quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

.: Cineflix Cinemas traz quatro estreias: “Hamnet”, "Marty Supreme" e mais!

Hoje, 15 de janeiro, a unidade Cineflix Cinemas de Santos, localizada no Shopping Miramar, apresenta quatro estreias nas telonas: os dramas "Marty Supreme" e  "Hamnet: A vida antes de Hamlet", o infantil nacional que saiu dos palcos de teatro para a telona, "O diário de Pilar na Amazônia" e a animação religiosa "Davi: Nasce um rei".

Seguem em cartaz o suspense psicológico "A Empregada", as animações "Tom & Jerry: Uma Aventura no Museu" e "Bob Esponja: Em Busca da Calça Quadrada", o drama "Valor Sentimental",  a produção brasileira premiada, "O Agente Secreto". Compre antecipadamente os ingressos aquihttps://vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SAN.

Estão disponíveis para venda os baldes colecionáveis, de "Bob Esponja: Em Busca da Calça Quadrada",  "Tom & Jerry: Uma Aventura no Museu" e "Avatar: Fogo e Cinzas"A unidade de Cinemas Cineflix Santos, fica no Miramar Shopping, à rua Euclides da Cunha, 21, no Gonzaga.


"Hamnet: A vida antes de Hamlet". (“Hamnet”). Gênero: drama histórico. Classificação indicativa: 14 anos. Ano de produção: 2025. Idioma: inglês. Direção: Chloé Zhao. Roteiro: Maggie O’Farrell e Chloé Zhao. Elenco: Jessie Buckley, Paul Mescal. Distribuição no Brasil: Universal Pictures. Duração: 2h05. Cenas pós-créditos: não. Sinopse: William Shakespeare e a sua esposa, Agnes, celebram o nascimento do seu filho, Hamnet. No entanto, quando a tragédia os atinge, inspira Shakespeare a escrever a sua obra-prima, Hamlet.

"Marty Supreme". (Marty Supreme). Gênero: Biografia, Comédia Dramática, Esporte. Direção: Josh Safdie Roteiro: Josh Safdie, Ronald Bronstein Elenco Principal: Timothée Chalamet, Gwyneth Paltrow, Odessa A'Zion, Tyler, the Creator, Fran Drescher, Abel Ferrara. Duração: 2h 29min. Sinopse: Baseado na vida de Marty Reisman, um jogador de tênis de mesa que se tornou campeão aos 67 anos. 

"O diário de Pilar na Amazônia". (nacional). Gênero: aventura, drama, família. Classificação indicativa: livre.  Direção: Duda Vaisman e Rodrigo Van Der Put. Roteiro: João Costa Van Hombeeck e Flávia Lins e Silva. Elenco: Lina Flor, Miguel Soares, Sophia Ataíde, Marcelo Adnet, Emílio Dantas, Babu Santana, Nanda Costa, Roberto Bomtempo. Duração: 90 minutos. Cenas pós-créditos: não. Sinopse: A jovem exploradora Pilar viaja até a Amazônia através de sua rede mágica. Após conhecer Maiara, ribeirinha que teve sua comunidade destruída, Pilar e os amigos buscam reencontrar a família da amiga e impedir o desmatamento da floresta.


"Davi: Nasce um rei". (David). Gênero: animação, família, biográfico, histórico. Classificação indicativa:10 anos. Direção: Phil Cunningham e Brent Dawes. Roteiro: Brent Dawes, Kyle Portbury e Sam Wilson. Elenco (vozes originais): Brandon Engman, Phil Wickham, Asim Chaudhry, Mick Wingert, Lauren Daigle. Dublagem brasileira: João Vitor Mafra, Maitê Cunha, Rodrigo Miallaret, Lara Suleiman, Alessandra Araújo, Victória Kíu, Luiza Caspary, Luci Saluzzi, Fernando Mendonça, Davi Barbosa. Duração: 109 minutos. Cenas pós-créditos: não. Sinopse: História bíblica de Davi, desde sua juventude como pastor de ovelhas até se tornar o maior rei de Israel.

"A Empregada". (The Housemaid). Gênero: Suspense Psicológico, Thriller. Direção: Paul Feig. Roteiro: Rebecca Sonnenshine, Freida McFadden. Ano de Lançamento: 2025. Data de Estreia (Brasil): 18 de Dezembro de 2025. País: EUA. Idioma: Inglês. Duração: 2h11m. Elenco Principal: Sydney Sweeney (Millie), Amanda Seyfried (Nina), Brandon Sklenar (Andrew), Michele Morrone. Baseado em: Livro de Freida McFadden. Sinopse: A história segue Millie Calloway, que, após sair da prisão, consegue um emprego como empregada na casa dos ricos Nina e Andrew Winchester, mas logo percebe a natureza perturbadora de Nina e as dinâmicas disfuncionais da família, levando a situações de manipulação e suspense, enquanto Millie tem seus próprios segredos. 

"Bob Esponja: Em Busca da Calça Quadrada". (The SpongeBob Movie: Search For SquarePants). Direção: Derek Drymon Roteiro: Pam Brady, Matt Lieberman, Marc Ceccarelli Elenco (Vozes originais): Tom Kenny, Clancy Brown, Rodger Bumpass Gênero: Animação, Aventura. Duração: 1h 28. Distribuidor: Paramount País de Origem: Estados Unidos  Sinopse: A história acompanha um Bob Esponja que descobre ter crescido e agora tem 36 mariscos de altura, querendo provar que não é mais um bebê, embarcando em uma aventura com o Holandês Voador para conseguir um certificado de aventureiro, o que o leva a uma jornada inesperada em Santa Monica.

"O Agente Secreto". Gênero: thriller, drama. Diretor: Kleber Mendonça Filho. Elenco: Wagner Moura, ao lado de Maria Fernanda Cândido, Gabriel Leone. Sinopse: Em 1977, Marcelo trabalha como professor especializado em tecnologia. Ele decide fugir de seu passado violento e misterioso se mudando de São Paulo para Recife com a intenção de recomeçar sua vida. Marcelo chega na capital pernambucana em plena semana do Carnaval e percebe que atraiu para si todo o caos do qual ele sempre quis fugir. Para piorar a situação, ele começa a ser espionado pelos vizinhos. Inesperadamente, a cidade que ele acreditou que o acolheria ficou longe de ser o seu refúgio.

"Valor Sentimental". (Sentimental Value). Direção: Joachim Trier. Roteiro: Eskil Vogt e Joachim Trier. Gênero: Drama, Comédia Duração: Aproximadamente 132 minutos País de Origem: Noruega (coprodução internacional). Distribuição no Brasil: Retrato Filmes e MUBI. Elenco Principal: Renate Reinsve (Nora) Inga Ibsdotter Lilleaas (Agnes) Stellan Skarsgård (Gustav) Elle Fanning (Rachel Kemp) Anders Danielsen Lie. Sinopse: As complexas dinâmicas de uma família após a morte da matriarca. Gustav, um cineasta outrora renomado, tenta se reconciliar com as filhas, Nora (uma atriz de teatro) e Agnes, ao oferecer a Nora o papel principal em seu novo filme autobiográfico. Diante da recusa da filha, ele escala uma jovem estrela de Hollywood (Elle Fanning), o que desencadeia novos conflitos e revisita traumas do passado. 


O Resenhando.com é parceiro da rede Cineflix Cinemas desde 2021. Para acompanhar as novidades da Cineflix mais perto de você, acesse a programação completa da sua cidade no app ou site a partir deste link. No litoral de São Paulo, as estreias dos filmes acontecem no Cineflix Santos, que fica no Miramar Shopping, à rua Euclides da Cunha, 21, no GonzagaConsulta de programação e compra de ingressos neste link: https://vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SAN.


Leia+

.: Crítica: "Bob Esponja: Em busca da calça quadrada" é história de superação

.: Crítica: "A Empregada" é suspense psicológico cheio de reviravoltas

.: “Hamnet: a Vida Antes de Hamlet” não "passa pano" para William Shakespeare

.: Crítica: "Valor Sentimental" reflete as confusões nas relações familiares

.: Crítica: "O Agente Secreto" é filmaço imperdível com a cara do Brasil

.: Crítica: "Anaconda" é pura diversão e ainda prega bons sustos

.: Crítica: "Foi Apenas Um Acidente" e a incerteza de torturados pela ditadura

.: “Susi, o Musical” chega aos palcos em produção inédita que revisita memórias


Com ingressos já à venda, o musical traz de volta a icônica boneca brasileira em uma história inédita que mistura memória afetiva, humor, crítica social e músicas originais, prometendo emocionar e divertir toda a família

Um dos maiores ícones da infância brasileira está prestes a ganhar nova vida nos palcos. A boneca Susi, lançada pela Estrela em 1966 e responsável por marcar gerações, retorna agora como protagonista de “Susi, o Musical”, idealizado e escrito por Mara Carvalho, com músicas de Thiago Gimenes e concepção e direção de Ulysses Cruz. Apresentado pelo Ministério da Cultura e com patrocínio do Itaú, o espetáculo estreia no dia 21 de fevereiro, no Teatro Sérgio Cardoso, em São Paulo, com ingressos disponíveis pelo site da Sympla e na bilheteria local. A produção é da Ulysses Cruz Arte & Entretenimento, em um projeto que articula fantasia, memória, crítica social e canções inéditas.

Na pele de Susi estará a cantora e atriz Priscilla, artista que iniciou sua trajetória ainda na infância, consolidou uma carreira sólida na música pop brasileira e vem ampliando sua atuação nos palcos e no audiovisual, destacando-se pela versatilidade vocal e cênica. A escolha da intérprete reforça o diálogo entre gerações proposto pelo musical e sublinha a força simbólica da personagem como representação de identidade, transformação e resistência cultural. Outros grandes nomes do elenco - que darão vida às diferentes versões da boneca, aos personagens simbólicos da narrativa e ao universo real da trama - serão revelados em breve.

O musical acompanha a trajetória de Victor, um menino de imaginação fértil, absorvido por um cotidiano mediado por telas que limitam sua percepção do mundo. Em um mergulho onírico que transita entre sonho e pesadelo, ele embarca em uma jornada fantástica na qual se confronta com seus medos e descobre novas perspectivas ao lado de Susi. 

Nesse universo simbólico, surge Vênus, personagem que encarna padrões importados, discursos de perfeição e as pressões contemporâneas do consumo e da imagem, atuando como força de oposição e provocação ao longo do percurso do protagonista. Entre aliados e antagonistas, Victor atravessa um verdadeiro rito de passagem, aprendendo a lidar com as transformações e contradições da infância rumo à adolescência.

Entre músicas, humor e emoção, o espetáculo aborda temas universais e contemporâneos, como identidade, autoestima, consumismo, feminismo, redes sociais, globalização e pertencimento. Ao longo dessa jornada, Victor descobre sua vocação e encontra caminhos de reconexão com a própria história, enquanto Susi luta para reafirmar sua relevância diante das novas gerações. Em cena, a personagem se multiplica em diferentes versões - que representam diversas profissões, etnias e possibilidades - refletindo a pluralidade da mulher brasileira e evidenciando sua resistência cultural frente ao brilho importado de padrões estrangeiros.

A ideia de transformar a boneca Susi em um musical surgiu em 2023, a partir de uma conversa entre Mara Carvalho e Ulysses Cruz sobre o impacto cultural recente de produções que revisitam ícones do imaginário coletivo. A provocação inicial deu origem a um projeto que vem sendo desenvolvido desde então, com o objetivo de resgatar memórias afetivas e, ao mesmo tempo, propor uma leitura crítica e contemporânea sobre identidade, pertencimento e consumo cultural.

Para o diretor Ulysses Cruz, o impulso criativo da montagem nasce do desejo de explorar a ousadia artística do teatro musical como linguagem capaz de ir além do entretenimento. Inspirado tanto pelo impacto cultural da boneca quanto por suas próprias memórias de infância ligadas aos brinquedos da Estrela, o diretor construiu uma narrativa que combina humor, fantasia e reflexão, utilizando o teatro musical como território fértil para discutir temas pouco usuais dentro do gênero, equilibrando diversão e pensamento crítico.

A autora e idealizadora Mara Carvalho também vê em Susi a oportunidade de dialogar com questões contemporâneas como autoconhecimento, amor-próprio e padrões de consumo. Ao lado de Ulysses Cruz, ela desenvolveu um enredo que combina humor, emoção e crítica social, resgatando um ícone da infância brasileira que, ao longo do tempo, foi substituído por referências estrangeiras. O musical propõe, assim, uma reflexão sobre identidade cultural, memória coletiva e a forma como o país lida com suas próprias criações.

Com diálogos afiados, projeções visuais e um desfile final apoteótico, "Susi, o Musical" alterna entre o universo real do quarto de Victor e o mundo simbólico das bonecas, promovendo reflexões sobre memória, individualidade e pertencimento, ao mesmo tempo em que discute o impacto da cultura de massa e a influência das novas gerações digitais.

A trilha sonora, assinada pelo diretor musical Thiago Gimenes, é parte essencial da dramaturgia. A instrumentação e a orquestração evidenciam a identidade de cada personagem e acompanham o ritmo da narrativa, transitando entre eletrônico e acústico, rock, pop, MPB, rap, trap e referências sonoras dos anos 1970. A música funciona como extensão do texto, revelando subtextos, impulsionando a ação e alternando entre momentos delicados e grandiosos para contar a trajetória atemporal de Susi e Victor.

Além da protagonista e de sua rival simbólica, o musical apresenta personagens icônicos do universo da boneca, inseridos em situações que equilibram humor e crítica. Ao propor uma experiência lúdica e emocional que costura passado e presente, diversão e reflexão, Susi, o Musical convida o público a revisitar memórias, questionar padrões impostos e reafirmar a autenticidade como valor essencial.

A montagem, que conta com o licenciamento da Estrela, reúne um time de diferentes criadores: Thiago Gimenes, responsável pelas músicas originais; Mara Carvalho e Thiago Gimenes, que assinam as letras; Rubens Oliveira, nas coreografias e direção de movimento; Verônica Valle, no cenário; Deborah Casares e Caia Guimarães, nos figurinos; Marcos Padilha, no visagismo; Aline Santini, no desenho de luz; Gabriel D’Angelo, no desenho de som; Vanessa Veiga, na produção de elenco; Thiago de Los Reyes, na direção executiva; e Andresa Gavioli, na produção executiva.


Serviço
"Susi, o Musical"

Local: Teatro Sérgio Cardoso – Sala Paschoal Carlos Magno
Rua Rui Barbosa, 153 – Bela Vista / São Paulo
Estreia: 21 de fevereiro, quinta-feira, 20h00
Temporada: de 21 de fevereiro a 12 de abril
Sessões: quintas e sextas, às 20h00, sábados e domingos 16h00 e 20h00
Ingressos: Plateia: Inteira: R$ 200,00 | Meia Entrada: R$ 100,00
Plateia Alta: Inteira: R$ 160,00 | Meia Entrada: R$ 80,00
Balcão: Inteira: R$ 50,00 | Meia Entrada: R$ 25,00 |
Vendas: Site da Sympla (https://bileto.sympla.com.br/event/114413) ou bilheteria local
Classificação etária: livre
Duração: 90 minutos
Capacidade: 827 lugares

.: Love Story: a biografia não autorizada da boate que marcou a noite paulistana


Durante mais de 20 anos, a Love Story foi um endereço que não cabia em rótulos. Mais do que uma boate, funcionou como ponto de encontro, refúgio momentâneo, lugar de fuga e, para muitos, espaço de pertencimento. Quem atravessava as portas da boate sabia que ali valiam outras regras, ou nenhuma. Agora, essa história ganha registro no livro "A Casa de Todas as Casas. Love Story", biografia não autorizada que se propõe a contar o que raramente ficou registrado sobre um dos símbolos mais controversos e fascinantes da noite de São Paulo.

Escrito pelos jornalistas Katia Simões e Roberto Prioste, o livro começou a ser elaborado a partir de um convite do empresário Luiz Paulo Fogguetti, personagem conhecido da cena paulistana e profundo conhecedor das memórias do centro da cidade. A proposta, desde o início, era clara: não se tratava de construir uma versão oficial nem de controlar o tom da narrativa. O convite foi justamente o oposto - mergulhar na história da Love Story sem filtros, sem censura e sem compromisso com idealizações.

O resultado é um livro-reportagem que cruza memória, jornalismo e comportamento urbano. A Love Story marcou épocas, costumes e contradições, localizada entre a Boca do Lixo e a Boca do Luxo, zonas que ajudam a entender o tipo de mistura que marcou sua trajetória. A narrativa se constrói a partir de mais de 25 horas de depoimentos. Estão ali artistas, empresários, jornalistas, personagens da noite, frequentadores anônimos e figuras públicas que circularam pela Love Story em momentos distintos, cada um carregando sua própria lembrança daquele espaço.

Os relatos revelam um lugar onde fama e anonimato conviviam de forma quase paradoxal. A atriz Luana Piovani lembra da casa como um raro espaço de liberdade musical e comportamental em meio à padronização da noite paulistana: “O Love era diferente porque tocava todo tipo de música. Era três degraus acima da loucura de qualquer trilha sonora de festa. Ali dava para se divertir de verdade”.

A chef Janaína Torres, hoje referência na gastronomia brasileira, fala da Love Story como um lugar onde hierarquias simplesmente não importavam: “Eu ia à Love para espairecer, dançar. Muitas vezes chegava direto do trabalho, com roupa de cozinheira, toda engordurada. E o tratamento era exatamente o mesmo”. Já a empresária Aritana Maroni associa a boate à mistura real de corpos, desejos e trajetórias: “Ali você entrava e via pessoas famosas escondidas, travestis, gente da noite, todo mundo junto. Era miscigenação de verdade”.

O livro também registra passagens discretas, quase cinematográficas, de figuras internacionais. O ator Chadwick Boseman passou uma noite inteira na Love Story sem ser reconhecido, protegido pelo acordo silencioso de discrição que a casa mantinha com seus frequentadores. O escritor Ari Behn, então marido da princesa Märtha Louise, da Dinamarca, chegou a gravar cenas de um programa europeu dentro da boate.

Essa relação delicada com a fama aparece também nos bastidores. Para preservar a privacidade de quem entrava, seguranças revistavam frequentadores e controlavam rigidamente o uso de câmeras. Alguns artistas, inclusive, evitavam o local com receio de virar pauta de colunas sociais. O cantor Thiaguinho é citado como alguém que preferia ir embora ao perceber que poderia ser exposto.

.: "Comédia Ao Vivo" celebra 20 anos de história e estreia no Teatro BDO Jaraguá


Reconhecido pelo Guinness Book como o show de stand-up comedy há mais tempo em cartaz no mundo, espetáculo inicia nova fase em um dos teatros mais tradicionais de São Paulo

O espetáculo "Comédia Ao Vivo", referência absoluta no humor brasileiro e reconhecido oficialmente pelo Guinness Book como o show de stand-up comedy há mais tempo em cartaz no mundo, celebra 20 anos de trajetória ininterrupta, estreia no Teatro BDO Jaraguá no próximo dia 16 de janeiro, com Luiz França, Marcelo Duque, Diogo Portugal, Maira Santos, Nil Agra e convidados.  A apresentação marca não apenas a chegada a um novo palco, mas também a comemoração de duas décadas de contribuição decisiva para a consolidação do stand-up comedy no Brasil. 

Criado com o objetivo de dar espaço a novos talentos e aproximar o público de um formato ainda pouco conhecido no país, o "Comédia Ao Vivo" rapidamente se transformou em um fenômeno. Ao longo dos anos, o espetáculo revelou grandes nomes do humor nacional, tornando-se uma verdadeira escola para comediantes e uma vitrine permanente para a renovação do gênero. Sua longevidade e relevância o colocam como um dos projetos culturais mais importantes da comédia brasileira. “O 'Comédia Ao Vivo 'é um marco do stand-up comedy, com mais de 20 anos de história, sendo o grupo mais antigo do Brasil e o espetáculo do gênero há mais tempo em cartaz no mundo, e voltar aos palcos de teatro após 18 anos no Teatro Renaissance, agora reestreando no Teatro BDO Jaraguá, é uma emoção imensa e a celebração de uma trajetória histórica”, diz Luiz França. 

A cada edição, o "Comédia Ao Vivo" mantém sua essência: apresentações dinâmicas, textos atuais, improviso e interação direta com a plateia. O formato permite que o espetáculo esteja em constante transformação, acompanhando os costumes, comportamentos e acontecimentos do cotidiano brasileiro, o que garante sua permanente conexão com o público e explica sua impressionante permanência em cartaz por 20 anos. 

A estreia no Teatro BDO Jaraguá, espaço tradicional da cena cultural paulistana, simboliza um novo capítulo nessa trajetória de sucesso. O público poderá assistir a um espetáculo afiado, contemporâneo e irreverente, que celebra o humor como linguagem artística e como ferramenta de reflexão, sem abrir mão da leveza e da diversão. Após a estreia, o show será apresentado toda sexta-feira, às 23h00, no mesmo local. 

Mais do que um show, o "Comédia Ao Vivo "se consolidou como um verdadeiro fenômeno cultural. Ao longo de duas décadas, contribuiu de forma decisiva para a popularização do stand-up comedy no Brasil, ajudando a formar plateias, fortalecer o mercado do humor e abrir caminhos para que o gênero se tornasse um dos mais relevantes do entretenimento nacional. “Voltamos com material novo e com a gravação do 'Desafio Comédia ao Vivo', quadro de grande sucesso no canal, com vídeos que alcançam milhões de visualizações. A proposta segue a mesma: criar piadas semanais a partir dos temas mais quentes da atualidade. A reestreia promete ser em grande estilo, com convidado surpresa”, completa Diogo Portugal. 


Serviço
Espetáculo "Comédia Ao Vivo - 20 Anos"
 
Elenco: com Luiz França, Marcelo Duque, Diogo Portugal, Maira Santos, Nil Agra e convidados
Estreia em 16 de janeiro, às 23h00. O show permanecerá no teatro todas as sextas-feiras, às 23h00.
Teatro BDO Jaraguá - Rua Martins Fontes, 71 - Novotel Jaraguá - Centro / São Paulo
Classificação: livre
Duração: aproximadamente 90 minutos 

.: Vencedor do Globo de Ouro, "Hamnet: A Vida Antes de Hamlet" estreia


Em um vídeo de bastidores inédito divulgado pela Universal Pictures, a diretora Chloé Zhao comenta o processo de escolha de Paul Mescal e Jessie Buckley para interpretar o casal protagonista de "Hamnet: A Vida Antes de Hamlet", destacando a importância da química entre os atores para dar vida à intensidade emocional da narrativa. Vencedor do Globo de Ouro nas categorias de Melhor Filme de Drama e Melhor Atriz de Drama - prêmio concedido a Jessie Buckley - o longa-metragem estreia nesta quinta-feira, dia 15 de janeiro, na Rede Cineflix e em cinemas de todo o Brasil. 

No material divulgado, Mescal e Buckley falam sobre a construção da relação em cena, enquanto Zhao revela os bastidores do teste de elenco que selou a escolha da dupla. “Nossa diretora de elenco quis testar a química entre Jessie e Paul. Em segredo, eu torcia para que ele conseguisse criar um espaço seguro para que ela se entregasse completamente. A polaridade entre os dois explodiu diante de mim. Foi muito intenso - e eu soube ali que era a escolha certa”, afirma Zhao no vídeo. 

Inspirado no livro homônimo e premiado de Maggie O’Farrell, o filme foi o grande vencedor do Festival Internacional de Cinema de Toronto, ao conquistar o prêmio do público, e se consolidou como um dos títulos mais comentados da temporada após exibições internacionais. A produção também teve papel de destaque no circuito nacional ao encerrar o Festival do Rio de 2025. Produzido por Steven Spielberg e Sam Mendes, o longa tem roteiro assinado por Maggie O’Farrell em parceria com Chloé Zhao, que também assume a direção. 

No elenco, Paul Mescal, visto recentemente em “Gladiador II”, e Jessie Buckley, elogiada por sua atuação em “Entre Mulheres”, entregam performances amplamente aclamadas pela crítica internacional. A trama acompanha Agnes (Jessie Buckley), esposa de William Shakespeare (Paul Mescal), enquanto enfrenta o luto devastador pela perda do filho Hamnet. Com delicadeza e profundidade emocional, o filme reflete sobre a dor, a memória e a capacidade humana de ressignificar a perda, ao mesmo tempo em que lança luz sobre o contexto íntimo que teria influenciado a criação de “Hamlet”, a obra mais célebre do dramaturgo inglês.

Ficha técnica
“Hamnet: A Vida Antes de Hamlet” | “Hamnet”
Gênero: drama histórico. Classificação indicativa: 14 anos. Ano de produção: 2025. Idioma: inglês. Direção: Chloé Zhao. Roteiro: Maggie O’Farrell e Chloé Zhao. Elenco: Jessie Buckley, Paul Mescal. Distribuição no Brasil: Universal Pictures. Duração: 2h05. Cenas pós-créditos: não.

Assista no Cineflix Cinemas mais perto de você
As principais estreias da semana podem ser assistidos na rede Cineflix CinemasPara acompanhar as novidades da Cineflix mais perto de você, acesse a programação completa da sua cidade no app ou site a partir deste link. No litoral de São Paulo, as estreias dos filmes acontecem no Cineflix Santos, que fica no Miramar Shopping, à rua Euclides da Cunha, 21, no Gonzaga. Consulta de programação e compra de ingressos neste link: https://vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SANO Resenhando.com é parceiro da rede Cineflix Cinemas desde 2021.

Cineflix Miramar | Santos
De 15 a 21 de janeiro | Sessões legendadas | 18h20 e 20h55 
No Miramar Shopping | Rua Euclides da Cunha, 21 - Gonzaga - Santos / São Paulo. Ingressos neste link.

.: “O Diário de Pilar na Amazônia” leva a infância brasileira ao coração da floresta


A estreia de “O Diário de Pilar na Amazônia” marca um movimento raro e bem-vindo no cinema infantil brasileiro: o de tratar a infância como espaço de imaginação, mas também de escuta e responsabilidade. Adaptado da obra consagrada de Flávia Lins e Silva, o filme chega à Rede Cineflix e aos cinemas em 15 de janeiro apostando numa aventura que combina fantasia, educação ambiental e identidade cultural sem subestimar a inteligência do público jovem — nem a dos adultos que acompanham a sessão.

Primeiro live-action da personagem criada há mais de 25 anos, Pilar ganha vida na interpretação de Lina Flor, que sustenta com naturalidade a curiosidade e a coragem da menina que atravessa a Amazônia a partir de uma rede mágica herdada do avô. Ao lado de Breno (Miguel Soares) e do inseparável gato Simba, ela encontra Maiara (Sophia Ataíde), ribeirinha cuja comunidade foi destruída, e Bira (Thúlio Naab), menino da região. A jornada que se inicia como brincadeira se transforma em missão: reencontrar a família de Maiara e enfrentar forças que ameaçam a floresta.

Dirigido por Duda Vaisman e Rodrigo Van Der Put, com roteiro assinado por João Costa Van Hombeeck em parceria com a própria Flávia Lins e Silva, o longa equilibra ritmo narrativo e delicadeza temática. A Amazônia não aparece como pano de fundo exótico, mas como personagem viva, filmada em locações reais no Pará e no Amazonas, como Alter do Chão, Ilha do Combú e o Alto Rio Negro. A opção por cenários naturais reforça o discurso ambiental do filme e confere autenticidade à experiência visual.

O elenco adulto amplia o alcance do projeto. Marcelo Adnet, Emílio Dantas, Rafael Saraiva e Babu Santana formam um quarteto de vilões caricatos, que flertam com o humor sem esvaziar o conflito central. Nanda Costa vive a mãe jornalista de Pilar, papel que dialoga diretamente com a proposta do filme ao associar informação, ética e responsabilidade social. Roberto Bomtempo, como o avô Pedro, oferece o lastro afetivo que sustenta a fantasia.

Outro acerto está na incorporação do folclore brasileiro à narrativa. Curupira, boto-cor-de-rosa e Iara surgem como forças simbólicas de proteção e memória, conectando crianças urbanas a um imaginário frequentemente relegado aos livros didáticos. Nesse sentido, o filme se alinha a uma tradição de obras que entendem o audiovisual infantil como ferramenta de formação cultural. Produzido pela Conspiração, com coprodução e distribuição da The Walt Disney Company no Brasil, “O Diário de Pilar na Amazônia” chega às telas num momento estratégico: as férias escolares.

Ficha técnica
“O Diário de Pilar na Amazônia” (título original)

Gênero: aventura, drama, família. Classificação indicativa: livre. Ano de produção: 2025. Idioma: português. Direção: Duda Vaisman e Rodrigo Van Der Put. Roteiro: João Costa Van Hombeeck e Flávia Lins e Silva. Elenco: Lina Flor, Miguel Soares, Sophia Ataíde, Marcelo Adnet, Emílio Dantas, Babu Santana, Nanda Costa, Roberto Bomtempo. Distribuição no Brasil: The Walt Disney Company Brasil. Duração: 90 minutos. Cenas pós-créditos: não.

Assista no Cineflix Cinemas mais perto de você
As principais estreias da semana podem ser assistidos na rede Cineflix CinemasPara acompanhar as novidades da Cineflix mais perto de você, acesse a programação completa da sua cidade no app ou site a partir deste link. No litoral de São Paulo, as estreias dos filmes acontecem no Cineflix Santos, que fica no Miramar Shopping, à rua Euclides da Cunha, 21, no Gonzaga. Consulta de programação e compra de ingressos neste link: https://vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SANO Resenhando.com é parceiro da rede Cineflix Cinemas desde 2021.

Cineflix Miramar | Santos | Sala 2
De 15 a 21 de janeiro | Sessões dubladas | 16h20 
No Miramar Shopping | Rua Euclides da Cunha, 21 - Gonzaga - Santos / São Paulo. Ingressos neste link.

.: “Davi: Nasce Um Rei” transforma fé em espetáculo animado


Nesta quinta-feira, dia 15 de janeiro, chega à Rede Cineflix e cinemas de todo o Brasil a animação musical “Davi: Nasce Um Rei”, que aposta na força de uma narrativa clássica para dialogar com o público contemporâneo. Inspirado na trajetória bíblica de Davi, o filme revisita a passagem do jovem pastor que, antes de ocupar o trono de Israel, enfrenta o gigante Golias e uma sucessão de provações que testam fé, coragem e caráter. 

No Brasil, a animação chega com dublagem nacional produzida pelo LEVR Estúdio, sob direção de Rodrigo Andreatto e direção musical de Felipe Firmo. O elenco brasileiro traz João Vitor Mafra na voz de Davi, Maitê Cunha como Nitzevet, Rodrigo Miallaret interpretando o profeta Samuel e Lara Suleiman como Rebecca. A versão nacional ainda conta com vozes adicionais de Alessandra Araújo, Victória Kíu, Luiza Caspary, Luci Saluzzi, Fernando Mendonça e Davi Barbosa, garantindo cuidado técnico e musical à adaptação para o português.

Com estética em animação 3D e forte presença musical, o longa acompanha a formação de Davi desde a infância, destacando não apenas o episódio do confronto com Golias, mas também os conflitos internos e políticos que antecedem sua ascensão. Munido apenas de uma funda, algumas pedras e uma convicção inabalável, o protagonista se vê diante de uma batalha que vai além da força física: trata-se de resistir ao medo coletivo, à perseguição do poder instituído e às ambiguidades da própria liderança.

A direção é assinada por Phil Cunningham e Brent Dawes, que também participa do roteiro ao lado de Kyle Portbury e Sam Wilson. O texto aposta numa abordagem acessível, sem abrir mão do tom épico, equilibrando momentos de tensão, introspecção e celebração. Produzido pela 2521 Entertainment e pela 2521 Sunrise, o filme marca mais uma parceria da Angel Studios - responsável por sucessos recentes como “Som da Liberdade” (2023) e a série “The Chosen: Os Escolhidos” - com projetos de temática espiritual voltados ao grande público.

No elenco de vozes originais, destacam-se Brandon Engman, Phil Wickham, Asim Chaudhry e Mick Wingert, além da cantora Lauren Daigle, vencedora do Grammy, cuja participação reforça a aposta musical da produção. Nos Estados Unidos, o filme estreou sob o título “David”, alcançando números expressivos de pré-venda e consolidando o crescimento do chamado cinema cristão no circuito comercial.

Ficha técnica
“Davi: Nasce Um Rei” | “David” (título original)
Gênero: animação, família, biográfico, histórico. Classificação indicativa: não recomendado para menores de dez anos. Ano de produção: 2025. Idioma: inglês (original) / português (dublado). Direção: Phil Cunningham e Brent Dawes. Roteiro: Brent Dawes, Kyle Portbury e Sam Wilson. Elenco (vozes originais): Brandon Engman, Phil Wickham, Asim Chaudhry, Mick Wingert, Lauren Daigle. Dublagem brasileira: João Vitor Mafra, Maitê Cunha, Rodrigo Miallaret, Lara Suleiman, Alessandra Araújo, Victória Kíu, Luiza Caspary, Luci Saluzzi, Fernando Mendonça, Davi Barbosa. Distribuição no Brasil: Heaven Content. Duração: 109 minutos. Cenas pós-créditos: não.

Assista no Cineflix Cinemas mais perto de você
As principais estreias da semana podem ser assistidos na rede Cineflix CinemasPara acompanhar as novidades da Cineflix mais perto de você, acesse a programação completa da sua cidade no app ou site a partir deste link. No litoral de São Paulo, as estreias dos filmes acontecem no Cineflix Santos, que fica no Miramar Shopping, à rua Euclides da Cunha, 21, no Gonzaga. Consulta de programação e compra de ingressos neste link: https://vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SANO Resenhando.com é parceiro da rede Cineflix Cinemas desde 2021.

Cineflix Miramar | Santos | Sala 2
De 15 a 21 de janeiro | Sessões dubladas | 14h00 
No Miramar Shopping | Rua Euclides da Cunha, 21 - Gonzaga - Santos / São Paulo. Ingressos neste link.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

.: “O Segredo de Brokeback Mountain” recria no teatro a história que marcou


Por 
Helder Moraes Miranda, jornalista e crítico de cultura, editor do portal Resenhando.com.Foto: Terci Melo

“O amor que não ousa dizer seu nome”, verso escrito por Lord Alfred Douglas no fim do século XIX e eternizado no julgamento que condenou Oscar Wilde, segue sendo uma das frases mais duras já formuladas sobre as relações humanas. Não porque fale sobre a falta de amor, mas porque expõe a interdição. Esse amor proibido, silencioso é a principal característica “O Segredo de Brokeback Mountain” na versão teatral, que estreia nesta quarta-feira, dia 14 de janeiro, em São Paulo.

A história, imortalizada no cinema pela direção de Ang Lee e pelas atuações de Heath Ledger e Jake Gyllenhaal, surge do conto seco e preciso de Annie Proulx. Levá-la ao palco é um risco evidente. A montagem brasileira, dirigida por Moacyr Góes, assume esse risco sem tentar suavizá-lo. O espetáculo confia na contenção, aceita o desconforto e preserva a espinha emocional do texto original. Na estreia paulistana, em sessão especial para convidados, o silêncio da plateia durante a apresentação dizia mais do que qualquer reação imediata. Os aplausos prolongados ao final vieram como um gesto de elaboração, era quase um respiro coletivo.

Marcéu Pierrotti e Júlio Oliveira constroem Ennis e Jack a partir de uma química que se impõe sem esforço. Não há excesso nem teatralidade inflada. O impacto nasce dos gestos interrompidos, dos corpos que se aproximam e recuam, do afeto que tenta existir apesar de tudo. Brokeback Mountain deixa de ser apenas um lugar e passa a funcionar como um estado permanente, algo que os personagens carregam mesmo quando estão longe dali.

Francis Helena Cozta entrega a personagem Alma, esposa de um deles, com rara precisão. A interpretação dela se sustenta menos na fala e mais no olhar, no desgaste silencioso de quem compreende aos poucos o que nunca foi dito. Não há caricatura, nem vitimização. Há uma mulher marcada por frustrações acumuladas e por uma lucidez dolorosa que se impõe sem alarde. É uma atuação que exige atenção do público.

Eduardo Rieche se destaca pela versatilidade ao interpretar Joe Aguirre, Bill e o pai de Jack. Os personagens dele na peça teatral ajudam a desenhar o entorno áspero da narrativa: um universo masculino rígido, violento, que empurra tudo para o campo da negação. Cada aparição reforça a engrenagem social que transforma desejo em culpa e silêncio em regra. A banda formada por Breno Ganz, Milena Suzano e Júlia Maez ocupa um lugar essencial na encenação. A música ao vivo não comenta a cena, nem tenta conduzir emoções: acompanha, sustenta, tensiona.

No palco, “O Segredo de Brokeback Mountain” segue sendo uma história sobre vidas vividas pela metade. Continua sendo uma história sobre pessoas que poderiam ser felizes, mas escolhem, ou são obrigadas a escolher, outros caminhos. Como em tantas narrativas sobre o amor interditado, o que dói não é a impossibilidade do encontro, mas a vida inteira gasta tentando negar aquilo que se é. Em um país e em um tempo em que o amor volta a ser tratado como ameaça, essa montagem lembra que o verdadeiro escândalo nunca foi amar: sempre foi obrigar alguém a viver como se não amasse.


Serviço
"O Segredo de Brokeback Mountain"
Idealização: Marcelo Brou
Texto: Ashley Robinson
Tradução: Miguel Góes
Direção: Moacyr Góes
Elenco: Marcéu Pierrotti, Júlio Oliveira, Arlete Heringer, Daniel Tonsig, e Eduardo Rieche Francis Helena Cozta e Marcelo Brou.
Banda: Breno Ganz, Júlia Maez e Milena Suzano
Duração: 90 minutos.
Classificação: 16 anos.
Gênero: drama
Temporada: de 14 de janeiro a 26 de março de 2026, as quartas e quintas, às 20h00
Ingressos: R$ 100,00 | R$ 50,00 (meia-entrada)
Vendas pelo site: https://bileto.sympla.com.br/event/113440

Horário de bilheteria
Abre duas horas antes do início do espetáculo
Teatro Itália | 302 lugares
Av. Ipiranga, 344 - República - São Paulo

Ficha técnica
Idealização: Marcelo Brou
Texto: Ashley Robinson
Tradução: Miguel Góes
Direção: Moacyr Góes
Elenco: Marcéu Pierrotti (Ennis del Mar), Júlio Oliveira (Jack Twist), Daniel Tonsig (alternante de Ennis Del Mar), Marcelo Brou (Ennis Del Mar mais velho), Arlete Heringer (Garçonete e Mãe de Jack), Francis Helena Cozta (Alma), Eduardo Rieche (Joe Aguirre, Bill e Pai de Jack)
Atenção: o elenco desse espetáculo pode sofrer alterações sem aviso prévio.
Banda: Breno Ganz, Milena Suzano e Júlia Maez
Assistência de Direção: Daniela Stirbulov
Preparadora vocal: Ângela Castro
Direção de produção: Júlio Oliveira
Assistência de produção: Yelon Daniel
Direção de musical: Breno Ganz
Designer de luz: Adriana Ortiz
Designer: Júlia Maez
Figurino: Ana Elisa Schumacher
Assessoria de imprensa: Flavia Fusco Comunicação
Produção: Avante Produções


.: "Quando Somos Quando", adaptação do romance de Virgínia Woolf, reestreia


Com direção de Ines Bushatsky e dramaturgia de João Mostazo, o espetáculo propõe uma releitura desse clássico da literatura e narra a vida do protagonista depois dos acontecimentos do livro. Foto: Wilian Aguiar


O Laboratório Siameses de Dança abre sua temporada de 2026 com a reestreia do espetáculo "Quando Somos Quando", uma leitura livre do romance “Orlando: Uma Biografia”, da escritora britânica Virginia Woolf (1882-1941).  O trabalho, com direção de Ines Bushatsky e texto de João Mostazo, fica em cartaz no Galpão do Folias até 8 de fevereiro (veja as datas abaixo), com entrada gratuita. A peça acompanha a vida de Orlando depois dos acontecimentos do livro e suas desventuras para reinventar sua vida na restauração de arte, um esforço tão grande que acaba o fragmentando em dois. 

A obra escrita em 1928 por Virginia Woolf conta a história de um jovem nascido no século 16 que vive por mais de 300 anos. Aos 30 anos, na metade do livro, Orlando passa por uma misteriosa mudança de sexo e se transforma numa mulher. Aos 36, ela é vista pela última vez, no dia 11 de outubro de 1928. O que aconteceu com Orlando depois disso, ninguém sabe bem. 

Ao longo do século 20, ele percorreu dezenas de países trabalhando como bailarina em diversas companhias. Também dominou a técnica da mudança de sexo e da oscilação de gênero: ora aparecia como mulher, ora como homem. No início do século 21, cansado e angustiada com o rumo do mundo, Orlando decide esquecer toda a sua vida e apagar da memória os quatro séculos que viveu. Pressentindo que o tempo está se esgarçando ao limite, e que o passado talvez seja maior do que o futuro, Orlando se refugia num pequeno estúdio e passa a dedicar todo o seu tempo ao restauro de obras de arte.

Ao imaginar o que aconteceu com o personagem depois disso, "Quando Somos Quando" nos abre um caminho para pensar a própria natureza da Dança. Aqui, o livro se mistura às memórias reais e ficcionais dos bailarinos Maurício de Oliveira e Mariana Muniz (representada em cena por Danielle Rodrigues). E, assim como Orlando, cada dançarino carrega em seus corpos séculos de tecnologias que conhecemos como dança. O trabalho estreou em 2025 e garantiu indicações a Oliveira e Rodrigues ao Prêmio APCA 2026 pela sua atuação. O espetáculo ainda conta com a cenografia de Fernando Passetti, figurino de Ana Luiza Fay, desenho de luz de Pedro Moura e uma trilha sonora original composta pelo MaatDuo e Dudu Damazzio.  Este projeto tem o apoio do Proac Editais, do Governo do Estado de São Paulo.


Ficha técnica
Espetáculo "Quando Somos Quando"
Direção: Ines Bushatsky
Assistente de direção e dramaturgia: João Mostazo
Pesquisa dramatúrgica: Maurício de Oliveira e Mariana Muniz
Elenco: Maurício de Oliveira e Danielle Rodrigues
Voz (prólogo): Laura Paro
Direção musical: Izandra Machado e Dudu Damazzio
Violino: Izandra Machado
Harpa: Nalu Pimenta
Piano: Dudu Damazzio
Desenho de luz: Pedro Moura
Cenografia: Fernando Passetti
Design de figurino: Ana Luiza Fay
Corte e costura: Judite de Lima
Modelagem: PW L'atelier
Vestido: Polyana Wiendl
Aventais: Pontogor
Adereço: Ziane Campelo
Peruca: Eli Viegas
Videoarte: Suka
Fotos de divulgação: Victor Otsuka
Assistente de fotografia: Eduardo Pontes
Fotos do espetáculo: William Aguiar
Videografia: Thiago Capella
Mídias sociais: Lyvia Gamerc
Supervisão de acessibilidade: Joselba Fonseca
Libras: Talita Messias - Sign Consultoria e Comunicação em Libras
Concepção e direção de projeto: Tono Guimarães
Gestão de projeto: Leonardo Birche
Agradecimentos: Einat Falbel, Claúdio Gimenez Filho, Aline Assumpção, Rafaela Malta, Sarah Bernardo e toda a equipe do Núcleo de Restauração do MASP, Diego Rimaos, Eduardo Couto (Santa Marcelina), Jane Oliveira, Cássia Navas, Felipe Lemos, Victor Hugo Mattos, Alex Merino e Sala Cênica Barra Funda, Museu do Ipiranga. 

Serviço
"Quando Somos Quando", com Laboratório Siameses de Dança

Dias 16, 17 e 18 de janeiro, de sexta a sábado, às 20h, e no domingo, às 19h
Dias 31 de janeiro e 1º de fevereiro, no sábado, às 20h e no domingo, às 19h
Dias 7 e 8 de fevereiro, no sábado, às 20h e no domingo, às 19h
**As sessões de sábado e domingo serão acompanhadas de interpretação em Libras e Audiodescrição.
Galpão do Folias - Rua Ana Cintra, 213, Campos Elíseos, São Paulo
Ingressos: Grátis, retirados no local uma hora antes de cada sessão ou pelo site https://www.sympla.com.br/evento/quando-somos-quando-a-partir-do-romance-orlando-uma-biografia-de-virginia-woolf/3267576?algoliaID=fec598df59a1eb236323f6272385043b
Classificação: 14 anos
Duração: 80 minutos

.: Gaía Passarelli lança "Deslumbre" na Livraria Ponta de Lança em São Paulo


Nesta quinta-feira, 15 de janeiro, a partir das 19h00, a escritora Gaía Passarelli lança "Deslumbre - Histórias de Obsessão Musical" na Livraria Ponta de Lança em São Paulo. A autora conversa com Camilo Rocha, autor de “Bate-Estaca: como DJs, Drag Queens e Clubbers Salvaram a Noite de São Paulo”, e Rodrigo Carneiro, autor de “Crônicas de Paixão, Política e Cultura Pop”. A mediação é da jornalista Camila Yahn, que tem larga experiência na cobertura de noite, música e moda e é uma das personagens do livro de Gaía. Editor: Marcelo Viegas. Projeto gráfico: Renata Coelho. Ilustração: Tiago Lacerda.

Do mítico Espaço Retrô ao Peel Acres, passando pelo histórico after-hours Hell’s Club e pelos corredores da MTV Brasil, Gaía traça uma verdadeira linha do tempo dos gostos e descobertas da Geração X paulistana: crianças nos anos 1980, jovens nos anos 1990 e adultos nos anos 2000, atravessando as intensas transformações tecnológicas, sociais e comportamentais da virada do século. Entre cada capítulo, as seções Backstage ampliam o universo do livro com listas pessoais de músicas, discos, filmes e livros que marcaram época — referências que vão de Joy Division, Bauhaus e The Cure a Sonic Youth, Guided by Voices, Underworld, Björk, Aphex Twin, Prodigy, Battles e Crystal Castles.

“Esse é um exemplo do encanto de Deslumbre: quanto mais música Gaía descobre, mais ela descobre sobre si mesma. Com habilidade, a escrita maneja um constante zoom in e zoom out entre a pessoa Gaía, suas sensações, seus sentimentos e fases da vida, e a paisagem cultural mais ampla do momento. O livro consegue ser ao mesmo tempo um relato muito pessoal e um panorama da vida alternativa em São Paulo entre o fim e o início do segundo milênio” , afirma o mediador Camilo Rocha.

Em "Deslumbre - Histórias de Obsessão Musical", Gaía Passarelli mergulha na própria formação cultural para contar como a música atravessou e moldou sua vida. Com prefácio de Camilo Rocha e ilustrações de Tiago Lacerda, o livro mistura memória, jornalismo e crônica cultural para revisitar quatro momentos decisivos da trajetória musical da autora, que atuou como repórter e apresentadora.


Serviço
Lançamento de “Deslumbre: Histórias de Obsessão Musical”, de Gaía Passarelli
Com Camilo Rocha, Rodrigo Carneiro e Camila Yahn (mediação).
Nesta quinta-feira, dia 15 de janeiro, das 20h00 às 21h30
Livraria Ponta de Lança - R. Aureliano Coutinho, 26, Vila Buarque / São Paulo


Sobre a autora
Gaía Passarelli
é escritora, repórter e curadora de conteúdo. Desde muito jovem aprendeu que a música podia ser um mapa. Foi VJ da MTV Brasil, repórter de viagens, colaboradora de veículos como Folha de S.Paulo e Marie Claire, além de autora de "Mas Você Vai Sozinha?" (Globo Livros, 2016) e Tá Todo Mundo Tentando (Editora Nacional, 2024). Publica newsletters, apresenta podcasts e escreve ensaios sobre cultura e comportamento. Em "Deslumbre: histórias Sobre Obsessão Musical", Gaía revisita artistas, sons e cenas que moldaram sua vida – do rock alternativo dos anos 1990 às pistas de dança do início da internet. Nascida e criada em São Paulo, a autora mora em um apartamento antigo na região central da cidade com os gatos Meia-Noite, Jezebel e Café.

.: Kleiton & Kledir se apresentam no The Cavern Club São Paulo neste sábado


Ícones da música gaúcha e nomes fundamentais da MPB celebram mais de 40 anos de carreira em apresentação intimista, repleta de clássicos e memória afetiva. Foto: Rodrigo Lopes
 
Poucos artistas conseguiram transformar memória, identidade regional e canção popular em um legado tão duradouro quanto Kleiton & Kledir. Neste sábado, dia 17 de janeiro, a dupla sobe ao palco do The Cavern Club São Paulo para apresentar "Histórias e Canções", um show intimista que revisita mais de 40 anos de uma trajetória essencial para a música brasileira. Os ingressos estão à venda em ticketmaster.com.br.
 
Em clima intimista e descontraído, o show propõe uma experiência próxima e emocional: dois irmãos, apenas com seus instrumentos, revisitando grandes sucessos em versões acústicas e compartilhando histórias divertidas e marcantes que atravessam gerações. No repertório, clássicos como “Deu Pra Ti”, “Vira Virou”, “Paixão”, “Maria Fumaça”, entre outros temas que se tornaram parte do imaginário musical brasileiro.
 
Com um estilo inovador, melodias sofisticadas e o inconfundível sotaque gaúcho, Kleiton & Kledir são referências centrais para compreender a música popular produzida no Brasil contemporâneo. Desde os anos 1970, a dupla construiu uma obra autoral sólida, sensível e universal, capaz de dialogar com o pop, o folk, a MPB e a música regional sem jamais perder identidade.
 
Ao longo da carreira, gravaram mais de 20 discos no Brasil e no exterior, com passagens por Los Angeles, Nova York, Lisboa, Paris, Miami e Buenos Aires, e realizaram turnês de sucesso pelos Estados Unidos, Europa, Oriente Médio e América Latina. Suas composições foram eternizadas nas vozes de grandes nomes da música brasileira e internacional, consolidando sua relevância artística muito além das fronteiras do país.
 
O reconhecimento institucional acompanha a importância cultural da dupla: Kleiton & Kledir receberam o título de Embaixadores Culturais do Rio Grande do Sul, a Medalha do Mérito Farroupilha e venceram por duas vezes o troféu de Melhor Álbum no Prêmio da Música Brasileira. No palco do The Cavern Club São Paulo, espaço que celebra a história da música, Kleiton & Kledir reafirmam seu lugar como patrimônio vivo da canção brasileira, em um espetáculo que une memória, afeto, humor e excelência musical. Uma apresentação imperdível para fãs de longa data e para novas gerações que desejam compreender, sentir e celebrar a força da música nacional.
 
São Paulo é a primeira cidade do mundo a receber uma unidade internacional do lendário The Cavern Club, de Liverpool, berço dos Beatles e um dos espaços mais emblemáticos da história da música. Com 1.100 m² dedicados à música, à gastronomia e à cultura, o endereço no Shopping Vila Olímpia se consolida como um dos maiores projetos de entretenimento da América Latina e um novo ponto de interesse no circuito gastronômico e cultural da capital paulista.
 
Serviço São Paulo
Kleiton & Kledir - "Histórias e Canções"
Data: 17 de janeiro de 2026
Local: The Cavern Club São Paulo
Endereço: Shopping Vila Olímpia - Rua Olimpíadas, 360, Vila Olímpia, São Paulo - SP, 04551-000
Horário do Show: 22h30
Classificação: 18 anos. Menores acompanhados somente dos pais ou responsável legal.
*Sujeito a alteração por Decisão Judicial.

Valores:
Frontstage: A partir de R$ 225,00 + R$ 45,00
Vip Lateral: A partir de R$ 190,00 + R$ 38,00
Vip A: A partir de R$ 190,00 + R$ 38,00
Premium Extra: A partir de R$ 150,00 + R$ 30,00
Mesas Bar: A partir de R$ 115,00 + R$ 23,00
Banquetas Bar: A partir de R$ 200,00 + R$ 40,00
Camarote 1: A partir de R$ 120,00 + R$ 24,00

Bilheteria Oficial – sem taxa de serviço
Shopping Ibirapuera
Endereço: Av. Ibirapuera, 3103 – Indianópolis, São Paulo/SP - Piso Jurupis (subsolo)
Ponto de referência: próximo ao restaurante Frutaria e à Academia Bio Ritmo
Horário de funcionamento:
Terça a sábado: das 10h00 às 22h00
Domingos e feriados: das 14h00 às 20h00
Fechado às segundas-feiras
*Cota de ingressos do tipo meia-entrada, limitada a 40% da capacidade, conforme a Lei Federal n.º 12.933/2013. Idosos não fazem parte destes números e não estão submetidos à limitação, por estarem enquadrados na Lei 10.741/2003.

.: Ricardo Domeneck retorna a seu muso inspirador em nova combustão poética


Depois de "Homem com Homem", a Editora Ercolano retoma a parceria com Ricardo Domeneck e lança "Memorando: Maximin". Domeneck, poeta cuja obra ocupa lugar central na lírica contemporânea em língua portuguesa, retorna aqui ao território afetivo e delirante que o consagrou, expandindo o gesto iniciado em "Odes a Maximin" (Garupa, 2018) e erguendo um dos seus livros mais intensos, sensuais e formalmente ousados.

Em "Memorando: Maximin", a paixão é uma força que se serve largamente da ironia, do humor e de um pathos vibrante, revelando uma linguagem que é ao mesmo tempo clássica e anárquica. O livro aprofunda o relacionamento do poeta com Maximin, figura mítica que atravessa uma Berlim imaginada, onde seu magnetismo contagia os homens e provoca o desejo à sua volta. As novas odes conduzem o leitor de clubes noturnos à penumbra dos quartos, dos jogos de sedução à consumação amorosa. Em cada poema, Domeneck explora um erotismo que transita entre o melodrama e a austeridade, sem jamais ser leviano — um erotismo que recupera, subverte e ilumina uma forma de amor sui-generis: a das relações de interesse, tensão e fascínio entre o “velhote” e o “novinho”.

A obra também traz uma poderosa seção em prosa, que funciona como um contracanto aos versos. Segundo Matheus Guménin Barreto, autor do posfácio, esta edição se lê como “uma combustão da língua e do corpo”: o fogo que arde nos poemas agora se alastra pelas margens da prosa, revelando a maturidade de um poeta que construiu um “hábitat próprio” dentro da literatura contemporânea. "Memorando: Maximin" reafirma Domeneck como um autor raro, capaz de articular erotismo, mitologia pessoal, invenção formal e humor num registro profundamente singular. O livro chega para renovar o campo poético brasileiro com sua franqueza, sua inteligência e sua delícia de excessos.


Sobre o autor
Ricardo Domeneck
é poeta, performer e escritor, autor de mais de dez livros de poemas e contos. Em 2024, conquistou o Prêmio Jabuti e o Prêmio Alphonsus de Guimaraens de Poesia, da Biblioteca Nacional, com "Cabeça de Galinha no Chão de Cimento" (Editora 34). Organizou a antologia Homem com homem: Poesia homoerótica brasileira no século XXI, publicada pela Ercolano. Vive e trabalha em Berlim, onde desenvolve pesquisa poética e performática reconhecida internacionalmente.
Postagens mais antigas → Página inicial
Tecnologia do Blogger.