Obra "Crime Sem Castigo" é publicada pela Matrix Editora e esmiúça como foram descobertos os assassinos do ex-deputado federal após mais de 40 anos do desaparecimento. Foto: Custódio Coimbra
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sábado, 18 de julho de 2026
.: Livro de Juliana Dal Piva sobre o assassinato de Rubens Paiva é semifinalista do Jabuti Acadêmico
Obra "Crime Sem Castigo" é publicada pela Matrix Editora e esmiúça como foram descobertos os assassinos do ex-deputado federal após mais de 40 anos do desaparecimento. Foto: Custódio Coimbra
.: "Abracadabra - O Circo Musical" estreia em São Paulo com espetáculo que une arte, entretenimento e conscientização sobre a água
Com patrocínio da Sabesp, a superprodução circense leva ao público uma experiência imersiva que combina música, acrobacias e mensagens sobre a importância da preservação dos recursos hídricos. Foto: divulgação / Sabesp
O espetáculo "Abracasabra - O Circo Musical", superprodução do Reder Circus em homenagem aos 90 anos de Dedé Santana, estará em cartaz até novembro, na Arena Sabesp, que fica no Mooca Plaza Shopping, em São Paulo. Patrocinada pela Sabesp por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, a atração será apresentada na Arena Sabesp e promete reunir entretenimento, música, ilusionismo, acrobacias e tecnologia em uma experiência voltada para toda a família.
"Abracadabra - O Circo Musical"
.: No ano em que celebra 40 anos, Companhia das Letras na 24ª Flip leva casa para a festa
Mais de 50 autores publicados pela Companhia das Letras participam da programação em Paraty. Zadie Smith, Ève Guerra, Milton Hatoum, Andréa del Fuego, Andrea Bajani e Drauzio Varella estão na programação oficial da Flip
.: Biblioteca de São Paulo diversas atividades na programação de julho
A programação inclui ainda a experiência coletiva "Contaí", que recebe a Trupe Arlequinos e Colombinas e a atriz Kiara Terra, na imagem. Foto: divulgação
A Biblioteca de São Paulo (BSP), equipamento da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, gerido pela SP Leituras, realiza, ao longo de julho, uma programação gratuita com atividades para diferentes públicos. A agenda reúne exposição multissensorial, sessões de cinema, contação de histórias, espetáculo, oficina de esgrima histórica, de amigurumis e xadrez, clubes de leitura e atividades especiais de férias. As atividades acontecem em diferentes espaços da biblioteca, são gratuitas e, em sua maioria, não exigem inscrição prévia, com vagas preenchidas por ordem de chegada.
Entre os destaques está a exposição "Sentir pra Ver: Gêneros da Pintura na Pinacoteca de São Paulo", em cartaz até 2 de agosto, no piso térreo. Com recursos multissensoriais, como reproduções em relevo, audiodescrição e videolibras, a mostra apresenta 14 reproduções fotográficas de obras do acervo da Pinacoteca, abrangendo natureza-morta, retrato, paisagem e abstração, com acesso garantido a pessoas com deficiência. Ao longo de julho, o espaço também recebe a programação Férias na Biblioteca, que ocupa o período de recesso escolar com atividades lúdicas para crianças e jovens, como gincana, campeonato de ping pong, jogos de tabuleiro e desafios de leitura dinâmica (datas e horários abaixo).
O BiblioCine exibe filmes para toda a família com distribuição de pipoca. No dia 19 de julho, às 15h00, a programação traz "DC Liga dos Superpets", animação que acompanha Krypto, o Supercão, em uma missão de resgate ao lado de animais com superpoderes. Já no dia 26 de julho, no mesmo horário, será exibido "Lego Ninjago - O Filme", em que pai e filho entram em um confronto épico para testar uma equipe de ninjas modernos.
No dia 19 de julho, às 14h00, a BSP recebe o espetáculo "O Gabinete de Maravilhas do Seu Lé", da companhia Furunfunfum, na tenda da biblioteca. O microcirco ambulante acoplado a uma bicicleta mistura teatro de rua, circo, física e acústica em números interativos para todas as idades. O Clube de Leitura BSP - Histórias Compartilhadas acontece no dia 18 de julho, às 15h00, com discussão sobre a obra "Crônica de Uma Morte Anunciada", de Gabriel García Márquez, com mediação de Claudia Aratangy.
A programação inclui ainda a experiência coletiva "Contaí", que recebe a Trupe Arlequinos e Colombinas no dia 18 de julho, às 15h00, com atrizes e pesquisadoras da cultura popular e Libras no teatro. No dia 25 de julho, também às 15h00, o Contaí conta com participação da atriz, escritora e pesquisadora da narrativa oral e da Sociologia da Infância Kiara Terra. No dia 25 de julho, das 16h00 às 18h00, acontece mais uma edição da batalha de rima com Carandirap.
Nos dias 25 e 26 de julho, das 10h00 às 18h00, a Federação Paulista de Esgrima Histórica realiza a primeira edição da Copa SP – Torneio de Armas Mistas, com a AEEA Stahlfechter, em que atletas combatem com espadas de diversos períodos históricos, unindo esporte, estratégia e história. Confira a programação completa abaixo.
Exposição
Até 2 de agosto - "Sentir pra Ver: Gêneros da Pintura na Pinacoteca de São Paulo" (das 9h30 às 18h30, piso térreo)
Férias na Biblioteca
21 de julho - Campeonato de Ping Pong (15h00)
22 de julho - Leitura Dinâmica (15h00)
23 de julho - Gincana (15h00)
24 de julho - Jogo de Adivinhações O Termo (15h00)
BiblioCine
19 de julho - DC Liga dos Superpets (15h00, auditório)
26 de julho - Lego Ninjago – O Filme (15h00, auditório)
Contação de Histórias - "Contaí"
18 de julho - Arlequinos e Colombinas, com Trupe Arlequinos e Colombinas (15h00, piso térreo)
25 de julho - Kiara Terra (15h00)
Carandirap
25/07 - Batalha de rima com Carandirap (16h00)
Espetáculo
19 de julho - "O Gabinete de Maravilhas do Seu Lé", com Furunfunfum (14h00 às 15h00, tenda)
Oficina de Xadrez – Jogada de Mestre
19 de julho - Oficina de Xadrez – Jogada de Mestre (16h00)
26 de julho - Oficina de Xadrez – Jogada de Mestre (16h00)
Empreendedorismo BSP
18 de julho - Oficina de bordado livre (14h00)
25 de julho, 1° e 8 de agosto - Oficina de amigurumis, com Coletivo Meiofio (14h00 às 16h00, tenda)
Clubes de leitura
18 de julho - Clube de Leitura BSP - Histórias Compartilhadas: "Crônica de Uma Morte Anunciada", de Gabriel García Márquez (15h00)
Copa SP: Torneio de Armas Mistas
25 e 26 de julho - Copa SP: Torneio de Armas Mistas, com AEEA Stahlfechter (10h00 às 18h00, tenda)
Oficina de demonstração - Esgrima Histórica
26 de julho - Esgrima Histórica na BSP (10h00), com a AEEA Stahlfechter
Sarau da Juventude
26 de julho - Sarau da Juventude com Equipe BSP (14h00)
Serviço
Biblioteca de São Paulo
Av. Cruzeiro do Sul, 2.630, Santana, Parque da Juventude, São Paulo/SP (ao lado do Metrô Carandiru – Linha 1-Azul)
Horário de funcionamento: de terça a domingo e feriados, das 9h30 às 18h30
Entrada gratuita.
.: Sesc Santos promove programação gratuita dedicada às “Mulheridades Latinas”
Dentro da programação no Sesc Santos, a equatoriana Pipa Luke apresenta a intervenção circense Oceano Pacífico, que combina malabarismo, dança e bambolês ao som de músicas andinas ancestrais e sonoridades afro-equatorianas. Foto: divulgação
Em celebração ao Dia da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, comemorado em 25 de julho, o Sesc Santos apresenta a programação especial "Mulheridades Latinas", até dia 22 de julho, reunindo convidadas da Venezuela, República Dominicana, Haiti e Equador. Por meio de vivências, oficinas e intervenções, pesquisadoras e artistas compartilham saberes, expressões artísticas, histórias e referências culturais de seus países de origem, evidenciando a pluralidade de suas identidades e as conexões entre suas trajetórias como mulheres negras migrantes da América Latina e do Caribe.
Entre os destaques da programação, Vanessa Páez (Venezuela) e Aline Lopes (Brasil) conduzem a vivência "Tr", que reúne canções e ritmos tradicionais latino-americanos às técnicas de trançado de cabelos. O encontro promove a troca de histórias de vida, experiências relacionadas à beleza e empoderamento. Jazu Weda (Haiti) apresenta Ritmos Haitianos – Folkló, experiência que convida o público a conhecer ritmos tradicionais haitianos ligados ao Folkló por meio da música e do movimento.
A equatoriana Pipa Luke apresenta a intervenção circense Oceano Pacífico, que combina malabarismo, dança e bambolês ao som de músicas andinas ancestrais e sonoridades afro-equatorianas. A artista também realiza a atividade Bambolê, proposta lúdica voltada para toda a família explorar o movimento de forma livre e divertida.
A gastronomia da República Dominicana ganha destaque na oficina Sabores da República Dominicana: Los Tres Golpes, conduzida por Luisa Salomé Alvarez. A atividade apresenta o tradicional café da manhã dominicano, conhecido como Los Tres Golpes, explorando seus principais ingredientes e as referências culturais que envolvem esse prato típico.
Serviço
"Mulheridades Latinas"
De 16 a 22 de julho de 2026
Sesc Santos
sescsp.org.br/santos
Vivências
Dia 18 de julho. "Trançar Mulheridades Latinas". Com Vanessa Páez (Venezuela) e Aline Lopes (Brasil). Quinta, 14h às 16h. Sábado,15h às 16h30. Sala 1 | Grátis – Inscrições 15 min. antes | A partir de 16 anos.
Dia 18 de julho. "Ritmos Haitianos - Folklò". Com Jazu Weda (Haiti). Sábado, 11h às 12h. Foyer do Teatro | Grátis – Inscrições 15 min. antes | Todas as idades.
Dia 19 de julho. "Vivência de Bambolê". Com Pipa Luke (Equador). Domingo, 15h às 17h | Convivência | Grátis – Inscrições 15 min. antes | Todas as idades.
Intervenção
Dia 19 de julho. "Oceano Pacífico". Com Pipa Luke (Equador). Domingo, 14h30 às 15h | Convivência | Grátis – Inscrições 15 min. antes | Todas as idades.
Oficina
Dia 22 de julho. "Sabores da República Dominicana: Los Tres Golpes". Com Luisa Salomé Alvarez (República Dominicana). Quarta, 15h às 16h | Foyer do Teatro | Grátis – Inscrições 15 min. antes | A partir de 16 anos.
Sesc Santos
Rua Conselheiro Ribas, 136, Aparecida
(13) 3278-9800
sescsp.org.br/santos
Instagram. Facebook. @sescsantos
sexta-feira, 17 de julho de 2026
.: Crítica: "A Odisseia" é "absolute cinema" com epopeia clássica
Por: Mary Ellen Farias dos Santos, editora do Resenhando.com
Em julho de 2026
A história das histórias da literatura ocidental em uma produção impecável de grudar os olhos do público na telona, do início ao fim. Eis "A Odisseia" dirigida e roteirizada por Christopher Nolan (Dunkirk), quem entrega uma adaptação épica do poema, a epopeia clássica atribuída a Homero. Assim, a nova produção torna-se totalmente indispensável a ponto de ser necessário assistir ao espetáculo numa grande sala de cinema, não somente pela imagem gigantesca e as belas panorâmicas, mas por apresentar conteúdo e, por vezes, ditar o ritmo tal qual o poema.
Em cartaz nos cinemas, a produção que soma 2 horas e 53 minutos de literatura visual de narrativa não-linear é puro deleite. Não somente pelo elenco estelar (e nitidamente muito bem escalado) que inclui Matt Damon (Air: A História por Trás do Logo) na pele do protagonista Odisseu, Anne Hathaway (Instinto Materno) como a fiel esposa que tece a mortalha interminável para a escolha de um novo pretendente, além de Tom Holland (Telêmaco), Robert Pattinson (Antínoo), Lupita Nyong'o (Helena de Troia), Zendaya (deusa Athena) e outros (todos com tempo de tela proveitosos), mas pela entrega final de tamanha epopeia que é tal qual o meme atual muito usado: "Absolute Cinema".
A grandiosidade do poema que narra feitos heroicos, intervenções divinas e aventuras extraordinárias por meio de uma linguagem colossal se faz presente no longa de edição ágil, roteiro extremamente amarradinho e trilha sonora de arrepiar. Em meio a idas e vindas na narrativa, acompanha-se as aventuras do herói grego Odisseu (Matt Damon) e sua trajetória enfrentando monstros e a fúria de deuses como Poseidon ao regressar para casa após a Guerra de Troia, para reencontrar a esposa Penélope e o filho Telêmaco que resistem bravamente a pretendentes ao trono.
Acompanhar cada etapa da façanha mais extraordinária da literatura universal, seja das aventuras de Odisseu, esbarrando no gigante ciclope Polifemo, filho de Poseidon, na poderosa deusa e feiticeira da ilha de Eeia, Circe (Samantha Morton, de "A Baleia"), ouvir o canto das sereias, ser aprisionado por Calipso (Charlize Theron, de "O Escândalo"), a ninfa da ilha de Ogígia, assim como a luta de Penélope e Telêmaco em protegerem Ítaca de modo inteligente é um entretenimento totalmente empolgante. Tudo é como uma aula ilustrada na mais alta categoria. Com uma fotografia de encher os olhos, "A Odisseia" é sem dúvida um filme que marcará presença no Oscar 2027 e tem tudo para levar o prêmio em importantes categorias. Imperdível!
A Odisseia. (The Odyssey). Diretor: Christopher Nolan. Roteiro: Christopher Nolan. Gênero: Épico, Aventura e Ação. Duração: 172 minutos (2h e 52min). Elenco principal: Matt Damon (Odisseu), Anne Hathaway (Penélope) e Tom Holland (Telêmaco). Trilha Sonora: Ludwig Göransson. Sinopse: Odisseu, rei de Ítaca, embarca em uma jornada para retornar para casa após a Guerra de Troia.
Trailer de "A Odisseia"
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.: "Foreign Tongues": Rolling Stones desafiam o tempo em novo álbum
Por Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural.
A cada novo álbum dos Rolling Stones, o público acaba se surpreendendo de forma positiva. Os seus veteranos integrantes recusam solenemente uma eventual aposentadoria e seguem produzindo ótimas canções que mesclam as suas principais influências musicais, entre elas o blues e a música folk americana, além dos pioneiros do rock como Chuck Berry.
Em "Foreign Tongues", que acaba de ser lançado em formato físico e nas plataformas digitais, a fórmula se repete e da muito certo. A exemplo do que ocorreu no disco anterior, o produtor Andrew Watt manteve intacta a formula dos Stones, sem se preocupar em soar mais contemporâneo. Mick Jagger (vocal ) e Keith Richards (guitarra e backing vocals) assinam a maior parte da autoria das canções, enquanto Ron Wood cumpre seu papel no grupo nos solos e guitarra base.
O disco abre com "Rough And Twisted", um blues rock bem ao estilo dos Stones. E segue com a animada "In The Stars" que tem um forte apelo radiofônico nos riffs e no refrão. Nessas duas faixas o vocal de Jagger esta limpo e impecável, assim como em todas as demais.Steve Jordan (batéria) e Daryl Jones (baixo) complrmentam a banda. Na faixa "Covered In You" o ex-beatle Paul McCartney participa tocando baixo, enquanto Steve Winwood participa de várias faixas tocando teclados. E a banda gravou um cover de "You Know I'm No Good", de Amy Winehouse, que ficou acima da média. Os Stones não são highlanders do rock. Mas é fato que eles seguem desafiando o tempo. Pelo menos enquanto se sentirem capazes de dar conta do recado.
.: "100 Dias" atraca na Flip e terá painel especial com Amyr Klink e convidados
Com mediação de Marcelo Tas, o encontro acontece na Casa da Cultura, no dia 23 de julho, e reúne navegador, diretor e roteiristas para compartilhar os desafios de transformar um dos maiores clássicos da literatura brasileira de aventura de não-ficção em experiência cinematográfica. Na imagem, Filipe Bragança como Amyr Klink em “100 Dias”. Foto: Fabio Braga/ Pivô Audiovisual
Quarenta anos após a histórica travessia que marcou gerações de leitores, a jornada de Amyr Klink ganha um novo capítulo. Durante a Flip - Festa Literária Internacional de Paraty, o navegador, o ator Filipe Bragança, o diretor Carlos Saldanha e as roteiristas Elena Soarez e Thais Tavares participam da mesa “100 Dias - Entre o Livro e o Filme. Os Caminhos para Transformar Um Clássico da Literatura Brasileira em Experiência Cinematográfica”, que abordará o processo de adaptação de "Cem Dias Entre Céu e Mar" para o cinema.
O filme "100 Dias" estreia em 29 de outubro e acompanha a histórica expedição de Amyr Klink pelo Atlântico Sul, realizada sozinho, em um barco a remo. Mais do que retratar uma travessia extraordinária, o longa acompanha a jornada de um homem confrontado por seus medos, limites e inseguranças. O painel durante a Flip propõe uma conversa sobre o processo de adaptação de "Cem Dias Entre Céu e Mar", obra que inspirou o longa-metragem, compartilhando as escolhas narrativas e revelando os bastidores para levar às telas uma das histórias mais marcantes da literatura brasileira contemporânea.
A conversa abordará Amyr Klink revisitando a trajetória que transformou sua expedição pelo Atlântico Sul em um clássico da literatura brasileira, enquanto Carlos, Elena e Thais revelarão os bastidores da adaptação. Ao final, Filipe Bragança se junta ao grupo para compartilhar sua preparação para interpretar Amyr e os desafios de levar às telas um personagem inspirado em uma figura tão emblemática da navegação brasileira.
“100 Dias - Entre o Livro e o Filme. Os caminhos para transformar um clássico da literatura brasileira em experiência cinematográfica” acontecerá no dia 23 de julho, às 17h00, na Casa da Cultura, em Paraty, no Rio de Janeiro. A mediação ficará a cargo de Marcelo Tas, jornalista, apresentador e comunicador reconhecido por sua longa trajetória à frente de entrevistas e debates. Para maiores informações sobre a FLIP, acesse o site oficial do evento.
Além da participação do filme na programação da Flip, a Companhia das Letras aproveita o evento para lançar a nova edição de "Cem Dias Entre Céu e Mar", obra que inspira o longa "100 Dias". Publicado originalmente em 1985, cerca de um ano após a histórica travessia de Amyr Klink a bordo da "lâmpada flutuante" - como o navegador carinhosamente apelidou seu barco -, o livro acompanha, em primeira pessoa, a expedição que transformou seu autor em um dos maiores nomes da literatura de viagem brasileira.
Com o texto revisado e novo projeto gráfico, a edição celebra os 41 anos da publicação e convida uma nova geração de leitores a revisitar a jornada que agora também ganha vida nas telas. Na sexta-feira, 24 de julho, Amyr Klink participará de uma sessão de autógrafos da nova edição, em um encontro com leitores durante a Flip. A sessão será realizada no Bar Atlântico, no Centro Histórico de Paraty, das 17h00 às 19h00, com acesso por ordem de chegada.
.: Espetáculo "Olga" tem curtíssima temporada gratuita no Teatro Paulo Eiró
A Companhia Ensaio Aberto, do Rio de Janeiro, estreia em São Paulo em 25 de julho, com entrada gratuita. Com direção de Luiz Fernando Lobo, a peça relembra a trajetória da militante Olga Benario Prestes. Foto: divulgação
O espetáculo “Olga" será encenado pela primeira vez em São Paulo, no Teatro Paulo Eiró, a partir de 25 de julho. A dramaturgia de Luiz Fernando Lobo parte de pesquisa em arquivos brasileiros, europeus e americanos, em documentos primários. A Ensaio Aberto reabre arquivos, escava e traz à tona documentos que confrontam a história oficial. “Os documentos, mesmo os aparentemente mais claros, não falam senão quando sabemos interrogá-los”, diz o historiador Marc Bloch. E complementa: “Nunca, em nenhuma ciência, a observação passiva gerou algo de fecundo”.
“Olga” é um Teatro Documentário, que tem em Piscator e Peter Weiss seus precursores. A encenação realiza uma nova abertura da história ao apontar as contradições e camuflagens produzidas pela história oficial. Nascida em Munique, em 1908, Olga Benario Prestes militou no movimento comunista desde a adolescência, enfrentando desde cedo a repressão policial. Foi treinada como agente do Comintern (Internacional Comunista) em Moscou e, em missão política, veio ao Brasil nos anos 1930 com Luiz Carlos Prestes. Foi presa em 1936 e deportada com 7 meses de gravidez para a Alemanha de Hitler, por ordem de Getúlio Vargas, colaborador da polícia nazista. Foi assassinada, em 1942, numa câmara de gás do campo de concentração de Bernburg. Sua filha, Anita Leocádia Prestes, sobreviveu graças a uma mobilização internacional. Como diz a própria Anita Prestes: “Sou filha da solidariedade internacional”.
Olga, assim como outros militantes, foi expulsa do país sem nenhum processo legal, violando os princípios do direito internacional. “Contamos para lembrar, para rememorar, para reparar e, sobretudo, para repensar caminhos. Durante muitos anos, repetiu-se à exaustão mentiras. A história oficial, no Brasil, negou aos revolucionários de 1935 qualquer papel relevante. O que era um levante armado, virou Intentona”, diz o diretor Luiz Fernando Lobo.
“Os torturadores de 1935, 1936 e 1937 nunca foram punidos. Vencedores e vencidos tiveram o mesmo tratamento da história: o esquecimento ou a falsificação da realidade. Mas há uma diferença. É o esquecimento que permite a impunidade e consequentemente a perpetuação de crimes abomináveis. Para os torturados, para os presos, para os deportados, para os mortos, só a rememoração dessas derrotas pode reabilitá-los diante da história e evitar, como diz Benjamin, ‘a segunda morte das vítimas do passado’”, diz Lobo.
“O levante de 1935 foi o primeiro levante armado contra os fascistas no mundo. Quase 100 anos depois, assistimos a extrema direita ganhar força em todo mundo. E esse é o papel do teatro documentário: estar à altura da realidade”, defende Tuca Moraes.
Comunista, internacionalista e antifascista, Olga começou a militar com 16 anos. Era uma mulher de grande coragem e inteligência. Aviadora, paraquedista, exímia atiradora, exímia nadadora, amazona. Com 18 anos, entra na clandestinidade por realizar uma ação armada para libertar seu companheiro e mentor político, Otto Braun, de um presídio de segurança máxima. Em 1935, Olga vem para o Brasil como segurança de Luiz Carlos Prestes, o Cavaleiro da Esperança. E em 5 de março de 1936, quando a polícia “estoura” o esconderijo dos dois, já casados, no Méier, ela se coloca na frente de Prestes e o salva de ser morto pela polícia de Getúlio Vargas. Ela foi assassinada, mas sua luta continua até os dias de hoje.
O espetáculo tem dramaturgia e direção de Luiz Fernando Lobo. O elenco é composto pelos atores do núcleo artístico da Companhia Ensaio Aberto. Tuca Moraes interpreta Olga. A equipe artística do espetáculo é encabeçada por J.C. Serroni (cenário), Beth Filipecki e Renaldo Machado (figurino), Cesar de Ramires (iluminação), Felipe Radicetti (direção musical e trilha original) e Aninha Barros (produção executiva).
“Olga” foi apresentado em 30 sessões em agosto e setembro de 2025 no Armazém da Utopia, para onde volta em temporada em agosto e setembro de 2026. Nas apresentações na sede da Companhia Ensaio Aberto, há a triste coincidência de que foi deste porto do Rio de Janeiro que Olga Benario Prestes foi deportada no navio La Coruña para a Alemanha.
Sobre a Companhia Ensaio Aberto
A Companhia Ensaio Aberto nasceu no ano de 1992 com a proposta de retomar o teatro épico no Brasil e fazer dos palcos uma arena de discussão da realidade, resgatando sua vocação crítica e política. Desde que foi fundada pelo diretor Luiz Fernando Lobo e pela atriz Tuca Moraes, a Ensaio Aberto explora a ideia do ensaio como experimento e busca retomar a função social do teatro, transformando a relação palco-plateia.
Ficha técnica
Espetáculo "Olga"
Direção e dramaturgia: Luiz Fernando Lobo
Direção de produção: Tuca Moraes
Cenografia: J.C.Serroni
Figurinos: Beth Filipecki e Renaldo Machado
Iluminação: Cesar de Ramires
Direção musical e trilha original: Felipe Radicetti
Produção executiva: Aninha Barros
Elenco: Tuca Moraes (como Olga), Ana Clara Assunção, Bibi Dulles, Dani Arreguy, Daniel de Mello, Gilberto Miranda, Kyara Zenka, Leonardo Hinckel, Luiz Fernando Lobo, Mateus Pitanga e Rossana Rússia
Serviço
Espetáculo "Olga"
Gratuito
De 25 de julho a 2 de agosto
Local Teatro Paulo Eiró, Av.Adolfo Pinheiro, 765, Santo Amaro, São Paulo
Horário quarta a sábado, às 20h00 | Domingo, às 19h00
Lotação 291 lugares
Ingressos
Retirada de ingressos antecipados por lotes pelo www.sympla.com/armazemdautopia
Abertura da casa uma hora antes do início do espetáculo, com cota de ingressos liberados no dia por ordem de chegada, sujeito a lotação. Agendamento de grupos pelo whatsapp (21) 97976-0046.
Classificação indicativa: 14 anos.
Duração: 70 minutos.
Haverá intérprete de libras nos dias 30 de julho (quinta-feira) e 31 (sexta-feira)
A temporada do espetáculo Olga em São Paulo é patrocinada pela Petrobras, por meio da Lei Rouanet, Lei de Incentivo à Cultura do Ministério da Cultura.
E também tem apoio do Termo de Fomento Transfere.Gov 934254/2022, celebrado entre o Instituto Ensaio Aberto e o Ministério da Cultura e a Fundação Nacional das Artes.
.: Luiz Ayrão celebra 55 anos de carreira em show no Sesc Belenzinho
Compositor de clássicos da música brasileira apresenta repertório que percorre mais de cinco décadas de sucessos, incluindo canções eternizadas por Roberto Carlos e interpretações marcantes de sua carreira. Foto: Luis França
Autor de algumas das canções mais conhecidas da música popular brasileira, Luiz Ayrão sobe ao palco do Sesc Belenzinho no dia 24 de julho para celebrar seus 55 anos de carreira. O show reúne sucessos que marcaram diferentes momentos de sua trajetória como compositor e intérprete, e sua contribuição ao samba e à MPB.
Carioca do bairro do Lins de Vasconcelos, na Zona Norte do Rio de Janeiro, Luiz Ayrão iniciou sua trajetória na música na década de 1960. Seu nome ganhou projeção nacional quando teve composições gravadas por Roberto Carlos, entre elas “Nossa Canção” (1967) e “Ciúme de Você” (1970), obras que se tornaram clássicos da música brasileira.
Como cantor, estreou em festivais no final dos anos 1960 e, ao longo da década seguinte, consolidou sua carreira com sucessos como “Porta Aberta”, homenagem à escola de samba Portela, além de “No Silêncio da Madrugada”, “Bola Dividida”, “Os Amantes”, “Saudades da República”, “Meu Canarinho e Águia na Cabeça”.
Portelense declarado, Luiz Ayrão construiu uma obra que transita entre o samba, o romantismo e a música popular brasileira. Em mais de cinco décadas de carreira, lançou cerca de 40 álbuns no Brasil e na América Latina, vendeu aproximadamente 11 milhões de discos e acumulou 11 Discos de Ouro, oito Discos de Platina e dois Discos de Diamante.
Nos últimos anos, manteve a produção artística ativa. Em “Um Samba de Respeito”, álbum lançado pela Universal Music, reuniu convidados como Zeca Pagodinho, Zeca Baleiro, Xande de Pilares, Alcione, Diogo Nogueira, Péricles, Monarco, Toninho Geraes e Demônios da Garoa em um trabalho dedicado ao samba e às suas vertentes.
Ficha técnica
Teclado: Belmiro de França (Bel)
Cavaquinho: Celsinho do Cavaco
Contrabaixo: Alê Gregório
Violão: Nego SP
Bateria: Márcio Teixeira
Percussão: a definir
Assistente de produção/ Direção: Daniel Amabile
Coordenação de produção/ Representante legal: Jorge Moreira
Fotografia: Luís França
Empresa representante: Orapronobis Produções Culturais
Serviço
Show: Luiz Ayrão
Sexta, 24 de julho, às 20h30
Valores: R$ 60,00 (inteira), R$ 30,00 (meia-entrada), R$ 18,00 (Credencial Plena - Sesc).
Ingressos à venda no portal sescsp.org.br e nas bilheterias das unidades Sesc.
Limite de dois ingressos por pessoa.
Local: Comedoria (1000 lugares). Classificação: 14 anos. Duração: 90 min.
Sesc Belenzinho
Rua Padre Adelino, 1000 - Belenzinho / São Paulo
Telefone: (11) 2076-9700
sescsp.org.br/Belenzinho
Transporte público | Metrô Belém (550m) | Estação Tatuapé (1400m)
Estacionamento | De terça a sábado, das 9h00 às 21h00. Domingos e feriados, das 9h00 às 18h00.
Valores: credenciados plenos do Sesc: R$ 10,00 a primeira hora e R$ 4,00 por hora adicional. Não credenciados no Sesc: R$ 20,00 a primeira hora e R$ 5,00 por hora adicional.
.: Julio Medem reconstrói a história e coloca açúcar em “8 Décadas de Amor”
Por Helder Moraes Miranda, jornalista e crítico de cultura, especial para o portal Resenhando.com.
A trajetória de um amor que insiste em sobreviver ao tempo e às agruras de um país move “8 Décadas de Amor”, novo longa de Julio Medem que chega à plataforma de streaming Reserva Imovision. Conhecido por obras como “Lúcia e o Sexo” e “Os Amantes do Círculo Polar”, o cineasta espanhol constrói uma narrativa guiada por coincidências, circularidade e afetos em permanente tensão. Protagonizado por Javier Rey e Ana Rujas, o filme acompanha Octavio e Adela, nascidos em 14 de abril de 1931, marco da proclamação da Segunda República Espanhola.
Embora compartilhem origem temporal e geográfica, pertencem a universos sociais opostos. Ele cresce em um ambiente privilegiado; ela, em uma realidade marcada pela escassez. Ao longo de oito décadas, seus caminhos se cruzam em encontros intensos e desencontros que deixam marcas, enquanto a Espanha atravessa guerra civil, ditadura e redemocratização. Dividido em oito episódios, muitos deles encenados em planos-sequência, o longa-metragem percorre quase um século de história europeia sem abandonar o eixo íntimo dos personagens. A direção de fotografia de Rafael Reparaz aposta em variações de cor e textura para situar cada período, enquanto a trilha de Lucas Vidal sublinha o tom romântico que sustenta a narrativa. No elenco de apoio, nomes como Álvaro Morte, Tamar Novas e Carla Díaz ampliam o mosaico de relações que orbitam o casal central.
Premiado pelo público no Festival de Málaga, “8 Décadas de Amor” revela a ambição de Medem em articular história coletiva e experiência privada. Em entrevistas à imprensa europeia, o diretor destacou o desejo de abordar temas como polarização social, memória e transformação do papel feminino ao longo do século XX. A estrutura fragmentada, com saltos temporais, ecoa essa intenção ao transformar o romance em espécie de fio condutor para atravessar diferentes momentos históricos.
Há também um componente simbólico evidente na repetição do número oito, que organiza a narrativa e sugere ciclos, retornos e permanências. Essa escolha dialoga com a filmografia do diretor, frequentemente interessada em destinos que se cruzam de forma quase inevitável. Ao mesmo tempo, a dimensão histórica ganha peso ao inserir os personagens em eventos que moldaram a identidade espanhola contemporânea. Com 2h06 de duração, o longa aposta em um ritmo contemplativo, sustentado por reencontros que carregam tanto desejo quanto frustração. Entre escolhas pessoais e imposições externas, Octavio e Adela seguem caminhos distintos - inclusive ao lado de outros parceiros -, mas mantêm um vínculo que resiste às rupturas.
Ficha técnica
“8 Décadas de Amor” | “8” (Título original)
Gênero: drama, romance. Duração: 126 minutos. Classificação indicativa: 16 anos. Ano de produção: 2025. Data de lançamento: 11 de junho de 2026. Idioma: espanhol. Direção e roteiro: Julio Medem. Elenco: Javier Rey, Ana Rujas, Álvaro Morte, Tamar Novas, Carla Díaz. Distribuição no Brasil: Imovision. Cenas pós-créditos: não. Assista na plataforma de streaming Reserva Imovision.
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.: Von Trotta transforma Rosa Luxemburgo em retrato inquieto da política europeia
Por Helder Moraes Miranda, jornalista e crítico de cultura, especial para o portal Resenhando.com.
A cinebiografia "Rosa Luxemburgo" chega à plataforma de streaming Reserva Imovision para resgatar a força inquieta de uma das figuras mais controversas e fascinantes da história política europeia. Dirigido por Margarethe Von Trotta, o longa-metragem alemão de 1986 aposta menos na rigidez da cinebiografia clássica e mais na pulsação humana de sua protagonista, vivida por Barbara Sukowa em uma interpretação que marcou época - premiada no Festival de Cannes daquele ano.
A narrativa acompanha Rosa Luxemburgo desde a atuação dela como intelectual e militante revolucionária até os anos de repressão, prisões e embates ideológicos que antecederam a Primeira Guerra Mundial. Polonesa de nascimento e figura central da esquerda alemã, Luxemburgo foi filósofa, economista e uma voz ativa dentro da social-democracia europeia, participando da fundação de movimentos que mais tarde desembocariam no Partido Comunista da Alemanha. A trajetória, encerrada de forma brutal em 1919, ecoa no filme como tensão constante entre pensamento e ação.
Von Trotta constrói essa figura histórica sem a engessar em discursos expositivos. Há política, claro, mas há também contradição, afeto, ironia e cansaço. A diretora, que consolidou uma filmografia dedicada a mulheres em conflito com seu tempo, encontra em Rosa um retrato que mistura firmeza intelectual e vulnerabilidade emocional. Essa abordagem se reflete na escolha de incorporar trechos reais das cartas da própria revolucionária, muitas delas escritas durante o cárcere, o que confere densidade e autenticidade ao texto.
Barbara Sukowa, que colaborou diversas vezes com a cineasta, mergulhou nos escritos originais de Luxemburgo para compor a personagem. O resultado é uma atuação que evita caricaturas e destaca a complexidade de uma mulher que recusava simplificações. Ao seu lado, Daniel Olbrychski contribui para dar corpo aos embates políticos e pessoais que atravessam a narrativa.
Realizado em plena Guerra Fria, o filme provocou debates intensos na Alemanha Ocidental, sobretudo por revisitar uma figura marxista em um período ainda marcado por divisões ideológicas profundas. Ainda assim, a diretora optou por não transformar a obra em panfleto, preferindo explorar as ambiguidades de sua personagem. "Rosa Luxemburgo" integra uma espécie de trilogia informal de von Trotta sobre mulheres historicamente engajadas, ao lado de outros retratos femininos igualmente densos. Décadas depois, o filme mantém sua força ao revisitar uma trajetória que segue provocando leituras diversas.
Ficha técnica
“Rosa Luxemburgo” | (“Rosa Luxemburg” (Título original)
Gênero: drama, biografia Duração: 123 minutos. Classificação indicativa: 14 anos. Ano de produção: 1986. Idioma: alemão. Direção: Margarethe von Trotta. Roteiro: Margarethe von Trotta. Elenco: Barbara Sukowa, Daniel Olbrychski. Cenas pós-créditos: não. Assista na plataforma de streaming Reserva Imovision.
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