sábado, 4 de julho de 2026

.: 11 motivos para assistir o emocionante musical "Diana - A Princesa do Povo"

Elenco de "Diana - A Princesa do Povo": Sara Sarres, Claudio Lins, Simone Centurione e Giselle de Prattes. Imagem: Sergio Baia


Por: Mary Ellen Farias dos Santos, editora do Resenhando.com

Em julho de 2026


O aclamado espetáculo musical da Broadway, "Diana - A Princesa do Povo", em cartaz nos palcos brasileiros pela primeira vez, encerra a temporada oficial em São Paulo neste fim de semana, com as últimas sessões em cartaz no Teatro Liberdade. Para que você não perca a montagem impecável sobre a intensa e emocionante trajetória da britânica Lady Di, nós do Resenhando.com elencamos 11 motivos para assistir a produção da Estamos Aqui Produções com direção de Tadeu Aguiar. Programe-se e divirta-se!


1. Retorno triunfal de Sara Sarres: A aclamada soprano, um dos maiores nomes do teatro musical brasileiro (com carreira internacional em produções como "O Fantasma da Ópera", "Os Miseráveis", "Annie, o Musical"), retorna ao Brasil após um hiato de 5 anos para viver o papel-título.

2. Elenco de peso: Ao lado de Sara, a montagem tem grandes estrelas dos palcos brasileiros no elenco, incluindo Claudio Lins no papel do Príncipe Charles, Simone Centurione interpretando a Rainha Elizabeth II e Giselle de Prattes como Camilla Parker Bowles.

3. Versão brasileira "não-réplica": Com liberdade criativa, a direção de Tadeu Aguiar adaptou a obra original da Broadway para a nossa realidade emocional, dando maior profundidade e camadas à narrativa, tornando-a mais próxima e empática para o público nacional.

4. Figurinos deslumbrantes: O espetáculo é um verdadeiro desfile de moda. São mais de 250 figurinos construídos com cerca de 1,5 km de tecidos, recriando fielmente os looks icônicos da Lady Di — incluindo o famoso e ousado "vestido da vingança" e até mesmo o vestido de noiva.

5. Cenografia grandiosa e iluminação de encher os olhos: A montagem conta com dezenas de cenários móveis luxuosos, além de mais de 2.000 pontos de fibra ótica criando diante do público um céu estrelado e lustres monumentais que descem em cena, criando uma atmosfera mágica e imersiva.

6. Coreografias e números musicais: Com direção musical de Thalyson Rodrigues e coreografias de Sueli Guerra, a peça equilibra momentos de forte tensão dramática com coreografias energéticas e memoráveis.

7. Foco no legado humanitário: Longe de ser apenas um drama sobre a realeza, a peça homenageia a força de Diana em causas sociais, como a luta pioneira ao lado de pacientes com o vírus HIV.

8. Trilha sonora tocante: As canções originais foram traduzidas e adaptadas com maestria para a língua portuguesa, emocionado o público com a força das letras e melodias.

9. A mulher por trás da coroa: O texto permite enxergar a complexidade, transformando sofrimento em voz e empatia, assim como as dores e as inseguranças da jovem que tentou viver uma história de amor e acabou no centro dos holofotes mundiais, 

10. Acessibilidade garantida: Pensada para ser "de todos e para todos", a produção oferece recursos como roteiros em Braille, programa em áudio, abafadores de ruído e sessões com tradução simultânea em Libras.

11. Temporada curta na reta final: A temporada em São Paulo é curtíssima e se despede definitivamente dos palcos brasileiros em 5 de julho de 2026.

Serviço

Espetáculo "Diana - A Princesa do Povo"
Local: Teatro Liberdade
Rua São Joaquim, 129 - Liberdade | São Paulo
Temporada até dia 5 de julho de 2026
Sessões: Sextas às 20h00, Sábado às 16h00 e 20h30. Domingos às 15h00 e às 19h30

Ingressos
Plateia Premium 
Sexta-feira, sábado e 1ª sessão de domingo - R$340,00 (Inteira) | R$170,00 (Meia)
Quinta-feira e 2ª sessão de domingo - R$ 280,00 | R$140,00 (Meia)

Plateia 
Sexta-feira, sábado e primeira sessão de domingo - R$250,00 (Inteira) | R$125,00 (Meia)
Quinta-feira e segunda sessão de domingo - R$ 190,00 | R$85,00 (Meia)
Balcão Visão Parcial - R$120,00 (Inteira) | R$60,00 (Meia)
Balcão A - R$170,00 (Inteira) | R$85,00 (Meia)
Balcão B: R$50,00 (Inteira) | R$25,00 (Meia)
Vendas: Site Sympla (https://bileto.sympla.com.br/event/114505) ou Bilheteria local
Gênero: musical
Duração: 150 minutos (com intervalo)
Classificação: 12 anos

Descontos
*Desconto 35%: Obtenha 35% de desconto no ingresso inteiro ao preencher o formulário durante o processo de compra.
Para comprar mais de um ingresso nessa modalidade, basta preencher um formulário por ingresso conforme será solicitado. Desconto disponível para todos os públicos.
*Clientes Glesp: têm 25% de desconto nos ingressos inteiros mediante a aplicação do cupom, limitado a 4 ingressos por cupom. Válido para todos os setores.
*Crianças até 24 meses não pagam entrada e ficam no colo dos responsáveis durante a apresentação. A partir de 02 anos e 1 dia, a criança paga meia-entrada mediante apresentação da carteira de identidade ou certidão de nascimento.

Ingressos
Internet (com taxa de conveniência):
Bilheteria física (sem taxa de conveniência):
Horário de funcionamento de bilheteria:
Atendimento presencial: de terça à sábado das 13h00 às 19h00. Domingos e feriados apenas em dias de espetáculos até o início da apresentação.

Acessibilidade
Deficientes físicos: teatros adequados às normas de acessibilidade, contendo elevador, corrimão, espaço para cadeirantes e acompanhantes, banheiros adaptados.
Deficientes auditivos – Agenda de apresentações com tradução em libras (em construção)
Deficientes visuais - Previsão de que, quando solicitada, a produção disponibilize texto da peça em Braile e resumo descritivo do espetáculo em Braille e em áudio (para cidadãos devidamente identificados)
Deficientes intelectuais – Quatro (quatro) assentos posicionados em local de fácil mobilidade para este público, proporcionando conforto caso haja necessidade de se retirar durante a sessão e, ainda, previsão de que, quando solicitada, a produção disponibilize abafadores de ruído (para cidadãos devidamente identificados)
Este espetáculo contém Luz Estroboscópica (flashes de luz intensa). Este efeito visual é contraindicado para pessoas com epilepsia, sensibilidade à luz ou autismo. Aconselhamos cautela.


* Mary Ellen é editora do site cultural www.resenhando.com, jornalista, professora e roteirista, além de criadora do photonovelas.blogspot.com. Twitter:@maryellenfsm 



Leia +

.: MIS realiza mostra de filmes pelos 75 anos da atriz Anjelica Huston


Entre os dias 7 e 12 de julho, serão exibidos dez títulos com a artista, com ingressos a partir de R$ 3,00

Na próxima quarta-feira, dia 8 de julho, a atriz Anjelica Huston completa 75 anos e o MIS - Museu da imagem e do Som de São Paulo, como parte de sua programação especial de férias, organiza uma mostra dedicada à sua carreira cinematográfica, exibindo dez filmes com a artista entre os dias 07 e 12 de julho, com ingressos entre R$ 3,00 (meia) e R$ 6,00 (inteira). O diretor geral do MIS e cineasta André Sturm assina a curadoria, que traz títulos com uma potente presença da atriz nas telas, sob direções memoráveis de nomes como Woody Allen, Francis Ford Coppola, Wes Anderson e o próprio pai da atriz, John Huston. A curadoria inclui ainda o longa “Agnes Browne: o despertar de uma vida”, dirigido, produzido e protagonizado pela própria Anjelica. 

Entre os destaques da mostra, estão “A Honra do Poderoso Prizzi”, que lhe rendeu um Oscar de Atriz Coadjuvante, atuando ao lado de Jack Nicholson; “Os Vivos e os Mortos”, último filme de John Huston, baseado no conto “The Death”, de James Joyce; “As Brumas de Avalon”, telefilme que conta a história do lendário Rei Arthur do ponto de vista das mulheres que o rodeavam; e “Os Excêntricos Tenenbaums”, primeira colaboração da atriz com o diretor texano Wes Anderson, algo que se repetiria mais cinco vezes em suas carreiras. 

“A Anjelica Huston vem de uma família tradicional de cinema. Seu pai e seu avô foram diretores grandiosos em suas épocas. Isso poderia deixá-la bem acomodada, mas não. Ela sempre soube escolher muito bem em que projetos estaria e colecionou vários filmes de excelência na carreira”, comenta o curador André Sturm. “Ela não foi para aquela prateleira de ‘leading lady’ hollywoodiana clássica, sua atuação sempre foi muito magnética e potente, dividindo protagonismo e mesmo coadjuvando com muito brilhantismo. Além disso, sempre foi, desde jovem, uma mulher muito elegante, muito sofisticada, sem pedantismo, com muita presença na tela”


Programação | Mostra Anjelica Huston 75 Anos

7 de julho, terça-feira
15h00 | Auditório MIS
"Os Vivos e os Mortos" ("The Dead", dir
eção John Huston, 1987, EUA, Reino Unido/Alemanha, 83 minutos, livre)
Durante uma tradicional reunião familiar do Dia de Reis, em Dublin, conversas, músicas e recordações ocupam o centro da noite. Aos poucos, pequenas revelações e memórias do passado alteram a percepção que os personagens têm de si mesmos e dos outros. 

17h00 | Auditório MIS
"Jardins de Pedra" ("Gardens of Stone", direção Francis Ford Coppola, 1987, EUA, 111 minutos, 14 anos) 
Em plena Guerra do Vietnã, um sargento veterano do exército americano trabalha na unidade responsável pelos funerais militares. Impedido de acompanhar os jovens soldados enviados ao front, ele tenta orientá-los e protegê-los antes da partida. Paralelamente, desenvolve uma relação afetiva com uma jornalista idealista. 

20h00 | Auditório MIS
"A Honra do Poderoso Prizzi" ("Prizzi's Honor", direção John Huston, 1985, EUA, 130 minutos, 12 anos) 
Charley Partanna é um assassino profissional leal à poderosa família mafiosa Prizzi, de Nova York. Durante um casamento, ele se apaixona por Irene Walker, sem saber que ela também trabalha como matadora de aluguel. O romance entre os dois rapidamente se mistura aos interesses e às traições do crime organizado. 


8 de julho, quarta-feira
15h | Auditório MIS
"As Brumas de Avalon" ("The Mists of Avalon", dir
eção Uli Edel, 2001, Alemanha/Rep. Tcheca/EUA, 183 minutos, 14 anos)
Em uma Bretanha dividida entre antigas tradições pagãs e o avanço do cristianismo, Morgana é criada na ilha de Avalon sob a orientação das sacerdotisas da religião ancestral. Enquanto o jovem Arthur ascende ao trono, as mulheres ao seu redor procuram influenciar os rumos do reino e preservar o equilíbrio político e espiritual da região. Ao longo dos anos, alianças, rivalidades e deveres familiares moldam o destino dos personagens. 

18h00 | Auditório MIS
"Crimes e Pecados" ("Crimes and Misdemeanors", dir
eção Woody Allen, 1989, EUA, 104 minutos, 14 anos)
Um respeitado oftalmologista tem a vida mergulhada em uma crise quando sua amante ameaça revelar seu relacionamento extraconjugal à sua esposa. Paralelamente, um documentarista tenta concluir um filme enquanto enfrenta dificuldades profissionais e conjugais. As trajetórias dos dois homens se desenvolvem em paralelo, e, conforme suas escolhas produzem consequências inesperadas, ambos são obrigados a confrontar os próprios valores e responsabilidades. 

20h00 | Auditório MIS
"Inimigos: Uma História de Amor" ("Enemies, a Love Story", dir
eção Paul Mazursky, 1989, EUA, 119 minutos, 14 anos)
Na Nova York do pós-guerra, um sobrevivente do Holocausto vive com a mulher polonesa que o ajudou a sobreviver durante a ocupação nazista. Ao mesmo tempo, mantém um relacionamento secreto com outra sobrevivente da guerra. Sua vida se complica ainda mais quando sua primeira esposa, que ele acreditava ter morrido durante o conflito, reaparece inesperadamente. Ele tenta conciliar as três relações e as consequências de suas escolhas. 


9 de julho, quinta-feira 
15h00 | Auditório MIS
"Os Imorais" ("The Grifters", direção Stephen Frears, 1990, EUA, 110 minutos, 16 anos) 
Um pequeno golpista vive aplicando fraudes de baixo risco. Após ser espancado durante uma tentativa de golpe, ele acaba sob os cuidados da mãe, uma operadora experiente no mundo das apostas e trapaças. Ao mesmo tempo, mantém um relacionamento com uma mulher que também vive de golpes e enganos. À medida que as três trajetórias se cruzam, surgem disputas de interesse, desconfiança e manipulação entre eles. 

16h00 | Auditório LABMIS
"Agnes Browne - O Despertar de Uma Vida"
 ("Agnes Browne", direção Anjelica Huston, 1999, Irlanda/EUA, 92 minutos, 14 anos) 
Em Dublin, em 1967, Agnes Browne precisa reorganizar sua vida após a morte repentina do marido. Com sete filhos para criar, ela enfrenta dificuldades financeiras e passa a vender frutas e verduras em um mercado de rua. No cotidiano, ela conta com o apoio constante de sua melhor amiga, com quem divide os desafios e pequenas alegrias do dia a dia. Aos poucos, Agnes também lida com novas possibilidades de relacionamento e com a tentativa de reconstruir sua estabilidade familiar. 

17h00 | Auditório MIS
"Os Vivos e os Mortos" ("The Dead", direção John Huston, 1987, EUA, Reino Unido/Alemanha, 83 minutos, livre)
Durante uma tradicional reunião familiar do Dia de Reis, em Dublin, conversas, músicas e recordações ocupam o centro da noite. Aos poucos, pequenas revelações e memórias do passado alteram a percepção que os personagens têm de si mesmos e dos outros. 

18h00 | Auditório Labmis
"A Honra do Poderoso Prizzi" ("Prizzi's Honor", direção John Huston, 1985, EUA, 130 minutos, 12 anos) 
Charley Partanna é um assassino profissional leal à poderosa família mafiosa Prizzi, de Nova York. Durante um casamento, ele se apaixona por Irene Walker, sem saber que ela também trabalha como matadora de aluguel. O romance entre os dois rapidamente se mistura aos interesses e às traições do crime organizado.  

19h00 | Auditório MIS
"Os Excêntricos Tenenbaums" ("The Royal Tenenbaums", direção Wes Anderson, 2001, EUA, 110 min, 14 anos) 
Royal Tenenbaum se afasta da família após anos de convivência conturbada com sua esposa e seus três filhos prodígios. Anos depois, ele retorna à casa da família afirmando estar doente, tentando reaproximar-se dos filhos já adultos, cada um lidando com suas próprias frustrações e trajetórias interrompidas. A convivência forçada faz com que antigas tensões e ressentimentos venham à tona, fazendo-os confrontar o passado e suas relações.


10 de julho, sexta-feira
15h00 | Auditório MIS
 
"Os Excêntricos Tenenbaums" ("The Royal Tenenbaums", direção Wes Anderson, 2001, EUA, 110 min, 14 anos) 
Royal Tenenbaum se afasta da família após anos de convivência conturbada com sua esposa e seus três filhos prodígios. Anos depois, ele retorna à casa da família afirmando estar doente, tentando reaproximar-se dos filhos já adultos, cada um lidando com suas próprias frustrações e trajetórias interrompidas. A convivência forçada faz com que antigas tensões e ressentimentos venham à tona, fazendo-os confrontar o passado e suas relações.


17h00 | Auditório MIS 
"Agnes Browne - O Despertar de Uma Vida"
 ("Agnes Browne", direção Anjelica Huston, 1999, Irlanda/EUA, 92 minutos, 14 anos) 
Em Dublin, em 1967, Agnes Browne precisa reorganizar sua vida após a morte repentina do marido. Com sete filhos para criar, ela enfrenta dificuldades financeiras e passa a vender frutas e verduras em um mercado de rua. No cotidiano, ela conta com o apoio constante de sua melhor amiga, com quem divide os desafios e pequenas alegrias do dia a dia. Aos poucos, Agnes também lida com novas possibilidades de relacionamento e com a tentativa de reconstruir sua estabilidade familiar. 


19h00 | Auditório MIS
"Um Misterioso Assassinato em Manhattan" ("Manhattan Murder Mystery", direção Woody Allen, 1993, EUA, 104 min, 12 anos) 
Carol começa a suspeitar que seu vizinho possa ter assassinado a própria esposa após a morte repentina da mulher. Enquanto seu marido considera a hipótese absurda, ela decide investigar o caso por conta própria. À medida que surgem comportamentos e acontecimentos cada vez mais estranhos, o casal passa a seguir pistas e observar os movimentos do suspeito. A investigação amadora acaba envolvendo amigos, desencontros e uma série de situações inesperadas em diferentes pontos de Manhattan. 


11 de julho, sábado
15h00 | Auditório MIS

"Inimigos: Uma História de Amor" ("Enemies, a Love Story", direção Paul Mazursky, 1989, EUA, 119 minutos, 14 anos)
Na Nova York do pós-guerra, um sobrevivente do Holocausto vive com a mulher polonesa que o ajudou a sobreviver durante a ocupação nazista. Ao mesmo tempo, mantém um relacionamento secreto com outra sobrevivente da guerra. Sua vida se complica ainda mais quando sua primeira esposa, que ele acreditava ter morrido durante o conflito, reaparece inesperadamente. Ele tenta conciliar as três relações e as consequências de suas escolhas. 


16h00 | Auditório LABMIS

"Crimes e Pecados" ("Crimes and Misdemeanors", direção Woody Allen, 1989, EUA, 104 minutos, 14 anos)
Um respeitado oftalmologista tem a vida mergulhada em uma crise quando sua amante ameaça revelar seu relacionamento extraconjugal à sua esposa. Paralelamente, um documentarista tenta concluir um filme enquanto enfrenta dificuldades profissionais e conjugais. As trajetórias dos dois homens se desenvolvem em paralelo, e, conforme suas escolhas produzem consequências inesperadas, ambos são obrigados a confrontar os próprios valores e responsabilidades. 


17h00 | Auditório MIS 
"Um Misterioso Assassinato em Manhattan" ("Manhattan Murder Mystery", dir
eção Woody Allen, 1993, EUA, 104 min, 12 anos) 
Carol começa a suspeitar que seu vizinho possa ter assassinado a própria esposa após a morte repentina da mulher. Enquanto seu marido considera a hipótese absurda, ela decide investigar o caso por conta própria. À medida que surgem comportamentos e acontecimentos cada vez mais estranhos, o casal passa a seguir pistas e observar os movimentos do suspeito. A investigação amadora acaba envolvendo amigos, desencontros e uma série de situações inesperadas em diferentes pontos de Manhattan. 


18h00 | Auditório Labmis 
"Jardins de Pedra" ("Gardens of Stone", direção Francis Ford Coppola, 1987, EUA, 111 minutos, 14 anos) 
Em plena Guerra do Vietnã, um sargento veterano do exército americano trabalha na unidade responsável pelos funerais militares. Impedido de acompanhar os jovens soldados enviados ao front, ele tenta orientá-los e protegê-los antes da partida. Paralelamente, desenvolve uma relação afetiva com uma jornalista idealista. 


19h00 | Auditório MIS 
"Os Imorais" ("The Grifters", direção Stephen Frears, 1990, EUA, 110 minutos, 16 anos) 
Um pequeno golpista vive aplicando fraudes de baixo risco. Após ser espancado durante uma tentativa de golpe, ele acaba sob os cuidados da mãe, uma operadora experiente no mundo das apostas e trapaças. Ao mesmo tempo, mantém um relacionamento com uma mulher que também vive de golpes e enganos. À medida que as três trajetórias se cruzam, surgem disputas de interesse, desconfiança e manipulação entre eles. 


12 de julho, domingo
15h00 | Auditório Labmis 

"Os Excêntricos Tenenbaums" ("The Royal Tenenbaums", direção Wes Anderson, 2001, EUA, 110 min, 14 anos) 
Royal Tenenbaum se afasta da família após anos de convivência conturbada com sua esposa e seus três filhos prodígios. Anos depois, ele retorna à casa da família afirmando estar doente, tentando reaproximar-se dos filhos já adultos, cada um lidando com suas próprias frustrações e trajetórias interrompidas. A convivência forçada faz com que antigas tensões e ressentimentos venham à tona, fazendo-os confrontar o passado e suas relações.


17h00 | Auditório Labmis
 
"As Brumas de Avalon" ("The Mists of Avalon", direção Uli Edel, 2001, Alemanha/Rep. Tcheca/EUA, 183 minutos, 14 anos)
Em uma Bretanha dividida entre antigas tradições pagãs e o avanço do cristianismo, Morgana é criada na ilha de Avalon sob a orientação das sacerdotisas da religião ancestral. Enquanto o jovem Arthur ascende ao trono, as mulheres ao seu redor procuram influenciar os rumos do reino e preservar o equilíbrio político e espiritual da região. Ao longo dos anos, alianças, rivalidades e deveres familiares moldam o destino dos personagens. 

Serviço | Mostra Anjelica Huston 75 Anos
De 7 a 12 de julho de 2026
Auditório MIS e Auditório LABMIS
Ingresso: R$ 6,00 (inteira) e R$ 3,00 (meia). Ingressos à venda na plataforma Megapass e na bilheteria física do MIS
Classificação: de acordo com cada filme

A programação é uma realização do Ministério da Cultura, Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas de São Paulo, e Museu da Imagem e do Som, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, ProAC e Promac. O MIS tem patrocínio institucional da Livelo, Vivo, Goldman Sachs, Ituran e Goodstorage e apoio institucional das empresas Delboni, EAÍ?! Marketing, Unisys, Volkswagen Caminhões e Ônibus, Unipar, Campari, Colégio Albert Sabin, PWC, Telium, Kaspersky, Gabriel e Play Audiovisual.

.: Madonna retorna às pistas com o aguardado “Confessions II”


Ícone pop revisita o universo de Confessions on a Dance Floor em novo álbum com participações de Sabrina Carpenter, Feid, Martin Garrix, Stromae e Lola Leon; projeto já está disponível. Foto: Rafael Pavarotti 


"As pessoas acham que a música eletrônica é superficial, mas estão completamente enganadas. A pista de dança não é apenas um lugar, é um portal. Um espaço ritualístico, onde o movimento substitui a linguagem", afirma a cantora Madonna ao comprovar que a pista de dança está mais viva do que nunca. O aguardado novo álbum dela, “Confessions II”, já está disponível pela Warner Records, com distribuição nacional da Warner Music Brasil. O projeto também ganha vinil em edição limitada, merchandising oficial e outros produtos exclusivos.

Ao reencontrar o produtor Stuart Price, Madonna inaugura um novo capítulo do universo revolucionário criado em “Confessions on a Dance Floor”, álbum de 2005 e vencedor do Grammy®. Ao longo das 16 faixas mixadas de forma contínua que compõem “Confessions II”, a artista mergulha em temas como amor, trauma, perda e cura. O trabalho reafirma sua convicção de que a música eletrônica vai muito além do entretenimento: a pista de dança é um espaço de refúgio, conexão, liberdade e sobrevivência — um lugar capaz de salvar quem se entrega a ela. Na primavera do hemisfério norte, Madonna apresentou uma prévia com o single “I Feel So Free”, que alcançou o primeiro lugar na parada Billboard Dance Airplay. Ela também estreou “Bring Your Love”, parceria com Sabrina Carpenter, durante sua apresentação no Coachella, celebrando os 20 anos de sua estreia no festival. A faixa alcançou o topo da UK Club Chart.

O álbum conta com a participação de sua filha, Lola Leon, na emocionante “The Test”, composta pelas duas e marcada por versos profundamente pessoais que refletem o processo de cura e a evolução da relação entre mãe e filha. Madonna também une forças pela primeira vez ao DJ e produtor holandês Martin Garrix em “Bizzare”, faixa que explora as complexidades do amor. Já o artista belga Stromae imprime seu estilo inconfundível à sedutora “My Sins Are My Savior”. Andrew Watt e Cirkut também assinam a produção, ao lado de Stuart Price, de “Danceteria” e “L.E.S. Girl”, músicas que revisitam os primeiros anos de Madonna em Nova York, homenageando o lendário clube, as amizades que marcaram sua trajetória e a vida singular que somente ela poderia retratar.

Recentemente, foi anunciado que Madonna será uma das atrações principais do primeiro show do intervalo da história da final da FIFA World Cup 26™, que acontece em 19 de julho, no New York New Jersey Stadium. Com uma audiência global estimada em mais de 1,5 bilhão de espectadores, a apresentação promete marcar um dos momentos culturais mais importantes do evento. A faixa “Read My Lips”, de “Confessions II”, com participação do cantor colombiano Feid, tornou-se um dos hinos do torneio.

No mês passado, Madonna apresentou “Confessions II – The Film” durante a 25ª edição do Tribeca Film Festival. Dirigido por Torso, o filme oferece uma experiência cinematográfica imersiva que dá vida às seis primeiras faixas do álbum por meio de uma narrativa visual ousada, que rompe as fronteiras entre música, cinema e performance. A produção foi recebida com entusiasmo pela crítica especializada. 

Na noite anterior, Madonna surpreendeu o público com uma apresentação inesquecível na Times Square, em Nova York. Anunciado apenas 30 minutos antes do início, o show reuniu cerca de 50 mil pessoas, que acompanharam pela primeira vez, ao vivo, músicas de “Confessions II”, além de sucessos de “Confessions on a Dance Floor”. O evento transformou o coração de Manhattan em uma enorme pista de dança e foi transmitido ao vivo, com exclusividade, pelo Grindr. 

.: Justin Bieber lança “Swag Live From Coachella (Weekend II)”


Transmissões oficiais no YouTube dos shows de Justin Bieber como headliner do Coachella nos finais de semana 1 e 2 também já podem ser conferidas. Foto: Amber Asaly
 
 
Após o lançamento surpresa, na última sexta-feira, de “Swag Live From Coachella (Weekend I)”, seu primeiro álbum ao vivo, Justin Bieber mantém o ritmo com a chegada de um segundo registro ao vivo, “Swag Live From Coachella (Weekend II)”. A gravação continua documentando as históricas apresentações de Justin como headliner do Coachella Valley Music and Arts Festival, realizadas em abril deste ano, desta vez destacando os principais momentos de seu show no segundo fim de semana do festival.

A segunda apresentação de Justin como atração principal foi amplamente elogiada pela crítica, com muitos veículos destacando que o artista conseguiu superar uma estreia que já havia sido considerada um sucesso. A Variety escreveu que "Justin Bieber trouxe a artilharia pesada durante seu show como headliner no segundo fim de semana do Coachella", enquanto a Billboard descreveu a apresentação como "um espetáculo repleto de estrelas".

Os críticos também ressaltaram a confiança ainda maior de Bieber no palco, observando que ele "conseguiu superar a si mesmo ao assumir o palco com confiança". O USA Today destacou que "às vezes os headliners não fazem muito diferente no segundo fim de semana, mas Bieber realmente entregou uma performance excepcional", elogiando a expansão da produção e a execução do espetáculo. Outros veículos reforçaram essa avaliação, afirmando que "Justin Bieber elevou o nível de seu show no segundo fim de semana do Coachella com um repertório ampliado e participações surpresa", enquanto a Consequence classificou a apresentação como "muito mais bem ensaiada" e elogiou seus "momentos surpresa cheios de emoção".

“Swag Live From Coachella (Weekend II)” conta com participações especiais de Sexyy Red, Dijon e SZA. Além dos novos álbuns ao vivo, os fãs agora podem reviver, pela primeira vez no YouTube, as apresentações completas de Justin como headliner nos dois finais de semana do Coachella. Disponibilizados exatamente como foram transmitidos durante o festival, os vídeos oficiais incluem imagens exclusivas preservadas nos arquivos da produção. O segundo fim de semana tornou-se ainda mais memorável com as participações especiais de Big Sean e Billie Eilish, acrescentando mais uma camada inesquecível a essa apresentação histórica.

Após o lançamento de “Swag Live From Coachella (Weekend I)”, a The Fader celebrou o momento ao declarar: "Finalmente, a Bieberchella está de volta." Juntos, os álbuns ao vivo e os vídeos completos dos shows oferecem aos fãs a experiência definitiva de uma das performances ao vivo mais celebradas da carreira de Justin Bieber.

.: Filme italiano “A Vida À Parte” constrói retrato íntimo sobre exclusão e afeto


Por 
Helder Moraes Miranda, jornalista e crítico de cultura, especial para o portal Resenhando.com.

“A Vida À Parte” estreia plataforma de streaming Reserva Imovision  e traz de volta o olhar sensível de Marco Tullio Giordana para os conflitos íntimos que acontecem nas relações familiares. Conhecido por títulos como “A Melhor Juventude”, o diretor italiano aposta novamente em uma história que se expande no tempo para observar, com precisão, as marcas visíveis e invisíveis que moldam os personagens dele.

Ambientado na Itália dos anos 1980, o filme acompanha o nascimento de Rebecca (Beatrice Barison), filha de uma família rica e socialmente respeitada. A chegada da menina, marcada por uma extensa mancha vermelha no rosto, altera o equilíbrio da casa e expõe problemáticas que já existiam. A mãe, Maria (Valentina Bellè), vê as expectativas dela perante a filha ruírem, enquanto a relação com a cunhada Erminia (Sonia Bergamasco), pianista consagrada, ganha contornos cada vez mais tensos.

O roteiro, assinado por Marco Tullio Giordana, Marco Bellocchio e Gloria Malatesta, adapta o romance homônimo de Mariapia Veladiano e percorre cerca de duas décadas da vida da família Macola. Ao longo desse período, o filme alterna pontos de vista e desloca o protagonismo, primeiro centrado na mãe e depois na própria Rebecca, que cresce enfrentando rejeições, constrangimentos e uma constante sensação de inadequação.

A música surge como eixo de reconstrução. É por meio dela que Rebecca encontra alguma forma de pertencimento, em contraste com o ambiente doméstico rígido e marcado por expectativas sociais. Um detalhe curioso reforça essa dimensão: as atrizes Beatrice Barison, Sonia Bergamasco, Sara Ciocca e Viola Basso executam as peças ao piano em cena, sem dublês, o que confere autenticidade às sequências musicais.

Selecionado para o Festival de Locarno, o filme foi exibido fora de competição. Com fotografia de Roberto Forza e trilha assinada por Dario Marianelli, o longa-metragem constrói um ambiente visual elegante, em contraste com o desconforto que se instala dentro da casa. A direção de Giordana opta por um ritmo paciente, permitindo que os conflitos se revelem em gestos e olhares para discutir padrões de beleza, pertencimento e as pressões exercidas dentro do núcleo familiar.

Ficha técnica
“A Vida À Parte” | “La Vita Accanto” (título original) | “A Vida À Parte” (título em Portugal).

Gênero: drama. Duração: 114 minutos. Classificação indicativa: 16 anos. Ano de produção: 2024. Data de lançamento: 8 de junho de 2026 (Brasil). Idioma: Italiano. Direção: Marco Tullio Giordana. Roteiro: Marco Tullio Giordana, Marco Bellocchio, Gloria Malatesta. Elenco: Beatrice Barison, Sonia Bergamasco, Paolo Pierobon, Valentina Bellè. Distribuição no Brasil: Imovision / Reserva Imovision. Cenas pós-créditos: não. Assista na plataforma de streaming Reserva Imovision.


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Você pode assinar a plataforma de streaming Reserva Imovision neste link.

.: Francis Ford Coppola resgata história real e apresenta “Tucker” ao streaming


Por 
Helder Moraes Miranda, jornalista e crítico de cultura, especial para o portal Resenhando.com
 
“Tucker: Um Homem e Seu Sonho” chega ao catálogo da plataforma de streaming Belas Artes À La Carte mostrando um retrato inquieto de um empreendedor que ousou enfrentar gigantes - e pagou o preço por isso. Dirigido por Francis Ford Coppola, o longa-metragem de 1988 recupera a trajetória real de Preston Tucker, figura carismática e obstinada vivida por Jeff Bridges, que tenta lançar um automóvel revolucionário no imediato pós-guerra norte-americano.

O filme acompanha a ascensão e a queda de Tucker, um inventor que acreditava na reinvenção da indústria automobilística. Seu modelo, o Tucker 48, trazia soluções que décadas depois se tornariam padrão: farol central que acompanhava curvas, para-brisa projetado para se desprender em impactos e um olhar incomum para a segurança dos passageiros. O entusiasmo do protagonista, aliado à sua habilidade de convencimento, mobiliza investidores e curiosos, mas também desperta a reação de um sistema pouco disposto a abrir espaço para um novato.

Coppola conduz a narrativa com energia e certa leveza, combinando drama biográfico com toques de humor e um ritmo que evoca cinejornais e peças publicitárias da época. A fotografia de Vittorio Storaro recria os anos 1940 com cores vibrantes e uma atmosfera quase nostálgica, enquanto a trilha de Joe Jackson reforça o espírito inventivo do protagonista. No elenco, Joan Allen interpreta Vera Tucker, porto seguro emocional do personagem, e Martin Landau - premiado com o Globo de Ouro - dá densidade ao empresário Abe Karatz.

A história por trás do filme é quase tão persistente quanto a de seu protagonista. Coppola desejava levar o projeto às telas desde os anos 1970, mas encontrou resistência dos estúdios, que viam a trama como pouco atraente comercialmente. A produção só se viabilizou com o apoio decisivo de George Lucas, produtor executivo e amigo do diretor, que utilizou o prestígio conquistado com “Star Wars” para destravar o financiamento. O resultado carrega também ecos pessoais: o pai de Coppola chegou a investir em um dos carros de Tucker, o que aproxima o diretor do universo que retrata.

Entre as curiosidades, o longa-metragem reúne nomes centrais da chamada “Nova Hollywood”. Martin Scorsese aparece em participação especial, e a própria parceria entre Coppola e Lucas transforma o filme em um encontro simbólico de cineastas que redefiniram o cinema americano nos anos 1970. Fora das telas, a história de Preston Tucker teve desdobramentos inesperados: após o fracasso de sua empresa nos Estados Unidos, ele chegou a planejar a produção de um novo carro no Brasil, projeto interrompido por sua morte precoce em 1956.

Com duração de 110 minutos, “Tucker: Um Homem e Seu Sonho” aposta no carisma de Jeff Bridges para sustentar uma narrativa sobre ambição, mercado e resistência. Ao revisitar esse episódio da história industrial americana, o filme encontra ressonância em discussões que permanecem atuais: o espaço para inovação, o peso das grandes corporações e os limites impostos a quem tenta romper estruturas consolidadas.

Ficha técnica
“Tucker: Um Homem e Seu Sonho” | “Tucker: The Man and His Dream” (título original) | (“Tucker - O Homem e o Seu Sonho”(Título em Portugal)
Gênero: drama biográfico. Duração: 110 minutos. Classificação indicativa: 14 anos. Ano de produção: 1988. Data de lançamento: 12 de agosto de 1988 (EUA). Idioma: inglês. Direção: Francis Ford Coppola. Roteiro: Arnold Schulman e David Seidler. Elenco: Jeff Bridges, Joan Allen, Martin Landau, Elias Koteas, Frederic Forrest, Christian Slater. Distribuição no Brasil: Paramount Pictures. Cenas pós-créditos: não. Assista na plataforma de streaming Belas Artes À La Carte.

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A equipe do portal Resenhando.com acompanha parte da cobertura cinematográfica por meio da Belas Artes À La Carte, plataforma brasileira dedicada ao cinema de arte, clássicos e produções premiadas de diferentes países. Criado pelo grupo responsável pelo tradicional cinema Belas Artes, em São Paulo, em parceria com a Pandora Filmes, o serviço reúne um catálogo com curadoria especializada, incluindo obras raras, títulos restaurados e destaques de festivais internacionais. Para acessar o catálogo completo, conferir os lançamentos semanais e realizar a assinatura, basta acessar o site ou aplicativo da plataforma. Os planos têm valores acessíveis, com opção mensal e anual, além de locação avulsa para títulos específicos. Você pode assinar o Belas Artes À La Carte neste link.

sexta-feira, 3 de julho de 2026

.: Edição especial comemora os 70 anos do clássico "Grande Sertão: Veredas"


Publicado originalmente em 1956, "Grande Sertão: Veredas", de João Guimarães Rosa, revolucionou o cânone brasileiro e segue despertando o interesse de renovadas gerações de leitores. Exatamente 70 anos depois da primeira publicação, a edição especial comemorativa do romance chega às livrarias em 16 de julho. Esta edição especial, com novo projeto gráfico e capa elaborada a partir de uma obra da artista mineira Sonia Gomes, traz um ensaio inédito do pesquisador Érico Melo sobre os caminhos dos rascunhos até a forma final do romance.

O volume conta também com depoimentos inéditos de leitores ilustres que foram fortemente influenciados pela obra: Mia Couto, Alison Entrekin, Caetano W. Galindo, Eduardo Giannetti, Milton Hatoum, Bia Lessa, Ana Martins Marques, Geovani Martins, Amara Moira, Silviano Santiago, Heloisa Murgel Starling e Itamar Vieira Junior. Compre a edição especial de 70 anos de "Grande Sertão: Veredas", de João Guimarães Rosa, neste link.


Mais comemorações ao longo dos próximos meses
A celebração dos 70 anos de "Grande Sertão: Veredas" na Companhia das Letras inclui ainda o lançamento do audiolivro inédito narrado pelo ator Caio Blat, com trilha sonora e entradas de viola de Ivan Vilela, já disponível nas principais plataformas de áudio. Em agosto, será realizado, em parceria com o Museu da Língua Portuguesa, um ciclo de debates sobre o livro.

Uma biografia de João Guimarães Rosa escrita por Gustavo de Castro, poeta, escritor e professor da Universidade de Brasília (UnB), também deve ser publicada no fim do ano. O livro narra em detalhes a vida do escritor, médico e diplomata que viria a se tornar um dos nomes mais fascinantes da literatura brasileira.

Nas redes sociais, a editora prepara uma série de com depoimentos de autores e especialistas contemporâneos, como Érico Melo, Caetano W. Galindo, Alison Entrekin e Bruna Kalil Othero. Haverá também um episódio especial do podcast Rádio Companhia, além de um zine comemorativo na campanha “Literatura Brasileira Viva”. 


Sobre o autor
João Guimarães Rosa nasceu em Cordisburgo (MG) em 1908 e morreu no Rio de Janeiro, em 1967. Diplomata e médico, estreou na literatura com o volume de poemas "Magma", em 1936. Autor de "Sagarana" e "Corpo de Baile", é um dos escritores mais aclamados da língua portuguesa. Compre a edição especial de 70 anos de "Grande Sertão: Veredas", de João Guimarães Rosa, neste link.

.: Escritora lusitana Lídia Jorge conquista o Prêmio Camões de Literatura 2026


Premiação é a mais importante da língua portuguesa. Autora receberá 100 mil euros. Foto: Luisa Ferreira

A escritora portuguesa Lídia Jorge conquistou o Prêmio Camões de Literatura 2026. O resultado foi anunciado no início da tarde da última quinta-feira, dia 2 de julho, após a reunião virtual do júri. A autora receberá premiação no valor de 100 mil euros - concedida por meio de subsídio da Fundação Biblioteca Nacional (FBN/ MinC) e do Governo de Portugal - além de um diploma assinado pelos chefes de estado do Brasil e de Portugal. Lídia Jorge é uma das escritoras mais proeminentes da literatura portuguesa contemporânea, com uma obra reconhecida pela análise profunda da história recente de seu país, pela reflexão social e pela defesa dos direitos humanos e das mulheres.

“Desde ‘O Dia dos Prodígios’, de 1979, o diversificado conjunto da obra de Lídia Jorge contribui para enriquecer o património literário e cívico-cultural da língua portuguesa, trazendo experiências do último período da guerra colonial. ‘A Costa dos Murmúrios’, de 1988, é um marco importante na sua obra, uma vez que destaca a sua experiência de vida em Moçambique e desconstrói as versões da guerra colonial sob a perspetiva de uma mulher. Um dos seus últimos romances — ‘Misericórdia’, de 2022 — trata a velhice, a urgência da vida, a resistência ao fim. A sua escrita, marcada por uma prosa poética densa, aborda o passado ditatorial de Portugal, a condição feminina, o impacto das transformações históricas na vida quotidiana, o significado das revoluções, a emigração, as tensões entre a sociedade moderna e pós-moderna, os conflitos entre gerações, as ruturas familiares, com um estilo literário de forte carga lírica e foco na memória coletiva. Por todos estes motivos, o júri considerou, unanimemente, Lídia Jorge merecedora do Prémio Camões 2026”, diz a ata do júri.

Os jurados nesta edição foram o professor José Carlos Seabra Pereira (Universidade de Coimbra – Portugal); a professora, poeta e ensaísta Ana Mafalda Leite (Universidade de Lisboa – Portugal); a professora e pesquisadora Lucia Santaella (PUC-SP, Brasil); o professor, jornalista, historiador e doutor em Letras, José Ribamar Bessa Freire (Brasil); e o escritor e crítico literário Lopito Feijó, (Angola); a escritora, poeta, professora universitária e pesquisadora Odete Semedo (Guiné-Bissau).

A ministra da Cultura, Margareth Menezes, falou sobre a premiação da escritora portuguesa: “A escolha de Lídia Jorge para o Prêmio Camões de Literatura 2026 celebra uma das grandes vozes da literatura em língua portuguesa, cuja obra reafirma o poder da escrita para preservar memórias, ampliar horizontes e promover reflexões sobre a condição humana. O Prêmio Camões simboliza a riqueza da nossa língua comum e o compromisso permanente do Brasil e dos países lusófonos com a valorização da cultura, da literatura e do diálogo entre os povos. Celebrar Lídia Jorge é também reconhecer a força transformadora da palavra e da criação artística na construção de sociedades mais democráticas, diversas e humanas”, afirmou.

O presidente da FBN, Marco Lucchesi, também comentou o resultado: “A escritora Lídia Jorge merece todo reconhecimento. Ela vive no coração do presente. Aponta para todas as contradições, dentro de uma perspectiva em que a política e a poética mostram-se inseparáveis, muito embora prevaleça, do começo ao fim, a altitude textual, a dinâmica profunda da língua literária. Seu profundo conhecimento da África, sobretudo de Moçambique, de Portugal e dos países língua portuguesa empresta grande riqueza ao conjunto da obra. Lídia Jorge possui uma consciência vigilante, crítica diante de um passado colonial e de todas as práticas de injustiça, na defesa de um largo estatuto de emancipação. Uma obra vasta, de extrema riqueza de abordagem e de gêneros literários. É uma das glórias da língua portuguesa”.


Lídia Jorge
Nascida em Boliqueime, Algarve (Portugal), em 18 de junho de 1946, Lídia Jorge é graduada em Filologia Românica pela Universidade de Lisboa. No início dos anos 70, durante a Guerra Colonial Portuguesa, viveu em Angola e Moçambique - experiência que marcou sua produção literária. Seu primeiro romance, “O Dia dos Prodígios” (1980), inaugurou uma nova fase na literatura portuguesa ao romper com o realismo tradicional e com o tom documental, dominante à época. Suas obras estão traduzidas em diversos idiomas e já receberam prêmios como Prémio Pessoa, Médicis Étranger e Prémio Estatal Austríaco de Literatura Europeia. Entre suas principais obras estão, ainda, “A Costa dos Murmúrios (1988)”, “O Vale da Paixão (1998)” e “Misericórdia (2022)”.


Prêmio Camões
O Prêmio Camões é o mais importante da língua portuguesa. Instituído em 1988 pelos Governos do Brasil e de Portugal, tem como objetivo estreitar os laços culturais entre as nações que integram a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e enriquecer o património literário e cultural da língua portuguesa. Com o nome do maior escritor da história da língua portuguesa - o poeta português Luís Vaz de Camões - o prêmio é atribuído aos autores, pelo conjunto da obra, que contribuíram para o enriquecimento do patrimônio literário e cultural da língua portuguesa. A primeira edição ocorreu em 1989.

O Ministério da Cultura português organiza a premiação pela parte portuguesa, cabendo à Fundação Biblioteca Nacional a organização pela parte brasileira. Em todas as edições do prêmio, o júri é composto por dois portugueses, dois brasileiros e dois representantes das demais nações da CPLP - Angola, Guiné-Bissau, Cabo Verde, Moçambique, Timor Leste e São Tomé e Príncipe. O mandato para os jurados é de dois anos.

O diploma entregue aos laureados contém o nome de todos os países lusófonos e é assinado pelos chefes de estado do Brasil e de Portugal. Entre os 36 vencedores encontram-se autores de cinco países lusófonos (Brasil, Portugal, Moçambique, Angola e Cabo Verde). Confira todos os vencedores do Prémio Camões, por ordem cronológica:

Miguel Torga (Portugal), João Cabral de Mello Neto (Brasil), José Craveirinha (Moçambique), Vergílio Ferreira (Portugal), Rachel de Queiroz (Brasil), Jorge Amado (Brasil), José Saramago (Portugal), Eduardo Lourenço (Portugal), Pepetela (Angola), António Cândido (Brasil), Sophia de Mello Breyner Andresen (Portugal), Autran Dourado (Brasil), Eugénio de Andrade (Portugal), Maria Velho da Costa (Portugal), Rubem Fonseca (Brasil), Agustina Bessa-Luís (Portugal), Lygia Fagundes Telles (Brasil), Luandino Vieira - recusado (Angola), António Lobo Antunes (Portugal), João Ubaldo Ribeiro (Brasil), Arménio Vieira (Cabo Verde), Ferreira Gullar (Brasil), Manuel António Pina (Portugal), Dalton Trevisan (Brasil), Mia Couto (Moçambique), Alberto da Costa e Silva (Brasil), Hélia Correia (Portugal), Radouan Nassar (Brasil), Manuel Alegre (Portugal), Germano Almeida (Cabo Verde), Chico Buarque (Brasil), Vítor de Aguiar e Silva (Portugal), Paulina Chiziane (Moçambique), Silviano Santiago (Brasil), João Barrento (Portugal), Adélia Prado (Brasil), Ana Paula Tavares (Angola), Lídia Jorge (Portugal).

.: Jornalista escreve crônicas sobre a luta contra o alcoolismo


Por
Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural.

O que acontece quando a rotina de um jornalista é substituída pelo tremor do corpo e o vômito seco todas as manhãs? Escrito durante 110 dias de internação em uma clínica no Rio de Janeiro, "Garrafas ao Mar" é um relato corajoso sobre a fragilidade humana diante do alcoolismo. Em crônicas viscerais e sem autocompaixão, João Paulo Arruda expõe os fragmentos de sua própria queda e narra o processo de reconstrução de uma vida.

Com passagem por importantes redações cariocas, João começou a admitir que precisava de ajuda no início de 2024, quando tinha 48 anos. Andava cambaleante, tinha crises de sonambulismo e sofria apagões em casa ou na rua. Chegou a se internar duas vezes naquele ano, mas enxergava o tratamento apenas como uma etapa a ser cumprida. Recaiu, seu desempenho profissional piorou e foi demitido do jornal onde trabalhava há mais de duas décadas.

"Mergulhei na depressão e na autopiedade. Fiquei um mês deitado na rede da sacada, bebendo desesperadamente. A essa altura, eu já era conhecido como o bêbado do bairro", relembra, até ser levado por um amigo e a namorada a uma nova internação, desta vez encarada com humildade diante do reconhecimento de que estava doente e a morte era iminente. "Hoje, tenho consciência de que serei alcoólatra para o resto da vida. A doença é tão terrível que, mesmo estando bem, às vezes confundo paz com pasmaceira".

Sem poder usar computador, pelas regras da clínica, "Garrafas ao Mar" foi escrito inteiramente à mão, em tempo real, enquanto os fatos se desenrolavam. João preservou o olhar e a sensibilidade de repórter. Ele conta em detalhes sua rotina durante a internação e narra inúmeras histórias suas e da convivência com outros pacientes. Alguns, dependentes de álcool e drogas. Outros, que buscavam se libertar do vício em sexo e em jogos, contingente que vem se multiplicando nos últimos anos.

Mais do que um testemunho sobre a luta contra o alcoolismo, "Garrafas ao Mar" é o registro de alguém que precisou perder o chão para reaprender a caminhar. E pode servir como um espelho para tantas pessoas e famílias devastadas. “Limpo” desde setembro de 2025, João retomou sua carreira de jornalista. "Não escrevi os textos imaginando que publicaria um livro. Foi como se eu estivesse jogando garrafas ao mar, uma forma de reconexão comigo mesmo. Garrafas ao mar já está em pré-venda na Amazon e chega às melhores livrarias do país e com lançamento simultâneo em e-book em mais de 20 plataformas digitais".

.: “O Dragão Chinês”: filme número um de Bruce Lee conquista nova geração


Por
Helder Moraes Miranda, jornalista e crítico de cultura, especial para o portal Resenhando.com.

“O Dragão Chinês” chega à plataforma de streaming Reserva Imovision e reacende o impacto do primeiro grande papel de Bruce Lee no cinema. Dirigido por Wei Lo e Chia-Hsiang Wu, o longa-metragem de 1971 - conhecido internacionalmente como “The Big Boss” e, em Portugal, como “Big Boss, o Implacável” - acompanha Cheng Chao-an, um jovem que deixa a China rumo à Tailândia para trabalhar em uma fábrica de gelo ao lado dos primos. Antes de partir, ele faz uma promessa à família: não se envolver em brigas. A palavra empenhada, porém, entra em colapso quando colegas começam a desaparecer após confrontarem a administração do local.

A trama se apoia em uma estrutura direta: um homem comum levado ao limite. Durante boa parte do filme, Cheng observa, recua, hesita. A ação demora a explodir e essa espera sustenta a tensão. Quando finalmente entra em cena, Bruce Lee entrega o que viria a se tornar sua marca: golpes secos, precisão coreográfica e uma presença física que domina o quadro. “O Dragão Chinês” apresenta ao mundo um ator que mudaria o cinema de ação poucos anos depois.

Produzido pela Golden Harvest, o longa foi rodado na Tailândia com orçamento modesto, estimado em cerca de 100 mil dólares. O retorno foi imediato: sucesso de bilheteria na Ásia e a consolidação de Bruce Lee como estrela no Oriente. A produção guarda curiosidades de bastidores que atravessam a tela: Lee filmou cenas importantes lesionado, após torcer gravemente o tornozelo, além de enfrentar problemas de saúde durante as gravações. Em outra ocasião, um acidente com vidro resultou em pontos na mão. Ainda assim, seguiu trabalhando e isso se reflete na fisicalidade exausta de seu personagem em momentos-chave.

No elenco, além de Bruce Lee, estão Maria Yi, James Tien e Ying-Chieh Han, com participações de nomes que se tornariam recorrentes no cinema de Hong Kong, como Nora Miao. A narrativa também flerta com um recorte social ao inserir seus personagens em um ambiente de exploração, em que a fábrica de gelo funciona como fachada para o tráfico de drogas. A violência cresce de forma gradual e ganha contornos mais duros no desfecho, o que levou a cortes em versões internacionais à época.

A chegada do filme à Reserva Imovision abre uma programação dedicada à filmografia de Bruce Lee. Todas as quintas-feiras, a plataforma exibe um título da chamada Coleção Bruce Lee, começando por “O Dragão Chinês” e avançando por clássicos como “A Fúria do Dragão”, “O Vôo do Dragão” — dirigido pelo próprio Lee — e os títulos “Jogo da Morte” I e II. Rever “O Dragão Chinês” hoje é acompanhar o início de um percurso que transformaria Bruce Lee em referência global. O filme ainda carrega imperfeições de produção e escolhas narrativas irregulares, mas registra o instante em que o ator encontra sua dimensão diante das câmeras e não recua.


Ficha técnica
“O Dragão Chinês” | “Tang Shan da Xiong” (título original) | “Big Boss, o Implacável” (título em Portugal).
Gênero: ação, drama, policial. Duração: 100 minutos. Classificação indicativa: 16 anos. Ano de produção: 1971. Data de lançamento: 23/10/1971. Idioma: mandarim, cantonês. Direção: Wei Lo, Chia-Hsiang Wu. Roteiro: Wei Lo. Elenco: Bruce Lee, Maria Yi, James Tien, Ying-Chieh Han, Nora Miao, Tony Liu, Kun Li. Distribuição no Brasil: Reserva Imovision. Cenas pós-créditos: não. Assista na plataforma de streaming Reserva Imovision.


Assine a Reserva Imovision, o streaming que respeita a sua inteligência
A equipe do Resenhando.com acompanha os filmes por meio da plataforma de streaming Reserva Imovision, dedicada ao cinema independente e autoral. Para acessar o catálogo completo, conferir novidades e realizar sua assinatura, o aplicativo da plataforma ou o visite o site oficial neste link. A Reserva Imovision reúne filmes e séries cuidadosamente selecionados, ampliando o acesso a obras que valorizam a diversidade cultural, a reflexão e experiências cinematográficas diferenciadas.
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.: Teatro: “Reparação” promove reflexões sobre violência, memória e Justiça


Espetáculo inspirado em um caso real combina depoimentos e ficção para refletir sobre violência de gênero, memória e as possibilidades de reparação. Foto: Mariana Chama

De 10 a 26 de julho, o Sesc Belenzinho apresenta o espetáculo “Reparação”, obra inspirada em um caso real ocorrido no interior de São Paulo na década de 1980. A montagem parte de depoimentos de moradores e pessoas ligadas ao episódio, combinando documentos, ficção e drama para refletir sobre as marcas da violência e as possibilidades, ou limites, da reparação.

A narrativa acompanha a trajetória de uma jovem violentada por dois colegas de escola que, após engravidar, é obrigada pela família a deixar a cidade para ter o filho longe dos olhares da comunidade. Seis anos depois, ela retorna com a criança para apresentar o filho ao pai. O reencontro faz emergir memórias e conflitos que atravessam o tempo, conduzindo a história entre a tragédia e a possibilidade de reconstrução. No elenco, Daniel Gonzalez, Fábia Mirassos, Luiz Bertazzo, Marilene Grama, Nilcéia Vicente e Yantó, sobe a direção de Carlos Canhameiro, que também assume a dramaturgia.

A dramaturgia preserva trechos dos depoimentos coletados pelo autor em transcrições fiéis, aproximando o público das vozes que inspiraram a criação da obra. Esses relatos se entrelaçam a cenas ficcionais, ampliando a discussão sobre violência de gênero, memória coletiva e os impactos duradouros de acontecimentos que permanecem inscritos na vida de indivíduos e comunidades.
 
Integrando a Trilogia da Cor Local, ao lado de "Agamenon 12h" e "xs CULPADXS", “Reparação” também investiga a relação entre espaço, cultura e identidade. Nesta montagem, a ação acontece em um salão de beleza típico dos anos 1980, recriado em cena como um ambiente de convivência, confidências e transformação. Mais do que um elemento cenográfico, o espaço torna-se parte da narrativa ao evocar um aspecto marcante da sociabilidade brasileira da época e evidenciar como histórias íntimas se entrelaçam às dinâmicas sociais.
 
Ao longo da trilogia, diferentes espaços cotidianos da periferia brasileira servem como ponto de partida para discutir memória, pertencimento e desigualdades. Em “Reparação”, o salão de beleza revela-se um território simbólico onde passado e presente se encontram, convidando o público a refletir sobre as permanências da violência e os caminhos possíveis para sua elaboração.


Ficha técnica
Espetáculo "Reparação"
Encenação e dramaturgia: Carlos Canhameiro.
Elenco: Daniel Gonzalez, Fábia Mirassos, Luiz Bertazzo, Marilene Grama, Nilcéia Vicente e Yantó
Manicure em cena: Maria França
Cabelo e maquiagem em cena: Rosa De Carlos
Trilha sonora e música ao vivo: Yantó
Cenário: José Valdir Albuquerque e Carlos Canhameiro
Iluminação: Gabriele Souza
Figurinos: Bianca Scorza (Acervo Godê)
Videografia: Vic Von Poser
Técnico de som: Pedro Canales
Técnico de luz: Finnick Fernandes
Técnico de vídeo: Ana Lopes
Cenotécnicos: Cesar Bournier e Marcelo Andrade
Produção: Mariana Pessoa


Serviço
Espetáculo "Reparação”
De 10 a 26 de julho, sexta e sábado às 20h00, domingo 18h30
Valores: R$ 50,00 (inteira), R$ 25,00 (meia-entrada), R$ 15,00 (Credencial Plena - Sesc). 
Ingressos à venda no portal sescsp.org.br e nas bilheterias das unidades Sesc. Limite de dois ingressos por pessoa. 
Local: Sala de Espetáculo I (120 lugares). Classificação: 16 anos. Duração:  90 minutos. 
Sesc Belenzinho |  Rua Padre Adelino, 1000 -  Belenzinho / São Paulo  
Telefone: (11) 2076-9700  
Transporte público   | Metrô Belém (550m) | Estação Tatuapé (1400m) 
Estacionamento  | De terça a sábado, das 9h00 às 21h00. Domingos e feriados, das 9h00 às 18h00.    
Valores | Credenciados plenos do Sesc: R$ 10,00 a primeira hora e R$ 4,00 por hora adicional. Não credenciados no Sesc: R$ 20,00 a primeira hora e R$ 5,00 por hora adicional.   

.: Filme “Uma Janela Suspeita” reabre um thriller subestimado dos anos 1980


Por
Helder Moraes Miranda, jornalista e crítico de cultura, especial para o portal Resenhando.com

“Uma Janela Suspeita” estreia chega à plataforma de streaming Belas Artes À La Carte  e recoloca em circulação um thriller que, à época do lançamento, dividiu a crítica, mas encontrou seu público com o passar dos anos. Dirigido por Curtis Hanson, que mais tarde assinaria “Los Angeles – Cidade Proibida”, o filme adapta o romance "The Witnesses", de Anne Holden, com roteiro do próprio Hanson em parceria com a autora.

A trama acompanha Terry Lambert (Steve Guttenberg), jovem executivo envolvido com Sylvia Wentworth (Isabelle Huppert), esposa de seu chefe. Durante um encontro no apartamento dele, Sylvia presencia, da janela do quarto, um ataque violento contra uma mulher, Denise (Elizabeth McGovern). Para evitar a exposição do caso extraconjugal, ela se cala. Terry decide mentir à polícia e se apresentar como testemunha ocular. O gesto, que pretende proteger, vira armadilha: ao menor sinal de inconsistência, ele passa a ser uma das suspeitas.

Hanson organiza a narrativa com ecos claros do suspense clássico, sobretudo na ideia da testemunha acidental e do homem comum empurrado para uma engrenagem maior do que ele. O espectador acompanha o modo como a mentira compromete cada movimento seguinte. O roteiro introduz Denise como peça decisiva, deslocando a dinâmica do filme e criando um jogo de alianças instável.

Há curiosidades de bastidores que ajudam a entender o resultado. A produção enfrentou mudanças logo na primeira semana de filmagens, com substituição de parte da equipe técnica por decisão do produtor Dino De Laurentiis. Curtis Hanson, por sua vez, insistiu na contratação do diretor de fotografia Gilbert Taylor, conhecido por trabalhos como “Star Wars”, o que contribui para o contraste entre luz e sombra que marca o filme. As locações em Baltimore reforçam essa atmosfera urbana de vigilância constante.

No elenco, Guttenberg foge do registro cômico que o popularizou nos anos 1980 e assume um protagonista acuado, em progressiva perda de controle. Isabelle Huppert, já consagrada no cinema europeu, imprime frieza e ambiguidade à personagem, enquanto Elizabeth McGovern sustenta a virada dramática com firmeza. O trio central garante tensão mesmo quando o roteiro força coincidências ou estica a verossimilhança.

Na recepção inicial, o filme teve avaliações mistas - parte da crítica apontou problemas de lógica na trama -, mas também reconheceu a habilidade de Hanson em manter o interesse por quase duas horas. Comercialmente, o longa recuperou seu orçamento e permaneceu entre os mais vistos nas primeiras semanas de exibição nos Estados Unidos. Hoje, costuma ser revisitado como um passo importante na trajetória do diretor, já interessado em personagens encurralados por escolhas equivocadas. Há ainda uma atualização em curso: um remake chegou a ser desenvolvido pela Blumhouse, com direção de Ben Young.

Ficha técnica
“Uma Janela Suspeita” | “The Bedroom Window” (título original) | “A Janela do Quarto” (título em Portugal)
Gênero: suspense policial, drama. Duração: 112 minutos. Classificação indicativa: 18 anos. Ano de produção: 1987. Data de lançamento: 16 de janeiro de 1987 (EUA). Idioma: inglês. Direção: Curtis Hanson. Roteiro: Curtis Hanson e Anne Holden (baseado no romance "The Witnesses"). Elenco: Steve Guttenberg, Elizabeth McGovern, Isabelle Huppert, Paul Shenar, Carl Lumbly, Wallace Shawn, Frederick Coffin, Brad Greenquist. Distribuição no Brasil: Belas Artes à La Carte. Cenas pós-créditos: não. Assista na plataforma de streaming Belas Artes À La Carte.


Assine o Belas Artes À La Carte, o streaming de quem leva cinema a sério
A equipe do portal Resenhando.com acompanha parte da cobertura cinematográfica por meio da Belas Artes À La Carte, plataforma brasileira dedicada ao cinema de arte, clássicos e produções premiadas de diferentes países. Criado pelo grupo responsável pelo tradicional cinema Belas Artes, em São Paulo, em parceria com a Pandora Filmes, o serviço reúne um catálogo com curadoria especializada, incluindo obras raras, títulos restaurados e destaques de festivais internacionais. Para acessar o catálogo completo, conferir os lançamentos semanais e realizar a assinatura, basta acessar o site ou aplicativo da plataforma. Os planos têm valores acessíveis, com opção mensal e anual, além de locação avulsa para títulos específicos. Você pode assinar o Belas Artes À La Carte neste link.
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