Um desenho que permite refletir sobre a importância da amizade e humildade,
além de alertar-nos sobre o quanto é bom apreciar a natureza que nos cerca
(bom, pelo menos o que ainda nos resta de verde, ok?), saber viver cada
momento intensamente, além de deixar clara a regra: quebrou, conserte. E não
pára por aqui, são muitas e muitas boas mensagens. Não! Não estou enrolada
das idéias não! Carros, a nova aposta dos Estúdios Disney e Pixar é
uma superprodução que tem tudo para ser um estouro nas bilheterias e quebrar
recordes quando o assunto for a preferência dos pequenos.
Ok. A história tem o seu tom politicamente correto, mas o melhor de tudo é
que o desenho tem conteúdo (de historinha boba já temos o bobo Galinho
Chicken Little) e ainda temos o prazer de ver o bom e vivo colorido
Disney que todos gostamos (desde os pequeninos aos marmanjões de plantão) lá
na telona.
A história geral e seus acontecimentos são bastante carregados de
significados, mas significados de peso. Há momentos em que os carrinhos
humanizados (eles passam por conflitos que fazem 100% parte de nosso
cotidiano) simplesmente dão um puxão de orelhas e quase dizem para nós
espectadores: "- Ei, vê se desce do 'pedestal', porque você não é o bonzão,
não!" e ainda nos "fazem" a seguinte pergunta: "Você tem certeza de que ser
'melhor' no que faz é tão bom assim?".
Tudo começa numa corrida. Sim, neste desenho há o uso da metalinguagem, por
sinal muito bem usado. É num mundo habitado por carros, que o público
conhecerá o corredor Relâmpago McQueen. O jovem carro sonha em ser o grande
vencedor da Copa Pistão (importante campeonato para carros de corrida), mas
na chegada há um empate triplo.
No caminho para uma nova corrida, a de desempate da Copa Pistão, McQueen
acaba se perdendo e no desespero ele faz o maior estrago na estrada da
pacata cidade de Radiator Springs, uma cidade esquecida, situada próxima à
famosa estrada americana Rota 66. Lá ele aprende lições com veículos das
décadas 50 e 60 e é "mantido como prisioneiro". Por que? Primeiro ele terá
de consertar o que destruiu, daí sim, poderá ir correr na Copa Pistão e
conquistar o seu sonhado troféu.
Apesar
de ele estar cheio de si, pois ele é um carro "famoso", ele descobre o real
valor da amizade e se é tão importante ser o grande vencedor em uma
competição ou não. As mensagens do desenho são de fato positivas. Afinal,
como pode ele desejar tanto ser o melhor sem ter amigos e não suportar o
carros velhos e enferrujados, embora não tenha faróis, somente decalques
(por ser um carro de corrida)? Entendeu outra charada? Mesmo tentando ser o
melhor nas corridas, ele precisa de outro ou outros para que ele fique
completo e seja um carro (por que não humano?) bom caráter.
Agora, adaptando o desenho para a realidade do povo brasileira, podemos ver
a nossa Seleção Brasileira a qual disputou, não na Copa Pistão, mas na Copa
2006 de Futebol e perdeu feio. Bom, pelo menos aqueles que acompanharam este
desastre irão entender perfeitamente esta parte da história da animação. Na
verdade este desenho é totalmente indicado para os 23 canarinhos para que
eles façam as perguntinhas que surgem no decorrer do desenho. Bom, se é que
a fama já não os possuiu por completo. Tomara que não!
Voltando ao desenho, vale a pena assistir e se divertir com a volta do
maravilhoso colorido Disney!
Filme: Carros (Cars,
EUA) Ano: 2006 Gênero: Animação Duração: 116 minutos Direção: John Lasseter Elenco/Voz: Daniel Filho, Priscila Fantin