sábado, 24 de janeiro de 2026

.: Adaptação da obra de Machado de Assis, "O Alienista" será encenado em São Paulo


No espetáculo, um jovem ator se mistura entre os espectadores logo na recepção do espetáculo, compartilhando como a leitura de um clássico da literatura transformou sua vida. Foto: Ronaldo Gutierrez


Em comemoração aos 185 anos de nascimento de Machado de Assis, um dos maiores autores brasileiros, o ator Victor Garbossa une-se ao diretor Eduardo Figueiredo para trazer aos palcos uma adaptação de "O Alienista", clássico que atravessa gerações e mantém-se atual ao abordar questões profundas sobre a sociedade contemporânea. A obra provoca reflexões sobre temas como razão, loucura, diferenças sociais, poder, e civilidade - assuntos que, embora raros, são de extrema relevância nos dias de hoje.

No espetáculo, um jovem ator se mistura entre os espectadores logo na recepção do espetáculo, compartilhando como a leitura de um clássico da literatura transformou sua vida. Tudo começou quando ele "tropeçou" em Machado de Assis. A partir daí, a narrativa nos transporta de volta ao teatro e à obra de Machado, que, com sua habitual ironia e humor, apresenta o célebre personagem Simão Bacamarte, ilustre morador de Itaguaí. Bacamarte dedicou sua vida ao estudo das doenças mentais e da loucura, sendo um homem da ciência e um fervoroso investigador, cuja única vocação é a prática científica.

"O Alienista" oferece uma nova perspectiva da obra, por meio da linguagem teatral e com músicas interpretadas ao vivo, com uma dinâmica pensada para o público jovem e familiar, sem perder a essência da narrativa original. No palco, o ator Victor Garbossa (recentemente visto na novela “Paulo o Apóstolo” da Record) interpreta não apenas o excêntrico médico Simão Bacamarte, mas também uma série de personagens cômicos e irônicos da trama. A peça faz uso de diversos recursos cênicos, proporcionando uma experiência repleta de humor e crítica social.


Ficha técnica
"O Alienista", da obra original de Machado de Assis
Adaptação: Eduardo Figueiredo e Victor Garbossa
Direção: Eduardo Figueiredo
Elenco: Victor Garbossa
Figurinos: Thais Boneville
Cenário: Demerson Campos
Máscaras: Murilo Inforsato
Desenho delLuz: Eduardo Figueiredo
Composições e versões musicais:  Victor Garbossa
Programação visual: Zurcc Studio Criativo
Fotografias divulgação: Ronaldo Gutierrez
Assessoria de imprensa: Flavia Fusco Comunicação
Idealização e produção: Carlton's Produções


Serviço
Espetáculo "O Alienista", de Machado de Assis
Adaptação: Eduardo Figueiredo e Victor Garbossa
Direção: Eduardo Figueiredo
Elenco:  Victor Garbossa
Duração: 60 minutos
Classificação: 12 anos
Temporada: 25 de janeiro e 1º de fevereiro, domingos, às 11h.
Ingressos: R$ 20 | R$ 10 meia

Bilheteria
Quartas e quintas, das 14h00 às 21h00
Sextas, sábados e domingos, das 14h00 até o horário dos espetáculos
Aceita os cartões de débito e crédito: Amex, Dinners, Elo, Mastercard, Visa e Hipercard. Não aceita cheques. 
Telefone da bilheteria: (11) 3611-3042
Teatro J. Safra | 627 lugares
Endereço: Rua Josef Kryss, 318 - Barra Funda - São Paulo – SP 
Telefone: (11) 3611 3042 e 3611 2561
Abertura da casa: 2 horas antes de cada horário de espetáculo, com serviço de lounge-bar no saguão do Teatro. 
Acessibilidade para deficiente físico 
Estacionamento: Valet Service (Estacionamento próprio do Teatro) - R$ 30,00 

.: Grátis: QINTI Companhia celebra a vida e a morte em "Temperos de Frida"


Com direção de Tatiana Motta Lima, espetáculo é embalado com músicas de cantoras latino-americanas e costurado por episódios da vida da pintora Frida Kahlo. Foto: Renato Mangolin

Em sua pesquisa sobre o universo feminino em intercâmbio cultural entre México, Brasil e Peru, a artista migrante peruana Rosana Reátegui criou o espetáculo "Temperos de Frida", que estreou no Rio de Janeiro em 2023. Agora, o trabalho, com direção de Tatiana Motta Lima, ganha duas apresentações gratuitas em São Paulo, nos dias 24 e 25 de janeiro, no Teatro Flávio Império. A peça tem como eixo temático central as simbologias que circundam vida e morte, suas manifestações nos espaços de convivência social e a criação de espaços sagrados e profanos nos cotidianos das mulheres, embalado com músicas de cantoras latino-americanas e costurado por episódios da vida da pintora Frida Kahlo.

Na trama, em plena noite de comemoração do "Dia dos Mortos", o público é convidado para conhecer o bar Viva La Vida, comandado por Rosana Reátegui, a dona da bodega. Nessa celebração da vida, também estão a cantora Natália Sarante e o violonista Luciano Camara para festejar a vida. Embalada por clássicos da música latino-americana, como La Llorona, La Bruja e  Cucurrucucu Paloma, Cariñito, Gracias a la Vida, Adelita e Explode Coração, interpretadas ao vivo, Reátegui traz à cena episódios da vida da pintora mexicana Frida Kahlo (1907-1954) e sua relação com Catrina, a Dona Morte.

Frida recebeu inúmeras vezes a visita de D. Catrina, sua madrinha, e do modo que podia e por sua conta e risco, como boa afilhada, sempre afirmou a vida. Fez arte, fez sexo e fez festa! Pois, como diz o escritor, professor e historiador brasileiro Luiz Antônio Simas, não se faz festa porque a vida é boa, mas justamente pela razão inversa. O público é convidado para um lugar provocador e cúmplice, no qual tempo e espaço se misturam, estabelecendo um ambiente de festa e memória para aproximar sagrado, profano, vida e morte. Em alguns momentos, o tempo cronológico e material para e flutua, sobretudo quando o principal oratório daquele bar se abre, pois assim é que se convoca Catrina.


Ficha técnica
Espetáculo "Temperos de Frida"
Concepção, atuação e dramaturgia: Rosana Reátegui
Direção: Tatiana Motta Lima
Canto: Natalia Sarante
Violonista: Luciano Camara
Figurinista e Adereços: Francisco Leite
Cenografia: Daniele Geammal e Renato Marques
Direção de palco: Francisco Leite
Colaboração dramatúrgica: Cadu Cinelli
Iluminação: Thiago Monte e Renato Marques
Operação de luz e montagem:Renato Marques
Confecção de Máscara da Catrina: Paul Colinó Vargas (Peru)
Preparação de máscara: Marise Nogueira
Designer cartaz: Pedro Pessanha
Designer visual e vídeos: Rodrigo Menezes
Fotografia: Renato Mangolin
Produção executiva e local: Adriana Silva
Assessoria de imprensa: Pombo Correio
Realização: QINTI Companhia


Serviço
Espetáculo "Temperos de Frida"
Dias 24 e 25 de janeiro, no sábado, às 20h00, e no domingo, às 18h00
Teatro Flávio Império - Rua Professor Alves Pedroso 600, Cangaíba. São Paulo. Prox Estação Engenheiro Goulart (linha 12)
Ingressos: grátis, distribuídos uma hora antes de cada sessão
Classificação: 16 anos
Duração: 60 minutos
Acessibilidade: teatro acessível a cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida

.: Sesc 24 de Maio recebe Garotos Podres com o show “Mais Podres do que Nunca”


Banda de punk rock dos anos 80 apresenta show de seu primeiro álbum. Foto: Mazzei.br 

O Sesc 24 de Maio recebe no dia 25 de janeiro o show “Mais Podres do que Nunca” da banda Garotos Podres, um dos ícones do punk rock brasileiro dos anos 80. Conhecida por suas composições irreverentes e com forte crítica social, a banda promete levar o público a uma viagem nostálgica ao seu som original.

Engajada em movimentos sociais, Garotos Podres estreou nos palcos em 1983, com um show em prol do Fundo de Greve dos Metalúrgicos do ABC, muito ligado a própria origem da banda, que é de Mauá. Seu primeiro álbum, que leva o nome do show, "Mais Podres do que Nunca", foi lançado em 1985, ultrapassando a marca de 50.000 mil cópias vendidas.

Atualmente a banda apresenta 3 novos integrantes em sua composição, sendo Mao o único da formação original. Em 2026 se apresentam: Mao (vocalista), Rinaldi (guitarra), Uel (baixo) e Negralha (bateria). No palco, tocam clássicos do primeiro disco, como Johnny, Papai Noel Velho Batuta e Liberdade (Onde Está?). 


Serviço 
Show da banda Garotos Podres

Dia 25 de janeiro de 2026, domingo, às 18h00
Sesc 24 de Maio, Rua 24 de Maio, 109, São Paulo – 350 metros da estação República do metrô
Classificação: 12 anos
Ingressos: sescsp.org.br/24demaio ou através do aplicativo Credencial Sesc SP e nas bilheterias - R$60 (inteira), R$30 (meia) e R$18 (Credencial Sesc).
Duração do show: 90 minutos
Serviço de van: transporte gratuito até as estações de metrô República e Anhangabaú. Saídas da portaria a cada 30 minutos, de terça a sábado, das 20h00 às 23h00, e aos domingos e feriados, das 18h00 às 21h00.

Sesc 24 de Maio
Rua 24 de Maio, 109, Centro, São Paulo
350 metros do metrô República
Telefone: (11) 3350-6300

.: Tuca Oliveira anuncia primeiro show da turnê do álbum “A Nossa Vez” em São Paulo


Apresentação que ocorrerá em São Paulo, no Bona Casa de Música, marca o início da turnê do álbum “A Nossa Vez”, novo trabalho autoral do cantor e compositor mineiro. Foto: Daniela Toviansky

O cantor e compositor mineiro Tuca Oliveira apresenta, no próximo domingo, dia 25 de janeiro, às 19h30, em São Paulo, o primeiro show da turnê do álbum “A Nossa Vez”, trabalho mais recente do artista e seu terceiro álbum de estúdio. A apresentação acontece no Bona Casa de Música e marca o início da circulação ao vivo do disco, que consolida a fase mais madura e autoral de sua trajetória na MPB.

Lançado recentemente, "A Nossa Vez" reúne 12 faixas de autoria de Tuca Oliveira, revelando um repertório que transita entre lirismo, melodias marcantes e arranjos que dialogam com a tradição da música brasileira contemporânea. A produção é assinada por Júlio Raposo, e o álbum conta com participações especiais de Elba Ramalho, Milton Guedes e Catharina, ampliando o universo sonoro do projeto.

No palco, Tuca apresenta as canções do novo trabalho, em um show pensado para destacar a força do repertório, a relação direta com o público e a identidade artística que vem colocando o cantor entre os nomes em ascensão da nova MPB. O espetáculo também percorre momentos importantes de sua carreira, conectando músicas do álbum a composições que ajudaram a construir sua trajetória. O show marca o ponto de partida da turnê de "A Nossa Vez", que seguirá por outras cidades ao longo de 2026. Os ingressos já estão disponíveis neste link.

.: Montagem do Grupo XPTO, “As Pedras de Javier”, ganha temporada em SP


Unindo literatura, mitologia e fantasia, o espetáculo convida o público a embarcar numa viagem imaginária que começa na guerra de Troia. 
Foto: Osvaldo Gabrieli

A mais recente montagem do Grupo XPTO, “As Pedras de Javier”, ganha temporada em São Paulo, no Teatro Arthur Azevedo, a partir de 24 de janeiro, com apresentações gratuitas aos sábados e domingos. Na peça, um jovem misterioso narra as aventuras de seu mestre Javier, um bonequeiro que percorreu o mundo contando histórias e apresentando suas peças de Teatro de Bonecos. Em suas viagens, Javier recolhia pedras “para aliviar o peso das montanhas”; a cada nova pedra recolhida, surgia uma nova história a ser contada. Após a sua morte, Javier deixa ao jovem pupilo a missão de seguir recolhendo pedras pelos caminhos da vida para contar histórias que se passam nos mais variados lugares e épocas.

Unindo literatura, mitologia e fantasia, o espetáculo convida o público a embarcar numa viagem imaginária que começa na guerra de Troia, atravessa a odisseia do rei Ulisses na ilha das sereias, alcança uma outra ilha mítica chamada Hy Brazil, desce até o sul do Chile para revelar a lenda do navio Caleuche, e culmina numa jornada pela Índia, onde Javier encontra a Árvore da Vida.

Esta montagem é uma homenagem ao poeta, escritor e bonequeiro argentino Javier Villafañe, personagem icônica do Teatro de Bonecos mundial. Sua obra envereda por caminhos onde o mágico, o surreal e o causo popular se misturam. A peça nasceu a partir de um personagem criado por Javier Villafañe - “O Homem que Carregava Pedras para Aliviar o Peso das Montanhas” - que funcionou como disparador da dramaturgia original deste projeto. Aqui, esse personagem ganha protagonismo e uma história pessoal, transformando-se numa espécie de pupilo que acompanhou, desde muito jovem, os passos do poeta titeriteiro.

“Aprendi a fazer teatro de bonecos ainda muito jovem guiado pelas histórias que meu mestre, Ariel Bufano, contava sobre Javier Villafañe, seu mentor — o velho titeriteiro errante cuja lenda atravessou a América Latina, Espanha e toda a Europa. Sempre me encantou o pensamento surrealista, delirante e luminosamente livre de suas obras. Este espetáculo nasce como um breve sopro dessa memória, contada para as novas gerações pela voz de um pupilo imaginário, para que o rastro poético de Javier continue sua caminhada a descobrir novas histórias para serem contadas”, afirma Osvaldo Gabrieli, autor e diretor.


XPTO Brasil
O Grupo Teatral XPTO é uma companhia de teatro brasileira fundada em 1984 que tem uma proposta de pesquisa baseada na integração de múltiplas linguagens artísticas, com destaque para o Teatro de Animação, Teatro Físico, Performance, Música, Artes Plásticas, Vídeo e Dança. Seu trabalho é conhecido por espetáculos (28 criações no total) com grande apelo visual e musical, que contribuem de forma substancial para a formação do teatro brasileiro contemporâneo.

O grupo recebeu 42 prêmios no Brasil – APCA, Mambembe, Shell, APETESP, Governador do Estado, Fundacen, Coca-Cola e Panamco, entre outros – e 2 prêmios internacionais: Prêmio Villanueva - Cinco melhores espetáculos internacionais de 2014 (Cuba) e Citação de Mérito da Organização Arlyn Award Society (Canadá), em 2019.

O XPTO já se apresentou em todas as regiões do Brasil e em mais 13 países, entre os quais Argentina, Uruguai, Colômbia, Venezuela, Cuba, Portugal, Espanha, França, Eslovênia, Croácia, Bósnia e Herzegovina, Hong Kong e Índia.

Ficha técnica
Espetáculo “As Pedras de Javier”

Dramaturgia, Direção, Cenografia e Iluminação: Osvaldo Gabrieli
Música original e sonoplastia: Beto Firmino
Ator contador de histórias: Tay Lopez
Videoartista: Tiago Carvalho
Operador de luz: Mauricio Aparecido Matos
Cenotécnico: Valdemir Leite
Produtora executiva: Sofia Safira Papo
Assessoria de imprensa: Adriana Monteiro
Produção: Grupo XPTO – Cooperativa Paulista de Teatro
Este projeto foi contemplado pela XXIª Edição do Prêmio Zé Renato de Teatro — Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa

Teatro Arthur Azevedo
Avenida Paes de Barros, 955 – Alto da Mooca / São Paulo
Telefone para informações – 11 26045558
Dias 24, 25 e 31 de janeiro e 01, 07, 08, 14 e 15 de fevereiro de 2026
Sábado e domingo às 16h00
Nos dias 1° e 8 de fevereiro haverá tradução em LIBRAS
Gratuito - Presencial
Duração: 45 minutos
Classificação Indicativa: livre / recomendado a partir de 7 anos
Gênero: Teatro de Animação / Teatro de Objetos / Contação de Histórias

.: A banalidade do mal e a história da homossexualidade no Reino Unido


Por Helder Bentes, escritor e professor. 

Assisti ao filme "Meu Policial" na Amazon Prime e fiquei fascinado. Tudo no filme é lindo, desde a fotografia dos cenários do Reino Unido, espaço da narrativa, à revelação de Harry Styles como ator. É ele quem interpreta o policial que dá nome ao filme. Mas para que vocês não pensem que gostei do filme apenas por causa de Harry no papel principal, eu devo dizer que a história se passa ao final da década de 50 do século XX, e é contada sob uma perspectiva das memórias registradas num diário lido por uma das personagens, quando todos os envolvidos já estão idosos, com uma sequência cênica que alterna entre o tempo da narrativa e o tempo na narrativa. Essa alternância é responsável por um dos efeitos catárticos do filme, ao lado de contexto histórico, lições sobre arte, opressão sexual e sexista, convenções sociais, amor, egoísmo, ciúmes, imprudência, inconsequência e fugacidade da vida. 

Em meados do século XX, o Reino Unido vivia sob o peso da Emenda Labouchere, desde 1885. Tratava-se de uma Lei que punia a homossexualidade masculina como indecência grave entre homens. Nesse contexto histórico, Patrick, o curador de arte de um museu britânico, conhece o policial Tom e se apaixona por ele. Mas Tom é um gay no armário, influenciado pela cultura homofóbica e com ideais pequeno-burgueses de se casar, ter filhos e constituir família. Apesar das dificuldades impostas por esse contexto, eles desenvolvem um romance secreto. 

Até que Tom casa-se com a jovem Marion, com a permissão de Patrick, que concorda em dividi-lo com uma mulher, já que não tinha outro jeito. Era preciso manter o emprego de ambos e, ao menos para Tom, o casamento era uma instituição mantenedora de sua carreira como policial. Ao longo do enredo, Marion descobre fazer parte de um triângulo amoroso. Movida por impulsos de ciúme, ela denuncia Patrick ao museu. Ele perde o emprego, é preso, e isso deixa Tom apavorado. Menos por preocupar-se com Patrick que por medo de perder seu emprego, seu casamento e sua imagem social. 

Marion arrepende-se, tenta consertar a merda que fizera e que poderia respingar em seu próprio lar, mas não adianta. A existência do diário lido na alternância temporal ao longo do filme torna-se prova documental do triângulo amoroso, e Tom acaba expulso da polícia. Passa a hostilizar Patrick por isso, e Marion é a única que, mesmo traída, sente alguma compaixão por Patrick. Anos mais tarde, ela se propõe a cuidar de Patrick já idoso e doente em sua própria casa, obrigando Tom a se confrontar com o passado e assumir as consequências das escolhas que fizera de se casar com uma mulher, mesmo sendo gay. 

"Meu Policial" é uma adaptação do livro homônimo escrito por Bethan Roberts e lançado em 2012. O filme, porém, é de 2022. A autora se inspirou na vida de E.M. Forster (1879-1970), escritor inglês que viveu uma história parecida com a trajetória do policial Tom Burgess.

Este filme propõe reflexões profundas sobre a perniciosidade de leis homofóbicas e a importância do combate à homofobia. Leis homofóbicas acabam gerando o cidadão sistêmico que a filósofa Hannah Arendt denuncia na banalidade do mal. Ela descreve de que maneira as pessoas comuns, não necessariamente sádicas, normalizam atentados contra os direitos humanos, por absoluta falta de consciência crítica. apenas aderindo, sem pensar, à burocracia ordinária de instituições como os diversos sistemas e aparelhos político-ideológicos do Estado e da cultura. Foi assim que o mal se tornou rotina no nazismo e em diversos outros sistemas que extrapolam os regimes totalitários. E essa banalidade acontece até hoje em diversos segmentos da vida social. 

Tom se via apenas como um policial que deveria cumprir tarefas de policial e de cidadão comum de um Estado homofóbico, sem questionar a moralidade de suas ações, sua própria homossexualidade, sua covardia, suas escolhas, a objetificação de Marion e do próprio Patrick, tampouco sobre o futuro, a velhice e a iminência compulsória da morte. Outro aspecto interessantíssimo do filme é que ele pode ser lido por perspectivas que se comunicam entre si. 

Da perspectiva heterossexual, Marion representa um tipo social vitimizado pela construção sistêmica da heterossexualidade. Como, por exemplo, um gay casar com mulher, para atender a uma reivindicação social, já é uma maldade banalizada, o cinespectador hétero tende a hostilizar Tom, o representante dos gays no armário.  Da perspectiva homossexual, porém, o filme mostra como a dicotomia coragem/medo classifica a comunidade LGBTQIAPN+. Tom representa o medo. Patrick, a coragem. Salvaguardadas as proporções da heterossexualidade compulsória que criminaliza quaisquer outras variantes sexuais. 

Isso abre a obra para um preenchimento concretizador que vai depender da inteligência e da alteridade de quem estiver assistindo ao filme. O espectador menos inteligente vai tentar achar, entre as personagens do triângulo amoroso, quem é o vilão, e provavelmente pode ser que Tom seja classificado como tal. A verdade, porém, é que a vilania desse enredo não reside em nenhum personagem. Todos são vítimas de um sistema que legitimou o preconceito homofóbico com base num critério ordinário e banalizado, igual se fizera com o racismo. 

A mim sensibilizou sobretudo a velhice de homossexuais que se mantêm fiéis a si mesmos e não aderem às compulsões ordinárias da heteronormatividade, mesmo correndo o risco de serem cobrados por serem quem são.  Outra proposta reflexiva interessante que esse filme traz nas entrecenas é sobre o poder do conhecimento adquirido através dos estudos. Estudar a linha do tempo da história da (des)criminalização da homossexualidade no Reino Unido foi uma das primeiras coisas que esse filme fez em mim. Há uma história secular de discriminação homofóbica no Reino Unido, tanto que as Leis que libertaram os gays só foram revogadas recentemente, na primeira década do século XXI. 

Antes disso, em meados do século XIX, a Lei de Sodomia previa pena de morte, prisão perpétua e trabalhos forçados aos gays. No último quartel do século XIX, mais precisamente em 1885, entra em vigor a Emenda Labouchere, que contextualiza o filme. Essa emenda criminaliza relações sexuais entre homens, mesmo no privado. O escritor Oscar Wilde é um exemplo emblemático real do rigor dessa emenda. Ela foi o ordenamento jurídico que o condenou a dois anos de prisão com trabalhos forçados, o que prejudicou sua saúde, sua vida financeira e destruiu completamente sua imagem social. 

Essa emenda vigorou por quase um século no Reino Unido. Somente a partir de meados do século XX (1967), países como Inglaterra, País de Gales, Escócia e Irlanda do Norte começaram a descriminalizar a homossexualidade. Mesmo assim, os atos homossexuais deveriam ser consensuais, os envolvidos deveriam ser maiores de 21 anos, e tudo deveria permanecer no privado. O filme se passa nos anos de 1950. Então o enredo não alcança essa fase. Somente em 2001 a idade de consentimento para relações homossexuais foi igualada à idade consentida para héteros, 16 anos. E a abolição total das leis anti-homossexuais só acontece em 2008. Considerando-se que nenhuma cultura secular se desconstrói do dia para a noite, o Reino Unido não deve ser um lugar para onde os gays devam migrar. 

sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

.: Quais as cenas adicionais de "O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei"?


Por 
Helder Moraes Miranda, jornalista e crítico de cultura, editor do portal Resenhando.com.

A reestreia de "O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei" na Rede Cineflix e em cinemas brasileiros, neste sábado, dia 24 de janeiro, em versão estendida, recoloca na tela grande o capítulo final da trilogia dirigida por Peter Jackson, agora como parte das comemorações pelos 25 anos de "A Sociedade do Anel", adaptação do clássico de J. R. R. Tolkien. Lançado originalmente em 2003, o longa-metragem - vencedor de 11 Oscars, incluindo Melhor Filme, Diretor e Roteiro Adaptado - volta ao circuito, quando a Warner Bros. Pictures promove a exibição integral da trilogia em sessões especiais, um filme por dia, sempre em versão legendada. Trata-se de um convite tanto à memória afetiva de uma geração quanto à descoberta, em escala monumental, de uma das experiências cinematográficas mais ambiciosas do século XXI.

Concluindo a jornada iniciada dois anos antes, "O Retorno do Rei" acompanha a aproximação do desfecho da Guerra do Anel. Enquanto Frodo (Elijah Wood) e Sam (Sean Astin) avançam rumo à Montanha da Perdição, enfrentando o esgotamento físico e a manipulação final de Gollum (Andy Serkis), os povos livres da Terra-média se reúnem para resistir ao cerco de Sauron. Gandalf (Ian McKellen) tenta salvar Minas Tirith do colapso moral e político imposto por Denethor (John Noble), Aragorn (Viggo Mortensen) assume o peso de sua herança e lidera homens, elfos e anões rumo a uma última esperança, enquanto Éowyn (Miranda Otto) rompe expectativas e protagoniza um dos momentos mais emblemáticos da saga.

Dirigido por Peter Jackson e escrito por ele em parceria com Fran Walsh e Philippa Boyens, a partir da obra de J.R.R. Tolkien, o filme encerra a trilogia com uma combinação rara de espetáculo épico, emoção íntima e rigor técnico. Não por acaso, tornou-se a maior bilheteria mundial de 2003, ultrapassando a marca de US$ 1,1 bilhão, além de figurar entre os títulos mais premiados da história do cinema. Para a crítica internacional, de veículos como The New York Times, The Guardian e Variety, o longa-metragem consolidou o feito de transformar uma obra considerada “infilmável” em fenômeno cultural e industrial, capaz de dialogar com públicos distintos sem sacrificar densidade dramática ou coerência narrativa.

A diferença entre a versão exibida originalmente nos cinemas e a versão estendida agora reapresentada é substancial e vai além do mero acréscimo de minutos. O corte de cinema tem cerca de 201 minutos; a versão estendida ultrapassa 250, acrescentando aproximadamente 50 minutos de cenas inéditas ou ampliadas. Esses acréscimos aprofundam personagens, relações políticas e consequências morais da guerra. Há mais tempo dedicado à loucura de Denethor, ao desgaste psicológico de Frodo, ao protagonismo de Éowyn no campo de batalha e, sobretudo, à dimensão simbólica do poder. 



Quais são as cenas adicionais de "O Senhor dos Anéis - A Sociedade do Anel" (com spoiller)
Na versão estendida de "O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei", a narrativa ganha fôlego adicional e densidade dramática logo nos primeiros movimentos. Após a vitória em Isengard, Saruman surge novamente no alto da torre de Orthanc, protagonizando uma cena ausente do corte de cinema. O antigo mago enfrenta Gandalf, Théoden e Aragorn em um embate verbal carregado de ironia, ressentimento e decadência moral. A sequência encerra definitivamente seu arco, revelando o custo da corrupção pelo poder e oferecendo um desfecho mais coerente para um personagem central da trilogia.

Em Minas Tirith, a versão estendida aprofunda o colapso psicológico de Denethor. Cenas adicionais mostram sua relação abusiva com Faramir, marcada por humilhação e desprezo, deixando mais explícito o contraste entre o amor perdido por Boromir e a rejeição ao filho sobrevivente. O uso do Palantír por Denethor é sugerido de forma mais clara, reforçando que sua loucura não é apenas fruto do desespero, mas também da influência direta de Sauron. Gandalf, por sua vez, ganha mais espaço como figura política e estratégica, não apenas como guia espiritual.

A jornada de Aragorn, Legolas e Gimli pela Senda dos Mortos é significativamente expandida. O Exército dos Mortos não surge apenas como um recurso narrativo imediato, mas como um desafio moral e simbólico: almas presas por juramentos quebrados, que exigem de Aragorn mais do que coragem: querem legitimidade, palavra e liderança. O encontro é mais tenso, sombrio e ritualístico, reforçando o peso histórico da linhagem do herdeiro de Isildur.

A Batalha dos Campos de Pelennor também se torna mais extensa e brutal. Há novas escaramuças, maior atenção aos horrores da guerra e ao impacto humano do conflito. Merry e Éowyn ganham cenas adicionais após a queda do Rei-Bruxo de Angmar, enfatizando não apenas o heroísmo do feito, mas suas consequências físicas e emocionais. Éowyn, ferida e exausta, deixa de ser apenas símbolo de bravura para se tornar corpo vulnerável em meio à devastação.

Um dos acréscimos mais emblemáticos ocorre diante do Portão Negro. A Boca de Sauron aparece como emissário do mal, exibindo supostos pertences de Frodo e provocando desespero nos líderes aliados. A cena explicita a guerra psicológica travada por Sauron e testa os limites da esperança de Aragorn e Gandalf, reforçando que a batalha final não se dá apenas com espadas, mas com informação, medo e manipulação.

Em Mordor, a caminhada de Frodo e Sam é prolongada por momentos de silêncio, exaustão e desespero. A versão estendida enfatiza o colapso físico de Frodo e a solidão radical da missão, enquanto Sam assume, de forma ainda mais clara, o papel de sustentação ética e afetiva da jornada. A tensão com Gollum é ampliada, tornando seu fim ainda mais trágico e inevitável.

O pós-guerra também ganha novos contornos. A coroação de Aragorn é mais cerimonial, reforçando a restauração simbólica da ordem. Os reencontros são mais demorados, permitindo que o espectador assimile o custo emocional da vitória. Por fim, a despedida nos Portos Cinzentos é estendida, sublinhando a melancolia que atravessa o encerramento da trilogia: a vitória sobre o mal não apaga as marcas deixadas pelo caminho, e nem todos podem permanecer no mundo que ajudaram a salvar.


Ficha técnica
“O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei” | “The Lord of the Rings: The Return of the King” (título original) | “O Senhor dos Anéis: O Regresso do Rei” (título em Portugal)
Gênero: fantasia épica, aventura. Classificação indicativa: 12 anos. Ano de produção: 2003. Idioma: inglês. Direção: Peter Jackson. Roteiro: Peter Jackson, Fran Walsh e Philippa Boyens (baseado na obra de J.R.R. Tolkien). Elenco: Elijah Wood, Sean Astin, Ian McKellen, Viggo Mortensen, Orlando Bloom, Miranda Otto, Andy Serkis, Cate Blanchett, Hugo Weaving, entre outros. Distribuição no Brasil: Warner Bros. Pictures. Duração: 251 min (versão estendida). Cenas pós-créditos: não.

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Cineflix Miramar | Santos
Dia 22 de janeiro | "O Senhor dos Anéis - A Sociedade do Anel" | Sala 3 | 18h00
Dia 23 de janeiro | "O Senhor dos Anéis - As Duas Torres" | Sala 3 | 18h00
Dia 24 de janeiro | "O Senhor dos Anéis - O Retorno do Rei" | Sala 3 | 18h00
No Miramar Shopping | Rua Euclides da Cunha, 21 - Gonzaga - Santos / São Paulo. Ingressos neste link.







.: Com single "Bruxa" lançado, Banda Gatos Feios prepara o primeiro álbum


Por
 Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural. Foto: Pri Nakano

A banda paulista Gatos Feios lançou recentemente o single “Bruxa”, já disponível em todas as plataformas digitais. A faixa carrega uma atmosfera sombria que remete às trilhas sonoras de séries dos anos 80 e 90, combinando mistério, desejo e intensidade com uma pegada visceral de punk rock. E integra o primeiro álbum da banda que está em fase de finalização.

Com refrão contagiante em inglês e uma letra que aborda estados de feitiço, veneno e maldição, “Bruxa” mergulha em um universo simbólico de magia, perdição e sedução. O resultado é uma verdadeira poção sonora que equilibra energia crua, melodia e personalidade. Formado em 2010, em Caieiras (SP), o grupo surgiu inicialmente revisitando clássicos do rock dos anos 50, com influências que iam de Elvis Presley a Jerry Lee Lewis. Com o tempo, os músicos perceberam que o som ganhava identidade própria e decidiram investir em composições autorais.

A projeção na cena paulista veio rapidamente, especialmente após uma apresentação marcante no tradicional Baile dos Anos 60 de Caieiras, que ampliou a visibilidade do grupo. Em 2011, a banda lançou as faixas “Eu Era Tão Seu Amigo”, “No Bar Todo Mundo é Amigo” e “Jornada Para Te Conquistar”, disponíveis nas plataformas digitais.

Atualmente, a banda finaliza seu primeiro álbum completo, intitulado “Eu Sou Produto”, previsto para lançamento em fevereiro de 2026. O disco contará com dez faixas inéditas e aposta em uma mistura autêntica de Punk Pop, Rockabilly, Jovem Guarda e Rock Nacional, gravadas com Paulo Albino (mesmo produtor de Edu Falaschi) no Estúdio Zero. O novo trabalho promete consolidar o Gatos Feios como uma das apostas do rock independente paulista e ampliar sua circulação pelos palcos do Brasil.

Musicalmente, a banda transita com naturalidade entre o punk rock, o rock alternativo e o rock nacional, equilibrando peso, melodia e letras diretas. As influências vão de nomes internacionais como Green Day, Ramones, The Clash e The Offspring, passando pelo punk brasileiro clássico de Cólera e Inocentes, até referências do rock nacional como Titãs, Legião Urbana, CPM 22, Charlie Brown Jr. e Ira!.

Com letras que refletem o cotidiano, as contradições sociais e emocionais e a exposição excessiva do mundo contemporâneo, o Gatos Feios aposta em um som honesto, sem filtros e carregado de energia de palco. “Bruxa” antecipa uma nova fase criativa da banda, que segue fortalecendo o circuito independente e conectando passado e presente do rock brasileiro com atitude e identidade própria.

"Bruxa"

.: #VivoLendo: Revista Cuipatã - N.º 1: Dossiê 40 Anos Vila Socó


Por 
Vieira Vivo, escritor e ativista cultural.
O mangue virou altar de sacrifícios

Saudamos o surgimento da Revista de Ensaios e Literatura Cuipatã, nome que nos remete ao idioma dos povos originários, ao tupi-guarani, com o significado poético e abrangente de água que desce da serra ao qual a oralidade nos trouxe à denominação atual de Cubatão. Neste primeiro número a publicação, cujo projeto foi premiado pelo Conselho Municipal de Política Cultural, disseca o trágico incêndio ocorrido na Vila Socó em fevereiro de 1984. A publicação se insere no mais completo dossiê impresso até hoje sobre a inesquecível catástrofe, nos revelando com rigor científico e acadêmico toda a dimensão do sofrimento humano e social das vítimas, o descaso das autoridades, a inércia do judiciário e a apatia e frieza do regime militar.

A primeira parte é composta pelo editorial e por onze ensaios altamente elaborados, com extensa referência bibliográfica, onde a visão de cada colaborador nos elucida sobre a problemática da tragédia noturna, a ineficaz contagem oficial dos mortos, a imputação pela Petrobras da culpabilidade aos próprios moradores, a acusação, sem provas, de furto e estocagem domiciliar de combustível extraído de uma tubulação sem manutenção adequada e que cortava o subsolo pantanoso da favela. O rescaldo oficial ao amanhecer revelou a morte de noventa e três pessoas. Porém, somente de crianças, segundo registros posteriores de matriculados nas escolas, a soma alcançou aproximadamente 500 vítimas desaparecidas. O horror reverbera até aos dias atuais. O Grupo Teatral Coletivo 302 encenou a peça “Vila Socó” com profundo impacto artístico e emocional e a revista traz, ainda, no primeiro caderno, extensa entrevista com os integrantes da premiada troupe teatral cubatense.

A segunda parte, denominada Caderno Literatura, traz poemas, crônicas, contos e reflexões sobre o tema implícito da edição e dá voz, também à temática literária livre a cargo de marcantes autores, os quais mantêm a qualidade geral da publicação. Reverenciamos aos editores Douglas Gadelha Sá, Márcio Gregório Sá e Milton Ricardo Junior, assim como ao coordenador editorial Ademir Demarchi pelo árduo e relevante trabalho de manterem viva, através da Revista Cuipatã, a memória e a dor das vítimas e familiares, protagonistas involuntários, da maior tragédia urbana brasileira destes últimos quarenta anos.

.: No Sesc Digital, drama "Bom Trabalho" é inspirado em romance "Billy Budd"


Em cartaz no site sesc.digital e no app Sesc Digital, o drama "Bom Trabalho", de Claire Denis, revisita a masculinidade, o desejo e o autoritarismo em uma história inspirada pelo romance "Billy Budd" de Herman Melville, ambientada na Legião Estrangeira. 

No filme, o oficial da Legião Estrangeira, Galoup, relembra sua vida outrora gloriosa, liderando tropas no Golfo de Djibouti. Sua existência lá era feliz, estrita e regrada, mas a chegada de um jovem recruta promissor, Sentain, planta as sementes do ciúme na mente de Galoup. Acesse gratuitamente sesc.digital neste link. Ou baixe o aplicativo, disponível para download nas lojas Google Play e App Store.


"Bom Trabalho"
Direção: Claire Denis | França | 1999 | 91 minutos | Ficção | 16 anos
Disponível até 20 de março de 2026  


Aplicativo Sesc Digital
Filmes de ficção, documentários, produções originais, shows, mostras e festivais dão vida à nova plataforma de streaming do Sesc São Paulo. Disponível para Apple e Android, o app Sesc Digital é uma ferramenta intuitiva com acesso gratuito a vídeos em até 4K. Compatível com Chromecast e AirPlay, permite ao usuário assistir às obras audiovisuais sem cadastro e gerenciar perfis para toda a família. 


Sesc Digital
  
A presença digital do Sesc São Paulo vem sendo construída desde 1996, sempre pautada pela distribuição diária de informações sobre seus programas, projetos e atividades e marcada pela experimentação. O propósito de expandir o alcance de suas ações socioculturais vem do interesse institucional pela crescente universalização de seu atendimento, incluindo públicos que não têm contato com as ações presenciais oferecidas nas 40 unidades operacionais espalhadas pelo estado. No ar desde 2020, a plataforma Sesc Digital apresenta gratuitamente ao público conteúdos de diversas linguagens artísticas, como teatro, música, literatura, dança, artes visuais, entre outras. Com curadoria do CineSesc, a programação de cinema oferece ao público, filmes premiados, clássicos e contemporâneos, ficções e documentários, produções brasileiras e de várias partes do mundo. Saiba mais em Sesc Digital.

.: TV Cultura exibe documentário inédito sobre o escritor Otto Lara Resende


Neste sábado, dia 24 de janeiro, a TV Cultura leva ao ar o documentário inédito "Otto: De Trás P/ Diante", sobre o escritor e jornalista Otto Lara Resende (1922-1992), dirigido por Helena Lara Resende e Marcos Ribeiro. A exibição acontece às 23h00. Para contar essa história, foi recriado o escritório na casa de campo que pertenceu ao escritor. 

O ator Rodolfo Vaz interpreta Otto; a atriz Júlia Lemmertz lê trechos de sua obra; e a viúva, Helena Pinheiro de Lara Resende, e sua filha temporã, a jornalista Helena Lara Resende, revelam bilhetes e trechos de cartas inéditos. O jornalista e escritor Humberto Werneck também participa do filme, pontuando e comentando fatos da vida de Otto. Tal qual o seu personagem, o filme é acessível a todos, seja através da emoção, do informação, da reflexão, do humor, e sobretudo através de sua humanidade. Compre os livros de Otto Lara Resende neste link.

.: Documentário "Limpam com Fogo" investiga incêndios em favelas de SP


Em cartaz no site sesc.digital e no app Sesc Digital, o documentário brasileiro "Limpam com Fogo", de Rafael Crespo, Conrado Ferrato e César Vieira, investiga incêndios em favelas paulistanas, revelando as engrenagens da especulação imobiliária e suas conexões com o poder público, enquanto os moradores encontram dificuldade para receber ajuda, denunciar e garantir seu direito à moradia. 

Entre análises de especialistas e depoimentos marcantes das vítimas, o filme investiga os reais motivos por trás da seletividade do fogo, e explora a relação entre empresas do setor imobiliário e os vereadores que participaram da CPI dos Incêndios em Favelas na Câmara dos Vereadores de São Paulo. Acesse gratuitamente sesc.digital neste link. Ou baixe o aplicativo, disponível para download nas lojas Google Play e App Store.


"Limpam com Fogo"
Direção: Rafael Crespo, Conrado Ferrato e César Vieira | Brasil | 2016 | 84min | Documentário | 14 anos
Disponível até 20 de março de 2026  


Aplicativo Sesc Digital
Filmes de ficção, documentários, produções originais, shows, mostras e festivais dão vida à nova plataforma de streaming do Sesc São Paulo. Disponível para Apple e Android, o app Sesc Digital é uma ferramenta intuitiva com acesso gratuito a vídeos em até 4K. Compatível com Chromecast e AirPlay, permite ao usuário assistir às obras audiovisuais sem cadastro e gerenciar perfis para toda a família. 


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A presença digital do Sesc São Paulo vem sendo construída desde 1996, sempre pautada pela distribuição diária de informações sobre seus programas, projetos e atividades e marcada pela experimentação. O propósito de expandir o alcance de suas ações socioculturais vem do interesse institucional pela crescente universalização de seu atendimento, incluindo públicos que não têm contato com as ações presenciais oferecidas nas 40 unidades operacionais espalhadas pelo estado. No ar desde 2020, a plataforma Sesc Digital apresenta gratuitamente ao público conteúdos de diversas linguagens artísticas, como teatro, música, literatura, dança, artes visuais, entre outras. Com curadoria do CineSesc, a programação de cinema oferece ao público, filmes premiados, clássicos e contemporâneos, ficções e documentários, produções brasileiras e de várias partes do mundo. Saiba mais em Sesc Digital.
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