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Sweeney
Todd é um dos melhores longas deste ano
Por: Mary Ellen Farias dos
Santos
Em março de 2008
Musical de Tim Burton é recheado de amor, temperado com muita vingança e
embalado com grandes atuações.
Um longa para ser amado (por aqueles que gostam do estilo do diretor Tim
Burton) ou odiado (pelos mais fracos de estômago ou que não conhecem o
trabalho de Burton). Simplesmente não há meio termo quando o assunto são as
produções cinematográficas de Tim Burton. Sweeney Todd: O Barbeiro
Demoníaco da Rua Fleet é um longa excelente, pelo fato de não cair na
mediocridade das muitas produções do momento. Logo é fácil sentir amor por
ele. Bom, digo por mim (que aguardei a estréia e só pude assisti-lo na
telona após o musical ter abocanhado um Oscar).
Em cena há um Johnny Depp no estilo Edward Mãos-de-Tesoura (no
figurino) e um Willy Wonka sinistro (na atuação). De quebra há a imagem
'suave' com interior maligno de Helena Bonham Carter. Uma Noiva Cadáver
de carne e osso, desta vez de roupas escuras e com o mesmo objetivo?
Talvez.
De fato, não há como negar que esta é uma produção de Tim Burton. Por que?
Pelo simples fato de haver um cuidado com a diferenciação das cores em
determinadas cenas e períodos da vida do protagonista, cenários caprichados
e intrigantes, além de ter a perfeição da imperfeição em foco. Bom, mas
Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet é o primeiro (grande)
musical de Tim Burton. Como ter matança em um musical? Acredite. Burton é
capaz de juntá-los e dar uma excelente forma.
Qual é a história do musical que esteve em cartaz na Broadway? Esta
adaptação cinematográfica do musical de Stephen Sondheim, reescreve a lenda
vitoriana do barbeiro assassino, Benjamin Barker (Johnny Depp). Após ser
preso e injustamente expulso de Londres por 15 anos, Barker volta ao
encontro da esposa e filha.
No entanto, descobre que ambas caem em desgraça -por meio do juiz Turpin
(Alan Rickman)- , Barker adota o pseudônimo de Sweeney Todd. Em busca de
vingança, Todd, faz uma parceria com a quituteira Mrs. Lovett (Helena Bonham
Carter): na cadeira de barbeiro ele assassina os clientes e ela aproveita os
restos mortais para assar tortas que agradam a todos de Londres.
Com um
humor negro e um cinema gótico, Burton consegue se sair muito bem e não
deixa a desejar no musical. Na tela está retratada a sombria Inglaterra
vitoriana, que na segunda metade do século XIX, esteve na era dos "vampiros"
e dos assassinos em série. Sem comentários.
Saindo do cenário e partindo para o roteiro não há como cochilar ou bocejar,
somente muita tensão. O drama ganha espaço, pois no passado há o drama do
barbeiro e de sua esposa que está vivo no presente, sendo que este por sua
vez conta, simultaneamente, o drama do barbeiro e da quituteira e do
marinheiro e da donzela. Tudo envolvido por muito desejo de vingança e
sangue explodindo na tela em suas várias formas. Tanta agilidade no enredo
com músicas intercaladas, não há como deixar de dizer: "Esta é a perfeição
para um musical inovador".
A grande confirmação do que digo aqui aconteceu no Oscar 2008, em que o
longa abocanhou a estatueta na categoria de Melhor Direção de Arte. Até o
momento, Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet é o melhor
filme de 2008. Imperdível! Seja pela fantástica atuação de Depp ou a
peculiar direção de Burton.
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Avaliação |
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História |
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Atuação |
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Visual |
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Direção |
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Nota
Geral: |
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Filme:
Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet
(Sweeney Todd: The
Demon Barber of Fleet Street,
EUA) |
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Ano: 2007 |
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Gênero:
Suspense / Musical |
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Duração: 116
minutos |
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Direção:
Tim Burton |
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Roteiro:
John Logan, Christopher Bond, Hugh Wheeler, Stephen Sondheim |
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Elenco:
Johnny Depp, Helena Bonham Carter, Jamie Campbell Bower, Alan Rickman,
Timothy Spall, Sacha Baron Cohen, Jayne Wisener |
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