Por Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural. Fotos: divulgação
Loja do Resenhando.com traz novos livros para venda no Shopee
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sexta-feira, 28 de agosto de 2026
.: Grupo Equale canta a obra de Aldir Blanc no álbum “Salve, Aldir!”
Por Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural. Fotos: divulgação
.: "Depois que Abri a Porta do Mar" leva Gabriela Curry à Bienal do Livro de SP
Autora transforma 25 anos entre Brasil e Portugal em crônicas sobre identidade, preconceito, feminismo, amadurecimento e as experiências que ajudam a construir uma trajetória
Sobre Gabriela Curry
Serviço
.: “Torrentes de Paixão” traz à tona a 1ª protagonista de Marilyn Monroe
Clássico de Henry Hathaway coloca Marilyn Monroe no centro de uma trama de desejo, adultério e assassinato e chega ao catálogo da plataforma Belas Artes À La Carte
.: Há 92 anos, nascia Sylvia Telles, a voz da Bossa Nova
Por Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural. Fotos: divulgação
Há 92 anos, nascia no Rio de Janeiro a cantora Sylvia Telles, a voz que serviu como a imagem da Bossa Nova. Com personalidade forte e cativante, ela acabou influenciando várias outras canypras com sua interpretação peculiar e moderna. Sempre a frente de seu tempo. Sylvia D´Atri Telles nasceu em uma família que tinha a música sempre próxima. Embora fosse atraída inicialmente pela dança (ballet clássico) eLa acabou se descobrindo como intérptrete estimulada pelo seu irmão mais velgo, Mario Telles, que tinha discos e já atuava na música.
quinta-feira, 27 de agosto de 2026
.: “Agnus Dei” acompanha cordeiros e freiras em tradição secular em Roma
Ficha técnica
Gênero: documentário. Duração: 73 minutos. Classificação indicativa: 10 anos. Ano de produção: 2025. Data de lançamento: 31 de agosto de 2025, na Itália. Idioma: italiano. Direção: Massimiliano Camaiti. Roteiro: Massimiliano Camaiti. Elenco: freiras beneditinas do Mosteiro de Santa Cecília em Trastevere. Distribuição no Brasil: Pandora Filmes. Cenas pós-créditos: não. Assista na plataforma de streaming Belas Artes À La Carte.
.: "A Praga" estreia na Reserva Imovision como último horror inédito de Mojica
Filme rodado em 1980, considerado perdido por décadas e restaurado a partir de negativos encontrados no antigo escritório do cineasta, recupera um dos projetos mais singulares de José Mojica MarinsPor Helder Moraes Miranda, jornalista e crítico de cultura, especial para o portal Resenhando.com.
Em maio de 2012, José Mojica Marins esteve em Curitiba para a estreia de um espetáculo inspirado na própria trajetória. Ao terminar a apresentação, diante da plateia, anunciou em alto e bom som: “'A Praga' vem aí!”. A promessa levaria mais de uma década para se concretizar. Mojica morreu em fevereiro de 2020, sem ver concluído o projeto que acompanhou durante tantos anos. Agora, "A Praga", último filme inédito dele como diretor, chega ao catálogo da Reserva Imovision, a maior plataforma de filmes independentes da América Latina, mais de quatro décadas depois das primeiras filmagens.
Na trama, Marina (Sílvia Gless) e Juvenal (Felipe Von Rhein) passeiam pelo campo e param diante da casa de uma senhora idosa para tirar fotografias. A brincadeira não termina bem. A mulher, interpretada por Wanda Kosmo, revela sua verdadeira identidade: é uma bruxa. Ao ser provocada, ela lança uma maldição sobre Juvenal. A transformação começa de maneira quase silenciosa, com pesadelos e mudanças de comportamento, mas rapidamente assume contornos cada vez mais perturbadores.
Uma ferida surge no corpo dele e passa a exigir carne crua para ser alimentada. O horror começa na deterioração física e psicológica do personagem. Juvenal perde gradualmente o domínio sobre o próprio corpo e tenta entender a origem daquela fome monstruosa. A punição sobrenatural transforma uma atitude aparentemente banal em um pesadelo que cresce até se tornar uma ameaça.
Uma praga que atravessou décadas, mudou de formato e quase desapareceu para sempre
A história por trás da produção poderia facilmente pertencer a um dos pesadelos criados pelo próprio Zé do Caixão. A ideia surgiu ainda nos anos 1960, quando "A Praga" foi concebido como um episódio de "Além, Muito Além do Além", programa de histórias macabras exibido pela TV Bandeirantes entre 1967 e 1968. O roteiro foi escrito por Rubens Francisco Lucchetti, um dos principais parceiros de Mojica na construção de seu universo fantástico. As gravações do programa, porém, desapareceram. O material da emissora foi perdido, mas a história ganhou uma nova vida em 1969, quando foi adaptada para os quadrinhos na revista "O Estranho Mundo de Zé do Caixão".
Mais de uma década depois, Mojica decidiu retomar a ideia. Em 1980, começou a filmar "A Praga" em Super-8. O dinheiro terminou antes que o projeto pudesse ser concluído e os negativos ficaram esquecidos durante anos. O material só seria reencontrado em 2007, quando o produtor Eugenio Puppo pesquisava o acervo de Mojica para uma retrospectiva. Os rolos estavam guardados no antigo escritório do cineasta, em São Paulo - dentro de um saco de lixo.
O reencontro com os negativos, no entanto, estava longe de significar o fim da jornada. As imagens não possuíam o registro sonoro necessário para recuperar os diálogos originais. A solução foi recorrer à leitura labial, realizada por Lakshmi Lobato, para reconstruir as falas e viabilizar uma nova dublagem. Débora Muniz assumiu a voz de Sílvia Gless, Eucir de Souza dublou Felipe Von Rhein e Luah Guimarãez emprestou a voz a Wanda Kosmo. O processo de restauração incluiu ainda correção de cores, tratamento de imagem, remasterização sonora, trilha musical e efeitos especiais.
Depois de anos de trabalho, a versão definitiva foi apresentada pela primeira vez no Festival de Cinema de Sitges, na Espanha, em outubro de 2021. A restauração preservou as características visuais do material encontrado, incluindo grãos, desgastes e outras marcas deixadas pelo tempo. A intenção foi recuperar o filme sem apagar a aparência de uma produção realizada em 1980.
Wanda Kosmo é uma das presenças mais marcantes da produção. Como a bruxa, a atriz e diretora concentra boa parte da atmosfera inquietante do filme. Felipe Von Rhein acompanha a degradação de Juvenal, enquanto Sílvia Gless interpreta Marina, testemunha próxima da transformação do companheiro. José Mojica Marins também aparece diante da câmera, mas não como protagonista. Zé do Caixão surge como anfitrião e narrador, conduzindo o espectador pela história. A escolha recupera uma característica de "O Estranho Mundo de Zé do Caixão", de 1968, também realizado em parceria com Lucchetti.
O filme que sobreviveu ao próprio criador e ganhou uma última chance de chegar ao público
O curta-metragem documental "A Última Praga de Mojica", de 17 minutos, acompanha o filme e ajuda a reconstituir essa trajetória improvável. Dirigido por Cédric Fanti, Eugenio Puppo, Matheus Sundfeld e Pedro Junqueira, reúne imagens de bastidores, depoimentos, registros das filmagens originais e reproduções da história em quadrinhos que esteve na origem do projeto. Depois da estreia em Sitges, a produção passou por eventos como Fantasporto e Festival do Rio, entre outros festivais dedicados ao cinema de gênero.
O percurso de "A Praga" é tão extraordinário quanto o próprio filme. Nasceu para a televisão, ganhou os quadrinhos, foi retomado por Mojica em Super-8, ficou inacabado, desapareceu durante décadas e acabou reencontrado entre materiais guardados em um saco de lixo. Sobreviveu ao abandono e chegou ao público quando seu próprio criador já não estava mais aqui para vê-lo.
Mojica não chegou a assistir à chegada de "A Praga" ao público. O filme, porém, preserva elementos que atravessaram sua carreira: o sobrenatural, o grotesco, a provocação e uma certa disposição para transformar o cotidiano em pesadelo. Agora, disponível na Reserva Imovision, "A Praga" finalmente cumpre a promessa feita por Mojica em Curitiba. Mais de quatro décadas depois das primeiras filmagens, a praga saiu das sombras.
Ficha técnica
"A Praga" (Título original) | "A Peste" (Título em Portugal) | "The Plague" (Título no exterior)
Gênero: terror. Duração: aproximadamente 51 minutos. Classificação indicativa: 16 anos. Ano de produção: 2021, a partir do material filmado originalmente em 1980. Data de lançamento: 2021, com estreia da versão definitiva no Festival de Cinema de Sitges; lançamento comercial brasileiro em 2023. Idioma: português. Direção: José Mojica Marins. Roteiro: Rubens F. Lucchetti. Elenco: Felipe Von Rhein, Sílvia Gless, Wanda Kosmo e José Mojica Marins. Distribuição no Brasil: Elo Studios. Streaming: Reserva Imovision. Cenas pós-créditos: não.Assista na plataforma de streaming Reserva Imovision.
Assine a Reserva Imovision, a maior plataforma de filmes independentes da América Latina
A equipe do portal Resenhando.com acompanha os filmes por meio da plataforma de streaming Reserva Imovision, dedicada ao cinema independente e autoral. Para acessar o catálogo completo, conferir novidades e realizar sua assinatura, o aplicativo da plataforma ou o visite o site oficial neste link. A Reserva Imovision reúne filmes e séries cuidadosamente selecionados, ampliando o acesso a obras que valorizam a diversidade cultural, a reflexão e experiências cinematográficas diferenciadas. Você pode assinar a plataforma de streaming Reserva Imovision neste link.
quarta-feira, 26 de agosto de 2026
.: Crítica: "Uma Infância Alemã" é história de amadurecimento e devoção
Por Mary Ellen Farias dos Santos, editora do Resenhando.com. Em maio de 2026
Em busca de realizar o desejo da mãe, garotinho Nanning (Jasper Billerbeck) descobre que além do rio há uma realidade ainda mais cruel e capaz de fazê-lo romper a inocência diante do recesso de itens comuns como a farinha de trigo. Ambientado na primavera de 1945, "Uma Infância Alemã" (Amrum), em cartaz na plataforma de streaming Reserva Imovision, apresenta uma aventura épica na ilha isolada de Amrum, no Mar do Norte.
O drama que acontece ainda nas semanas finais da Segunda Guerra Mundial, leva o menino de 12 anos que aguarda o retorno do pai do front, a protagonizar uma verdadeira jornada do herói com uma trajetória emocionante, que o faz caçar focas, pescar à noite, trabalhar no campo para sustentar a mãe grávida e até o faz cair no erro de cometer alguns delitos.
O longa exibido no Festival de Cinema Europeu Imovision 2026, baseado em memórias reais que pincelam o fim da guerra e segredos familiares profundos, entrega uma perspectiva emocional e psicológica sobre a Segunda Guerra Mundial. Logo, "Uma Infância Alemã" é um retrato delicado sobre o amadurecimento diante da realidade, assim como o impacto do fascismo e do trauma por meio dos olhos de uma criança criada dentro da ideologia nazista.
"Uma Infância Alemã" (Amrum). Gênero: Drama. Direção: Fatih Akin. Roteiro: Fatih Akin e Hark Bohm. Duração: 1h 33 minutos. Classificação Indicativa: 14 anos. Distribuição: Imovision. Elenco: Laura Tonke, Jasper Billerbeck e Diane Kruger. Sinopse: drama histórico que acompanha a perda da inocência de um garoto durante o colapso do Terceiro Reich.
Ficha técnica
"Uma Infância Alemã" | "Amrum" (título original)
Gênero: Drama. Direção: Fatih Akin. Roteiro: Fatih Akin e Hark Bohm. Duração: 1h 33 minutos. Classificação Indicativa: 14 anos. Distribuição: Imovision. Elenco: Laura Tonke, Jasper Billerbeck e Diane Kruger. Sinopse: drama histórico que acompanha a perda da inocência de um garoto durante o colapso do Terceiro Reich. Assista na plataforma de streaming Reserva Imovision.
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Trailer de "Uma Infância Alemã"
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.: “O Filme de Oki” embaralha tempos e desejos no cinema de Hong Sang-soo
Filme de Hong Sang-soo, lançado originalmente em 2010, acompanha uma estudante de cinema dividida entre um professor e um jovem realizador e transforma diferentes pontos de vista em matéria-prima
A escolha de “Pomp and Circumstance”, de Edward Elgar, especialmente da célebre “Marcha nº 1 em Ré maior, Op. 39”, acrescenta uma camada de ironia à produção. Tradicionalmente associada a cerimônias acadêmicas e formaturas, a música acompanha uma história ambientada no ambiente universitário, em que os personagens discutem arte, talento, carreira e fracasso enquanto enfrentam relações pessoais bem menos solenes. É uma oportunidade de conhecer uma fase particularmente inventiva da carreira de Hong Sang-soo. O filme pode provocar estranhamento por não entregar uma cronologia convencional. Em compensação, oferece ao espectador o prazer de desconfiar das próprias certezas e rever mentalmente aquilo que acabou de assistir.
Gênero: drama/comédia. Duração: 80 minutos. Classificação indicativa: 14 anos no Brasil; M/12 em Portugal. Ano de produção: 2010. Data de lançamento original: 16 de setembro de 2010. Idioma: coreano. Direção: Hong Sang-soo. Roteiro: Hong Sang-soo. Elenco: Lee Sun-kyun, Jung Yu-mi, Moon Sung-keun, Seo Young-hwa, Baek Jeong-rim, Lee Chae-eun e Um Tae-goo. Cenas pós-créditos: não. Assista na plataforma de streaming Belas Artes À La Carte.
.: "O Tesoureiro" revisita o caso PC Farias pelo olhar de Xico Sá
Livro recupera a investigação que levou o jornalista ao paradeiro do tesoureiro de Fernando Collor e reconstitui bastidores de um dos episódios mais emblemáticos da política brasileira. Foto: Renato Parada / Capa: Veridiana Scarpelli
O resultado é um livro que acompanha a ascensão e a queda de uma das figuras mais controversas da Nova República enquanto também registra a formação de um jornalista diante de uma cobertura que atravessou política, corrupção, perseguições e mistérios. A narrativa preserva ainda a marca literária do autor, que se inspira em referências como Hunter S. Thompson e incorpora elementos de literatura policial à investigação. Entre as figuras que povoam a história está a misteriosa informante conhecida pelo codinome Brigitte Monfort, nome emprestado de uma personagem de romances populares. Compre o livro "O Tesoureiro", escrito por Xico Sá, neste link.
Sobre o autor
segunda-feira, 24 de agosto de 2026
.: “Gente Pobre” e “A Dócil” recolocam Dostoiévski no centro do debate literário
Novas traduções diretas do russo, lançadas pela Via Leitura, aproximam leitores contemporâneos de dois textos fundamentais do escritor e filósofo russo
O interesse também aparece nas livrarias. O mercado editorial brasileiro tem ampliado a publicação de coleções e novas traduções de autores russos, muitas delas realizadas diretamente a partir do idioma original. É nesse cenário que a Via Leitura lança “Gente Pobre” e “A Dócil”, dois livros que ajudam a compreender por que Dostoiévski continua dialogando tão de perto com o presente. As novas edições têm tradução direta do russo assinada pela linguista e tradutora Natalia Petroff, formada pela USP e especialista no idioma. O trabalho busca preservar a força dos textos originais e, ao mesmo tempo, oferecer ao leitor brasileiro uma porta de entrada acessível para a obra do escritor.
Publicado originalmente em 1846, apresentando uma narrativa epistolar de forte dimensão social, “Gente Pobre” foi o primeiro romance de Dostoiévski. A narrativa acompanha, por meio de cartas, dois personagens humildes que compartilham sentimentos, expectativas e dificuldades provocadas pela pobreza. A troca epistolar revela tanto as limitações impostas pela condição social quanto a sensibilidade e a dignidade daqueles que vivem à margem. Compre "Gente Pobre", de Dostoiévski, neste link.
Concentra em poucas páginas um intenso estudo sobre a mente humana,“A Dócil” apresenta um dos momentos mais concentrados e perturbadores da literatura de Dostoiévski. Após o suicídio da jovem esposa, um homem tenta reconstruir os acontecimentos que levaram à tragédia. Entre lembranças, justificativas e contradições, a narrativa expõe temas como solidão, orgulho, incomunicabilidade e os impasses das relações afetivas. Compre "A Dócil", de Dostoiévski, neste link.
Essa capacidade de observar o indivíduo em seus momentos de maior fragilidade explicam a permanência de Dostoiévski. Culpa, medo, isolamento, desigualdade, relações humanas e conflitos psicológicos atravessam o tempo e encontram eco em questões discutidas atualmente, inclusive no campo da saúde mental. Os livros integram a coleção de literatura russa da Via Leitura, que também reúne títulos como “Memórias do Subsolo” e “Noites Brancas”. Com a iniciativa, o Grupo Editorial Edipro amplia o acesso a traduções diretas e aproxima do público brasileiro obras fundamentais da literatura mundial. Para quem ainda vê os clássicos russos como leituras distantes ou difíceis, os dois lançamentos também podem funcionar como ponto de partida.
Sobre Fiódor Dostoiévski
Fiódor Dostoiévski (1821-1881) foi escritor, jornalista e filósofo russo. Considerado um dos grandes nomes da literatura universal e um dos precursores do pensamento existencialista, construiu uma obra marcada pela investigação dos conflitos psicológicos e das contradições humanas. Entre seus livros mais conhecidos estão “Crime e Castigo”, “O Idiota” e “Os Irmãos Karamázov”. Sua trajetória pessoal também foi marcada por dificuldades financeiras e familiares, além de períodos de exílio e intensa produção literária. A experiência de Dostoiévski diante da pobreza, da culpa, da perda e das relações humanas atravessou seus livros e ajudou a formar uma literatura que continua provocando leitores de diferentes gerações. Compre os livros de Dostoiéviski neste link.
sábado, 22 de agosto de 2026
.: "Revolver" 60 anos: a arma dos Beatles era a inovação
Por Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural. Foto: divulgação
sexta-feira, 21 de agosto de 2026
: MPB-4 e Orquestra Petrobras revivem clássicos da nossa música
Por Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural. Foto: divulgação

























