidade de produções artísticas que dialogam com contextos históricos e sociais da região.

O evento será realizado presencialmente, das 16h00 às 17h30, no Edifício Pietro Maria Bardi, 9º andar, com tradução simultânea em português e espanhol - mediante retirada de fones com documento - e interpretação em Libras. Posteriormente, a conversa será disponibilizada no canal oficial do museu no YouTube, ampliando o acesso ao conteúdo. O MASP fica na Avenida Paulista, 1578 - Cerqueira César, em São Paulo.

.: Novo módulo do Café Filosófico CPFL discute os dilemas da saúde mental



Série de encontros propõe refletir sobre os desafios da subjetividade em tempos de medicalização, inteligência artificial e transformações sociais .Psicanalista e psicólogo Pedro de Santi abre módulo de abril do Café Filosófico CPFL. Foto: Tati Ferro


O novo módulo do Café Filosófico CPFL estreia nesta quinta-feira, dia 2 de abril, às 19h00, dedicado a um dos temas mais urgentes do nosso tempo: responsabilidade e escuta na psicanálise contemporânea. Com curadoria do psicanalista e psicólogo Pedro de Santi, a série propõe uma reflexão sobre os modos como a subjetividade vem sendo atravessada por transformações sociais, tecnológicas e culturais, e quais são os desafios clínicos e éticos que emergem desse cenário. 

Em um contexto em que nunca se falou tanto sobre saúde mental, o módulo parte de uma constatação inquietante: ao mesmo tempo em que cresce a atenção ao tema, ampliam-se também os diagnósticos, a medicalização e, paradoxalmente, as formas de sofrimento. Questões como o aumento da ansiedade entre jovens, o impacto da inteligência artificial nas relações humanas, as mudanças nas discussões sobre gênero e raça e até as tensões em torno da democracia atravessam o debate proposto pela série, que também coloca em perspectiva o papel da psicanálise diante dessas transformações e seu compromisso ético com a constituição da subjetividade.

A abertura do módulo acontece com a palestra “Riscos Atuais à Subjetividade e a Busca por Bem Viver”, conduzida pelo próprio curador. No encontro, ele propõe discutir a atualidade da psicanálise a partir de uma ética do bem viver, diante de um mundo marcado por exigências constantes de performance e por um crescente enfraquecimento das mediações sociais. Segundo o psicanalista, esse cenário tem produzido novas formas de sofrimento e novas maneiras de evitá-lo, nem sempre produtivas. “Vivemos um tempo em que o imperativo de desempenho convive com uma fragilidade crescente das redes de amparo. Isso nos lança a um desamparo que muitas vezes é rapidamente traduzido em diagnósticos e medicalização, como forma de aliviar o sofrimento sem necessariamente enfrentá-lo em sua dimensão subjetiva”, afirma Pedro de Santi.

Ele destaca, ainda, que sob o signo da doença e da intervenção medicamentosa, corre-se o risco de esvaziar a implicação do sujeito em sua própria vida. “Quando atribuímos nossas limitações apenas à doença ou nossos êxitos exclusivamente à medicação, perdemos algo fundamental: a possibilidade de nos reconhecermos como agentes da nossa própria história. A psicanálise, nesse sentido, resgata uma ética que valoriza o desejo, a responsabilidade e a construção singular de um bem viver”, completa.

Ao longo dos cinco encontros, o módulo amplia essa discussão ao reunir diferentes especialistas que investigam as interseções entre clínica, sociedade e política. No dia 9 de abril, o psicanalista e psiquiatra Marcelo Veras aborda as relações entre psicanálise e psiquiatria na era digital, discutindo os impactos da inteligência artificial, da psiquiatria computacional e da chamada “fenotipagem digital” sobre a noção de subjetividade e diagnóstico. Na semana seguinte, em 16 de abril, a psicanalista Priscilla Santos de Souza propõe refletir sobre como o racismo, enquanto estrutura histórica da sociedade brasileira, atravessa o campo da saúde e interpela a teoria e a prática psicanalítica.

Já no dia 23 de abril, a psicóloga Miriam Debieux Rosa discute as relações entre psicanálise e democracia, explorando como a clínica pode contribuir para compreender os impasses de uma sociedade marcada por imaginários distópicos e pela fragilização do laço social. Encerrando o módulo, em 30 de abril, a psicanalista Mara Caffé analisa as transformações contemporâneas nas questões de gênero, situando a chamada “explosão do gênero” em um processo histórico mais amplo, marcado tanto por avanços quanto por reações conservadoras.

 
Sobre o palestrante 
Pedro de Santi é psicanalista e psicólogo, com uma trajetória que articula pensamento clínico, reflexão filosófica e investigação sobre a subjetividade contemporânea. Mestre em Filosofia pela USP e doutor em Psicologia Clínica pela PUC-SP, é professor da ESPM e da Casa do Saber, além de líder do grupo de pesquisa “Eu e o Outro na Cidade”, vinculado ao CNPq. Com pós-doutorado em Comportamento do Consumidor, também pela ESPM, é autor de diversos livros e artigos que exploram as relações entre desejo, consumo e modos de vida na contemporaneidade, entre eles A crítica ao eu na Modernidade, A subjetividade no ambiente conectado e Desejo e adição na relação de consumo.

 
Ambiente inspirador de troca e aprendizado 
O Café Filosófico CPFL traz uma nova identidade visual e artística, incluindo cenário, para acompanhar a renovação do formato, que passa a ter a nova apresentadora, Tainá Müller, interagindo com os convidados e a plateia. O espaço do Café, na sede do Instituto CPFL, em Campinas, oferece uma atmosfera convidativa e aconchegante, onde cada detalhe é pensado para proporcionar uma experiência prazerosa. É possível tirar fotos em todos os lugares, incluindo o novo cenário. O local possui climatização e é acessível a pessoas com deficiência, além de contar com intérpretes de Libras para garantir a participação de todos. Há, ainda, um serviço de alimentação com cardápio de comidas e bebidas para consumo no local.

 Após a gravação e exibição ao vivo, as palestras ganham uma versão editada que é exibida na TV Cultura, aos domingos, às 20h00, com reprises às quartas, à 1h00 e, posteriormente, disponibilizadas no YouTube. Vale destacar que os episódios transmitidos pela TV não correspondem necessariamente às gravações feitas durante a semana.

 
Serviço Café Filosófico CPFL, ao vivo, com Pedro de Santi, psicanalista e psicólogo
Dia 2 de abril, quinta-feira, às 19h00
Instituto CPFL
Rua Jorge Figueiredo Corrêa, 1632 - Chácara Primavera, Campinas/SP
Entrada: gratuita, por ordem de chegada, a partir das 18h00
Participação on-line: canal do Café no YouTube 

.: A Feira do Livro divulga primeira lista de convidados com 56 autores


A quinta edição do festival literário gratuito acontece entre 30 de maio e 7 de junho na praça Charles Miller e destaca literatura latino-americana, thrillers e biografias


Está no calendário oficial de São Paulo: o feriadão de Corpus Christi é o momento de celebrar o livro e a cidade, ocupando a rua com autores, editores, livreiros e leitores. A Feira do Livro, festival a céu aberto e gratuito, realizado na praça Charles Miller, anuncia os primeiros nomes confirmados na programação oficial de sua quinta edição e começa a contar uma nova história. Se em 2025 a curadoria relembrou os 40 anos de democracia no país, neste ano a programação oficial celebra a literatura latino-americana e seus diálogos com o Brasil.

Durante nove dias, o festival literário paulistano levará para o Pacaembu mais de 250 convidados para debates, oficinas, contações de histórias, sessões de autógrafos e outras atividades totalmente gratuitas em torno do livro e da leitura. Os três palcos da programação oficial e os três Tablados Literários da programação paralela reunirão destaques da literatura, da poesia e da não ficção brasileira e internacional, com forte presença de autores da América do Sul.

Editoras, livrarias e instituições comprometidas com o livro e a leitura — já são 156 os expositores confirmados até o momento — vão apresentar sua produção em estandes espalhados pelos 15 mil metros quadrados da praça Charles Miller, recebendo estudantes, famílias, professores, turmas de amigos, bibliomaníacos, curiosos e outros tipos paulistanos e de todo o Brasil que se reúnem anualmente n’A Feira do Livro para ouvir e contar boas histórias sob o sol do outono. Dos best-sellers internacionais às edições feitas à mão, A Feira do Livro busca trazer para o público as centenas de possibilidades que um livro abre para o leitor. 

Criada em 2022 a partir de contribuições de editores e livreiros, A Feira do Livro é uma realização da Associação Quatro Cinco Um, organização voltada para a difusão do livro no Brasil, da Maré Produções, empresa especializada em exposições de arte, e do Ministério da Cultura, por meio da Lei Rouanet. Tem patrocínio Ouro do Mercado Livre e da Motiva, patrocínio Prata da Prefeitura de São Paulo, e apoio do Pinheiro Neto Advogados, Instituto Ibirapitanga e enjoei. A relação final de patrocinadores, apoiadores e parceiros será divulgada ao longo das próximas semanas.


Destaques da programação
Desde as suas primeiras edições, o castelhano em diferentes sotaques marcou a programação oficial d’A Feira do Livro. Em 2026, grandes nomes e promessas literárias de países da América do Sul vão dialogar com leitores e autores brasileiros. A divulgação da programação completa, com horários, datas e participantes, será feita nas próximas semanas.

Da Colômbia, Pilar Quintana lança no Brasil seu esperado novo romance e Mario Mendoza conecta São Paulo a uma Bogotá noir. O pensamento indígena, sempre presente na programação do festival, terá uma representante mapuche, Daniela Catrileo, do Chile. Andrés Montero, também chileno, leva ao Pacaembu um verdadeiro produto de exportação do continente: a oralidade e elementos fantásticos. A ensaísta argentina radicada no Rio de Janeiro Paula Sibilia, que reflete sobre consumo, tecnologia e subjetividade em nossos dias; a escritora Bárbara Belloc, também argentina, que explora as fronteiras entre ficção, memória e loucura; e a ficcionista uruguaia Inés Bortagaray completam o grupo de convidados sul-americanos anunciados até o momento. 

A atmosfera solar d’A Feira do Livro promete ganhar tons mais sombrios, pelo menos em algumas mesas da programação oficial, dedicadas à literatura noir. Os fãs de thrillers, suspenses e dramas psicológicos terão grandes representantes n’A Feira do Livro 2026: a irlandesa Liz Nugent, em visita inédita ao país, o colombiano Mario Mendoza e o carioca Alberto Mussa, autor de uma história sobre um crime ambientado na Zona Norte do Rio. A visita de Liz Nugent tem apoio da Cultúr Éireann.

Ainda na lista de convidados internacionais, o romancista italiano Sandro Veronesi se apresenta pela primeira vez na cidade, numa rara oportunidade de encontro com seus fãs paulistanos. A norte-americana Tracy Mann lança n’A Feira do Livro suas memórias dos tempos de movimento hippie na Bahia dos anos 1970.


Brasilidade
Entre os autores nacionais, a curadoria aposta em encontros que cruzam a ficção e a não ficção em diferentes gêneros literários, gerações, sensibilidades e origens, dos imortais e premiados aos estreantes. Entre os autores consagrados, os cariocas Ana Maria Machado e Nei Lopes e o mineiro - Prêmio Camões - Silviano Santiago confirmaram presença n’A Feira do Livro e devem repassar sua trajetória de décadas em encontros memoráveis com o público. 

Mesas de biografias sempre são esperadas em festivais literários, e neste ano A Feira do Livro vai promover encontros especiais com biógrafos de grandes figuras da vida brasileira. Autor de clássicos do gênero, o jornalista Fernando Morais lança no Pacaembu o segundo volume de sua biografia sobre o presidente Lula. Pedro Bial vai falar da vida de Isabel Salgado, estrela olímpica da seleção brasileira de vôlei. Adriana Negreiros apresenta sua biografia da comediante Dercy Gonçalves. Um dos biógrafos convidados, o mineiro João Pombo Barile, vai conversar com o próprio biografado no palco d’A Feira do Livro: o crítico literário Silviano Santiago.

Autores populares e influentes como o historiador Luiz Antonio Simas e os romancistas Jeferson Tenório e Carla Madeira, que lotaram a plateia em edições anteriores, retornam ao festival. Núcleo forte da programação oficial, a literatura contemporânea brasileira terá um grupo relevante de autores convidados, representativo do bom momento da ficção no país: Cristhiano Aguiar, Vanessa Barbara, Mariana Salomão Carrara, Noemi Jaffe, Giovana Madalosso, Chico Mattoso, Daniel Munduruku, Natércia Pontes, Lilian Sais, Bianca Santana e Natalia Timerman estão entre os confirmados até o momento. Ian Uviedo e Maria Brant representam os estreantes na literatura brasileira. Na poesia, os nomes anunciados nesta primeira leva são o carioca Eucanaã Ferraz e o paulista Ricardo Domeneck.


Não ficção 
Além das mesas propriamente literárias, a não ficção também tem destaque na programação oficial e põe em debate temas relevantes da cultura, da sociedade e da vida privada, como o luto e a memória, abordados nos livros dos convidados Camila Appel, jornalista, e Fernando José de Almeida, educador — ambos com obras sobre a morte, mas por diferentes perspectivas. Maria Rita Kehl e Gabriel Tupinambá promovem o diálogo da literatura com a psicanálise. 

Um dos núcleos temáticos focaliza a vida noturna paulistana em diferentes momentos históricos: do pioneirismo da cultura LGBTQIA+ no Ferro’s Bar, reduto da comunidade lésbica paulistana dos anos 1960, retratado por Julia Kumpera, às cenas da disco, do rock e do bate-estaca techno dos anos 1990 e 2000 dos jornalistas Erika Palomino, Gaía Passarelli e Camilo Rocha. A veia boêmia da cidade ainda será homenageada pela ficção, nas palavras do escritor Reinaldo Moraes, que lança n’A Feira do Livro um romance sobre noitadas sem fim em São Paulo.

Na mesa sobre alimentação, que tem presença cativa n’A Feira do Livro desde a primeira edição, a antropóloga Inara Nascimento, a pesquisadora Rute Costa e a chef paulistana Bel Coelho discutem a presença indígena e negra na culinária brasileira. Questões urgentes da vida contemporânea também serão levadas aos palcos d’A Feira do Livro, como educação midiática, com Januária Cristina Alves; desigualdade econômica, com o geógrafo Kauê Lopes dos Santos; e a emergência climática, com Luiz Villares e Ricardo Abramovay.

A primeira lista de convidados ainda inclui nomes de destaque nas artes visuais, com o mineiro Eustáquio Neves; nos quadrinhos, com Dani Marino e Gabriela Borges, do projeto Mina de HQ; e nas artes e ofícios do livro, com o designer paulistano Gustavo Piqueira. A curadoria d’A Feira do Livro é feita a partir de sugestões dos expositores e do público, dos jornalistas e colunistas da Quatro Cinco Um e de parceiros institucionais, sob coordenação do diretor geral Paulo Werneck e da assistente de curadoria Maria Clara Villas. O projeto arquitetônico e a direção de arte são do diretor geral Álvaro Razuk, da Maré Produções. A coordenação geral d’A Feira do Livro é da diretora executiva Mariana Shiraiwa.

As mesas da programação oficial acontecem no Palco da Praça, montado no meio d’A Feira do Livro; no Auditório Armando Nogueira, do Museu do Futebol, parceiro de primeira hora do festival literário; e também no Espaço Rebentos, palco da programação para crianças, ainda não divulgada. 

Nas próximas semanas, novos nomes da programação oficial devem ser anunciados, assim como a grade completa de debates, que deverá reunir cerca de 170 autores. A programação paralela, que acontece nos Tablados Literários — pequenos palcos espalhados pela Feira do Livro — e é feita pelos expositores, será divulgada em seguida. O festival literário paulistano ainda tem uma programação de oficinas e atividades em torno da cultura do livro.

O acesso a todos os palcos d’A Feira do Livro é gratuito, dentro dos limites de capacidade de cada espaço, e não tem nenhum tipo de ingresso ou catraca. A Feira do Livro 2025 reuniu 80 mil pessoas durante nove dias de realização, tendo recebido 250 convidados na programação oficial e 150 expositores, entre editoras, livrarias e instituições ligadas ao livro e à leitura. 

Todos os autores confirmados até agora
Adriana Negreiros, Alberto Mussa, Ana Maria Machado, Andrés Montero (Chile), Bárbara Belloc (Argentina), Bel Coelho, Bianca Santana, Camila Appel, Camilo Rocha, Carla Madeira, Chico Mattoso, Cristhiano Aguiar, Dani Marino, Daniel Munduruku, Daniela Catrileo (Chile), Erika Palomino, Eucanaã Ferraz, Eustáquio Neves, Fernando José de Almeida, Fernando Morais, Gabriel Tupinambá, Gabriela Borges, Gaía Passarelli, Giovana Madalosso, Gustavo Piqueira, Ian Uviedo, Inara Nascimento, Inés Bortagaray (Uruguai), Januária Cristina Alves, Jeferson Tenório, João Pombo Barile, Julia Kumpera, Kauê Lopes dos Santos, Lilian Sais, Liz Nugent (Irlanda), Luiz Antonio Simas, Luiz Villares, Maria Brant, Maria Rita Kehl, Mariana Salomão Carrara, Mario Mendoza (Colômbia), Natalia Timerman, Natércia Pontes, Nei Lopes, Noemi Jaffe, Paula Sibilia (Argentina), Pedro Bial, Pilar Quintana (Colômbia), Reinaldo Moraes, Ricardo Abramovay, Ricardo Domeneck, Rute Costa, Sandro Veronesi (Itália), Silviano Santiago, Tracy Mann (EUA) e Vanessa Barbara.


A Feira do Livro
A Feira do Livro é gratuita e realizada ao ar livre, na praça Charles Miller, no bairro paulistano do Pacaembu, ocupando uma área de mais de 15 mil metros quadrados, normalmente dedicada à circulação e ao estacionamento de carros. Suas estruturas incluem seis palcos para receber mesas literárias e outras atividades, uma livraria oficial para as sessões de autógrafos, um espaço de oficinas e tendas ocupadas pelos expositores. Os espaços de convivência são uma novidade desta quinta edição, que foram projetados para servir como pequenas pracinhas, com cadeiras e bancos para o público descansar e ler um livro. 

As 156 editoras, livrarias e instituições socioculturais inscritas até o momento para participar d’A Feira do Livro 2026 vão ocupar três tipos de espaços expositivos: bancadas, que ficam na Praça das Bancadas; as ilhas, espaços um pouco maiores que as bancadas e que ficam agrupadas na Tenda das Ilhas; e as tendas individuais, que podem ser ocupadas por um ou mais expositores e são organizadas em “quadras”, criando vielas para circulação do público. 

A rotatória central abriga a Praça do Telão. Ali o público pode acompanhar as atividades que acontecem no Palco da Praça, estendendo uma canga ou se acomodando nas cadeiras dispostas no local. Há também a Praça de Alimentação, que oferece opções variadas de comidas e bebidas. 

O festival conta ainda com um espaço de acomodação sensorial, destinado a acolher o público neurodiverso que precise de apoio para se regular, num ambiente mais tranquilo. Esse Espaço de Descompressão foi reconhecido com o selo Amigo da Pessoa com TEA, do Governo do Estado de São Paulo. O festival terá ainda a presença de duas Unidades Móveis de Atendimento, em parceria com a Coordenação Municipal de Políticas para LGBTI+, sendo uma unidade de apoio ao público LGBTI+ e outra para Atendimento às Mulheres, que amplia a rede de proteção na cidade de São Paulo, garantindo o acesso aos serviços da rede de enfrentamento à violência contra a mulher. Há também um espaço para imprensa. A assessoria de imprensa é realizada pela a4&holofote e as informações sobre credenciamento para jornalistas serão divulgadas em breve.


Espaço Rebentos
O Espaço Rebentos, palco infantil d'A Feira do Livro, sucesso em 2025, chega à sua segunda edição, com programação voltada principalmente para crianças de quatro a nove anos, mas sem deixar outras faixas etárias de fora. O espaço acolhe pequenos leitores e seus acompanhantes, com palco, área de leitura, espaço para oficinas e autógrafos. No interior da tenda, serão distribuídas credenciais especialmente feitas para as crianças. Informações sobre convidados e programação do Espaço Rebentos serão divulgadas em breve. 


Tablados Literários
Os Tablados Literários - três palcos que compõem a programação paralela, feita em parceria com os expositores - são distribuídos ao longo da praça. O projeto iniciado em 2024 continua pelo terceiro ano consecutivo abrigando bate-papos, lançamentos e outras atividades que contribuem para o movimento ao longo do dia n’A Feira do Livro. 


Patrocínios, apoios e parcerias
A Feira do Livro é uma realização do Ministério da Cultura, por meio da Lei Rouanet, da Associação Quatro Cinco Um, organização sem fins lucrativos dedicada à difusão do livro e da leitura no Brasil, e da Maré Produções, empresa especializada em exposições e feiras culturais.

A edição de 2026 tem patrocínio Ouro do Mercado Livre e da Motiva, e patrocínio Prata da Prefeitura de São Paulo, que reforçam seu compromisso com o acesso à cultura, à leitura e à democratização do conhecimento. Conta ainda com o apoio do Pinheiro Neto Advogados, do Instituto Ibirapitanga e do enjoei, além de apoio institucional do Museu do Futebol junto à Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, Cultúr Éireann, do Ernesto Tzirulnik Advocacia e da ArPa. A visibilidade e a difusão d’A Feira do Livro 2026 são ampliadas por meio de parcerias de mídia com a Folha de S.Paulo, UOL, JCDecaux, Piauí, Nexo e PublishNews, que potencializam o alcance do evento.


Serviço
A Feira do Livro 2026 
30 de maio a 7 junho
Praça Charles Miller - Pacaembu / São Paulo

segunda-feira, 30 de março de 2026

.: Crítica: imperdível "Velhos Bandidos" faz rir e entrega desfecho inesperável

Por: Mary Ellen Farias dos Santos, editora e criadora do Resenhando.com

Em março de 2026


Um casal de idosos sai para uma super viagem, mas acaba esquecendo as passagens. Assim, flagram dois jovens bandidos com a mão no cofre da casa deles. Eis o início do longa nacional "Velhos Bandidos", em cartaz na telona Cineflix Cinemas de Santos, que entrega agilidade numa comédia de ação leve e divertida de ambiente policial, ou seja, uma caçada entre gatos e ratos fabulosa. 

É inegável que a produção dirigida por Cláudio Torres ("A Mulher Invisível", "O Homem do Futuro", filho de Fernanda Montenegro) chama atenção do público pelo carisma e talento de seu elenco veterano, Fernanda Montenegro ("Central do Brasil") e Ary Fontoura ("Se Eu Fosse Você"), assim como dos amigos da vida real Vladimir Brichta ("Bingo: O Rei das Manhãs") e Lázaro Ramos ("Meu Tio Matou um Cara") e a jovem Bruna Marquezine ("Besouro Azul"). 

O quinteto de peso em cena dá um show na telona com uma trama de desfecho surpreendente. A mescla de gerações de atores completamente entrosados em meio ao humor inteligente do roteiro insere facilmente "Velhos Bandidos" entre as melhores comédias nacionais recentes. Sem contar com a lambuja de colocar na telona de cinema outros grandes mestres da dramatização brasileira como, Reginaldo Faria, Nathalia Timberg, Vera Fisher e Tony Tornado.

O longa que soma 1 hora e 33 de entretenimento brasileiro diverte escapando de modo inteligente dos clichês rasos de comédias nacionais apelativas. Em meio a cada reviravolta, "Velhos Bandidos" faz ainda refletir sobre o descaso a respeito da corrupção e o bárbaro desalento na velhice, mesmo para aquele que fez as devidas contribuições e o corpo não tem mais o vigor para as horas diárias de labuta. 

Muito distinta de sua última personagem que dá nome ao longa "Vitória", Fernanda Montenegro transborda elegância como dona de uma sagacidade ímpar na pele de Marta, a esposa de Rodolfo (Ary Fontoura) alinha-se a ela com perfeição -em todas variáveis possíveis do termo "alinhar". A dobradinha funciona na medida da fofura dos idosos, assim como das surpresas escondidas dos olhos do público, mas que fazem a trama avançar e prender a empolgação até o último segundo do longa. Simplesmente imperdível!


A equipe Resenhando.com assiste aos filmes em Santos, no primeiro andar do Miramar ShoppingPara acompanhar as novidades da Cineflix mais perto de você, acesse a programação completa da sua cidade no app ou site a partir deste link. No litoral de São Paulo, as estreias dos filmes acontecem no Cineflix Santos, que fica no Miramar Shopping, à rua Euclides da Cunha, 21, no Gonzaga. Consulta de programação e compra de ingressos neste link: https://vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SAN

"Velhos Bandidos"(nacional). Gênero: Comédia, ação, policialDireção: Cláudio Torres. Roteiro: Cláudio Torres, Fábio Mendes e Renan Flumian. Duração: 1h 33min. Distribuição: Paris Filmes. Elenco: Fernanda Montenegro (Marta, uma assaltante experiente), Ary Fontoura (Rodolfo, parceiro de crimes de Marta), Bruna Marquezine (Nancy, jovem que se junta aos veteranos para um grande roubo), Vladimir Brichta (Sid), Lázaro Ramos (investigador de polícia responsável pelo caso) e mais. Sinopse: O longa acompanha o casal de aposentados, que planeja um assalto audacioso a um banco. Para executar o plano, eles recrutam dois jovens comparsas, mas acabam sendo perseguidos por um obstinado investigador. 

Trailer de "Velhos Bandidos"



Leia+

.: Resenha: "Vitória" é filme-denúncia que transborda humanidade na protagonista

.: Crítica: "Ó Paí, Ó 2" é para rir, mostrar as belezas de Salvador e conscientizar

.: Resenha crítica: "Bingo - O Rei da Manhãs" resgata os anos 80

.: Crítica: "O Velho Fusca" reconstrói relações abandonadas em filme nacional

.: Crítica: "O Agente Secreto" é filmaço imperdível com a cara do Brasil

.: Crítica: furioso e envolvente, “O Agente Secreto” é a alegoria do tubarão

.: Crítica: "Ainda Estou Aqui" emociona com lado sombrio da história do Brasil

.: 10 motivos para ler "Ainda Estou Aqui", obra que marca a luta pela verdade.: “Velhos Bandidos” torna aposentadoria em plano de assalto e diverte

.: Leitura Miau: livro transforma animais em vozes de liderança e convivência


Por Cláudia Brino, escritora, ativista cultural e editora da Costelas Felinas

Em "O Diário da Formiga Jerusa", da autora Valéria Rodrigues Florenzano, publicado pela Costelas Felinas Editora, nos transporta para um universo encantador e reflexivo, onde animais humanizados navegam pelos desafios da língua portuguesa e das relações de poder. A trama se desenrola em uma ilha fictícia no ano 2000, onde cada espécie animal domina seu próprio idioma, além do português, criando um ambiente culturalmente rico e intrigante.

O enredo é impulsionado pelo encontro de uma borboleta com um antigo diário escrito em 1997 pela formiga Jerusa. Através das páginas desse diário, somos apresentados a uma perspectiva íntima sobre as lideranças da ilha, figuras que tomam decisões fundamentais para o bem-estar da sociedade animal. As reflexões de Jerusa revelam um olhar atento sobre a autoridade e o bom senso, enquanto a borboleta, ocasionalmente, oferece suas próprias opiniões, acrescentando uma camada de diálogo e interpretação ao que está escrito.

Mais do que uma simples narrativa sobre animais, "O Diário da Formiga Jerusa" convida o leitor a pensar sobre o papel de um líder e os dilemas da autoridade, ao mesmo tempo que nos lembra dos mistérios que envolvem a vida. Valéria Rodrigues Florenzano constrói uma história abre espaço para discussões profundas sobre governança, sabedoria e convivência.

domingo, 29 de março de 2026

.: Crítica: "Frankenstein" de Guillermo del Toro é deleite visual em trama gótica

Por: Mary Ellen Farias dos Santos, editora e criadora do Resenhando.com

Em março de 2026


"Frankensteien" por Guillermo del Toro, baseado no romance de Mary Shelley, é puro deleite visual, desde o cenário ao figurino. Tudo na tela transborda o século XVIII, até mesmo quando há carnificina estampada e fogo consumindo um castelo. Inspirado em ilustrações anatômicas do século XVIII, o visual da criatura utilizou 42 peças moldadas à mão (14 apenas para a cabeça e pescoço) para se adaptar à altura de Jacob Elordi que está praticamente irreconhecível. 

O longa dividido em duas partes, inicia a trama pela ótica do criador egoísta, o Victor Frankenstein cheio de perspectivas e termina com os apontamentos da criatura diante de tudo o que experimentou. Focando então, no drama emocional e na relação pai e filho, com alteração no desfecho do enredo original. Assim, "Frankensteien" é mais uma reinterpretação pessoal do que uma adaptação fiel ao romance gótico de Mary Shelley. 

A produção que recebeu 9 indicações ao Oscar 2026, incluindo Melhor Filme e Melhor Ator, levou três estatuetas, a de Melhor Figurino (Kate Hawley), Melhor Maquiagem e Penteado (Mike Hill, Jordan Samuel e Cliona Furey) e Melhor Design de Produção (Tamara Deverell e Shane Vieau), o que fez jus ao deslumbre visual que o longa de 2 horas e 30 minutos de duração entrega.

No elenco encabeçado por Oscar Isaac na pele de Victor Frankenstein, Jacob Elordi (A Criatura) e Mia Goth, está o pilar do sucesso do filme de del Toro. Há ainda um traço de humanidade conferida no ser criado de uma loucura incutida desde uma infância perturbada do jovem Victor, seguindo a essência de Mary Shelley ao explorar quem é o "verdadeiro monstro". Imperdível!


"Frankenstein"(Frankenstein). Gênero: terror, fantasia, drama. Direção e roteiro: Guillermo del Toro. Baseado em: Romance de Mary Shelley. Duração: 2 h 30. Distribuição: Netflix. Elenco: Jacob Elordi (A Criatura), Oscar Isaac (Victor Frankenstein), Mia Goth (Elizabeth), Charles Dance, Christoph Waltz. Sinopse: Um cientista brilhante, mas egoísta, traz uma criatura monstruosa à vida em um experimento ousado que, em última análise, leva à ruína tanto do criador quanto de sua trágica criação.

Trailer de "Frankenstein"


Leia+

.: Crítica: "Pinóquio" de del Toro arrepia ao ensinar a aceitar e a amar

.: Resenha crítica de "A Forma da Água", de Guillermo del Toro

.: Resenha crítica de "O Labirinto do Fauno", de Guillermo del Toro

.: Crítica: "O Beco do Pesadelo" tem pinta de clássico e trama riquíssima

.: Crítica: "A Noiva!" é saboroso delírio em thriller gótico feminista efervescente

.: Crítica: "Sirât" é caminhada infernal de quem não sabe lidar com a ausência

.: Crítica de "Vice", trama em que qualquer semelhança não é coincidência

.: Resenha crítica de "Inimigos Públicos" com Johnny Depp

.: Crítica: "O Agente Secreto" é filmaço imperdível com a cara do Brasil

.: Crítica: "Foi Apenas Um Acidente" e a incerteza de torturados pela ditadura

.: Novas apresentações do solo "Na Sala dos Espelhos" com Carolina Manica


Com direção e adaptação de Michelle Ferreira e Maíra de Grandi, monólogo traz aos palcos adaptação do quadrinho homônimo de Liv Strömquist e questiona a tirania da imagem em um mundo dominado pelas redes sociais. Foto: Paulo Vainer 


Em um verdadeiro tratado sobre a aparência e as ilusões do eu, o solo "Na Sala dos Espelhos" reflete sobre como a tirania da imagem vem minando a relação que travamos com nossos corpos e desejos. O trabalho, idealizado e atuado por Carolina Manica, indicada ao prêmio APCA pelo trabalho, estreou em 2025 e agora ganha novas apresentações no Sesc Santana, nos dias 10, 11 e 12 de abril, na sexta e no sábado, às 20h00, e no domingo, às 18h00. 

A direção e adaptação é de Michelle Ferreira e Maíra de Grandi e ainda conta com trilha sonora original composta pela cantora Ava Rocha, que fez sua estreia no Teatro, em colaboração com a compositora Grisa, cenário e figurino de Fábio Namatame e luz de Caetano Vilela. As diretoras indagam sobre o que pode o corpo de uma atriz diante de um ensaio filosófico em quadrinhos, a partir do ensaio “Na Sala Dos Espelhos - A Autoimagem em Transe ou Beleza e Autenticidade como Mercadoria na Era dos Likes e Outras Encenações do Eu”, da sueca Liv Strömquist

O espetáculo irreverente nos faz olhar de outro modo para o espelho e questiona: Por que as fotos que vemos rolar pelo feed das redes sociais podem nos levar a sentimentos de ansiedade, raiva, tristeza e frustração? Quando foi que criamos uma relação voyeurística crônica com nós mesmos? Como, afinal, enxergar a si próprio num mundo dominado pela hiperexposição? 

“Meu primeiro contato com a obra de Liv foi uma experiência reveladora. Fui fisgada pela sua ironia e inteligência. Entre reflexões filosóficas, referências históricas e críticas à cultura da imagem, Liv nos faz questionar o quanto nossa autoestima depende do olhar alheio. E foi assim que decidi levar isso ao palco. Interpretar esta peça tem sido uma jornada. No palco, falo sobre o olhar, a beleza, a cobrança, os padrões e prisões internas — mas fora dele, sou mãe de uma menina que começa a descobrir seu próprio reflexo. E é impossível não pensar em como esse olhar do mundo pesa sobre nós, mulheres, desde cedo. Percebi o quanto herdamos espelhos trincados, distorcidos por expectativas. Hoje tento abrir espaço para um novo reflexo. Talvez essa seja a beleza que queira ensinar à minha filha.”, afirma a  atriz e idealizadora Carolina Manica.

Para elas, a obra é uma tese visual sobre a beleza onde as irmãs Kardashian dividem as páginas com Susan Sontag, Zygmunt Bauman, Naomi Wolf, a Bíblia, a madrasta da Branca de Neve e tudo parece fazer muito sentido. Através do seu traço expressivo e pop, ela convida o leitor a brincar de pensar sobre desigualdade de gênero, relações de poder e estruturas sociais, e usa conceitos do feminismo, da ciência política, da psicologia e da filosofia para basear suas análises. 

É tudo muito colorido, ao mesmo tempo que é terrivelmente ácido. Ler qualquer uma das obras de Liv é uma experiência fascinante. Ao final, nos sentimos mais inteligentes e também mais indignados. Mas como traduzir uma obra como essa para os palcos sem perder a sua essência? Por incrível que possa parecer, foi traindo Liv sem pudor que pudemos nos encontrar com ela. Para isso, criamos uma personagem que fosse capaz de atravessar essas questões não de uma maneira intelectual, mas com seu corpo. 

“A mãe da Nina”, a protagonista, é uma mulher que está no climatério enquanto sua filha está entrando na adolescência. Ambas precisam se relacionar com o espelho e com a tirania da imagem enquanto seus corpos vivem uma grande transformação. E o que pode um corpo? No teatro, um corpo pode tudo. Complementam as diretoras. 






Ficha Técnica


Texto Original: Liv Strömquist  


Idealização: Carolina Manica  


Direção e Adaptação: Michelle Ferreira e Maíra De Grandi  


Atuação: Carolina Manica  


Trilha Sonora: Ava Rocha e Grisa  


Direção de Arte (Figurino e Cenário): Fábio Namatame  


Iluminador: Caetano Vilela 


Designer: Julio Dui  


Fotógrafo: Paulo Vainer  


Maquiagem: Thiago Braga  


Operação de Som: Grisa  


Operação de luz: Gabriel Sobreiro  


Direção de Produção: Carolina Manica  


Assistente de Produção: Marcela Horta


Produção: Grilo Azul Filmes  


Sinopse 


Na Sala Dos Espelhos, adaptação do livro homônimo de Liv Strömquist, conta a história de uma mãe que, ao ver sua filha pré-adolescente entrar em crise com a própria aparência, enfrenta o desafio de criar uma menina feminista em um mundo cada vez mais caótico. Para isso, ela convida Nina, sua filha, e o público, a brincar de pensar sobre o mito da beleza que tanto aprisiona meninas e mulheres. 




Serviço


Na Sala Dos Espelhos com Carolina Manica


Apresentações: 10, 11 e 12 de abril de 2026


Na sexta e no sábado, às 20 hs  e no domingo, às 18 hs.


Sesc Santana - Av. Luiz Dumont Villares, 579 - Santana, São Paulo


Ingressos: R$ 60,00 (inteira), R$30,00 (meia-entrada) e R$18,00 (credencial plena)


Vendas online a partir de 31/03 às 17h em centralrelacionamento.sescsp.org.br ou presencialmente a partir de 01/04, às 17h, nas bilheterias de qualquer unidade do Sesc São Paulo


Classificação: 16 anos


Duração: 60 minutos


Acessibilidade: Teatro acessível a cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida

.: Leitura dramática de "O Diabo com Tetas" comemora centenário de Dario Fo em SP


Na próxima quinta-feira, dia 2 de abril, às 20h00, acontece a leitura dramática da comédia "O Diabo com Tetas" de Dario Fo no Teatro Commune. “Este ano comemora-se o centenário de Dario Fo e quisemos homenageá-lo com esse seu texto satírico, político e atual”, comenta Augusto Marin. Participam da leitura: Carlos Capeletti, Fernanda Viacava, Eduardo Silva, Juliano Dip, Natalia Albuk, Fabricio Garelli e outros atores e atrizes. Mediados por Augusto Marin, Armando Liguori Junior e Matheus Melchionna. É grátis.

Escrita em 1997, a peça é uma comédia vibrante baseada na tradição da Commedia dell’Arte. Na trama, um diabo resolve entrar no corpo de um juiz severo e moralista para corrompe-lo, mas acaba entrando no corpo da empregada do juiz, criando mil confusões. "O Diabo com Tetas" é um espelho das crises éticas atuais. Através de confusões hilárias, trocas de corpos e uma linguagem física exuberante, Dario Fo expõe a fragilidade das instituições, a corrupção enraizada e o preconceito social.

Em celebração ao centenário de nascimento de Dario Fo, um dos maiores nomes do teatro mundial, o Teatro Commune apresenta uma leitura dramática de um de seus textos mais provocadores. Vencedor do Prêmio Nobel de Literatura, Dario Fo (1926-2016) construiu uma obra marcada pelo humor ácido, pela crítica política e pela irreverência. Seus textos misturam o popular e o político, o riso e a denúncia, criando um teatro vivo, direto e profundamente questionador.

“O Diabo com Tetas” foi montada em 1997 e é inédita no Brasil. O texto segue essa potência: uma peça que subverte símbolos, desafia convenções e expõe contradições sociais com ironia e intensidade. Uma experiência que provoca, diverte e convida à reflexão. Projeto contemplado pela 41ª edição do Programa Municipal de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo – Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa.


Ficha técnica
"O Diabo com Tetas", de Dario Fo

Tradução: Danilo Alba e Augusto Marin
Direção geral: Augusto Marin
Diretor: Armando Liguori Junior
Assistente de direção: Matheus Melchionna
Elenco: Fernanda Viacava e Eduardo Silva (Artistas Convidados), Augusto Marin, Armando Liguori Junior, Natalia Albuk, Carlos Capeletti, Fabrício Garelli, Juliano Dip, Isabela Prado, Mariana Blanski e Fabio Godinho.
Músicos: Paulo Dantas e Pedro Mendes
Cenários: Maria Zuquim e João Garcia Miguel
Imagens e desenhos: João Garcia Miguel
Figurinos: Maria Zuquim e Carla Bariquelli
Diretor musical: Sérvulo Augusto
Máscaras: Helo Cardoso
Coreografias: Valéria Franco
Assessoria de imprensa: Miriam Bemelmans
Diretora de produção e administração: Luciane Ortiz
Realização: Commune


Serviço
Leitura dramática de "O Diabo com Tetas", de Dario Fo
Dia 2 de abril, quinta-feira, às 20h00
Teatro Commune @teatrocommune
Rua da Consolação, 1218, Consolação / São Paulo
Telefone: (11) 97665 2205
Próximo ao Metrô Higienópolis-Mackenzie
Capacidade: 98 lugares + 1 Cadeirante e 1 obeso
Ingressos pelo Sympla https://www.sympla.com.br/evento/o-diabo-com-tetas---texto-dario-fo-leitura-dramatica/3360951
Grátis

.: Peça "Homem Que É Homem Não Chora" faz estreia no Teatro Bibi Ferreira


Na montagem, os atores Felipe Damazzo e Homar Rabah, dialogam em um jogo de palavras nem um pouco delicadas sobre suas orientações sexuais e olhares em relação à vida. Foto: divulgação


A Splendore Produções e Eventos anuncia a apresentação da  montagem do texto “Homem Que É Homem Não Chora”, escrito por Alex Giostri e Sérgio Savian, com direção de Rogério Fabiano e produção de Gerardo Franco. A peça com estreia anunciada para o dia 09 de abril, no Teatro Bibi Ferreira, destaca no elenco as presenças dos atores Felipe Damazzo (Ivan) e Homar Rabah (Clóvis).

A peça apresenta de modo bastante divertido, através da linguagem da comédia, questões da masculinidade e da homofobia, este último muito discutido em tempos contemporâneos. O espetáculo tem como diferencial uma abordagem psicológica dos dramas, carências e incertezas que cercam as personalidades distintas destes dois personagens no mundo atual. 

“O que mais me interessa, neste texto, é a palavra, o sentimento, os objetivos e sentimentos dos personagens... São viscerais e ao mesmo tempo, tentam se esconder, se defender, por insegurança e baixa auto-estima. O texto apresenta e disseca, as camadas dos sentimentos de cada personagem. Aos poucos, ambos vão se revelando, se abrindo e se revelando.E é tão bom olhar pelo buraco da fechadura e se identificar com o que é visto! Nesta peça, o público vai rir, se emocionar e se identificar. Vale conferir.. e além disso, o final é surpreendente!”, destaca o diretor Rogério Fabiano.

Ele completa: “Esta peça é um espetáculo de identificação, onde os sentimentos e os desejos são sofridos pelos preconceitos. E os autores, conseguem, através da trama, e dos personagens, mostrar que desejo, fetiche, prazer e ultrapassar todos os limites da estima, da aceitação e do medo da rejeição e dos gatilhos e trás todos os medos, a flor da pele. Após assistir essa peça, o espectador sai modificado e cheio de coragem pra ser feliz”, finaliza.

Convidado pelo diretor da peça para elencar a montagem, o ator Felipe Damazzo, pontua que o texto traz personagens viscerais, com certa densidade dramática e um pouco de alívio cômico. “Desde o primeiro contato que tive com o texto, vi a potência que o Ivan trazia à história e a importância para o público em conhecê-lo, e entender quem é este cara e o porquê ele está ali. Trata-se de um personagem complexo, profundo, com traumas, amores e peculiaridades, que o torna único. Ele traz dores que eu também carrego. Isso me fez aceitar logo de cara este trabalho”, comenta o ator. “A preparação está incrível e mágica. A cada dia, descobrimos uma nova camada do Ivan e da relação dele para com o Clóvis. A sintonia e relação que criei com meu colega de cena tem sido muito importante e necessária para deixar o espetáculo intenso e com gostinho de quero mais”, completa Damazzo.

“O Clóvis é um personagem que está e sempre esteve presente na nossa realidade. Todo mundo conhece alguém como ele, o cara machão, conservador, que não sabe lidar com os próprios sentimentos e que não suporta nem a ideia de ter amigos gays, mas que no fundo, talvez possa esconder um desejo reprimido. Será? Essa é a grande dúvida que fica no ar, e que cada um poderá tirar sua própria conclusão”, brinca o ator Homar Rabah que confirma um intenso processo preparativo para seu personagem. “Existem novas descobertas a cada dia. O universo do teatro é mágico justamente por nos dar a oportunidade de nos redescobrirmos e nos reinventarmos a todo instante”, finaliza Homar. 

"Homem Que É Homem Não Chora" é uma história ambientada no banheiro de um aeroporto. Conta a história de dois homens que, devido um apagão em um aeroporto ficam presos no banheiro por várias horas e se enfrentam em um jogo de palavras nem um pouco delicadas sobre suas orientações sexuais e olhares em relação à vida. Nesta convivência forçada descobrem nuances de suas personalidades e enfrentam os dilemas da aceitação do outro. 

Permitindo assim, um momento de reflexão sobre a forma como encaram a vida e seus próprios relacionamentos familiares e sociais, sob as duas perspectivas masculinas, a heterossexual e a homossexual nas suas semelhanças e divergências. Nesse período em que estão presos neste banheiro, a sensação de claustrofobia chega ao limite por meio de duras agressões verbais onde revelam seus medos e recalques. A partir de uma ação mal interpretada, vêm à tona todos os preconceitos e intolerâncias gerando uma batalha de personalidades. “Homem Que é Homem Não Chora” foi escrita há cerca de 20 anos, mas ainda traz questões sociais que perduram, o que faz a obra ser muito necessária nos dias atuais.


Ficha técnica
Espetáculo "Homem Que É Homem Não Chora"
Autor: Alex Giostri e Sérgio Savian
Direção geral:Rogério Fabiano
Iluminação: Rogério Fabiano
Direção de arte: Gerardo Franco e Rogério Fabiano
Trilha sonora: Gerardo Franco 
Direção de movimento: Murilo Inforsato
Assessoria de imprensa: Davi Brandão
Editora: Giostri Editora
Designer e web marketing: João Lucas Lopes
Gestor de tráfego: Marquinhos AT 
Direção de produção: Gerardo Franco
Realização: Splendore Produções e Eventos


Serviço
Espetáculo "Homem Que É Homem Não Chora"
Teatro Bibi Ferreira (Avenida Brigadeiro Luís Antônio, 931 - Bela Vista / São Paulo)
Estreia: 9 de abril, às 21h00
Apresentações: dia 9, 16 e 30 de abril, e 7, 14, 21 e 28 de maio, às quintas-feiras, às 21h00
Faixa etária: 18 anos
Gênero: drama / comédia
Ingressos: R$ 60,00 a R$ 120,00

 

sábado, 28 de março de 2026

.: "O Nazista e o Psiquiatra", o livro que inspirou o filme "Nuremberg"


Por 
Helder Moraes Miranda, jornalista e crítico de cultura, editor do portal Resenhando.com.

Publicado por Jack El-Hai, o romance "O Nazista e o Psiquiatra", que inspirou o filme "Nuremberg", em cartaz na Rede Cineflix e em cinemas de todo oBrasil, mergulha em um dos episódios mais inquietantes do pós-guerra: o encontro entre o alto escalão do regime nazista e a tentativa científica de compreender a mente por trás de crimes que desafiam qualquer noção de humanidade. Inspirado nos bastidores dos julgamentos de Nuremberg, o livro publicado pela Editora Planeta articula história e psicologia para investigar uma pergunta incômoda: o mal é uma exceção ou uma possibilidade latente em todos nós?

Preso em 1945, ao final da Segunda Guerra Mundial, Hermann Göring foi conduzido a um centro de detenção sob controle norte-americano, em Luxemburgo. Mesmo diante da derrota, mantinha traços de ostentação e controle: carregava dezenas de malas com objetos que iam de medalhas e pedras preciosas a itens pessoais triviais, como roupas íntimas e uma bolsa de água quente. Entre esses pertences, escondia um segredo fatal - cápsulas de cianeto de potássio, guardadas em frascos de latão dentro de uma simples lata de café. O detalhe não é apenas curioso: antecipa o desfecho trágico e revela uma mente que jamais abriu mão da própria autonomia, nem mesmo diante da iminência do julgamento.

Ao seu redor, reunia-se uma galeria sombria de figuras centrais do nazismo: Karl Dönitz, Wilhelm Keitel, Alfred Jodl, Robert Ley, Hans Frank e Julius Streicher, entre outros. Cinquenta e dois prisioneiros compunham aquele microcosmo do horror recente, homens que haviam ocupado posições de poder e agora aguardavam julgamento por crimes contra a humanidade. Ainda assim, entre todos, Göring se destacava: articulado, carismático e perigosamente convincente, exercia influência até mesmo no cativeiro.

É nesse cenário que entra Douglas McGlashan Kelley, capitão do Exército dos Estados Unidos encarregado de avaliar a sanidade dos réus para que pudessem ser julgados. Ambicioso e intelectualmente instigado pelo desafio, Kelley enxergou ali uma oportunidade única: investigar se aqueles homens eram monstros fora da curva ou expressões extremas de traços humanos comuns. A missão dele, no entanto, rapidamente ultrapassa os limites da observação clínica e adentra um território ético delicado.

A convivência diária com os prisioneiros dá origem a uma relação tão fascinante quanto perturbadora. Kelley não apenas entrevista e aplica testes: ele escuta, dialoga, observa gestos, hesitações e estratégias discursivas. Aos poucos, percebe-se envolvido por uma proximidade que desafia sua própria objetividade. Contra todas as expectativas, passa a compreender e, em certa medida, a se afeiçoar a alguns daqueles homens. Nenhum deles, porém, o intriga tanto quanto Göring, cuja inteligência e habilidade retórica tensionam constantemente a linha entre lucidez e manipulação.

O que Jack El-Hai constrói, com base em documentos inéditos e registros médicos, não é apenas uma narrativa histórica, mas um estudo inquietante sobre os limites da empatia. O livro expõe o risco de se aproximar demais do objeto de análise, sobretudo quando esse objeto é o próprio mal em forma humana. Ao iluminar essa relação ambígua entre médico e paciente, ciência e fascínio, razão e sedução, a obra convida o leitor a encarar uma hipótese desconfortável: a de que a crueldade não pertence apenas aos outros: pode ser compreendida, racionalizada e, em certos contextos, até normalizada. Com isso, o livro propõe uma reflexão urgente sobre responsabilidade, consciência e os mecanismos psicológicos que permitem que indivíduos comuns participem de sistemas extraordinariamente violentos. Compre o livro "O Nazista e o Psiquiatra", de Jack El-Hai, neste link.


Ficha técnica
"Nuremberg" (título original)
Gênero: drama histórico, thriller psicológico.
Duração: 2h28min.
Classificação indicativa: 16 anos.
Ano de produção: 2026.
Idioma: inglês.
Direção: James Vanderbilt.
Roteiro: James Vanderbilt e Jack El-Hai.
Elenco: Russell Crowe, Rami Malek, Michael Shannon, Richard E. Grant.
Distribuição no Brasil: Diamond Filmes.
Cenas pós-créditos: não.

Assista no Cineflix Cinemas mais perto de você
As principais estreias da semana podem ser assistidas na rede Cineflix CinemasPara acompanhar as novidades da Cineflix mais perto de você, acesse a programação completa da sua cidade no app ou site a partir deste link. No litoral de São Paulo, as estreias dos filmes acontecem no Cineflix Santos, que fica no Miramar Shopping, à rua Euclides da Cunha, 21, no Gonzaga. Consulta de programação e compra de ingressos neste link: https://vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SANO Resenhando.com é parceiro da rede Cineflix Cinemas desde 2021.

"Nuremberg" no Cineflix Miramar | Santos | Sala 4
Até dia 1° de abril | Sessões no idioma original | 14h00, 17h00 e 20h00 
No Miramar Shopping | Rua Euclides da Cunha, 21 - Gonzaga - Santos / São Paulo 
Ingressos neste link

.: Claudya integra concerto "Entre o Céu e o Som" no dia 5 de abril


A cantora Claudya é uma das vozes confirmadas no concerto “Entre o Céu e o Som – Harmonia Transcendental”, que acontece no dia 5 de abril de 2026, no Centro Cultural São Paulo. Com uma trajetória sólida e reconhecida na música brasileira, que ultrapassa seis décadas, a artista participa do espetáculo como convidada especial em um encontro que propõe uma experiência sensorial entre arte, espiritualidade e universo.

O evento tem como eixo central a celebração dos 20 anos da Missão Centenário, marco histórico que levou o primeiro astronauta brasileiro, Marcos Pontes, ao espaço em 2006. A partir dessa referência, o concerto constrói uma narrativa artística que traduz, em linguagem musical, a dimensão simbólica da conquista: a expansão dos limites humanos e a conexão entre ciência, cultura e transcendência.
 

Encontro de gerações e grandes nomes da música
O espetáculo reúne artistas consagrados e novos talentos em um mesmo palco. Além de Claudya, participam o pianista e compositor Adylson Godoy, o cantor José Luiz Mazziotti e a soprano Maria Clara Mascellani. A apresentação é conduzida pela Orquestra Pop Arte Viva, sob regência do maestro Amilson Godoy, e conta ainda com a participação de coral, ampliando a densidade musical e emocional do espetáculo.
 

Repertório e conexão com o público
Reconhecida por sua potência vocal e interpretação marcante, Claudya leva ao palco sua experiência acumulada ao longo de mais de 60 anos de carreira — um percurso que a consolidou como uma das vozes expressivas da música brasileira. Sem caráter comemorativo específico dentro deste concerto, sua participação reforça o diálogo entre tradição e contemporaneidade proposto pelo evento. Entre as canções, destaca-se “Deixa eu Dizer”, música recente que vem conquistando diferentes gerações e reafirma a capacidade da artista de se manter atual e conectada com novos públicos.
 

A música como linguagem do infinito
“Entre o Céu e o Som – Harmonia Transcendental” integra as ações da União Paulista de Artistas Sêniores e propõe uma imersão artística que vai além do formato tradicional de concerto. Ao unir orquestra, vozes e elementos simbólicos, o espetáculo convida o público a uma jornada que atravessa o tempo, a memória e o espaço. Nesse contexto, a presença de Claudya representa a força da expressão humana dentro de uma proposta que aponta para o universal — uma voz que traduz emoção em meio à grandiosidade do tema central.


Serviço para imprensa
"Entre o Céu e o Som - Harmonia Transcendental"
Domingo, dia 5 de abril, às 18h00
Local: Centro Cultural São Paulo
Rua Vergueiro, 1000 - entre as estações Vergueiro e Paraíso do Metrô
Entrada gratuita (retirada de ingressos na bilheteria com 30 minutos de antecedência)

.: Série documental "Carlinhos Brown em Meia Lua Inteira" estreia dia 14


Produção original nacional em quatro episódios retrata a vida e a obra de um dos artistas mais influentes da música brasileira, com depoimentos exclusivos de Caetano Veloso, Gilberto Gil, Marisa Monte, Daniela Mercury e Arnaldo Antunes, entre outros. Foto: divulgação


A HBO estreia no dia 14 de abril sua nova série documental nacional, "Carlinhos Brown Em Meia Lua Inteira". Composta por quatro episódios de 60 minutos, a produção terá o lançamento de um novo capítulo toda terça-feira, às 21h00, no canal e na HBO Max. Produzida pela Giros Filmes, com coprodução de Candyall Music, a série mergulha na vida e na obra de Carlinhos Brown, cuja carreira ajudou a tornar a cultura da Bahia um fenômeno global e a transformar a comunidade onde cresceu. 

Ao longo dos episódios, "Carlinhos Brown Em Meia Lua Inteira" investiga as origens do músico, educador e empreendedor social no Candeal, em Salvador, e sua profunda conexão com a ancestralidade afro-brasileira que moldou sua identidade artística. A série documental reúne ainda depoimentos de grandes nomes da música e cultura brasileira, como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Marisa Monte, Daniela Mercury, Margareth Menezes, Arnaldo Antunes, Bell Marques, Luiz Caldas, Lan Lanh, Márcio Victor, Sarajane, Marieta Severo e Deborah Colker, que ajudam a construir um retrato afetivo e multifacetado de Brown. 

Conduzida pelo próprio artista, a produção combina materiais de arquivo, bastidores e cenas exclusivas captadas especialmente para o projeto, além de momentos íntimos que revelam novas camadas de sua história - incluindo um encontro musical inédito com todos os seus oito filhos. A série também destaca sua atuação social na comunidade do Candeal, onde iniciativas lideradas por Brown ajudaram a transformar a realidade local por meio da arte, da educação e da cultura. 

Reconhecido como um dos protagonistas das revoluções sonoras da música brasileira contemporânea, Carlinhos Brown impulsionou movimentos como o Axé Music e o Samba Reggae e fundou a Timbalada, grupo que reinventou a estética percussiva nos anos 1990. Na série documental, esse legado musical e cultural ganha destaque, enquanto a produção revisita suas criações, parcerias e momentos marcantes para revelar o alcance de sua obra dentro e fora do Brasil. Autor de centenas de canções e parceiro de artistas de diferentes gerações, Brown também se tornou o primeiro músico brasileiro a integrar a Academia do Oscar, ampliando o reconhecimento internacional da música brasileira. 

"Carlinhos Brown Em Meia Lua Inteira" é uma série documental coproduzida pela Warner Bros. Discovery, Giros Filmes e Candyall Music com direção geral de Bianca Lenti e Belisario Franca e produzida por Mauricio Magalhães, Bianca Lenti, Belisario Franca e Beatriz Petrini. Pelo lado da Warner Bros. Discovery, assinam a produção Sergio Nakasone, Adriana Cechetti e Luciana Soligo.

Postagens mais antigas → Página inicial
Tecnologia do Blogger.