|
|
|
O
amor, o amor... e o amor em uma nova bela transposição para a telona
Por: Mary Ellen Farias dos
Santos
Em fevereiro de 2006
Os romances, por mais, bobos que parecem ser, sempre tem a sua oportunidade
para deixarem a sua marca ao passarem pela telona. Com Orgulho e
Preconceito, não foi diferente. De fato, o longa é muito bem elaborado,
editado, dirigido... entre outros. Ops! Mas não pense que este é um novo
...E o Vento Levou ou um Titanic. É certo que cada um destes tem
o seu mérito e seus defeitos (e feitos).
O longa que surgiu a partir do sucesso literário de Jane Austen, não é tudo
isso o que se ouviu falar por aí. Sim, o filme não é 100%, mas em se
tratando de fotografia, atuação e edição é mais do que nota 1.000. Não
gostei tanto do filme? Não, não é devido a falta de um beijinho do casal, o
problema é que o espectador fica com vontade de saber mais, dando muita
raiva quando o filme termina. Sem dúvidas! Quem não leu o livro, certamente,
irá correr atrás deste rapidinho, para saber (e imaginar) mais informações
das que foram retradas.
Um dos detalhes melhores e muito bem sacados são as primeiras cenas. É como
que se cada um da sala de cinema fosse pego pela mão e chamado a fazer
"parte" da família Bennet, a qual conta com cinco mocinhas casadoiras. Como
isso acontece? É como se você fosse um convidado da família, na casa das
personagens, os olhos (da câmera) procuram por algo familiar: lá encontram
as moças (suas "acompanhantes" por 127 minutos).
A história do filme é muito intensa e cheia de reviravoltas. Talvez por
isso, o livro seja o segundo livro mais importante da literatura inglesa,
perdendo o primeiro lugar, para O Senhor
dos Anéis, de J. R. R. Tolkien. Ok! Vamos ao que interessa o enredo
do longa dirigido pelo estreante no cinema, Joe Wright.
O
período da trama é aquela em que a maior preocupação feminia era a de
conquistar um marido rico e não precisar trabalhar mais. Em meio a
casamentos arranjados está a família Bennet. A mãe de cinco filhas que vive
no desespero de casar suas meninas. Tal situação não incomoda as garotas,
pelo contrário, tudo as empolga, principalmente os bailes bem frequentados.
Com a ajuda do velho pai (Donald Sutherland) elas persistem na busca de seu
par perfeito (bonito e rico). Com medo de perder tudo para um primo
distante, Sr. Collins (Tom Hollander), já que as filhas não poderão ficar
com a casa em que vivem, se o pai das moças vir a falecer, a solução do
problema é acelerar a corrida por um bom partido.
Eis que tudo parece ajudar com a chegada do solteiro Sr. Bingley (Simon
Woods). No baile de apresentação do jovem rico, ele se encanta pela irmã
mais velha, de Elizabeth (Keira Kightley), Jane (Rosamund Pike). Elizabeth
usa de sua habilidade para conversar com o amigo de Bigley, Sr. Darcy
(Matthew Macfadyen).
É a partir daí que voltas e reviravoltas fazem Elizabeth e Sr. Darcy
representarem o orgulho e o preconceito, literalmente. Tal situação dá
grande movimento para o filme de época. Caso não fique satisfeito com o
final, tente a versão com mais 8 minutos, exibido nas salas de cinemas do
Canadá e dos Estados Unidos. Qual a diferença? Não são apenas os minutos,
mas muito açúcar para os românticos de plantão. Orgulho e Preconceito
é imperdível!
|
Avaliação |
|
História |
* * * *
* |
|
Atuação |
* * * * |
|
Visual |
* * * * |
|
Direção |
* * * * |
|
Nota
Geral: |
* * * *
* |
|
Filme: Orgulho e Preconceito (Pride & Prejudice, Reino Unido)
|
|
Ano: 2005 |
|
Gênero: Romance |
|
Duração: 127 minutos |
|
Direção: Joe Wright |
|
Roteiro: Deborah Moggach baseado em livro de Jane Austen |
|
Elenco: Keira Knightley, Matthew MacFadyen, Brenda Blethyn,
Donald Sutherland, Tom Hollander, Rosamund Pike, Jena Malone, Judi
Dench |
|