domingo, 16 de agosto de 2026

.: " João, Joãozinho, Joãozito" transforma infância de Guimarães Rosa em musical


"João, Joãozinho, Joãozito" estreia em 29 de agosto e revisita os primeiros anos de Guimarães Rosa em uma montagem que mistura literatura, música, bonecos e cultura popular brasileira. Foto: Alê Catan

Por Helder Moraes Miranda, jornalista e crítico de cultura, especial para o portal Resenhando.com.

A criança curiosa que descobria o mundo entre livros, animais, histórias e brincadeiras ganhou um novo lugar na cena paulistana. "João, Joãozinho, Joãozito", musical inédito inspirado no livro "João Joãozinho, Joãozito - O Menino Encantado", de Claudio Fragata, estreia em 29 de agosto no Teatro do Sesi-SP, no Centro Cultural Fiesp. Com direção artística, texto e adaptação de Marcio Araújo, a montagem acompanha os primeiros anos de João Guimarães Rosa (1908-1967), antes de o menino de Cordisburgo se tornar um dos nomes fundamentais da literatura brasileira.

A temporada segue até 13 de dezembro de 2026, com sessões às quintas e sextas, às 11h00, e aos sábados e domingos, às 15h. Aos fins de semana, todas as apresentações contam com interpretação em Libras e audiodescrição. A produção foi idealizada por Daniel Palmeira e nasceu de sete anos de pesquisa dedicados a construir uma linguagem capaz de aproximar o universo de Guimarães Rosa do público infantil. 

A história parte da infância do escritor em Minas Gerais e acompanha sua trajetória desde o nascimento até a mudança para Belo Horizonte. Livros, bichos, natureza, línguas, brincadeiras e as histórias que circulavam em sua cidade natal formam o território de descobertas do pequeno João. A montagem transforma essas experiências em uma aventura musical sobre curiosidade, imaginação e conhecimento.

A relação entre o menino e o futuro escritor também aparece na dramaturgia por meio de referências ao universo literário de Rosa. Elementos associados a "Grande Sertão: Veredas" e um amigo imaginário inspirado em Miguilim entram na narrativa como pistas para quem já conhece a obra do autor e como primeiras portas de entrada para crianças que ainda vão descobrir sua literatura.

Um dos aspectos mais interessantes da encenação está na maneira como João é construído em cena. Os nove integrantes do elenco se alternam na interpretação do protagonista, fazendo com que a figura do menino passe de um corpo a outro. A escolha amplia a ideia de que a infância pertence a todos e transforma o próprio personagem em uma construção coletiva.

“Queremos que toda criança se veja no palco, que possa imaginar que também pode ser cientista, médica, escritora, viajar pelo mundo ou aprender outras línguas. Independentemente de onde venha, ela precisa acreditar que seu futuro também lhe pertence”, afirma Marcio Araújo. A gravata-borboleta, elemento associado à imagem pública de Guimarães Rosa, também ganha função cênica. Ao circular entre os artistas como laço, presilha ou gravata, o objeto funciona como elo entre as diferentes interpretações de João e reforça a ideia de identidade compartilhada. Compre o livro "João Joãozinho, Joãozito - O Menino Encantado", de Claudio Fragata, neste link.

Música que vem da cultura popular
A trilha sonora original, assinada por Tato Fischer e Marcio Araújo, reúne nove canções e mergulha em manifestações tradicionais brasileiras. Folia de Reis, cururu, catira, cantos populares, viola caipira e sanfona ajudam a criar o ambiente sonoro da montagem. A direção musical e os arranjos são de Dagoberto Feliz. A música acompanha a trajetória do personagem e estabelece uma ponte entre as experiências da infância e as tradições culturais que atravessam o interior brasileiro.

No aspecto visual, a montagem aposta em bonecos artesanais, brinquedos antigos e objetos associados à infância do interior do país, especialmente de Minas Gerais. O cenário criado por Bruno Anselmo é formado por estruturas que mudam de função ao longo da apresentação, deixando espaço para que a imaginação do público complete as imagens.

Os figurinos de Clau Carmo seguem a mesma lógica e buscam referências em colchas de retalhos e brinquedos artesanais, criando uma atmosfera de memória e afetividade. Ao todo, são 19 bonecos criados por Jésus Sêda, conhecido também pelo trabalho em "Castelo Rá-Tim-Bum". Em cena, os nove artistas acumulam funções: atuam, cantam, tocam instrumentos, dançam e manipulam bonecos. Integram o elenco Beatriz Amado, Conrado Caputo, Daniel Aureliano, Elix, João Paulo Bienermann, Neusa de Souza, Rita Almeida, Thiago Claro França e Thiago Mota.

Para Tais Lara, diretora do Centro Cultural Fiesp, a montagem aproxima crianças e famílias da trajetória de Guimarães Rosa ao mesmo tempo em que amplia o contato do público com a literatura brasileira. A proposta está alinhada ao compromisso do Sesi-SP com a oferta gratuita de programação cultural e com a formação de novos públicos.

Uma infância antes do escritor
"João, Joãozinho, Joãozito"
olha para Guimarães Rosa antes do reconhecimento, dos livros consagrados e da carreira diplomática. É o menino que observa, pergunta, coleciona descobertas e encontra nos livros uma forma de ampliar o mundo ao redor. A montagem utiliza essa perspectiva para apresentar a infância como um período decisivo na formação do artista. A curiosidade do personagem, sua relação com a natureza e o contato com diferentes linguagens aparecem como elementos que ajudam a compreender o escritor que surgiria anos depois.

A proposta também encontra na cultura popular uma maneira de aproximar o universo roseano das crianças. Em vez de apresentar Guimarães Rosa como uma figura distante da literatura, o espetáculo recupera o menino que existiu antes do autor de Grande Sertão: Veredas e transforma suas primeiras experiências em matéria de teatro.


Ficha técnica
Peça teatral "João, Joãozinho, Joãozito", a partir do livro de Claudio Fragata

Texto e adaptação: Marcio Araújo
Direção artística: Marcio Araújo
Músicas compostas: Tato Fischer/Marcio Araújo
Direção musical/arranjos: Dagoberto Feliz
Assistente de direção: Adriana Salcedo
Elenco/músicos: Rita Almeida, João Paulo Bienermann, Daniel Aureliano, Neusa de Souza, Elix, Conrado Caputo, Beatriz Amado, Thiago Claro França e Thiago Mota
Paisagista sonoro: Marcelino Ziggy
Desenho de som: Labsom – Kleber Marques, Juma e Marcelino Ziggy
Microfonista: Juma (Juliana Maria)
Técnico de som: Kleber Marques
Iluminador/desenho de luz: Guilherme Bonfanti
Operador de luz: Felipe Bonfante
Cenografia: Bruno Anselmo
Cenotécnico: Reserva Cênica
Design: Leandro Madeiros
Figurino: Clau Carmo
Costureira/modelista: Salomé Abdala
Aderecista: Nilton Araújo
Bonequeiro: Jésus Sêda
Visagista: Jonathan Faria
Projeto gráfico: André Kitagawa
Fotógrafo: Ale Catan
Assistente de fotografia: Rafael Sá
Vídeos: Sucata Filmes – Vinícius Faé
Preparação corporal: João Paulo Bienermann
Preparação de manipulação de bonecos: Eduardo Alve
Direção de palco: Marco Loureiro
Maquinista: Atila Quirino (Chin)
Contrarregra: Arthur Gerizani
Camareira: Cris Quirino
Assessoria de imprensa: Canal Aberto Comunicação
Mídias sociais: Tatiana Machado
Intérprete de Libras: Fabiano Campos
Áudio-descrição: Ver com Palavras
Produção executiva: William Gibson
Direção de produção: Daniel Palmeira
Coordenação financeira: Cleo Chaves
Assessoria contábil: DW Gonzalez Contábil
Assessoria jurídica: Marcelo Mayer
Coordenação geral/produção: Penta Querobin Produções


Serviço
Peça teatral "João, Joãozinho, Joãozito"
Temporada: 29 de agosto a 13 de dezembro de 2026
Sessões: quintas e sextas, às 11h; sábados e domingos, às 15h
Atenção: Libras e audiodescrição em todos os sábados e domingos da temporada
Local: Centro Cultural Fiesp - Teatro Sesi-SP | Av. Paulista, 1.313, em frente à estação Trianon-Masp do Metrô
Ingressos: gratuitos, com reservas pelo site www.sesisp.org.br/eventos
Classificação indicativa: livre, indicado para todas as idades

.: Carla Madeira lança “Quando”, livro sobre laços que sobrevivem ao tempo


Por
Helder Moraes Miranda, jornalista e crítico de cultura, especial para o portal Resenhando.com.

A escritora Carla Madeira volta às livrarias com “Quando”, quarto romance dela, publicado pela Editora Record. Depois do sucesso de "Tudo É Rio", "Véspera" e "A Natureza da Mordida", a autora mergulha novamente nas complexidades das relações humanas, desta vez tendo como pano de fundo o Brasil dos anos 1980. A trama acompanha Viridiana, mãe de Margarida, Valquíria e Tito, que se vê diante de uma situação extrema: após um acontecimento trágico, decide denunciar o próprio filho à polícia. A escolha provoca uma ruptura profunda na família e desencadeia consequências que atravessam duas décadas.

Vinte anos depois, o afastamento entre os personagens ganha a possibilidade de ser revisitado. Nesse reencontro com o passado, Carla Madeira conduz uma narrativa marcada por questões como maternidade, homofobia, violência, culpa, justiça, perdão e a permanência dos afetos mesmo diante de experiências capazes de transformar uma família. A obra conta com texto de orelha assinado por Rita von Hunty, que destaca a capacidade do romance de observar tanto as relações particulares quanto as estruturas sociais que atravessam a vida brasileira. O projeto gráfico da capa é assinado pelo premiado Leonardo Iaccarino, a partir da pintura "Apprehensive", de Rebecca Aldernet.

Escrito ao longo de quase quatro anos, "Quando" mantém uma das principais características da literatura de Carla Madeira: a combinação entre intensidade emocional, densidade psicológica e linguagem cuidadosamente trabalhada. O romance coloca seus personagens diante de dilemas morais complexos, evitando respostas definitivas e deixando em aberto questões sobre até onde pode chegar a justiça e o que significa, afinal, perdoar. Compre o livro "Quando", de Carla Madeira, neste link.


Sobre Carla Madeira
Nascida em Belo Horizonte, em 1964, Carla Madeira iniciou a trajetória acadêmica na Matemática, mas posteriormente se formou em Jornalismo e Publicidade. Atuou como professora de redação publicitária na Universidade Federal de Minas Gerais e trabalhou como sócia e diretora de criação da agência Lápis Raro. Pela Editora Record, publicou "Tudo É Rio", "A Natureza da Mordida" e "Véspera". Somados, os três romances já ultrapassaram a marca de 1 milhão de exemplares vendidos, consolidando a escritora entre os grandes fenômenos recentes da literatura brasileira.

As obras também avançam para outras linguagens. "Véspera" tem adaptação prevista para série da HBO Max, sob direção-geral de Joana Jabace, com Bruna Marquezine, Gabriel Leone e Camila Márdila no elenco. Já "Tudo É Rio" está sendo levado ao cinema pela Boutique Filmes, com estreia prevista para 2027. O romance também foi escolhido como Livro do Ano de 2023, na categoria de ficção lusófona, pelo Prêmio Livreiros Bertrand, em Portugal. Compre os livros de Carla Madeira neste link.

.: Drauzio Varella e Tony Tornado em série que celebra a força de recomeçar


Websérie documental reúne o médico Drauzio Varella, o ator e cantor Tony Tornado e outros quatro brasileiros 50+ em conversas sobre longevidade, propósito, aprendizado e as muitas possibilidades de continuar se reinventando ao longo da vida. Fotos: divulgação


A experiência também pode ser ponto de partida para novas descobertas. É a partir dessa ideia que a websérie documental “Não Nasci Ontem” reúne o médico Drauzio Varella, a religiosa Irmã Marluce, o ator e cantor Tony Tornado, a criadora de conteúdo Eleni, o chef Batista e o ex-maratonista Vanderlei Cordeiro de Lima para falar sobre mudanças, escolhas, aprendizados e a vontade de seguir em movimento. Criada pela Colírio, estúdio de branding e comunicação do Grupo QNCO, para a Everest, que comemora 60 anos de trajetória, a produção já está disponível nos canais digitais da marca e terá novos episódios publicados semanalmente.

Quem abre a série é Drauzio Varella, que fala sobre curiosidade e transformação após mais de seis décadas dedicadas à medicina. A temporada também reúne histórias bastante diferentes entre si, mas atravessadas pela mesma disposição para continuar descobrindo novos caminhos. Aos 63 anos, Irmã Marluce conversa sobre hábitos, mudanças e recomeços. Aos 96, Tony Tornado compartilha reflexões sobre vitalidade e o desejo de continuar criando. Aos 71, Eleni conta como encontrou nas redes sociais uma nova maneira de dividir sua paixão pela culinária.

A gastronomia aparece novamente na trajetória do chef Batista, que revisita mais de 40 anos de carreira. Fechando a temporada, Vanderlei Cordeiro de Lima fala sobre conquistas e sobre como grandes resultados são construídos a partir de decisões tomadas diariamente. A série integra uma campanha maior desenvolvida pela Colírio para celebrar as seis décadas da Everest. O projeto também envolve a campanha comemorativa da marca e a criação do naming da linha Foz, nova geração de purificadores desenvolvida pela Questtonó.

Para Felipe Drummond, head de comunicação da Colírio, a proposta parte de uma ideia de inovação associada à experiência acumulada ao longo da vida. “Não Nasci Ontem” transforma essa perspectiva em histórias pessoais, aproximando a trajetória dos entrevistados dos 60 anos de história da própria Everest. “Um marco como esse ganha ainda mais força quando se conecta a uma verdade que vai além da empresa. A websérie traduz isso ao unir inovação e legado em histórias de pessoas que, assim como a Everest, acumulam experiência, mas seguem se reinventando e olhando para o futuro”, afirma Gabriela Rocha, gerente de marketing da Everest.


Onde assistir
O primeiro episódio de “Não Nasci Ontem” já pode ser assistido no perfil da Everest no Instagram. Os demais episódios serão disponibilizados semanalmente.

.: "O Fim da Rua" conquista quase 90% de aprovação no Rotten Tomatoes


Com Anne Hathaway e Ewan McGregor no elenco, produção mistura aventura, suspense e criaturas pré-históricas. Foto: divulgação

Por Helder Moraes Miranda, jornalista e crítico de cultura, especial para o portal Resenhando.com.

Com Anne Hathaway e Ewan McGregor nos papéis principais, "O Fim da Rua" está em cartaz nos cinemas brasileiros cercado por uma recepção bastante positiva da crítica internacional. O novo longa-metragem de ação conquistou quase 90% de aprovação no Rotten Tomatoes, considerando 91 avaliações registradas até o momento. A produção também vem chamando atenção pelas referências ao cinema de aventura produzido pela Amblin Entertainment, especialmente à tradição iniciada por filmes como "Jurassic Park". Críticos destacam que, embora dialogue diretamente com esse universo de aventuras e criaturas pré-históricas, o longa encontra caminhos próprios para desenvolver sua narrativa.

Para Jake Kleinman, do Polygon, o filme recupera o espírito das aventuras clássicas da Amblin, daquelas produções capazes de prender o espectador diante da televisão até os créditos finais. Alexander Zalben, do Comic Book Club, também ressaltou o equilíbrio entre humor, suspense e reviravoltas, classificando a obra como uma sucessora à altura da franquia Jurassic. David Ehrlich, do IndieWire, aproximou a atmosfera de "O Fim da Rua" de títulos marcantes dos anos 1980, como "Gremlins" e "Os Goonies". Para o crítico, a produção combina aventura e humor ácido ao recuperar uma espécie de ameaça familiar característica daquele período do cinema.

A ambientação também foi destacada por Gemma Wilson, do Seattle Times. Segundo a crítica, levar criaturas pré-históricas para um bairro residencial cria um contraste especialmente perturbador, transformando espaços cotidianos e familiares em cenários de perigo. Alison Willmore, da Vulture, chamou atenção para a escolha de investir em uma superprodução original e brincou com a presença de Hathaway em sequências de ação, incluindo momentos em que a atriz enfrenta dinossauros armada com um rifle.

Produzido pela Warner em parceria com Bad Robot, Good Fear Content, Jackson Pictures e Tommy Harper Productions, O Fim da Rua acompanha uma família que vive nos anos 1980 e tem sua rotina completamente transformada após um fenômeno cósmico transportar o bairro onde mora para um local desconhecido. Isolados e diante de uma realidade que foge completamente de seu controle, os integrantes da família Platt percebem que a sobrevivência dependerá da capacidade de permanecerem unidos enquanto tentam compreender o que aconteceu.

Além de Anne Hathaway e Ewan McGregor, o elenco reúne Maisy Stella, Christian Convery, Chris Coy, P. J. Byrne, Bethany Anne Lind, Denitra Isler e Hudson Meek. Com direção e roteiro de David Robert Mitchell, de Corrente do Mal, O Fim da Rua está em cartaz nos cinemas brasileiros.

sexta-feira, 14 de agosto de 2026

.: Mirada 2026 homenageia o Equador e celebra os 80 anos do Sesc com 10 dias


Com 41 espetáculos de 15 países e 16 ações formativas, a 8ª edição do festival bienal aborda temas como os deslocamentos territoriais, a festa como rito e ato político, questões ambientais e as relações entre trabalho, ócio e tempo. Foto: Macbeth_ft.Victor Otsuka / Papakuna_ft. Matias Canales / Vovó Surrealista_ft. Isaque Alves

De 3 a 13 de setembro de 2026, o Mirada - Festival Ibero-Americano de Artes Cênicas chega à sua 8ª edição bienal, tem o Equador como país homenageado e acontece em diferentes cidades da Baixada Santista. Realizada pelo Sesc São Paulo, a programação de dez dias apresenta montagens de teatro, dança, performance em palcos, praças e espaços históricos de Santos, Cubatão, Guarujá, Praia Grande e São Vicente, reunindo artistas de diversas origens e linguagens.
 
Com sete espetáculos, a mostra Equatoriana apresenta a pluralidade da produção desse país. Além disso a programação conta ainda com a Mostra Internacional e a Mostra Nacional, cada uma com 17 espetáculos. Com destaque para as estreias nacionais: "Casa do Norte" (Grupo Clariô de Teatro), "Macbeth" (Cia. Extemporânea), "Vovó Surrealista" (Cia. de Feitos) "e ...ao mesmo tempo..." (Lume Teatro e a Cia. Clowns de Shakespeare), uma obra que dialoga com temas como o tempo, a memória e a continuidade, especialmente significativos em um ano de celebração dos 80 anos do Sesc.
 
"A programação desta edição reflete o compromisso do Sesc com a diversidade, a acessibilidade e a cooperação cultural. Ao ocupar teatros, ruas, praças e espaços históricos da Baixada Santista, o Mirada amplia o acesso à produção cênica contemporânea e promove encontros entre diferentes públicos e perspectivas. Neste ano, em que celebramos os 80 anos do Sesc, esse diálogo se fortalece com a presença de artistas de 15 países, incluindo a Guatemala pela primeira vez, ampliando as possibilidades de intercâmbio e construção de novos repertórios", afirma Luiz Galina, diretor do Sesc São Paulo.

A curadoria reuniu representantes do Sesc de diferentes regiões do país (AP, CE, MS, PA, PR, PE e RJ) e do Departamento Nacional, em um processo que incluiu ainda um fórum formado por uma equipe diversa de técnicos da linguagem que atuam no estado de São Paulo. Essa construção coletiva reafirma o compromisso da instituição com a diversidade, a acessibilidade, a cooperação transnacional e a cidadania. A programação organiza-se em quatro eixos: Mostra Equatoriana, Mostra Internacional, Mostra Nacional e Ações Formativas, que se relacionam e se complementam.
 

O Equador no centro da cena
Nesta edição, o Mirada coloca o Equador como país homenageado, direcionando o olhar para a produção das artes cênicas da América do Sul. Marcado pela presença dos Andes, da Amazônia e do litoral, o país traz ao festival uma cena que evoca ritos comunitários e tensiona feridas coloniais.
 
O espetáculo de abertura do festival é o "Me·de·as", do equatoriano Colectivo Mitómana. A obra revisita o mito de Medeia para discutir maternidade, luto coletivo e a subversão dos papéis atribuídos às mulheres, em uma releitura que une canto, dança e coralidade para abordar diferentes formas de resistência às imposições patriarcais.
 
O recorte equatoriano traz nomes e estéticas diversas. Entre os destaques estão o espetáculo "Papakuna - Agroteatro Cómico Musical" (da Colectiva Yama), que celebra as tradições milenares andinas e o cultivo de batatas nativas como ato de resistência cultural e comunitária, e "La Trocha" (da Runga Arte Experimental, em parceria com a artista argentina Melina Seldes), que investiga a travessia de migrantes na fronteira entre Colômbia e Equador.
 

Diálogos internacionais e a efervescência da cena nacional
A Mostra Internacional registra a participação inédita da Guatemala e a expansão de presenças caribenhas, ao lado de produções da Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, Cuba, Espanha, México, Peru, Portugal, Uruguai e Venezuela. Os espetáculos abordam temas importantes do nosso tempo - como migração, ancestralidade, justiça climática, repressão política e igualdade de gênero. 

Os destaques são o espanhol "Seppuku - El Funeral de Mishima o El Placer de Morir" (da encenadora Angélica Liddell), baseado no código espiritual dos samurais, que combina erotismo, ritualística e o teatro nô japonês; o chileno "Vampyr" (direção de Manuela Infante), um falso documentário sobre criaturas que resistem à divisão entre natureza e cultura para tratar de sustentabilidade; o argentino "Ayoub - El Amor Me Enseña a No Amar" (Marina Otero), que critica o colonialismo afetivo a partir do relacionamento entre um casal no Marrocos; e o mexicano "Mi Madre y el Dinero" (Anacarsis Ramos), no qual o diretor e sua mãe, Josefina Orlaineta, sobem ao palco após uma década de distanciamento para mostrar a história de uma mulher que manteve mais de 40 negócios ao longo da vida em busca da sobrevivência em uma das áreas de maior índice de pobreza no México.
 
A Mostra Nacional apresenta um panorama dedicado à diversidade das artes cênicas brasileiras, incluindo estreias nacionais, como...ao mesmo tempo..., que reúne o Lume Teatro e a Cia. Clowns de Shakespeare; uma versão contemporânea de "Macbeth" (Cia. Extemporânea), interpretada por um elenco de drag queens; e "Casa do Norte", no qual o Grupo Clariô de Teatro comemora duas décadas de história e afirmação cultural em Taboão da Serra.
 
Formação de novos públicos
A 8ª edição do Mirada reúne espetáculos voltados a públicos de diferentes idades, com obras que convidam crianças, jovens e adultos a se aproximarem das artes cênicas. Entre elas está "Vovó Surrealista", da Cia. de Feitos - baseado no livro de Carlos Canhameiro, o espetáculo acompanha uma avó analfabeta, que finge ler livros aos netos, mas inventa histórias e personagens. Já o áudio percurso "Tesoro, Santos" (da chilena Paula Aros Gho) convida o público a uma viagem lúdica pela cidade de Santos, guiada por vozes de crianças e jovens entre 7 e 15 anos.

Além dos espetáculos, o festival promove 16 ações formativas, com residências, vivências, oficinas, bate-papos e sessões de autógrafos de livros que privilegiam a escuta e a troca entre criadores e público, com o intuito de fomentar o pensamento crítico e a reflexão. Durante o período do Mirada - Festival Ibero-Americano de Artes Cênicas, o Sesc TV exibe filmes, documentários e séries relacionados ao universo do teatro, que também estão disponíveis no Sesc Digital. Acesse a programação completa em sescsp.org.br/mirada ou pelo aplicativo Mirada Festival Sesc SP.


Mirada - Festival Ibero-Americano de Artes Cênicas  
Criado em 2010 para evidenciar a diversidade de estéticas e as pesquisas nas artes cênicas dos países da América Latina e Península Ibérica, o Mirada chega à sua oitava edição reforçando as similaridades e pluralidades que se estabelecem entre a produção desses países em Santos e cidades vizinhas que carregam, além de beleza natural, a vocação de palco perfeito para evidenciar e proporcionar o intercâmbio entre os povos.


Sobre o Sesc
O Serviço Social do Comércio é uma entidade privada com finalidade pública, criada em 1946 por iniciativa do empresariado do setor de comércio de bens, serviços e turismo, e que tem como missão contribuir para a qualidade de vida dos trabalhadores dessas categorias, seus dependentes e da sociedade em geral. No estado de São Paulo, o Sesc conta com uma rede de 44 unidades, incluindo centros culturais e esportivos, bem como unidades especializadas. Oferece programações em diversas linguagens artísticas, atividades físico-esportivas e de turismo social, programas de saúde, educação para sustentabilidade, para a diversidade e para acessibilidade, alimentação, programas especiais para crianças, jovens e pessoas idosas, além do Sesc Mesa Brasil – programa institucional de combate à fome e ao desperdício de alimentos. O Sesc desenvolve, assim, uma ação de educação não formal permanente com o intuito de valorizar as pessoas ao estimular a autonomia, a convivência e o contato com expressões e modos diversos de pensar, agir e sentir.


Serviço
Mirada 2026 – Festival Ibero-Americano de Artes Cênicas
De 3 a 13 de setembro de 2026
Sesc Santos, espaços públicos e equipamentos culturais em Santos, Cubatão, Guarujá, Praia Grande e São Vicente.
Vendas de ingressos: a partir de 14 de agosto, às 15h00.
Programação e informações: sescsp.org.br/mirada e aplicativo Mirada Festival Sesc SP
Nas redes sociais pela hashtag #FestivalMirada 
Venda de ingressos a partir de 14 de agosto, às 15h, on-line pelo aplicativo Credencial Sesc SP e Central de Relacionamento Digital (centralrelacionamento.sescsp.org.br), ou presencialmente nas unidades do Sesc São Paulo.


Valores ingressos
Espetáculos adultos 
R$ 40,00 (inteira); R$ 20,00 (meia-entrada); R$ 10,00 (Credencial Plena)

Espetáculos para crianças  
R$ 30,00 (inteira); R$ 15,00 (meia-entrada); R$ 10,00 (Credencial Plena)
Menores de 12 anos têm entrada gratuita nas atividades infantis, mas precisam de ingresso.
 
Gratuidade nos teatros da Baixada Santista
Todos os espetáculos nos teatros de Cubatão, Guarujá e Praia Grande são gratuitos. A retirada de ingressos antecipados é realizada por meio do aplicativo Credencial Sesc ou pela centralrelacionamento.sescsp.org.br.

Legendagem
Todos os espetáculos, nacionais e internacionais, são apresentados com legendas em português e espanhol, com exceção dos espetáculos de rua, que não têm legenda.

Acessibilidade
Todos os espaços do Mirada são acessíveis para pessoas em cadeiras de rodas. O evento oferece serviços de interpretação em Libras e audiodescrição, além de dispor de espaço para acomodação sensorial para alguns espetáculos. Algumas obras possuem elementos sensoriais que podem causar desconforto.

Sesc Santos
Rua Conselheiro Ribas, 136 - Aparecida, Santos / SP
Terça a sexta, 9h00 às 21h30. Sábados, domingos e feriados, 10h00 às 18h30
Informações em sescsp.org.br/mirada 

.: Exposição inédita desvenda a mente de serial killers sob a ótica científica


Após temporadas de sucesso em NY e Dublin, a exposição imersiva "A Mente de um Serial Killer" chega a São Paulo trazendo uma jornada fascinante pela psicologia criminal e ciência forense. A atração propõe desvendar casos famosos do true crime de forma científica e responsável, com realidade virtual e 20 ambientes imersivos. Fotos: divulgação


Após temporadas de sucesso em Nova York, Seattle e Dublin, "A Mente de Um Serial Killer: Uma Experiência Imersiva" chega agora a São Paulo. A Exhibition Hub, produtora e distribuidora de grandes exposições ao redor do mundo, e a Fever, plataforma líder global de descoberta de entretenimento ao vivo, anunciam a chegada da atração ao Shopping Eldorado, seguindo a temporada de sucesso de Titanic: Uma Viagem Imersiva, dos mesmos produtores. Com abertura ao público em 3 de setembro, a exposição propõe uma jornada psicológica e investigativa pelos casos e contextos históricos de alguns dos serial killers mais conhecidos da história. 

Após uma estreia internacional de sucesso que despertou ampla discussão entre público e crítica, a experiência chega ao Brasil com uma proposta responsável: transformar a curiosidade pelo true crime em conhecimento. Ao longo de aproximadamente 90 minutos e mais de 20 ambientes imersivos, os visitantes exploram a história, a psicologia criminal, os métodos de investigação e o impacto cultural desses casos, sem glorificar seus autores ou tratar a violência como entretenimento. 

A jornada começa no Escritório de Investigação, onde o público conhece os bastidores da criação de perfis criminais, da análise de evidências e do trabalho humano essencial para solucionar casos complexos. Em seguida, documentos oficiais, avaliações psicológicas, réplicas de artefatos, painéis de perfil e recriações de cenas investigativas ajudam a compreender padrões de comportamento e possíveis motivações de nomes como Ted Bundy, Jeffrey Dahmer, John Wayne Gacy e Dennis Rader, conhecido como BTK. 

O espaço convida os visitantes a refletir sobre a linha entre fato e ficção e sobre a forma como a mídia transforma criminosos em personagens conhecidos, ao mesmo tempo em que reforça a importância de manter as vítimas e o impacto humano no centro da narrativa. "A Mente de Um Serial Killer: Uma Experiência Imersiva" também inclui uma investigação exclusiva em realidade virtual. Com tecnologia imersiva, o visitante assume o papel de investigador e acompanha diferentes etapas de um caso, do escritório de campo à análise de evidências. A proposta é aproximar o público dos desafios enfrentados por investigadores na busca por justiça, e não recriar a violência como espetáculo.

"Desde o início, nossa visão foi criar uma experiência que educasse, em vez de sensacionalizar. Ao combinar psicologia criminal, ciência forense e narrativa imersiva, convidamos os visitantes a compreender como esses crimes impactaram as vítimas e as comunidades, como as técnicas de investigação evoluíram e por que o universo do true crime continua despertando tanto interesse. Acima de tudo, queremos que o público se envolva com essas histórias de forma responsável e saia da experiência com uma compreensão mais profunda da busca por justiça", afirmou Hamza El Azhar, CEO da Exhibition Hub.

"O interesse do público brasileiro por experiências imersivas e por conteúdos de true crime cresceu de forma significativa nos últimos anos. Nosso objetivo é apresentar uma exposição que vá além da curiosidade e ofereça uma perspectiva educativa, baseada em pesquisa, ciência e reflexão. Estamos muito felizes em trazer essa produção inédita para São Paulo e ampliar o portfólio de experiências culturais que a Fever vem desenvolvendo no país", afirma Thiago Kodic, Diretor de Produções Originais da Fever no Brasil. 

Por meio de documentários, entrevistas, arquivos, registros de investigações e outras fontes verificadas, a exposição apresenta os fatores psicológicos, históricos e sociais relacionados aos casos. Ao mesmo tempo, reconhece as vidas perdidas, o trabalho de investigadores e criminologistas e a responsabilidade coletiva de aprender com a história e proteger pessoas vulneráveis. Os ingressos para "A Mente de Um Serial Killer: Uma Experiência Imersiva" já estão disponíveis pelo aplicativo e pelo site da Fever. 


Serviço
Exposição "A Mente de Um Serial Killer: Uma Experiência Imersiva"

Abertura ao público: 3 de setembro de 2026
Local: Shopping Eldorado, São Paulo
Duração: aproximadamente 90 minutos
Classificação etária: a partir de 16 anos; menores de 18 anos devem estar acompanhados por um adulto
Horários de funcionamento: das 10h00 às 22h00 - aberto todos os dias, exceto às segundas
Ingressos: a partir de R$ 50,00  

.: Companhia das Rosas estreia "Esse-Outro", espetáculo para bebês


A Companhia das Rosas estreia nova obra teatral para bebês e primeiras infâncias, centrada na construção dos primeiros vínculos, desde a gestação até as descobertas iniciais do mundo exterior. Foto: Em Cena Produtora

A Companhia das Rosas investiga os primeiros vínculos entre o eu e o outro por meio de uma narrativa não verbal no espetáculo "Esse-Outro". A montagem é uma criação de teatro para bebês que dialoga também com diversos públicos. Trata-se de um teatro que comunica sem palavras,  com trilha sonora original e um cenário de bambus que utiliza recursos acrobáticos e de jogo cênico da dupla de atrizes-circenses de Erica Stoppel e Luara Bolandini, sob a direção de Clarice Cardell. O espetáculo estreia em São Paulo nos dias 14, 15 e 16 de agosto - sexta-feira, às 10h00 e 15h00; sábado e domingo, às 11h00 - no Sesc 24 de maio com sessões gratuitas. E nos dias 22 e 23, 29 e 30 de agosto - sábados, às 15h00, e domingos, às 11h00 - no espaço Chiquita de Teatro Para Bebês.

Na trama, dois seres que chegam ao mundo se relacionam entre si e com o espaço, se movem com fluidez acrobática e constroem uma narrativa não verbal por meio da linguagem gestual, sonora e visual. Elas são duas personagens que se aproximam, se espelham, se estranham e brincam, revelando as delicadas transformações dos vínculos humanos nos primeiros anos de vida. A obra investiga, de forma poética e sensível, os primeiros encontros entre o eu e o outro: da experiência de fusão e acolhimento no ventre à descoberta do mundo exterior e dos primeiros movimentos de separação afetiva. 

“A questão do outro, dessa construção do processo identitário, que sempre passa por esse espelhamento do outro, foi um dos caminhos da pesquisa. É um espetáculo plástico. Ele é feito para os bebês, mas também para os adultos que os acompanham. A história fala basicamente desse processo de encontros e desencontros, que é a própria vida”, ressalta a diretora Clarice Cardell. O cenário é uma estrutura-casa em forma de pirâmide dupla de bambu, que se transforma continuamente ao longo da peça, criando paisagens de abrigo, passagem e descoberta. Em constante transformação, o espaço cênico traduz a passagem do interior para o exterior, refletindo o processo de descoberta, apropriação e recriação do mundo ao redor. Os figurinos representam dois seres em formação, sem definições de gênero ou identidade fixa. 

A trilha sonora original reúne percussões corporais, marimba, cello, violão, timbres produzidos com o bambu e arranjos vocais que ajudam a criar uma experiência imersiva que dialoga diretamente com a escuta e a imaginação dos bebês. A música constrói atmosferas, acompanha jogos e emoções das personagens e joga com a ideia de repetição e variação com um tema musical central chamado Esse- Outro. Este tema evoca a relação entre mãe e filho, reaparecendo ao longo da narrativa em momentos chave de significados. A narrativa se constrói junto às informações que a música traz, os silêncios e as expressões sonoras das personagens. Ao final do espetáculo, o público é convidado a entrar no espaço cênico e interagir com os objetos de bambu, prolongando a experiência estética por meio do toque, da exploração e da brincadeira compartilhada.

O encontro entre a Companhia das Rosas e a diretora Clarice Cardell consolidou afinidades que já vinham sendo desenvolvidas pelas artistas em suas pesquisas sobre a primeira infância. “Sempre buscamos uma comunicação profunda com os bebês, baseada na presença e na verdade do encontro. Compartilhamos da ideia de que os bebês nascem com capacidades expandidas de percepção do mundo e são capazes de se conectar com universos poéticos de modo muito profundo. Foi muito libertador perceber que compartilhamos dessas e outras ideias sobre a magnitude do ser humano na infância, enfatiza Erica Stoppel.

A atriz Luara Bolandini também comentou o resultado dessa conexão. "Na criação de Esse-Outro, fomos em busca de sentimentos próprios e muito verdadeiros. No encontro com a Clarice potencializamos nossa forma de comunicar sem palavras e explorar a dramaticidade no gesto, seja ele teatral ou acrobático. Apostamos em uma linguagem que prima por uma desacelaração do tempo e convida convida bebês e adultos à experiência sensível de contemplação compartilhada”.

Com mais de duas décadas de pesquisa voltada à arte para a primeira infância, Clarice Cardell (Cia Primeiro Olhar) iniciou essa trajetória na Espanha, onde fundou a companhia La Casa Incierta, referência internacional no teatro para bebês e responsável pela criação de 11 espetáculos apresentados em diversos países. De volta ao Brasil, passou a dirigir o Festival Primeiro Olhar e fundou a BebeLume, produtora dedicada ao desenvolvimento de filmes e conteúdos artísticos para a primeira infância, ampliando sua atuação para o audiovisual e a formação de educadores. 

“Fazer teatro para bebês é, antes de tudo, um ato político. É reivindicar o ser humano em outra dimensão, longe desse olhar adultocêntrico que acredita que a criança é uma página em branco. Temos muito mais a aprender com as crianças do que algo a ensinar a elas. Acredito que a arte para a primeira infância é, antes de tudo, um reconhecimento da potência dos bebês como espectadores”, finaliza a diretora.  A Companhia das Rosas foi criada em 2017, a partir de uma pesquisa de Erica Stoppel e Luara Bolandini, centrada na relação entre a arte circense, o teatro de bonecos e a necessidade de dialogar com as crianças e dar voz às questões da infância.  

“Esse-Outro” é um espetáculo de teatro para bebés que traz duas personagens acrobáticas  que atravessam experiências de vínculo, descoberta e separação em um espaço cênico em constante transformação. O espetáculo narra, sem palavras, de forma poética e sensível, os primeiros encontros entre o eu e o outro: da experiência de fusão e acolhimento no ventre aos primeiros movimentos de separação afetiva e a descoberta do mundo exterior.


Ficha técnica
Peça teatral “Esse-Outro” 
Idealização: Companhia das Rosas - Erica Stoppel e Luara Bolandini. Direção: Clarice Cardell (Cia Primeiro Olhar). Assistência de direção: Vera Abud (Cia Pelo Cano / Cia As Graças).. Orientação de arte e corpo bambu: Poema Mühlenberg (Cia Nós no Bambu). Criação com bambus: Luis Calça Criação de luz: Marisa Bentivegna. Figurino: Chris Galvan. Trilha sonora original: Vinícius Politano. Assistente de Produção: Beatriz Alves Direção de produção: Rita Massini (Margarida Agência de Cultura). Assessoria de Imprensa: Adriana Balsanelli e Renato Fernandes. 


Serviço
Peça teatral “Esse-Outro” 
Sesc 24 de maio (Local: Tecnologias e Artes - ETA | 4º andar)
R. 24 de Maio, 109 - República, São Paulo - SP, 01041-001 
Dias 14, 15 e 16 de agosto.  Sexta-feira, dia 14, às 10h00 e 15h00. Sábado e domingo, dias 15 e 16, às 11h00. Grátis.

Espaço Chiquita 
Rua Cel. Domingos Ramos, 54 Vl. Leopoldina/SP 
De 22 a 30 de agosto, sábados, às 15h00, e domingos, às 11h00.
Preço: RS 40,00 inteira R$ 20,00 meia
Classificação: livre. Duração:45 minutos
O trabalho foi pensado para sensibilizar bebês (0-3 anos) e seus acompanhantes por meio de estímulos táteis, sonoros e visuais adequados a essa faixa etária. 

.: Renan Oliveira canta a nova edição de “Os pagodes Que a Gente Gosta”


Por
Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural. Foto: divulgação

Em um momento em que o mercado da música redescobre a força dos medleys e da nostalgia como estratégia para conquistar novas gerações, Renan Oliveira segue apostando em um caminho que já virou marca registrada de sua carreira. Depois de a primeira parte do audiovisual “Os Pagodes Que a Gente Gosta – Volume 3”, já ultrapassou de 3 milhões de reproduções nas plataformas digitais em poucas semanas, o cantor lança a segunda etapa do projeto gravado na Quadra da Portela; no Rio de Janeiro,  tendo como destaque o encontro inédito com Thiago Soares.

A parceria acontece no medley “Entre a Cruz e a Espada / Namorada Nota Dez / História Combinada”, escolhido como faixa foco do lançamento. O encontro reúne dois artistas identificados com o pagode romântico em um repertório que atravessa diferentes gerações e reforça a proposta do projeto: revisitar clássicos que permanecem vivos na memória afetiva do público, sem abrir mão de uma interpretação contemporânea.

Gravado diante de cerca de quatro mil pessoas na Quadra da Portela, o audiovisual mostra que existe espaço para um pagode que cresce menos pela lógica dos desafios virais e mais pela conexão emocional com o público. O repertório reúne canções que marcaram os anos 1990 e 2000, período considerado um dos mais férteis da história do gênero, e transforma sucessos conhecidos em medleys que mantêm a energia de uma roda de samba.

A nova etapa também consolida o crescimento do projeto “Os Pagodes Que A Gente Gosta”, que já realizou mais de dez edições, passou por diferentes cidades brasileiras, reuniu públicos superiores a 15 mil pessoas e acumula mais de 64 milhões de reproduções considerando os lançamentos anteriore

"Apaga / Pensa Bem / Nuvem"


.: “A Divina Sarah Bernhardt” torna lenda do teatro em mulher de carne e osso


Por 
Helder Moraes Miranda, jornalista e crítico de cultura, especial para o portal Resenhando.com.

Sarah Bernhardt já havia se tornado uma celebridade mundial antes de o mundo aprender a fabricar celebridades em escala industrial. No fim do século XIX, o rosto dela estampava cartazes, o nome cruzava fronteiras e as aparições mobilizavam multidões. Em uma época sem televisão, redes sociais ou cinema, a atriz francesa transformou a própria existência em espetáculo. É essa mulher gigantesca, extravagante, apaixonada e extremamente contraditória que Sandrine Kiberlain interpreta no filme “A Divina Sarah Bernhardt”, dirigido por Guillaume Nicloux.

Ambientado inicialmente em Paris, em 1896, o longa-metragem acompanha Sarah no auge da fama. Considerada por muitos a primeira grande celebridade internacional da era moderna, ela circulava entre artistas, escritores, políticos e amantes com a mesma desenvoltura com que ocupava os palcos. A produção, porém, escolhe olhar para a personalidade que existia por trás da imagem pública. O resultado é uma cinebiografia que prefere os bastidores, os afetos, as brigas e as fragilidades à reconstituição convencional de uma carreira.

O roteiro de Nathalie Leuthreau concentra boa parte da narrativa na relação de Sarah com Lucien Guitry, interpretado por Laurent Lafitte. Os dois mantêm durante anos uma relação amorosa marcada por idas e vindas, ciúmes, outros parceiros e uma intimidade que parece sobreviver até mesmo quando o romance já não funciona da maneira esperada. A escolha é interessante porque permite que a personagem seja observada em situações nas quais não precisa convencer uma plateia a respeito da própria genialidade. 

O filme mostra muito pouco da atriz efetivamente atuando. A grandeza de Sarah é constantemente anunciada por quem a cerca, pelas personalidades que a admiram e pelo peso do nome dela, mas raramente isso é demonstrado em cena. Guillaume Nicloux parece interessado na distância entre a mulher e o mito. Sarah pode ser arrogante, generosa, cruel, divertida, manipuladora, apaixonada e consciente do poder que exercia sobre os outros. Sandrine Kiberlain abraça todas essas contradições sem tentar transformar a personagem em uma santa. Na interpretação dela o espectador enxerga uma mulher expansiva, teatral mesmo quando está longe dos palcos, capaz de transformar uma conversa íntima em uma espécie de espetáculo particular. O corpo, a voz, os gestos e principalmente o olhar fazem da personagem uma presença que domina cada ambiente em que entra.

A trajetória também passa por um dos episódios mais dramáticos da vida da artista. Em 1905, durante uma apresentação de “Tosca”, no Rio de Janeiro, Sarah sofreu uma grave lesão no joelho após uma queda no palco. O problema se agravaria ao longo dos anos e levaria à amputação da perna direita em 1915. O acontecimento aparece como parte fundamental da narrativa e ajuda a estabelecer um contraste curioso: a mulher que construiu uma imagem pública de força precisa lidar com um corpo que passa a impor limites àquela existência acelerada.

A passagem pelo Brasil acrescenta uma camada particularmente interessante à história. Sarah Bernhardt esteve no país em diferentes momentos e chegou a ser admirada por Dom Pedro II. O filme recupera essa dimensão internacional e evoca também a proximidade com nomes como Victor Hugo, Oscar Wilde, Émile Zola e Sigmund Freud. Sarah viveu num período em que a circulação internacional de artistas ainda exigia viagens longas e complexas. Mesmo assim, conseguiu transformar as turnês em acontecimentos capazes de mobilizar públicos em diferentes continentes.

Sarah Bernhardt compreendeu, antes de a indústria cultural desenvolver suas ferramentas modernas, que uma estrela também precisava saber administrar a própria imagem. Fotografias, cartazes, aparições públicas, histórias sobre sua vida e a maneira como era comentada contribuíam para ampliar a fama dela. Nesse sentido, a personagem parece antecipar uma figura que hoje seria imediatamente reconhecida como uma celebridade global.

Nicloux evita transformar tudo isso em uma biografia cronológica. O tempo se organiza por lembranças e saltos temporais, aproximando diferentes momentos da vida de Sarah. A estrutura permite que passado e presente se contaminem, embora também possa provocar certa sensação de fragmentação. O filme aposta mais na memória e na personalidade da protagonista do que na apresentação organizada de acontecimentos históricos. Visualmente, “A Divina Sarah Bernhardt” encontra uma de suas maiores forças na reconstituição de época. Figurinos, cenários, objetos e direção de arte recriam uma Belle Époque exuberante, marcada pelo luxo e pela teatralidade. A fotografia de Yves Cape acompanha essa atmosfera e ajuda a estabelecer uma diferença visual entre o período de glória e os anos posteriores da protagonista.

O filme ainda se permite uma liberdade que combina com a própria personagem. Sarah Bernhardt aparece como uma figura quase maior do que a realidade, cercada por animais exóticos, festas, admiradores e personalidades célebres. Em vez de desmontar completamente o mito para encontrar uma verdade definitiva, Guillaume Nicloux parece aceitar que Sarah também foi uma invenção de si mesma. Essa liberdade tem um preço. Ao privilegiar a vida afetiva, o filme deixa de explorar diversas dimensões de uma carreira extraordinária. Sarah interpretou mais de uma centena de papéis, administrou teatros, comandou companhias e ajudou a redefinir a relação entre artista, imprensa e público. A produção poderia ter mostrado mais do talento que justificou tamanha devoção. Em determinados momentos, fica a impressão de que o filme está tão interessado na mulher que acaba esquecendo a atriz.

Ainda assim, existe uma inteligência na escolha de apresentar Sarah pelas contradições. Ela é inconveniente, vaidosa, impulsiva e, muitas vezes, insuportável. Ao mesmo tempo, possui uma liberdade que impressiona quando observada a partir do período histórico em que viveu. A vida amorosa, a relação com o próprio corpo e a postura diante das convenções sociais ajudam a explicar porque o nome dela continua provocando interesse mais de um século depois da morte dela.

Ficha técnica
“A Divina Sarah Bernhardt” | “Sarah Bernhardt, La Divine” (Título original)

Gênero: drama, romance, biografia. Duração: 98 minutos. Classificação indicativa: 16 anos. Ano de produção: 2024. Data de lançamento: 16 de julho de 2026. Idioma: francês. Direção: Guillaume Nicloux. Roteiro: Nathalie Leuthreau. Elenco: Sandrine Kiberlain, Laurent Lafitte, Amira Casar, Pauline Etienne, Mathilde Ollivier, Laurent Stocker, Grégoire Leprince-Ringuet, Clément Hervieu-Léger, Sébastien Pouderoux, Sylvain Creuzevault, Arthur Mazet e Arthur Igual. Cenas pós-créditos: não. Assista na plataforma de streaming Reserva Imovision.



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.: "Caça e Caçador" faz de Son Ye-jin uma perigosa femme fatale


Por 
Helder Moraes Miranda, jornalista e crítico de cultura, especial para o portal Resenhando.com.

O cinema sul-coreano tem uma habilidade particular para transformar crimes aparentemente pequenos em motores de tensão. Em "Caça e Caçador", dirigido e roteirizado por Lee Sang-gi, o alvo da vez são os batedores de carteira. O longa-metragem de 2008 chega ao catálogo da plataforma de streaming Belas Artes À La Carte com uma trama policial que coloca frente a frente um investigador obstinado e uma criminosa que sabe exatamente como desaparecer no meio da multidão.

Protagonizado por Kim Myung-min e Son Ye-jin, o filme acompanha Jo Dae-yeong, policial especializado em investigar roubos e furtos relacionados à Yakuza. Sua rotina muda quando ele cruza o caminho de Baek Jang-mi, líder de uma organização internacional de batedores de carteira. Depois de atuar em Osaka, no Japão, ela retorna à Coreia do Sul determinada a ampliar os negócios e recrutar uma das profissionais mais respeitadas do meio, Kang Man-ok, interpretada por Kim Hae-sook. A perseguição ganha contornos pessoais quando Dae-yeong descobre quem realmente é a mulher que havia ajudado.

A escolha de Son Ye-jin para viver Baek Jang-mi chama atenção pela mudança de registro da atriz, então muito associada a romances e personagens de forte carga dramática. Em "Caça e Caçador", ela assume uma figura calculista, sedutora e perigosa, capaz de comandar uma quadrilha e disputar espaço com homens acostumados a controlar esse tipo de atividade. O jornal sul-coreano The Korea Times destacou, na época do lançamento, a transformação da atriz e a tensão sexual presente no longa-metragem, embora tenha considerado irregular o desenvolvimento de alguns elementos dramáticos. O filme também se beneficia de um assunto pouco explorado pelo cinema policial: a organização profissional do furto. A produção acompanha métodos, hierarquias e estratégias utilizadas pelos criminosos para agir em meio a grandes concentrações de pessoas.

A relação entre a gangue e a Yakuza amplia o alcance da investigação. A história começa em Osaka, onde a quadrilha liderada por Baek Jang-mi chama a atenção das autoridades japonesas após uma série de furtos. De volta a Seul, a personagem abre uma loja de tatuagem como fachada enquanto reorganiza suas atividades criminosas. A investigação policial passa a acompanhar seus movimentos, criando uma perseguição que alterna ação, investigação e disputas internas pelo controle do território. 

O título original, "Mubangbi-dosi", pode ser traduzido literalmente como "cidade desprotegida" ou "cidade indefesa", enquanto "Open City" tornou-se o título internacional pelo qual o filme circulou em diversos mercados. No Brasil, a produção recebeu o título "Caça e Caçador". Para Lee Sang-gi, o filme marcou a estreia na direção de um filme de longa-metragem. A proposta chamou atenção justamente por combinar um elenco de grande apelo com um universo criminal pouco habitual. A imprensa sul-coreana reconheceu essa tentativa de explorar o cotidiano de uma rede de batedores de carteira, ainda que a recepção crítica tenha apontado problemas na segunda metade da narrativa.

No elenco, além de Son Ye-jin e Kim Myung-min, estão Kim Hae-sook, Son Byung-ho e Shim Ji-ho. Kim Hae-sook interpreta Kang Man-ok, uma veterana do furto que se torna peça cobiçada na disputa entre organizações criminosas. A produção ainda reúne Kim Byeong-ok, Ji Dae-han, Lee Won-jong e outros nomes do cinema sul-coreano. Uma oportunidade de revisitar uma fase particularmente fértil do cinema policial sul-coreano, quando investigações, violência urbana e personagens moralmente ambíguos começaram a ganhar espaço em produções que buscavam fugir do policial convencional. 


Ficha técnica
"Caça e Caçador" | "Mubangbi-dosi" (Título original | "Open City" (Título internacional)
Gênero: policial, ação e crime. Duração: 112 minutos. Classificação indicativa: 16 anos no Brasil; 15 anos na Coreia do Sul. Ano de produção: 2008. Data de lançamento: 10 de janeiro de 2008, na Coreia do Sul. Idioma: coreano. Direção: Lee Sang-gi. Roteiro: Lee Sang-gi. Elenco: Son Ye-jin, Kim Myung-min, Kim Hae-sook, Son Byung-ho, Shim Ji-ho, Kim Byeong-ok, Ji Dae-han, Lee Won-jong, Kim Jung-tae e outros. Cenas pós-créditos: não. Assista na plataforma de streaming Belas Artes À La Carte.


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quinta-feira, 13 de agosto de 2026

.: Editora Trama lança "A Original", ficção científica sobre identidade


Obra de ficção científica que explora o uso da IA como controle dos seres humanos é lançado em parceria de dois vencedores do Hugo Awards

"A Original", novo lançamento da Editora Trama, ganha sua primeira edição impressa após ter sido concebido originalmente como um audiobook. Escrito em colaboração pelos premiados Brandon Sanderson e Mary Robinette Kowal, o romance se passa em um futuro distante em que a humanidade venceu a morte natural graças a "nanitos injetáveis" que circulam pelo corpo, reparando danos e prolongando a vida indefinidamente. Nesse cenário, a sociedade passou a viver sob um modelo de renda igualitária e automação plena. Mas esse aparente paraíso cobra um preço: check-ins semanais obrigatórios em Estações de Renovação, onde a continuidade da vida depende de um rígido sistema de monitoramento.

É nesse contexto que vive Holly Winseed. Ao despertar em um hospital sem qualquer lembrança e com uma nova identidade imposta, ela descobre que se tornou uma Réplica Provisória. Agentes do governo lhe concedem apenas uma semana para cumprir uma missão impossível: localizar e eliminar sua Original, acusada de assassinar o próprio marido, Jonathan. Se conseguir, herdará seu lugar na sociedade. Se falhar, deixará de existir. Conforme a investigação avança, Holly descobre verdades que a levam a questionar não apenas o funcionamento daquele sistema, mas também sua própria identidade. Misturando thriller e ficção científica, A Original combina ritmo acelerado e suspense com reflexões sobre identidade, livre-arbítrio, vigilância, memória e o preço da imortalidade. Compre o livro "A Original", de Brandon Sanderson e Mary Robinette Kowal, neste link.


Sobre os autores
Brandon Sanderson é um dos principais nomes da fantasia e da ficção científica contemporâneas. Autor best-seller do The New York Times, conquistou milhões de leitores com séries como "Mistborn e Os Relatos da Guerra das Tempestades", além de ter concluído os últimos volumes da série "A Roda do Tempo", de Robert Jordan. Mary Robinette Kowal é escritora e marionetista norte-americana, vencedora dos prêmios Hugo, Nebula e Locus. Autora da aclamada série "Lady Astronaut", é reconhecida por combinar rigor científico, imaginação e personagens complexos em suas obras de ficção científica. Compre o livro "A Original", de Brandon Sanderson e Mary Robinette Kowal, neste link.

.: Primeiro livro adulto de John Green, "Um Final de Cinema" tem pré-venda


Com reflexões sobre os tensionamentos entre vida pública e vida privada, a obra resgata o nascimento da cultura da celebridade e apresenta um romance nos bastidores de Hollywood. Foto: Marina Waters


Nove anos depois de "Tartarugas Até Lá Embaixo", o autor best-seller John Green volta à ficção com o lançamento de seu primeiro livro adulto: "Um Final de Cinema". O livro já está em pré-venda e será publicado pela Intrínseca em outubro deste ano. O romance acompanha Kai Laramie e Juniper Castillo, dois jovens atores em ascensão que são escalados para estrelar a aguardada cinebiografia sobre o último ano de vida de Andy Warhol. Com reflexões sobre os tensionamentos entre vida pública e vida privada -  um tema que ecoa diretamente a própria figura de Warhol -, a obra resgata o nascimento da cultura da celebridade e apresenta um romance nos bastidores de Hollywood. A tradução é de Alda Lima.

Contada sob os pontos de vista de Kai e Juniper, a história se estende desde os primeiros dias de gravação até a estreia do longa. Quando o filme começa a fazer muito sucesso, os dois observam suas vidas saírem dos eixos, em sentidos ao mesmo tempo empolgantes, assustadores e dolorosos.  Nas palavras do próprio John Green, é uma história sobre se apaixonar, sobre conviver com trauma e sobre a nossa relação com a internet, onde trocamos pedaços de nós mesmos por atenção pública. Compre o livro "Um Final de Cinema", de John Green, neste link.


O que se sabe sobre o livro
Para os jovens atores em ascensão Kai Laramie e Juniper Castillo, estrelar a tão aguardada cinebiografia sobre o último ano de vida de Andy Warhol é a oportunidade dos sonhos pela qual ambos esperavam. Juniper, uma ex-atriz mirim, não vê a hora de mostrar que está pronta para assumir papéis mais maduros e ser reconhecida na indústria. Já Kai, um ator estreante, não consegue parar de pensar se essa será sua primeira e única chance em Hollywood.

Após o lançamento, o filme vira um fenômeno, e Juniper e Kai finalmente alcançam o sucesso que sempre almejaram - e talvez o amor que não esperavam. Mas, ao mesmo tempo que suas carreiras decolam de uma hora para outra, a vida dos dois começa a sair dos eixos, forçando-os a aprender a navegar entre o estrelato e as dificuldades que a exposição traz.

Comovente e perspicaz, "Um Final de Cinema", escrito por John Green, é, nas palavras do próprio autor, um romance sobre amor, traumas e a relação com a internet, em que trocamos pedaços de nós mesmos por atenção pública. Uma história contemporânea, protagonizada por personagens sinceros e irreverentes, que vivem na pele o que se ganha e o que se perde quando se é visto.


Sobre o autor
John Green, autor premiado e best-seller do New York Times, é formado em língua inglesa e estudos religiosos pelo Kenyon College, em Ohio. Nasceu em 1977 em Indiana, onde vive com a mulher e o filho, e ao longo dos anos morou em Nova York, Illinois, Michigan, Flórida e Alabama. Atuou como redator na National Public Radio em Chicago, foi editor-assistente e de produção da revista de resenhas literárias Booklist e assinou críticas de livros para o New York Times. Personalidade ativa na internet, além de manter o próprio blog e o canal do YouTube Vlogbrothers, John coapresenta com o irmão Hank Green os vídeos do projeto “Crash Course”, um canal on-line com aulas gratuitas de diversas disciplinas. Compre os livros de John Green neste link.

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