quarta-feira, 22 de abril de 2026

.: Festival de Cinema Europeu Imovision será destaque no Cineflix Santos


De 23 a 29 de abril de 2026, a Imovision apresenta o melhor da produção europeia na segunda edição do Festival de Cinema Europeu Imovision. O evento trará 14 filmes inéditos e reconhecidos nos principais festivais internacionais, incluindo cinco filmes da França, três da Alemanha, três da Itália, um espanhol, um suíço e um polonês. Com o intuito de fomentar a formação de público, aproximando os brasileiros da diversidade e riqueza do cinema europeu contemporâneo, o festival terá sessões especiais com debates e a presença de alguns dos realizadores em diferentes cidades do país. Em Santos, a programação será exibida na Rede Cineflix Cinemas.

“Criamos o Festival de Cinema Europeu para preencher uma lacuna no circuito exibidor, e o resultado superou todas as expectativas. Nesta segunda edição, ampliamos o investimento e fortalecemos a curadoria, com uma seleção ainda mais forte. Nossa expectativa é que essa programação alcance o maior número possível de salas, permitindo que o público brasileiro tenha acesso e se conecte profundamente com essas histórias”, afirma Jean-Thomas Bernardini, fundador da Imovision.


Confira os 14 filmes que brilham na programação do Festival de Cinema Europeu Imovision 2026
"
5 Segundos" ("Five Seconds") — Direção: Paolo Virzì
"8 Décadas de Amor" ("8") — Direção: Julio Medem
"A Divina Sarah Bernhardt" ("La Divine Sarah Bernhardt") — Direção: Guillaume Nicloux
"Amiga Silenciosa" ("Silent Friend") — Direção: Ildikó Enyedi
"As Cores do Tempo" ("Colours Of Time") — Direção: Cédric Klapisch
"Beladona" ("Belladone" / "The Islanders") — Direção: Alanté Kavaïté
"Diva Futura" — Direção: Giulia Louise Steigerwalt
"E Seus Filhos Depois Deles" ("And Their Children After Them") — Direção: Ludovic Boukherma & Zoran Boukherma
"Erupcja" — Direção: Pete Ohs
"Mirrors No. 3" — Direção: Christian Petzold
"O Grande Arco de Paris" ("The Great Arch") — Direção: Stéphane Demoustier
"Querendo ou Não" ("Damned If You Do, Damned If You Don't") — Direção: Gianni Di Gregorio
"Rebelião Silenciosa" ("Silent Rebellion") — Direção: Marie-Elsa Sgualdo
"Uma Infância Alemã" ("Amrum") — Direção: Fatih Akin


Sobre a Imovision
Presente no Brasil há mais de 35 anos, a Imovision vem se consolidando como uma das maiores incentivadoras do melhor cinema mundial na América latina, tendo lançado mais de 700 filmes no Brasil. Criada pelo empresário Jean Thomas Bernardini, a distribuidora tem em seu catálogo, realizações de consagrados diretores estrangeiros e brasileiros, e filmes premiados nos mais prestigiados festivais de cinema do mundo, como Cannes, Veneza e Berlim. Mantendo seu foco em títulos de qualidade, a Imovision fortificou o cinema francês no Brasil e foi a responsável por introduzir cinematografias raras e movimentos internacionais expressivos no país, como o Movimento Dogma 95 e o Cinema Iraniano.

.: Crítica: "Michael" promove reencontro com figura insubstituível da mídia

Por: Mary Ellen Farias dos Santos, editora e criadora do Resenhando.com

Em abril de 2026


A cinebiografia "Michael" entrega a história conhecida do astro da música, Michael Jackson, começando na infância quando o pai preparava com rigidez extrema, os cinco filhos para o estrelato, até alcançar a consolidação como o Rei do Pop, na "Era Thriller" (1982-1984). Tendo o álbum mais vendido da história, impulsionado por hits como "Billie Jean", "Beat It" e "Thriller", revoluciona a MTV e o formato de videoclipes, com produções cinematográficas destas canções.

O longa de 2 horas e 7 minutos deixa um gostinho de quero mais, uma vez que encerra justamente no período da turnê "Bad" (final dos anos 1980), sendo que o astro manteve o ápice avassalador artístico e comercial até 1993. Logo, as controvérsias judiciais ficam de fora. Assim, pode-se dizer que "Michael" é a história já conhecida de sucesso e auge de Michael Jackson, que torna visível os bastidores do artista em família (focando nos tratos do pai) e na mídia (incluindo, as queimaduras de terceiro grau sofridas no couro cabeludo num comercial, assim como o vitiligo mantido escondido atrás de maquiagem). 

Embora não faça revelações, a produção dirigida por Antoine Fuqua e escrito por John Logan promove um reencontro do público com o gigante e insubstituível astro da mídia. Outro ponto alto da produção é o fato de colocar Jaafar Jeremiah Jackson, sobrinho do Rei do Pop na pele do tio. A semelhança física e performance aliada a uma maquiagem de qualidade, por vezes, deixa a sensação de que Michael segue vivo, estando bem diante dos olhos do público revivendo tudo de bom e ruim, até perto do final dos anos 80. 

O pequeno Michael interpretado por Juliano Krue Valdi (dançava como o Rei do Pop nas redes sociais, antes de conseguir o papel) é puro carisma que encanta. Não por somente imitar tão perfeitamente os trejeitos e passos do astro falecido em 25 de junho de 2009, aos 50 anos, época em que se preparava para a turnê This Is It, mas também por expressar o pavor de conviver com a sombra opressora do pai, Joe Jackson (Colman Domingo, de "Sing Sing") enquanto não vivia normalmente a fase da infância e adolescência.

Apegado à história de "Peter Pan", renomeando o Capitão Gancho com o nome do pai, adulto, Michael revela um comportamento excêntrico, criando uma Neverland própria (rancho do astro, na Califórnia, inspirado na A Terra do Nunca, uma ilha fictícia das obras de J.M. Barrie, onde as crianças não envelhecem). Lá, Michael tinha como amigos os animais, desde o macaquinho Bubbles até uma lhama, Louie. Assim, provocando o público a sentir raiva, fazendo suspirar e rir, "Michael" é indiscutivelmente uma produção envolvente do início ao fim.

Aos fãs e admiradores do astro, o longa é um brinde à história do Rei do Pop, com direito a promessa de uma sequência, sendo que aos apreciadores do bom pop, "Michael" é uma viagem ao ápice ao gênero musical de Michael Jackson. Logo, o tributo visual emocionante, com direito a grandes números musicais é puro deleite. "Michael" é do tipo de filme para se ver e rever, totalmente imperdível!

Pôster: A Cineflix Santos está distribuindo mini cartazes do filme aos clientes que virem assistir as primeiras sessões. Maravilha!


A equipe Resenhando.com assiste aos filmes em Santos, no primeiro andar do Miramar ShoppingPara acompanhar as novidades da Cineflix mais perto de você, acesse a programação completa da sua cidade no app ou site a partir deste link. No litoral de São Paulo, as estreias dos filmes acontecem no Cineflix Santos, que fica no Miramar Shopping, à rua Euclides da Cunha, 21, no Gonzaga. Consulta de programação e compra de ingressos neste link: https://vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SAN


"Michael"(Michael). Gênero: Cinebiografia. Direção: Antoine Fuqua. Roteiro: John Logan. Duração: 2h 06min. Distribuição: Universal Pictures Brasil. Elenco: Jaafar Jackson, Colman Domingo, Nia Long, Miles Teller. Sinopse: A trajetória nos Jackson Five até se tornar o maior artista do mundo. Foca na ambição criativa e na vida pessoal do "Rei do Pop".

Trailer de "Michael"



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.: Cineflix Cinemas de Santos exibe "Michael" e Festival IMOVISION

 

"Michaelé a grande estreia Cineflix Cinemas de Santos


A unidade Cineflix Cinemas de Santos, localizada no Shopping Miramar, exibe a aguardada cinebiografia "Michael", em cartaz desde dia 21, feriado do Dia de Tiradentes, com a distribuição de mini cartaz ao público (enquanto durar no estoque), além do  Festival IMOVISION, a 2ª edição do Festival de Cinema Europeu Imovision 2026 que ocorre de 23 a 29 de abril em mais de 20 cidades brasileiras, apresentando 14 longas-metragens inéditos e autorais da França, Alemanha, Itália, Espanha, Suíça e Polônia. 

Confira a lista dos nomes de filmes que compõem a programação oficial:

5 Segundos (Five Seconds) — Dir: Paolo Virzì (Itália)

8 Décadas de Amor (8) — Dir: Julio Medem (Espanha)

A Divina Sarah Bernhardt (La Divine Sarah Bernhardt) — Dir: Guillaume Nicloux (França)

Amiga Silenciosa — Dir: Ildikó Enyedi (Alemanha)

As Cores do Tempo (Colours of Time) — Dir: Cédric Klapisch (França)

Beladona — Dir: Giada Colagrande (Itália)

Diva Futura — Dir: Giulia Louise Steigerwalt (Itália)

E Seus Filhos Depois Deles (And Their Children After Them) — Dir: Ludovic & Zoran Boukherma (França)

Erupcja — Dir: Piotr Dumała (Polônia)

Mirrors no.3 — Dir: Lorenzo Di Nola (Suíça)

O Grande Arco de Paris (The Great Arch) — Dir: Stéphane Demoustier (França)

Querendo ou Não — Dir: Morgan Simon (França)

Uma Infância Alemã — Dir: Marco Kreuzpaintner (Alemanha)

Vingança à Italiana — Dir: Alessandro Genovesi (Itália) 

A Cineflix Santos segue em cartaz com o drama nacional "Rio de Sangue", com Giovanna Antonelli, a animação "Super Mario Galaxy: O Filme" e a comédia de ação policial nacional com Fernanda Montenegro e Ary Fontoura, "Velhos Bandidos". Compre antecipadamente os ingressos aquihttps://vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SAN.

Estão disponíveis para venda baldes colecionáveis da animação "Super Mario Galaxy: O Filme" e "Cara de Um, Focinho de Outro"A unidade de Cinemas Cineflix Santos, fica no Miramar Shopping, à rua Euclides da Cunha, 21, no Gonzaga.

"Michael"(Michael). Gênero: Cinebiografia. Direção: Antoine Fuqua. Roteiro: John Logan. Duração: 2h 06min. Distribuição: Universal Pictures Brasil. Elenco: Jaafar Jackson, Colman Domingo, Nia Long, Miles Teller. Sinopse: A trajetória nos Jackson Five até se tornar o maior artista do mundo. Foca na ambição criativa e na vida pessoal do "Rei do Pop".

"Rio de Sangue" (nacional). Gênero: Thriller, Ação, DramaDireção: Gustavo Bonafé. Roteiro: Felipe Berlinck, Dennison RamalhoDuração: 1h 46 minutos. Distribuição: Disney. Classificação Indicativa: 16 anos. Elenco: Giovanna Antonelli (Patrícia Trindade), Alice Wegmann (Luiza), Antônio Calloni, Felipe Simas, Sérgio Menezes, Fidélis Baniwa, Ravel Andrade. Sinopse: Patrícia, uma policial afastada após uma operação fracassada e jurada de morte, se refugia no Pará. A trama engrena quando sua filha Luiza, médica em missão humanitária, é sequestrada por garimpeiros, forçando Patrícia a agir.  

"Super Mario Galaxy: O Filme" (The Super Mario Galaxy Movie). Gênero: Animação, Aventura, Comédia. Direção: Aaron Horvath e Michael Jelenic. Roteiro: Matthew Fogel. Duração: 1h 39 minutos.  Distribuição: Universal Pictures. Sinopse: Desta vez, a trama expande o universo cinematográfico para uma missão intergaláctica onde Mario e seus amigos devem deter uma nova ameaça cósmica. O filme marca a introdução da Princesa Rosalina e conta com a participação de Bowser Jr.

"Velhos Bandidos"(nacional). Gênero: Comédia, ação, policialDireção: Cláudio Torres. Roteiro: Cláudio Torres, Fábio Mendes e Renan Flumian. Duração: 1h 33min. Distribuição: Paris Filmes. Elenco: Fernanda Montenegro, Ary Fontoura, Bruna Marquezine, Vladimir Brichta, Lázaro Ramos. Sinopse: O longa acompanha o casal de aposentados que planeja um assalto audacioso a um banco para garantir uma aposentadoria tranquila. Para executar o plano, eles recrutam dois jovens comparsas, mas acabam sendo perseguidos por um obstinado investigador.



O Resenhando.com é parceiro da rede Cineflix Cinemas desde 2021. Para acompanhar as novidades da Cineflix mais perto de você, acesse a programação completa da sua cidade no app ou site a partir deste link. No litoral de São Paulo, as estreias dos filmes acontecem no Cineflix Santos, que fica no Miramar Shopping, à rua Euclides da Cunha, 21, no GonzagaConsulta de programação e compra de ingressos neste link: https://vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SAN.


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.: "Visita a Domicílio" estreia em maio no Teatro Sérgio Cardoso

Sucesso do Festival de Curitiba, espetáculo faz temporada em São Paulo de 20 de maio a 25 de junho, na Sala Paschoal Carlos Magno, no mês da diversidade. Cicero de Andrade e Juan Manuel Tellategui. Foto: Rafa Marques


O que você faria se encontrasse seu primeiro amor da adolescência 25 anos depois de forma inesperada? A situação surpreendente movimenta o espetáculo "Visita a Domicílio", peça em coprodução internacional Brasil-Argentina que fez sua estreia nacional com sucesso de público e de crítica no 34º Festival de Curitiba, e agora chega a São Paulo, onde cumpre temporada no Teatro Sérgio Cardoso (R. Rui Barbosa, 153, Bela Vista, SP), às quartas e quintas, às 19h, de 20 de maio a 25 de junho, ficando em cartaz no mês da diversidade, com ingressos na Sympla.

O ator argentino Juan Tellategui e o ator brasileiro Cícero de Andrade protagonizam o texto inédito do argentino Alberto Romero, dirigido pelos brasileiros Zé Guilherme Bueno e Miguel Arcanjo Prado. No time criativo, a obra ainda tem direção de movimento de Zuba Janaina, cenografia e figurino de Kleber Montanheiro, iluminação de Nicolas Manfredini, sonoplastia de Eder Sousa, produção executiva de Fabio Camara e assistência de direção de Julia Zann e Luiza Carvalho. A realização é das produtoras Arcanjo e 4Ever, em coprodução com Lugibi e Mosaico e coprodução internacional associada da Mundo Giras. A tradução do texto original Tu Hipocampo y Mi Caballito de Mar, de Alberto Romero, é de Juan Tellategui, com adaptação dramatúrgica de Miguel Arcanjo Prado.

"Visita a Domicílio" é uma sensível comédia dramática sobre um amor entre dois homens que foi interrompido bruscamente durante a adolescência. Por um acaso do destino, 25 anos depois, Gabo(Juan Tellategui) e Fernando (Cícero de Andrade) ganham a chance de acertar as contas com o passado. A história se passa em um apartamento da icônica Avenida Corrientes, no centro deBuenos Aires, capital da Argentina.

Idealizador do projeto, o ator Juan Tellategui comemora 30 anos de carreira com o espetáculo, no qual interpreta Gabo: ​"Celebrar 30 anos de carreira com Visita a Domicílio é consolidar uma travessia que começou em Buenos Aires e floresceu em São Paulo, onde vivo há 15 anos. Metade da minha trajetória foi construída no Brasil. Um personagem tão rico como o Gabo confirma o meu desejo de manter e estimular essa ponte cultural entre os dois países. A peça traz um recado forte que sempre precisamos lembrar: o preconceito não destrói o amor. Fazer esta peça agora significa compartilhar com o público o meu momento de maior liberdade criativa e maturidade no palco, conectado com tudo o que aprendi nesta caminhada de três décadas."

O ator Cícero de Andrade comemora 20 anos de carreira com "Visita a Domicílio", na qual dá vida a Fernando. Ele reforça a importância do espetáculo. “Em tempos em que tantas narrativas e identidades ainda correm o risco de serem apagadas, colocar essa história em cena é um gesto de presença e de resistência. Celebrar meus 20 anos de carreira interpretando Fernando não  é apenas significativo, mas também profundamente simbólico”, afirma. 

A proposta cênica bebe de fontes como a telenovela, a comédia e o drama, além de recriar a atmosfera do centro portenho. Para os diretores Zé Guilherme Bueno e Miguel Arcanjo Prado, a peça mostra que histórias mal resolvidas atravessam o tempo. “São situações que, por não terem sido elaboradas ou encerradas, acabam influenciando escolhas, relações e caminhos, podendo desviar completamente o curso de uma vida. A peça convida o público a olhar para esses atravessamentos, para aquilo que fica em aberto, e a refletir sobre o impacto silencioso que essas questões podem ter ao longo do tempo”, diz o encenador Zé Guilherme Bueno. “'Visita a Domicílio' vem para tocar profundamente o coração do público. Traz um amor que o preconceito ao redor tentou destruir, mas que ganha uma chance de ser revivido e, quem sabe, resolvido”, complementa Miguel Arcanjo Prado. 

O dramaturgo argentino Alberto Romero define como “uma honra” ter seu primeiro texto encenado no Brasil e lembra que a peça mostra que todos merecem ser felizes no amor. “Muitas pessoas da comunidade LGBT+ não tiveram a chance de viver um primeiro amor em sua adolescência, porque era difícil assumir quem éramos, porque nos dava vergonha ou simplesmente porque negávamos o que sentíamos. Os personagens Gabo e Fernando se arriscaram na adolescência e hoje, 25 anos depois, ganham a oportunidade de fechar ou reabrir essa primeira história que ficou inconclusa. Visita a Domicílio é uma peça otimista e que traz a mensagem que o amor é mais forte, como canta um roqueiro argentino”, finaliza.

Siga a peça no Instagram @visitaadomicilio


Serviço:

Visita a Domicílio

Gênero: Comédia Dramática.

Duração: 60 minutos.

Classificação: 16 anos.

Teatro Sérgio Cardoso, Sala Paschoal Carlos Magno

Rua Rui Barbosa,153, Bela Vista, São Paulo

De 20 de maio a 25 de junho de 2026.

Quartas e quintas, 19h

Ingressos: R$ 35 a R$ 70. Promoção no 1º Lote até 30/4 a R$ 30.

Site para compras: https://bileto.sympla.com.br/event/118922/d/377769/s/2516886


Ficha técnica:

Visita a Domicílio

Uma coprodução internacional Brasil-Argentina

Idealização: Juan Tellategui

Direção artística e de produção: Zé Guilherme Bueno e Miguel Arcanjo Prado

Autor: Alberto Romero

Tradução: Juan Tellategui

Adaptação dramatúrgica: Miguel Arcanjo Prado

Elenco: Juan Tellategui e Cícero de Andrade

Encenação: Zé Guilherme Bueno

Direção de movimento: Zuba Janaina

Produção Executiva: Fabio Camara

Assistência de direção: Julia Zann e Luiza Carvalho

Iluminação: Nicolas Manfredini

Sonoplastia: Éder Sousa

Cenografia e figurino: Kleber Montanheiro 

Assistentes de produção: Jean Lizo, João Schelbauer e Runan Braz

Estagiária: Júlia Brum

Design: Aro 8 - Vinicius Campiolo

Direção de Comunicação: Miguel Arcanjo Prado

Direção de Marketing e Parcerias: Julia Zann e Miguel Arcanjo Prado

Direção de Arte e IA: Juan Tellategui

Fotografia: Rafa Marques

Assessoria de imprensa: Adriana Balsanelli e Renato Fernandes em São Paulo e André Nunes em Curitiba 

Apoio institucional: Consulado da Argentina, Festival de Curitiba – Mostra Fringe, Espaço Cia da Revista, Escola A Voz em Cena, Aro 8, Teatro Sérgio Cardoso - APAA

Produtoras associadas: Lugibi e Mosaico

Produtora internacional associada: Mundo Giras

Realização: Arcanjo Produção e 4Ever Produções


.: Anselmo Bandeira traz a São Paulo o monólogo “Solo”

O ator, diretor e produtor mineiro Anselmo Bandeira traz a São Paulo o monólogo “Solo”. Curta temporada de 29 de abril a 10 de maio no Teatro de Arena Eugênio Kusnet


O texto escrito pelo próprio ator, com colaboração dramatúrgica da italiana Anita Mosca, reflete sobre a solidão no mundo contemporâneo. Foto: Elizabete Guimarães


“O objetivo não é explicar a solidão, mas fazê-la ser sentida, lembrada, projetada no corpo, por todos os sentidos.”



O ator, diretor e produtor mineiro Anselmo Bandeira chega a São Paulo para apresentar o monólogo “Solo”, em curta temporada, no Teatro de Arena, de 29 de abril a 10 de maio. O texto escrito pelo próprio ator, com colaboração dramatúrgica da italiana Anita Mosca, reflete sobre a solidão no mundo contemporâneo e a urgência de falar sobre o tema. O artista investiga como lidar com esta condição cada vez mais presente no século XXI, atravessando, em cena, diferentes atmosferas, revelando facetas do estar solo: as cruéis, quando são impostas, e as libertadoras quando procuradas.

“Falar sobre solidão é urgente na nossa sociedade. ‘Solo’ traz à tona questões casuais e polêmicas que circundam aspectos íntimos e subjetivos dos indivíduos quando estão ou se sentem sozinhos”, diz Anselmo Bandeira.

“Falar sobre solidão é uma urgência da nossa sociedade, e isso precisa ser apontado nas escolas, teatros, cinemas, jornais, documentários, bem como nas salas de terapia”, completa.

“Solo” é um projeto iniciado em 2015 e conta com a colaboração cênica e dramatúrgica da italiana Anita Mosca. A artista possui 25 anos de experiência em palcos de diversos países, atuando como atriz, diretora e dramaturga. As técnicas de improvisação com imagens, palavras, gestos e movimentos são complementares aos materiais textuais que compõem uma estrutura sensível e inovadora.

Anita destaca que “solo” em português e em italiano significa sozinho, mas pode significar, na linguagem teatral, um trabalho com um único ator ou atriz. “A partir dessa proposta do título, encontramos uma intenção comum e tentamos provocar um ao outro sobre a solidão, que pode ser escolhida, procurada ou imposta. E também como se vive essa condição e como a solidão muda a sua cor e a sua consistência”, conta.

“A ideia é que eu convide o público a vivenciar comigo, em cena, atmosferas da solidão, do estar só metafórica e fisicamente. Quero que cada um saia pensando na própria solidão, revivendo e reconstruindo, se reconhecendo”, aponta Anselmo.

Este projeto é realizado com recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB) e apoio do Ministério da Cultura, do Governo Federal e do Governo de Minas Gerais/Secult-MG. O espetáculo tem apoio do PROGRAMA FUNARTE ABERTA 2026 – OCUPAÇÃO DOS ESPAÇOS CULTURAIS DA FUNARTE.


Sinopse: Um ator investiga a solidão no mundo contemporâneo e as possíveis formas de lidar com essa condição, cada vez mais presente no século XXI, atravessando diferentes atmosferas e revelando facetas do estar solo.


Ficha Técnica:

Realização: doispontos: Plataforma Artística Direção e atuação: Anselmo Bandeira.

Colaborações artístico-cênicas: Anita Mosca e Carolina Cândido. Colaboração dramatúrgica: Anita Mosca.

Iluminação: Gabriel Corrêa. Operação de Luz: Ismael Soares

Trilha Sonora: Anselmo Bandeira e Gabriel Ventura. Composição e Violão: Gabriel Ventura.

Música Eletrônica: João Gabriel Morais Passos (DJ Bill). Operação de Som: Camila Felix

Figurino: Thiago Helmer Comunicação: Anselmo Bandeira

Identidade Visual: Carolina Cândido - CÂ Design

Assessoria de Imprensa: Ofício das Letras - Adriana Monteiro Produtor: Tiago Leão

Assistente de Produção: Guilherme Conrado Social Media: Tadeu Ramos

Tráfego Pago: Dona Sinhá Produções - André Hã

Acessibilidade (Audiodescrição e Libras): Incluir Pela Arte - Vanessa Bruna

Fotos e Vídeos: André Rodrigues e Elizabete Guimarães Gestão de Projeto: Patrícia Vieira e Anselmo Bandeira

Agradecimentos: Isabela Arvelos, Vitória Fonseca, Ana Prado, Claudete Bandeira e Maria José do Prado.


SERVIÇO

Espetáculo Solo

TEATRO DE ARENA EUGÊNIO KUSNET

(Rua Teodoro Baima, 96)

Sala Augusto Boal - 99 pessoas

De 29 de abril a 10 de maio (quarta a domingo)

Quarta a sexta às 20h, sábado às 18h e domingos às 17h. Duração: 50 min.

Classificação: 16 anos

Ingressos: Disponíveis no Sympla (https://www.sympla.com.br/evento/solo-circulacao-sao-paulo/3349089) ou uma hora antes das apresentações na bilheteria do teatro.

Ingressos promocionais: Nas 24 horas que antecedem cada apresentação, os ingressos terão virada de lote.

Acessibilidade:

Sessão “Solo” - 01 de maio, às 20h* Audiodescrição e Libras.

Sessão “Solo” - 08 de maio, às 20h* (Libras) - Haverá bate-papo após o espetáculo.


Trechos da peça em vídeo:


 

domingo, 19 de abril de 2026

.: As "Antologias Mínimas" de Fernando Pessoa, lançadas pela Tinta-da-China


Organizadas por Jerónimo Pizarro, a novidade da Coleção Pessoa da editora Tinta-da-China Brasil inclui dois livros de bolso e uma caderneta mínima para o leitor escrever sua própria antologia

No dia 5 de maio celebra-se o Dia Mundial da Língua Portuguesa — e Fernando Pessoa, maior elo literário entre Portugal e o mundo contemporâneo, é um dos nomes que conferem peso e sentido à comemoração. Pessoa publicou pouco em vida, mas deixou uma quantidade gigantesca de textos em verso e prosa que foram e seguem sendo organizados, editados e lançados graças ao trabalho paciente dos estudiosos e a novas descobertas que vieram a público a partir de seu espólio continuamente revisitado.

É desse movimento que nascem as "Antologias Mínimas: Prosa e Poesia", publicadas pela Tinta-da-China Brasil e organizadas por Jerónimo Pizarro, o maior especialista nos manuscritos do escritor português e o responsável pela Coleção Pessoa na editora no Brasil e em Portugal. Com uma seleção significativa e enxuta de sua poesia e uma coletânea reveladora de sua prosa, o lançamento promove um encontro completo com Pessoa. Os volumes estão disponíveis separadamente e também em kit especial, que tem como brinde uma caderneta para estimular o leitor a criar sua própria antologia mínima.

Em formato de bolso e com grafia atualizada, as Antologias mínimas reforçam o projeto da casa editorial de trazer ao público edições caprichadas da obra pessoana, enriquecidas com fotografias e fac-símiles, além de materiais inéditos.  Só em 2025, por exemplo, quando se completaram noventa anos da morte de Pessoa, a coleção dirigida por Pizarro  ganhou dois títulos importantes - "Cartas de Amor" e "Obra Completa de Ricardo Reis" - somando-se a outros, como "Livro do Desassossego", "136 Pessoas de Pessoa", "Obra Completa de Álvaro de Campos" e "Obra Completa de Alberto Caeiro". Nas palavras do organizador da coleção: “Pessoa sempre foi pessoas e cada vez mais. Quão crescentemente múltiplo não será...”Compre as "Antologias Mínimas: Prosa e Poesia", de Fernando Pessoa, neste link.


"Antologia Mínima: Poesia"
Durante décadas, muitos dos poemas de Pessoa ficaram dispersos em arquivos ou soterrados entre papéis ainda por decifrar, o que tornava quase impossível propor uma seleção abrangente. Antologia mínima: poesia surge agora não como uma coletânea definitiva, mas como uma contribuição para o diálogo constante que se estabelece, geração após geração, entre os versos de Pessoa e seus leitores.

É complexa a tarefa de selecionar poemas de um autor que se desdobrou em vozes e heterônimos. Pessoa deixou planos editoriais, listas e projetos, mas também uma infinidade de versões e manuscritos que demandam escolhas delicadas. Optar por um texto em detrimento de outro, decidir entre variantes, incluir ou excluir determinados poemas — tudo isso faz parte do trabalho silencioso de quem edita. Ao lado dos textos, esta antologia apresenta fac-símiles que revelam detalhes preciosos: notas marginais ou até outros escritos que dividem o mesmo papel. É uma forma de partilhar o gosto pelo arquivo e de mostrar ao leitor os bastidores da obra.

O livro se divide em cinco partes. Na primeira, há poemas assinados pelo próprio Pessoa, enquanto a segunda, a terceira e a quarta são reservadas à poesia de seus três heterônimos principais: Alberto Caeiro, Ricardo Reis e Álvaro de Campos. A última parte da antologia inclui poemas assinados por autores fictícios, ou seja, uma pequena amostra dos mais de cem nomes inventados por Pessoa, como Dr. Pancrácio, Vicente Guedes, Charles Robert Anon, Alexander Search e Joaquim Moura-Costa.

Mais do que uma simples reunião de poemas, "Antologia Mínima: Poesia" é um convite à leitura para públicos diversos, tanto para quem deseja um primeiro contato com a poesia pessoana quanto para os que já a conhecem e desejam redescobri-la sob novos ângulos. É também uma chamada aos estudantes e aos “amadores” da poesia, no sentido mais nobre da palavra: aqueles que se deixam surpreender e que continuam a aprender e se admirar com cada verso.

Assim, esta antologia se inscreve numa tradição de leituras e releituras que jamais se esgotam. Pessoa foi sempre múltiplo, e cada nova seleta confirma sua incessante capacidade de reinvenção. Entre poemas consagrados — como “Autopsicografia” e “Ode marítima” — e joias menos difundidas, o leitor encontrará um testemunho da riqueza e da pluralidade de um dos maiores poetas do século XX.


"Antologia Mínima: Prosa"
Fernando Pessoa é celebrado especialmente como poeta, mas a maior parte de seu espólio está em prosa — e a Tinta-da-China Brasil traz um panorama dessa produção menos visível em Antologia mínima: prosa. Além de ficções breves e de excertos do incontornável Livro do desassossego, a seleção reúne escritos sociopolíticos, filosóficos, esotéricos, epistolares e teóricos, somando-se ainda notas e apontamentos que revelam um pensamento em constante atividade. Pessoa se aventurou também fora dos limites de sua língua nativa, escrevendo textos em inglês e francês que aqui são acompanhados de tradução. 

Reunir em antologia esse material vasto e heterogêneo significa lidar com escolhas nem sempre fáceis, em meio a versões múltiplas, fragmentos que se repetem e esboços que depois se desenvolvem em escritos mais longos. O resultado é inevitavelmente parcial, mas também revelador: cada seleção abre novas possibilidades de leitura e redescoberta.

"Antologia Mínima: Prosa" também se divide em cinco partes: a primeira é reservada a textos assinados pelo próprio Pessoa, enquanto a segunda, a terceira e a quarta contêm material dos três heterônimos mais conhecidos do escritor. A quinta parte, intitulada “E outros”, destina-se a produções textuais atribuídas a alguns dos tantos nomes inventados por Pessoa — como Horace James Faber, Charles Robert Anon, Jean Seul de Méluret, Sr. Pantaleão e Raphael Baldaya — que, embora não tenham alcançado o status de heterônimos, ganharam existência literária por meio daquilo que supostamente escreveram.

Entre os textos escolhidos por Pizarro estão páginas conhecidas, como a carta a Adolfo Casais Monteiro sobre a origem dos heterônimos, mas também peças mais leves e divertidas — aforismos, contos, cartas a Ofélia — e algumas preciosidades que podem surpreender até leitores experientes, como a hilariante “Crônica Decorativa”.

Há espaço também para a própria reflexão de Pessoa sobre os limites entre poesia e prosa. Em textos críticos e teóricos, o autor discute as diferenças entre as duas formas da palavra escrita, ora aproximando-as, ora sublinhando suas especificidades. Essa dimensão metalinguística aponta a natureza experimental da obra pessoana e mostra como o escritor se pensava tanto poeta quanto prosador. Nas palavras de Pizarro no prefácio da edição, “se há mais antologias de sua obra em verso do que da sua obra em prosa é simplesmente porque os críticos costumam privilegiar os poetas em detrimento dos prosadores”.

Sem a pretensão de delimitar um corpus definitivo, "Antologia Mínima: Prosa" é um convite à descoberta. Ao lado de textos consagrados, o livro apresenta páginas que permitem “desaprender Pessoa”, para citar Alberto Caeiro, e reencontrar sua obra com o frescor da primeira leitura.


Fernando Pessoa
Fernando Pessoa (1888‑1935)
é hoje o principal elo literário de Portugal com o mundo. Sua obra em verso e em prosa é a mais plural que se possa imaginar, pois tem múltiplas facetas, materializa inúmeros interesses e representa um autêntico patrimônio coletivo: do autor, das diversas figuras autorais inventadas por ele e dos leitores. Algumas dessas personagens - Alberto Caeiro, Ricardo Reis e Álvaro de Campos - Pessoa denominou “heterônimos”, reservando a designação de “ortônimo” para si próprio. Diretor e colaborador de várias revistas literárias, autor do "Livro do Desassossego" e, no dia a dia, “correspondente estrangeiro em casas comerciais”, Pessoa deixou uma obra universal em três línguas que continua a ser editada e estudada desde que escreveu, antes de morrer, em Lisboa, “I know not what tomorrow will bring” [“Não sei o que o amanhã trará”].


Jerónimo Pizarro
Professor, tradutor, crítico e editor, Jerónimo Pizarro é o responsável pela maior parte das novas edições e novas séries de textos de Fernando Pessoa publicadas em Portugal desde 2006. Professor da Universidade dos Andes, titular da Cátedra de Estudos Portugueses do Instituto Camões na Colômbia e prêmio Eduardo Lourenço (2013), Pizarro voltou a abrir as arcas pessoanas e redescobriu a “biblioteca particular de Fernando Pessoa”, para utilizar o título de um dos livros da sua bibliografia. Foi o comissário da visita de Portugal à Feira Internacional do Livro de Bogotá (Filbo) e à Festa do Livro e da Cultura de Medellín, e coordena há vários anos a visita de escritores de língua portuguesa à Colômbia. Coeditor da revista Pessoa Plural, assíduo organizador de colóquios e exposições, dirige atualmente a Coleção Pessoa na Tinta‑da‑China no Brasil e em Portugal.


Sobre a Tinta-da-China Brasil
A Tinta-da-China Brasil foi fundada em 2012, no Rio de Janeiro, por Bárbara Bulhosa, para trazer ao país a excelência da casa fundada em 2005 em Lisboa. Em 2022, a editora brasileira passou para os cuidados da Associação Quatro Cinco Um, em São Paulo, organização sem fins lucrativos voltada para a difusão do livro no Brasil, que deu prosseguimento ao projeto editorial, concentrado nos eixos de literatura, história e ciência, com desvios pelo humor, jornalismo, quadrinhos e crítica literária.

.: O caso do ônibus 911, e por que errar, às vezes, pode valer a pena


Thiago Sobral é escritor. Também publica semanalmente no site Minha Arca Literária e no Instagram @thiago.sobral_. É autor do livro "O Pai, a Faca e o Beijo", publicado pela Editora Patuá.


Calma, agora não tem mais jeito. Vamos relaxar e olhar a paisagem  — foi o que disse a avó à neta e ao bisneto, ao perceberem que estavam no ônibus errado.

Era uma viagem curta e a intenção era utilizar apenas uma linha de ônibus. Mas devido a distrações, embarcaram no ônibus errado, o que provocou um nervosismo hostil na neta, que bradava a todos uma insatisfação modorrenta:

Vó, não fala comigo que não tô pra conversa! Já não sei mais o que fazer.

E a velhinha insistia, com uma doçura de dar inveja:

Se o ônibus mudou a placa, que culpa temos nós? Pergunta ao chofer se ele vai voltar por São Vicente, que aí ficamos nesse ônibus mesmo. Vamos aproveitar para conhecer mais um lugar.

E a viagem transcorreu daquele jeito: a jovem nervosa e áspera em suas palavras torturantes; a velhinha, serena como uma criança que acaba de nascer. Era possível ler em seu semblante — mesmo estando com a saúde debilitada — a alegria de que desfrutava, brotada de um erro. Já a neta, em plena saúde, apresentava um rosto obscuro por causa do erro causador do fatal atraso.

O bisneto assistia a tudo. Em alguns momentos até tentou intervir, questionando sobre o itinerário que o coletivo estava tomando, mas era prontamente interrompido pela inteligência da mãe, que o inibia peremptoriamente.

No fim das contas, desceram em Cubatão, onde tomaram outra condução, que os deixaria no lugar de destino.

No ônibus, permaneceu a saudade da senhorinha.

E o bisneto, como será? Está entre a cruz a espada. Tomara que se pareça mais com a bisavó.

.: Comédia jovem "A.M.I.G.A.S." retorna a São Paulo a partir de 1º de maio


Ernesto Piccolo dirige texto de Duda Ribeiro adaptado por Julia Iorio, Luiza Lewicki e Isabel Castello Branco, numa montagem que transpõe afetos da vida real para o palco. A produção é de Joana Motta. Foto: Paulo Aragon

Sucesso de público a comédia "A.M.I.G.A.S.", criada para para o público jovem e adulto a partir no livro homônimo de Cláudia Mello, retorna a São Paulo para uma temporada de  1º a 31 de maio no Teatro Sabesp Frei Caneca, com apresentações às sextas e sábados às 20h00 e domingos às 19h00 (uma sessão acontece no dia 28 de maio às 20h00), O patrocínio é da Bradesco Seguros. A história gira em torno das amigas Aline, Dil e Dadá, com seus encontros e desencontros amorosos, suas expectativas nas relações, suas frustrações e seus desejos. Julia Iorio, Leticia Braga e Isabel Castello Branco interpretam essas personagens que criam a Associação das Mulheres Interessadas em Gargalhadas, Amor e Sexo. 

Para contracenar com o elenco feminino, o ator Bernardo Coimbra dá vida a vinte personagens diferentes no decorrer das cenas. Na montagem anterior, quem se desdobrava em diversos papéis era Ernesto Piccolo, diretor da montagem atual. A primeira montagem desse texto aconteceu há 26 anos com grande sucesso de público. A ideia de remontá-lo surgiu em 2025, motivada pelo encontro do diretor com Julia Iorio, filha do autor Duda Ribeiro, que faleceu em 2016. Essa reunião foi o impulso que faltava para viabilizar o sonho que ela tinha desde os 10 anos, quando assistia à fita da peça na casa do pai. 

Assim, Iório convidou suas amigas Isabel Castello Branco, filha de Maneco Quinderé (que também esteve na primeira versão da peça), e Luiza Lewicki para adaptar o texto para os nossos dias. Também foi convidada ao projeto a produtora Joana Motta, que, assim como o diretor, era muito amiga do autor. “O teatro é feito de equipe, então é muito legal, 26 anos depois, trabalhar com os filhos dos parceiros da primeira equipe. Julia, Luiza e Isabel são três meninas cheias de gás, de energia, muito criativas, que adaptaram o texto brilhantemente para os tempos modernos, mais o Bernardo arrebentando com suas várias personagens. Ando me divertindo muito. Tá sendo feito com amor”, diz o encenador.

Além da direção e da produção ficarem a cargo de profissionais experientes, o design de luz assinado por Quinderé e Ronald Teixeira, que também integrou a equipe anterior. Já os figurinos são assinados por Antonio Rocha; a programação visual e cenografia, por Antonia Motta; e a direção de movimento, por Julia Varga e Marcela Pires. O sucesso total de público na nova montagem de "A.M.I.G.A.S." garantiu outras temporadas no ano passado , e tanto Julia Iorio quanto Bernardo Coimbra foram indicados ao Prêmio FITA 2025 (Festa Internacional de Teatro de Angra), na categoria Ator Revelação. Bernardo foi o vencedor do prêmio. "A.M.I.G.A.S." é uma peça leve que promete divertir o público e que ressalta sobretudo, a amizade, com todas as dores, delícias, confusões e intensidades presentes nessa relação afetiva que desafia o tempo.


Ficha técnica
Espetáculo "A.M.I.G.A.S." 
Baseado no livro de Cláudia Mello
Elenco: Isabel Castello Branco, Julia Iorio, Leticia Braga e Bernardo Coimbra
Texto: Duda Ribeiro
Adaptação: Julia Iorio, Luiza Lewicki e Isabel Castello Branco
Direção: Ernesto Piccolo
Desenho de luz: Maneco Quinderé
Cenografia: Antonia Motta
Figurino 1ª temporada: Helena Araujo
Figurino: Antonio Rocha
Trilha musical: Rodrigo Penna
Stand in meninas: Carolina Matos
Assistência de direção: João Maia P
Assistência de cenografia: Felipe Loureiro
Supervisão e consultoria técnica de cenografia: Ronald Teixeira
Direção de movimento: Julia Varga e Marcela Pires
Programação visual: Antonia Motta
Assessoria de imprensa: Pombo Correio
Social media: Agência Nuah
Assistente administrativo: Marilene Teixeira
Controller - Físico Financeiro: Mariana Teixeira
Jurídico: Joaquim Motta
Fotos: Paulo Aragon
Produção geral: Joana Motta
Assistência de produção: Bels Ferrari


Serviço
Espetáculo "A.M.I.G.A.S."
Temporada: de 1° até 31 de maio - sextas e sábados às 20h00 e domingos às 19h00, com uma sessão extra na quinta dia 28 de maio, às 20h00.
Teatro SABESP Frei Caneca - Rua Frei Caneca, 569 - Consolação, São Paulo (dentro do Shopping Frei Caneca, 7º andar).
Ingressos: plateia baixa - R$150 (inteira), R$75 (meia-entrada); plateia - R$140 (inteira), R$70 (meia-entrada).
Venda on-line: https://uhuu.com/evento/sp/sao-paulo/amigas-15904
Bilheteria: de terça a sexta-feira, das 12h00 às 15h00 e das 16h00 às 19h00; aos sábados, domingos e feriados, das 14h00 às 20h00. Em dias de evento, a bilheteria permanece aberta até 30 minutos após o início do espetáculo.
Duração: 80 minutos
Gênero: comédia
Classificação indicativa: 16 anos
Capacidade: 600 lugares
Acessibilidade: teatro acessível a cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida

.: Documentário sobre Quentin Tarantino retorna ao universo pessoal do diretor


Filme analisa construção da obra de Tarantino a partir de sua intimidade. Foto:Divulgação/Curta!

Existe o mundo real e existe o mundo de Quentin Tarantino. Assim seu biógrafo, Wensley Clarkson, define o cineasta, um dos mais celebrados e importantes do cinema contemporâneo. O documentário inédito “Escrito e Dirigido Por Quentin Tarantino”, que estreia com exclusividade no Curta!, explora esse universo ao analisar seus filmes a partir da sua vida. O filme está disponível no CurtaOn – Clube de Documentários. O documentário de France Swimberge apresenta um retrato da intimidade de Tarantino, realizador de obras que marcaram época e se tornaram cultuadas no universo pop. Com imagens de arquivo, depoimentos inéditos de personalidades como os diretores de arte David e Sandy Reynolds-Wasco, e entrevistas recuperadas do diretor, a produção evidencia como ele criou algumas das produções mais singulares do cinema moderno a partir de suas experiências pessoais.

“Acho que Tarantino viu mais filmes do que qualquer pessoa no mundo. Sua cultura e sua memória cinematográfica são uma coisa de louco. Essa é a sua riqueza, seu mundo”, exalta o diretor e ex-assistente do cineasta, Ziad Doueiri. Além de espectador inveterado, Tarantino é um observador atento do cotidiano. Suas memórias afetivas chegam à audiência, entre outros caminhos, por personagens complexos, convincentes e carismáticos inspirados na vida real.

Da figura de sua mãe, que o criou sozinha, desenhou suas personagens mulheres fortes e resilientes, como Shoshanna, de “Bastardos Inglórios”, e a noiva Beatrix Kiddo, protagonista de “Kill Bill”. O documentário mostra como o diretor também insere nas suas ficções fragmentos da realidade para expiar dores e traumas históricos, como fez em “Django Livre”. “Eu queria ir para o período mais sombrio da história dos Estados Unidos. Sem dúvida, o maior pecado já cometido nesse país e pelo qual pagamos até hoje. Eu queria situar a audiência moderna no Sul dos EUA pré-abolição para que vissem como era o país naquele período”, conta o cineasta em depoimento de arquivo.

A produção ressalta, ao visitar lugares que viriam a se tornar cenários de seus filmes, a importância que a cidade de Los Angeles tem em suas obras, fascínio que vem da infância. A ela, se uniu a experiência da juventude, num período de intensa produção artística, movida pela contracultura dos anos 70. “Eu adoro que ele faz vários tributos em seus filmes. Não só na cena, mas até mesmo no plano de fundo da filmagem. Adoro ver isso nos filmes dele”, elogia o amigo e ator Craig Hamman.

“Escrito e Dirigido Por Quentin Tarantino” é uma produção da ARTE France. O filme pode ser visto no CurtaOn – Clube de Documentários, disponível no Prime Video Channels, da Amazon, na Claro tv+ e no site oficial (CurtaOn.com.br).A estreia no canal é no dia temático Quartas de Cena & Cinema, 22 de abril, às 21h30.

.: Zayn lança o quinto álbum de estúdio, “Konnakol”, com o single “Side Effects”


Cantor fará participações no "The Tonight Show Starring Jimmy Fallon", em 21 de abril, e no "The Drew Barrymore Show", no dia 23 de abril. Foto: Nabil Elderkin. Foto: Nabil Elderkin


O artista multiplatinado, compositor, produtor e filantropo Zayn lança hoje seu aguardado quinto álbum de estúdio, “Konnakol”, pela Mercury Records. A versão física do álbum já está disponível para pré-venda na UMusic Store. “Konnakol” é o projeto mais culturalmente inspirado de Zayn até hoje. Embora ele sempre tenha incorporado em sua música tradições vocais e rítmicas do sul da Ásia, aqui essas influências ganham ainda mais destaque. O álbum, com forte pegada pop, expande o som que os fãs conheceram em seu álbum de estreia recordista, “Mind of Mine”. O disco foi coproduzido por ZAYN ao lado de Malay (Frank Ocean, Lorde), com quem o cantor já havia trabalhado em “Mind of Mine” e “Icarus Falls”. O leopardo-das-neves, um símbolo profundo no sul da Ásia, presente na capa do álbum, representa o quanto sua herança cultural inspirou o projeto.

O álbum de 15 faixas é precedido pelo single principal “Die For Me” e por “Sideways”, uma faixa de pop R&B atmosférico impulsionada pelo falsete característico de Zayn. A faixa de abertura, “Nusrat”, uma homenagem ao músico paquistanês Nusrat Fateh Ali Khan, funciona como o eixo criativo de “Konnakol”, definindo a experimentação vocal e a direção sonora do álbum. O single mais recente, “Side Effects”, aposta em um pop R&B elegante e radiofônico, combinando sintetizadores suaves com seu falsete marcante enquanto explora as complexidades do amor e da devoção. “Fatal” traz uma energia mais voltada para a dança, pensada para apresentações ao vivo, com linhas de baixo vibrantes e um ritmo contagiante, enquanto “Breathe” oferece um momento mais suave e atmosférico. Lista completa de faixas abaixo.

Para promover o lançamento, Zayn fará sua primeira entrevista em um talk show noturno, acompanhada de uma performance no programa “The Tonight Show Starring Jimmy Fallon”, em 21 de abril, seguida por uma participação no “The Drew Barrymore Show”, em 23 de abril. Ele também iniciou a semana de lançamento estampando a capa da ELLE India, destacando a influência cultural global por trás do álbum.

Zayn dará início à sua maior turnê solo até hoje, a “The Konnakol Tour”, em 12 de maio de 2026, em Manchester, no Reino Unido. A turnê passará por grandes cidades ao redor do mundo, incluindo Londres, Los Angeles, Cidade do México, São Paulo e outras, antes de encerrar em 20 de novembro, em Miami, no Kaseya Center. No início deste ano, Zayn concluiu sua primeira residência em Las Vegas, onde apresentou e antecipou músicas inéditas de “Konnakol”. A revista Variety elogiou sua performance: “ele entregou vocais impecáveis, seu falsete característico e uma presença de palco visivelmente mais forte do que em sua última turnê”.

O álbum chega após o aclamado álbum “Room Under the Stairs” (2024), seguido por sua primeira turnê solo pelos Estados Unidos, Reino Unido e México. Recentemente, ele colaborou com Jisoo, do Blackpink, em “Eyes Closed”, que recebeu uma indicação ao iHeartRadio Music Awards 2026 na categoria Colaboração K-Pop Favorita e teve grande impacto global - estreando em #10 na Billboard Global Excl. U.S. (43,9 milhões de streams na primeira semana), #72 na Billboard Hot 100 dos EUA, #21 no Spotify Global e alcançando o topo do iTunes em mais de 40 países.

Lista de faixas de “Konnakol”:
1. Nusrat
2. Betting Folk
3. Used to the Blues
4. Sideways
5. 5th Element
6. Prayers
7. Side Effects
8. Met Tonight
9. Fatal
10. Take Turns
11. Blooming
12. Like I have you
13. Loving The Way I Do
14. Breathe
15. Die For Me

.: Café Filosófico CPFL debate incertezas políticas e saúde mental


Miriam Debieux Rosa abordará os efeitos das tensões sociais e políticas na saúde mental | Foto: acervo pessoal

Em um mundo atravessado por instabilidades políticas, conflitos armados, radicalizações e ameaças a direitos, os impactos dessas tensões já não se limitam ao campo institucional, mas reverberam diretamente na saúde mental e nas formas de convivência. É a partir desse cenário que o Café Filosófico CPFL recebe a psicanalista Miriam Debieux Rosa para discutir o tema “Psicanálise e Democracia: a Sustentação do Laço Social em Contraposição às Distopias”. 

O encontro integra o módulo dedicado aos dilemas contemporâneos da saúde mental e propõe uma reflexão sobre como o imaginário distópico, marcado pela sensação de um mundo sem futuro, vem impactando a subjetividade e o cotidiano das pessoas. Com entrada gratuita, a gravação será realizada na próxima quinta-feira, dia 23 de abril, às 19h00, na sede do Instituto CPFL, em Campinas, com transmissão ao vivo pelo canal do programa no YouTube.

Ao abordar temas como guerras, destruição ambiental, ataques a direitos e a intensificação de discursos de ódio, Miriam analisa como essas dinâmicas alimentam uma lógica de ruptura dos laços coletivos e fragilizam a vida em comum. Segundo ela, esse processo tem efeitos subjetivos importantes, como desmobilização, isolamento e dificuldade de sustentar vínculos sociais e afetivos. “Quando a lógica da guerra e da destruição se impõe como forma de organização social, os laços coletivos se fragilizam e o outro passa a ser visto como ameaça. Isso produz desamparo, angústia e, muitas vezes, retração da vida social”, afirma a psicanalista.

Ao longo do encontro, a psicanalista também propõe uma reflexão sobre estratégias de resistência frente às formas contemporâneas de dominação, articuladas a estruturas como patriarcado, colonialidade e capitalismo. Nesse contexto, a democracia é apontada como um horizonte possível para a reconstrução dos laços sociais. “A democracia não elimina os conflitos, mas cria condições para que possamos sustentá-los sem recorrer à eliminação do outro. É nesse espaço de tensão, negociação e construção coletiva que se torna possível reinstaurar um horizonte comum”, analisa.


Sobre a palestrante
Miriam Debieux Rosa
é psicanalista e professora titular do Instituto de Psicologia da USP, onde coordena o Laboratório Psicanálise, Sociedade e Política (PSOPOL) e o Grupo Veredas, voltado aos estudos sobre psicanálise e imigração. Com pós-doutorado pela Université Paris Diderot (Paris 7), na França, desenvolve pesquisas sobre a dimensão sociopolítica do sofrimento, violência, migração e construção do laço social na contemporaneidade. Foi pró-reitora adjunta para Inclusão e Pertencimento da USP (2022–2025) e é autora e organizadora de diversas obras na área, com destaque para A clínica psicanalítica face ao sofrimento sociopolítico, vencedor do Prêmio Jabuti em 2017, além de Histórias que não se contam e As escritas do ódio, entre outros títulos.


Ambiente inspirador de troca e aprendizado
O Café Filosófico CPFL traz uma nova identidade visual e artística, incluindo cenário, para acompanhar a renovação do formato, que passa a ter a nova apresentadora, Tainá Müller, interagindo com os convidados e a plateia. O espaço do Café, na sede do Instituto CPFL, em Campinas, oferece uma atmosfera convidativa e aconchegante, onde cada detalhe é pensado para proporcionar uma experiência prazerosa. É possível tirar fotos em todos os lugares, incluindo o novo cenário. O local possui climatização e é acessível a pessoas com deficiência, além de contar com intérpretes de Libras para garantir a participação de todos. Há, ainda, um serviço de alimentação com cardápio de comidas e bebidas para consumo no local.

Após a gravação e exibição ao vivo, as palestras ganham uma versão editada que é exibida na TV Cultura, aos domingos, às 20h (com reprises às quartas, à 01h) e, posteriormente, disponibilizadas no YouTube. Vale destacar que os episódios transmitidos pela TV não correspondem necessariamente às gravações feitas durante a semana.


Serviço
Gravação Café Filosófico CPFL, com Miriam Debieux Rosa, psicanalista

Dia 23 de abril, quinta-feira, às 19h00
Instituto CPFL - Rua Jorge Figueiredo Corrêa, 1632 - Chácara Primavera, Campinas/SP
Entrada: gratuita, por ordem de chegada, a partir das 18h00
Participação on-line: canal do Café no YouTube

sexta-feira, 17 de abril de 2026

.: Crítica musical: Dino Galvão Bueno lança álbum autoral


Por
 Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural. Foto: Bruno Conrado

O violonista, compositor e letrista Dino Galvão Bueno, um dos pilares da Bossa Nova paulista, lança o álbum autoral "Falando de Amigos" nas plataformas digitais de música,. Aos 83 anos, o artista celebra seis décadas de trajetória com canções compostas ao longo da carreira.

Com direção musical e arranjos de Ricardo Barros e direção artística de Anita Galvão Bueno, "Falando de Amigos" faz uma travessia musical pela memória afetiva e artística de Dino Galvão Bueno, que transita por estilos como samba-canção, bolero, valsa, bossa e frevo-canção. E traz parcerias com Theo de Barros, Daltony Nóbrega, Cau Pimentel, Edgard Poças, Adylson Godoy e J. Petrolino, amigos e importantes artistas da cena paulistana e brasileira.

O álbum também tem participações de músicos convidados, virtuoses como o maestro e pianista Nelson Ayres (que toca piano e assina o arranjo da canção “Estrela Guia”), o clarinetista israelense Oran Etkin, o trombonista Jaziel Gomes, o saxofonista Anderson Quevedo e o trompetista Diogo Duarte, além de Anita Galvão Bueno (filha de Dino, que canta em duas faixas) e a netinha Violeta Galvão Bueno (na faixa em sua homenagem). O time se completa com a banda base das gravações, formada por Ricardo Barros (violão), Paula Valente (flauta e sax), Mauricio Orsolini (piano), Daniel Amorin (contrabaixo) e André Kurchal (bateria e percussão), que acompanha Dino desde 2024.

Cada canção acende uma lembrança. Cada história ilumina um pedaço do mapa sonoro da vivência, do trabalho e dos afetos de Dino. O choro-canção que dá nome ao álbum, “Falando de Amigos” (Dino Galvão Bueno e Daltony Nóbrega), abre o repertório com participação de Oran Etkin no quarteto de clarinetes e clarone. Dino a compôs essa bossa em homenagem ao amigo Carlos Lyra (1933-2023). Posteriormente ganhou letra de Daltony, estendendo essa homenagem aos demais amigos e parceiros do compositor.

A valsa “Até Quando?” (Dino Galvão Bueno e Theo de Barros), segunda parceria entre Dino e Theo, gravada também no primeiro disco de Dino, Mestre Navegador, vem com a banda base completa no arranjo - violão, sopros, piano, baixo e bateria. Seguindo, “Todos os Cantos” (Dino Galvão Bueno e Daltony Nóbrega), é um samba cuja letra foi inspirada no cambacica, passarinho cuja figura também ilustra a capa do álbum. A faixa é interpretada por Anita Galvão Bueno, filha de Dino.

A quarta composição é o bolero “Pedaço Pior” (Dino Galvão Bueno), com letra carregada de sentimentos e dores de amores, também registrada no primeiro disco do autor. O arranjo potencializa o tema com solo de Paula Valente no sax soprano e a marcação cadenciada do bongô de Kurchal. Na sequência, “Versos de Amor” (Dino Galvão Bueno e Cau Pimentel) é uma canção romântica, cuja nostalgia ganha tons nas teclas do piano Orsolini.

Um momento afetuoso do disco está no medley “Violeta” (Dino Galvão Bueno e Edgard Poças) e “Cantiga para Violeta” (Dino Galvão Bueno e Sergio Lima), composições que Dino fez para sua netinha Violeta Galvão Bueno, que também participa da faixa. A primeira é uma cantiga de ninar, em tom camerístico, que deságua na segunda, uma valsa-jazz com arranjo mais pesado, tendo toda a banda na execução.

A sétima composição é a bossa nova “Quando o Amor Chegar” (Dino Galvão Bueno e Sergio Augusto). O arranjo limpo, minimalista, tem destaque para a percussão de Kurchal e para o nipe de flautas de Paula Valente. Esta é a única faixa em que Dino Galvão Bueno toca violão, além de interpretar. “Estrela Guia” (Dino Galvão Bueno e Adylson Godoy) é uma composição de Dino, criada ao piano, para sua esposa Vera, que desejava ouvi-la um dia sendo tocada pelo pianista Nelson Ayres. Esta é uma das três faixas não inéditas do trabalho, sendo já gravada no álbum Notas Brasileiras, de Adylson Godoy, Dino Galvão Bueno e Theo de Barros & Filhos, em 2023.

 A penúltima faixa, “Sob a Luz do Neon” (Dino Galvão Bueno e Daltony Nóbrega), canta e poetiza o brilho da vida; é um envolvente bolero que, no final, faz referência ao chileno Lucho Gatica (O Rei do Bolero). Fechando Falando de Amigos, “Bloco de Tudo” (Dino Galvão Bueno e J. Petrolino) é um frevo-canção de melodia marcante no qual Dino divide a interpretação com Anita Galvão Bueno. O arranjo traz o clima autêntico do frevo pernambucano com performances brilhantes de Jaziel Gomes, Anderson Quevedo e Diogo Duarte nos sopros, Destaque também para o sax de Paula Valente, fechando o naipe de metais.

"Falando de Amigos" é mais do que um simples disco autoral.  Mostra com clareza a riqueza poética e melódica da obra de Dino Galvão Bueno, que merece ser ouvida pelos amantes da boa música popular brasileira.

"Falando de Amigos"

 
"Quando o Amor Chegar"

"Estrela Guia"

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