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Ação,
efeitos especiais e reviravoltas fazem com que longa beire a perfeição
Por: Mary Ellen Farias dos
Santos
Em maio de 2006
Um filme 100% hollywoodiano devido à efeitos de arrepiar e deixar qualquer
um boquiaberto. De fato, X-Men: O Confronto Final bota para quebrar
na telona, literalmente. O filme funciona e envolve o público, tal fato nem
se quer permite que o expectador perceba que o mesmo tenha passado por
grandes problemas para ter um diretor.
Tudo começou quando Bryan Singer (diretor dos longas anteriores) disse que
estaria fora desta seqüência dos mutantes, pois faria Superman - O
retorno (Azar o dele, pois este não parece ser tão bom, pelo menos o
trailer é bem chocho). A incrível missão passou para as mãos, muito que
brevemente, de Matthew Vaughn e acabou finalmente chegando à Brett Ratner.
Confusões à parte, os fãs ficaram desacreditados (digo por mim, não esperava
grandes coisas).
Com informações salpicando nos meios de comunicação sobre o filme, tudo
pareceu estar correndo razoavelmente bem, pois os X-Men teriam novos
integrantes e também novos vilões. Tudo ok! O cartaz nacional (o que está
acima) já mostra isso, apesar de dar destaque para Tempestade e Wolverine,
há espaço para os outros personagens também.
Até que poderia dar mais destaque, mas infelizmente, sempre há personagens
que cativam mais e... sabe como é, deixam os outros de escanteio. A história
é cheia de reviravoltas e conseqüências totalmente inesperadas pelo
público(o professor Xavier, Scott e Jean, são exemplos do porque digo isso).
Contudo, Ratner não perdeu-se na direção, pelo contrário seguiu a
"idéia" dos longas antecessores. O que muito pode acontecer na cabeça do
expectador são perguntas no estilo: "Por que fazer isso com a Mística?", "Se
a personagem de Jean estava bem, qual o motivo dela acabar assim?", "E
agora? Cadê como ficará a escola de mutantes sem o professor Xavier?" ou
"Como ele teve a coragem de fazer isso com o Cyclope?".
Acredito que tenha escrito a palavra correta: coragem. É isso mesmo. Ratner
não teve medo de ousar e inovar, mesmo tendo inspirado-se nos quadrinhos da
Marvel, na história da "Saga da Fênix Negra".
Algo bastante marcante é o início do longa (que para tratar dos mutantes,
torna-se muito curto. Veja abaixo o tempo de duração do filme), pois ele já
começa parecendo o que não é. Sim. Eles estão em uma simulação de fim do
mundo, ou melhor, os professores Tempestade e Wolverine estão em uma aula
prática com os jovens superdotados.
Para aqueles que observam bastante, as primeiras cenas, já são avisos de que
os grandes combatentes da história será a dupla de mutantes: Tempestade e
Wolverine que aparecem sozinhos em alguns cartazes. Outra que aparece
bastante (mas deixa o público de queixo caído) na história é Jean Grey (Famke
Janssen) tendo a mais poderosa força de todos os mutantes. Ah! Ela morreu no
último filme, não é mesmo? Pois então, já que você acredita nisto terá
grande surpresa em X-Men: O Confronto Final.
Já
que o assunto é aparição de novos mutantes: o Anjo (Ben Foster), o
Homem de Gelo (Shawn Ashmore), Vampira (Anna Pakin), Kitty Pryde (Ellen Page),
Colossus (Daniel Cudmore), Cyclope (James Marsden) e o Fanático (Vinnie
Jones) mal dão as caras. Calma! Não é que eles aparecem somente uma cena,
mas é que eles não ganham o espaço merecido.
Já o Fera (Kelsey Grammer) mostra a que veio, principalmente na cena do
confronto final do longa, nesta luta, ele esquece o seu caro de secretário
do governo para assuntos mutantes e ajuda os X-Men a "liquidar" o terrível
magneto e sua trupe, que inclui, Pyro. O "encontro" de Pyro e o Homem de
Gelo garante muita adrenalina e efeitos de chocar qualquer um. Mostrando que
este filme, mantém a qualidade dos X-Men anteriores.
O interessante do enredo é que Fera, enquanto secretário, fica incumbido de
convencer todos os mutantes de que a cura é a melhor saída para eles. Não
entendeu? Ele é um mutante, que trabalha junto ao Presidente e precisa fazer
com que todos os mutantes optem por perder seus poderes e tornarem-se seres
humanos normais.
Seguindo neste assunto, há mudanças em determinadas personagens, como por
exemplo, a Mística (a qual aparece muito bem na telona) e a Vampira (pelo
menos é o que dá a entender sobre a morena de mechas brancas). Já o final do
terrível Magneto? Dá alívio, porém deixa qualquer um com uma baita pulga
atrás das orelhas.
Vale
a pena conferir, caso você seja um fanático pela história dos X-Men em
quadrinhos e não aceita mudanças, talvez seja melhor mudar o seu conceito,
porque apesar de o enredo ser diferenciado, o filme é muito bom sim. É certo
que algumas pessoas continuarão torcendo o nariz e outros irão idolatrar o
filme, daí cabe justamente a pergunta do cartaz: De que lado você vai ficar?
Dica: Não importa o que acontecer, nem mesmo que você seja convidado
a se retirar, não saia da sala de cinema, pois ao final dos créditos do
longa, há uma cena reveladora e totalmente estimulante para os fãs dos X-Men
no cinema. Tire as suas próprias conclusões sobre o filme. Não perca!
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Avaliação |
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História |
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Visual |
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Direção |
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Nota
Geral: |
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Filme: X-Men: O Confronto Final (X-Men: The last stand, EUA) |
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Ano: 2006 |
|
Gênero: Ação/Ficção |
|
Duração: 104 minutos |
|
Direção:
Brett Ratner |
|
Roteiro:
Simon Kinberg e Zak Penni |
|
Elenco: Hugh Jackman, Halle Berry, Ian McKellen, Famke Janssen,
Anna Paquin, Kelsey Grammer, Rebecca Romijn, James Marsden, Shawn
Ashmore, Vinnie Jones, Aaron Stanford, Patrick Stewart, Ben Foster,
Dania Ramirez, Olivia Williams, Daniel Cudmore, Ellen Page, Michael
Murphy, Shohreh Aghdashloo, Cameron Bright, Bill Duke, Josef Sommer |
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