sábado, 28 de fevereiro de 2026

.: Crítica: "Sirât" é caminhada infernal de quem não sabe lidar com a ausência

Por: Mary Ellen Farias dos Santos, editora e criadora do Resenhando.com

Em fevereiro de 2025


O longa que concorre ao Oscar de Melhor Filme Internacional "Sirât", ao lado do brasileiro "O Agente Secreto", imprime na telona o significado doloroso do termo, "o caminho" ou "a estrada". Em 1 hora e 55 minutos de duração, o suspense do diretor Óliver Laxe, com produção de Pedro Almodóvar, coloca o protagonista Luis e o filho, Esteban, numa perigosa caminhada pelo deserto marroquino em busca de uma filha desaparecida em uma rave nômade, Mar, a irmã do garoto.

Distribuindo panfletos de "procura-se", pai, filho e a cachorrinha Pipa, esbarram num grupo amigável de festeiros e pedem para segui-los pelo deserto no carro da família até a próxima rave. Dali, em diante o público é levado a desbravar o deserto cheio de percalços, tanques militares, refugiados e campos minados. Em tempo, depois da primeira desgraça no trajeto, o inferno mostra que está logo ali e sempre no aguardo da chegada de cada um deles. 

Num cenário árido, a produção distribui socos no estômago enquanto insere cada um na sala de cinema num ambiente imprevisível. "Sirât" que remete a clássica franquia "Mad Max", visualmente, faz cair o queixo por vezes, lançando provocações reflexivas de que quando alguém está fora de nossas vidas, nem sempre pode ser uma boa escolha dar o mais alto esforço para recolocá-la. Às vezes, os danos colaterais podem ser piores do que a dificuldade de lidar com a ausência. Vale muito a pena conferir o longa na telona Cineflix Cinemas!


A equipe Resenhando.com assiste aos filmes em Santos, no primeiro andar do Miramar ShoppingPara acompanhar as novidades da Cineflix mais perto de você, acesse a programação completa da sua cidade no app ou site a partir deste link. No litoral de São Paulo, as estreias dos filmes acontecem no Cineflix Santos, que fica no Miramar Shopping, à rua Euclides da Cunha, 21, no Gonzaga. Consulta de programação e compra de ingressos neste link: https://vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SAN

"Sirât". (Sirât, 2025). Gênero: drama/thriller imersivo, road movie. Direção: Oliver Laxe. Roteiro: Oliver Laxe e Santiago Fillol. Duração: 1h55. Países de Origem: Espanha / Marrocos. Sinopse: O filme acompanha um pai e um filho que, após a filha/irmã desaparecer em um rave no Marrocos, iniciam uma busca desesperada que os leva a um perigoso e místico deserto. O filme é conhecido por sua atmosfera de suspense e uso de cenas de raves autênticas.


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A unidade Cineflix Cinemas de Santos, localizada no Shopping Miramar, apresenta sete estreias nesta semana, são eles: "Pânico 7""Sirât""A História do Som""Arco""É Tempo de Amoras""Epic: Elvis Presley in Concert" e "O Caso dos Estrangeiros", além de exibir antecipadamente, sábado e domingo a nova animação Disney "Cara de Um, Focinho de Outro".

A Cineflix Santos segue com a exibição do Ghibli Fest, parte 2, como animações japonesas de sucesso como por exemplo, "A Viagem de Chihiro""Meu Amigo Totoro""O Castelo Animado" e "O Serviço de Entregas da Kiki", além do romance arrebatador "O Morro dos Ventos Uivantes" e a animação "Um Cabra Bom de Bola". Compre antecipadamente os ingressos aquihttps://vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SAN.

Estão disponíveis para venda os baldes colecionáveis, de "Cara de Um, Focinho de Outro""A unidade de Cinemas Cineflix Santos, fica no Miramar Shopping, à rua Euclides da Cunha, 21, no Gonzaga.

"A História do Som"(The History of Sound, 2025). Gênero: Drama, Romance, Histórico, Musical. Direção: Oliver Hermanus. Duração: Aprox. 2h08. Distribuição: Universal Pictures Brasil. Elenco Principal: Paul Mescal (Lionel), Josh O'Connor (David). Sinopse: Ambientado em 1917, dois homens se conhecem no Conservatório de Boston e iniciam uma jornada para registrar vozes e músicas tradicionais de americanos durante a Primeira Guerra, apaixonando-se no processo. O filme é baseado no conto de Ben Shattuck.


"Pânico 7". (Scream 7). Direção: Kevin Williamson. Elenco: Neve Campbell retorna como Sidney Prescott. Courteney Cox reprisa seu papel como Gale Weathers. Isabel May interpreta a filha de Sidney. Patrick Dempsey (rumorado) e Joel McHale aparecem no elenco, com McHale interpretando o marido de Sidney.  Duração: 1 hora e 55 minutos. Sinopse: Com Sidney Prescott (Neve Campbell) de volta ao centro da história. Agora vivendo uma vida pacata com sua família, ela se torna novamente o alvo de um novo Ghostface, mas desta vez o perigo é mais pessoal, pois sua filha, Tatum Evans (Isabel May), é o alvo principal. 

"Sirât". (Sirât, 2025). Gênero: drama/thriller imersivo, road movie. Direção: Oliver Laxe. Roteiro: Oliver Laxe e Santiago Fillol. Duração: 1h55. Países de Origem: Espanha / Marrocos. Sinopse: O filme acompanha um pai e um filho que, após a filha/irmã desaparecer em um rave no Marrocos, iniciam uma busca desesperada que os leva a um perigoso e místico deserto. O filme é conhecido por sua atmosfera de suspense e uso de cenas de raves autênticas.

"Arco" (Arco). Gênero: animação. Direção: Ugo Bienvenu. Duração: 1h 29m. Sinopse: Arco é um menino de dez anos de um futuro pacífico que acidentalmente viaja no tempo para o ano de 2075. Ao descobrir um mundo em perigo, ele se une a uma jovem e seu robô cuidador em uma jornada para voltar para casa. 

"É Tempo de Amoras". Gênero: animação. Direção: Anahi Borges. Duração: 1h 52m. Sinopse: Pasqualina tem 91 anos, mora em uma casa de repouso e não possui mais parentes vivos. Um dia, decide fugir e embarcar em uma aventura para reencontrar um antigo amor do passado. Nessa jornada, conhece Petrolina, ou Pety, uma menina de oito anos que sente falta de ter uma avó. A amizade entre elas muda suas vidas e Pety, surpreendentemente, tenta adotar Pasqualina.

"Epic: Elvis Presley in Concert". Gênero: Documentário/Drama Musical. Direção: Baz Luhrmann. Duração: 1h 36m. Elenco: Elvis Presley. Sinopse: Imagens e gravações inéditas apresentam Elvis Presley em concerto em sua residência em Las Vegas durante a fase final de sua carreira.

"O Caso dos Estrangeiros". Gênero: drama. Direção: Brandt Andersen. Duração: 1h 52m. Sinopse: Uma tragédia atinge uma família síria em Alepo, dando início a uma reação em cadeia de eventos envolvendo cinco famílias diferentes em quatro países distintos.


"O Morro dos Ventos Uivantes". Gênero: drama, romance. Direção: Emerald Fennell. Elenco: Margot Robbie (Catherine Earnshaw), Jacob Elordi (Heathcliff), Hong Chau, Alison Oliver, Shazad Latif e Ewan Mitchell. Sinopse: A tragédia acontece quando Heathcliff se apaixona por Catherine Earnshaw, uma mulher de uma família rica na Inglaterra do século 18.

"Um Cabra Bom de Bola". Gênero: animação. Direção: Tyree Dillihay. Elenco: Carolina Dieckmann (Kátia), Júlia Rabello (Léo) e Caco Ciocler (Zeca). Sinopse: Uma pequena cabra com grandes sonhos recebe uma oportunidade única na vida de se juntar aos profissionais. A história acompanha Zeca Brito (Will na versão original), uma pequena cabra com grandes sonhos que recebe uma oportunidade única de se juntar aos profissionais e jogar berrobol — um esporte de alta intensidade que lembra o basquete. Zeca precisa provar que, mesmo sendo pequeno, tem talento para brilhar no esporte e mudar a história do jogo.


Confira a programação diária do Ghibli Fest, parte 2, em cartaz na Cineflix Cinemas em Santos, aqui: https://vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SAN


O Resenhando.com é parceiro da rede Cineflix Cinemas desde 2021. Para acompanhar as novidades da Cineflix mais perto de você, acesse a programação completa da sua cidade no app ou site a partir deste link. No litoral de São Paulo, as estreias dos filmes acontecem no Cineflix Santos, que fica no Miramar Shopping, à rua Euclides da Cunha, 21, no GonzagaConsulta de programação e compra de ingressos neste link: https://vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SAN.


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.: Com "EPIC", Baz Luhrmann reacende o mito e leva Elvis Presley de volta às telas


O documentário "EPIC: Elvis Presley in Concert" está em cartaz na Rede Cineflix e nos cinemas brasileiros como uma aposta da Universal Pictures para recolocar nas telas a força performática de Elvis Presley. Dirigido por Baz Luhrmann, o documentário propõe uma experiência cinematográfica construída para grandes formatos, incluindo exibições em IMAX, e amplia o diálogo iniciado pelo cineasta em “Elvis” (2022), longa de ficção que superou a marca de 1 milhão de espectadores no Brasil.

Mais do que uma compilação de números musicais, o filme se apresenta como um concerto expandido, estruturado a partir de registros restaurados e material de arquivo que destacam o artista em seu auge nos palcos. Segundo dados amplamente divulgados por veículos como a BBC e a Rolling Stone ao longo das últimas décadas, Elvis permanece como o músico solo mais vendido da história, com cerca de 1 bilhão de discos comercializados mundialmente, número também reconhecido pelo Guinness World Records. Vencedor de cinco prêmios Grammy, ele consolidou uma estética que fundiu rhythm and blues, gospel e country, influenciando gerações e redefinindo o espetáculo pop.

Luhrmann, indicado ao Oscar e conhecido por trabalhos como “Moulin Rouge!” e “O Grande Gatsby”, imprime ao documentário o estilo marcado por montagem dinâmica e tratamento visual exuberante. A proposta, de acordo com materiais de divulgação internacional, é transportar o espectador para dentro da atmosfera dos shows, explorando ângulos inéditos e tecnologia de remasterização que busca atualizar a experiência sem descaracterizar o registro original. A iniciativa dialoga com a tendência recente de relançamentos musicais em versões restauradas, fenômeno que tem levado clássicos de volta às salas de cinema em sessões-evento.

O impacto cultural de Elvis, frequentemente destacado pela imprensa norte-americana como divisor de águas na indústria do entretenimento do século XX, ganha aqui um recorte concentrado na potência de palco. O artista, apelidado de “Rei do Rock & Roll”, foi figura central na consolidação da cultura pop global e transformou a performance musical em espetáculo de massa. Ao revisitar esse legado, “EPIC: Elvis Presley in Concert” aposta na memória afetiva de fãs históricos e na curiosidade de novas gerações que passaram a redescobrir o cantor após o sucesso do filme de 2022.

Distribuído no Brasil pela Universal Pictures, o documentário chega com campanha que inclui cartaz especial em IMAX e trailer oficial já divulgado nas redes e plataformas digitais. A estratégia reforça o caráter de evento cinematográfico e indica que a experiência sonora e visual será parte essencial da proposta. Em um período em que musicais e produções biográficas seguem mobilizando público nas bilheterias, a estreia se insere em um movimento de resgate e revalorização de ícones que atravessam décadas.


Ficha técnica
“EPIC: Elvis Presley in Concert”

Gênero: documentário musical. Classificação indicativa: 12 anos. Ano de produção: 2026. Idioma: inglês. Direção: Baz Luhrmann. Roteiro: Baz Luhrmann (concepção e estrutura documental). Elenco: Elvis Presley (imagens de arquivo). Distribuição no Brasil: Universal Pictures. Duração: 1h36. Cenas pós-créditos: não.

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As principais estreias da semana podem ser assistidas na rede Cineflix CinemasPara acompanhar as novidades da Cineflix mais perto de você, acesse a programação completa da sua cidade no app ou site a partir deste link. No litoral de São Paulo, as estreias dos filmes acontecem no Cineflix Santos, que fica no Miramar Shopping, à rua Euclides da Cunha, 21, no Gonzaga. Consulta de programação e compra de ingressos neste link: https://vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SANO Resenhando.com é parceiro da rede Cineflix Cinemas desde 2021.

Cineflix Miramar | Santos | Sala 2
De 28 de fevereiro a 4 de abril | Sessões legendadas | 18h50 
No Miramar Shopping | Rua Euclides da Cunha, 21 - Gonzaga - Santos / São Paulo. Ingressos neste link.

.: "É Tempo de Amoras" empurra velhice para fora da caixa e emociona plateias


O filme brasileiro “É Tempo de Amoras” estreia na Rede Cineflix e nos cinemas brasileiros com uma narrativa que mistura sensibilidade e humor para falar de desejos, sonhos e afetos que se recusam a desaparecer com o tempo. Dirigido e roteirizado por Anahí Borges, o longa-metragem acompanha Pasqualina (Rosamaria Murtinho), uma mulher de 91 anos que vive em uma casa de repouso e, tomada por coragem, decide fugir para reencontrar um grande amor do passado em uma trama que se transforma em celebração à vida, à memória e à amizade.

O encontro dessa avó improvável com Petrolina, ou Pety (Analu Reis), uma menina de oito anos que sente falta de ter alguém para chamar de avó, marca o ponto de virada. Duas gerações em busca de afeto se conectam e, de forma surpreendente, Pety chega a tentar “adotar” Pasqualina, invertendo códigos tradicionais de família e propondo uma reflexão sobre laços construídos pelo amor, não pela biologia.

Além de Rosamaria Murtinho e Analu Reis, o elenco reúne nomes consagrados como Antonio Pitanga, Zezé Motta, Bárbara Bruno, Vanessa Gourlatt, Jéssica Córes, Rafael Pereira, Luci Pereira e Agnes Zuliani, compondo um mosaico de personagens que orbitam a jornada afetiva das protagonistas. A produção, da Aranhas Films, distribuída pela ELO Studios, foi premiada internacionalmente: recebeu o troféu de Melhor Filme no Made by Woman Independent Film Festival (Áustria), Melhor Filme Estrangeiro no LA Femme International Film Festival (EUA) e Melhor Diretora Estreante no Istanbul Women Film Festival (Turquia), reconhecimento importante para um primeiro longa-metragem.

Inspirada em memórias afetivas da diretora - que cresceu em São Paulo e visitava abrigos de idosos, experiências que alimentaram o imaginário do filme - a obra aposta num estilo que mistura realismo com toques poéticos, celebrando o cotidiano e a magia dos encontros inesperados. A personagem Pety, aliás, já fazia parte do universo criativo de Anahí: ela apareceu em curtas anteriores da cineasta, como "Pety Pode Tudo", "Aventuras de Pety" e "No Tempo das Formigas", sugerindo um mundo narrativo cuidadoso sobre infância e imaginação.

Ficha técnica
“É Tempo de Amoras”
 
Gênero: comédia dramática. Classificação indicativa: livre. Ano de produção: 2025. Idioma: português. Direção e roteiro: Anahí Borges. Elenco: Rosamaria Murtinho, Analu Reis, Antonio Pitanga, Zezé Motta, Bárbara Bruno, Vanessa Gourlatt, Jéssica Córes, Rafael Pereira, Luci Pereira, Agnes Zuliani. Distribuição no Brasil: ELO Studios. Duração: 112 minutos. Cenas pós-créditos: não.

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Cineflix Miramar | Santos | Sala 4
De 28 de fevereiro a 4 de abril | Sessões em português | 16h05
No Miramar Shopping | Rua Euclides da Cunha, 21 - Gonzaga - Santos / São Paulo. Ingressos neste link.



.: “O Caso dos Estrangeiros” atravessa fronteiras e expõe feridas da guerra


Em cartaz na Rede Cineflix e nos cinemas brasileiros, “O Caso dos Estrangeiros” chega como um drama que atravessa fronteiras geográficas e emocionais. Dirigido por Brandt Andersen, o longa-metragem parte de uma tragédia em Aleppo, na Síria, para acompanhar o efeito dominó que atinge cinco famílias em quatro países diferentes. O filme é uma coprodução entre Jordânia e Palestina e tem distribuição no Brasil pela Paris Filmes.

A narrativa começa com a devastação de uma família síria em meio ao conflito armado e amplia o foco para observar como as consequências daquele evento ecoam em outros núcleos familiares, espalhados pelo Oriente Médio e pelo Ocidente. Andersen constrói uma dramaturgia que dialoga com o cinema humanista contemporâneo, privilegiando a experiência íntima dos personagens diante do deslocamento forçado, da perda e da tentativa de reconstrução da identidade em territórios estrangeiros.

Conhecido por trabalhos anteriores que abordam questões humanitárias e conflitos no Oriente Médio, Andersen reuniu uma equipe multicultural para dar autenticidade ao projeto. Parte do elenco é formada por atores da região, muitos deles envolvidos diretamente com produções independentes palestinas e jordanianas. O diretor já declarou, em entrevistas à imprensa internacional, que o filme foi desenvolvido a partir de pesquisas de campo e conversas com refugiados, buscando fugir de estereótipos comuns nas representações ocidentais da crise síria.

Com 103 minutos de duração, “O Caso dos Estrangeiros” opta por uma abordagem dramática sem concessões fáceis. A câmera acompanha rostos e silêncios, investe em planos mais fechados e aposta na força das atuações para sustentar a tensão emocional. A tragédia inicial não é explorada como espetáculo, mas como ponto de partida para discutir pertencimento, responsabilidade coletiva e as fronteiras físicas e simbólicas que separam e conectam pessoas.

Sem recorrer a soluções fáceis, o longa aposta na interligação de histórias para evidenciar como conflitos regionais produzem impactos globais. A recepção internacional destacou justamente essa estrutura em mosaico, comparando o filme a dramas corais que exploram a interdependência humana em cenários de crise. O resultado é um retrato sensível das consequências invisíveis da guerra e das marcas que o exílio imprime nos indivíduos. 

Ficha técnica
“O Caso dos Estrangeiros” | “I Was A Stranger” (título original) | “Eu Era Um Estrangeiro” (em Portugal)
Gênero: drama Classificação indicativa: 16 anos. Ano de produção: 2026. Idiomas: árabe e inglês. Direção e roteiro: Brandt Andersen. Elenco: Omar Sy, Yasmine Al Massri, Yahya Mahayni. Distribuição no Brasil: Paris Filmes. Duração: 1h44m. Cenas pós-créditos: não

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Cineflix Miramar | Santos | Sala 4
De 28 de fevereiro a 4 de abril | Sessões em português | 18h30
No Miramar Shopping | Rua Euclides da Cunha, 21 - Gonzaga - Santos / São Paulo. Ingressos neste link.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

.: Keco Brandão lança novos singles do projeto "Com Vida 3"


Por
 Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural. Foto: divulgação

Keco Brandão lançou nas principais plataformas digitais os dois novos singles de seu projeto autoral "Com Vida",  que já está na 3ª edição. “Nasceu Uma Voz” é uma parceria com o compositor e baixista mineiro Yuri Popoff e vocal de Simone Guimarães. E É Designio Sim, com participação do músico Breno Ruiz.

Em "Nasceu Uma Voz", a poesia criada por Keco faz referência a voz da cantora e compositora Simone Guimarães, que, além de homenageada, também protagoniza a faixa como intérprete convidada. A gravação também conta com a participação do violonista Marcus Teixeira. Aliás, Keco e Marcus, outrora, já haviam gravado com Simone Guimarães no disco “Virada pra Lua”, lançado em 2001 pela gravadora Lua Music.

Keco anunciou também o lançamento da  canção "É Desígnio Sim", que irá compor o álbum.  O convidado nesta faixa é o compositor, cantor e pianista Breno Ruiz, que também divide a parceria nessa composição, cuja gravação conta com participação de Toninho Ferragutti no acordeon. E o projeto não vai parar por aí. Novos singles estção em fase de produção e aguardam a confirmação de novos convidados. Entre eles está a cantora Claudya, de quem Keco sempre admirou a obra. “Ela é uma cantora extraordinária. Vai ser uma honra e tanto para mim”.

Outra surpresa em fase de produção é a composição de Filó Machado, Olhos Parados. Segundo Keco, essa canção estava nos planos de Elis Regina, que acabou falecendo antes de conseguir gravá-la. Os dois singles "Nasceu Uma Voz" e "É Desígnio Sim" já foram disponibilizados nas plataformas de streaming.

"Nasceu Uma Voz"

"É Desígnio Sim"


.: "Estava Escrito nas Estrelas": Dalmo Medeiros lança projeto autoral


Por
 Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural. Foto: divulgação

Integrante do grupo vocal MPB4, Dalmo Medeiros está lançando seu projeto autoral, que reúne composições gravadas por outros artistas e algumas canções inéditas. Intitulado "Estava Escrito nas Estrelas", o projeto apresenta a versatilidade da obra de Dalmo, que passeia com a com maestria tanto pelo samba-rock como  nas canções mais introspectivas.

Ele escolheu algumas gravadas por artistas ou grupos, tais como, Roupa Nova, Elba Ramalho e MPB4. Para dividir os vocais nas faixas do disco, Dalmo convidou uma cantora da nova safra, Priscilla Frade, para cantar o Frevo “Proibir prá quê”, Composta em parceria com o saudoso baiano Carlos Pitta

O também parceiro Danilo Caymmi participa dividindo o bolero que fez há alguns anos atrás com Dalmo, com arranjos de Cristóvão Bastos e percussão de Marcelo Costa.E Zé Renato (Boca Livre) participa da canção Alta Costura. O projeto foi lançado pelo Sêlo Mills Records, com ProduçãoMusical Paulo Brandão e Dalmo Medeiros. Direção musical Paulo Brandão,  Dalmo Medeiros, Paulo Malagutti Pauleira e Fábio Girão, gravado, mixado e masterizado no Brand Studio. O disco foi disponibilizado nas plataformas de streaming.

"O Vento e o Tempo"

"Porta Retrato"

"A Flor da Pele"

.: #VivoLendo: “A Noite do Futuro”, de Murilo Alonso de Oliveira


Por 
Vieira Vivo, escritor e ativista cultural.

... percebi que a grande noite havia chegado.

Segunda metade do Século XXI, o planeta assiste horrorizado a grande catástrofe denominada “tomada” ou a elevação acentuada do nível do mar sobre extensas regiões do globo terrestre. Cidades inteiras e suas populações submergem diante das avalanches aquáticas e das alterações climáticas e o que resta da  humanidade passa a sobreviver num círculo restrito à pesca, caça, trabalhos braçais e pequenos comércios alojados em  casebres incrustados nos povoamentos construídos nos picos mais altos dos morros, fora do alcance das águas. 

Essa inquietante ficção distópica nos alerta de forma direta e oportuna sobre como os rumos de uma civilização consumista e poluidora poderão resultar em uma involução de nossa sociedade. O livro “A Noite do Futuro” de Murilo Alonso de Oliveira, publicado pela Editora Costelas Felinas, retrata a cidade de Santos submersa, com a pequena população sobrevivente isolada e totalmente desassistida por um governo federal omisso, distante e centralizado. As escolas presenciais desaparecem e os estudos são conduzidos através de intra-redes em pequenos aparelhos eletrônicos e o assistencialismo social é protagonizado apenas pelas pequenas igrejas evangélicas. A comunicação entre as ilhas remanescentes é feita através de rústicas embarcações denominadas “navegáveis”, construídas de lona, cordas e garrafas plásticas. 

Neste cenário ingrato, o autor desenvolve a lida diária dos personagens litorâneos, suas angústias, carências e convivência familiar. A resignação coletiva diante da realidade potencialmente avassaladora nos remete a situações encontradas em outros textos em que Santos e seus habitantes são cruamente retratados, tais como Plínio Marcos, Afonso Schmidit e a prosa de Vicente de Carvalho. Um livro merecedor de maior visibilidade pelo conteúdo, pela estrutura e pela complexidade narrativa e, ainda, nos deixa perplexos quanto ao que poderá advir após a última página.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

.: Manual Crônico, de Thiago Sobral: Crime hediondo


Se é crime, me submeterei ao julgamento, ouvirei a sentença, aceitarei a condenação.

Thiago Sobral é escritor. Também publica semanalmente no site Minha Arca Literária e no Instagram @thiago.sobral_.


Há pecados, pecadinhos, pecadões. Há crimes e crimes, diriam os relativistas. Pecado é sempre pecado, ressoa até hoje minha grudenta herança católica. Suporta-se mais ou menos o crime alheio conforme ele diz algo sobre nós. Disso decorre a absolvição ou sentença do réu.

Cometo crimes há muito tempo. O primeiro foi nascer, diz a Palavra. A mancha original, herdada do primeiro homem, firmou-se em mim até o meu batismo, coisa que ocorreu quase dois anos depois que fui parido. Três jorros de água em minha careca infante, em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo, amém, apagaram o pecado. Os banhos de mamãe, ainda que diários, não foram suficientes, tadinha.

Também cometi outros crimes mais ou menos dignos ou indignos, que talvez causem identificação no leitor. Já furei sinal vermelho, dormi sem escovar os dentes ou tomar banho, bebi água na boca da garrafa, furei fila, ouvi conversa alheia, etc., etc. Já até fui parar na delegacia. Mas há um crime do qual tenho muita vergonha (fazer faxina no nariz enquanto, no carro, espero o sinal abrir). Juro que é só de vez em quando, por isso não vou contar nunca, mas o amigo deve saber qual é.

Espero, de coração, que eu não seja o único pecador e criminoso deste século. Houve uma época em que tinha certeza da existência de outros… Havia gente que assassinava o semelhante, desviava dinheiro público, roubava o pertence alheio, difamava o irmão e tantas outras coisas. Crimes e pecados para todos os gostos e métodos. A depender da empatia dos demais, a sentença era dura ou branda — ou nem existia. Não sei se hoje ainda existem tais criminosos e seus pecados…

O fato é que o crime praticado nem sempre é transgressão. Pode ser um mero ato de sobrevivência, um protesto, uma subversão. A depender de quem o comete, a depender dos olhos que assistem, da cabeça que julga e da mão que condena, a condescendência, muita vez, é generosa, e deixamos passar. Afinal, um pecadinho a mais não deixará o inferno superlotado, e no céu há sempre espaço para mais um ladrão arrependido.

Há um pecado, porém, que não pode ser cometido nunca. Para ele não há perdão. É o maior e mais ofensivo que se pode praticar. Um verdadeiro crime hediondo, diz a minha experiência. E, para mim, não há saída, pois o cometo frequentemente. Dele não consigo me livrar. É um vício: habita minha alma, corre nas minhas veias e domina minhas sinapses cerebrais. Sempre que o cometo, recebo olhares atravessados, reações de espanto, caretas de repulsa. Pessoas que não estão presentes me enviam mensagens de advertência, julgamento e condenação, preocupadas com minha sanidade mental.

Devo deixar claro que, apesar de hediondo, esse crime não me incomoda. Minha alma, ainda que batizada, já está condenada a ele. Cometo-o sem peso na consciência, antes, muito consciente da culpa e do dolo. Desconfio que a repulsa por esse crime diga mais sobre os outros do que sobre mim. Por isso, aviso a todos, grito a plenos pulmões: VOU CONTINUAR COMETENDO ESTE CRIME, DOA A QUEM DOER. E f*d@-53.

Mas que crime é esse, meu patrão? Confesso que é grave, gravíssimo, diria José Dias. O crime, caro leitor, é ler na praia. Algumas páginas bobas, um livrinho qualquer, nada demais. Não consigo agir de outro modo. Sou um praticante inveterado dessa tipologia criminal, mas o povo não se acostuma. Insiste em me julgar, em querer condenar. Ficam abismados com o fato de eu não aproveitar a praia com outras coisas, enquanto estou nela. Não dão conta de tamanha ofensa.

Paciência, Iracema, paciência…, diria Adoniran. Se ler na praia é pecado, morrerei pecando. Se é crime, me submeterei ao julgamento, ouvirei a sentença, aceitarei a condenação.

Factum est.

.: Crítica: "Pânico 7" é retorno triunfal de Sidney Prescott e do temível Ghostface

Por: Mary Ellen Farias dos Santos, editora e criadora do Resenhando.com

Em fevereiro de 2025


"Pânico 7" vai muito além do que qualquer fã de terror poderia esperar, ainda que tenha enfrentado diversos problemas, implicando em ausências. Nas mãos de Kevin Williamson, o roteirista criador original da franquia, assumindo a direção, sendo um estreante num longa da série, a sétima produção é marcada pelo aguardado retorno de Sidney Prescott (Neve Campbell, "Jovens Bruxas"), a "final girl" do temível, indestrutível e múltiplo Ghostface que carrega sempre uma faca pronta para entrar em ação.

Nas primeiras imagens, puro saudosismo na telona Cineflix Cinemas quando a casa que foi cenário de tantas mortes recebe uma casal pronto para vivenciar o mesmo que Sidney. Marcações de corpos no chão, cartazes da franquia fictícia "Stab", elemento importante para fazer a trama acontecer mais uma vez e até um Ghostface (ou Pânico, se preferir chamá-lo assim) eletrônico, com sensor assusta. Contudo, a simulação avança um nível quando a morte, de fato, espreita o casal.

O terror da franquia marca presença em "Pânico 7", novamente no seu estado mais bruto e assombroso em mortes de fazer cair o queixo. Cada enquadramento transpira a essência dos longas de terror dos anos 90 e trazem uma Sidney ainda mais ativa, embora o alvo seja a filha mais velha dela. No longa há espaço para discutir o formato dos longas do gênero, assim como as máximas da franquia de ser alguém próximo e de ser mais de um assassino. Até mesmo Jamie Lee Curtis é citada por "Haloween".

Assim, a mãe guerreira, mesmo vivendo em uma cidade tranquila em Indiana, precisa proteger a filha Tatum Evans, interpretada por Isabel May. Afinal, o assassino em série, escondido nas vestimentas de Ghostface, quer vê-la sofrer. Com direito a IA e muita modernidade, a trama fica impecável "ressuscitando" um dos assassinos do primeiro longa. Há ainda o retorno de Courteney Cox (Gale Weathers), Joel McHale e Jasmin Savoy Brown, mas, traz de quebra, aparições de Scott Foley, o irmão de Sidney e David Arquette, o policial Dewey. 

Citando brevemente os eventos passados com Sam (Melissa Barrera) e Tara (Jenna Ortega), protagonistas dos dois filmes anteriores, "Pânico 7" resgata a essência de "Pânico", o que foi a melhor escolha para reviver uma franquia importante e que gerou uma série também maravilhosa, "Scream", há pouco mais de 10 anos. O retorno para as mãos de seu criador, chega a remeter o que aconteceu com o brinquedo assassino, "Chucky", mas na série. É a essência em seu estado puro num mundo moderno. Filmaço imperdível! 

A equipe Resenhando.com assiste aos filmes em Santos, no primeiro andar do Miramar ShoppingPara acompanhar as novidades da Cineflix mais perto de você, acesse a programação completa da sua cidade no app ou site a partir deste link. No litoral de São Paulo, as estreias dos filmes acontecem no Cineflix Santos, que fica no Miramar Shopping, à rua Euclides da Cunha, 21, no Gonzaga. Consulta de programação e compra de ingressos neste link: https://vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SAN

"Pânico 7". (Scream 7). Direção: Kevin Williamson. Sinopse: Com Sidney Prescott (Neve Campbell) de volta ao centro da história. Agora vivendo uma vida pacata com sua família, ela se torna novamente o alvo de um novo Ghostface, mas desta vez o perigo é mais pessoal, pois sua filha, Tatum Evans (Isabel May), é o alvo principal. Elenco: Neve Campbell retorna como Sidney Prescott. Courteney Cox reprisa seu papel como Gale Weathers. Isabel May interpreta a filha de Sidney. Patrick Dempsey (rumorado) e Joel McHale aparecem no elenco, com McHale interpretando o marido de Sidney.  Duração: 1 hora e 55 minutos.


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Hoje, 26 de fevereiro, a unidade Cineflix Cinemas de Santos, localizada no Shopping Miramar, apresenta sete estreias: "Pânico 7""Sirât""A História do Som""Arco""É Tempo de Amoras""Epic: Elvis Presley in Concert" e "O Caso dos Estrangeiros". Já sábado e domingo vai exibir antecipadamente a nova animação Disney "Cara de Um, Focinho de Outro".

A Cineflix Santos segue com a exibição do Ghibli Fest, parte 2, como animações japonesas de sucesso como por exemplo, "A Viagem de Chihiro""Meu Amigo Totoro""O Castelo Animado" e "O Serviço de Entregas da Kiki", além do romance arrebatador "O Morro dos Ventos Uivantes" e a animação "Um Cabra Bom de Bola". Compre antecipadamente os ingressos aquihttps://vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SAN.

Estão disponíveis para venda os baldes colecionáveis, de "Bob Esponja: Em Busca da Calça Quadrada"A unidade de Cinemas Cineflix Santos, fica no Miramar Shopping, à rua Euclides da Cunha, 21, no Gonzaga.

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